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Segunda reunião do Centro de Operações de Emergência atualiza números, reforça ações intersetoriais e cobra responsabilidade de proprietários de imóveis abandonados

 

ARARAQUARA/SP - O Centro de Operações de Emergência em Saúde Pública para Dengue e outras Arboviroses (COE) realizou seu segundo encontro, reunindo representantes de diversas secretarias e setores da administração pública. O foco foi a atualização dos dados da dengue no município, a avaliação das ações já implantadas e o reforço das estratégias articuladas entre diferentes áreas da gestão para o enfrentamento da epidemia.

Durante a reunião, foi apresentado o cenário atualizado da dengue. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, entre janeiro e abril, mais de 179 mil residências foram vistoriadas. Os bairros Centro e Vila Xavier concentram o maior número de casos. Até o momento, o município registra 13.570 casos confirmados, com 13 internações. Outros 1.413 exames seguem em análise, 30 tiveram resultado inconclusivo e 3.330 foram descartados.

A vacinação contra a dengue segue abaixo do esperado, com apenas 8,16% do público-alvo completamente imunizado. Este grupo é formado por 13.964 crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, dos quais apenas 1.139 receberam as duas doses. Em relação à primeira dose, 3.692 doses foram aplicadas, correspondendo a 26,44% do total previsto.

Durante o encontro, o prefeito Dr. Lapena reforçou o empenho das equipes e a importância da união entre as secretarias no combate à doença. “Vejo o quanto nossos servidores estão se dedicando para conter essa epidemia, seja na prevenção, no combate aos focos ou no tratamento. Infelizmente, ainda não se encontrou uma forma de eliminar o mosquito. Enquanto isso, seguimos firmes, e parabenizo todos os envolvidos pela seriedade com que atuam”, afirmou o prefeito, que também chamou a atenção de parte da população e empresários que ignoram notificações e mantêm áreas com criadouros. "A maioria dos focos está em imóveis abandonados, terrenos baldios e casas fechadas. Muitos são notificados, multados e, mesmo assim, não tomam providências. Precisamos reforçar o apoio do Ministério Público para garantir que essas propriedades sejam cuidadas”, completou, citando a existência de Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) firmados com imobiliárias.

O secretário municipal de Saúde, Dr. Abelardo Ferrarezi, anunciou a mudança no horário de funcionamento do Dengário, que passará a atender das 7h às 19h, a partir desta sexta-feira (16). “Essa alteração foi possível graças à estabilização dos atendimentos e à queda no número de casos graves. O serviço seguirá funcionando até a alta do último paciente. Lembramos que todos devem apresentar documento com foto e, se tiverem, o cartão de acompanhamento”, explicou.

A subsecretária de Vigilância em Saúde, Alessandra Nascimento, destacou os resultados positivos das ações intersetoriais implantadas após a primeira reunião do COE, que tiveram impacto direto na redução de novos casos. “Apesar de termos ultrapassado os 13 mil casos, observamos uma redução significativa nas notificações. Contudo, seguimos em alerta com a circulação do sorotipo 3, que pode causar novos surtos. Ainda temos uma parcela da população suscetível. As ações articuladas entre as diferentes áreas da administração pública foram fundamentais para o resultado que estamos alcançando, e precisamos manter esse esforço conjunto”, alertou.

Mesmo com a chegada do clima mais frio, quando normalmente há uma redução nos casos, as autoridades reforçam que o mosquito Aedes aegypti segue ativo mesmo neste período, exigindo a continuidade das ações de eliminação de criadouros e o envolvimento da população.

Prevenção segue como prioridade
A vacinação permanece disponível para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h, nas Unidades Básicas de Saúde, e das 8h às 15h, na unidade do Sesa. É necessário apresentar documento com foto e carteira de vacinação. O esquema prevê duas doses com intervalo de três meses, sendo que jovens que já tiveram dengue devem aguardar seis meses para iniciar a imunização.

Outro ponto debatido foi a efetividade do fumacê. Especialistas alertaram que a aplicação de inseticida tem eficácia limitada, já que a fumaça não alcança locais onde o mosquito costuma se esconder, como debaixo de camas, dentro de móveis e atrás de cortinas. Além disso, o método representa um impacto ambiental desnecessário. A medida mais eficaz continua sendo a eliminação dos criadouros.

A orientação permanece clara: eliminar qualquer acúmulo de água parada é essencial para conter a proliferação do mosquito. A responsabilidade é coletiva, e o envolvimento da população segue sendo decisivo para superar este momento crítico.

Durante a cerimônia, o parlamentar anunciou uma nova emenda para a instituição

 

SÃO CARLOS/SP - A Santa Casa de São Carlos realizou nesta última quarta-feira (14), no Auditório Alois Partel, a cerimônia de reinauguração do Bloco E2 das enfermarias, espaço que passou por ampla revitalização graças a recursos destinados pelo deputado federal Cezinha de Madureira. O parlamentar participou do evento e anunciou uma nova emenda de R$ 500 mil, que será utilizada para a revitalização do Bloco B2.

O Bloco E2 recebeu melhorias estruturais, novo mobiliário e adequações importantes, como a adaptação de um dos quartos para atender pacientes em pós-operatório de cirurgia bariátrica, garantindo mais conforto, segurança e qualidade na recuperação desses usuários. Após a solenidade, as autoridades presentes visitaram as novas instalações e descerraram uma placa em homenagem ao deputado, como forma de reconhecimento pelo apoio à saúde pública da região.

Durante sua fala, o deputado Cezinha de Madureira destacou o compromisso com a Santa Casa. “É uma alegria ver o resultado do nosso trabalho chegando à população. A Santa Casa de São Carlos tem um papel fundamental na saúde da cidade e da região, e seguiremos trabalhando juntos para fortalecer cada vez mais essa instituição tão importante”, afirmou.

O provedor da Santa Casa, Antonio Valerio Morillas Junior, agradeceu a parceria. “O apoio do deputado Cezinha tem feito a diferença. A revitalização do Bloco E2 é um exemplo concreto do que conseguimos realizar com responsabilidade e boas parcerias. Essa nova emenda para o Bloco B2 nos permitirá avançar ainda mais na modernização da nossa estrutura.”

O prefeito de São Carlos, Netto Donato, também falou sobre a importância da Santa Casa para a cidade e valorizou o trabalho dos profissionais da instituição. “A Santa Casa é uma referência por onde passamos. A excelência da instituição, que é reconhecida e elogiada em todo o Brasil, está diretamente ligada à capacidade técnica dos seus profissionais. É um orgulho ver um trabalho tão sério sendo realizado aqui.”

O presidente da Câmara Municipal, Lucão Fernandes, reforçou o papel do Legislativo no fortalecimento da instituição. “A Santa Casa é motivo de orgulho para todos nós. Quando unimos forças, o Executivo, Legislativo e bancada federal, conseguimos entregar melhorias reais para a população. E é isso que estamos vendo hoje: um espaço mais digno para acolher quem mais precisa”, declarou.

Além do deputado, do provedor e do prefeito, participaram do evento o presidente da Câmara Municipal, Lucão Fernandes; o secretário municipal de Saúde, Leandro Pilha; o diretor técnico, Dr. Roberto Muniz Junior; a diretora de Práticas Assistenciais, Dra. Carolina Toniolo Zenatti; o diretor financeiro e administrativo, Danilo Carvalho Oliveira; o vice-diretor técnico, Dr. Flávio Guimarães; o diretor executivo da UNICEP, Marcelo Lourenço; o assessor de Assuntos Institucionais e Governamentais da Santa Casa, Marcos Daniel; o pastor Ismael da Silva, presidente da Igreja Assembleia de Deus de Madureira; mesários e colaboradores.

SÃO CARLOS/SP - A Secretaria Municipal de Saúde (SMS), por meio dos departamentos de Vigilância em Saúde e de Gestão do Cuidado Ambulatorial realiza no próximo sábado (17/05), das 13h às 17h,  primeiro “Dia D” de vacinação para atualizar as cadernetas de vacinação de crianças e adolescentes de 9 a 14 anos (14 anos, 11 meses e 29 dias), estudantes da rede municipal e estadual de ensino.

A iniciativa integra o Programa Saúde na Escola, coordenado pelos Ministérios da Saúde e da Educação e que tem como objetivo principal ampliar a cobertura vacinal, reduzir a incidência de doenças imunopreveníveis, combater a desinformação sobre vacinas e reforçar a importância da imunização como ferramenta de saúde pública.

Todos os pais e responsáveis pelos alunos matriculados nas 62 escolas municipais e nas 34 estaduais receberam um comunicado informando da ação e da importância da imunização. “Esta faixa etária, muitas vezes subestimada no calendário vacinal, é estratégica para a prevenção de enfermidades que podem comprometer o bem-estar individual e coletivo. É fundamental que os responsáveis estejam atentos ao calendário vacinal e levem os jovens aos postos de saúde. Campanhas educativas nas escolas e parcerias com profissionais da saúde são ferramentas essenciais para reverter o cenário de baixa adesão”, acredita Denise Martins, diretora de Vigilância em Saúde.

O secretário municipal de Saúde, Leandro Pilha, lembra que  os especialistas alertam que a hesitação vacinal, alimentada por desinformação e fake news, tem levado à queda nas coberturas vacinais em todo o país. Segundo o Ministério da Saúde, esse declínio coloca em risco a eliminação de doenças antes com troladas, como o sarampo e a poliomielite.

“Promover a vacinação entre jovens de 9 a 14 anos não é apenas uma questão de saúde individual: é um compromisso com o futuro do país. Mais do que nunca, investir em prevenção é investir em vidas”, acredita Pilha.

Os imunizantes serão aplicados, das 13h às 17h, nas seguintes unidades de saúde: UBS Aracy, UBS Botafogo, UBS Delta, UBS São José, USF Arnon de Melo, USF Santa Angelina, USF São Rafael, USF Itamaraty, USF CDHU e USF Zavaglia.

As vacinas serão aplicadas conforme a faixa etária recomendada e incluirão os imunizantes contra febre amarela, tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), DTP (tríplice bacteriana), meningocócica ACWY e HPV (Papilomavírus Humano). A aplicação das doses dependerá da autorização, já enviada pelas escolas, dos pais ou responsáveis.

SÃO CARLOS/SP - O secretário municipal de Saúde de São Carlos, Leandro Pilha, representando o prefeito Netto Donato, esteve reunido na última terça-feira (13/05), em São Paulo, com o secretário de Estado da Saúde, Eleuses Paiva, e com o deputado estadual Carlão Pignatari. A principal pauta do encontro foi a solicitação de apoio para a ampliação da estrutura do Hospital Universitário da Universidade Federal de São Carlos (HU-UFSCar).

Pilha esteve acompanhado da diretora de Vigilância em Saúde, Denise Martins. Entre os pedidos, destacou-se a criação de um setor de hemodiálise no hospital, aquisição de quatro veículos para as equipes de Vigilância em Saúde e a compra de uma Van que será adaptada para funcionar como uma sala de vacinação móvel, o "Vacimóvel". Também foi solicitado o aumento do Teto de Média e Alta Complexidade (MAC), recurso destinado a complementar o custeio dos serviços de assistência à população. Hoje o Teto MAC de São Carlos está em R$ 92.765.321.20.

Segundo o secretário municipal, a instalação de um setor de hemodiálise é uma demanda antiga. "Hoje, cerca de 30 pacientes de São Carlos precisam se deslocar para outras cidades ou permanecer internados em hospitais para fazer o tratamento. Isso causa transtornos e dificulta o acompanhamento médico adequado", afirmou Leandro Pilha.

A proposta da Van é criar uma estrutura itinerante de vacinação, facilitando o acesso da população aos imunizantes e contribuindo para ampliar a cobertura vacinal no município.

O deputado Carlão Pignatari destacou a importância dos pedidos. “Me comprometo a liberar recursos, via emenda parlamentar, para a aquisição da Van, pois vejo ser uma ação importantíssima para aumentarmos os índices de cobertura vacinal. Também vou trabalhar para viabilizar recursos para os demais veículos e levar a demanda da hemodiálise ao ministro Padilha”, afirmou.

O secretário estadual Eleuses Paiva elogiou a iniciativa da gestão municipal. “A interiorização da saúde é uma prioridade do governo estadual. As demandas apresentadas por São Carlos são legítimas e refletem um planejamento sério. Vamos analisar com atenção os pedidos, especialmente a questão da hemodiálise, que pode transformar a qualidade de vida de muitos pacientes. A Secretaria está aberta ao diálogo e à construção conjunta de soluções”, declarou Paiva.

SÃO CARLOS/SP - O primeiro trimestre de 2025 marcou uma conquista histórica para a saúde pública de São Carlos: a Santa Casa e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) da cidade foram reconhecidos com o Diamond Status Angels, uma das mais importantes certificações internacionais em excelência no atendimento ao Acidente Vascular Cerebral (AVC).

A premiação é concedida pelo programa Angels, presente em mais de 100 países, e reconhece hospitais e serviços de emergência pré-hospitalar que seguem rigorosos protocolos de qualidade no cuidado ao AVC. No Brasil, apenas 13 serviços de emergência e 25 hospitais conquistaram esse selo neste período, e São Carlos está entre os poucos municípios que obtiveram o reconhecimento nas duas frentes: atendimento pré-hospitalar e hospitalar.

O SAMU se destacou pelos indicadores de agilidade e eficiência no socorro, como o tempo médio de atendimento inferior a 25 minutos, a pré-notificação ao hospital em praticamente todos os casos, o encaminhamento de pacientes para unidades capacitadas para AVC e a comunicação de informações cruciais, como o horário do último momento visto normal e o uso de medicamentos. Esses resultados mostram o preparo da equipe para garantir que os pacientes cheguem ao hospital dentro da chamada “janela terapêutica”, ou seja, o período crítico para o início de tratamentos capazes de reduzir ou reverter as sequelas do AVC.

Já a Santa Casa consolidou sua posição como referência nacional no tratamento hospitalar do AVC, com resultados expressivos nos tempos porta-agulha e porta-punção, taxa de recanalização, realização de exames de imagem, rastreio para disfagia, prescrição de medicamentos na alta e internação de todos os pacientes em unidades especializadas. A conquista do Diamond Status coloca a instituição entre os melhores hospitais do Brasil e do mundo no cuidado com pacientes com AVC.

O coordenador do Serviço de Neurologia da Santa Casa, Dr. Vitor Pugliesi, celebrou a premiação. “O Diamond Status é mais do que um selo de qualidade, ele comprova que estamos entre os melhores do mundo no tratamento do AVC. Isso é resultado de investimento em capacitação, estrutura e, principalmente, de um compromisso diário com a excelência no cuidado ao paciente”, destacou.

Para o provedor da Santa Casa, Antonio Valério Morillas Junior, a certificação é motivo de orgulho e comprova o compromisso das equipes envolvidas. “Esse prêmio é o reflexo de um trabalho incansável e integrado entre os profissionais da Santa Casa e o SAMU. São médicos, enfermeiros, técnicos, socorristas e gestores empenhados em oferecer um atendimento ágil, humanizado e baseado em protocolos que salvam vidas”, afirmou.

Capacitação de professores reforça ações de prevenção e resposta rápida ao AVC

A excelência no atendimento ao AVC também se reflete nas ações educativas e preventivas da Santa Casa. Como parte das estratégias para ampliar a conscientização e a resposta rápida aos sinais do AVC, teve início nesta última segunda-feira (12) a capacitação de professores da rede municipal de ensino.

A iniciativa é promovida pela Santa Casa em conjunto com a Secretaria Municipal de Educação, com apoio da equipe do programa Angels e a participação de estudantes de graduação da UFSCar. O objetivo é preparar, inicialmente, os professores para identificar sinais e sintomas do AVC e saber como agir em casos de emergência. Em um segundo momento, os alunos também serão envolvidos, atuando como multiplicadores da informação.

EUA - O Hospital St. Vincent, localizado em Green Bay, no estado de Wisconsin, está vivenciando uma coincidência rara e curiosa: 14 enfermeiras obstetras da instituição estão grávidas ao mesmo tempo. A informação foi confirmada pelo próprio hospital, que brinca com a situação, chamando-a de um verdadeiro “baby boom”.

“Quando ela contou que estava grávida logo no início, pensei: eu também!”, contou a enfermeira Anna Cody à emissora local NBC26. Anna e sua colega Molly Van Enkenvort têm apenas quatro dias de diferença entre as datas previstas para o parto. “Isso nos dá mais apoio”, completou Molly, destacando a rede de suporte mútuo que se formou entre as futuras mães. “Estamos todas nos ajudando”, disse.

A gestação em série vem chamando atenção até dos pacientes. “As pessoas andam pelo corredor e dizem: ‘Ali tem uma grávida, ali tem outra — todas as enfermeiras estão grávidas!’”, relatou Ashlyn Short, outra integrante do grupo.

A diretora de enfermagem do hospital, Amy Bardon, afirmou que o anúncio coletivo ganhou um significado ainda mais especial por ter ocorrido durante a Semana dos Enfermeiros, comemorada entre os dias 6 e 12 de maio, e poucos dias antes do Dia das Mães, celebrado nos Estados Unidos no último domingo (11).

“É muito especial. Todas essas mulheres ocupam um lugar especial no meu coração. Trabalhamos juntas há anos. Estive presente para o nascimento de alguns dos filhos delas e agora vamos viver tudo isso juntas mais uma vez”, declarou emocionada.

Segundo o hospital, os bebês devem nascer entre maio e o outono.

 

por Notícias ao Minuto

SÃO CARLOS/SP - O vereador Bruno Zancheta realizou visitas às unidades básicas de saúde (UBS) dos bairros Santa Felícia, Vila São José, Cidade Aracy e Redenção para acompanhar de perto os plantões especiais voltados ao combate à dengue, promovidos pela Secretaria Municipal de Saúde.

Durante os plantões, que acontecem das 17h às 20h, a população tem acesso a atendimento médico, realização de testes rápidos e exames laboratoriais voltados à detecção e tratamento da dengue. A ação tem como objetivo ampliar o acesso da população aos serviços de saúde, especialmente fora do horário comercial, garantindo agilidade e acolhimento no atendimento aos casos suspeitos da doença.

“É fundamental valorizar o trabalho dos servidores que estão na linha de frente, se dedicando ao cuidado da população nesse momento. Visitei todas as unidades para ver de perto a estrutura e me colocar à disposição para avançarmos no que for necessário. Precisamos estar vigilante com o expressivo aumento no número de casos”, destacou o vereador Bruno Zancheta.

A iniciativa reforça a importância da vigilância constante e do trabalho conjunto entre poder público e comunidade para conter o avanço da dengue na cidade.

SÃO CARLOS/SP - Pesquisadores do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP), da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC/USP), da Faculdade de Odontologia da USP de Ribeirão Preto (FORP/USP) e da empresa “BR Labs” desenvolveram um tratamento a laser que melhora significativamente a resistência de instrumentos cirúrgicos contra ferrugem e desgaste, considerado um avanço revolucionário na área da saúde e que promete aumentar a segurança e a eficiência dos procedimentos cirúrgicos. Essa inovação, publicada na revista científica “Materials – MDPI”, pode reduzir custos hospitalares, aumentar a durabilidade dos equipamentos e proporcionar maior segurança aos pacientes.

Uma nova era para os equipamentos cirúrgicos

Os instrumentos cirúrgicos de aço inoxidável são essenciais para procedimentos médicos, mas, ao longo do tempo, a tendência é sofrerem processos de corrosão devido ao contato com líquidos e produtos de esterilização. Essa corrosão pode comprometer a integridade dos equipamentos, aumentando os riscos de infecção nos pacientes e tornando necessária a substituição frequente dos instrumentos.

O novo tratamento a laser cria uma barreira protetora na superfície do material, reduzindo esses danos e prolongando sua vida útil. Essa tecnologia representa um grande avanço na busca por instrumentos mais seguros e eficientes, ajudando a garantir a qualidade dos procedimentos médicos e a segurança dos pacientes.

Equipamentos tratados com laser já demonstraram uma maior resistência, mesmo em contato constante com líquidos agressivos, como soluções de limpeza e fluidos corporais. Este novo método promove a redução do desgaste dos instrumentos, garantindo maior tempo de uso e eficiência, reduzindo a necessidade de descarte precoce, sendo que, desta forma, os hospitais podem gastar menos na reposição frequente de instrumentos, direcionando recursos para outras áreas essenciais da saúde. Além disso, a integridade preservada dos instrumentos reduz o risco de contaminação e complicações pós-operatórias, tornando os procedimentos cirúrgicos mais confiáveis.

Além dos equipamentos médicos, esta inovação tem potencial para ser aplicada em outras áreas que exigem alta resistência à corrosão, como a indústria aeroespacial, automobilística e a fabricação de componentes eletrônicos.

A resistência aprimorada dos materiais tratados a laser pode beneficiar diversos setores que dependem de metais duráveis e de alta performance. Os pesquisadores continuarão testando a eficácia do tratamento a laser em diversas condições, incluindo contato com sangue e produtos de limpeza hospitalares, ampliando suas possibilidades de aplicação.

Sobre as particularidades desta pesquisa, a pesquisadora do IFSC/USP, Drª Fátima Maria Mitsue Yasuoka, que é uma das autoras do artigo científico, comenta: “Este trabalho é um excelente resultado de cooperação de alunos de iniciação científica, pesquisadores e professores de diferentes unidades da USP e do setor privado representada pela empresa “BR Labs Tecnologia Óptica e Fotônica Ltda”. O envolvimento de alunos de iniciação científica é um aspecto crucial, pois proporciona a esses estudantes a oportunidade de vivenciar o processo de pesquisa na prática, desenvolver habilidades e despertar o interesse pela ciência. Esta experiência serve como um incentivo para a continuidade das pesquisas e para o desenvolvimento de novos projetos, tanto para os participantes diretos quanto para a comunidade científica. Essa sinergia de conhecimentos e recursos é fundamental para o avanço científico e tecnológico do país”.

Junto com Fátima Maria Mitsue Yasuoka assinam este estudo os pesquisadores Vinicius da Silva Neves, Felipe Queiroz Correa, Murilo Oliveira Alves Ferreira, Alessandro Roger Rodrigues, Witor Wolf, Rodrigo Galo e Jéferson Aparecido Moreto.

Confira o artigo científico no link

https://www2.ifsc.usp.br/portal-ifsc/wp-content/uploads/2025/05/YASUOKA.pdf

SÃO CARLOS/SP - A Santa Casa de São Carlos realizou, neste último final de semana, a captação dos rins, fígado e córnea de uma paciente de 56 anos, reafirmando seu compromisso com a doação de órgãos e com a vida. Os rins e o fígado foram captados por equipes de Ribeirão Preto, enquanto a córnea foi retirada pela Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT) da própria instituição.

A ação foi conduzida com agilidade, respeito e humanização, em parceria com a família da doadora, que autorizou o procedimento, permitindo que outras pessoas tenham a chance de recomeçar por meio do transplante.

O coordenador de enfermagem do Centro Cirúrgico, Tiago Clezer, membro da CIHDOTT, destacou a importância do diálogo entre as famílias sobre o tema. “Cada captação representa uma esperança para quem aguarda na fila por um transplante. É fundamental que as famílias conversem sobre a doação de órgãos, pois esse diálogo pode salvar muitas vidas. Agradecemos profundamente aos familiares da doadora por esse gesto de amor ao próximo.”

O provedor da Santa Casa, Antonio Valerio Morillas Junior, reforçou o compromisso da instituição com a causa. “A Santa Casa se orgulha de ser referência em captação de órgãos, atuando com responsabilidade, humanização e compromisso com a saúde pública. Parabenizo toda a equipe envolvida e, principalmente, a família da doadora, pela nobreza de sua decisão.”

BRASÍLIA/DF - Uma pesquisa realizada em abril mostrou que 90% dos brasileiros maiores de 18 anos que têm acesso à internet acreditam que adolescentes não recebem o apoio emocional e social necessário para lidar com o ambiente digital, em especial as redes sociais. Foram ouvidos no levantamento mil brasileiros conectados de todas as regiões e classes sociais, com 18 anos ou mais.

A margem de erro é de 3 pontos percentuais para o total da amostra, considerando um intervalo de confiança de 95%.

Segundo a pesquisa, 9 em cada 10 brasileiros acreditam que os jovens não têm apoio emocional e social suficiente, enquanto 70% defendem a presença de psicólogos nas escolas como caminho essencial para mudar esse cenário.

O levantamento foi realizado pelo Porto Digital, em parceria com a Offerwise, empresa especializada em estudos de mercado na América Latina e no universo hispânico, a partir da repercussão de um seriado que abordou o lado sombrio da juventude imersa no mundo digital e o abismo entre pais e filhos.

Para 57% dos entrevistados, o bullying (agressão intencional e repetitiva, que pode ser verbal, física, psicológica ou social, para intimidar uma pessoa) e violência escolar são um dos principais desafios de saúde mental. Também estão entre os principais desafios atualmente enfrentados pelos jovens a depressão e a ansiedade (48%) e a pressão estética (32%).

 

Na avaliação do presidente do Porto Digital, Pierre Lucena, a série Adolescência, apresentada pela rede de streaming Netflix, colocou em evidência a necessidade de se debater a questão.

“O cuidado com a juventude deve ser um compromisso compartilhado, que envolve escolas, famílias, empresas e governos. Essa pesquisa evidencia que não basta discutir inovação tecnológica – é preciso humanizá-la e colocá-la a serviço da sociedade”, disse. “O futuro da inovação está diretamente ligado à forma como cuidamos dos nossos jovens. Não basta impulsionar avanços tecnológicos — é fundamental criar pontes entre a tecnologia e a transformação social real”, afirmou.

A pesquisa mostra que uma das ferramentas usadas pelos pais é o controle do tempo de navegação na internet. Segundo o estudo, entre crianças de até 12 anos, o controle tende a ser mais rígido e constante, inclusive com o uso de mecanismos de monitoramento. No entanto, apenas 20% dos pais responderam que pretendem usar futuramente alguma ferramenta de controle.

Já entre os adolescentes de 13 a 17 anos, a supervisão tende a diminuir. Os pais ainda acompanham, mas de forma mais flexível, permitindo maior autonomia.

Para o diretor-geral da Offerwise, Julio Calil, o cenário mostra a necessidade de desenvolvimento de espaços de acolhimento e orientação, tanto para os pais quanto para os filhos, como alternativas para proteção no ambiente digital.

“Os resultados da pesquisa nos mostram que a população enxerga a necessidade de um esforço conjunto para criar espaços mais seguros e de apoio nas escolas, especialmente diante do uso precoce e intenso das redes sociais”, apontou.

Plataformas

Recentemente, as principais plataformas digitais modificaram suas regras para restringir ou excluir a moderação de conteúdos publicados na internet, dificultando a identificação de contas ou publicações com conteúdos considerados criminosos.

Para o professor adjunto de psicologia da Universidade Federal de Pernambuco, Luciano Meira, tal decisão parece priorizar interesses comerciais e políticos dos proprietários das redes.

“Essa decisão diminui a responsabilidade social das big techs, das corporações, das organizações controladoras das plataformas. Isso tem um impacto direto na proliferação de ódio, desinformação, conteúdos prejudiciais em diversas camadas,  especialmente, entre populações vulneráveis. Muito jovens ficam mais expostos a conteúdos inadequados sem essa moderação e, claro, quando se trata de desinformação, isso ataca instituições e a própria democracia”, avaliou.

Na outra ponta, o Supremo Tribunal Federal (STF) está julgando a constitucionalidade do Artigo 19 do Marco Civil da Internet (Lei 12.965/2014), segundo o qual, provedores, websites e redes sociais só podem ser responsabilizados por conteúdo ofensivo ou danoso postado por usuários caso descumpram uma ordem judicial de remoção.

Ph.D. em educação matemática pela Universidade da Califórnia e mestre em psicologia cognitiva, Meira pontua que a ausência de uma decisão sobre o tema pode levar a uma potencial sobrecarga judicial.

“Pode haver um aumento considerável de casos judiciais justamente pela falta dessas ações preventivas. Então, é possível preservar a liberdade de expressão com moderação responsável. A meu ver, o posicionamento é uma rediscussão do Artigo 19 do Marco Civil da Internet para fortalecer o que seria a proteção social, não só de crianças e jovens, mas de avaliar o que se faz com o grupo de idosos hoje, vulnerabilizados por todo um conjunto de ataques, de cooptação a determinados tipos de ideologia”, acrescentou.

Além disso, tramita no Congresso Nacional o Projeto de Lei 2.630 de 2020, conhecido como PL das Fake News, principal proposta de regulação das plataformas digitais. O texto já foi aprovado pelo Senado e está travado na Câmara dos Deputados. A proposta trata da responsabilidade civil das plataformas e também tem elementos de prevenção à disseminação de conteúdos ilegais e danosos a indivíduos ou a coletividades.

“Regular essas plataformas é vital para que tenhamos a manutenção de um espaço social online, produtivo e saudável para todas as pessoas - principalmente jovens e crianças que têm menos mecanismos individuais de proteção”, afirmou. “Aqueles que defendem a desregulamentação total das redes certamente têm uma uma ideia frágil e inconsistente do que é liberdade. Uma liberdade restrita sem controle social destrói, degenera as bases da nossa capacidade de construir e de fazer evoluir uma civilização. Então, claramente, a autorregulação é insuficiente, especialmente em se tratando de empresas que buscam lucro através, por exemplo, da publicidade, do comércio, enfim, as grandes plataformas, as big techs”, alertou.

Enquanto não há uma decisão sobre o tema, o professor considera necessário construir um ambiente de confiança, na escola, na família e nos demais espaços onde crianças e jovens são acolhidos para evitar que crianças e adolescentes acabem sendo submetidos a situações de disseminação de ódio e bullying, entre outras.

“O principal é a construção da confiança entre as pessoas. Sem a construção desses laços, desse relacionamento baseado na confiança, qualquer dessas estratégias não terá os efeitos desejados. A primeira orientação é estabelecer um diálogo aberto. Então, pais, mães, filhos e filhas, eles têm que, de alguma forma, estabelecer, manter, ou evoluir essa interlocução confiante.

De acordo com Meira, esse ambiente propicia a realização de conversas sobre os riscos online e também sobre a forma como se dão os relacionamentos com e nas redes sociais. "Eu entendo que essas são conversas íntimas que, baseadas na confiança, podem progredir de forma saudável”, afirmou.

Outro ponto defendido pelo professor é o estabelecimento de limites claros sobre o uso da internet e de redes sociais como, por exemplo, de tempo e de tipos de relacionamento.

“Isso não vai ser realizado, não vai ser cumprido se não existir um diálogo aberto em que crianças e adolescentes entendam que existem conteúdos inadequados e que precisam ter senso crítico, ter seu pensamento e formas de raciocínio. No entanto, nessa faixa etária, eles simplesmente ainda não conseguem capturar os riscos. Por isso, precisam de um adulto que tenha pelo menos uma intuição mais apurada para identificar formas de cyberbullying, de exposição excessiva, de conteúdos inadequados, de contato com estranhos entre outros tipos de relacionamentos”, disse.

Luciano Meira ressalta que pais e responsáveis tendem a simplesmente restringir ou proibir o uso de redes sociais, sem um diálogo consistente sobre o porquê da decisão.

“Sinto dizer que os responsáveis o proíbem de uma forma muito autocrática e que talvez não surta efeito, porque não se tem controle absoluto sobre o que acontece na vida de absolutamente ninguém. Você pode estabelecer uma forma de monitoramento participativo, em que busca conhecer, e esse monitoramento pode ser apoiado, do ponto de vista técnico, inclusive por softwares, com aplicações computacionais que você instala no notebook, no computador de mesa ou no dispositivo móvel dessa criança ou jovem para ter acesso ao que está acontecendo nesses dispositivos”, sugeriu.

Por fim, o professor afirma  defende que não se deve deixar de lado o mundo real e exemplifica com a legislação que proíbe o uso de celulares nas escolas.

“Mais recentemente, as escolas têm visto alguma movimentação em torno das crianças voltarem a construir relações no mundo físico. Por exemplo, ao proibir o uso de dispositivos nas escolas, convidam as crianças para uma existência que é também offline. No final das contas, um equilíbrio é necessário entre esses mundos para que no final a gente tenha a construção de relacionamentos sociais mais duradouros e que ganhe sustentação na confiança entre as pessoas e não apenas em algoritmos”, concluiu.

 

 

AGÊNCIA BRASIL

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