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Trabalho, premiado em congresso internacional, foi desenvolvido durante curso da UFSCar

 

SÃO CARLOS/SP - Um trabalho desenvolvido no escopo do curso "Análise e visualização de dados do Coronavírus", oferecido pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), desenvolveu um modelo computacional capaz de prever, utilizando inteligência artificial, o número de novos casos de Covid-19 no Brasil. A ferramenta pode ser útil, por exemplo, no caso de falta de testes ou de divulgação de dados pelo governo ou pela mídia. 
"Neste trabalho, eu usei os dados do Google Trends para algumas palavras correlacionadas ao novo Coronavírus. Então, treinei o computador, usando aprendizado de máquina - inteligência artificial -, para que com base no volume de pesquisa de determinadas palavras no Google, ele fosse capaz de predizer o número de novos casos de Covid-19 no Brasil", sintetiza Lilian Caroline Kramer Biasi, que é pós-doutoranda no Laboratório de Engenharia de Sistema Complexos (Lesc) da Faculdade de Engenharia Química (FEQ) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Segundo a pesquisadora, "existem diferentes métodos para se treinar um computador, conhecidos como algoritmos de aprendizagem de máquina, tais como o modelo de florestas aleatórias - utilizado neste trabalho -, as redes neurais artificiais etc. Em geral, o que acontece é que em uma primeira etapa o computador aprende o comportamento dos dados de entrada para gerar uma saída desejada. Nessa etapa, fornecemos tanto os dados de entrada, quanto a saída desejada; o computador então aprende como correlacionar ambos". 
Para desenvolver o modelo, a estudante analisou a tendência do número de buscas por determinados termos no Google em 2020 utilizando a ferramenta Google Trends. Dessa pesquisa ela selecionou termos pelos quais as buscas foram intensificadas durante a pandemia - como "álcool", "máscaras", "coronavírus" etc. 
Após a identificação dos termos, a pesquisadora implementou um algoritmo de aprendizado de máquina usando o modelo de regressão de florestas aleatórias (em Inglês "Randon Forest Regression"). "Esse modelo cria, na etapa de treino, diversas árvores de decisão, correlacionando os dados de entrada com a saída desejável. No presente estudo, o dado de saída foi o número de novos casos de Covid-19 no Brasil e os dados de entrada foram o interesse ao longo do tempo por determinados termos no Google", detalha. Os termos selecionados para a pesquisa foram: "covid", "coronavírus", "corona", "álcool" (representando álcool em gel), "máscara", "febre", "desemprego", "suicídio". 
"De forma simplificada, o computador é treinado para entender como as pesquisas no Google se correlacionam com o número de novos casos de Covid-19, utilizando dados disponíveis. Após o treino, fornecemos ao computador o índice de pesquisas no Google pelos termos selecionados de um determinado dia e ele retorna o número de casos de Covid-19 daquele dia", explica Biasi. Com isso, foi possível avaliar quais tendências de busca melhoravam ou pioravam o ajuste selecionando os termos com maior correlação com o número de novos casos de Covid-19 no Brasil. "Esses termos foram utilizados como dados de entrada para o treinamento do computador. Após essa etapa, o computador é capaz de avaliar novos índices de pesquisa no Google prevendo o número de novos casos de Covid-19 no Brasil", conclui. 
Biasi afirma que a pandemia afeta o comportamento das pessoas e, nesse contexto, notou um considerável aumento na busca por palavras diretamente e indiretamente correlacionadas ao vírus e por métodos de prevenção. As palavras com menor correlação com as demais foram "desemprego" e "suicídio", enquanto os termos "corona" e "coronavírus", no contexto de pandemia, puderam ser consideradas sinônimos. "Essas pesquisas podem estar relacionadas à maior curiosidade da população pela busca por sintomas ou por termos decorrentes do efeito prolongado da quarentena. Essa mudança comportamental foi usada para treinar o computador para que ele fosse capaz de aprender com esses dados, identificar padrões e tomar decisões devolvendo o número de novos casos naquele dia", diz.
Segundo a autora, o estudo também mostra, indiretamente, que o monitoramento das buscas na Internet por diferentes termos pode identificar e monitorar novas doenças infecciosas, como a Covid-19. "Essas informações podem permitir uma melhor preparação e planejamento dos sistemas de saúde. Enquanto desenvolvia esse trabalho, notei que essa ferramenta já foi utilizada anteriormente para monitorar, por exemplo, infecções pelo vírus Zika, a dengue ou influenzas (google.org/flutrends)", conta Biasi, que participou do curso da UFSCar, oferecido na modalidade de Atividade Curricular de Integração Ensino, Pesquisa e Extensão (Aciepe).
"Eu já tinha vontade de utilizar o aprendizado de máquina na previsão de novos casos de Covid-19 no Brasil. No entanto, estava enfrentando certa dificuldade em selecionar os dados corretos para esse desenvolvimento", conta a autora do estudo. No curso "Análise e visualização de dados do Coronavírus no R", do qual Biasi foi aluna, foram apresentadas ferramentas para monitoramento de dados referentes ao Coronavírus na linguagem R. O Google Trends (trends.google.com.br) foi uma dessas ferramentas apresentadas pela coordenadora do curso, a professora Andreza Palma, do Departamento de Economia (DEc-So) do Campus Sorocaba da UFSCar. 

Premiação
O trabalho intitulado "Estimation of New COVID-19 Cases in Brazil Using Google Search Data" recebeu o prêmio de melhor uso de dados públicos, durante apresentação no 2020 Ken Kennedy Institute Data Science Conference. A conferência é uma reunião de pesquisa, desenvolvimento e inovação, entre universidades, laboratórios de pesquisa e indústrias que buscam oportunidades e avanços em inteligência artificial (IA), análise de dados, aprendizado de máquina e aprendizado profundo.
O trabalho completo pode ser acessado na página do evento (https://bit.ly/35VUesA) ou diretamente no YouTube (https://bit.ly/36Ysv9L). O projeto teve financiamento parcial da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Seminário online acontece entre 8 e 10 de dezembro; inscrições estão abertas

 

SÃO CARLOS/SP - Entre os dias 8 e 10 de dezembro, o InformaSUS, projeto de extensão da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), promove o seminário online "O SUS e a Atenção Primária em Saúde: o que aprendemos com a pandemia?". A atividade é gratuita, aberta a todo o público e as inscrições já podem ser realizadas. 
A pandemia de Covid-19 tem feito milhões de vítimas ao redor do mundo e, no Brasil, são mais de 5 milhões de casos e 170 mil mortes ocorridas em decorrência da doença, segundo o consórcio de veículos de imprensa do País. Nesse contexto, o Sistema Único de Saúde (SUS) vem sendo desafiado a cumprir seu papel de cuidador universal, respeitando-se a acessibilidade e equidade de atendimento a todos os brasileiros, mas muitas de suas dificuldades também têm sido expostas diante da pandemia.
Frente a esse cenário, o evento tem o intuito de discutir os desafios postos para o SUS e, principalmente, para a Atenção Primária à Saúde (APS) no Brasil durante o trabalho desenvolvido em rede com as demandas advindas da pandemia. O evento é uma parceria entre o InformaSUS da UFSCar e docentes das universidades federais Fluminense (UFF), da Grande Dourados (UFGD), do Oeste do Pará (Ufopa), Rural do Semi-Árido (Ufersa), de Santa Maria (UFSM), da Universidade de São Paulo (USP) e do Núcleo de Pesquisa e Estudos em Saúde Coletiva (Nupesco) da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP-USP).
Os temas apresentados ao longo do seminário estão em três grandes eixos: Micropolítica do trabalho em saúde e os desafios frente à pandemia de Covid-19; Processos de reorganização dos serviços de APS, acerca da constituição das equipes, dos processos de educação permanente em saúde, a produção de cuidados individuais e coletivos; e os Grandes desafios postos, como as redes de atenção, o processo de formação de profissionais para a APS e o financiamento do sistema. Toda a programação e mais informações estão no site do InformaSUS (www.informasus.ufscar.br).
O evento será transmitido pelo canal do InformaSUS no YouTube (https://bit.ly/3l8D6E6), das 13h30 às 18 horas. Interessados devem se inscrever em formulário online disponível no site.
O seminário também é parte do projeto de extensão "Experiências da Atenção Primária em Saúde no SUS: invenção e resistência em tempos de pandemia" (https://bit.ly/39fjf3V) e conta com apoio da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão da USP. Dúvidas podem ser esclarecidas pelos e-mails Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

Em comemoração ao Dezembro Laranja, de conscientização sobre o câncer de pele, equipe irá realizar uma live, no dia 8, e orientações sobre prevenção nas principais entradas do HAC e de clubes da cidade, durante o mês

 

   JAÚ/SP - Com a chegada do Dezembro Laranja, de conscientização sobre o câncer de pele, é importante lembrar que os cuidados com a saúde não podem ficar de lado. Mesmo com o atual cenário de incertezas e profundas mudanças, por conta da pandemia, é essencial manter hábitos saudáveis para prevenir a doença e ficar atento aos sinais que podem levar ao diagnóstico precoce. Para ressaltar o assunto, o Hospital Amaral Carvalho (HAC) promove atividades especiais neste mês. 

   O Programa de Prevenção do Melanoma – tipo de câncer de pele mais agressivo, está atendendo a população com horário marcado por telefone e respeitando as orientações de precaução da Covid-19. Apesar da redução no número de atendimentos (queda de 65% de janeiro a outubro, comparado a 2019), sete casos de melanoma foram detectados pela equipe neste ano. "Considerando que suspendemos as triagens por três meses e que muitas pessoas estão deixando de comparecer, talvez por acharem que não tem problema esperar a pandemia passar, o número é alto", afirma a enfermeira do Programa Carla Turini.

   De acordo com a profissional, caso haja qualquer alteração nas pintas é importante procurar o serviço. "Estamos seguindo todas as medidas preventivas da Covid-19, como espaçar os atendimentos para evitar aglomeração no Instituto de Prevenção. Todos da equipe usam máscaras, disponibilizamos álcool gel 70% para frequente higienização das mãos e, na entrada, é avaliada a temperatura do paciente. Portanto, é seguro vir até aqui", enfatiza.

   Com o surgimento de uma pinta diferente no rosto, Sueli Conduta Pinto (62) achou mais prudente buscar a avaliação profissional e descartar qualquer suspeita. "Fiquei preocupada, mas mesmo com todas as restrições por conta da pandemia, preferi vir. É menos arriscado que deixar pra lá", comentou.

   O esposo Sebastião (63) a acompanhou na consulta e também aproveitou para fazer uma avaliação. "Conhecemos o HAC há anos e sabemos da importância desse programa. Hoje em dia, as pessoas não dão muita atenção aos sinais e quando vão procurar ajuda, às vezes é tarde e não há possibilidade de cura", disse.

   No Instituto de Prevenção, o casal recebeu orientações de prevenção e cuidados com a pele. Carla também reforçou os sinais que podem levar ao diagnóstico do melanoma.

  

Regra do ABCDE

   Para ajudar a identificar uma lesão que pode ser melanoma, existe uma regra conhecida como ABCDE. Cada uma das letras corresponde à inicial de um sinal relacionado à doença:

Assimetria – uma metade da pinta não se parece com a outra;

Bordas irregulares – as bordas são recortadas, pouco definidas;

Cor – sombras de marrom, preto e, às vezes, branco ou vermelho na mesma pinta;

Diâmetro – maior que 6mm (equivalente ao de um lápis);

Evolução – mudança de aspecto.

   A enfermeira afirma que, não é porque estamos em uma fase de pandemia, com alterações importantes na rotina, que podemos abandonar hábitos como o uso diário de protetor solar e roupas que protejam o corpo o máximo possível, como braços, pescoço e nuca, por exemplo. "Também devemos evitar a exposição ao sol entre 10h e 16h".

 

Ações especiais

   O Programa de Prevenção do Melanoma funciona durante o ano todo, mas em dezembro, para reforçar as orientações em Jaú, a equipe irá realizar ações especiais. Além de postagens com dicas nas redes sociais, no dia 8, a dermatologista coordenadora do Programa, Ana Gabriela Salvio, e a enfermeira Carla apresentam live sobre o tema. A transmissão será pelo canal do Hospital Amaral Carvalho no Youtube, às 17h15.

   Nos três primeiros sábados de dezembro, profissionais de enfermagem estarão nas portas de clubes da cidade esclarecendo dúvidas dos sócios. Às quartas-feiras, a ação será nas principais portarias do HAC. "O foco das nossas atividades é detectar as lesões precocemente para garantir maiores chances de cura e falar sobre prevenção, um hábito que fazemos questão de incentivar", completa Carla. 

Ação foi realizada para socorro imediato e mobilizou mais de 40 PMs no Hemocentro de Botucatu

 

BOTUCATU/SP - Em socorro às vítimas do grave acidente ocorrido na manhã de quarta-feira (25), envolvendo um ônibus e um caminhão na Rodovia Alfredo de Oliveira Carvalho, entre as cidades de Taguaí e Taquarituba, a Polícia Militar mobilizou mais de 40 policiais para a doação de sangue aos feridos, no Hemocentro de Botucatu.

A ação foi realizada pelo Comando de Policiamento do Interior de Sorocaba (CPI-7) e pelos 12º e 53º Batalhões de Polícia Militar do Interior (BPM/I) após o Governo de São Paulo alertar sobre a baixa no estoque do banco de sangue da região e convocar os cidadãos para colaborarem com às vítimas.

Foram enviados 33 policiais pertencentes ao comando e ao 12ºBPM/I de Botucatu, além de outros 10 do 53ºBPM/I, sediado em Avaré, de modo estratégico para que a ação solidária não interferisse na garantia da segurança do local dos fatos, vítimas e familiares.

Os policiais se apresentaram no hemocentro e realizaram suas doações mediante agendamento e seguindo as normas de segurança para prevenção ao coronavírus.

Além da ação imediata, as equipes do 12ºBPM/I estão se organizando para irem em grupos menores ao hemocentro e continuarem com as colaborações à população diariamente.  O 53ºBPM/I realizará uma segunda ação em escala na próxima segunda-feira (30), também seguindo as recomendações de segurança.

SÃO PAULO/SP - Secretaria municipal de Saúde abrirá 200 novos leitos de enfermaria nos Hospitais da Brasilândia e de Parelheiros para casos leves

O secretário de saúde da cidade de São Paulo, Edson Aparecido, afirmou nesta quinta-feira (26) que a taxa de ocupação de pacientes com covid-19 nos hospitais municipais privados é de 66% dos leitos e nos hospitais estaduais da cidade, 60%.

O secretário afirmou ainda que a pasta abrirá mais 200 novos leitos de enfermaria nos Hospitais da Brasilândia e de Parelheiros para internação de pacientes com casos leves de covid-19.

"Continuamos nessa gravíssima pandemia. Criamos o Plano São Paulo que garantem o aumento da restrição ou a flexibilização e fazemos isso de forma heterogenea. São Paulo não esconde dados", disse o governador São Paulo.

 

MATÃO/SP - Em parceria com a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) e a Fundação Pró-Sangue, de 23 a 29 de novembro, a AB Triângulo do Sol está veiculando mensagem de incentivo à doação de sangue nos painéis eletrônicos instalados nas rodovias: Doe Sangue. Faça o bem ao próximo! @prosangue.

A ação tem o objetivo de contribuir para o reabastecimento dos estoques dos hemocentros do estado de São Paulo. A pandemia de covid-19 causou a redução das doações, por isso, os estoques dos hemocentros atingiram níveis críticos, ficando muito abaixo da média, situação que prejudica o atendimento dos pacientes. Nesta quarta-feira, 25 de novembro, é celebrado o Dia Nacional do Doador de Sangue.

 

Doação segura

Devido ao novo coronavírus, a Pró-Sangue adotou uma série de medidas cautelares para aumentar a segurança dos doadores e dos profissionais de saúde, seguindo orientações técnicas do governo do estado de São Paulo:

 

  • Agendamento individual para evitar aglomeração e diminuir o tempo de permanência das pessoas nos postos de coleta;
  • Álcool gel em vários pontos do processo de doação para os candidatos manterem suas mãos higienizadas durante a permanência nesses locais;
  • Protocolo de triagem dos candidatos à doação de sangue: candidatos que apresentaram infecção pela covid-19 são considerados inaptos por um período de 30 dias, após recuperação clínica completa (assintomáticos); candidatos que tiveram contato direto (domiciliar ou profissional) com casos suspeitos ou confirmados de contaminação por coronavírus devem aguardar 14 dias após o último dia de contato, para realizar a doação de sangue; profissionais da saúde (médicos, enfermeiros, dentre outros) que tiveram contato direto (domiciliar ou profissional) com pacientes devem aguardar 14 dias após o último dia de contato, para realizar a doação de sangue.

 

Requisitos básicos para doação:

 

• Estar em boas condições de saúde;

• Ter entre 16 e 69 anos, desde que a primeira doação tenha sido feita até 60 anos;

• Pesar 50 quilos, no mínimo;

• Estar descansado (ter dormido pelo menos 6 horas nas últimas 24 horas);

• Estar alimentado (evitar alimentação gordurosa nas 4 horas que antecedem a doação);

• Apresentar documento original com foto recente (emitido por órgão oficial), que permita a identificação do doador.

 

Para mais informações e endereços dos postos de coleta, acesse: http://www.prosangue.sp.gov.br/

 

AB Triângulo do Sol I Programa de Concessões Rodoviárias do Estado de São Paulo

A concessionária AB Triângulo do Sol é responsável pela administração de 442 quilômetros de rodovias que compreendem o Lote 9 do Programa de Concessões Rodoviárias do Estado de São Paulo: Rodovia Washington Luís (SP-310), entre São Carlos e Mirassol; Rodovia Brigadeiro Faria Lima (SP-326), de Matão a Bebedouro; e Rodovia Carlos Tonanni / Nemésio Cadetti / Laurentino Mascari / Dr. Mario Gentil (SP-333), entre Sertãozinho e Borborema.

Cerca de 3,5 mil pessoas foram atendidas com COVID-19 no local desde março

 

MUNDO - A organização médica humanitária Médicos Sem Fronteiras (MSF) foi forçada a tomar a decisão de se retirar do Hospital Ana Francisca Pérez de León II, localizado em Petare, em Caracas, na Venezuela, onde colaborava desde março no combate à pandemia de COVID-19.

Esta decisão foi adotada por causa da impossibilidade de continuar com as atividades essenciais para o cuidado de pacientes com o novo coronavírus seguindo os padrões de qualidade estabelecidos pela unidade de saúde, devido às restrições de entrada de pessoal humanitário especializado no país.

“Não foi possível continuar com a nossa colaboração com o Hospital Pérez de León II. Passamos meses procurando todas as alternativas possíveis que teriam evitado este resultado irreversível”, explica Isaac Alcalde, coordenador geral de MSF na Venezuela.

MSF solicitou autorizações de trabalho para sua equipe essencial no início do ano, para poder ocupar cargos-chave em suas operações e ainda não obteve resposta. Desde então, a organização tem mantido contato repetidamente com as autoridades responsáveis para tentar obter uma solução para o problema. "Ainda que a equipe internacional tenha sido totalmente substituída por pessoal qualificado venezuelano, precisamos de pessoal especializado in loco que seja familiarizado com os processos internos da organização e que nos permita garantir os padrões de qualidade exigidos para este tipo de intervenção. Portanto, tivemos para tomar essa difícil decisão", acrescenta.

A colaboração com o Hospital Pérez de León II começou em março com a reabilitação de parte da infraestrutura, o projeto de um circuito para atendimentos médicos e psicológicos, especificamente relacionados ao novo coronavírus, e melhorias na área de internação, incluindo uma Unidade de Terapia Intensiva. Cerca de 3,5 mil pessoas foram atendidas neste projeto. O suporte também incluiu a gestão de uma equipe de quase 150 pessoas, formada por médicos, epidemiologistas, intensivistas, enfermeiros, psicólogos, técnicos, higienistas, entre tantos outros, que lidam com COVID- 19 na área de biossegurança, e o extraordinário apoio financeiro a quase 100 outros colaboradores diretos do hospital.

Além disso, o trabalho de MSF teve impacto em outras áreas da unidade, uma vez que os treinamentos e o fornecimento de suprimentos clínicos tiveram um impacto sobre pacientes que ingressam no hospital para tratar outras patologias e na salvaguarda da biossegurança do restante do pessoal de saúde, conforme afirma a própria direção do hospital.

"Dada a possibilidade de uma segunda onda na pandemia de COVID-19, MSF optou por deixar parte do material sanitário, fazer abastecimento de medicamentos e fortalecer a aplicação dos protocolos, por meio da capacitação da equipe hospitalar”, diz. MSF gradualmente se retirará do hospital e tornará especial a ênfase na formação de quadros próprios da instituição no combate à COVID-19. “Por enquanto, vamos concentrar nossos esforços para servir aos pacientes graves e críticos com COVID-19 no Hospital Vargas e temos conseguido manter outros programas médicos fora de Caracas, mas estamos preocupados que a situação vivida no Hospital Pérez de León II, devido às limitações de entrada de pessoal

humanitário, possa acabar afetando os demais projetos de MSF nos próximos meses”, alerta Alcalde.

MSF reitera seu compromisso de continuar ajudando a população venezuelana e pede que autoridades nacionais facilitem a entrada de pessoal humanitário, a fim de continuar a fornecer cuidados de saúde de qualidade para aqueles que mais precisam.

Na Venezuela, MSF adaptou suas operações em resposta à emergência sanitária causada pela COVID-19, buscando dar prioridade à população mais vulnerável que atende em diferentes programas em Anzoátegui, Amazonas, Bolívar, Sucre, Táchira, Miranda e o Distrito da Capital, onde até hoje apoiamos 39 estruturas de saúde. Nos primeiros seis meses, fizemos quase 80 mil consultas médicas; 42,5 mil ações de conscientização por meio de promoção de saúde; mais de 5 mil treinamentos para pessoal médico e não médico; perto de 110 mil testes de malária, com 25 mil diagnósticos e tratamento de casos positivos. Só no município de Sifontes, no estado de Bolívar, entre 2017 e 2020, contribuímos com a redução de casos de malária em 60%.

SÃO CARLOS/SP - O Centro de Atendimento a Infecções Crônicas da Prefeitura de São Carlos “Ana Cláudia Lucato Cianflone” (CAIC) realiza nos próximos dias 1º e 2 de dezembro testes rápidos de HIV/AIDS e Sífilis. A ação faz parte da 13ª edição da Campanha Fique Sabendo desenvolvida por meio do Programa Estadual de DST/AIDS de São Paulo para a intensificação da testagem junto às populações mais expostas às infecções sexualmente transmissíveis e também em comemoração ao Dia Mundial de Combate a AIDS, celebrado em 1.º de dezembro.
O tema “Fique Sabendo – Faça o teste da AIDS e da Sífilis” pretende destacar a importância do diagnóstico precoce destes dois agravos principalmente entre jovens. O objetivo da ação é levar o alerta da doença e a importância do diagnóstico precoce que faz toda a diferença no prognóstico do paciente, evitando o desenvolvimento das doenças oportunistas, a transmissão de novos casos e a transmissão vertical (mãe para o filho), tanto de HIV como de Sífilis.
Atualmente 1.000 pessoas estão em tratamento de HIV no Centro de Atendimento a Infecções Crônicas. De janeiro a novembro desse ano foram registrados 73 novos casos. De Sífilis Adquirida foram notificados 53 casos, 19 de Sífilis Congênita e 39 de Sífilis em Gestantes.
Em São Carlos os testes durante a campanha serão realizados na terça-feira (1º/12) e na quarta-feira (2/12), das 8h às 16h, na sede do CAIC, localizado na rua 7 de Setembro, nº 2.277, no centro; nas Unidades de Saúde da Família (USF) do Jockey Clube e USF Guanabara, ambas localizadas na rua Rio Araguaia, nº 750; na Unidade Básica de Saúde (UBS) do Cidade Aracy, na rua Sebastião Lemos, nº 426 e na UBS da Vila Nery, na rua da Imprensa, nº 410.
O CAIC São Carlos é um centro de atendimento a doenças e agravos de notificação compulsória e tratamento contínuo e trabalha em consonância com os programas nacionais e estaduais realizando a busca ativa, prestando assistência e divulgando indicadores que permitem a formulação de políticas e programas voltados ao diagnóstico precoce e tratamento imediato às pessoas portadoras de HIV, Sífilis, Hepatites Virais B, E e C, Tuberculose e Hanseníase. A unidade faz testes rápidos tanto para Hepatite B e C como para HIV e Sífilis durante o ano todo e funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h. Outras informações sobre os testes podem obtidas pelo telefone (16) 3419-8240.

SÃO CARLOS/SP - A Rádio Sanca infelizmente volta a falar da falta de macas que existe na Santa Casa de São Carlos e que prejudica o serviço de atendimento do SAMU, uma vez que sem maca, a ambulância não pode atender nenhuma ocorrência. No dia 27 de julho deste ano, a Rádio Sanca já tinha feito uma matéria falando sobre a demora em liberar as macas para que o SAMU possa atender as ocorrências, na ocasião, a assessoria da Santa Casa informou a Rádio Sanca que novas macas seriam adquirias pela entidade. No dia 1 de outubro também deste ano, o Sindicato Rural de São Carlos fez a doação de 10 novas macas para a Santa Casa, porém parece que o problema ainda existe, uma vez que nesta quarta-feira (25) mais uma vez, 3 ambulâncias ficaram paradas no pátio da Santa Casa, presas, porque as macas que são utilizadas pelas ambulâncias estavam ocupadas com pacientes e não tinha no hospital macas para realizar a troca e devolver o equipamento as ambulâncias.

Nosso repórter esteve na Santa Casa e apurou que as 3 ambulâncias estavam aguardando no pátio, e mais um acidente havia acontecido e o paciente seria encaminhado a Santa Casa, o que resultará em mais uma ambulância presa por falta de macas no hospital. Além de sobrecarregar o trabalho do corpo de bombeiros, quem perde com isso é a população, que não pode de forma alguma precisar do serviço do SAMU, pois se precisar não será atendida, porque a ambulância estará presa no pátio da Santa Casa porque o hospital não libera o equipamento que é da ambulância.

A Rádio Sanca entrou em contato com a Assessoria da Santa Casa para novamente questionar o motivo da demora em liberar as macas das ambulâncias, uma vez que hospital recebeu 10 novas macas no mês passado, e a Santa Casa informou que, nesta quarta-feira, o número de pacientes que precisaram de macas foi bem acima do normal e da capacidade máxima de absorver essa quantidade de atendimentos ao mesmo tempo. Cerca de 70% desses pacientes poderiam ter sido inicialmente atendidos em uma das três UPAs do município e, depois disso, se houvesse necessidade, serem encaminhadas para o hospital. Mas foram levados pelo SAMU diretamente ao Pronto-Socorro da Santa Casa. 
Com isso, as 13 macas disponíveis para o Pronto-Socorro estão ocupadas. O hospital está trabalhando para liberar as macas o quanto antes. Importante ressaltar que, além de São Carlos, o hospital recebe também pacientes de outros 5 municípios da região.

RIO DE JANEIRO/RJ - O Rio voltou a ter um patamar preocupante de ocupação de leitos de UTI para o combate à covid-19. Nesta quarta-feira (25), a taxa de ocupação para tratamento intensivo da doença chegou a 93% na rede SUS. Os números englobam os leitos de unidades municipais, estaduais e federais

Se forem considerados também os municípios da Baixada Fluminense ao todo 146 pacientes aguardavam transferência para leitos especializados. Deste total, 73 eram para UTIs.

Além dos níveis alarmantes nas UTIs, a taxa de ocupação de leitos de enfermaria para tratamento do novo coronavírus na capital estão em 70%. Os dados são da SMS (Secretaria Municipal de Saúde).

Ao todo, a rede SUS da capital tinha na manhã dessa quarta 1.087 pessoas internadas em leitos voltados ao combate à covid-19, sendo 513 em UTI. Desse total, 541 pacientes estão em unidades de saúde do município, sendo 264 em UTIs.

Por: R7

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