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HOLANDA - Alunos da Universidade Veiga de Almeida (UVA) e da Universidade de Ciências Aplicadas de Roterdã, na Holanda, uniram-se para pensar soluções para proteger o Rio de Janeiro da elevação do nível do mar provocada pelas mudanças climáticas. Os estudantes projetaram uma barragem de 9,5 quilômetros de extensão por 11 metros de altura, a ser implantada na Ponte Rio-Niterói, que ajudaria a evitar a inundação de parte dos municípios do Rio de Janeiro, incluindo o Aeroporto Internacional Tom Jobim-Riogaleão, Duque de Caxias, Magé, Guapimirim, Itaboraí e São Gonçalo.

O projeto é baseado em modelagem elaborada pelo Climate Central, organização sem fins lucrativos sediada nos Estados Unidos, e prevê um cenário crítico de mudanças climáticas, com aumento de 3 metros do nível do mar.

A UVA foi a única universidade brasileira a participar do desafio Protecting Delta Cities: International Student Challenge, promovido pela universidade holandesa. A iniciativa teve por objetivo estimular jovens pesquisadores de nove países a pensar em alternativas para proteger cidades localizadas em deltas e regiões litorâneas de um aumento de 3 metros do nível do mar. A lista das cidades potencialmente atingidas incluía o Rio de Janeiro; Nova Iorque, nos Estados Unidos; Durban, na África do Sul; e Taipei, na ilha de Taiwan.

Segundo Viviane Japiassú, professora dos cursos de graduação em Engenharia Ambiental e Mestrado Profissional em Ciências do Meio Ambiente da Universidade Veiga de Almeida e coordenadora do projeto Que Chuva É Essa?, na Holanda, a Universidade de Roterdã selecionou grupos de alunos para trabalhar sobre cada cidade. Estes uniram-se aos alunos da UVA em reuniões semanais, durante um mês, para elaborar uma proposta para a Baía de Guanabara.

As soluções formuladas pelos grupos foram apresentadas em um seminário realizado em novembro deste ano.

Viabilização

“A ideia é dar continuidade à colaboração, para ver como viabilizar a proposta e adequar algumas limitações que possam aparecer”, disse Viviane à Agência Brasil. Na semana que vem, o grupo da UVA terá uma reunião com representantes da prefeitura do Rio para falar sobre a proposta e os caminhos para viabilizar ou readequar o projeto.

De acordo com a professora, as cidades que estão na área costeira brasileira vão sofrer muito com o aumento do nível do mar.

Os alunos da Veiga de Almeida focaram o projeto na Baía de Guanabara, levando em conta a grande expertise da Holanda na construção de barragens marítimas. Todos os estudantes holandeses que participaram do desafio cursam engenharia civil, enquanto a maioria dos alunos da UVA estudam engenharia ambiental e apenas um, engenharia elétrica. O grupo teve ainda participação de estudante do mestrado profissional em ciências do meio ambiente, que integra o projeto de pesquisa e extensão Que Chuva É Essa?, que desenvolve estudos e ações voltados para a redução de riscos de desastres associados a chuvas extremas no Rio.

“O tempo todo a gente focou na importância socioambiental da Baía de Guanabara”, disse Viviane. A professora explicou que a solução não poderia se restringir a fechar a Baía de Guanabara. A opção pela implantação de uma barragem na ponte, e não na entrada da baía, objetivou permitir a circulação de navios no Porto do Rio, facilitando o tráfego marítimo de grandes embarcações, além de preservar o ecossistema local, que tem importância socioeconômica para comunidades do entorno, como a de pescadores artesanais.

“Uma vez que a gente consiga reter a elevação nesse ponto, protegerá também os municípios e o Aeroporto do Galeão, que seria inundado com esses 3 metros de elevação do mar”, explicou a professora.

Energia

O projeto dos estudantes prevê ainda a instalação de painéis solares na barragem capazes de gerar mais de 80 megawatts/hora de energia por dia, o suficiente para abastecer mais de 14 mil residências da região ou para bombear mais de 2 mil litros de água da baía de volta para o mar. Outro potencial de geração de energia descrito no projeto viria do aproveitamento da vibração gerada pelos veículos ao passarem na Ponte Rio-Niterói.

Dois rapazes e cinco mulheres formavam o grupo da Universidade Veiga de Almeida, e a turma olandesa tinha somente rapazes. No total, a equipe contou com dez participantes.

Uma das estudantes cariocas que integram o grupo é Larissa Stankevicius, que cursa o 8º período de engenharia ambiental. Após o choque cultural inicial, o grupo passou a se encontrar toda semana, para desenvolver a solução, contou Larissa. Ela disse à Agência Brasil que é preciso dar continuidade ao projeto, para que este venha a ajudar de alguma maneira, se for possível.

SÃO CARLOS/SP - A Prefeitura deverá regulamentar o Programa “Cata-Treco”, destinado a coletar e remover objetos e materiais inservíveis descartados em ruas e calçadas na cidade, conforme projeto de autoria do vereador Azuaite Martins de França (Cidadania), que foi aprovado pela Câmara Municipal, na terça-feira (16).

O projeto de lei número 444 recebeu 16 votos favoráveis e nenhum contrário e agora será remetido ao prefeito Airton Garcia Ferreira para ser sancionado. O programa exclui a coleta de lixo doméstico urbano e rejeito da construção civil. Na discussão da matéria na Câmara, cinco vereadores se manifestaram na tribuna, elogiando a iniciativa.

Segundo Azuaite, o objetivo do “Cata-Treco”é recolher objetos em desuso, como colchões, móveis, eletrodomésticos, entre outros, evitando que sejam colocados nas ruas, terrenos baldios, rios e córregos, ocasionando enchentes e possíveis focos de proliferação de vetores na cidade. “A finalidade é evitar que materiais inutilizados sejam depositados em vias públicas com a garantia de ações adequadas de descarte para o munícipe”, disse o vereador. Outros efeitos apontados foram a melhoria da limpeza urbana e a conscientização da população. “A casa mais limpa não é a que mais se varre, é a que menos se suja”,disse.

Azuaite lamentou que a Prefeitura não tenha levado em conta propostas ambientais que apresentou como alternativas para reduzir a poluição do ar pelos ônibus e providências locais relacionadas à drenagem urbana, resíduos sólidos e ainda alternativas para minimizar os efeitos das crises hídrica e energética.

Sobre o projeto aprovado, o parlamentar disse que o programa Cata-Treco deverá fazer a cada semana ou a cada 15 dias a remoção de materiais como sofás, camas e colchões descartados pelos munícipes. “Se houver criatividade do serviço social articulado com o serviço de coleta do material descartado, será possível criar uma oficina de reciclagem desses objetos e oferecer às famílias de baixa renda”, declarou Azuaite. “Isso é política pública que atende à limpeza da cidade e atende à compreensão das necessidades das famílias pobres”.

IBATÉ/SP - O projeto "Horta Fortalecendo Laços e Amor" existe no Centro de Convivência da Melhor Idade desde a fundação em 2012. Durante o período de pandemia a horta ficou fechada, mas com o retorno gradativo, os projetos estão sendo retomados.
 A coordenadora do Centro de Convivência, Dirce Lopes Peruchi, destaca que a produção da horta, é igualmente distribuída entre os frequentadores. "Atualmente aos cuidados de quatro idosos voluntários, são cultivados legumes e verduras, que são entregues aos idosos que estão recolhidos em suas casas e àqueles que preferem ir até o Centro de Convivência retira-los mesmo com as atividades do salão paralisadas", explicou. 

Dirce lembra que o objetivo do Centro de Convivência do Idoso é a valorização das pessoas que estão nessa faixa etária. "Espero que em breve possamos retornar com as atividade presenciais com total capacidade e oferecer aos nossos idosos opções de entretenimento e fortalecer nossos vínculos", enfatizou.

ARARAQUARA/SP - O prefeito Edinho, o vice Damiano Neto e secretários municipais protocolaram na Câmara Municipal, na quinta-feira (30), um projeto de lei que concede incentivos fiscais e viabiliza a vinda da cervejaria espanhola Estrella Galicia para Araraquara. Será o maior investimento da história de Araraquara, chegando a US$ 2 bilhões (equivale a aproximadamente R$ 10 bilhões).

O documento foi entregue pelo prefeito diretamente ao presidente da Câmara Municipal, Aluisio Boi (MDB), no plenário da Câmara, com presença também de outros dez parlamentares. Agora, o projeto de lei será apreciado e votado no Legislativo.

A fábrica da Estrella Galicia será a primeira da cervejaria fora da Espanha e, por consequência, a primeira unidade na América Latina. Contribuiu para a escolha de Araraquara por parte da empresa a infraestrutura e a logística do município, principalmente o tratamento de água e esgoto, além da qualidade de vida da população.

O investimento inicial por parte da cervejaria está previsto em R$ 530.590.953,00, com obras começando em maio de 2022 e início das operações para dezembro de 2023. A estimativa de produção, já em 2024, é 72,4 milhões de litros de cerveja. Até a implementação total da fábrica, os investimentos devem superar os R$ 10 bilhões, com produção de 300.000.000 de litros de cerveja.

A aquisição do terreno da futura cervejaria e a implantação da Estrella Galicia têm apoio do Investe SP, Agência Paulista de Promoção de Investimentos e Competitividade, ligada ao Governo do Estado de São Paulo.

“Desde meados do ano passado, nós tomamos conhecimento de que a cervejaria Estrella Galicia estava prospectando uma cidade brasileira para instalar sua unidade fora da Espanha. É uma cervejaria que tem sede em La Coruña, na Espanha, e é uma das maiores do mundo. Fizemos contato com a direção da cervejaria e credenciamos Araraquara a concorrer nesse processo. E foi um processo longo, porque eram várias cidades importantes do estado de São Paulo e do Brasil”, explicou Edinho aos vereadores.

“Graças à infraestrutura que Araraquara tem, a qualidade da nossa água, conseguimos demonstrar que Araraquara tem condições de sediar a cervejaria, além do ponto de vista logístico — o novo contorno ferroviário, o gasoduto, o entroncamento rodoviário. Depois de todo esse processo, Araraquara foi escolhida. A empresa está concretizando a compra da área”, complementou o prefeito.

Edinho destacou o potencial do investimento na geração de empregos e no aumento da arrecadação de ICMS [repassado pelo Governo do Estado] no município nos próximos anos. O prefeito também ressaltou a participação da Câmara Municipal na concretização da vinda da empresa, com a apreciação e votação do projeto de lei.

“Quem está criando as condições, neste momento, para que a cervejaria se instale em Araraquara, são o Poder Executivo e o Poder Legislativo. Nós vamos dar um passo fundamental para o futuro de Araraquara, fazendo com que Araraquara gere empregos, arrecade mais e gere mais qualidade de vida para o nosso povo”, concluiu Edinho.

Aluisio Boi também destacou a importância da vinda da cervejaria na geração de emprego e renda neste momento de retomada econômica após a superação da pandemia da Covid-19. “É um investimento que causa um impacto muito forte. É um dia marcante, um dia especial para Araraquara e para a Câmara Municipal”, disse o presidente do Legislativo.

 

Incentivos

O projeto de lei protocolado na Câmara prevê a isenção total de ITBI (Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis) que venha a incidir sobre a aquisição dos imóveis destinados à instalação da cervejaria; a isenção total de IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) sobre os mesmos imóveis pelo prazo de 20 anos; a isenção total do ISSQN (Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza) incidente sobre as obras para a construção da unidade industrial e futuras ampliações, pelo prazo máximo de 15 anos, contados a partir da concessão do benefício; e a isenção total das taxas municipais relacionadas aos trabalhos de construção, implementação, constituição ou licenciamento do empreendimento industrial da empresa em Araraquara.

O projeto de lei também autoriza a isenção total das taxas de poder de polícia relacionadas ao início das atividades da cervejaria e a redução, a 2%, da alíquota do ISSQN incidente sobre as atividades desenvolvidas pela empresa e sobre os serviços por ela importados de empresas do mesmo grupo econômico.

Excluem-se dos benefícios fiscais de que trata o projeto de lei qualquer isenção de taxas, tarifas ou preços públicos decorrentes da prestação, ou da disponibilização, de serviços públicos pelo Daae.

A concessão dos benefícios fiscais previstos no projeto de lei fica condicionada ao recolhimento de todos os tributos, contribuições, preços públicos ou tarifas incidentes sobre a implementação do empreendimento ou sobre as atividades econômicas desenvolvidas pela empresa e, também, ao atendimento das obrigações assumidas pela cervejaria no Protocolo de Intenções por ela celebrado com a Prefeitura de Araraquara e o Daae.

A justificativa do documento protocolado na Câmara esclarece que o projeto de lei se encontra em conformidade com os entendimentos prevalentes do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo e a Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar Federal nº 101, de 4 de maio de 2000).

 

 

*Por: PORTAL MORADA

SÃO PAULO/SP - O corte de incentivos fiscais às empresas que disponibilizam vales refeição e alimentação aos funcionários pode fragilizar a saúde de 22 milhões de profissionais atendidos pelo PAT (Programa de Alimentação do Trabalhador).

Segundo a estimativa da ABBT (Associação Brasileira das Empresas de Benefícios ao Trabalhador), a proposta pode ocasionar uma "evasão" do "mais longevo benefício socioeconômico alimentar", que permite uma melhor nutrição de 40 milhões de pessoas no Brasil, considerando o impacto dos cartões em familiares dos trabalhadores.

A proposta, incluída no relatório da reforma tributária apresentado pelo deputado Celso Sabino (PSDB-PA), busca compensar as perdas de arrecadação com a redução da alíquota do IRPJ (Imposto de Renda da Pessoa Jurídica) dos atuais 25% para 12,5%.

A diretora executiva da ABBT, Jéssica Srour, afirma que o texto, se aprovado da maneira atual, vai desequilibrar toda a cadeia produtiva. "Perde o trabalhador, perde a economia, perde o Brasil e perdem todos os brasileiros”, destaca ao ver uma "precarização da qualidade da alimentação" com o possível fim do PAT.

Jéssica explica que o corte dos vales não vai ocorrer imediatamente após a reforma e deve ser determinado pela vigência dos contratos firmados entre as empresas e as operadoras dos benefícios.

"O que existe hoje, a depender do seu prazo de validade, deve permanecer até o fim, porque, mesmo que saia o decreto, isso não vai romper com o contrato já estabelecido entre as partes", destaca ela ao contar que a maioria dos acordos são firmados a médio prazo. "A coisa vai se diluir, com certeza."

Falências

De acordo com um estudo realizado pela própria ABBT em 2016, o fim das concessões dos vale-refeição e vale-alimentação poderia ocasionar no fechamento das portas de mais de 100 mil padarias, bares e restaurantes.

Para o presidente da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), Paulo Solmucci, a estimativa não é inimaginável diante do momento em que o setor enfrenta devido à pandemia do novo coronavírus.

"Eu não acho esse número [de 100 mil empresas a menos] improvável, porque nós já estamos quebrando pela situação de momento. Qualquer redução adicional é mais uma pá de cal jogada no nosso setor", analisa Solmucci.

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Apesar de não cravar o número de falência diante do cenário atual, Jéssica reconhece que a proposta aprofunda a crise no segmento. "O restaurante, o bar e a padaria, que têm, em média, entre 20% e 25% do faturamento relacionado aos vales, passam a ficar mais vulneráveis", lamenta a diretora da ABBT.

Produtividade

De acordo com um levantamento divulgado pela Gouvea Consulting em outubro do ano passado, 80% das empresas e 83% dos trabalhadores concordaram que a boa alimentação é benéfica a ambas as partes.

Pelo levantamento, o PAT reduz em 60% as faltas e diminuem em 57% a incidência de acidentes de trabalho. Caso benefício seja cortado, 83% dos profissionais disseram que a situação da alimentação seria prejudicada.

A informação é corroborada por dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), que apontam a nutrição adequada como uma forma de aumentar os níveis de produtividade nacional em até 20%.

Ainda conforme o estudo, 81% dos trabalhadores se dizem satisfeitos ou muito satisfeitos com o benefício proporcionado pelo PAT, sendo que 79% destacam que há uma melhora da sua alimentação com a vigência do programa e 76% acreditam que melhora a própria produtividade no trabalho.

 

 

 

*Por: Alexandre Garcia, do R7

Ministrada pela professora Ana Lucia Vitale Torkomian, disciplina integra o curso de Engenharia de Produção

 

SÃO CARLOS/SP - São Carlos conta com a presença de duas universidades públicas, a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e a Universidade de São Paulo (USP), e de um centro universitário privado, o Centro Universitário Central Paulista (Unicep), o que faz com que a economia da cidade seja fortemente impactada pela presença dos estudantes dessas instituições. Com a pandemia da Covid-19, a Associação Comercial de São Carlos (Acisc) estimou um prejuízo de R$ 300 milhões em 2020 no município. Muitas empresas encerraram suas atividades, outras dispensaram funcionários e outras estão se reinventando para superar essa crise. Frente a esse contexto, alunos da disciplina de Empreendedorismo do curso de Engenharia de Produção da UFSCar tiveram o desafio de elaborar propostas para buscar reverter esse quadro na pós-pandemia.

"Além de proporcionar uma grande quantidade de alunos que movimentam a economia da cidade, acredito que a Universidade deva buscar soluções para problemas como esse citado no desafio. Por reunir profissionais e estudantes de diferentes áreas, a interdisciplinaridade é um ponto forte e, se parte desse conhecimento for destinado a problemas e projetos públicos, o município só tem a ganhar", afirmou Ana Lúcia Vitale Torkomian, docente do Departamento de Engenharia de Produção (DEP) da UFSCar.

A disciplina de Empreendedorismo, na qual o desafio foi proposto, foi ministrada por Torkomian no ambiente virtual entre 31 de agosto de 2020 e 16 de janeiro de 2021. É destinada a alunos do 9º semestre do curso de Engenharia de Produção. Na turma que recebeu esse desafio, os 42 alunos foram divididos em 7 grupos. A disciplina foi oferecida para outras duas turmas (do mesmo tamanho dessa), que receberam diferentes desafios.

Os três projetos considerados os melhores propõem a criação de aplicativos para oferta de cupons de descontos, com algumas diferenças dentre as propostas. Os cupons são importantes para um negócio, pois atraem novos consumidores e fidelizam os que já são clientes. Além disso, um dos maiores custos para uma empresa é o estoque, e os cupons servem como forma de gerenciar esses estoques, pois produtos "parados" em estoque podem gerar fluxo de caixa, sem interferir nos preços dos produtos de linha.

O primeiro projeto propõe um aplicativo que possui como funcionalidade principal ser uma interface que permite aos usuários clientes a compra de cotas de desconto dos produtos e serviços dos usuários associados (comerciantes locais), sendo que esses comerciantes podem expor seu negócio em uma plataforma digital e receber parte das cotas de desconto. O segundo grupo planejou um aplicativo que tem como público-alvo os estudantes universitários e os restaurantes e lanchonetes da cidade de São Carlos. Para a utilização e experiência de benefícios - cupons de desconto em restaurantes e lanchonetes -, os universitários devem compartilhar as informações de localização e rastrear aglomerações. O terceiro grupo propôs um aplicativo de cupons de desconto, com abrangência maior de setores, como alimentação, hotelaria, entretenimento, academias, escolas de idiomas, transporte, lavanderias e vestuário. A diferença perante as outras propostas é que, aqui, os cupons podem ser comprados pelos usuários com muita antecedência, gerando renda antecipada aos estabelecimentos e contribuindo para que continuem em funcionamento mesmo na pandemia com baixo número de clientes.

"Nas três propostas, busca-se estimular o consumo, por parte dos clientes, e promover a visibilidade dos comerciantes. Além disso, por meio do uso de cupons, é possível estabelecer dados históricos sobre demanda aos comerciantes e auxiliar nas previsões de consumo nos estabelecimentos", concluiu a docente, que entregou os três projetos para a Acisc.

Iniciativa testa programa remoto como alternativa de intervenção para idosos e cuidadores em relação a saúde mental, qualidade de vida e capacidade funcional

 

SÃO CARLOS/SP - Na pandemia de Covid-19, a população idosa demanda cuidados especiais não apenas pelos riscos associados diretamente à doença, mas também pela impossibilidade de realização presencial de intervenções necessárias à manutenção de sua saúde e da qualidade de vida, especialmente de pessoas com distúrbios neurodegenerativos, como é o caso dos vários tipos de demência.

Nessa realidade, pesquisadores das áreas de Fisioterapia, Gerontologia e Medicina da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) iniciaram projeto de pesquisa que testa um programa de telerreabilitação - ou seja, utilizando recursos tecnológicos de informação e comunicação para viabilizar intervenções a distância - para idosos com demência e seus cuidadores.

A iniciativa, realizada pelo Laboratório de Pesquisa em Saúde do Idoso (LaPeSI) da UFSCar e financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), objetiva analisar os efeitos desse programa em relação a três aspectos no cotidiano dessa população: saúde mental, qualidade de vida e capacidade funcional (que se refere à habilidade de realizar atividades físicas e mentais do cotidiano, garantindo a autonomia da pessoa).

Larissa Pires de Andrade, docente do Departamento de Fisioterapia (DFisio) e coordenadora do projeto, conta que apesar de os principais sinais clínicos da demência envolverem comprometimentos cognitivos, como prejuízos à memória e à atenção, estudos mostram que ela também traz, com frequência e em seus estágios iniciais, prejuízos motores e funcionais, que exigem intervenções fisioterapêuticas precoces para prevenir agravamentos na parte física.

Em estudos anteriores, Andrade, juntamente com orientandos, desenvolveu um protocolo de intervenção para ser aplicado em ambiente domiciliar. Um grande desafio diz respeito às funções cognitivas da população atendida. "Durante a avaliação física, o paciente comumente demonstra dificuldades em relação às intervenções fisioterapêuticas propostas, mas não pela habilidade física em si, e sim por um não entendimento do exercício. Outras vezes, ele possui distúrbio de comportamento, como irritabilidade, agressividade, e não quer fazer o exercício. Por isso a importância de um acompanhamento próximo tanto ao idoso como ao cuidador, mostrando caminhos para superarmos essas barreiras", situa a pesquisadora.

Antes da pandemia, os pesquisadores iam até a casa do paciente para testar o protocolo, orientando o cuidador pessoalmente. Nesse estudo inicial, os resultados mostraram alta adesão às sessões (93,75%), e o protocolo se mostrou eficaz considerando a mobilidade dos idosos, pois aumentou significativamente a força muscular e a capacidade funcional, além de diminuir o risco de quedas.

Com a pandemia e consequente distanciamento social, o protocolo aderiu à telessaúde, migrando acompanhamento e orientações para o formato online. A ferramenta é multicomponente. Para a percepção da saúde mental e da qualidade de vida, que se tornaram aspectos ainda mais importantes nesse período, há a aplicação de questionários, aos quais tanto o idoso como o cuidador respondem, para avaliação de similaridades e discrepâncias nas respostas. Um outro questionário avalia a saúde mental específica do cuidador, para, se necessário, dar suporte emocional a ele também.

"O cuidador comumente apresenta sobrecargas física e emocional, já que tem a sua rede de apoio diminuída e a necessidade de ficar dentro de casa, todo o tempo, com os idosos. Nosso protocolo prevê o cuidado também com ele, por meio de uma orientação profissional e apoio, demonstrando que ele não está sozinho", enfatiza Andrade.

Já a capacidade funcional envolve, além de questionários relacionados a memória, atenção e linguagem, exercícios físicos multimodais que compreendem trabalho de força, equilíbrio, sensibilidade e capacidade aeróbia.

Avaliação

Atualmente, o projeto busca pessoas com mais de 60 anos, que tenham diagnóstico de demência leve ou moderada e não tenham restrição de atividade física, para participar voluntariamente do estudo e testar o protocolo que envolve especificamente a telerreabilitação.

A ferramenta deve ser acessada pelos voluntários por meio de uma plataforma online e os pesquisadores realizam uma capacitação prévia com o cuidador. Em seguida, aplicam os questionários e acompanham as intervenções com os idosos, que correspondem à realização de exercícios físicos três vezes por semana.

Durante as duas primeiras semanas, o acompanhamento é integral, online. A partir da terceira semana, o cuidador deve fazer os exercícios com o idoso sem acompanhamento, conforme explica Carolina Tsen, estudante de mestrado do Programa de Pós-Graduação em Fisioterapia (PPGFt) da UFSCar e integrante do estudo.

"Os exercícios são adaptados para serem feitos em casa e auxiliam na cognição, no equilíbrio e na força. Ao longo de todo o período, nossa equipe realiza adaptações, se necessário. Em seguida, espaçamos os acompanhamentos, realizando-os a cada duas semanas, e depois uma vez ao mês. Conforme o tempo passa, evoluímos e colocamos cargas nos exercícios. Após 12 semanas, fazemos uma reavaliação online, repetindo testes físicos e aplicação dos questionários para, assim, analisar os dados, avaliar a adesão e possíveis evoluções ou lacunas", detalha Tsen.

Pessoas interessadas em participar do projeto - aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFSCar (CAAE nº 34696620.0.0000.5504) - podem entrar em contato pelo telefone (45) 99960-4522 ou pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

Desafios e perspectivas

Para Andrade, os principais desafios do projeto envolvem chegar até a população almejada e a aderência à telerreabilitação. Embora no Brasil ainda existam poucos estudos na área, pesquisas em outros países apontam a eficácia da modalidade. "Nosso intuito é disseminar esse protocolo para todo o País, já que não há limites geográficos para implementá-lo", relata.

Porém, a própria telessaúde, pelo fato de ser totalmente online, já apresenta desafios. "No Brasil, há dificuldade de acesso à tecnologia e à Internet, o que limita parte do público em receber a intervenção. Além disso, nós, da área da Saúde, estamos acostumados ao contato físico, a colocar a mão no paciente. Outro desafio é, também, conseguir que o idoso faça os exercícios a distância, sem a presença física do profissional", elenca a pesquisadora.

Apesar das dificuldades, Andrade tem boas expectativas em relação à testagem do protocolo. "Assim como os resultamos preliminares que mostraram boa aderência ao protocolo domiciliar convencional, esperamos alta aderência também ao programa na modalidade de telerreabilitação, melhorando capacidade funcional, saúde mental e qualidade de vida de idosos e seus cuidadores", sintetiza a pesquisadora.

Além disso, caso os resultados do protocolo de intervenção comprovem seus benefícios, a perspectiva futura é disponibilizá-lo aos profissionais de Saúde pelo Brasil, para que também possam utilizar a ferramenta online e, assim, auxiliar idosos com demência e seus cuidadores.

Mais informações sobre o projeto podem ser acompanhadas em seu perfil no Instagram (https://www.instagram.com/projetotelessaude.ufscar).

Inscrição de interesse é online e os cursos são gratuitos

 

SÃO PAULO/SP - A inscrição de interesse para novos alunos e alunas do Projeto Guri – maior programa sociocultural brasileiro, mantido pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo – está sendo realizada e de maneira online, para os polos de ensino do interior e litoral de São Paulo. Para participar, não é preciso ter conhecimento prévio de música, nem possuir instrumentos ou realizar testes seletivos. São 10.362 vagas para 30 cursos gratuitos de música, oferecidos no contraturno escolar, para crianças, adolescentes e jovens de 6 a 18 anos incompletos. 

Para fazer a inscrição, o responsável deve acessar o  link no site do Projeto Guri e preencher o formulário a partir de qualquer plataforma (celular, tablet, computador, etc).  As matrículas são realizadas por ordem de cadastro, a partir das 8h, no dia 7 de junho!
Link: http://wae.projetoguri.org.br:8080/waeweb/servlet/hnwvcndrwdg?1,2021,2,1

Informações solicitadas no formulário

  • _ Dados do aluno ou da aluna: nome completo, data de nascimento, número do RG ou certidão de nascimento, cor da pele, sexo, e-mail, telefone e endereço; 
  • _ Dados do responsável: nome completo, grau de parentesco e e-mail;
  • _ Escolha do polo de ensino, por município;
  • _ Escolha do curso, conforme as opções de dias e horários disponíveis no polo;  
  • _ Segunda opção de curso (para quem escolheu um instrumento ou iniciação musical há também a opção do curso de coral); 
  • _ Indicar se o candidato ou candidata possui síndrome ou transtorno, e se está em medida socioeducativa ou medida protetiva; 
  • _ Renda familiar e quantidade de pessoas que moram na residência;
  • _ Após preenchimento, clicar em ‘enviar’ para que seja gerado o número de protocolo referente ao processo.  

Matrícula
O preenchimento e envio do formulário de inscrição não garante a matrícula. Essa dependerá da quantidade de vagas disponíveis no curso escolhido e a ordem de inscrição.

Caso haja a vaga, o candidato receberá da coordenação do polo, posteriormente, um e-mail de boas-vindas com o número de matrícula e senha de acesso ao Portal do Aluno. No Portal, o Guri deverá anexar os documentos solicitados e preencher o questionário social.  

Caso não haja vaga no momento, o cadastro entrará, automaticamente, na lista de espera. Lembrando que as matrículas são realizadas por ordem de inscrição. Os formulários continuarão valendo para o período e vagas remanescentes que estará em vigor entre os dias 2 e 20 de agosto de 2021. 

Os endereços dos polos estão no site www.projetoguri.org.br

Tabela com a faixa etária mínima para ingresso em cada curso:

CURSO

FAIXA ETÁRIA MÍNIMA PARA INGRESSO

ACORDEON

9 ANOS

BAIXO ELÉTRICO

10 ANOS

BANDOLIM

8 ANOS

BATERIA

10 ANOS

CAVACO

8 ANOS

CLARINETE

9 ANOS

CONTRABAIXO

12 ANOS

CORAL INFANTIL

MÍNIMO: 6 ANOS, MÁXIMO: 8 ANOS

CORAL JUVENIL

9 ANOS

OBOÉ

10 ANOS

EUFONO

10 ANOS

FLAUTA TRANSVERSAL

9 ANOS

GUITARRA ELÉTRICA

10 ANOS

INICIAÇÃO MUSICAL

MÍNIMO: 6 ANOS, MÁXIMO: 8 ANOS

LUTERIA

14 ANOS

OFICINA DE MUSICALIZAÇÃO

8 ANOS

PERCUSSÃO

8 ANOS

SAXOFONE

9 ANOS

TECLADO/PIANO

8 ANOS

TECNOLOGIA MUSICAL

8 ANOS

TROMBONE

10 ANOS

TROMPA

10 ANOS

TROMPETE

10 ANOS

TUBA

13 ANOS

VIOLA

10 ANOS

VIOLA CAIPIRA

8 ANOS

VIOLÃO

8 ANOS

VIOLINO

10 ANOS

VIOLONCELO

10 ANOS

As faixas etárias acima indicam as idades apropriadas para o início em cada curso considerando razões de caráter pedagógico e de estrutura física, relacionadas ao desenvolvimento cognitivo, de maturidade muscular, tonicidade, coordenação motora fina etc. 

Aulas no Projeto Guri
As aulas terão início a partir do dia 9 de agosto e, independentemente do retorno presencial, alunos e alunas terão acesso às aulas e atividades por meio da plataforma de ensino a distância.

Em razão dos impactos da pandemia da COVID-19, que afetam fortemente o setor cultural e o orçamento do Estado, as aulas no Projeto Guri seguirão de modo remoto. O retorno presencial, quando houver, deverá ocorrer de maneira progressiva, atendendo à deliberação do Governo do Estado de São Paulo  e a autorização prévia de cada uma das cidades. As famílias receberão as informações necessárias com antecedência, cientes de que todas as medidas de segurança estão sendo tomadas, visando a saúde e o bem-estar dos Guris, familiares, empregados, empregadas e comunidade. 

 

Regional Araçatuba
São 418 vagas disponíveis nos polos: Alto Alegre, Andradina, Araçatuba, Avanhandava, Bento de Abreu, Bilac, Birigui, Brejo Alegre, Castilho, General Salgado, Guaraçaí, Guzolândia, Ilha Solteira, Jales, Lavínia, Luiziânia, Murutinga do Sul, Pereira Barreto, Piacatu, Rubiácea, Santa Fé do Sul, Sud Mennucci, Valparaíso.

Regional Itapeva
São 513 vagas disponíveis nos polos: Barra do Chapéu, Bom Sucesso de Itararé, Buri, Capão Bonito, Fartura, Guapiara, Itaberá, Itaí, Itapeva, Itaporanga, Itararé, Nova Campina, Piraju, Ribeirão Branco, Ribeirão Grande, Riversul, Sarutaiá, Taquarituba e Taquarivaí.

Regional Jundiaí
São 1.308 disponíveis nos polos: Águas de Lindóia, Atibaia, Bragança Paulista, Cabreúva, Campinas, Elias Fausto, Espírito Santo do Pinhal, Estiva Gerbi, Indaiatuba, Iracemápolis, Jundiaí, Monte Mor, Nova Odessa, Pedreira, Piracaia, Piracicaba, Rafard, Santa Bárbara D’Oeste, Santo Antônio de Posse, Santo Antônio do Jardim, Serra Negra, Sumaré e Vinhedo.

Regional Marília
São 924 vagas disponíveis nos polos: Arco-íris, Assis, Bastos, Bauru, Campos Novos Paulista, Cândido Mota, Echaporã, Herculândia, Ibirarema, Legião Mirim de Piratininga, Lins, Marília, Ocauçu, Oriente, Ourinhos, Palmital, Parapuã, Promissão, Quatá, Ribeirão do Sul, Rinópolis, Sabino, Salto Grande, Santa Cruz do Rio Pardo, Tupã e Vera Cruz.

Regional Presidente Prudente
São 1.418 vagas disponíveis nos polos: Adamantina, Álvares Machado, Anhumas, Caiabu, Dracena, Emilianópolis, Estrela do Norte, Indiana, Inúbia Paulista, Irapuru, João Ramalho, Junqueirópolis, Martinópolis, Mirante do Paranapanema, Nantes, Narandiba, Osvaldo Cruz, Ouro Verde, Piquerobi, Pirapozinho, Presidente Bernardes, Presidente Prudente, Presidente Venceslau, Rosana, Rancharia, Regente Feijó, Sagres, Sandovalina, Santo Expedito, Taciba, Tarabai, Teodoro Sampaio e Tupi Paulista. 

Regional Ribeirão Preto
São 1.312 vagas disponíveis nos polos: ACIF - Franca, Altinópolis, Barrinha, Batatais, Bebedouro, Cajuru, Cândido Rodrigues, Cravinhos, Dumont, Guará, IORM - Guaíra, Igarapava, IORM - Ipuã, Itirapuã, Ituverava, Jaborandi, Jaboticabal, Miguelópolis, Monte Alto, Monte Azul Paulista, Morro Agudo, IORM - Orlândia, Ribeirão Preto, Santa Rosa de Viterbo, São Joaquim da Barra, São Simão, Serrana, Sertãozinho, Taquaritinga, Terra Roxa e Viradouro. 

Regional São Carlos
São 1.361 vagas disponíveis nos polos: Araraquara, Bariri, Barra Bonita, Boa Esperança do Sul, Caconde, Cordeirópolis, Dois Córregos, Ibitinga, Igaraçu do Tietê, Itápolis, Lençóis Paulista, Macatuba, Mineiros do Tietê, Nova Europa, Pederneiras, Pirassununga, Porto Ferreira, Jaú, Rincão, Rio Claro, Santa Cruz das Palmeiras, São Carlos, Santa Gertrudes, Santa Maria da Serra, São José do Rio Pardo, São Sebastião da Grama, Tambaú, Tapiratiba e Vargem Grande do Sul.

Regional São José do Rio Preto
São 347 vagas disponíveis nos polos: Parceiro local: Altair, Bálsamo, Barretos, Cosmorama, Fernandópolis, Ibirá, Ipiguá, Mirassol, José Bonifácio, Nipoã, Nova Granada, Novo Horizonte, Onda Verde, Ouroeste, Palestina, Palmares Paulista, Paulo de Faria, Riolândia, São José do Rio Preto, Santa Adélia, Severínia, Tanabi, Ubarana, Urupês e Votuporanga.

Regional São José dos Campos
São 845 vagas disponíveis nos polos: Aparecida, Areias, Caçapava, Cachoeira Paulista, Campos Do Jordão, Pindamonhangaba, Guaratinguetá, Ilhabela, Lagoinha, Lorena, Natividade Da Serra, Piquete, São José dos Campos, Roseira, São Luiz do Paraitinga, Silveiras, Taubaté e Ubatuba.

Regional São Paulo/Região do litoral
São 645 vagas disponíveis nos polos: Ilha Comprida, Itanhaém, Itariri, Miracatu, Mongaguá, Pedro de Toledo, Peruíbe, Regional Santos, Registro, Santos, São Vicente e Sete Barras.

Regional Sorocaba
São 1.281 vagas disponíveis nos polos: Araçoiaba da Serra, Avaré, Botucatu, Capela do Alto, Cerquilho, Conchas, Guareí, Ibiúna, Itapetininga, Itatinga, Itu, Mairinque, Pilar do Sul, Piedade, Porto Feliz, Salto, São Manuel, São Miguel Arcanjo, São Roque, Sorocaba, Tietê e Votorantim.

Patrocinadores e apoiadores do Projeto Guri – Sustenidos: CTG Brasil; WestRock; Bayer; Novelis; Arteris; CSN; EMS; Grupo Maringá; NovAmérica Agrícola; Capuani do Brasil; Pinheiro Neto; VALGROUP; Raízen; BTP; Caterpillar; Cipatex; Faber-Castell; Supermercados Rondon; CNH Capital; Instituto 3M; Louis Vuitton; Mercedes-Benz; Petrom – Petroquímica Mogi das Cruzes; Castelo Alimentos; Enel; Pirelli.

Patrocinador Musicou – Sustenidos: CTG Brasil; Grupo Maringá; SulAmérica.
Patrocinador Som na Estrada – Sustenidos: Supermercados Tauste; Sky; Glovis; Supermercados Rondon.
Patrocinador Imagine Brazil e Ethno Brazil – Sustenidos: Sky e Supermercados Tauste.
Patrocinadores Institucionais da Sustenidos: Microsoft e VISA.


Sobre o Projeto Guri: mantido pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo, o Projeto Guri é o maior programa sociocultural brasileiro e oferece, nos períodos de contraturno escolar, cursos de iniciação musical, luteria, canto coral, tecnologia em música, instrumentos de cordas dedilhadas, cordas friccionadas, sopros, teclados e percussão, para crianças e adolescentes entre 6 e 18 anos (até 21 anos no curso de luteria, nos Grupos de Referência e nos polos da Fundação CASA). Cerca de 50 mil alunos são atendidos por ano, em quase 400 polos de ensino, distribuídos por todo o estado de São Paulo. Os mais de 330 polos localizados no interior e litoral, incluindo os polos da Fundação CASA, são administrados pela Sustenidos, enquanto o controle dos polos da capital paulista e Grande São Paulo fica por conta de outra organização social. A gestão compartilhada do Projeto Guri atende a uma resolução da Secretaria que regulamenta parcerias entre o governo e pessoas jurídicas de direito privado para ações na área cultural. Desde seu início, em 1995, o Projeto já atendeu mais de 850 mil jovens na Grande São Paulo, interior e litoral.

Sobre a Sustenidos: Eleita a Melhor ONG de Cultura de 2018, a Sustenidos é a organização responsável pelo Projeto Guri (nos polos de ensino do interior, litoral e Fundação CASA), Conservatório de Tatuí e Complexo Theatro Municipal. Além dos projetos especiais Som na EstradaMusicou e MOVE, e dos festivais Ethno Brazil e Imagine Brazil. Além do Governo de São Paulo, a Sustenidos conta com o apoio de prefeituras, organizações sociais, empresas e pessoas físicas. Instituições interessadas em investir na Sustenidos, contribuindo para o desenvolvimento integral de crianças e adolescentes, têm suporte fiscal da Lei Federal de Incentivo à Cultura e do Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (FUMCAD). Pessoas físicas também podem ajudar. Saiba como contribuir: www.sustenidos.org.br/pessoa-fisica/

Felipe Côrtes e Nara Dom foram premiados pela Lei Aldir Blanc e produziram quatro vídeo-aulas e um videoclipe

 

SÃO CARLOS/SP - O compositor, instrumentista e educador, Felipe Côrtes, e a cantora e compositora, Nara Dom, lançam nesta sexta-feira (21) dois projetos que valorizam a cultura afro-brasileira. Nascidos em São Carlos e acostumados a trabalhar juntos, os dois artistas resolveram unir talentos para compartilhar essas duas propostas de trabalho com o público.

Na estrada há mais de vinte anos, o músico e produtor musical Felipe Côrtes fez a graduação em música pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e Conservatório de Tatuí. Desde 2010, vem trabalhando com Educação Musical e desenvolvendo uma proposta metodológica que valoriza a naturalidade do aprendizado e tem como referência os Métodos Ativos da Educação musical.

“Durante esse período, fiz muitos cursos e busquei referências em educação musical. E, com a prática com os meus alunos, percebi que eles aprendiam muito mais facilmente, com apoio de jogos de palavras. Como quando a gente aprende a nossa língua materna. A gente ouve, depois imita e só depois, entende o significado”, explica o educador e compositor.

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A partir desse conceito, Felipe Côrtes criou a oficina online “Palavra Batucada”. São 4 vídeo-aulas que estarão disponíveis no site e nas redes sociais do artista na nesta sexta-feira (21) para adultos e crianças a partir de 5 anos. Ao acessar esse conteúdo, o público vai ter contato, de forma simples e direta, com noções de percussão, passando por diferentes ritmos como o samba, o ijexá, o xote, o samba reggae, entre outros.

A professora do Departamento de Artes e Comunicação da UFSCar, Ilza Zenker Leme Jolly, afirma que o projeto vai facilitar o processo de aprendizagem das crianças. “O ‘Palavra Batucada’ é muito interessante. Com essa proposta metodológica, Felipe Côrtes junta palavras e as organiza em pequenas frases que, dessa forma, fazem sentido para entender os padrões rítmicos dos estilos de músicas brasileiras. Com isso, as crianças podem, muito mais facilmente, aprender, assimilar e tocar os ritmos brasileiros”, comenta.

Além das oficinas, ao final das vídeo-aulas, tem uma apresentação. As canções são interpretadas pela cantora Nara Dom. Em 3 delas, Felipe Côrtes apresenta uma de suas composições. E um dos vídeos encerra com a obra “Lá na Mata”, uma homenagem ao Mestre Walter de França, do Maracatu-Nação Raízes de África.

“O Mestre Walter do Maracatu Raízes de África de Recife (PE) é uma grande inspiração. Ele compôs a música ‘Lá na Mata’ para presentear o grupo “Rochedos de Ouro” que é daqui de São Carlos. E é para homenagear essa grande referência do Maracatu, que resolvi encerrar uma das minhas vídeo-aulas com uma obra composta por ele”, explica Felipe Côrtes.

 

NARA DOM EM “A COR DA PELE” – UMA CONTRIBUIÇÃO ANCESTRAL

Para celebrar os vinte anos de carreira, nesta sexta-feira (21), a cantora e compositora, Nara Dom lança o primeiro videoclipe “Cor da Pele” já disponível nas redes sociais da artista. A música também vai poder ser ouvida, a partir do dia 4 de junho, nas plataformas digitais (Spotify, Deezer, entre outros).

“Todas as minhas músicas e poemas são uma vitrine de mim mesma. São obras que mostram as minhas raízes. Sou preta e faço parte de uma família de mulheres fortes. Minha mãe, ex-moradora de rua, deu a volta por cima e conseguiu criar as quatro filhas. Minhas composições refletem tudo isso”, afirma a artista.

A canção “Cor da Pele”, escolhida para compor o primeiro videoclipe foi composta pela cantora e valoriza a identidade e espiritualidade africanas, além de trazer muito da feminilidade de Nara. A voz grave e encorpada, com a pegada do soul e com referências do samba, são marcas registradas.

Aos 12 anos, já atuava como musicista profissional. Participou de programas de TV como “Quem Sabe Canta” e “Ídolos” – onde esteve por duas temporadas entre os semifinalistas. Nara também abriu os shows de artistas nacionais como ‘Sandra de Sá & Elas”, “Sambô”, “Inimigos da HP”, Zeca Baleiro, entre outros. Em 2019, foi semifinalista do “Festival da Canção” (FENAC, 2019) - o mesmo que revelou artistas renomados da MPB, como Milton Nascimento e Jair Rodrigues. No mesmo ano, participou do videoclipe "Brasileira guerreira" da artista Luciana Mello, filha de Jair Rodrigues.

“Apesar de estar há tanto tempo me dedicando à música, eu não tinha essa expectativa de gravar um videoclipe, não foi algo planejado. Com a pandemia da COVID-19, na tentativa de pensar em projetos alternativos, comecei a conversar com um amigo aqui, outro amigo lá, e de repente me vi cercada por todos esses profissionais, com excelência no que fazem, e o projeto saiu do papel”, comemora a artista.

O cantor e compositor Macau, autor de Olhos coloridos”, composição que ficou conhecida pela interpretação de Sandra de Sá, também foi uma das influências na carreira de Nara Dom. E ele elogia o clipe e a obra da artista. “A obra ‘Cor da Pele’ fala dos nossos ancestrais, da nossa espiritualidade, dos nossos orixás. Tenho certeza de que vai ser sucesso”, comenta.

A produção do videoclipe conta com Felipe Côrtes na produção musical; Nara Dom e Felipe Côrtes na direção artística; Luana Di Pires na direção de cena ; Thierry Varela como assistente de direção de cena, Gil Arruda como hair design; Gercilene Azevedo da Cunha como assistente geral e Dnize Castro na consultoria e elaboração dos dois projetos aprovados pela Lei Aldir Blanc São Carlos.

Os projetos “Palavra Batucada” e “Cor da Pele” contam com apoio da Prefeitura Municipal de São Carlos, da Secretaria Especial da Cultura e do Ministério do Turismo.

 

SERVIÇO:

“PALAVRA BATUCADA”

Youtube: https://www.youtube.com/user/ideiasonora

Site: http://www.ideiasonora.com.br

Instagram: https://www.instagram.com/produtoraideiasonora/

 

COR DA PELE

Youtube:  https://www.youtube.com/channel/UClbOGUbDTH3IgD5ocpLuZEw/featured

Instagram: https://www.instagram.com/nara.dom/

Facebook: https://www.facebook.com/naradomcantora/

SÃO CARLOS/SP - Com o intuito de oferecer apoio e buscar uma compreensão mais abrangente da saúde mental de estudantes universitários, pesquisadores das áreas de Computação, Medicina e Psicologia da UFSCar iniciaram projeto de pesquisa que mescla diferentes áreas do conhecimento e tecnologias para apoio ao diagnóstico e tratamento de pessoas com possível perfil depressivo. A iniciativa, financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), utiliza Processamento de Língua Natural (PLN) para análise de textos publicados em redes sociais, articulado à computação vestível, na forma de relógios com sensores de sinais fisiológicos. O objetivo é contribuir para identificação precoce e intervenção rápida em casos de possíveis transtornos de saúde mental.

A primeira etapa da iniciativa, cuja duração prevista é de dois anos, envolve a criação de um modelo computacional apelidado de Amigo Virtual Especializado (Amive). O Amive terá um perfil em rede social, cujos amigos serão estudantes universitários participantes da pesquisa. A partir da definição de um conjunto de palavras e expressões indicadoras de um possível perfil depressivo (PPD), o Amive será capaz de processar os textos publicados pelos estudantes na rede, usando PLN, uma forma de aprendizado de máquina.

"Estamos neste momento, com os pesquisadores da área da Saúde que integram o projeto, justamente identificando que palavras e expressões são estas", conta Vânia Paula de Almeida Neris, docente do Departamento de Computação (DC) responsável pela iniciativa. Além dela, compõem a equipe os docentes da UFSCar Helena de Medeiros Caseli, também do DC; Jair Borges Barbosa Neto, do Departamento de Medicina (DMed); e Taís Bleicher, do Departamento de Psicologia (DPsi). Outras participantes são Heloisa Cristina Figueiredo Frizzo, do Departamento de Terapia Ocupacional da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), e Vivian Genaro Motti, do Departamento de Ciência da Informação e Tecnologia da George Mason University, nos Estados Unidos.

À análise textual das postagens serão combinadas escalas de avaliação psicométrica, que realizam rastreio para sintomas depressivos e avaliam a qualidade de vida, e também a coleta de sinais fisiológicos, a ser realizada por relógios com sensores. Neris destaca, no entanto, que o intuito não é fechar um diagnóstico, mas sim permitir a identificação de possível perfil depressivo, para disponibilizar precocemente intervenções que possam, aí sim, servir de apoio ao diagnóstico e ao tratamento daquela pessoa e indicar a procura de ajuda, quando necessária.

 

Análise textual

"O desafio é capturar o conhecimento humano e fazer uma máquina reproduzi-lo; ou seja, passar para o modelo computacional os indícios que nós detectamos em palavras e textos que aparentam estados mentais negativos, depressivos, de angústia, de algum tipo de problema. Comumente, detectamos palavras e expressões mais fáceis, como 'morte', 'cansaço', 'não consigo'; mas, às vezes, são mensagens com palavras e entonações não tão explícitas em relação a um problema, mas que trazem uma mensagem com sentimentos que aparentam ansiedade, angústia ou depressão", pontua Caseli, ao falar sobre o Processamento de Língua Natural.

A partir dessas palavras e expressões, é possível criar algoritmos e, por meio do aprendizado de máquina, um modelo computacional capaz de identificar uma determinada mensagem como indicadora de um sintoma específico, uma segunda mensagem de outro, e assim por diante, em um modelo treinado que será colocado no Amive para identificação de mensagens consideradas próprias de possível perfil depressivo.

Após a primeira fase, o Amive conseguirá, além de captar sinais para a detecção de PPDs, produzir postagens automáticas em modo privado, na tentativa de ajudar o indivíduo a identificar o perfil depressivo e buscar ajuda. Aqui serão testados diferentes tipos de conteúdo, inclusive em linguagens diversas (texto, vídeo, foto).

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Sensores

Além disso, será inserida a combinação com o uso de tecnologia vestível, considerada pelos responsáveis o maior diferencial do projeto, uma vez que o monitoramento por meio de sensores permite acompanhar a pessoa em tempo integral, trazendo resultados objetivos. O sensor será um relógio inteligente, que analisará sinais fisiológicos considerados, pela área da Saúde, indicadores importantes como sinais de depressão, estresse e ansiedade, coletando dados como batimentos cardíacos e outras medidas captadas por acelerômetro e giroscópio.

"Já existem pesquisas que usam a análise de texto para identificar PPD. Porém, os usuários podem alterar o texto propositalmente com o intuito de gerar o impacto social desejado. Por isso, o diferencial do projeto é justamente mesclar essa análise com as demais avaliações, agregando essas outras fontes de dados na tentativa de sermos mais precisos na identificação dos possíveis perfis depressivos", detalha Neris.

Assim, os dados serão analisados e integrados com os das redes sociais. "Por exemplo: somente pelo batimento cardíaco fica difícil entendermos qual é o estado emocional da pessoa; no entanto, se atrelarmos a variabilidade no nível de batimento cardíaco com demais itens - como agitação, pela detecção de que está indo de um lado para outro; quantidade de postagens; teor e horários das mensagens, dentre outros -, podemos ter a indicação de que aquela pessoa pode estar ansiosa ou estressada. Ou seja, os dados atrelados conseguem indicar de forma mais precisa o tipo de comportamento", complementa Motti.

Com essas informações, é possível entender como a pessoa está se sentindo num exato momento e reconhecer estratégias que possam ajudá-la. "Se ela está se sentindo ansiosa ou estressada, é possível dar uma pausa nos estudos naquele momento, tomar um ar ou beber uma água, para se sentir melhor. Muitas vezes, interromper uma atividade em determinada situação traz tranquilidade e melhora a produtividade", exemplifica a pesquisadora.

Com base nos resultados, o grupo de pesquisadores espera, portanto, conseguir enviar estratégias e informações diretas aos usuários, aumentando a sua capacidade e a habilidade de entender o que está acontecendo em determinado momento e quando deve procurar ajuda.

"Sabemos que as situações de estresse, ansiedade e depressão são comuns na população acadêmica e têm um custo alto. O estudante comumente não tem acesso ao sistema de saúde, por ser custoso, ou pode ter vergonha de procurar auxílio. Ao mesmo tempo, ele tem acesso à tecnologia. Se conseguirmos fornecer subsídios nesse sentido, nossa expectativa é fazer com que o estudante possa procurar ajuda quando necessária, e que receba intervenções e tratamento o mais rápido possível. A ideia é evitar que o problema tenha consequências maiores e mais críticas no futuro", resume Motti.

Um outro diferencial da abordagem proposta é a obtenção de dados de maneira contínua. "A máquina não para. É capaz de avaliar, em tempo integral, tanto os sinais fisiológicos, como o conjunto de postagens - de ontem, hoje, em qualquer horário. Com uma equipe de humanos, isso não acontece, porque o usuário não tem o profissional ao lado o tempo inteiro. Nesse sentido, a solução computacional pode ajudar no cenário de uma maneira que complemente o apoio da equipe de saúde", reforça Neris.

Por fim, a docente da UFSCar destaca a importância de uma equipe multidisciplinar para a execução de projeto com alto grau de ineditismo. "Por ter várias frentes de investigação, que passam desde o processamento da postagem, até a utilização dos sensores e interpretações de dados médicos, indo até a frequência e o tipo de intervenção, nós precisamos de várias especialidades. Nosso time tem essa soma de competências. Os problemas atuais são tão complexos que buscar a multidisciplinaridade se torna essencial. Cada etapa será investigada, e não há soluções prontas. É algo novo no Brasil", registra.

Pesquisadores interessados em integrar a equipe do projeto podem, inclusive, entrar em contato pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

 

 

*Por: Adriana Arruda /UFSCAR

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