A ação melhora a drenagem urbana, reduz riscos de inundações e protege a população durante períodos de chuvas intensas.
SÃO CARLOS/SP - O Serviço Autônomo de Água e Esgoto de São Carlos (SAAE), em parceria com a SP Águas, órgão do Governo do Estado de São Paulo, iniciou na última terça-feira, 24 de fevereiro, o desassoreamento do Córrego do Gregório. A ação integra mais uma etapa do Programa Rios Vivos, voltado à melhoria da disponibilidade e da qualidade das águas superficiais, além da atenuação de eventos climáticos extremos.
20 DIAS DE TRABALHO NO GREGÓRIO - Os trabalhos incluem a remoção de sedimentos e resíduos acumulados no leito do córrego, com o objetivo de ampliar sua capacidade de escoamento durante períodos de chuvas intensas. Ao longo de aproximadamente 20 dias, as máquinas irão percorrer cerca de 1 quilômetro do Gregório, com a estimativa de retirada de mais de 1.000 m³ de sedimentos.
A intervenção contribui para o aumento da resiliência do sistema de drenagem urbana, reduzindo riscos de inundações e protegendo a população. Esta é a segunda vez consecutiva que o município de São Carlos é qualificado para o programa Rios Vivo, reforçando o compromisso com a prevenção de enchentes e a gestão sustentável dos recursos hídricos.
O PROGRAMA - O Programa Rios Vivos, liderado pela SP Águas, agência vinculada à Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística - SEMIL, tem como propósito melhorar a qualidade da água dos rios nos municípios paulistas por meio da revitalização dos cursos d’água, com a remoção de sedimentos, gerando benefícios ambientais e sociais.
A SP Águas executa a limpeza dos cursos d’água sem custo para o município, enquanto o SAAE e a Prefeitura de São Carlos são responsáveis pela indicação do local adequado para o descarte dos resíduos, pelo licenciamento ambiental e pela manutenção do entorno dos rios.
Desde 2022, o programa já revitalizou 253 rios, contribuindo para a redução de enchentes e a melhoria da qualidade da água em 158 municípios, com investimento de R$ 207,4 milhões. Em São Carlos, desde 2023, o investimento estimado é de R$ 2,5 milhões, contemplando, no ciclo anterior, o Córrego do Monjolinho, a captação do Espraiado e os córregos Tijuco Preto, Santa Maria do Leme e Galdino.
ETAPAS - A primeira etapa do atual ciclo teve início em 20 de janeiro, com o desassoreamento na captação de água superficial do Ribeirão do Feijão. Nesta nova fase, as intervenções se concentram no Córrego do Gregório, com foco na prevenção de inundações. Com a limpeza, os rios passam a ter maior capacidade de escoamento, auxiliando no combate às enchentes e assegurando água de melhor qualidade para o abastecimento público.
O gerente de Drenagem e Manejo de Águas Pluviais (GDMAP), Engenheiro Eduardo Casado, destacou que os rios urbanos exigem manutenção constante para a prevenção de inundações. Segundo ele, a ocupação das bacias e as alterações no leito dos cursos d’água favorecem a sedimentação, que reduz a capacidade de vazão. “Como medida de manutenção dos rios e córregos, realizamos o desassoreamento, com a remoção e a destinação adequada desses sedimentos. Com o apoio extraordinário da SP Águas, por meio do Programa Rios Vivos, São Carlos recebe esse serviço de grande relevância, executado por equipes especializadas e de alto nível, justamente no trecho mais crítico para inundações do Córrego do Gregório. Enquanto avançam os projetos e o planejamento das grandes obras para a bacia, a manutenção da capacidade do canal é fundamental para a proteção da região central da cidade”.
“O desassoreamento do Córrego do Gregório é uma ação estratégica para a segurança hídrica e para a redução dos impactos das chuvas intensas em São Carlos. Essa intervenção amplia a capacidade de escoamento do córrego, fortalece o sistema de drenagem urbana e contribui diretamente para a prevenção de enchentes,” destacou o presidente do SAAE, Derike Contri.
Iniciativa também chegará a outros bairros para reduzir perdas e garantir mais qualidade no abastecimento à população.
SÃO CARLOS/SP - O Serviço Autônomo de Água e Esgoto de São Carlos (SAAE) concluiu a primeira etapa do mutirão realizado no Grande Santa Felícia com a identificação de 102 vazamentos na rede de abastecimento de água. A ação teve início no sábado, 14 de fevereiro, e se estendeu por dez dias, até 24 de fevereiro, com o objetivo de reduzir perdas de água e melhorar a eficiência do sistema na região.
CINCO EQUIPES EM ATUAÇÃO - Durante o período, cinco equipes atuaram diariamente, sendo três voltadas a serviços em vias públicas e duas em calçadas. Os trabalhos incluíram o uso do geofonamento, técnica especializada para localizar vazamentos não visíveis. O equipamento funciona por meio da captação de ruídos provocados pela água em escape subterrâneo, permitindo diagnósticos mais precisos e intervenções pontuais, sem a necessidade de grandes aberturas no pavimento.
VAZAMENTOS EM RUAS E CALÇADAS - As ações foram realizadas de forma setorizada, abrangendo os bairros que compõem o Grande Santa Felícia, o que possibilitou maior agilidade e produtividade. Do total de ocorrências identificadas (102), 76 vazamentos estavam localizados em calçadas e 26 em ruas, todos com atuação imediata das equipes do SAAE para a contenção dos danos.
“Mesmo com o encerramento do primeiro estágio do mutirão, o SAAE deixa claro que os trabalhos continuam na região do Santa Felícia, já que ainda há vazamentos visíveis e não visíveis em monitoramento. A iniciativa, que também chegará a outros bairros, integra o conjunto de ações permanentes da autarquia voltadas à redução de perdas, à preservação dos recursos hídricos e à melhoria do abastecimento para a população”, afirmou o presidente Derike Contri.
SÃO CARLOS/SP - O Serviço Autônomo de Água e Esgoto de São Carlos (SAAE) realizou, no último sábado (21), atendimento em horário especial na Unidade de Atendimento do Centro, localizada na Rua Sete de Setembro, nº 2.152. Durante a ação, foram registrados 160 atendimentos.
Do total de atendimentos realizados, 74 estiveram relacionados a pedidos de revisão de contas, o que não representa a maioria das solicitações registradas. O levantamento mostra que o atendimento especial foi procurado principalmente para a resolução de diferentes demandas, evidenciando o papel da unidade como um canal amplo de atendimento ao usuário.
Durante a ação, a população buscou uma variedade de serviços, entre eles informações gerais sobre contas, abertura de ordens de serviço, emissão de segunda via de contas e débitos, segunda via da Taxa de Resíduos Sólidos de 2025, alteração da data de vencimento, alteração de titularidade, parcelamento de débitos, alteração de endereço, religação e solicitação de ligação nova.
A abertura da unidade em horário especial não é inédita. Em julho de 2025, a Unidade de Atendimento do Centro funcionou excepcionalmente em dois sábados consecutivos, nos dias 5 e 12, com atendimento estendido das 8h às 16h, em resposta à demanda registrada naquele período. O SAAE analisa de forma permanente a realização de atendimentos em horário estendido aos sábados de acordo com a necessidade da população.
O SAAE mantém cinco Unidades de Atendimento em diferentes regiões da cidade, com funcionamento regular de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h. Além disso, os usuários podem utilizar os canais digitais de atendimento, como o site oficial e o WhatsApp 0800 300 1520, que também funciona como telefone.
UNIDADES DE ATENDIMENTO AO USUÁRIO:
• CENTRO
Rua Sete de Setembro, 2152
• VILA PRADO
Rua Bernardino de Campos, 636
• CIDADE ARACY
Rua Lucy Serillo, 155
• SANTA EUDÓXIA
Rua Cristóvão Martinelli, 22
• SANTA FELÍCIA
Rua Francisco Possa, 1.450
Ação excepcional permitirá pedido de segunda via de contas e débitos, revisão de contas, abertura de ordens de serviço, alterações cadastrais, entre outros vários serviços.
SÃO CARLOS/SP - O Serviço Autônomo de Água e Esgoto de São Carlos (SAAE) informa que, excepcionalmente neste sábado, 21 de fevereiro, a Unidade de Atendimento do Centro, localizada na Rua Sete de Setembro, nº 2.152, funcionará em horário especial, das 8h às 13h. A iniciativa tem como objetivo ampliar o acesso aos serviços presenciais, especialmente para usuários que não conseguem comparecer a uma agência durante a semana, no horário comercial, além de agilizar demandas que não puderam, por algum motivo, ser resolvidas pelos canais digitais.
SERVIÇOS À DISPOSIÇÃO DOS USUÁRIOS - Durante o atendimento especial, as pessoas poderão tratar de diversos serviços, como informações e solicitações sobre contas, abertura de ordens de serviço, revisão de contas, solicitação de segunda via de contas e de débitos, segunda via da Taxa de Resíduos Sólidos de 2025, alteração da data de vencimento, cancelamento de débito automático, alteração de titularidade, parcelamento de débitos, alteração de endereço, religação e solicitação de ligação nova.
REGULARIZAÇÂO DE DÉBITOS - A iniciativa também oferece uma oportunidade para os usuários que possuem débitos em conta de água, possibilitando a renegociação e a regularização das pendências. Além disso, os munícipes com débitos referentes à Taxa de Resíduos Sólidos de 2025 poderão retirar a segunda via e regularizar sua situação junto à autarquia.
“O atendimento em horário especial é uma forma de ampliar o acesso aos serviços da autarquia. Apesar de o SAAE disponibilizar canais digitais, como o site e o WhatsApp 0800 300 1520, sabemos que nem todos os usuários têm acesso ou facilidade para utilizá-los, por isso o atendimento presencial continua sendo fundamental”, destacou o presidente do SAAE, Derike Contri.
SÃO CARLOS/SP - O Serviço Autônomo de Água e Esgoto de São Carlos (SAAE) inicia neste sábado, 14 de fevereiro, um grande mutirão com o objetivo de conter e identificar possíveis vazamentos na rede de água na região do Grande Santa Felícia. A previsão é que as ações tenham duração de dez dias.
As equipes especializadas realizarão o geofonamento das redes, técnica utilizada para identificar vazamentos não visíveis. O geofone é um detector eletrônico acústico, composto por amplificador, sensores de ruídos e fones de ouvido. O equipamento auxilia na detecção precisa de vazamentos por meio da captação do som da água que escapa de forma subterrânea, funcionando como uma espécie de “estetoscópio” da rede de abastecimento.
BENEFÍCIOS DO GEOFONAMENTO - Com a utilização do geofone, é possível identificar a localização exata do problema antes de iniciar a manutenção. O diagnóstico rápido permite que as equipes realizem o conserto de forma mais eficiente e localizada, reduzindo intervenções desnecessárias e otimizando o tempo de resposta.
“Estamos atuando de forma estratégica e preventiva, utilizando tecnologia para identificar vazamentos ocultos e preservar um recurso tão essencial. Cada litro de água recuperado representa mais eficiência para o sistema e mais segurança no abastecimento da população”, ressalta o presidente do SAAE, Derike Contri.
SANTA FELÍCIA - Recentemente, foi identificado, por meio do sistema de telemetria, um aumento no registro da vazão de saída dos reservatórios que abastecem a região. Diante desse cenário, o SAAE realizará a operação com o objetivo de minimizar perdas, otimizar o sistema de distribuição e reduzir desperdícios de água.
Os trabalhos serão executados de maneira setorizada, contemplando os bairros que compõem o Grande Santa Felícia, garantindo maior produtividade e eficiência nas ações.
Durante a execução dos serviços, dependendo do tipo de vazamento e da necessidade de reparo nas redes, poderá haver redução de pressão em alguns pontos do Grande Santa Felícia. O SAAE já adotou medidas para minimizar os impactos e solicita a colaboração da população para que faça o uso racional da água, evitando desperdícios durante o período de realização do mutirão.
Prefeitura e SAAE atuaram e continuarão atuando em sintonia no enfrentamento das inundações, enxurradas e enchentes.
SÃO CARLOS/SP - O dia 7 de fevereiro entrou para a história recente de São Carlos por dois episódios de chuvas intensas registrados com exatamente dois anos de diferença, ambos com efeitos significativos sobre a cidade, mas com respostas distintas do sistema de drenagem urbana.
Em 7 de fevereiro de 2024, uma forte tempestade atingiu o município e provocou transtornos generalizados. Segundo a Defesa Civil, choveu 70 milímetros em um curto período de tempo. Até às 18h, o acumulado já somava 80 mm, quase metade da média prevista para todo o mês de fevereiro naquele ano, estimada em 200 mm.
O volume concentrado em curto espaço de tempo sobrecarregou o sistema de drenagem. A região do Mercadão e do Camelódromo foi tomada pela enchente após o transbordamento do Córrego do Gregório. A Rotatória do Cristo também ficou alagada com o transbordamento do Rio Monjolinho e precisou ser interditada.
Ao todo, 43 das 130 lojas da região central registraram alagamentos. A força da enxurrada arrastou 12 veículos e causou prejuízos ao comércio local. Pontos da Avenida Comendador Alfredo Maffei ficaram submersos, evidenciando a vulnerabilidade histórica da bacia do Gregório e Simeão.
Novamente em 7 de fevereiro, sábado, desta vez em 2026, São Carlos voltou a enfrentar um temporal, ainda mais intenso. De acordo com a Defesa Civil, foram registrados aproximadamente 130 milímetros de chuva entre 19h30 e 20h50, volume superior ao de 2024 e concentrado em pouco mais de uma hora.
Os maiores alagamentos ocorreram nas regiões da Rotatória do Cristo, do Kartódromo e da Rodoviária. Sete veículos ficaram ilhados: cinco no Kartódromo, um na Avenida Trabalhador São-Carlense e outro na Rotatória da USP, nas proximidades da Avenida Miguel Petroni. Não houve registro de vítimas.
Apesar do volume expressivo, um dado chamou a atenção: a baixada do Mercado Municipal, historicamente uma das áreas mais críticas da cidade, não apresentou alagamentos significativos.
DOIS ANOS DEPOIS: MAIS CHUVA, IMPACTOS DIFERENTES - Ao comparar os dois episódios, a diferença no comportamento do sistema se torna evidente. Em 2024, com 80 mm acumulados, houve danos generalizados, principalmente na região central. Já em 2026, com 130 mm registrados em curto intervalo, a região do Mercado Municipal apresentou apenas alagamentos pontuais, que se dissiparam rapidamente, sem danos significativos à infraestrutura pública ou privada.
As ações permanentes de limpeza, conservação e ampliação da macrodrenagem reduziram a vulnerabilidade histórica da cidade. O resultado reforça um princípio técnico amplamente reconhecido: prevenção custa menos do que intervenções emergenciais e reduz prejuízos ao poder público e à iniciativa privada.
Para o presidente do SAAE, Derike Contri, os dados comparativos evidenciam a importância dos investimentos em macrodrenagem. “Estamos lidando com eventos climáticos cada vez mais intensos e concentrados. A diferença entre 2024 e 2026 demonstra que planejamento técnico e obras estruturais fazem a diferença. Os reservatórios e as intervenções em drenagem já apresentam resultados concretos, mas seguimos ampliando a capacidade do sistema para reduzir os impactos à população.”
O gerente de Drenagem e Manejo de Águas Pluviais (GDMAP), Eduardo Casado, destaca que o avanço é resultado de planejamento contínuo. “Com a estruturação do serviço de limpeza e conservação do sistema de drenagem, somada à execução de obras estruturantes, conseguimos ampliar significativamente a proteção da cidade contra eventos extremos. A evolução é gradual, degrau por degrau. Avançamos, mas ainda há projetos estratégicos em andamento e recursos sendo viabilizados para ampliar ainda mais essa proteção.”
O PAPEL DAS OBRAS DE DRENAGEM - A diferença no impacto está relacionada à ampliação e reestruturação da política de drenagem urbana nos últimos anos. Desde 2023, houve mudança na forma de prestação dos serviços de drenagem em São Carlos, com abordagem integrada entre limpeza e conservação do sistema existente e planejamento técnico para desenvolvimento de projetos e obras estruturantes. O trabalho passou a ser orientado pela coleta de dados em campo e pela análise detalhada dos problemas históricos da cidade, com atuação do SAAE em sincronia com a Secretaria de Gestão da Cidade e Infraestrutura.
A atuação permanente do SAAE na limpeza, manutenção e conservação do sistema de drenagem — incluindo desassoreamento de piscinões e dos principais rios urbanos — garante que a infraestrutura existente opere com sua capacidade plena, reduzindo enxurradas e alagamentos pontuais. Durante as operações, as equipes também identificam gargalos e deficiências, subsidiando o desenvolvimento de projetos executivos em conjunto com a Prefeitura.
Para eventos de maior intensidade, como o registrado no último sábado, os dois grandes reservatórios em operação, CDHU e Vila Prado, exerceram papel fundamental na proteção da bacia do Gregório e Simeão, amortecendo as vazões e promovendo descarga controlada e gradual. Além desses, a cidade conta com cerca de 50 microrreservatórios distribuídos em loteamentos e condomínios, que também contribuem para o amortecimento das vazões.
Com chuvas concentradas na região norte, o sistema foi colocado à prova. Os córregos Monjolinho, Mineirinho, Tijuco Preto, Santa Maria do Leme e Gregório receberam mais de 130 mm em curto período. Apesar de extravasamentos pontuais nas regiões do Kartódromo (Santa Maria do Leme), Avenida Trabalhador São-Carlense (Tijuco Preto) e Avenida Bruno Ruggiero (Mineirinho), o Rio Monjolinho suportou a vazão sem transbordamentos significativos em sua área central. Há obras e intervenções planejadas para os pontos que apresentaram problemas, muitas delas com projetos executivos concluídos e em processo de captação de recursos.
Os dois episódios evidenciam um cenário cada vez mais comum nas cidades brasileiras: chuvas intensas e concentradas, exigindo planejamento, monitoramento e investimentos contínuos em drenagem urbana. Se em 2024 a cidade foi fortemente impactada, em 2026 parte da infraestrutura já demonstrou maior capacidade de resposta, embora o desafio permaneça diante de um regime climático cada vez mais imprevisível.
“Os episódios de 2024 e 2026 mostram que investir em planejamento e drenagem urbana traz resultados concretos. Mesmo com chuvas mais intensas, São Carlos respondeu melhor porque estamos trabalhando de forma preventiva, com obras estruturais, manutenção permanente e decisões técnicas. Seguiremos avançando para proteger a cidade e a população diante dos eventos climáticos extremos”, salientou o prefeito Netto Donato.
SÃO CARLOS/SP - O Serviço Autônomo de Água e Esgoto de São Carlos (SAAE) realizou, nos dias 5 e 6 de fevereiro (quinta e sexta-feira), a limpeza e a desobstrução de ramais e galerias pluviais com hidrojateamento na Avenida Comendador Alfredo Maffei e na Avenida Dr. Tancredo de Almeida Neves, dois pontos de grande relevância para a drenagem do município.
A operação teve - e ainda terá - como objetivo garantir que as galerias operem com sua capacidade total, permitindo o escoamento eficiente da água durante períodos de chuvas intensas. Essas ações são executadas em diferentes regiões da cidade, conforme o planejamento permanente de manutenção do sistema de drenagem urbana, com foco na prevenção de inundações e alagamentos.
PREVENÇÃO – “A manutenção preventiva é essencial para manter a cidade preparada, especialmente neste período de chuvas. O trabalho é fundamental para prevenir alagamentos e assegurar maior eficiência no escoamento das águas pluviais, garantindo mais segurança e qualidade de vida à população. Nos últimos dois anos, vale lembrar, o SAAE vem executando ações contínuas de limpeza e conservação da rede de drenagem da cidade”, destacou o presidente da autarquia, Derike Contri.
DESCARTE IRREGULAR – Durante os serviços, além de sedimentos e folhas, é retirada uma grande quantidade de resíduos descartados irregularmente. O lixo jogado nas vias públicas é levado pela chuva até as bocas de lobo e galerias, provocando obstruções e prejudicando a drenagem de modo considerável.
O SAAE reforça que a população pode contribuir realizando o descarte correto dos resíduos e comunicando ocorrências relacionadas à drenagem por meio dos canais oficiais de atendimento e pelo telefone e WhatsApp 0800 300 1520.
SÃO CARLOS/SP - O Serviço Autônomo de Água e Esgoto de São Carlos (SAAE) informa que, na terça-feira, 03 de fevereiro, haverá interdição na Avenida Comendador Alfredo Maffei, no trecho entre a Rua Marcolino Lopes Barreto e a Rua Major Manoel Antônio de Mattos.
A interdição é necessária para a realização de serviços de ligação de rede de água e esgoto. Os trabalhos terão início às 8h, com previsão de conclusão até às 11h.
O SAAE solicita a compreensão da população, orienta os motoristas a redobrarem a atenção à sinalização no local e a utilizarem rotas alternativas, a fim de garantir a segurança viária durante a execução dos serviços.
Os trabalhos poderão ser reprogramados em caso de condições climáticas adversas.
SÃO CARLOS/SP - O Serviço Autônomo de Água e Esgoto de São Carlos (SAAE) esclarece que a Lei Municipal nº 19.780/2020, que dispõe sobre a instalação de equipamentos bloqueadores de ar na tubulação do sistema de abastecimento de água no município, encontra-se formalmente vigente, porém não pode ser aplicada na prática neste momento, em razão de impedimentos técnicos, regulatórios e jurídicos.
Embora a norma tenha sido promulgada após a rejeição de veto do Poder Executivo, sua eficácia depende de regulamentação por órgão técnico competente, o que ainda não ocorreu. No caso do abastecimento de água, a regulação do serviço não é feita de forma isolada pelo Município, mas pela Agência Reguladora ARES-PCJ, responsável por disciplinar as condições técnicas e operacionais do serviço nos municípios consorciados. Até o momento, não há autorização da Agência para a instalação desse tipo de equipamento.
Além disso, a legislação municipal entra em conflito com normas regulatórias da Agência Reguladora ARES-PCJ, especialmente a Resolução ARES-PCJ nº 50/2014, que considera irregular a instalação de qualquer aparelho eliminador ou supressor de ar. As normas da Agência também estabelecem que os equipamentos de medição devem possuir certificação oficial, exigência que não é atendida pelos bloqueadores de ar atualmente disponíveis no mercado.
AUSÊNCIA DE CERTIFICAÇÃO DO INMETRO - Outro ponto relevante é que não há, até o momento, equipamentos bloqueadores de ar certificados pelo INMETRO para uso em sistemas de medição de consumo de água. A ausência dessa certificação compromete a confiabilidade das medições e a conformidade com as normas técnicas obrigatórias.
QUALIDADE DA ÁGUA - Estudos técnicos indicam ainda que não há comprovação conclusiva da eficácia desses dispositivos e que sua utilização pode representar risco à qualidade da água, uma vez que a liberação de ar pode facilitar a entrada de contaminantes no sistema.
PROVIDÊNCIAS EM ANÁLISE – Do ponto de vista jurídico, a Lei Municipal nº 19.780/2020 também apresenta questionamentos quanto à sua constitucionalidade, por tratar de matéria relacionada à organização e execução de serviço público, tema que, em regra, é de iniciativa do Poder Executivo. Diante desse cenário, o SAAE e a Prefeitura Municipal de São Carlos analisam, de forma conjunta e responsável, as medidas jurídicas cabíveis, incluindo a possibilidade de ajuizamento de ação direta de inconstitucionalidade para que o Poder Judiciário se manifeste sobre a validade da norma.
Até que haja regulamentação específica da Agência Reguladora ou decisão judicial em sentido contrário, o SAAE seguirá cumprindo o marco regulatório vigente, assegurando a legalidade do serviço, a qualidade da água fornecida e a segurança do abastecimento à população.
Encontro reuniu representantes do poder público, universidades, setor privado e sociedade civil para contribuir com a elaboração do PMCS-SC.
SÃO CARLOS/SP - O Serviço Autônomo de Água e Esgoto de São Carlos (SAAE) realizou, na última terça-feira, 27 de janeiro, a Oficina 3 – Ações de Educação Ambiental, etapa do processo participativo de elaboração do Plano Municipal de Coleta Seletiva de São Carlos (PMCS-SC). O encontro ocorreu às 19h, no Auditório da Fundação Educacional São Carlos (FESC), e contou com a execução técnica da empresa VITA Engenharia e Consultoria Ambiental.
A atividade integra o cronograma de encontros voltados ao diálogo com a população e com diferentes setores da sociedade para a elaboração do Plano Municipal de Coleta Seletiva de São Carlos (PMCS-SC). A Oficina 3 teve como objetivo coletar contribuições e propostas para o desenvolvimento de projetos de educação ambiental, direcionados a diferentes públicos-alvo do município.
O encontro reuniu 45 participantes, entre munícipes e representantes do SAAE, da Prefeitura Municipal, da Cooperativa COOPERVIDA, da Universidade de São Paulo (USP), da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), do setor privado e de organizações da sociedade civil organizada.
DINÂMICA E PARTICIPAÇÃO - Durante a programação, a equipe técnica da VITA apresentou destaques da matriz SWOT — ferramenta utilizada para identificar pontos fortes, pontos fracos, oportunidades e ameaças de um projeto — relacionados à educação ambiental, bem como os objetivos do Programa de Educação Ambiental e Comunicação do PMCS-SC. Também foram apresentados resultados de uma pesquisa científica desenvolvida em parceria com o Instituto Recicleiros, que analisou os fatores que influenciam a adesão da população às campanhas de coleta seletiva.
Na sequência, os participantes foram divididos em quatro grupos de trabalho, responsáveis pela elaboração de propostas de projetos de educação ambiental a partir de públicos-alvo previamente definidos. As sugestões foram apresentadas ao final da atividade e irão subsidiar a consolidação do plano.
Para o presidente do SAAE, Derike Contri, a oficina reforça a importância da participação da sociedade. “A educação ambiental é um pilar fundamental para o sucesso da coleta seletiva e para a construção de uma cidade mais sustentável. Ouvir a população é essencial para que o plano seja efetivo”, destacou.
SOBRE O PLANO - O Plano Municipal de Coleta Seletiva de São Carlos (PMCS-SC) é um instrumento estratégico, mais detalhado que o Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (PMGIRS). Seu foco está na melhoria da gestão dos materiais recicláveis, dos resíduos orgânicos e dos produtos sujeitos à logística reversa, como pilhas, baterias e pneus.
Para mais informações sobre o plano e para acompanhar todas as etapas já desenvolvidas, basta acessar o site do SAAE (saaesaocarlos.com.br), na aba Serviços > Resíduos Sólidos > PMCS-SC - Plano Municipal de Coleta Seletiva, onde estão disponíveis os documentos já elaborados.
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