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Radio Sanca Web TV - Terça, 28 Mai 2019

BRASÍLIA/DF - O Supremo Tribunal Federal (STF) considerou hoje (29) inconstitucional o trecho da reforma trabalhista que abriu a possibilidade de gestantes e lactantes trabalharem em atividades insalubres. Por 10 votos 1, a Corte confirmou liminar proferida em maio pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, suspendendo a norma.

Com a decisão, segundo Moraes, fica valendo a regra anterior. Com o texto antigo da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), antes da reforma aprovada em 2017, a gestante deverá ser afastada de atividades e locais insalubres, devendo ser realocada em outro tipo de serviço. Não sendo possível, a empregada será afastada e terá direito a receber salário-maternidade.

Em seu voto, Moraes confirmou sua liminar e afirmou que a alteração na CLT permitiu que gestantes e lactantes continuem trabalhando em atividades insalubres e ainda previu que o afastamento só pode ocorrer após a apresentação de atestado médico.

Segundo Moraes, nesse ponto, a reforma trabalhista é inconstitucional por não proteger mulheres grávidas e lactantes. "Quem de nós gostaria que nossas filhas, irmãs, netas, grávidas ou lactantes, continuassem a trabalhar em ambientes insalubres?, questionou.

Pelo texto antigo da CLT, o Artigo 394-A definiu que a empregada gestante ou lactante será afastada de qualquer tipo de serviço e locais insalubres. Com a mudança, o mesmo dispositivo vetou o trabalho nas atividades perigosas, mediante apresentação de um atestado médico para que o afastamento seja realizado.

O voto de Moraes foi acompanhado pelos ministro Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Luiz Fux, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes, Celso de Mello e o presidente, Dias Toffoli. Marco Aurélio foi o único a divergir.

O caso chegou ao STF por meio de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) ajuizada pela Confederação Nacional de Trabalhadores Metalúrgicos. A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, que também opinou pela concessão da liminar. Para Dodge, a exigência de atestado médico para o afastamento da gestante, conforme previsto na reforma trabalhista, transformava “em regra a exposição ao risco”.

 

*Por André Richter – Repórter da Agência Brasil

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SÃO CARLOS/SP - O vereador Marquinho Amaral (MDB) apresentou e teve aprovada uma moção de congratulação para a empresa Agrindus S.A. pelo prêmio mundial da MAPFRE por melhor iniciativa no setor agropecuário.

Segundo Marquinho a Agrindus S.A. recebeu o prêmio da melhor iniciativa no setor agropecuário pelo "Pioneirismo na produção de leite A2 no Brasil". A Agrindus S.A. é uma das três maiores produtoras de leite do país, produz alimentos frescos e seguros para a sociedade, respeitando o bem-estar da terra e do animal.

O processo de produção estabelecido em suas fazendas resulta em produtos de alta qualidade e valor biológico que são vendidos em comunidades próximas, especialmente no estado de São Paulo, seguindo o conceito global de ‘produzido por famílias locais’ para preservar a frescura dos produtos e evitando o aumento da pegada de carbono devido a menos transportes.

“Seu projeto A2A2 revolucionou a produção e a comercialização do leite tipo A, já que é naturalmente garantido um leite de fácil digestão. Seu consumo, de acordo com vários estudos, facilita a digestão e evita dores abdominais, desconforto ou náusea em quem tem algum grau de indigestão ao consumir leite de vaca. Seu conceito de produção oferece um produto com diferencial de qualidade e frescor, também na busca de um agronegócio sustentável”, destacou o vereador.

A Agrindus é uma empresa familiar, fundada em 1945, e está ciente de seu ambiente, tanto do ponto de vista ambiental como social, participando na educação, empregabilidade dos mais necessitados e para o desenvolvimento da região.

“Encaminhamos essa moção de congratulação para a empresa Agrindus S.A., representada na pessoa do seu presidente, o Dr. Roberto Jank, e também para Roberto Jank Junior e Jorge Jank desejando-lhes muito sucesso e manifestando o apoio desta Casa de Leis”, finalizou.

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SÃO CARLOS/SP - O Sargento Caion e o Cabo Dionizío da equipe do DEJEM, fizeram apreensão de entorpecentes no início de hoje (29), na Vila Jacobucci, em São Carlos.

Os Militares realizavam patrulhamento, quando na Rua Hipólito José da Costa, próximo a uma casa foi encontrado 278 pinos de cocaína. O entorpecente foi encaminhado ao Plantão Policial.

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SÃO CARLOS/SP - A Polícia Militar deteve um homem na madrugada desta 4ª feira (29), por tráfico de drogas na região sul de São Carlos.

Segundo consta, os PMs Leal e J. Soares realizavam patrulhamento no bairro Cidade Aracy, quando no cruzamento entre as Ruas Luiz Ollay e Lázaro Santos, abordaram o sujeito em atitude suspeita. Ao ser revistado foi encontrado entorpecente em sua posse. E.R.S, idade não informada, foi conduzido ao Plantão Policial, onde foi autuado em flagrante e recolhido ao Centro de Triagem de São Carlos. 

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SÃO PAULO/SP - O clássico da Disney O Rei Leão, que conquistou o público tanto infantil quanto adulto, nos anos 1990, ganha agora uma versão, que está programada para estrear no dia 18 de julho.

Produção ganhou novo cartaz e o trailer já havia sido divulgado, e vale dar uma conferida, para se ter uma ideia do que vem por aí, além de matar saudade dos personagens.

Dirigido por Jon Favreau, o filme traz de volta a história de Simba, herdeiro do Reino da Pedra, mas que sofre com as más intenções de seu tio, o perverso Scar.

Em meio a muitos conflitos e traições, o pequeno Simba terá de superar diversos obstáculos, mas em sua jornada contará com a ajuda do seus amigos Pumba e Timão.

Na versão original, as vozes são de Donald Glover como Simba, Beyoncé Knowles-Carter como Nala, James Earl Jones como Mufasa, Chiwetel Ejiofor como Scar, Seth Rogen como Pumba e Billy Eichner como Timão.

O filme está programado para estrear no dia 18 de julho; confira o trailer

https://youtu.be/cQ7LgxMCzCg

*Por: Eliana Silva de Souza/ESTADÃO

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Kaique Rodrigues de Almeida foi jovem aprendiz e passou por dois cursos no Senac São Carlos antes de abrir o próprio negócio

SÃO CARLOS/SP - Segundo uma pesquisa da Global Entrepreneurship Monitor e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), o número de empreendedores entre 18 e 34 anos cresceu 7% em 2017 e 2018. Entre esses 15,7 milhões de jovens que investiram em negócios próprios no período, está Kaique Rodrigues de Almeida, 24 anos, ex-aluno e ex-aprendiz do Senac São Carlos.

Apaixonado por música, Kaique sempre idealizou empreender na área, ideia que ganhou ainda mais força quando adquiriu sua primeira bateria, aos 18 anos. Ao aliar o que aprendeu na unidade com o passatempo preferido, ele deixou o emprego em uma famosa rede de lojas para investir na própria empresa. Foi aí que nasceu a startup MusiMy em 2016, plataforma de aulas musicais que oferece conteúdos didáticos por meio de assinaturas on-line. Atualmente, o projeto conta com 100 clientes ativos.

Mas para chegar neste nível, o ex-aluno teve que batalhar muito. De família simples, Kaique começou sua trajetória cedo, aos sete anos, recolhendo lixo reciclado e entregando jornais de porta em porta. Aos 13 anos, conseguiu um emprego como mecânico, até que em 2010, ingressou no Programa Senac de Aprendizagem.

“Essa experiência como aluno e funcionário me ajudou demais. Ambas foram essenciais para aprimorar minha comunicação, visão de mundo e mercado, o que facilitou, inclusive, os meus relacionamentos interpessoais. Lá, também fui estimulado a empreender e, isso gerou em mim novas metas e sonhos”, descreve.

Após concluir o curso e sair do programa, Kaique passou por diversas empresas e se estabeleceu na loja C&A. “Na época do processo seletivo, o recrutador comentou durante a entrevista que, além da minha desenvoltura ao me comunicar, um dos pontos que chamou sua atenção foi o nome Senac no currículo. Disse que a instituição é referência em educação profissional e que minha experiência como aprendiz foi um diferencial.”

Dedicado, com menos de 10 meses de trabalho, foi promovido para atuar como líder operacional e, em seguida, como líder de caixa e supervisor. As novas funções o fizeram perceber que precisava buscar mais conhecimento, o que o levou de volta ao Senac. Então, em 2014, ele se matriculou no curso Auxiliar Administrativo.

Kaique seguiu no emprego até 2016, quando abriu a startup. No entanto, a área de vendas não ficou para trás. Já empreendendo, foi convidado para liderar a área comercial de uma loja de atacado em São Carlos e aceitou. “Entendi que precisaria de mais dinheiro para continuar a investir no meu negócio e foi a melhor decisão que tomei. Em um ano conciliando as duas atividades, consegui realizar muitos sonhos e ajudei financeiramente minha família.”

Relembrando sua trajetória, ele avalia tudo o que passou e ressalta o aprendizado como um divisor de águas. “Sou muito grato ao Senac por ter chegado até aqui. Há nove anos eu era apenas mais um jovem entre tantos que desejam empreendedor no Brasil. Agora, como empresário, sei que posso ajudar muitas pessoas"

Serviço:
Endereço: Rua Episcopal, 700, Centro - São Carlos/SP
Informações: www.sp.senac.br/saocarlos

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Agradecimento foi registrado em carta enviada à Fapesp e à Reitoria da Universidade

 

SÃO CARLOS/SP - Os deputados argentinos Eduardo Bucca e Fernanda Raverta encaminharam no início do mês carta endereçada à Presidência da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e à Reitoria da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), ressaltando a importância de pesquisa desenvolvida no Centro de Desenvolvimento de Materiais Funcionais (CDMF). O CDMF é um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepid) apoiados pela Fapesp, com sede na UFSCar, sob a direção de Elson Longo da Silva, Professor Visitante no Departamento de Química (DQ) da Universidade.
A carta diz respeito à criação de um sensor de monóxido de carbono (CO), cuja utilização pode evitar tragédias como a que aconteceu na semana passada com seis turistas brasileiros no Chile, mortos por intoxicação por monóxido de carbono. Altamente tóxico, o gás é incolor e inodoro e, assim, de difícil detecção. A pesquisa desenvolvida no CDMF resultou em um sistema que interrompe o suprimento de gás em uma instalação se for detectada concentração superior ao nível seguro, disparando um alarme. O projeto prevê que aparelhos aquecedores de água e do ambiente tenham um sensor eletrônico de CO do tamanho de um chip, já desenvolvido e patenteado pelos pesquisadores.
Em setembro de 2018, pesquisadores do CDMF apresentaram o projeto no Congresso Nacional da Argentina, a convite de Eduardo Bucca. A Argentina registra anualmente cerca de 250 mortes e duas mil intoxicações por monóxido de carbono. Diante desse quadro, Bucca apresentou projeto de lei que torna obrigatória a utilização do sensor. Os estudos que levaram ao seu desenvolvimento foram feitos em parceria com pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp); da Universidad Nacional de Mar del Plata, da Argentina; da Universitat Jaume I, na Espanha; e da Universitá degli Studi di Ferrara, na Itália, com financiamento da Fapesp e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) no Brasil; do Conselho Nacional de Investigações Científicas e Técnicas (Conicet) da Argentina; do Ministério de Ciência, Inovação e Universidades da Espanha; e do Instituto Nacional de Física Nuclear (INFN) da Itália.

CDMF
O CDMF, além do apoio da Fapesp, recebe investimento do CNPq, a partir do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia dos Materiais em Nanotecnologia (INCTMN). Multidisciplinar e com inserção internacional, o Centro reúne pesquisadores da UFSCar, Unesp, Universidade de São Paulo (USP), Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), Universidade Federal do ABC (UFABC), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e Centro de Tecnologia de Informação Renato Archer (CTI). O CDMF atua no desenvolvimento de materiais funcionais e nanoestruturados, que buscam atender as novas demandas da sociedade em três áreas estratégicas: Energia, Saúde e Meio Ambiente e Sustentabilidade. Mais informações sobre o CDMF podem ser encontradas no site do Centro, em http://cdmf.org.br/.

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Quarta, 29 Mai 2019 11:03

Saiba o que é Habilidades Sociais

SÃO CARLOS/SP - Quando o tema é comportamento humano, é necessário ressaltar que se trata de um leque muito grande, com diversas possibilidades de ser apresentado. Desta forma, o comportamento socialmente habilidoso é uma possibilidade.

Não há consenso a cerca da definição sobre o comportamento socialmente habilidoso, pois os autores consideram que a compreensão do contexto, ou seja, o meio que a pessoa esta inserida, é essencial quando o assunto é ‘habilidade social’. E outro ponto de destaque é que esse meio é bastante mutável (escola, trabalho, família, amigos), portanto para cada ambiente as pessoas selecionam os comportamentos que julgam necessário para alcançar seu objetivo.

Habilidades sociais devem ser compreendidas dentro da cultura que o indivíduo está inserido e levando em conta características interpessoais, como a idade, gênero e classe social. A habilidade social, por fim, é uma classe de comportamentos voltados à comunicação (transmissão de informações, solicitações, conversas informais). Com isso, é importante destacar três formas de se comunicar e interagir com as pessoas, sendo elas: passivo, agressivo e assertivo.

Passivo: é um perfil de comunicação que estabelece um padrão de omissão, pois tem grandes dificuldades pra expressar opiniões, está sempre “engolindo os desaforos”, foge de conflitos, pede desculpas sempre (mesmo que não tenha feito nada de errado) e geralmente seus direitos são ignorados.

Agressivo: é um perfil de comunicação que estabelece um padrão de comportamento que agride o outro, assim como a definição sugere. Com perfil dominador, impõe sua vontade, menospreza e deprecia o outro, é autoritário, intolerante e viola os direitos das pessoas ao seu redor. Geralmente é visto como o “pavio curto”.

Assertivo: trata-se de um perfil de comunicação, pelo qual as pessoas buscam aumentar a probabilidade de conseguir o que quer e trata-se também de uma comunicação mais adequada, pois respeita a opinião e os direitos do outro, transmite as informações com tranquilidade, expressa suas emoções de forma honesta e direta, sabe ouvir o outro com atenção e também sabe ouvir críticas sem partir pro ataque.

Ressalta-se que o termo “assertividade” não quer dizer que se trata da pessoa mais correta moralmente, mas de uma forma de se comunicar que visa aumentar a probabilidade de alcançar seus objetivos. Outra ressalva é de que a pessoa que se comunica assertivamente não possui garantias que o outro vai corresponder, é apenas uma maneira de aumentar significativamente as chances.

A comunicação é uma habilidade essencial para as relações estabelecidas, no trabalho, no ambiente familiar, com os amigos e a comunicação assertiva pode proporcionar maior satisfação pessoal, autocontrole, redução da ansiedade e principalmente maior qualidade nos relacionamentos.

É importante destacar que o texto se trata de um recorte básico, pois o tema é bastante vasto, com diversas pesquisas e protocolos de treino para desenvolver esta habilidade.

Referências:

CABALLO, V. E. Manual de técnicas de terapia e modificação do comportamento. In: O treinamento em Habilidades Sociais. São Paulo, Livraria Santos Editora, 2008.

DEL PRETTE, A. DEL PRETTE, Z.A.P.Psicologia das Habilidades Sociais: terapia, educação e trabalho. Modelos Explicativos da área de treinamento de habilidades sociais. Petrópolis, Vozes, 2012.

*Por: Psicóloga Larisse de Souza- CRP 06 150514

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Clínica SUPERA

Fone: 3411-1798 ou 99270-2164

Endereço: Rua Desembargador Júlio de Faria, 895- Vila Prado. 

Assista a entrevista: 

https://www.facebook.com/radiosancawebtv/videos/351033382266378/

 

SÃO CARLOS/SP - Em 2001, Andrey Coatrini Soares, cursando o antigo segundo colegial em uma escola pública, acompanhava com olhos e ouvidos atentos as palavras do pesquisador Luiz Henrique Capparelli Mattoso que viria a ser, 18 anos mais tarde, o seu supervisor no pós-doutorado. A fala sobre a ciência do pequeno, que calcula tudo em milionésimos de milímetros, batizada de nano, encantou Soares e foi determinante para a escolha da carreira de cientista.

O físico de formação é um dos exemplos da importância da interação de estudantes com os conceitos da física, química, das aplicações da ciência e da tecnologia, impactos e contribuições na área agrícola, proporcionados pelo Programa Embrapa & Escola. Criado em 1997, o programa  busca aproximar cientistas, estudantes e professores para estimular nos jovens o interesse pelo conhecimento científico.

Os tempos mudaram e os hábitos também, mas assim como Soares se encantou  anos atrás,  os estudantes de hoje, pertencentes à era digital,  que fazem do mouse a extensão da mão, também se empolgaram na semana passada toda com o que viram, sentiram e tocaram durante mais uma edição do Embrapa & Escola. Nos laboratórios da Embrapa Instrumentação e campos da Embrapa Pecuária Sudeste, em São Carlos (SP), 674 estudantes da rede pública de ensino vivenciaram experiências similares às de quase duas décadas.

"Esse é o nosso objetivo com o Embrapa & Escola, estimular os jovens para conhecer o mundo fascinante da ciência. Se quisermos ser um País de primeiro mundo, precisamos investir em ciência e educação", sugere Mattoso.

 "O que vi aqui dentro anos atrás foi decisivo para a minha formação de pesquisador. Agora volto para desenvolver pesquisas à base de nanotecnologia, que facilitem a vida do homem do campo que trabalha com a pecuária leiteira", diz Soares,  cientista reconhecido pela comunidade acadêmica com o Prêmio Tese Destaque USP 2018 e com o Prêmio CAPES de Tese 2018 e Grande Prêmio CAPES de Tese 2018.

Mattoso falou do conceito que envolve nanotecnologia, demonstrou exemplos das aplicações desta ciência, como os filmes comestíveis, desenvolvidos à base de frutas e hortaliças - mamão, maracujá, beterraba, menta e baunilha. O material pode embalar alimentos e, de quebra, dá um toque no tempero.

Além da palestra, os estudantes do 7º e 8º ano do ensino fundamental e do 1º ano do ensino médio de escolas municipais e estaduais visitaram os laboratórios de processamento de materiais nanoestruturados, o de microscopia eletrônica de varredura e o de síntese de materiais nanoestruturados, onde tiveram mais contato com a nanotecnologia. Também fizeram experimentos com borracha, isopor e cola.

A analista Silviane Hubinger, responsável por uma das experiências realizadas com os alunos,  disse que a experiência foi rica para os dois lados: os estudantes puderam vivenciar o aprendizado e conhecer possíveis profissões que poderão escolher no futuro; a Embrapa teve a oportunidade de se relacionar com as escolas e mostrar parte de suas pesquisas para a sociedade.

No campo, os estudantes conheceram procedimentos de coleta automática de dados dos animais identificados com brincos e chips, como são manejados de forma racional, como alguns equipamentos fornecem alimentos de forma automática e medem a emissão de gases de efeito estufa, como os animais que vivem num sistema integrado com lavoura, pecuária e floresta são monitorados por sensores e como funciona o sistema de produção de leite. Além disso, se familiarizaram com conceitos e práticas da conectividade no campo.

"Falar para crianças e adolescentes é um exercício muito rico, pois é necessário transformar  informações complexas em simples. Elas são puras e fazem perguntas muito instigantes, que podem até estimular novas pesquisas. É um público muito especial para a empresa, uma geração que tem nas mãos a responsabilidade de construir um futuro cada vez mais sustentável", explicou Alexandre Berndt, chefe de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Pecuária Sudeste.

A pesquisadora Teresa Cristina Alves, que recebeu o grupo no sistema de leite da Embrapa Pecuária Sudeste, disse ser "muito gratificante matar a curiosidade dos alunos e saber que, de alguma forma, a gente contribui para  para o conhecimento sobre ciência e o agro", afirmou.

Experiência além da sala de aula

"É muito diferente do que temos na escola e muito importante para o nosso projeto de vida ver o quanto a ciência e a tecnologia estão presentes no nosso dia a dia", disse a estudante do 1º ano do ensino médio, de uma escola pública de São Carlos, Julia Bernardeli.

E até quem não podia ouvir se interessou. Deficiente auditivo, Matheus Henrique Ferreira teve o apoio da intérprete de Libras Viviane Saladino para traduzir, em sinais, o que era falado e demonstrado nos laboratórios. "Das três experiências, o que mais gostei foi fazer slime (geleca) com cola branca, solução de água boricada e bicarbonato de cálcio", afirma o estudante do 8º ano de uma escola municipal do ensino básico.

O aluno Richard Gabriel Filomeno, do 7º ano da escola municipal Dalila Galli, disse que gostou de visitar a fazenda da Embrapa. "Eu aprendi que dá para saber quanto o gado comeu, quanto ele pesa, quando ele nasceu, quem são o pai e a mãe dele. E também que é um animal bem curioso", contou.

Para a professora Josiane Rodrigues, o Embrapa & Escola oferece uma oportunidade ímpar de mostrar aos estudantes o que a cidade tem de melhor e que pode estimular a formação acadêmica deles. "Eles ficaram fascinados. Os alunos acham que a internet oferece tudo o que precisam, mas aqui observaram que não é bem assim", diz a educadora do 1º ano do ensino médio de uma escola estadual.

Parceria inédita

As ações do Embrapa & Escola deste ano foram executadas graças a uma parceria inédita com a Câmara Municipal, Diretoria Regional de Ensino, Secretaria de Educação da Prefeitura de São Carlos e a uma emenda parlamentar do vereador Luis Enrique Paulino Carmelo (Kiki), no valor de R$ 31.981,50.

"Faz muito sentido para essas crianças. Elas passam a entender que o que veem em lousa, na sala de aula, tem uma aplicação direta. Isso faz com que até a motivação para o estudo aumente significativamente", afirmou. Kiki esteve nas duas Unidades da Embrapa para acompanhar o trabalho.

O secretário municipal de Educação Nino Mengatti também esteve nos dois centros de pesquisa. Segundo ele, a experiência proporcionada pelo Embrapa & Escola aos alunos deverá se tornar uma atividade permanente. "É um aprendizado imenso. Quero tornar essa atividade em uma ação permanente, uma política pública", afirmou.

Assista aqui como foi o Embrapa & Escola.

*Por: Ana Maio (Mtb 21.928) 

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SÃO PAULO/SP - A partir de hoje (29), a prefeitura de São Paulo pode multar empresas e usuários que descumprirem as regras para o serviço de aluguel de patinetes na cidade. O decreto regulamentando o sistema foi publicado no último dia 14 de maio. Os veículos começaram a ser disponibilizados na capital paulista em agosto do ano passado.

As empresas ficaram obrigadas a fazer um cadastro na administração municipal e demonstrar capacidade de organizar os equipamentos no espaço público, evitando atrapalhar a circulação de pedestres.

Foi proibido o uso dos patinetes elétricos nas calçadas ou em vias com velocidades máximas superiores a 40 km/h. A velocidade máxima permitida para os patinetes, seja em vias públicas ou em ciclovias, é de 20 km/h. Também é obrigatório o uso do capacete.

Penalidades

Os usuários que circularem em locais indevidos ou acima da velocidade permitida estão sujeitos a multa de R$ 500. Se não usarem o capacete, o valor a ser pago é R$ 100. As punições serão aplicadas às empresas que podem repassar os valores aos clientes.

As empresas podem ser multadas em R$ 20 mil se não contratarem seguro para cobrir eventuais danos de acidentes. A sanção também será aplicada caso seja desrespeitada a confidencialidade das informações pessoais dos usuários. As companhias ficam ainda obrigadas a disponibilizar dados para a prefeitura e, eventualmente, órgãos de segurança pública, informações sobre a quantidade de acidentes e dados de condutores envolvidos em crimes ou acidentes.

Entre as punições possíveis estão ainda a apreensão dos equipamentos e o descadastramento das empresas.

Novas regras

De acordo com a prefeitura, a medida anunciada ainda é provisória. Regras mais detalhadas serão discutidas nos próximos três meses junto com as 11 empresas que responderam a um chamamento público e assinaram um termo de responsabilidade para oferecer o serviço.

Durante esses 90 dias, o grupo de trabalho concluirá os estudos, verificando como essas regras são estabelecidas em outros locais do mundo e finalizando a discussão com a sociedade civil. A regulamentação também vai estabelecer regras para o estacionamento dos veículos que, por enquanto, poderão ficar parados nas calçadas.

 

*Por Daniel Mello - Repórter da Agência Brasil

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