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ARARAQUARA/SP - Na noite deste domingo (20), duas chamadas simultâneas para o Corpo de Bombeiros e para a Polícia Militar acabaram em um caso misterioso e um corpo carbonizado, em Araraquara.

Segundo informações, uma viatura da Polícia Militar patrulhava o Jardim Roberto Selmi Dei, quando uma mulher ferida parou a viatura pedindo por socorro. Ela informou ser mantida refém desde o último dia 18, sendo socorrida.

Durante o atendimento da ocorrência, viaturas do Corpo de Bombeiros que controlavam as chamas de uma área de mata, nas imediações do local onde a mulher era atendida, localizaram um corpo enrolado em um edredom e carbonizado pelas chamas.

A mulher, de 40 anos, que era atendida pela equipe de policiais, informou saber quem havia carregado o corpo para o meio do mato, enrolado em um cobertor, apontando a residência de um casal que estaria envolvido no crime.

Ao consultar os dados da mulher ferida, foi constatado que ela era foragida do sistema prisional. No local apontado, o casal foi detido.

O local onde o corpo foi encontrado foi preservado para o trabalho da perícia e após a liberação, o corpo foi encaminhado para o IML (Instituto Médico Legal) de Araraquara.

A funerária Sinsef, que recolheu o corpo, busca por informações que possam encontrar parentes da vítima e sua identificação, sendo informado as seguintes características: uma tatuagem de carpa na perna direita, moreno, com barba e bigode.

Na delegacia o caso foi registrado como homicídio, a testemunha foragida foi encaminhada para a cadeia feminina de São Carlos e o casal apontado pelo crime foi liberado, tendo em vista a falta de materialidade que ligasse os dois ao fato.

Os investigadores da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) assumiram as investigações e buscam pistas sobre o crime.

A residência onde o casal estava também foi periciada pelos técnicos do IC (Instituto de Criminalística), pois a vítima apresentava sinais de violência. Uma outra testemunha, relata que a mulher ferida não estava em cárcere privado, mas sim consumindo drogas na sua companhia.

 

 

Por Marcelo Bonholi / PORTAL MORADA

ARÁBIA SAUDITA - Forças de segurança sauditas mataram centenas de migrantes e refugiados etíopes que tentaram cruzar a fronteira entre o Iêmen e a Arábia Saudita entre março de 2022 e junho de 2023, aponta um relatório da Human Rights Watch divulgado nesta segunda-feira (21/08). O documento descreve um padrão sistemático de violência e afirma que a matança pode ser caracterizada como crime contra a humanidade.

O relatório de 73 páginas, intitulado Dispararam como chuva: assassinatos em massa de migrantes etíopes pelos sauditas na fronteira entre o Iêmen e a Arábia Saudita, aponta que guardas de fronteira sauditas usaram armas explosivas para matar muitos migrantes enquanto outros foram baleados a queima-roupa, incluindo muitas mulheres e crianças. A HRW descreve as ações como parte de um padrão generalizado e sistemático de ataques.

O relatório da ONG é baseado em entrevistas com 38 etíopes que tentaram entrar na Arábia Saudita, além de imagens de satélite, vídeos e fotos. "Vi pessoas sendo mortas de maneiras que nunca imaginei", disse Hamdiya, uma menina de 14 anos que cruzou a fronteira em um grupo de 60 pessoas em fevereiro. "Vi 30 pessoas sendo mortas no local."

Em uma tentativa de escapar dos disparos, a adolescente etíope se arrastou para baixo de uma rocha e, em algum momento, adormeceu. "Eu podia sentir pessoas dormindo ao meu redor. Mas percebi que o que eu achava que eram pessoas dormindo ao meu redor eram na verdade cadáveres. Acordei e estava sozinha", disse ela.

Em alguns casos, segundo a ONG, os guardas de fronteira sauditas perguntaram aos migrantes em qual parte do corpo eles preferiam ser baleados e, em seguida, atiraram à queima-roupa. Guardas de fronteira sauditas também dispararam armas explosivas, como morteiros. contra migrantes que tentavam fugir de volta para o Iêmen.

Em um incidente, um sobrevivente disse que estava em um grupo de 170 pessoas que tentava cruzar a fronteira quando os sauditas atacaram. "Sei que 90 pessoas foram mortas, porque alguns voltaram àquele local para recolher os cadáveres", explicou.

Outro entrevistado disse que se dirigiu até a fronteira saudita para recolher o corpo de uma menina de sua aldeia. "Seu corpo estava em cima de uma pilha de 20 corpos”, disse.

 

Violações sistemáticas e campanha para melhorar imagem

"Autoridades sauditas estão matando centenas de migrantes e requerentes de asilo nesta remota área de fronteira, longe dos olhos do resto do mundo", aponta Nadia Hardman, pesquisadora de direitos migrantes e refugiados da Human Rights Watch. "Eu cubro violência em fronteiras, mas nunca me deparei com algo dessa natureza, como uso de armas explosivas, inclusive contra mulheres e crianças", acrescentou Hardman.

Nos últimos anos, o reino fundamentalista, atualmente comandado na prática pelo príncipe-herdeiro Mohammed bin Salman, foi acusado de violações sistemáticas de direitos humanos e crimes, como o assassinato do jornalista Jamal Khashoggi, a intervenção brutal das forças sauditas na guerra civil do Iêmen e perseguição a críticos e acadêmicos. Paralelamente, Mohammed bin Salman tem investindo bilhões de doláres para tentar melhorar a imagem do país no exterior, por meio de pesados investimentos em esporte, especialmente a contratação de estrelas do futebol e propaganda para atrair turistas.

"Esses gastos de bilhões com torneios de golfe profissional, clubes de futebol e grandes eventos de entretenimento que visam melhorar a imagem dos sauditas não devem desviar a atenção desses crimes horrendos", diz Hardman.

Situação dos etíopes

Aproximadamente 75 mil etíopes vivem e trabalham na Arábia Saudita, um país que depende fortemente de mão de obra estrangeira – cerca de 30% da população é formada por migrantes, que muitas vezes vivem em condições precárias ou são explorados. Enquanto muitos etíopes migraram por razões econômicas, alguns fugiram devido a graves abusos dos direitos humanos na Etiópia, aponta a HRW.

A ONG afirma que tem documentado assassinatos de migrantes na fronteira com o Iêmen e a Arábia Saudita desde 2014. No entanto, a HRW aponta que os recentes assassinatos parecem configurar uma escalada deliberada de violência.

Segundo o relatório, entrevistados descreveram pelo menos 28 "incidentes com armas explosivas", incluindo ataques com morteiros. "Todos os entrevistados descreveram cenas de horror: mulheres, homens e crianças gravemente feridos, mutilados ou já mortos", diz o relatório.

Um relatório de 5 de julho do Mixed Migration Centre, uma instituição de dados independente do Conselho Dinamarquês de Refugiados, também havia apontado que etíopes estavam sendo "sistematicamente” assassinados por "oficiais de segurança operando sob a autoridade do estado da Arábia Saudita".

O reino saudita ainda não comentou as acusações feitas pela HRW. No ano passado, um relatório de uma comissão das Nações Unidas também levantou acusações similares de violência por parte das forças sauditas. Na ocasião, o reino disse que refutava "categoricamente" as acusações. Assim como a HRW, a comissão da ONU também detalhou um padrão de violência contra os etíopes. "Se os migrantes são capturados, eles são frequentemente submetidos a tortura, sendo alinhados e baleados e questionados se preferem ser baleados na mão ou na perna. Sobreviventes de tais ataques relataram que tiveram que se fingir de mortos por um período de tempo para escapar."

Segundo a HRW, as conclusões do relatório apontam para a necessidade de apelos internacionais à responsabilização da Arábia Saudita.

"Governos conscientes devem pedir publicamente à Arábia Saudita que ponha fim a qualquer política, seja explícita ou em vigor, para atingir migrantes com armas explosivas e ataques à queima-roupa”, observou Hardman. "A Human Rights Watch pede aos organizadores e participantes de grandes eventos internacionais patrocinados pelo governo saudita que falem publicamente sobre questões de direitos ou que não participem quando o objetivo principal [desses eventos] for encobrir o histórico de direitos humanos da Arábia Saudita."

 

 

por dw.com

SÃO CARLOS/SP - Um acidente na Rodovia Washington Luís, em São Carlos, tirou a vida de um motociclista na madrugada desta 6ª feira (18).

Segundo informações, a vítima que trabalhava como atendente de alarme foi atender um chamado nas proximidades do Posto Castelo. Após atender o chamado e ao retornar para cidade foi atropelado por um Jaguar. As causas do acidente serão apuradas.

O Corpo de Bombeiros e funcionários da empresa que administram a rodovia estiveram no local, mas Anderson Caldeiran Silva, infelizmente não resistiu e morreu.

O motorista do Jaguar foi conduzido à Central de Polícia Judiciária, onde teria se negado a fazer o teste do bafômetro e foi levado para o hospital para exame de sangue.

A Polícia Militar Rodoviária também esteve no local do acidente. O corpo da vítima foi levado ao IML.

VALPARAÍSO/SP - Um trágico assassinato chocou a cidade de Valparaíso, na noite da última quarta-feira (16). Vinícius Henrique da Silva Souza Pinho, um jovem de 23 anos, foi brutalmente assassinado com seis tiros enquanto estava em uma lanchonete no bairro Jardim Alvorada.

De acordo com informações do boletim de ocorrência, o crime aconteceu quando dois homens encapuzados entraram na lanchonete e, sem aviso prévio, atiraram várias vezes contra Vinícius. O jovem foi atingido na barriga, boca e membros superiores. Ele foi prontamente socorrido e levado para a Santa Casa da cidade, mas infelizmente não resistiu aos ferimentos.

Uma segunda vítima, a esposa do proprietário da lanchonete, também foi atingida de raspão em um dos braços durante o tiroteio. Ela foi socorrida e está fora de perigo.

Os atiradores fugiram rapidamente do local após o ataque e ainda não foram localizados pela polícia.

O corpo de Vinícius foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) de Valparaíso para a realização da autópsia.

A motivação do crime ainda não foi esclarecida e a polícia segue com as investigações para apurar as circunstâncias do homicídio e identificar os responsáveis pelo ato.

 

 

REGIÃOSP

SALVADOR/BA - A líder do Quilombo Pitanga dos Palmares, Yalorixá e ex-secretária de Promoção da Igualdade Racial de Simões Filho (BA), Maria Bernadete Pacífico, foi assassinada na noite de quinta-feira (17). Criminosos teriam invadido o terreiro da comunidade, feito familiares reféns e executado Mãe Bernadete a tiros. Ela é mãe de Flávio Gabriel Pacífico dos Santos, mais conhecido como Binho do Quilombo, assassinado há quase seis anos, no dia 19 de setembro de 2017. O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, determinou que as polícias Militar e Civil sejam firmes na investigação. 

Para Denildo Rodrigues, da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq), Bernadete foi assassinada pelo mesmo grupo responsável pela execução de Binho. "Ela sabia e a Justiça sabia que quem mandou matar Binho tava lá, perto da comunidade. Só que não deu nada. Ela nunca ficou quieta. Agora foi silenciada. Muito triste para nós", lamentou Denildo.

De acordo com ele, as lideranças das comunidades quilombolas e terreiros de Simões Filho são ameaçadas permanentemente por grupos ligados à especulação imobiliária, interessados em ocupar os territórios. O município fica na região metropolitana de Salvador. A capital da Bahia foi identificada pelo Censo Quilombola do IBGE como a capital com a maior população quilombola do país. São quase 16 mil quilombolas e cinco quilombos oficialmente registrados.

Maria Bernadete Pacífico, líder do Quilombo Pitanga dos Palmares, na Bahia, é assassinada.

Maria Bernadete Pacífico, líder do Quilombo Pitanga dos Palmares, na Bahia, foi assassinada - Divulgação/Conaq

Em nota divulgada na noite desta quinta-feira, a Conaq exige que o Estado brasileiro tome medidas imediatas para a proteção das lideranças do Quilombo de Pitanga de Palmares. "A família Conaq sente profundamente a perda de uma mulher tão sábia e de uma verdadeira liderança. Sua partida prematura é uma perda irreparável não apenas para a comunidade quilombola, mas para todo o movimento de defesa dos direitos humanos", ressalta a entidade.

"É dever do Estado garantir que haja uma investigação célere e eficaz e que os responsáveis pelos crimes que têm vitimado as lideranças desse Quilombo sejam devidamente responsabilizados. É crucial que a Justiça seja feita, que a verdade seja conhecida e que os autores sejam punidos. Queremos Justiça para honrar a memória de nossa liderança perdida, mas também para que possamos afirmar que, no Brasil, atos de violência contra quilombolas não serão tolerados."

Uma comitiva liderada pelos ministérios da Igualdade Racial, Justiça e Direitos Humanos será enviada nesta sexta-feira (18) para realizar reuniões presenciais junto a órgãos do estado da Bahia e prestar atendimentos às vitimas e familiares para que seja garantida proteção e defesa do território. O Ministério da Igualdade Racial irá convocar reunião extraordinária do grupo de trabalho de enfrentamento ao racismo religioso. 

O Quilombo Pitanga dos Palmares, liderado por Bernadete, é formado por cerca de 289 famílias e tem 854,2 hectares, reconhecidos em 2017 pelo Relatório Técnico de Identificação e Delimitação – RTID do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). A comunidade já foi certificada pela Fundação Palmares, mas o processo de titulação do quilombo ainda não foi concluído.

Levantamento da Rede de Observatórios de Segurança, realizado com apoio das secretarias de segurança pública estaduais e divulgado em junho deste ano, já apontava a Bahia como o segundo estado do Brasil com mais ocorrências de violência contra povos e comunidades tradicionais. Atrás apenas do Pará, a Bahia registrou 428 vítimas de violência no intervalo de 2017 a 2022.

 

 

Por Juliana Cézar Nunes - Da Agência Brasil

SÃO CARLOS/SP - Um homem foi encontrado sem vida na tarde desta 6ª feira, na alça de acesso à São Carlos.

De acordo com informações, um homem que trabalha em uma fábrica pela região passa a pé sempre que vai trabalhar e ontem viu o homem e achou que estava dormindo, porém hoje, viu o homem do mesmo jeito e achou estranho e foi averiguar e ao chamar e ver que não respondia o mesmo imediatamente acionou o SAMU.

A USA esteve pelo local e o médico confirmou o óbito. Ainda segundo fomos informados, o homem estava sem documentação e vivia em situação de rua.

As Polícias Militar, Científica e Civil estiveram no local e registraram a ocorrência.

O corpo foi levado ao IML.

EQUADOR/SP - O candidato à Presidência do Equador Fernando Villavicencio, 59, foi assassinado com três tiros na cabeça após evento de campanha em Quito, segundo relatos de amigos e assessores do político. A morte foi confirmada pelo presidente equatoriano, Guillermo Lasso, pelas redes sociais.

"Indignado e consternado pelo assassinato do candidato presidencial Fernando Villavicencio. Minha solidariedade e minhas condolências a sua esposa e suas filhas. Pela sua memória e por sua luta, asseguro que esse crime não ficará impune", afirmou Lasso em seu perfil na rede social X (antigo Twitter).

"O crime organizado chegou muito longe, mas sobre eles vai cair todo o peso da lei", disse. Ainda não há informações policiais sobre o ocorrido.

O ataque aconteceu por volta das 18h20, segundo a imprensa local, na tarde desta quarta-feira (noite no Brasil). Ainda não se sabe quantos são os feridos no atentado, mas pessoas próximas da campanha afirmaram a veículos de imprensa locais que são ao redor de oito, algumas das quais internadas em uma clínica próxima ao local do evento. A polícia cercou as ruas no entorno.

Villavicencio era um ex-congressista e candidato de centro-direita pelo Movimento Construye. Em pesquisa divulgada na manhã desta quarta no perfil do candidato em redes sociais, ele aparecia com 13,5%, em segundo lugar, atrás da esquerdista Luísa González, com 26%.

O candidato denunciou recentemente, já durante a campanha eleitoral, ao menos três ameaças feitas por um grupo criminoso chamado Los Choneros.

O Equador vive atualmente instabilidade política e grave crise relacionada ao narcotráfico e à violência, que cresceu no último ano. A taxa de homicídios saltou de 14 para 25 por 100 mil habitantes de 2021 a 2022, e cidades como Guayaquil, a sudoeste do país, têm sido palco de onda de violência com mortos em ataques armados.

Em julho, 31 detentos morreram e 14 pessoas ficaram feridas em confronto em penitenciária de Guayaquil, a maior do país, e os motins têm sido constantes desde 2021. Em abril, confronto entre gangues rivais em um presídio matou 12 pessoas.

No início daquele mês, Lasso havia decretado estado de emergência parcial e autorizado o porte de armas para civis diante da crise de segurança. A medida de exceção já havia sido declarada três vezes no ano passado.

Antes visto como pacífico, o Equador está localizado entre o Peru e a Colômbia, grandes produtores de cocaína do mundo. Os portos equatorianos no oceano Pacífico atrai organizações criminosas pelo potencial de escoamento da produção.

O tema tem povoado a campanha para as eleições presidenciais do país, com candidatos apostando em forte retórica contra a criminalidade. Um exemplo é o ex-empresário da área de segurança, Jan Topic, 40. "Eu não vou perder tempo. Criminosos: vocês têm até 20 de agosto para fugir deste país. Vou perseguir e prender vocês", afirmou em vídeo da campanha.

A data se refere ao primeiro turno do pleito, convocado após Lasso dissolver o Parlamento e convocar novas eleições para interromper um processo de impeachment, em medida prevista na Constituição mas nunca utilizada. Chamada de "morte cruzada", a ferramenta foi acionada pelo presidente sob o argumento de que havia grave crise política e comoção interna motivo previsto na Carta, embora pouco objetivo.

 

 

FOLHA de S.PAULO

RIO DE JANEIRO/RJ - A atriz Aracy Balabanian, a icônica Dona Armênia de "Rainha da Sucata" e a impagável Cassandra de "Sai de Baixo", morreu na manhã desta segunda-feira (7), aos 83 anos.

Aracy estava internada na Clínica São Vicente, na Gávea, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Ela fazia um tratamento contra um câncer de pulmão desde o fim do ano passado. A causa da morte não foi revelada.

Uma das últimas imagens de Aracy foi de um encontro com Claudia Raia e o filho, Luca, em uma visita ao Rio de Janeiro no mês passado.

 

Sul-matogrossense de ascendência armênia

Filha de imigrantes armênios, ela nasceu em 22 de fevereiro de 1940 em Campo Grande, em Mato Grosso do Sul.

Aracy se reconheceu como atriz aos 12 anos de idade, já morando na cidade de São Paulo com a família. Ela foi levada pelas irmãs mais velhas para assistir a uma peça de Carlo Goldoni com a companhia de Maria Della Costa.

“Eu chorei muito. Estava emocionada porque era aquilo que eu queria. É muito difícil para uma criança de 12 anos, ainda mais naquela época, querer ser atriz e já perceber que ia ter muitas dificuldades”, disse Aracy ao Memória Globo.

Para realizar o sonho de estar nos palcos, a menina teve que driblar a rejeição do pai, que era contra a filha seguir a carreira. “Eu comecei numa época em que não era bonito fazer televisão, nem teatro”, lembrou.

 

Elogios aos 14 anos

Mas Aracy venceu a resistência em casa e, aos 14 anos, foi convidada por Augusto Boal — então diretor do Teatro de Arena — para um teste no Teatro Paulista do Estudante.

Ela passou, e o primeiro trabalho foi a peça 'Almanjarra', de Arthur Azevedo, que lhe valeu elogios dos críticos Décio de Almeida Prado e Sábato Magaldi. “Eles escreveram uma crítica que terminava dizendo: ‘Aracy Balabanian: guardem esse nome’. Eu fiquei possuída”.

Fez vestibular aos 18 anos para a Escola de Arte Dramática de São Paulo e para Ciências Sociais, na USP – este, atendendo ao desejo do pai. Aprovada em ambos, abandonou o último no terceiro ano para se dedicar totalmente ao teatro.

Participou de espetáculos encenados pelo Teatro Brasileiro de Comédia, o TBC – entre eles, 'Os Ossos do Barão', de Jorge Andrade, em 1963 – e integrou o elenco da primeira montagem no Brasil do musical 'Hair,' em 1969, dirigido por Ademar Guerra.

A partir de então, Aracy Balabanian deu vida a diversos personagens que ficaram marcados na memória do público. Entre eles estão Gabriela, do programa infantil “Vila Sésamo”, em 1973.

A atriz passou dois anos trabalhando na Rede Manchete. Lá, entre 1986 e 1988, ela integrou o elenco das novelas “Mania de Querer” e “Helena”.

A atriz voltou para a Globo em 1989, interpretando Maria Fromet em “Que Rei Sou Eu?”.

 

Bis de personagem

Em 1990, conquistou o país com a Dona Armênia, de “Rainha da Sucata”, mãe controladora de três filhos. Ela emprestou o sotaque e alguns costumes armênios da família à trama. O personagem fez tanto sucesso que voltou em “Deus nos Acuda”, de 1992.

“Minha mãe era uma mulher toda aplicada, mas nós tínhamos uma vizinha que falava muito alto, que se metia na vida de todo mundo. Então, eu fiz um pouco assim. Foi uma loucura o sucesso da personagem”, disse. O bordão “na chon!” é lembrado até hoje.

A atriz interpretou a manipuladora Filomena em “A Próxima Vítima”, de 1995. O papel lhe deu o prêmio de Melhor Atriz da Associação Paulista de Críticos de Arte.

 

Sai de baixo!

A consagração veio também com Cassandra, em “Sai de Baixo”, de 1996. Ela vivia uma socialite decadente.

“Eu me vi fazendo uma coisa que é o sonho de todo ator: teatro e televisão, ao mesmo tempo. Só que era um espetáculo ensaiado em uma tarde”, contou Aracy ao Memória Globo.

O programa, exibido no domingo à noite, era gravado em um teatro com plateia e incorporava risos e improvisos do elenco.

'Sai de Baixo' também era estrelado por Luis Gustavo, Miguel Falabella, Marisa Orth, Cláudia Gimenez e Tom Cavalcante, e teve seis temporadas.

“Marisa Orth e eu fomos as primeiras a chegar para o Daniel Filho e dizer: ‘Não vai dar, tira a gente’. Mas eu acho que nós fomos ficando sem-vergonhas e descobrimos que o público gostava mesmo era de nos ver errar. Quando passou esse susto de ‘não podemos errar’, a gente se divertiu muito”.

 

Outras novelas

A atriz também participou das novelas 'Da Cor do Pecado' (2004), na qual foi a governanta Germana; e 'Passione' (2010), como Gemma, irmã mais velha do protagonista Totó (Tony Ramos).

Da tradicional matrona italiana, a atriz interpretou o papel da ucraniana Máslova Tilman em 'Cheias de Charme', em 2012.

Em 2013, Aracy Balabanian viveu Dona Bubu, mãe de Aristóbulo (Gabriel Braga Nunes), no remake de Saramandaia — o filho virava um lobisomem toda noite de quinta-feira.

No ano seguinte, fez a dona de casa Iracema, em 'Geração Brasil'. Durante as gravações, atriz teve que se afastar durante cerca de um mês em decorrência de uma infecção respiratória — mas o núcleo que formou com as atrizes Daisy Lúcidi e Lady Francisco fez sucesso e foi ganhando espaço na trama.

Mais recentemente, Aracy Balabanian continuou mostrando seu talento nas novelas 'Sol Nascente' (2016) e 'Pega Pega' (2017). Em 2018, ganhou uma homenagem do elenco de 'Malhação – Vidas Brasileiras', quando completava 56 anos de carreira. A atriz fazia uma participação como Janete, a avó do personagem Kavaco (Gabriel Contente).

O último trabalho foi em 2019, no especial de fim de ano 'Juntos a Magia Acontece', interpretando Dona Rosa.

 

 

Por g1

AMÉRICO BRASILIENSE/SP - Na manhã desta terça-feira (1) um corpo foi encontrado na esquina da rua Pará com a avenida Santa Catarina, na cidade de Américo Brasiliense. O corpo foi localizado com sinais de extrema violência.

Segundo informações, o indivíduo foi morto em outro local, ainda não identificado, e foi arrastado pela pista que liga Américo Brasiliense à Santa Lúcia.

Em via pública, foi amarrado por um cabo de arame e depois abandonado na rua com perfurações de arma de fogo na cabeça e diversas perfurações de faca pelo corpo, além de ser achado com terra na boca e estar com os olhos perfurados.

A perícia foi acionada para o local juntamente com a Polícia Militar e a Polícia Civil.

O ambiente foi preservado para o trabalho do IC (Instituto de Criminalística) e, após a liberação do corpo, a sinsef encaminhou o cadáver para o IML (Instituto Médico Legal de Araraquara).

A Polícia Civil continua trabalhando nas investigações na tentativa de identificar os autores deste crime.

 

 

PORTAL MORADA

SEVERÍNIA/SP - Uma menina de apenas quatro anos de idade morreu após ter sido picada por um escorpião, na última sexta-feira (28), na cidade de Severínia, no interior de São Paulo.

Segundo informações apuradas pela reportagem com profissionais da área da saúde, a vítima estava brincando no Ginásio de Esportes da cidade, acompanhada da mãe, quando teria sido picada pelo animal peçonhento.

Ela passou mal, foi socorrida para o Hospital local e depois transferida para a UPA de Olímpia, onde ficou internada. Na manhã de sábado (29), a mulher foi informada de que a filha não havia resistido.

O enterro da criança foi sepultada no Cemitério Municipal de Severínia.

 

 

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