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BRASÍLIA/DF - O Brasil vendeu ao exterior, em 2025, 40,04 milhões de sacas de 60 quilos (kg) de café, uma queda de 20,8% em relação a 2024. No entanto, a receita da exportação do produto no ano passado bateu recorde: US$ 15,586 bilhões, um aumento de 24,1% na comparação com o ano anterior. Os dados, divulgados nesta segunda-feira (19), são do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

A receita das vendas ao exterior registrada em 2025 é a maior desde 1990, quando a Cecafé iniciou o levantamento. As exportações brasileiras tiveram como destino 121 países.

De acordo com o presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, o recorde é resultado do aumento do valor do produto em 2025 e de investimentos do setor em qualidade.

“Tivemos médias mensais de preço maiores em 2025 e nossos cafeicultores, bem organizados, mantêm seus investimentos em tecnologia, inovação e qualidade, o que eleva o patamar dos cafés do Brasil e, consequentemente, o seu valor. Não à toa, somos a única origem do mundo que consegue exportar para mais de 120 países, respondendo por mais de um terço do market share global”, disse.

Tarifaço

De acordo com Ferreira, a diminuição no número de sacas exportadas já era aguardada em 2025 em razão do clima e dos embarques recordes registrados um ano antes, o que reduziu os estoques. “Exportamos um volume histórico em 2024, reduzindo o montante de café armazenado no país, e a safra do ano passado foi impactada pelo clima, combinação que culminou na limitação da disponibilidade do produto”, explicou.

Também influenciaram o resultado, segundo ele, as tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos sobre o produto brasileiro.

“Nos quase quatro meses de vigência do tarifaço sobre todos os tipos de café do Brasil, entre o começo de agosto e o fim de novembro – vale lembrar que o solúvel ainda segue taxado –, nossos embarques aos norte-americanos despencaram 55%, majoritariamente afetados por essas taxas”, destacou.

Principais destinos

Com a aquisição de 5,4 milhões de sacas, a Alemanha assumiu a liderança entre os maiores importadores dos cafés do Brasil no ano passado, apesar de o volume implicar queda de 28,8% das vendas ao país, na comparação com 2024. Esse montante representou 13,5% de todos os embarques brasileiros do produto em 2025.

Os Estados Unidos, usualmente líderes dessa classificação, desceram à segunda posição no ano passado, como reflexo do declínio observado no período de vigência do tarifaço. Os estadunidenses importaram 5,3 milhões de sacas em 2025 – 13,4% do total, com queda de 33,9% frente aos 12 meses de 2024.

Tipos de café

Nos 12 meses do ano passado, o café arábica foi a espécie mais exportada pelo Brasil, com 32,3 milhões de sacas vendidas ao exterior. Esse volume equivale a 80,7% do total.

A espécie canéfora (conilon e robusta) vem na sequência, com o embarque de 3,9 milhões de sacas (10% do total), seguida pelo setor de café solúvel, com 3,6 milhões de sacas (9,2%), e pelo segmento de café torrado e torrado e moído, com 58.474 sacas (0,1%).

 

 

AGÊNCIA BRASIL

Município recebeu selo do INPI que reconhece a origem e marca nova etapa para a economia local 

 

TORRINHA/SP - O café do município de Torrinha passou a integrar o grupo de regiões brasileiras com Indicação Geográfica (IG). O reconhecimento foi oficializado em solenidade realizada na quarta-feira, 10 de dezembro, com a entrega do certificado de Indicação de Procedência concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).

O evento reuniu produtores rurais, lideranças locais e representantes das instituições que atuaram na construção do reconhecimento, entre elas o Sebrae-SP, a Prefeitura Municipal e a Associação dos Produtores de Café Natural do Bairro do Paraíso do Alto de Torrinha (Cafenato), entidade responsável pelo selo.

No Brasil, existem 17 microrregiões reconhecidas com Indicação Geográfica para o café arábica, sendo seis no Estado de São Paulo. Com o reconhecimento, Torrinha consolida uma tradição cafeeira iniciada no século XIX e mantida por gerações de agricultores familiares.

Para a gerente regional do Sebrae-SP Ariane Canellas, a Indicação Geográfica representa um marco para o desenvolvimento do município. “Esse reconhecimento é resultado de anos de trabalho coletivo e inaugura uma nova fase, que envolve a manutenção da qualidade do café, o fortalecimento da gestão das propriedades e a integração entre o meio rural e urbano, inclusive com impacto positivo no turismo”, afirmou.

A certificação teve como base o tradicional concurso de qualidade do café promovido pelo Sindicato Rural de Torrinha, referência técnica incorporada ao caderno de especificações do INPI. Neste ano, 83 amostras participaram da avaliação. Destas, apenas 39 atingiram pontuação superior a 80 pontos na tabela da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), requisito mínimo para o uso do selo. Ao todo, 22 amostras cumpriram integralmente as exigências técnicas e documentais e já estão autorizadas a utilizar o Selo da Indicação de Procedência do Café de Torrinha, que deve ser renovado anualmente.

O chefe da Casa da Agricultura de Torrinha e presidente do Sindicato Rural, Ricardo Cassola, destacou que a certificação valorizou o trabalho dos produtores locais. “O selo comprova que o café de Torrinha tem qualidade diferenciada e deixa de ser tratado como commodity, agregando valor à produção da agricultura familiar”, disse.

Ao longo da trajetória, o processo envolveu capacitações técnicas, concursos de qualidade, organização produtiva e fortalecimento da governança local. A coordenadora do Senar e engenheira agrônoma Renata Rodrigues de Almeida Farias Cassola ressaltou o reconhecimento do trabalho desenvolvido no território. “A Indicação Geográfica reconheceu anos de dedicação dos produtores e contribui para garantir renda, permanência no campo e sucessão rural”, afirmou.

O prefeito de Torrinha, Ari Rodolfo Buzato, destacou os impactos econômicos e turísticos do reconhecimento. “A Indicação Geográfica confirma a excelência do nosso café e já traz retorno para o município, tanto na valorização do produto quanto na atração de visitantes que vêm a Torrinha em busca dessa experiência”, declarou.

Presidente da Cafenato, Mateus Spigolon reforçou o papel da associação na construção coletiva do selo. “Esse reconhecimento coroou mais de duas décadas de trabalho dos produtores organizados e fortaleceu a identidade do Café de Torrinha como produto de origem e qualidade reconhecidas”, afirmou.

Entre os cafeicultores, a certificação do INPI foi recebida como oportunidade de expansão e valorização do café no mercado. O produtor Marcelo Dionísio, premiado no concurso de qualidade de 2025, destacou a abertura de novos mercados. “A Indicação Geográfica agrega valor ao café, amplia o acesso a mercados diferenciados e fortalece a renda do pequeno produtor”, disse.

A secretária de Desenvolvimento Econômico e Políticas de Empreendedorismo de Torrinha, Maria Lúcia Baltieri, falou sobre os reflexos em toda a cadeia produtiva. “O selo reconhece 140 anos de história do café no município e impulsiona a agricultura, o comércio, o turismo e os serviços”, afirmou.

A trajetória também contou com forte participação comunitária. O padre Nilton Antônio Marques acompanhou o processo desde os primeiros anos da Cafenato e destacou o caráter coletivo da conquista. “A Indicação Geográfica coroou um trabalho construído com união, associativismo e compromisso comunitário, abrindo caminho para o desenvolvimento do município”, disse.

O Sebrae-SP atuou de forma estratégica desde o diagnóstico do potencial do território até a elaboração e o depósito da documentação junto ao INPI, com apoio técnico e financeiro. Para o consultor de negócios do Sebrae-SP Luís Adriano Alves Pinto, o reconhecimento fortalece a identidade local. “A certificação amplia a visibilidade do território e oferece aos produtores um diferencial competitivo ao reconhecer a história, a qualidade, o saber e o modo de fazer do café de Torrinha”, afirmou.

Com a entrega oficial do certificado, Torrinha inicia uma nova etapa voltada à qualificação contínua dos produtores, à consolidação da governança da Indicação Geográfica e ao fortalecimento do Café de Torrinha nos mercados estadual, nacional e internacional.

SÃO CARLOS/SP - Um grupo internacional de cientistas, liderado pela Universidade de São Paulo (USP), descobriu uma nova forma de dar valor às folhas de café, um resíduo abundante da agricultura. Em vez de serem descartadas, essas folhas foram utilizadas para produzir nanopartículas de óxido de zinco — estruturas microscópicas com propriedades que podem transformar áreas como saúde, meio ambiente e tecnologia.

Nanopartículas são partículas tão pequenas que não podem ser vistas nem com os microscópios comuns. Apesar do tamanho invisível, elas têm um enorme potencial porque apresentam características diferentes daquelas que os mesmos materiais exibem em escala maior. No caso do óxido de zinco, quando reduzido ao tamanho nanométrico, ele ganha habilidades especiais: combate bactérias, acelera reações químicas e até pode ser usado em dispositivos eletrônicos mais sustentáveis.

Uma “química verde” feita com café

Tradicionalmente, a produção de nanopartículas envolve o uso de produtos químicos tóxicos e processos caros. O diferencial deste estudo foi usar as próprias moléculas presentes nas folhas de café para fabricar as partículas. Essa técnica é chamada de “síntese verde”, por ser mais econômica, limpa e alinhada aos objetivos globais de sustentabilidade.

As folhas de café foram escolhidas porque, além de abundantes, contêm compostos antioxidantes e bioativos, que facilitam a formação das nanopartículas. O Brasil, maior produtor mundial de café, pode se beneficiar diretamente dessa descoberta, aproveitando resíduos que hoje não têm valor comercial.

Nos testes de laboratório, as nanopartículas de café mostraram eficiência contra bactérias como Staphylococcus aureus e Escherichia coli, que estão entre os principais agentes de infecções hospitalares. Isso abre a possibilidade de desenvolver novos antimicrobianos em um momento em que o mundo enfrenta o avanço da resistência bacteriana, um dos maiores desafios da saúde pública.

Outro ponto promissor foi a capacidade das nanopartículas de quebrar moléculas de poluentes quando expostas à luz ultravioleta. Em um experimento, elas degradaram corantes usados pela indústria têxtil, que costumam contaminar rios e mananciais. Isso mostra que a tecnologia pode ser usada em estações de tratamento de água ou em processos de descontaminação ambiental.

Além da saúde e do meio ambiente, os pesquisadores avançaram também na área da tecnologia. Ao combinar as nanopartículas com quitosana (um polímero obtido de cascas de crustáceos), eles criaram um dispositivo eletrônico chamado bioReRAM — uma memória de computador que armazena dados usando materiais biodegradáveis. Essa inovação abre caminho para a chamada “computação verde”, em que a fabricação de componentes eletrônicos gera menos impacto ambiental.

De acordo com o Prof. Igor Polikarpov, pesquisador do IFSC/USP e autor correspondente da pesquisa, este estudo mostra que é possível unir sustentabilidade e inovação tecnológica: “Estamos diante de uma inovação que aproveita um resíduo agrícola e o transforma em soluções para áreas vitais como saúde, meio ambiente e tecnologia”, salienta.

Se aplicada em escala industrial, a descoberta pode gerar novas fontes de renda para agricultores, reduzir o desperdício e colocar o Brasil em posição de destaque na produção de materiais avançados a partir de recursos naturais.

Em outras palavras, o café pode não apenas energizar nossas manhãs, mas também impulsionar uma nova revolução científica e tecnológica.

Assinam este estudo os pesquisadores: Vanessa de Oliveira Arnoldi Pellegrini; Aparecido de Jesus Bernardo; Bruno Roberto Rossi; Ramon Resende Leite; João Fernando Possatto; Andrei Nicoli Gebieluca Dabul; Carla Raquel Fontana; Zolile Wiseman Dlamini; Tebogo Sfiso Mahule; Belda Q. Mosepele; Force Tefo Thema; Bhekie B. Mamba; Maria Ines Basso Bernardi; Sreedevi Vallabhapurapu; Vijaya Srinivasu Vallabhapurapu; e Igor Polikarpov.

Confira no link a seguir o estudo publicado na revista científica internacional “Scientific Reports” - https://www2.ifsc.usp.br/portal-ifsc/wp-content/uploads/2025/09/s41598-025-01260-3-IGOR.pdf

 

SÃO PAULO/SP - Celebrado em 1º de outubro, o Dia Internacional do Café foi instituído pela Organização Internacional do Café (OIC) com o objetivo de promover o setor e valorizar os profissionais envolvidos em toda a cadeia produtiva, do campo à xícara.

O Brasil é o maior produtor de café no mundo e o segundo maior consumidor do planeta, cada brasileiro consome de 3 a 4 xícaras por dia que são preparadas em pó, torrado, cápsula e nas mais diferentes técnicas como, por exemplo, o coador de pano, prensa francesa, café turco, moka italiana entre outros.

A cultura do café está profundamente enraizada nos hábitos dos brasileiros, presente em diversos momentos do dia, desde o desjejum até encontros sociais.

Para conhecer as técnicas, métodos de preparo e os acessórios para fazer um bom cafezinho, convidamos Concetta Marcelina, docente dos cursos da área de barista do Senac São Paulo e autora do livro Sou Barista, Editora Senac.

 

Café é especial

  • Escolha o café brasileiro de sua preferência que tenha atributos sensoriais diferenciados, como doçura, aroma e sabor. A extensão territorial e a diversidade de clima do Brasil garantem qualidades únicas aos cafés, como, por exemplo, da espécie arabica com a doçura dos frutos de maturação natural e tardia da região mogiana; o cítrico dos cafés do cerrado mineiro; os florais e frutados da chapada diamantina, os frutados do sul de minas, e os da espécie canéphora de Rondônia com notas de rapadura, chocolate e tostado.
  • Adoce o café com moderação, mas se puder evite consumi-lo com açúcar, assim você poderá perceber todas as características de cada blend (mistura).

Acessórios para garantir sabor e aroma

  • A escolha da cafeteira é pessoal e pode variar conforme o método de preparo, mas se você busca intensidade e sabor, o espresso será a melhor escolha. Já para os que buscam doçura e corpo, o método pernambucano Koar é uma ótima escolha.
  • Compre um moinho para garantir o sabor e o aroma. Você pode escolher entre os modelos manuais (mais precisos, com lâmina de cerâmica) ou modelos elétricos que trituram os grãos.
  • Adquira uma balança grama a grama para melhor precisão das medidas do café e água.
  • Para todos os métodos, a receita é fundamental, então procure à proporção que mais lhe agrada, entre água e quantidade de pó.

Passo a passo para fazer um café muito especial

  • Escolha o método preferido e café preferido (coador de pano, prensa francesa, café turco, moka italiana...)
  • Use sempre água filtrada e faça a proporção entre quantidade de grãos e água.
  • Aqueça a água até ferver. Depois desligue o fogo e espere que o movimento da água acalme antes de usar.
  • Moa o café na hora do preparo.
  • Nos métodos filtrados, sempre escalde o porta filtro. A água quente aquecerá a jarra que vai receber a bebida, sem perder caloria.

SÃO PAULO/SP - Os exportadores brasileiros de café estão céticos quanto à possibilidade de o produto ter a sua tarifa zerada nas transações com os Estados Unidos, mesmo após o secretário de Comércio daquele país, Howard Lutnick, sinalizar que o café poderia ter essa condição, por não ser produzido nos EUA, sem citar especificamente o Brasil. Lutnick fez o mesmo comentário em relação a frutas como manga, cacau e abacaxi.

"A gente não tem essa expectativa. Nosso contato está sendo tratado diretamente com a Associação de Café e com a indústria americana. Eles demonstram um certo otimismo nas negociações, mas não sobre tarifa zero, nem mesmo a partir de 1º de agosto", diz Eduardo Heron, diretor técnico do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).

Hoje, o café nacional já é taxado em 10% pelos Estados Unidos, tarifa que passou a ser imposta em abril pelo presidente americano Donald Trump. Imaginar uma tarifa zero neste momento, portanto, seria contar com uma condição mais favorável, quando, na realidade, a ameaça em vias de se confirmar é ver essa sobretaxa saltar para 50%.

Heron reconhece as dificuldades que este cenário pode trazer ao produtor brasileiro, mas afirma que os Estados Unidos também não têm condições de substituir o café nacional no curto prazo, dado o volume que o Brasil exporta para os EUA.

"O Brasil tem 34% do mercado dos Estados Unidos. É o maior fornecedor. Quando você olha, o segundo maior fornecedor de café para os Estados Unidos é a Colômbia, que tem 20%. Nós vendemos 8 milhões de sacas para eles no ano passado, enquanto a Colômbia vendeu, para todo o mundo, 12 milhões de sacas. Isso significa que ela não teria condições de suprir a demanda dos americanos no curto prazo", diz Heron.

Entre janeiro e maio de 2025, os EUA compraram 2,87 milhões de sacas, o equivalente a 17,1% de todo o volume exportado pelo Brasil, conforme dados do Cecafé.

O diretor técnico do Cecafé afirma que os embarques de café que saíram dos portos brasileiros na primeira quinzena de julho já devem entrar nos Estados Unidos com tarifa de 50%.

"O porto de Nova Orleans hoje recebe 34% do nosso café. Nova York recebe outros 14%. Então, só os dois juntos, têm 45% de nossas exportações. Essa viagem de Santos a Nova Orleans demora 26 dias. Nova York demora 16 dias. Então não tem jeito, já vai pegar essa tarifa", disse.

A sinalização feita pelo secretário Howard Lutnick é a de que produtos que não são produzidos em solo americano teriam tarifas diversificadas em relação ao limite imposto aos países.

As últimas semanas têm sido marcadas por uma forte volatilidade nos preços internacionais do café, segundo informações do Ministério da Agricultura. Apesar da queda de 3,9% no volume total embarcado na safra 2024/25, o Brasil registrou um recorde histórico em receita cambial com exportações de café, alcançando US$ 14,7 bilhões, um aumento de 49,5% em relação à safra anterior, impulsionado pela valorização do dólar e pelos preços no mercado internacional.

O café verde reafirmou seu peso na balança comercial brasileira. Na terceira semana de julho, as exportações somaram US$ 686,9 milhões, representando 3,5% das exportações totais do país e 16% da pauta agropecuária.

O governo Lula tenta contato com os Estados Unidos desde 9 de julho, quando Trump publicou uma carta na rede social Truth Social anunciando as sobretaxas de 50% a produtos brasileiros, mas os EUA parecem pouco dispostos a negociar. O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, tem conversado com Lutnick.

A assessoria do Ministério do Desenvolvimento afirmou à Folha que o foco é a reversão total das tarifas. Mas, segundo ministros envolvidos com a negociação e integrantes da equipe de Alckmin, o governo Lula estuda negociar tarifas para setores específicos.

A falta de uma resposta concreta dos EUA também está levando o governo a avaliar cenários possíveis de reação. Um plano de contingência está sendo analisado "com muita tranquilidade" pelo presidente Lula, segundo Haddad, mas o foco do Brasil seguirá sendo a via diplomática.

 

 

 por Folhapress

Evento gratuito será realizado no Santuário da Babilônia e quer transformar a produção local em motor de desenvolvimento

 

SÃO CARLOS/SP - O Sebrae-SP promoverá, na próxima terça-feira (22), às 19h, o Encontro Café & Turismo, no Santuário Nossa Senhora Aparecida da Babilônia, em São Carlos. Com foco no fortalecimento do turismo gastronômico, a iniciativa visa reunir produtores locais e representantes do trade turístico para fomentar a cadeia produtiva do café na região. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo link: https://forms.office.com/r/T0suFfhLVe.

O objetivo do evento é incentivar a formação de uma Cadeia Produtiva Local (CPL), estruturada em torno do café, produto tradicional na região da Babilônia. A proposta é unir esforços para promover experiências turísticas que integrem gastronomia, cultura e natureza, como visitas a propriedades rurais, trilhas, cachoeiras e degustações.

Segundo o consultor de negócios do Sebrae-SP, Luís Adriano Alves Pinto, a ideia é mobilizar diferentes atores do território em torno de uma vocação histórica. "A proposta é organizar a cadeia produtiva do café, conectando stakeholders da região. Existe ali uma economia latente e um café de excelência, cultivado em altitudes acima de 900 metros. A história do café em São Carlos remonta a 1870, e isso dá força para buscar, por exemplo, o reconhecimento por indicação geográfica", explicou.

Ele destacou ainda o potencial turístico dessa vocação. "A partir desse contexto, é possível criar uma rota turística do café, unindo a apreciação da bebida a experiências culturais e naturais. Queremos atrair tanto visitantes quanto moradores que desconhecem esse pedaço do município. A ideia é oferecer uma jornada com gastronomia, paisagens e histórias locais, em pequenos deslocamentos. Isso pode fortalecer o turismo de fim de semana ou de bate-volta na região”, afirmou.

Com a formalização da Cadeia Produtiva Local (CPL) será possível pleitear recursos do Governo do Estado, que variam entre R$ 250 mil e R$ 750 mil, conforme previsto no programa SP Produz. A ação também busca incluir São Carlos no recém-lançado projeto Rotas do Café de São Paulo, iniciativa estadual de fomento ao turismo regional. “São Carlos ainda não integra a Rota, mas tem potencial e história para fazer parte dela. Nosso objetivo é criar as condições para que essa inclusão aconteça em breve”, ressaltou o consultor.

O Encontro tem parceria do Santuário da Babilônia, Sindicato Rural de São Carlos e da Prefeitura. “O resultado dessa organização será no valor agregado ao Café e Geração de Emprego em toda a cadeia produtiva”, finalizou Alves Pinto.

Serviço:
Data: 22/04/2025 (terça-feira)
Horário: 19h
Local: Santuário Nossa Senhora Aparecida da Babilônia - Rodovia Dr. Paulo Lauro (SP-215), km 136
Inscrições gratuitas: https://forms.office.com/r/T0suFfhLVe

Custo da cesta com 13 itens chegou a R$ 739,25, o maior valor do ano

 

RIBEIRÃO PRETO/SP - O custo da cesta básica em Ribeirão Preto atingiu R$ 739,25 no mês de dezembro, um aumento de 2,03% em relação ao mês anterior, segundo pesquisa do Instituto de Economia Maurílio Biagi, da Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto (IEMB-Acirp).

Foi a maior elevação mensal do ano, que acumula uma inflação de 15,3%. A alta foi puxada por itens como o café em pó - que registrou um aumento de 20,33%, impactado pelo clima e aumento nas exportações - e banana nanica, que subiu 13,41% devido à demanda sazonal e à entressafra. O açúcar cristal também apresentou aumento, de 5,92%.

“Os custos elevados de produção e transporte, condições climáticas adversas, além da valorização do dólar, reduziram a oferta de produtos no mercado interno, pressionando os preços”, explica o analista do IEMB-Acirp Lucas Ribeiro.

Por outro lado, itens como batata inglesa (-12,97%) e arroz branco tipo 1 (-4,47%) registraram quedas significativas, influenciadas por maior oferta dos produtos no mercado.

O levantamento foi realizado no dia 20 de dezembro em 15 estabelecimentos, abrangendo supermercados, hipermercados e panificadoras. A cesta básica avaliada inclui 13 itens definidos pelo Decreto Federal nº 399/1938, que estabelece as necessidades nutricionais mínimas para um adulto.

 

Impacto no orçamento familiar

Para quem recebe salário mínimo líquido de R$ 1.305,82, o custo da cesta básica em dezembro comprometeu 56,61% da renda mensal, representando 1,13 ponto percentual a mais do que em novembro. O trabalhador precisaria dedicar cerca de 124,55 horas de trabalho no mês para adquirir a cesta, praticamente 2 horas e meia a mais que no mês anterior.

 

Variação regional

Entre as regiões de Ribeirão Preto, a zona Sul registrou o maior custo da cesta, R$ 798,90), enquanto a zona Norte apresentou o menor valor (R$ 683,80). O aumento no preço do café em pó foi o principal responsável pela alta na região Sul, enquanto quedas no preço de itens como o arroz e a batata reduziram o custo na zona Norte.

BRASÍLIA/DF - A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou projeto de lei que cria o selo Arte Café para identificar o modo artesanal de produção e processamento dos grãos.

O selo, de acordo com a proposta, tem como objetivos:

  • estimular o beneficiamento, o processamento e a oferta de cafés artesanais pelo produtor rural;
  • valorizar a identidade da produção com uso de técnicas tradicionais e regionais;
  • agregar valor ao produto;
  • aumentar a geração de renda na atividade;
  • promover o desenvolvimento do mercado de cafés artesanais.

O texto aprovado segue para a análise do Senado, a menos que haja recurso para que seja votado pelo Plenário da Câmara dos Deputados.

O relator na CCJ, o deputado Tião Medeiros (PP-PR) votou pela constitucionalidade, juridicidade e técnica legislativa do Projeto de Lei 1454/23, do deputado Evair Vieira de Melo (PP-ES) (PP-ES), com emenda, e do substitutivo aprovado pela Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural.

Conforme o autor, o sistema produtivo do café artesanal exige do produtor rural meticulosa e incessante busca por qualidade em todas as etapas de produção – do plantio à colheita, à torra e à moagem – e criteriosa seleção dos grãos para a obtenção de bebida.

"Uma vez implantado, “Selo-Arte Café” contribuirá para a intensificação desse processo, com ampliação do dinamismo do segmento e da agregação de valor à produção própria, com a consequente superação das desvantagens inerentes à pequena escala de produção e à comercialização do grão in natura", afirma Evair Vieira de Melo.

 

Fonte: Agência Câmara de Notícias

SÃO CARLOS/SP - Essa crepioca saudável vai te surpreender, pois é uma excelente opção para você substituir seu café da manhã ou lanche da tarde! Com um preparo simples e rápido, essa delícia também é versátil, pois você pode variar o recheio a vontade, utilizando o que mais gostar! Não espere mais, confira tudo e faça ainda hoje!

 

Como fazer crepioca saudável

Para a receita de crepioca saudável, numa vasilha coloque o ovo e a massa para tapioca, mexendo com um fouet para incorporar. Em seguida, junte o ovo e a massa para tapioca, mexendo com o fouet, para integrar. Em seguida acrescente o sal e mexa novamente, deixando reservado. Transfira a mistura para uma frigideira de preferência antiaderente, já bem aquecida no fogo, levemente untada com azeite, diminua o fogo e asse de um lado, virando e assando também do outro lado. Coloque o seu recheio preferido e finalize a receita seguindo direitinho o passo a passo. Sirva e saboreie essa maravilha!

 

Ingredientes da receita de crepioca saudável

  • uma pitada de sal
  • 1 ovo inteiro
  • 2 colheres de (sopa) de massa para tapioca (aquela usada para frigideira)
  • recheio a gosto (sugestão: 2 fatias grossas de queijo minas curado ou outro de sua preferência e 1 tomate maduro picadinho, sem sementes, orégano para polvilhar e um fio de azeite para regar).
  • azeite (para untar a frigideira)

Modo de preparo

  1. Em uma tigela adicione 1 ovo inteiro e 2 colheres de (sopa) de massa para tapioca e misture com o auxílio de um fouet, para envolver bem esses ingredientes.
  2. Na sequência, junte uma pitada de sal e volte a misturar, reservando.
  3. Unte uma frigideira preferencialmente antiaderente com azeite e depois leve ao fogo, para aquecer bem.
  4.  Depois disso despeje a mistura da crepioca, espalhe e abaixe o fogo, deixando assar de um lado.
  5. Vire e deixe assar do outro lado também.
  6. Adicione o recheio de sua preferência (sugestão: 2 fatias grossas de queijo minas curado ou outro de sua preferência e 1 tomate maduro picadinho, sem sementes, polvilhando com orégano a gosto e regando com um fio de azeite).
  7. Dobre a crepioca, deixe só mais um pouquinho no fogo baixo, desligue e passe para um prato.
  8. Sirva e aprecie sua apetitosa crepioca saudável!

 

 

André Holmo / RECEITA TODA HORA

SÃO PAULO/SP - Que tal alegrar o café da manhã ou lanche da família, preparando esse magnífico bolo de café com chocolate, do Canal Receitas de Pai, que deixará todo mundo com vontade de repetir? Combinando todos os ingredientes com perfeição, ele traz uma massa macia e saborosa e o toque especial fica por conta da cobertura de chocolate incrível! Faça e arrase!

 

Como fazer bolo de café com chocolate

Para a receita de bolo de café com chocolate, com um preparo simples, inicie pré-aquecendo seu forno a 180 °C. Depois adicione os ovos numa vasilha e bata com um fouet. Junte o açúcar e 1 xícara (chá) de óleo, mexendo bem. O próximo passo é dissolver o café solúvel na água morna e derramar na vasilha da massa, juntando o chocolate 50% cacau e mexendo. Na sequência, vá acrescentando a farinha de trigo e mexendo, incluindo também o fermento em pó, que você deve misturar suavemente.finalize a receita seguindo o passo a passo. Sirva e aproveite esse bolo maravilhoso!

 

Ingredientes da receita de bolo de café com chocolate

Para o bolo

  • 3 colheres (sopa) de café solúvel
  • 3 ovos inteiros
  • 1 xícara (chá) de óleo
  • 1 e ½  xícaras (chá) de açúcar
  • 2 xícaras (chá) de farinha de trigo sem fermento
  • 1 colher (sopa) de fermento químico em pó
  • 1 xícara (chá) de água morna
  • 1 xícara (chá) de chocolate 50% cacau

Para a cobertura

  • 3 colheres (sopa) rasas de manteiga ou margarina
  • 3 colheres (sopa) de achocolatado
  • 1 caixinha de creme de leite (200 g)
  • 3 colheres (sopa) de açúcar

Obs.: a medida da xícara é de 200ml.

Modo de preparo

  1. Do bolo / finalização
  2. Pré-aqueça seu forno a 180 °C.
  3. Em uma tigela, coloque 3 ovos inteiros e bata-os com um fouet.
  4. Acrescente 1 e ½  xícaras (chá) de açúcar e 1 xícara (chá) de óleo, misturando tudo.
  5. Dissolva 3 colheres (sopa) de café solúvel em 1 xícara (chá) de água morna e despeje na tigela da massa, pondo também 1 xícara (chá) de chocolate 50% cacau, tornando a misturar.
  6. Entre com 2 xícaras (chá) de farinha de trigo sem fermento, volte a misturar, sempre com o fouet e agregue 1 colher (sopa) de fermento químico em pó, mais uma vez misturando.
  7. Transfira a massa para uma forma de furo central (22 cm de diâmetro), já untada com margarina e polvilhada com uma mistura de farinha de trigo e chocolate 50% cacau e leve para assar no forno que já está pré-aquecido a 180 °C, por, aproximadamente 40 a 45 minutos (faça o teste do palito, se sair limpo e seco, está assado).
  8. Retire, desenforme num prato de servir e faça a cobertura.
  9. Deixe a cobertura esfriar um pouco e despeje-a sobre o bolo.
  10. Sirva e deguste seu espetacular bolo de café com chocolate!

Da cobertura

  • Em uma panela, coloque 1 caixinha de creme de leite, 3 colheres (sopa) rasas de manteiga ou margarina, 3 colheres (sopa) de achocolatado e 3 colheres (sopa) de açúcar.
  • Deixe cozinhar em fogo médio, mexendo, até derreter e dar uma engrossada.
  • Sua cobertura está pronta.

 

 

André Holmo / RECEITA TODA HORA

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