fbpx

Realizar Acesso

Usuário *
Senha *
Lembrar
 

A atuação do Real Madrid neste domingo pode ser definida em "jogo de dois tempos".

 

MUNDO - Neste último domingo, a equipe retomou as atividades em LaLiga e recebeu o Eibar no estádio Alfredo Di Stefano - o da equipe B, visto que as partidas são sem público e o Bernabéu está em obras - e fez 45 minutos de muita intensidade para atropelar os visitantes e montar o placar que se fecharia em 3 a 1, com gols de Kroos, Ramos e Marcelo para os donos da casa e Pedro Bigas descontando no segundo tempo, quando o Real diminuiu o ritmo.

Os três gols dos merengues na primeira etapa foram bonitos: Kroos fez de cobertura, Ramos finalizou um contra-ataque de manual e Marcelo deu um lindo chute de trivela de primeira.

O brasileiro, inclusive, aproveitou seu gol para protestar na comemoração, ajoelhando e colocando o punho para o alto em homenagem ao movimento Black Lives Matter (Vidas Pretas Importam, em tradução livre).

Com o resultado, os merengues mantém a desvantagem de dois pontos em relação ao líder Barcelona e seguem na perseguição do título.

Ficha técnica

Real Madrid 3 x 1 Eibar

GOLS: Kroos, Ramos e Marcelo (REA); Pedro Bigas (EIB)

  REAL MADRID: Courtois, Carvajal (Ferland Mendy), Varane, Ramos (Militão) e Marcelo; Casemiro, Modric (Valverde) e Kroos; Hazard (Vinicius Jr), Benzema e Rodrygo (Bale); Técnico: Zinedine Zidane

  EIBAR: Dmitrovic, Rober, Paulo Oliveira, Anaitz Arbilla (Burgos) e Rafa (Pedro Bigas); Álvarez, Orellana (Pedro León), Cristóforo, Expósito e de Blasis (Inui); Kike (Sergio Enrich); Técnico: José Luis Mendilibar

Estatísticas

Zidane chegou aos 200 jogos como técnico do Real Madrid; é o 3º técnico da história do clube a atingir a marca

O Real demorou 182 segundos para marcar seu primeiro gol oficial no estádio Di Stefano

O primeiro gol oficial do Bernabéu também veio com 4 minutos de jogo

Kroos chegou ao seu 6º gol na temporada, maior marca com a camisa do Real

Sergio Ramos não marcava um gol com o pé com a bola rolando desde 13/09/2017 ; desde então, todos seus gols haviam sido de cabeça ou bola parada direta

Marcelo não marcava um gol em LaLiga desde outubro de 2018

Não tomou conhecimento!

No primeiro tempo, o Real Madrid sequer tomou conhecimento do adversário. Com menos de cinco minutos, Kroos aproveitou bola sobrada e, de primeira, deu um toque de muita categoria para encobrir o goleiro e abrir o placar com um golaço.

Aos 30, o Real ampliou com um contra-ataque de manual. Sergio Ramos roubou a bola e tocou para Benzema, o francês serviu Hazard e o belga rolou para o meio da área aonde Ramos, que havia corrido o campo inteiro, apareceu livre para empurrar para o gol vazio e fazer 2 a 0.

Menos de cinco minutos depois, veio o terceiro. Hazard levou pela direita, invadiu a área e bateu cruzado. Dmitrovic espalmou e a bola sobrou para Marcelo, na entrada da área o brasileiro bateu de trivela e fez o terceiro dos merengues.

Eibar melhora, mas não é o suficiente

Na segunda etapa, o Eibar melhorou e obrigou Courtois a trabalhar. Primeiro o belga saiu jogando errado e deu a bola de graça para o ataque adversário, mas se redimiu com boa defesa.

Na sequência, um chute de longe fez Courtois se esticar todo e fazer linda defesa.

Água mole... de tanto tentar, o Eibar conseguiu diminuir em um lance estranho. Após chute cruzado, a bola bateu nas costas de Bigas e Courtois tomou um frango histórico.

Próximos jogos

As duas equipes voltam a campo no próximo final de semana, por LaLiga.

Quinta-feira, 18/06, 17h*, Real Madrid x Valencia

Sábado, 20/06, 14h30*, Getafe x Eibar

*horário de Brasília

 

 

*Por: ESPN.com.br

MUNDO - Após meses de disparos de foguetes e relações tensas, os Estados Unidos e o Iraque retomaram discussões na última quinta-feira (11). Mesmo se o diálogo está sendo apresentado como “estratégico”, há poucas esperanças de uma decisão imediata sobre uma das questões centrais do debate: a presença militar norte-americana em solo iraquiano.

O último “diálogo estratégico” entre Washington e Bagdá data de 2008, quando Estados Unidos e Iraque definiram as condições de saída do país dos soldados americanos, presentes no solo iraquiano desde a invasão de 2003. Boa parte deles deixaram o país mas, desde então, as tropas voltaram – muito menos numerosas – para liderar uma coalizão contra o grupo Estado Islâmico (EI).

Mas recentemente as relações entre os dois países ficaram balançadas, principalmente após o assassinato, em janeiro passado, do general iraniano Qasem Soleimani e de seu braço-direito iraquiano em Bagdá. Cerca de trinta ataques com foguetes contra americanos foram registrados.

O episódio fez com que deputados xiitas iraquianos votassem a favor da expulsão de todos os soldados estrangeiros, enquanto Washington ameaçou atacar vários locais paramilitares.

Mas a chegada em abril de um novo primeiro-ministro, o ex-chefe da inteligência Mustafa al Kazimi, considerado próximo a Washington e seus aliados árabes, pode mudar a situação. Ele assumiu a liderança do país, que exige justiça para os 550 manifestantes mortos na repressão de uma revolta popular sem precedentes mas, acima de tudo, em meio a uma grave crise econômica.

Governo interino é contestado

A conversa entre Washington e Bagdá é feita por meio de videoconferência. Do lado da opinião pública iraquiana, a retomada das discussões entre os dois países divide. Se alguns veem o debate como primordial, outros não o consideram importante.

“Eu acho que é o momento é perfeito e espero que será a ocasião de desarmar todos os grupos que não estão sob a autoridade do governo”, afirma Hussein, um iraquiano vindo de Kerbala.

Já para Ali, nascido em Bagdá e morador da capital, esse tipo de discussão não deveria acontecer no momento em que o governo acaba de ser formado. “Eu acho que o timing não é bom. O governo tem apenas dois meses de existência! Eu não acredito que ele seja qualificado para negociar com o americanos. Além disso, trata-se de um governo interino. Porque eles negociam com os americanos”, se irrita.

Independentemente da legitimidade do novo governo, poucos têm esperança de que uma solução seja encontrada em apenas um dia de discussões. “Não acredito que haverá resultados concretos. E mesmo se tiver um acordo, o governo terá que trabalhar para alcançar os resultados. E não creio que isso possa ser feito por um governo interino”, comenta Mohammed, que vive no sul do país.

“Governo iraquiano vai querer manter as forças americanas”

Washington garante que Bagdá quer que as tropas dos Estados Unidos continuem em seu território para apoiar a luta contra o grupo Estado Islâmico (EI). "Estou convencido de que o governo iraquiano vai querer manter as forças americanas e a coalizão internacional" contra o EI, disse na quarta-feira (10) o general Kenneth McKenzie, chefe das forças dos Estados Unidos no Oriente Médio. "Estamos no Iraque para derrotar o EI definitivamente e a ajudar o Iraque a conseguir sua vitória final contra eles", acrescentou McKenzie.

"Quando novas ameaças surgem no horizonte, incluindo a pandemia, a queda dos preços do petróleo e um grave déficit orçamentário, é imperativo que o Iraque e os Estados Unidos discutam como se preparar para um futuro mutuamente vantajoso", completou nesta quinta-feira o secretário de Estado americano, Mike Pompeo.

De fato, a coalizão liderada pelos Estados Unidos tem apenas três bases no Iraque, contra uma dúzia antes. Mas uma redução drástica no número de soldados parece improvável, à medida que a ameaça jihadista persiste na região.

Mas, a longo prazo, esse o "diálogo estratégico" poderia garantir contratos americanos nos setores da construção e energia, bem como ajudas do Golfo e do Banco Mundial.

 

 

*Por: Lucile Wassermann, correspondente da RFI em Bagdá

MUNDO - A economia do Reino Unido teve queda de 20,4% em abril na comparação com março devido ao confinamento decretado para desacelerar a propagação da pandemia de coronavírus, anunciou nesta 6ª feira (12.jun) o ONS (Escritório Nacional de Estatísticas).

O 1º mês completo de confinamento no Reino Unido foi em abril. Começou em 23 de março e paralisou a atividade econômica do país, 1 dos mais afetados do mundo pela pandemia.

A queda é a mais acentuada da série histórica. Segundo a ONS, o retrocesso é 10 vezes maior que a queda mais expressiva já registrada antes da crise da covid-19 –além de ter mais que triplicado a baixa do mês anterior, quando o PIB britânico caiu 5,8%.

As restrições aplicadas para conter a propagação da covid-19 foram flexibilizadas progressivamente. A maior parte dos estabelecimentos comerciais, com exceção de restaurantes e pubs, reabrirão na 2ª feira (15.jun).

 

 

*Por: PODER360

MUNDO - O expressivo aumento do número de casos e mortes pelo novo coronavírus (covid-19) nas últimas semanas já traz efeitos práticos para a imagem do Brasil lá fora. Depois dos Estados Unidos, a Europa decidiu barrar brasileiros e outras nacionalidades em que a pandemia está fora de controle,

Nesta última quinta-feira,11, a União Europeia começou a elaborar a lista de países que terão acesso ao bloco quando as fronteiras reabrirem a viajantes fora da zona Schengen, a partir de 30 de junho. A informação é da Folha.

Entre os parâmetros para permitir a entrada de turistas estão o número de novas infecções e o controle da epidemia. As medidas entram em vigor no dia 1º de julho.

“Como a situação da saúde em certos países terceiros permanece crítica, a Comissão não propõe um levantamento geral da restrição de viagens nesta fase. A restrição deve ser levantada para os países selecionados com base em um conjunto de princípios e critérios objetivos”, diz comunicado da União Europeia.

O Brasil é o segundo país em número de casos (772.416) –EUA lideram com mais de 2 milhões de diagnósticos confirmados– e o terceiro em óbitos (39.680), atrás apenas do Reino Unido (41.364).

AirFrance-KLM

A decisão pode afetar os planos do Grupo AirFrance-KLM, que ontem anunciou o aumento de voos semanais entre a Europa e o Brasil a partir de 6 de julho.   Ao todo serão 18 voos para Paris e Amsterdã, partindo de São Paulo (Guarulhos) e Rio de Janeiro (Galeão). Atualmente são 14.

 

 

*Por: CATRACA LIVRE

MUNDO - A Coreia do Norte decidiu interromper a partir desta terça-feira (9) várias linhas de comunicação com seu vizinho sul-coreano. O anúncio foi feito pela agência estatal do regime norte-coreano KCNA. Há vários dias, Pyongyang multiplica os ataques verbais contra Seul, acusando o país vizinho de deixar militantes de direitos humanos lançar do outro lado da fronteira panfletos de propaganda contra o regime e a família Kim que governa o país. Mas isso poderia ser apenas um pretexto para aumentar as tensões na península, informa o correspondente da RFI em Seul, Frédéric Ojardias.

A Coreia do Norte anunciou o corte das duas linhas de comunicação militares que atravessam a fronteira entre os dois países, o telefone do escritório de ligação intercoreana, assim como o telefone vermelho entre o presidente sul-coreano, Moon Jae-in, e o líder do norte, Kim Jong-un.

A interrupção começou às 12h locais de terça-feira (00h de Brasília), reportou a KCNA. A Coreia do Norte já havia ameaçado na semana passada fechar o escritório de ligação com a Coreia do Sul e tomar medidas adicionais para punir Seul.

"Comportamento traidor"

O anúncio foi feito por vários dirigentes do governo de Pyongyang, entre esses  a irmã do líder norte-coreano, Kim Yo-jong. Ela mostra assim o aumento de sua influência no país. A irmã de Kim Jong-un também ameaçou descartar o acordo militar entre os dois países a não ser que Seul impeça que militantes enviem os panfletos anti-Pyongyang.

Há vários anos, norte-coreanos que fugiram de seu país e outros ativistas costumam jogar balões do outro lado da fronteira com prospectos denunciando o regime comunista em termos de direitos humanos e sua política nuclear.

A Coreia do Norte chama o vizinho do sul de "inimigo" e o acusa de ter um "comportamento traidor e dissimulado". Pyongyang critica o lançamento de panfletos, mas esses lançamentos não são novos e provavelmente não são o verdadeiro motivo dessa indignação, aponta o correspondente da RFI.

A Coreia do Norte estaria tentando com esse corte nas comunicações com o país vizinho, legitimar a irmã de Kim Jong-un, apresentada por alguns especialistas como sua possível sucessora. Para outros analistas, agravar as tensões permitiria fortalecer as alianças internas em caso de uma crise no país, provocada por dificuldade econômicas ou pela epidemia de Covid-19. São muitas hipóteses que, por enquanto, não passam de especulação.

Relações estagnadas

As relações entre os dois vizinhos estão estagnadas, apesar de três cúpulas celebradas em 2018 entre o líder norte-coreano, Kim Jong Un, e o presidente sul-coreano, Moon Jae-in. A Coreia do Norte encerrou a maioria de seus contatos com o Sul depois do fracasso da segunda cúpula entre Kim e o presidente americano, Donald Trump, em 2019, em Hanói, que deixou em ponto morto as negociações sobre o programa nuclear norte-coreano.

Devido a manutenção de sua atividade e testes nucleares, Pyongyang enfrenta inúmeras sanções impostas pelo Conselho de Segurança da ONU. As duas Coreias permanecem tecnicamente em guerra desde o armistício de 1953, que encerrou o conflito armado entre os dois países.

 

 

*Por: RFI

MUNDO - A Torre Eiffel será reaberta ao público a partir de 25 de junho. O monumento símbolo da capital francesa estava fechado desde 13 de março por causa do novo coronavírus. Por razões sanitárias, o acesso será limitado e o uso de máscaras obrigatório.

Ela faz parte da lista de lugares indispensáveis dos turistas de passagem por Paris. Para quem descobre a capital francesa pela primeira vez e até mesmo para que já conhece a cidade, a Torre Eiffel sempre está no programa, seja para subir as escadarias, enfrentar o fila nos elevadores ou apenas admirá-la de longe, do terraço de um restaurante ou durante um passeio nas margens do Rio Sena. Mas desde 13 de março, como praticamente todos os pontos turísticos de Paris, o acesso ao monumento estava proibido.

Para a alegria dos visitantes, que começam a voltar aos poucos à capital francesa, os administradores da Torre Eiffel informaram nesta última terça-feira (9) que o monumento será reaberto, após quase três meses sem receber turistas. Segundo o site da torre, trata-se do período de fechamento mais longo desde a Segunda Guerra Mundial.           

Em um primeiro momento, os visitantes poderão subir apenas até o segundo andar do monumento. Além disso, os maiores de 11 anos serão obrigados a usar uma máscara de proteção.

Homenagem aos profissionais da saúde

Durante a quarentena, o mais famoso monumento da França, com seus 324 metros de altura, serviu de pano de fundo para homenagens aos médicos e enfermeiros que estavam na linha de frente contra a pandemia. Primeiro com luzes piscando às 20h, no momento em que a população aplaudia os funcionários dos hospitais em suas janelas. Em seguida, a palavra “Merci” (obrigado, em francês) passou a ser projetada na Torre, assim como mensagens pedindo para que os parisienses ficassem em casa.

No dia 8 de maio retratos de enfermeiros e voluntários também foram projetados em um telão na torre.

Construído em 1889 por Gustave Eiffel, o monumento acolhe cerca de 7 milhões de visitantes por ano.

 

 

*Por: RFI

MUNDO - O Irã vai executar um homem condenado por fornecer informações aos Estados Unidos e Israel sobre o general da guarda revolucionária Qassem Soleimani, morto num ataque realizado pelos norte-americanos em Bagdá, em janeiro, anunciou hoje (9) fonte oficial.

O porta-voz do judiciário iraniano, Gholamhossein Esmaili, divulgou pouca informação sobre o homem condenado, mas forneceu o seu nome: Mahmoud Mousavi Majd.

Esmaili acusou Majd de partilhar informações de segurança sobre os guardiões da revolução e a sua unidade Força Quds (encarregada das operações no estrangeiro), a qual Soleimani comandava.

Majd estava "ligado à CIA (agência de informação dos EUA) e ao Mossad (agência de informação israelense)", declarou o porta-voz. Nenhuma das agências de informação citadas comentou as declarações das autoridades iranianas.

Esmaili não disse quando Majd seria executado, somente que seria "em breve".

O porta-voz também não ligou diretamente as informações supostamente oferecidas por Majd à morte de Soleimani.

Em 3 de janeiro, o general Qassem Soleimani foi morto num ataque com um drone realizado pelos Estados Unidos em Bagdá, no Iraque.

O ataque também matou Abu Mahdi al-Muhandis, vice-comandante das milícias apoiadas pelo Irã no Iraque, conhecidas como Forças de Mobilização Popular, e cinco outras pessoas, incluindo o oficial de protocolo do aeroporto das milícias, Mohammed Reda.

Mais tarde, o Irã retaliou com um ataque de míssil balístico contra as forças norte-americanas no Iraque. Naquela mesma noite, os guardiões derrubaram acidentalmente um avião ucraniano em Teerã, matando 176 pessoas.

 

 

*Por RTP - rádio e televisão de Portugal - Teerã

*AGÊNCIA BRASIL

MUNDO - A Década dos Oceanos, instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU), começa hoje (8) - Dia Mundial dos Oceanos - em todo o mundo. Diplomatas, ambientalistas e cientistas esperam que nos próximos dez anos a humanidade aumente o conhecimento sobre as águas que cobrem 70% do planeta e proteja melhor essa imensidão, que absorve um terço do gás carbônico produzido pela atividade humana, retém o aquecimento global e serve à subsistência direta de bilhões de pessoas.

Esta segunda-feira também é o Dia Mundial dos Oceanos, instituído durante a conferência Rio-92 para promover a conservação de espécies e habitats, diminuir a poluição e a escassez de recursos por causa da sobrepesca.

“Fonte de bens e serviços que sustentam a humanidade, os oceanos são importantíssimos para o funcionamento do planeta e para o bem-estar. A gente precisa conhecer mais e cuidar mais”, defende Alexander Turra, professor titular do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (USP) e responsável pela cátedra Unesco para Sustentabilidade dos Oceanos.

Turra, que também faz parte da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza, alerta que neste momento de pandemia de covid-19 “diminuiu o esforço de fiscalização nos oceanos”. Ele teme que o afrouxamento esteja sendo aproveitado para a sobrepesca e para a pirataria.

Em oito anos da década passada (2011-2018) ocorreu uma média de 257 casos de pirataria marítima por ano em todo o planeta, segundo o International Maritime Bureau (IMB).

Difícil vigilância

Crimes marítimos e acidentes nos oceanos podem ser de difícil investigação. Alexander Turra lembra que até hoje os brasileiros não sabem como 3.600 quilômetros do litoral, da Reserva Extrativista do Cururupu (Maranhão) até São João da Barra (Rio de Janeiro), foram atingidos por manchas de petróleo.

Por análise da composição molecular, sabe-se que o óleo foi extraído da Venezuela, mas não se sabe a causa da ocorrência da mancha, criminosa ou acidental, como vazamento de uma embarcação ou naufrágio em alto-mar.

Turra lamenta que não seja possível saber o dano total do incidente e mesmo se os efeitos já cessaram. “Visualmente, o aspecto é de melhora, porém o efeito de longo prazo ainda está sendo avaliado. A gente não sabe qual é a sua magnitude.” De acordo com dados da Marinha, foram recolhidas mais de 5 mil toneladas de óleo em 11 estados.

O pesquisador preocupa-se com a possibilidade de que “esse tipo de sinistro possa acontecer de novo”. Como forma de prevenção e controle, ele defende a pesquisa conjunta entre as universidades federais e a Marinha. Também espera que haja melhora na fiscalização do tráfego marítimo internacional, inclusive com o monitoramento da interrupção de comunicação dos navios (transponder), que impede a rastreabilidade por embarcação.

 

 

 

*Por Gilberto Costa - Repórter da Agência Brasil

MUNDO - O primeiro-ministro russo Mikhail Mishustin anunciou na última semana um plano 5 trilhões de rublos (cerca de € 65 bilhões) para relançar a economia do país, fragilizada pela pandemia de Covid-19. As autoridades do país vinham sendo criticadas por uma forma de inércia diante das consequências econômicas da crise sanitária.

O valor é relativamente baixo comparado aos programas de investimento anunciados pelos Estados Unidos ou pela União Europeia. Mas para os padrões russos, o montante é considerado importante, já até agora poucas medidas concretas haviam sido anunciadas para ajudar a economia do país.

O premiê deu poucos detalhes sobre as modalidades concretas desse plano econômico. O chefe do governo disse apenas que serão implementadas “cerca de 500 medidas” durante dois anos e se contentou em anunciar os objetivos: limitar a recessão em 2020 e relançar um crescimento de mais de 2% até o final de 2021.

A economia russa deve registrar uma queda de 9,5% de seu Produto Interno Bruno (PIB) no segundo trimestre de 2020 e uma retração entre 5% e 6% acumulada no final do ano.

Segundo a imprensa russa, Moscou também quer aproveitar desse plano para incentivar os dispositivos de trabalho em meio período e reduzir os empregos informais no país. Além disso, uma parte importante do montante deverá ser atribuído às pequenas e médias empresa, as mais afetadas pela crise. Também são esperados investimentos no turismo interno e na inovação tecnológica, numa tentativa de diminuir a dependência russa da exportação de hidrocarbonetos.

Popularidade de Putin em baixa

Com esse plano, as autoridades russas esperam responder às críticas sobre a falta de reatividade do Kremlin diante da epidemia, já que as poucas medidas anunciadas foram consideradas insuficientes ou não foram totalmente implementadas. A imagem de Vladimir Putin sofreu com essa situação. O presidente, que há mais de 20 anos dirige a política do país, perdeu 10 pontos segundo uma pesquisa realizada pelo instituto independente Levada.

A um mês do referendo constitucional, o presidente precisava mostrar à população que ele não se interessava apenas pela política externa ou seu futuro à frente do país, mas também às dificuldades que atingem à todos. “É de uma importância crucial resolver os problemas do momento”, declarou Putin.

Antes mesmo da pandemia de Covid-19, as autoridades russas já haviam apresentado 2020 como sendo o ano de transformação para a economia do país, após 2019 registrando apenas 1,3% de crescimento.

Segundo dados oficiais, mais de 5 mil pessoas morreram vítimas do coronavírus na Rússia. O país registra entre 8 mil e 9 mil novos casos de contaminação diariamente. Mais de 400 mil pessoas estão infectadas.

 

 

*Por: Daniel Vallot, correspondente da RFI em Moscou

MUNDO - Em uma ação inédita contra o Brasil, que barra qualquer pretensão de se ampliar acordos comerciais com os EUA, 24 deputados democratas da Comissão de Orçamento e Tributos (Ways and Means) da Câmara dos Deputados dos EUA informaram na quarta-feira ao escritório comercial da Casa Branca que “têm fortes objeções à busca de qualquer acordo comercial ou à expansão de parcerias comerciais com o Brasil do presidente Jair Bolsonaro”.

Ex-embaixador em Washington, Rubens Ricupero afirma que a carta dos democratas da Ways and Means “enterra” qualquer possibilidade de acordo enquanto a Câmara tiver maioria da oposição ao republicano Donald Trump. “Nunca vi um documento assim. Ela é a mais importante comissão do Congresso americano. Essa carta significa que nenhum acordo com o Brasil será feito enquanto a Câmara tiver maioria democrata.”

Para ele, a situação deve se agravar ainda mais se o democrata Joe Biden for eleito presidente. “Ele é muito mais comprometido com a pauta ambiental do que Barack Obama.” Biden, com 53%, lidera as pesquisas de intenção de voto para a eleição deste ano com dez pontos à frente de Trump (43%). A votação americana, entretanto, é definida por meio de um colégio eleitoral, o que torna mais decisivo o triunfo em Estados em que a preferência por democratas ou republicanos se alterna. Trump se elegeu graças a vitórias no Meio-Oeste, mesmo tendo menos votos do que Hillary Clinton no geral.

A carta foi endereçada ao representante comercial da Casa Branca, o embaixador Robert Lighthizer. Nela, o presidente da comissão, o deputado Richard Neal, e seus colegas de partido contam que decidiram escrever o documento depois de Lighthizer afirmar, em maio, após conversa com o chanceler brasileiro, Ernesto Araújo, que desejava intensificar a parceria econômica com o Brasil, incluindo uma simplificação do comércio e “boas práticas regulatórias”. Para tanto, consultaria o Congresso. “Em resposta, nós julgamos importante enumerar a litania de razões pelas quais consideramos inapropriado que a administração abra discussões sobre parcerias econômicas de qualquer tipo com o líder brasileiro que desrespeita o estado de direito e ativamente desmantela árduas conquistas de direitos civis, humanos, ambientais e trabalhistas.”

A carta segue afirmando que, por meio de retórica e de ações, o governo demonstra “completo desrespeito por direitos humanos básicos, pela necessidade de se proteger a Floresta Amazônica, os direitos e a dignidade dos trabalhadores e mantém práticas econômicas anticompetitivas”. Essas condições demonstrariam que o Brasil sob Bolsonaro “não pode ser considerado preparado para assumir novos padrões de direitos trabalhistas e de proteção ambiental previstos no acordo EUA-México-Canadá”.

Peso nas decisões

Os democratas têm larga maioria na comissão. Sua importância pode ser medida pelo fato de o presidente americano precisar de autorização dela para negociar acordos comerciais que não sejam emendados pelo Congresso – fast tracks. Também por ela passam não só cada tostão gasto em políticas públicas bem como decisões sobre impostos e taxas e acordos comerciais internacionais. Para o embaixador Roberto Abdenur, “manifestações como essa de agora terão desde logo impacto, pois inibirão o governo americano de levar adiante novos entendimentos com o Brasil”. Ele concorda com Ricupero e diz que as relações com os EUA “vão se complicar muito se Biden for eleito”. “A excessiva ligação de Bolsonaro com Trump só fará exacerbar os ânimos contra o Brasil.”

Ricupero, que foi embaixador nos EUA no governo de George Bush (1989-1993) e conselheiro político em Washington nos governos dos ex-presidentes Gerald Ford (1974-1977) e Jimmy Carter (1977-1981), aponta ainda na carta democrata a união de dois tipos de argumentos, o ambiental e o protecionista, cada vez mais comum nos EUA e na Europa. “A chance de o Brasil obter alguma coisa na área agrícola em um acordo comercial com os EUA é próximo de zero. Só para citar um exemplo, não há lobby mais forte no Congresso do que o do algodão, que tem apoio em peso dos congressistas do Texas.”

De fato, em um dos últimos parágrafos do documento dos democratas, os deputados dizem considerar existir pouca perspectiva de oportunidades de acordo para o agronegócio, pois muitos dos “produtos exportados pelo Brasil já são muito competitivos no mercado americano, mesmo sem as vantagens da eliminação de tarifas de um acordo comercial”. E conclui: “Além disso, produtores brasileiros têm um histórico de usar práticas desleais de comércio”.

A carta conclui afirmando que buscar um acordo com o Brasil pode prejudicar a luta de defensores dos direitos humanos, trabalhistas e ambientais brasileiros para promover o Estado de Direito e comunidades marginalizadas.

Trump busca aumentar os laços com o governo Bolsonaro, não só os comerciais como os militares e sanitários. Na semana passada, o americano afirmou que a Casa Branca fornecera 2 milhões de doses de hidroxicloroquina para combater o Sars-Cov-2 no Brasil. O Estadão procurou o Itamaraty e o Ministério da Economia, mas nenhum deles se manifestou. A ação ocorre concomitantemente à aprovação de moção no Parlamento da Holanda, rejeitando o acordo entre a União Europeia e o Mercosul por razões semelhantes às americanas. “Nosso isolamento está cada vez maior”, afirmou Ricupero.

 

 

*Por: Marcelo Godoy / ESTADÃO

Nosso Facebook

Calendário de Notícias

« Setembro 2020 »
Seg. Ter Qua Qui Sex Sáb. Dom
  1 2 3 4 5 6
7 8 9 10 11 12 13
14 15 16 17 18 19 20
21 22 23 24 25 26 27
28 29 30