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Em encontro realizado no Paço Municipal, foram estabelecidas prioridades para o aperfeiçoamento dos serviços de saúde públicos e da instituição que atende 24 cidades da região
 

ARARAQUARA/SP - Na manhã dessa segunda-feira (2), membros do Conselho Administrativo da Santa Casa de Misericórdia de Araraquara reuniu-se com o prefeito Dr. Lapena e integrantes do secretariado no Paço Municipal. O encontro teve como objetivo apresentar pautas importantes relativas ao funcionamento da instituição e às demandas junto ao poder público.

As tratativas foram centradas no alinhamento das necessidades operacionais da Santa Casa — que presta atendimento à rede do Sistema Único de Saúde (SUS) — com as diretrizes da administração municipal, em busca de soluções eficazes para os serviços hospitalares oferecidos à população.

Em 2026, a Santa Casa de Misericórdia de Araraquara celebra 124 anos de atuação, consolidando-se como uma das instituições de saúde mais tradicionais da cidade. Ao longo de sua trajetória, a entidade tem sido parceira estratégica da Prefeitura por meio dos atendimentos SUS, figurando como referência regional em atendimentos de média e alta complexidade.

Representando o Conselho Administrativo, estiveram presentes os advogados Dr. Dimas Ramalho, conselheiro do TCESP, e Dr. Fernando Passos; o professor da Uniara, Dr. Eduardo Rois; o vice-provedor Marcos Daniel; e o provedor Jéferson Yashuda.

Pela Administração Municipal, participaram o prefeito Dr. Lapena; o secretário de Governo, Leandro Guidolin; a secretária de Saúde, Emanuelle Laurenti; o secretário de Desenvolvimento Econômico, Gerson Roza de Freitas; a secretária de Comunicação, Paula Cardoso; a secretária de Desenvolvimento Urbano, Priscila Crepaldi; e o secretário de Fazenda e Planejamento, Roberto Pereira.

Para o conselheiro Dr. Dimas Ramalho, a parceria entre a Santa Casa e a Prefeitura representa um impacto positivo direto no bem-estar da comunidade araraquarense: “Agradeço ao prefeito Dr. Lapena e a todo o secretariado pelo constante empenho e receptividade às demandas apresentadas. Acredito que a colaboração entre nossas instituições demonstra maturidade e resiliência diante dos desafios atuais”, ressalta. “Permaneceremos empenhados em fortalecer esse relacionamento e trabalhar em conjunto.” 

Em consonância, o prefeito Dr. Lapena reforçou a relevância histórica e social da parceria entre o poder público municipal e a instituição hospitalar. “Mantemos as portas abertas para consolidar ainda mais esta parceria com a Santa Casa, com o propósito de aperfeiçoar o atendimento à nossa população e preservar a qualidade dos serviços prestados”, diz. “É compromisso desta gestão apoiar e ampliar iniciativas que garantam o cuidado integral ao cidadão.”

Inscrições devem ser feitas pela Internet e recrutamento será feito de acordo com demanda da Universidade

 

SÃO CARLOS/SP - Está aberto o período de credenciamento para pacientes simulados da Unidade de Simulação em Saúde (USS) do Campus São Carlos da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Podem se inscrever pessoas a partir de 18 anos de idade, com ou sem experiência em simulações em saúde, e que tenham disponibilidade para atuar conforme recrutamento da USS. Pessoas interessadas em participar devem fazer cadastro prévio no Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores (Sicaf), do Governo Federal, por meio deste link (https://www.gov.br/compras/pt-br/fornecedor).

A USS se constitui como um laboratório didático de apoio educacional, que utiliza o Ensino Baseado em Simulação (EBS) como estratégia ativa de aprendizagem para o desenvolvimento de competências no processo de formação e capacitação em saúde. As pessoas credenciadas prestarão serviços de atuação em cenários simulados para os cursos de graduação, pós-graduação (mestrado, doutorado e pós-doutorado) e Programas de Residência em Saúde da UFSCar. 

A atuação do paciente simulado é remunerada (R$46,13/hora) e ocorre de acordo com os perfis e demandas do processo de aprendizagem que a USS estabelecer. O credenciamento é gratuito e todas as informações e orientações detalhadas estão no edital, disponível neste link (https://bit.ly/4l3v1RP).

O prazo para credenciamento é até o dia 30 de novembro deste ano. As pessoas credenciadas podem ser recrutadas até essa data, e o período de vigência do contrato poderá ser prorrogado a critério da Administração. Dúvidas podem ser esclarecidas pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

SÃO PAULO/SP - No mês de fevereiro, o Governo de São Paulo completa dois anos do lançamento da Tabela SUS Paulista. Os repasses somam cerca de R$ 9 bilhões. A iniciativa inédita complementa os valores pagos pela tabela nacional e fortalece hospitais filantrópicos e Santas Casas responsáveis por 50% dos atendimentos SUS no estado.

O programa da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) foi criado para corrigir uma defasagem histórica nos repasses federais e ampliou a remuneração de procedimentos hospitalares e ambulatoriais, garantindo maior sustentabilidade financeira às instituições e contribuindo para o aumento da oferta de serviços à população. As cirurgias oncológicas realizadas pela rede pública estadual atestam o impacto do programa, ao registrar crescimento de 43% no comparativo entre 2022 e 2025.

“A Tabela SUS Paulista garantiu sustentabilidade aos hospitais e permitiu a abertura e reativação de mais de 8 mil leitos em todo o estado. Esse investimento histórico também contribuiu para alcançarmos recordes na realização de cirurgias eletivas, ampliando o acesso e reduzindo filas”, afirma o secretário de Estado da Saúde, Eleuses Paiva.

 

Recorde de cirurgias eletivas

Em 2025, o Estado alcançou o maior volume de cirurgias eletivas já registrado na rede do SUS paulista, com 1,3 milhão de procedimentos, crescimento de 85,7% em relação a 2022, quando foram realizadas cerca de 700 mil cirurgias. Nos três anos da atual gestão, já são 3,5 milhões de cirurgias realizadas. Em 2023, foram 1 milhão de procedimentos e, em 2024, 1,2 milhão. O avanço é reflexo da ampliação dos serviços, do fortalecimento dos hospitais e do modelo de financiamento impulsionado pela Tabela SUS Paulista.

Os resultados assistenciais do programa refletem esse avanço. As internações de alta complexidade acumulam alta de 37,9% na comparação entre 2022 e 2025. No mesmo período, as cirurgias bucomaxilofaciais alcançaram crescimento de 116% até 2025 em relação a 2022. As cirurgias neurológicas registraram expansão de 60% até 2025, também na comparação com 2022. Já as cirurgias de mama apresentaram crescimento de 30% até 2025.

“Esse crescimento consistente mostra que a Tabela SUS Paulista se consolidou como uma política estruturante para a saúde pública no estado de São Paulo”, ressalta Eleuses Paiva.

Com o reforço nos recursos, os hospitais expandiram a capacidade assistencial, aumentaram internações e cirurgias e contribuíram para a redução de filas em diferentes regiões paulistas.

Mais recursos, mais cirurgias, mais acesso
O fortalecimento da rede hospitalar e a ampliação da oferta de procedimentos também se refletem na vida de pacientes como James Cesar dos Santos Ribeiro, de 53 anos, morador de Rancharia. Ele precisou passar por nova cirurgia após a recorrência de uma hérnia inguinal, que voltou a comprometer sua rotina e qualidade de vida.

James foi atendido no Hospital e Maternidade de Rancharia, unidade que integra a rede contemplada pela Tabela SUS Paulista e que, em dois anos, recebeu R$ 15,5 milhões por meio do programa. O investimento fortaleceu a estrutura da instituição, ampliou a capacidade de atendimento e garantiu mais agilidade na realização de cirurgias e outros procedimentos.

As dores limitaram atividades que sempre fizeram parte do seu dia a dia. “Por conta das dores, a minha rotina estava parada. Não podia fazer academia ou corrida, atividades que eu gosto muito. Além disso, afetava os trabalhos que eu precisava fazer, já que não podia agachar. Eu vivia bem restrito”, relatou.

A cirurgia foi realizada com a colocação de tela, técnica que reduz as chances de nova reincidência. James também destaca a rapidez no atendimento. “Eu não esperava, foi muito rápido mesmo. Eu estava com muita dor e, em questão de uma ou duas semanas, minha cirurgia foi marcada”.

Recuperado, ele afirma que retomou a rotina normalmente. “A cirurgia mudou a forma como eu vivia. Hoje eu já estou recuperado, levo uma vida normal. Faço as minhas corridas e os meus exercícios”, completou.

Mais transparência
O Governo de São Paulo disponibiliza a qualquer cidadão o acesso a todos os valores pagos, detalhados por instituição filantrópica, referentes à Tabela SUS Paulista, mostrando o compromisso da gestão com a transparência. Para conhecer os dados, basta acessar https://nies.saude.sp.gov.br/ses

SÃO CARLOS/SP - A Secretaria Municipal de Saúde de São Carlos apresentou, na manhã desta quinta-feira (26/02), em audiência pública na Câmara Municipal, o balanço das ações desenvolvidas no 3º quadrimestre de 2025. O relatório demonstrou avanços na rede pública, com destaque para o volume de atendimentos nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e a ampliação dos serviços ofertados pelo Centro Municipal de Especialidades (CEME).

As três UPAs do município — Vila Prado, Santa Felícia e Cidade Aracy — realizaram juntas 121.896 atendimentos entre setembro e dezembro de 2025. A UPA da Vila Prado liderou o número de atendimentos, com 42.051 registros, seguida pela UPA Santa Felícia, com 40.076, e pela UPA Cidade Aracy, com 39.769.

No Centro Municipal de Especialidades (CEME), foram realizados 17.076 atendimentos no 3º quadrimestre, embora tenham sido registradas 4.544 faltas a consultas. Em comparação ao quadrimestre anterior, houve crescimento expressivo na realização de exames. Os ultrassons saltaram de 724 para 4.362, enquanto os eletrocardiogramas passaram de 992 para 2.279.

Com o retorno do CEME ao prédio próprio foram realizados 3.948 exames de radiografia e 400 espirometrias. Também houve aumento nas consultas especializadas: ortopedia passou de 2.751 para 3.036 atendimentos; dermatologia de 1.604 para 2.670; nefrologia de 938 para 1.511; e cirurgia geral de 561 para 1.132.

O Ambulatório Oncológico contabilizou 2.828 atendimentos no quadrimestre, com crescimento em áreas como oncologia clínica (de 1.000 para 1.064), urologia (de 371 para 476) e dermatologia (de 188 para 266).

Já o Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) apresentou aumento significativo na produção, totalizando 2.843 atendimentos, frente aos 1.399 registrados no 2º quadrimestre. Endodontia passou de 549 para 1.036 atendimentos; prótese de 220 para 1.545; diagnóstico de 246 para 521; periodontia de 178 para 281; e cirurgia oral menor de 150 para 216.

Durante a audiência pública, o secretário municipal de Saúde, Leandro Pilha, ressaltou que os números refletem o esforço da gestão em ampliar o acesso e qualificar o atendimento à população.

“Apresentamos hoje um balanço que demonstra avanço concreto na nossa rede municipal de saúde. Tivemos um volume expressivo de atendimentos nas UPAs, ampliamos a oferta de exames e consultas especializadas no CEME após a reforma do prédio e fortalecemos serviços estratégicos, como o Ambulatório Oncológico e o Centro de Especialidades Odontológicas”.

Pilha também destacou o aumento no número de atendimentos, exames e cirurgias realizadas na rede. O Hospital Universitário e a Santa Casa também ampliaram os procedimentos, tanto ambulatoriais quanto de urgência e emergência. “Nosso compromisso é seguir investindo na ampliação dos serviços, na redução do tempo de espera e na melhoria contínua da qualidade do atendimento, garantindo uma saúde pública cada vez mais resolutiva e humanizada para a população de São Carlos”, finalizou o secretário.

A audiência foi presidida pelo presidente da Câmara Municipal, Lucão Fernandes. Estiveram presentes também na audiência os vereadores Malabim, Júlio César, Sérgio Rocha, Cidinha do Oncológico, Fernanda Castelano e Larissa Camargo.

SÃO CARLOS/SP - Profissionais da Secretaria Municipal de Saúde se reuniram na tarde desta quinta-feira (26/02), no auditório do Paço Municipal, para uma capacitação voltada ao enfrentamento da sífilis em São Carlos. O encontro contou com médicos, enfermeiros, pesquisadores e estudantes, que discutiram estratégias de prevenção, diagnóstico e tratamento da doença, além de analisar os números mais recentes do município. A coordenadora municipal do Programa IST/AIDS, Cíntia Ruggiero, destacou a importância da atualização constante. “O objetivo é orientar, atualizar e discutir sobre a sífilis, que é um problema de saúde pública ainda no mundo, e em São Carlos não é diferente. A nossa maior preocupação é a sífilis em gestantes e a sífilis congênita, que é a transmissão da mãe para o filho”.

Os dados apresentados mostram que em 2025 foram registradas 363 notificações de sífilis adquirida na cidade. Embora o número represente um aumento em relação aos anos anteriores, especialistas ressaltaram que esse crescimento também reflete a maior capacidade da rede pública em identificar e tratar os casos.

O enfermeiro e mestrando da UFSCar, Matheus Gabriel de Melo Sérgio, explicou que a sífilis é uma epidemia silenciosa, mas de diagnóstico rápido. “Mesmo assim, atinge milhares de brasileiros. Em São Carlos, vemos um acréscimo nas notificações, mas isso também mostra que o serviço de saúde tem funcionado e conseguido identificar os casos”.

Já o infectologista Daniel Litardi Castorino Pereira, do Centro de Atendimento de Infecções Crônicas (CAIC), reforçou a necessidade de combater o preconceito e ampliar o acesso à informação. “As pessoas têm uma ideia fragmentada do que é a sífilis, permeada de preconceito desnecessário. Quanto mais a gente sabe sobre um assunto, menos preconceito existe. É fundamental difundir informações sobre prevenção e tratamento”.

O evento contou ainda com palestras técnicas e discussões sobre a atuação da rede pública, que concentra o atendimento da população.

SÃO CARLOS/SP - A Prefeitura de São Carlos realiza neste sábado (28/02), das 8h às 14h, o 1º Mutirão de Combate à Dengue no Residencial Eduardo Abdelnur, na região sul do município. A ação é coordenada pela Secretaria Municipal de Saúde e integra a 9ª Campanha Regional 2026 “Juntos Contra a Dengue”, promovida pela EPTV.

O mutirão conta com o apoio da Secretaria Municipal de Conservação e Qualidade Urbana e do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) e tem como principal objetivo intensificar as ações de prevenção e eliminar possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da Dengue, Zika e Chikungunya, especialmente neste período de maior risco de proliferação.

Durante a mobilização, equipes da Unidade de Controle de Zoonoses e Endemias, Agentes de Combate às Endemias e Agentes Comunitários de Saúde irão percorrer todas as residências do bairro para realizar vistorias, orientar os moradores e recolher materiais inservíveis que possam acumular água parada. Áreas públicas também serão inspecionadas.

A Secretaria Municipal de Saúde orienta que os moradores aguardem a chegada das equipes e não coloquem materiais para descarte nas calçadas antes da vistoria, para que os agentes possam avaliar a existência de possíveis focos e repassar as devidas orientações.

De acordo com a diretora de Vigilância em Saúde, Denise Martins Gomide, cerca de 80% dos criadouros do mosquito estão dentro das residências, o que reforça a importância da participação da população. Medidas simples, como manter caixas d’água bem vedadas, eliminar recipientes com água parada, limpar calhas e descartar corretamente objetos que possam acumular água, são fundamentais para reduzir os riscos.

“O mutirão no Residencial Eduardo Abdelnur é uma ação estratégica e preventiva. Nosso objetivo é agir antes que os casos apareçam, eliminando os criadouros do mosquito e reforçando a orientação às famílias. Sabemos que a maioria dos focos está dentro das casas, por isso a participação da população é essencial. O combate à dengue é uma responsabilidade compartilhada. Quando poder público e comunidade atuam juntos, conseguimos reduzir significativamente os riscos e proteger a saúde de todos”, ressalta o secretário de Saúde, Leandro Pilha.

A mobilização comunitária é considerada uma das estratégias mais eficazes no enfrentamento da dengue e de outras arboviroses, permitindo identificar e eliminar focos antes do surgimento de casos, protegendo a saúde individual e coletiva.

AUSTRÁLIA - Um cirurgião de Melbourne, na Austrália, está sendo acusado por várias pacientes (e até por outros médicos) de realizar cirurgias, incluindo de remoção de órgãos, sob o pretexto de um diagnóstico de endometriose grave, a mulheres com poucos ou nenhuns sintomas.

Segundo a emissora australiana ABC, algumas destas mulheres foram sujeitas à remoção do útero e dos ovários, mesmo sem apresentar praticamente nenhum sinal de endometriose. Várias pacientes relatam sentir dores durante meses ou anos após a cirurgia.

O médico, Simon Gordon, foi afastado do Hospital Privado Epworth (o maior hospital privado do estado de Victoria) em outubro, quando a administração descobriu que o programa Four Corners estava investigando ele. O cirurgião optou por se aposentar no fim de semana seguinte. 

O especialista negou qualquer irregularidade e disse à ABC que nunca realizou cirurgias de endometriose sem estar "absolutamente convencido" dos seus benefícios para as pacientes.

"Durante gerações, a dor sofrida pelas mulheres foi ignorada, minimizada e não tratada", disse ele. "A minha preocupação era tentar aliviar a dor e restaurar a qualidade de vida das pacientes, um grupo antes negligenciado e desconsiderado."

"Ao longo da minha carreira em ginecologia, sempre agi de forma ética e responsável com as minhas pacientes", assegurou ainda.

Contudo, a investigação, que durou sete meses, gerou diversas queixas de médicos e pacientes à administração do hospital e aos órgãos reguladores da área médica.

A maioria das mulheres entrevistadas pelo programa Four Corners tinha sido submetida ao chamado procedimento 35641, destinado a casos de endometriose grave, em circunstâncias nas quais os seus exames não apresentavam endometriose ou apenas uma endometriose leve.

Esta cirurgia custa mais de mil dólares (cerca de 5,2 mil reais), um valor significativamente maior do que outros que cobrem procedimentos como a laparoscopia, para casos de endometriose menos grave.

Entre as pessoas que receberam queixas sobre o Gordon em Epworth, estavam três diretores de serviços médicos e uma enfermeira-chefe que supervisionava as enfermeiras do centro cirúrgico.

A endometriose grave, ou "endometriose infiltrativa profunda", afeta apenas cerca de 20% das mulheres com a doença. Ginecologistas entrevistados pela ABC afirmaram que submetem as pacientes à cirurgia 35641 apenas em circunstâncias muito raras.

A primeira-ministra de Victoria, Jacinta Allan, já reagiu à reportagem, afirmando estar indignada com as alegações e garantindo que as denunciou à polícia.

"Remover os órgãos de uma mulher sem necessidade clínica é crime", afirmou em um comunicado divulgado na terça-feira. A polícia local confirmou posteriormente que estava investigando as denúncias.

Ao longo dos últimos cinco anos, médicos e pacientes apresentaram diversas queixas sobre os métodos do médico Simon Gordon à Agência Reguladora de Profissionais de Saúde da Austrália.

Os focos de endometriose encontram-se mais frequentemente nos ovários, nas trompas, nos ligamentos que sustentam o útero e no revestimento da cavidade pélvica ou abdominal. Os principais sintomas são a dor menstrual (dismenorreia), dor na relação sexual (dispareunia), dor ao evacuar (disquezia) e dor ao urinar (disúria). No entanto, há outras dores associadas como a abdominal ou torácica e cada doente apresenta sintomas e níveis muito distintos de dor.

 

 

por Notícias ao Minuto

SÃO CARLOS/SP - O município de São Carlos contabiliza, até o momento, 118 confirmações de dengue neste ano. Além disso, seis casos permanecem sob análise laboratorial e 57 suspeitas foram descartadas nesta semana após exames conclusivos. Não há registro de mortes associadas à doença em 2026.

No monitoramento das demais doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, os dados indicam cenário controlado. As 26 notificações de chikungunya registradas até agora foram descartadas, assim como os 20 casos suspeitos de zika vírus. Para febre amarela, não houve sequer notificação.

As autoridades sanitárias seguem acompanhando o quadro epidemiológico e orientam a população a manter quintais limpos, evitar o acúmulo de água parada e procurar atendimento médico ao apresentar sintomas como febre alta, dores no corpo e manchas na pele.

O controle da dengue, segundo a Vigilância, depende diretamente da colaboração da comunidade na prevenção.

BRASÍLIA/DF - Em meio ao aumento da demanda por atendimento psicológico e psiquiátrico no país, um programa vem sendo implementado de forma experimental em pelo menos duas cidades brasileiras para ampliar o cuidado no Sistema Único de Saúde (SUS).

Desenvolvido pela organização sem fins lucrativos ImpulsoGov, sediada em São Paulo, o Programa de Saúde Mental para Atenção Primária à Saúde (Proaps) está em fase de testes em Aracaju e Santos. A proposta é capacitar enfermeiros e agentes comunitários de saúde para oferecer acolhimento estruturado a pacientes com sintomas leves ou moderados de transtornos mentais. O trabalho é feito sob supervisão de psicólogos e psiquiatras vinculados à Rede de Atenção Psicossocial ou contratados pela entidade.

O Proaps também começou a ser implementado em São Caetano do Sul (SP), mas foi encerrado por motivos que a prefeitura não explicou à reportagem.

A saúde mental é um problema que preocupa 52% dos brasileiros. Além disso, 43% relatam dificuldades de acesso por causa do custo ou da demora na rede pública.  

A metodologia segue diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Sistema Único de Saúde (SUS). O curso prevê 20 horas de formação teórica. Casos considerados graves são encaminhados à rede especializada.

Os acordos para capacitação foram firmados pelos próprios municípios que têm autonomia para implementar iniciativas de qualificação profissional.

Segundo a ImpulsoGov, os primeiros resultados indicam redução média de 50% nos sintomas depressivos entre os pacientes acompanhados, além de impacto na diminuição das filas por atendimento especializado.

Delegação de competências

A proposta, contudo, suscita ressalvas de algumas entidades. Sem avaliar diretamente o programa, o Conselho Federal de Psicologia (CFP) sinalizou preocupação quanto aos limites da delegação de competências.

O órgão destaca que o SUS já adota o chamado “matriciamento”, estratégia de integração multiprofissional que articula saúde mental e atenção primária sem substituir a atuação técnica de psicólogos e psiquiatras. Para o conselho, o enfrentamento da crescente demanda passa por investimentos estruturantes, como o fortalecimento dos Centros de Atenção Psicossocial (Caps), a ampliação das equipes e a contratação de especialistas por concurso público.

Dados do Boletim Radar SUS 2025 citados pela entidade indicam que, embora o número de psicólogos no país tenha crescido 160% entre 2010 e 2023, a proporção desses profissionais atuando no SUS diminuiu, ampliando desigualdades regionais, especialmente nas regiões Norte e Nordeste.

Em nota, o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) informou que não tinha conhecimento do projeto. Segundo a entidade, como integrantes das equipes da Atenção Primária à Saúde, os enfermeiros já recebem capacitação para prestar cuidados em saúde mental nos casos considerados leves e moderados, devendo encaminhar os casos graves para os serviços especializados, como os Centros de Atenção Psicossocial (Caps). 

“Já em relação à situação apresentada, é necessário compreender o que está sendo compreendido por supervisão. As atividades de competência privativa dos enfermeiros são exclusivas da categoria, logo, sua supervisão por um profissional de outra categoria parece inadequada”, ponderou o Cofen, destacando a semelhança entre o Proaps e princípios e diretrizes que já norteiam a Política Nacional de Atenção Básica, como o apoio matricial e o compartilhamento de saberes entre as equipes de referência e especialistas. 

“Talvez o que esteja sendo proposto seja a discussão dos casos com as equipes de referência. Essa situação na área da saúde mental é chamada de 'matriciamento' e é recomendada que as equipes dos Caps o realizem juntos às equipes da Atenção Primária, envolvendo não somente a enfermagem, mas os médicos, psicólogos e demais profissionais atuantes nas Estratégias de Saúde da Família (ESF)”, comentou o Cofen ao citar a previsão de articulação das equipes (matriciamento) como forma de garantir um atendimento integral e resolutivo.

Defesa da complementaridade

Coordenadora de produtos da ImpulsoGov, Evelyn da Silva Bitencourt afirma que o objetivo do Proaps não é substituir psicólogos ou psiquiatras, mas capacitar profissionais que já atuam na porta de entrada do sistema.

Segundo ela, a saúde mental está entre os cinco principais motivos de atendimento na atenção básica, ao lado de hipertensão, diabetes e cuidados infantis. 

“É uma demanda que já chega na atenção primária, mas para a qual os profissionais não especializados não recebem nenhum tipo de formação. Não estamos falando em resolver todas as demandas, mas sim sobre conseguir acolher o que a pessoa está sentindo, conseguir conversar sem invalidar as emoções da pessoa”, afirma a coordenadora

Após a identificação do sofrimento emocional - que pode incluir a aplicação de instrumentos como o PHQ-9, utilizado para rastrear sintomas depressivos -, o profissional decide se o paciente pode ser acompanhado na própria unidade ou se deve ser encaminhado a um especialista.

"Se for um munícipe em sofrimento leve ou moderado, eles [enfermeiros e agentes comunitários] têm instrumentos para atender à pessoa na própria unidade, por até quatro encontros, seguindo um protocolo de acolhimento interpessoal baseado em evidências.”

Para a coordenadora, a iniciativa reforça o matriciamento ao oferecer instrumentos complementares às equipes da atenção primária e fortalecer a articulação com a rede especializada.

Autonomia local 

Procurado pela Agência Brasil, o Ministério da Saúde informou que estados e municípios têm autonomia para implementar iniciativas de qualificação profissional, conforme o modelo de gestão tripartite do SUS. 

A pasta destacou que o país conta com uma das maiores redes públicas de saúde mental do mundo, com mais de 6,27 mil pontos de atenção em saúde mental, incluindo cerca de 3 mil Centros de Atenção Psicossocial (Caps). Ainda segundo o ministério, o investimento federal na área cresceu 70% entre 2023 e 2025, alcançando R$ 2,9 bilhões no último ano.

Projetos piloto

Em Aracaju, o programa foi implementado por meio de acordo de cooperação técnica firmado em 2024 e renovado até 2027. Segundo a prefeitura, 20 servidores de 14 unidades participaram da capacitação no ano passado, realizando 472 atendimentos iniciais. Mais da metade dos pacientes atendidos acessava o serviço pela primeira vez.

Na capital sergipana, os primeiros resultados indicam redução média de 44% nos sintomas depressivos e melhora de quase 41% na percepção subjetiva do humor. A rede municipal conta atualmente com 28 psicólogos e cinco médicos de saúde mental, que atendem, em média, 1.950 pacientes por mês.

Em Santos, no litoral paulista, o programa começou a ser aplicado em outubro de 2025. Entre dezembro e janeiro, 314 usuários foram atendidos com base na metodologia. O município avalia ampliar a capacitação para mais profissionais da atenção primária, com o objetivo de ampliar o acesso da população ao atendimento em saúde mental.

“Os resultados ainda são parciais, mas vem demonstrando a importância da qualificação dos colaboradores da Atenção Primária”, reforçou a prefeitura.

Atualmente Santos conta com 127 especialistas (98 técnicos de nível superior e 29 médicos) distribuídos por 13 unidades de saúde (Centros de Atenção Psicossocial; Serviços de Reabilitação Psicossocial e de Residência Terapêutica).

 

 

AGÊNCIA BRASIL

SÃO CARLOS/SP - A Secretaria Municipal de Saúde (SMS), por meio do Departamento de Gestão do Cuidado Ambulatorial (DGCA), realizou na última sexta-feira (20/02), no auditório do Paço Municipal, um curso de capacitação sobre detecção precoce do câncer bucal, voltado aos profissionais da rede municipal.

A iniciativa teve como objetivo qualificar e aprimorar as habilidades clínicas e técnicas das equipes, com foco na identificação precoce da doença e na melhoria da assistência prestada à população.

A formação foi ministrada pelo professor e cirurgião-dentista Juliano Pacheco, coordenador de pesquisa do Hospital do Câncer de Ribeirão Preto e membro da Câmara Técnica em Laser do CROSP, e pela professora Milena Rodrigues Vasconcelos, mestre e doutora pelo Programa de Oncologia Clínica, Células Tronco e Terapia Celular da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP-USP).

De acordo com Milena Rodrigues Vasconcelos, a capacitação em diagnóstico precoce do câncer de boca é estratégica para a saúde pública. Segundo ela, a doença ainda é frequentemente diagnosticada em estágios avançados, o que reduz as chances de cura e aumenta a morbidade, os custos hospitalares e o impacto social.

“Quando capacitamos cirurgiões-dentistas e equipes da atenção básica para reconhecer lesões potencialmente malignas e sinais iniciais do carcinoma espinocelular, conseguimos identificar casos suspeitos mais cedo, reduzir a mortalidade, evitar tratamentos mutiladores e melhorar a qualidade de vida dos pacientes”, destacou.

O professor Juliano Pacheco ressaltou que o enfrentamento do câncer exige atuação preventiva e práticas baseadas em evidências científicas. Ele lembrou que, embora o Brasil esteja entre os países com maior número de faculdades de Odontologia, cerca de 80% dos casos de câncer de cabeça e pescoço ainda são diagnosticados tardiamente. “Esse cenário pode ser transformado com a qualificação permanente dos profissionais. Quando a doença é identificada na fase inicial, as taxas de cura podem chegar a 90%”, afirmou.

A diretora do Departamento de Gestão do Cuidado Ambulatorial (DGCA), enfermeira Lindiamara Soares, ressaltou que a capacitação permitiu aos servidores esclarecer dúvidas e aprofundar conhecimentos sobre a identificação de lesões suspeitas em estágio inicial. Segundo ela, ações como essa fortalecem a rede de atenção básica, contribuem para a redução da mortalidade e evitam tratamentos mais agressivos, garantindo mais qualidade de vida aos pacientes.

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