SÃO CARLOS/SP - Os irmãos Luiz e Raul Shianti brilharam na Corrida USP São Carlos, realizada na manhã de domingo, 29, em um percurso montado no campus 2 da universidade instalada em São Carlos.
Os atletas, que integram a equipe ASA/ADN de atletismo, brilharam. Luiz garantiu a medalha de ouro nos 6 quilômetros e Raul, foi o primeiro colocado nos três quilômetros. Ambos na categoria geral.
De acordo com o técnico e coordenador, Altair Maradona Pereira, Luiz está voltando de uma lesão e correu muito bem. Já Raul está muito forte e evoluindo a cada corrida.
“Os dois, com certeza vão trazer muitos resultados expressinhos para nossa equipe e para São Carlos esse e nos próximos anos. Temos que dar muito mais apoio às pratas da casa e vamos dar”, garantiu Maradona.
SÃO CARLOS/SP - Dia 25 de setembro, às 20h00, o Saguão do Teatro (Centro de Convenções) da Área-2 do Campus USP de São Carlos recebe mais uma edição da “Série Concertos USP”, com o “206º Concerto da USP Filarmônica”, contando com a participação do solista, o saxofonista Samuel Pompeo.
Sob a regência do Maestro Prof. José Gustavo Julião de Camargo, serão interpretadas as obras dos seguintes compositores:
José Gustavo Julião de Camargo (Vista Alegre do Alto, 1961)
- Na Esquina, Outono Dança Folhas
Concerto para Saxofones e Orquestra
Samuel Pompeo (Americana, 1972)
Dodecafonando
Arranjo de Maurício Laws de Souza e Samuel Pompeo para saxofone e orquestra
- Rio Acima
Arranjo de Rafael Piccolotto de Lima para saxofone e orquestra
- Choro Pro Meu Veínho
Arranjo de Dino Barioni para saxofone e orquestra
Alfredo da Rocha Vianna Filho ( Pixinguinha)
(*Rio de Janeiro, 1897 + Rio de Janeiro, 1973)
- Naquele Tempo
Arranjo de Maurício Laws de Souza e Samuel Pompeo para saxofone e orquestra
Domingos Pecci
(*Santos, 1898 +Santos 1976)
- De Cachimbo
Arranjo de Paulo Malheiros para saxofone e orquestra
Com entradas livres e gratuitas, este concerto insere-se nas comemorações do 30º aniversário do IFSC/USP, contando com os apoios dos órgãos dirigentes da USP, Instituto de Química de São Carlos (IQSC/USP), Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP), Centro Cultural da USP São Carlos, Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP-USP), Núcleo de Pesquisa, Ciências da Performance e Música (FFCLRP-USP), Grupo Coordenador das Atividades de Cultura e Extensão do Campus USP de São Carlos (GCACEX) e USP Filarmônica.
Os convites para este concerto estarão sendo distribuídos nos dias 23 e 24 de setembro, na Assessoria de Comunicação do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP) - Área 1 - do Campus USP de São Carlos -, entre as 08h00/11h00 e 14h00/17h30, e no próprio dia do concerto (25/09), a partir das 18h30 na entrada para o Saguão do Teatro (Centro de Convenções) - Área-2 do Campus USP de São Carlos, com entrada pela Avª. José Antônio Santilli, 1050, Bela Vista São-Carlense.
Evento gratuito abordará implicações sociais, ambientais e éticas desta nova era
SÃO CARLOS/SP - Entre os dias 15 e 17 de outubro acontece a primeira edição do evento "Diálogos Avançados", que inaugura a parceria entre o Instituto de Estudos Avançados e Estratégicos (IEAE) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e o Polo São Carlos do Instituto de Estudos Avançados (IEA) da Universidade de São Paulo (USP). A atividade será realizada anualmente no mês de outubro, organizada a partir de temas estratégicos e transversais, colocando em diálogo pesquisadores das duas instituições e o público. Nesta primeira edição, o evento discute "As Ciências diante do Antropoceno", em atividades que acontecem nos campi da USP e da UFSCar na cidade de São Carlos (SP).
De acordo com Adilson Jesus Aparecido de Oliveira, diretor do IEAE-UFSCar, "o tema escolhido vem ao encontro das grandes necessidades do mundo atual. A universidade, como lugar do pensamento e da reflexão, deve ter este tema entre os pontos principais de sua pauta, pois requer expertise de profissionais de diferentes áreas do conhecimento. A ideia dos Diálogos Avançados é não só refletir, mas encontrar diretrizes e caminhos para esse grande desafio da humanidade", afirma Oliveira.
David Sperling, vice-coordenador do Polo São Carlos do IEA-USP, aponta que os "Diálogos Avançados" visam tratar, de forma conjunta e de maneira interdisciplinar, temas emergentes em um mundo cada vez mais complexo e que requer novas abordagens das ciências. "Para inaugurar os Diálogos pensamos ser fundamental atentarmos para o contexto do novo regime climático e o papel dos humanos na crise ambiental planetária, que requer enfrentamentos em diversas escalas, inclusive a local", pontuou, destacando também a importância da parceria entre os dois Institutos: "Temos certeza que esta sinergia entre os institutos trará muitos frutos para a produção de conhecimento, assim como para a cidade, pois um de nossos focos serão as políticas públicas", complementou.
Ao longo dos três dias, os participantes explorarão temas como mudanças climáticas, perda de biodiversidade, crise dos recursos naturais e as desigualdades socioeconômicas exacerbadas pelo impacto humano. Além de diagnosticar os problemas, a proposta é também refletir sobre perspectivas que possam contribuir para um futuro mais sustentável e equitativo. A intersecção entre ciência, tecnologia e sociedade será um eixo central das discussões, enfatizando a necessidade de colaboração entre os saberes para enfrentar os desafios globais do Antropoceno - termo utilizado para descrever o período mais recente da história do Planeta, caracterizado pelo impacto do homem na Terra.
Os "Diálogos Avançados 2024" se configuram como um espaço de troca de conhecimentos e experiências, promovendo a integração entre pesquisadores, estudantes e a sociedade em geral. O evento pretende ampliar a compreensão sobre como as ciências podem responder às crises contemporâneas, oferecendo uma plataforma para a construção coletiva de estratégias que possam guiar a humanidade em tempos de mudanças profundas.
Programação
O evento tem início no dia 15 de outubro, às 18h, com a mesa de abertura que terá a presença de Adilson Jesus Aparecido de Oliveira, diretor do IEAE-UFSCar, Roseli de Deus Lopes, diretora do IEA-USP, Elisabete Moreira Assaf e David Sperling, coordenadora e vice-coordenador do Polo São Carlos do IEA-USP. Na sequência, o convidado Casé Angatu fará a palestra de abertura. Angatu é indígena, historiador e doutor pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP. Ele também é professor na Universidade Estadual de Santa Cruz e na Universidade Federal do Sul da Bahia, ambas na Bahia. A abertura do evento acontece no Anfiteatro Jorge Caron, da USP São Carlos (Área 1).
No dia 16 de outubro, das 14h às 15h45, o tema "De que falamos quando falamos de Antropoceno" será debatido por José Eli da Veiga, professor do IEA-USP, e por Vera Alves Cepêda, professora do Departamento de Ciências Sociais da UFSCar. Na sequência, das 16h15 às 18h, a temática "Biodiversidades: morte e vida das espécies", será conduzida por Stelio Marras, professor de Antropologia do Instituto de Estudos Brasileiros (IEB) da USP, e por Hugo Sarmento, professor do Departamento de Hidrobiologia da UFSCar. As atividades desta tarde acontecem no auditório do edifício Sérgio Mascarenhas, sede do IEAE-UFSCar, área Norte do Campus São Carlos.
As atividades do último dia do evento acontecem a partir das 14h, no Anfiteatro Jorge Caron, da USP São Carlos (Área 1). O primeiro tema será "Vida e Energia", apresentado por Sonia Maria Barros de Oliveira, professora do Instituto de Geociências da USP, e por Ernesto Pereira, professor do Departamento de Química da UFSCar. Na sequência, a "Urbanização planetária: ecologias e desigualdades" será o tema da última mesa, conduzida pelos professores Marcel Fantin, do Instituto de Arquitetura e Urbanismo da USP, e Maria Aparecida de Moraes Silva, do Programa de Pós-Graduação em Sociologia da UFSCar.
O evento é gratuito e aberto ao público em geral. As informações completas e link para inscrição estão em http://dialogos-avancados.org.
Microcrustáceo de água doce é espécie promissora para estudos ecotoxicológicos
SÃO CARLOS/SP - A Amazônia é um dos biomas com maior biodiversidade no mundo; contudo, grande parte das espécies que compõem esse bioma ainda não foram devidamente descobertas e descritas. Nesse contexto, um estudo recente, publicado por Diego Ferreira Gomes, doutor pelo Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Recursos Naturais (PPGERN) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), e colaboradores da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA) da Universidade de São Paulo (USP - campus de Pirassununga) e Universidade de Brasília (UnB), descreveram uma nova espécie de ostracode - um microcrustáceo de água doce, coletado no Parque Natural Municipal Raimundo Paraguaçu, localizado na região norte do município de Porto Velho, estado de Rondônia. Segundo os autores, a espécie pertence ao gênero Strandesia e foi nomeada em homenagem ao estado onde foi coletada, tornando-se então Strandesia rondoniensis. A espécie Strandesia rondoniensis pertence à classe Ostracoda e é classificada dentro da família Cyprididae. São pequenos microcrustáceos que, junto a outras espécies, compõem a base da teia trófica nos ecossistemas aquáticos, detalha Diego Gomes. "A espécie que descrevemos possui tamanho entre 750 a 800 µm [unidades de medida miscroscópica, sendo 1 mícron (1 µm) equivalente à milésima parte de 1 milímetro]; apresenta hábitos alimentares detritívoros [isto é, obtém nutrientes a partir de detritos], raspando e alimentando-se de algas e matéria orgânica em decomposição. Sua função é auxiliar na decomposição da matéria orgânica presente nos ecossistemas aquáticos, sendo ainda uma importante fonte de alimento para os níveis tróficos superiores, como peixes, insetos, entre outros". A espécie descrita foi coletada de 2017 a 2018; nesse período o pesquisador Diego Ferreira Gomes residia na cidade de Porto Velho, e foi a peça principal de seu doutorado, desenvolvido entre 2020 e 2024, com orientação das professoras Odete Rocha e Raquel Aparecida Moreira e financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
A pesquisa, publicado na revista internacional Limnologica - referente à área da Limnologia, que estuda as águas continentais, tais como lagos, lagunas, rio, açudes e reservatórios -, indica que essa espécie é resultado de uma convergência evolutiva entre outras duas espécies, Neostrandesia striata e Bradleytriebella lineata; estudos complementares, porém, ainda são necessários.
Os autores concluem, ainda, que a espécie é um excelente organismo-teste, com potencial para ser utilizada em estudos de pequena e larga escala voltados à avaliação de impactos ambientais. "A espécie se mostrou promissora em estudos ecotoxicológicos, podendo ser utilizada em futuras pesquisas". Segundo ele, "essa espécie é facilmente cultivada em laboratório, apresentando altas taxas de reprodução e sensível a diferentes tipos de poluentes. Essas características favorecem sua utilização em estudos ecotoxicológicos, cujo objetivo é expor organismos-teste a diversos poluentes; com isso, é possível estimar a toxicidade em diferentes situações de exposição e, assim, fornecer informações importantes para a tomada de decisões relacionadas à preservação ambiental dos ecossistemas aquáticos".
"Descrever uma nova espécie representa um avanço no conhecimento da biodiversidade brasileira e em especial do bioma Amazônico", analisa o pesquisador. Mas como é possível saber que determinada espécie ainda não foi catalogada? "Existe uma série de verificações taxonômicas e comparações com a morfologia de várias espécies que já foram descritas na literatura. Em nossas comparações, as características morfológicas da espécie que descrevemos são singulares, sendo assim, foi possível concluir que se tratava de uma nova espécie", explica.
O pesquisador explica que, para formalizar uma nova espécie no meio científico, é preciso, "primeiro, esgotar todas as possibilidades de comparações taxonômicas para verificarmos se essa espécie realmente é uma espécie ainda não descrita. Em seguida, seguimos para a parte técnica de desenhos taxonômicos, depositamos exemplares em museu zoológico devidamente autorizado e, por fim, realizamos a escrita do artigo contendo os resultados e a discussão acerca dos dados observados".
O artigo completo na revista Limnologica pode ser acessado em https://doi.org/10.1016/j.
SÃO CARLOS/SP - A iniciativa levada a cabo pela Creche e Pré-Escola São Carlos, localizada no Campus USP de São Carlos em maio do corrente ano - https://saocarlos.usp.br/investigando-o-ciclo-do-mosquito-da-dengue/ - levou este estabelecimento de ensino a promover uma interessante ação pedagógica junto das crianças, tendo como objetivo sensibilizá-las para o combate dos criadouros do mosquito da dengue, conforme reportagem publicada no portal da USP de São Carlos (VER AQUI). Contudo, a importância dessa ação vai além do tema proposto e do seu enquadramento geral, sendo por isso considerada uma das formas eficazes para despertar o interesse das crianças em idade pré-escolar pela investigação científica.
Criando alfabetização e letramento científico
Com efeito, a ação acima citada reflete um trabalho que está sendo realizado desde o ano de 2018, através de uma parceria estabelecida entre o Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP), a Prefeitura do Campus USP de São Carlos e a Creche e Pré-Escola do Campus, exatamente com o foco de desenvolver atividades relativas às ciências da natureza com as crianças em ambiente pré-escolar.
Desde então, estão sendo envolvidos neste projeto estudantes de graduação do campus, especialmente os vinculados às licenciaturas, incluindo os alunos do Curso Interunidades de Ciências Exatas do IFSC/IQSC/ICMC da USP. Neste projeto amplo, o Educador Prof. Dr. Herbert Alexandre João (IFSC/USP) explica que os trabalhos se iniciam primeiramente investigando o ambiente da pré-escola, para depois se realizar o planejamento, a produção e a testagem de materiais que são empregados nessa ação, como, por exemplo, os brinquedos científicos ou ações educativas que envolvem ciência, bem como o conteúdo das histórias infantis que envolvem a linguagem científica, tudo isso para promover o interesse das crianças pela investigação científica de uma forma simples – a brincar.
“Essa parceria com a Creche da USP São Carlos, é extraordinariamente produtiva porque a metodologia utilizada baseia-se no desenvolvimento de atividades pedagógicas que são sempre pautadas no interesse das crianças. E, partindo desse pressuposto e observando os interesses dessas crianças, nós começamos a contribuir com a creche, produzindo os materiais e atividades pedagógicas que pudessem contribuir para que elas ficassem imersas nesse mundo da ciência, utilizando, desde a primeira infância, uma linguagem científica que evite analogias muito pobres ou incorretas, buscando criar e fazer essa alfabetização e letramento científico, o brincar e o explicar”, pontua Herbert João.
Entre as inúmeras atividades desenvolvidas, contam-se demonstrações experimentais na área de eletrostática, partindo do interesse das crianças - por exemplo, de onde vem os raios e os trovões a chuva -, ou atividades na área de óptica, com a construção de câmaras escuras. “Outras atividades incluem a observação e investigação de diferentes folhas de árvores e plantas com a finalidade de compreender a diferença entre as espécies, ou, ainda, observar o céu para compreender o movimento do sol, levando em consideração os tópicos de astronomia, mas sempre tendo em consideração que o objetivo principal é que as crianças tenham contato com a ciência a partir do brincar. Essa é a proposta da creche e que respeitamos, a intencionalidade pedagógica respeita o direito de brincar, não existe uma proposta de ensino no modelo verticalizado tradicional, como temos no ensino fundamental e médio” explica Herbert.
Investigação científica nos primeiros anos de alfabetização
Seguindo essa proposta da creche, o projeto trouxe isso para as Ciências da Natureza, essa forma de cooperação, de ensino e de aproximação com as crianças da Creche e Pré-Escola, que faz com que o professor proponha e realize essas ações dentro de um modelo
horizontalizado, onde as crianças criam interesse, bastando ao professor observar esse interesse, planejar e aplicar as propostas e, a partir do sucesso - ou dos possíveis ajustes -, desenvolver os materiais que, hoje, constituem um banco que reúne um conjunto de ferramentas extremamente úteis para a formação continuada de professores, especialmente os da educação infantil, creche e pré-escola.
Atualmente, o projeto proposto e liderado pelo Prof. Dr. Herbert João, que igualmente é orientador dos bolsistas, conta com o apoio da Prefeitura do Campus, do IFSC/USP e da Creche, através das participações do atual prefeito do campus, Prof. Dr. Luís Fernando Costa Alberto e pelo Prof. Dr. Marcelo Alves Barros (IFSC/USP) - responsáveis pelos projetos PUB; a bolsista do projeto, Paloma Emanuele dos Santos Sobrinho (Estudante de Graduação em Química no Instituto de Química de São Carlos (IQSC/USP); Liliane Terra Pereira Araújo (Supervisora Técnica do Serviço de Creche e Pré-Escola), além de outros membros da equipe pedagógica e técnicos da creche.
Atividades realizadas em 2024
Com muito sucesso ao longo dos anos, este projeto continua o seu caminho e os resultados obtidos neste ano de 2024 refletem o êxito. Nesse sentido, a equipe produziu histórias em quadrinhos e atividades pedagógicas, tendo dado suporte também em atividades que foram solicitadas pelas professoras da Creche. Os destaques no decurso deste ano foram muitos, como, por exemplo, como é formado o corpo humano, como se faz o tratamento das águas e os cuidados que se deve ter com a água no planeta Terra. Mas, talvez, o principal destaque dentre todos tenha sido a visita monitorada que foi feita ao laboratório de ensino de biologia do Instituto de Física de São Carlos, (LEF-IFSC/USP), cujo foco foi explicar às crianças como são desenvolvidas as pesquisas relacionadas à dengue, tendo em consideração que a doença se manifesta, atualmente, de forma muito intensa no Estado de São Paulo, principalmente em São Carlos e em cidades da
região. Esta atividade, iniciativa da Profª Margarete Marchetti (Creche e Pré-Escola São Carlos e idealizadora da atividade “Investigando o ciclo do mosquito da dengue”), teve o intuito de engajar as crianças para que elas contribuíssem no combate à disseminação da doença da dengue a partir da eliminação das larvas do mosquito transmissor, e o resultado foi muito expressivo, conforme sublinha o Prof. Herbert João. “As crianças produziram diversos materiais, inclusive - e especialmente - um cartaz que foi colado em diversas unidades do Campus, uma ação que, para mim, é muito relevante, pois essas crianças protagonizaram a ação, propiciando que internalizassem os conceitos e, claro, acabam reproduzindo isso em casa com os familiares, contribuindo para que se reforce o combate a essa doença”, pontua Herbert João.
A importância da investigação científica nos primeiros anos de alfabetização e o papel do professor
Iniciar a investigação científica nos primeiros anos de alfabetização é crucial e os professores têm um papel fundamental nessa ação, já que introduzir esse tema desde cedo ajuda as crianças a desenvolverem habilidades de pensamento crítico. Elas aprendem a questionar, observar, experimentar e refletir sobre o mundo ao seu redor, o que fortalece a capacidade de análise e resolução de problemas. Sendo
naturalmente curiosas, a investigação científica alimenta essa curiosidade nas crianças, encorajando-as a explorar e buscar respostas por conta própria. Com o trabalho dos professores, isso pode promover um interesse duradouro por aprender e descobrir.
Por outro lado, a prática de investigar cientificamente permite que as crianças construam uma base sólida para o entendimento de conceitos mais complexos no futuro. Ao entenderem os processos básicos de causa e efeito, observação e experimentação, elas estão mais bem preparadas para os desafios acadêmicos que surgirão ao longo de sua vida. A integração multidisciplinar e a promoção de autoconfiança são também dois fatores que deverão ser levados em linha de conta. Nesse sentido, a investigação científica levada até às crianças nas primeiras fases da educação não se limita apenas às ciências naturais, já que ela integra também a matemática, a linguagem e até mesmo as artes, promovendo uma aprendizagem mais holística e conectada. Os professores têm, em todo este processo, uma importância vital, já que quando as crianças participam de atividades de investigação científica, elas têm a oportunidade de fazer descobertas por si mesmas, o que pode aumentar sua autoconfiança e o senso de realização. Por último – e não menos importante -, quando os professores levam até às crianças os primeiros conceitos de investigação científica, eles acabam por ensinar também um conjunto de valores essenciais, como a importância da evidência, o respeito pelas diferentes opiniões baseadas em dados e o papel da ciência na sociedade, tudo isso contribuindo para a formação de cidadãos mais conscientes e informados. Incorporar essas práticas no início da alfabetização, tendo como exemplo o projeto desenvolvido na Creche e Pré-Escola de São Carlos – Campus USP, pode influenciar positivamente o desenvolvimento intelectual e social das crianças, preparando-as para serem pensadores críticos e solucionadores de problemas no futuro.
SÃO CARLOS/SP - O atleta Eli Silva Poli Santos, da ASA/ADN, brilhou na manhã deste domingo, 1, ao conquistar o vice-campeonato geral com o tempo de 21m09 da Volta USP São Carlos 2024.
Foram seis quilômetros de muita intensidade em uma pista especialmente construída no campus II da universidade são-carlense.
De acordo com o coordenador e técnico da equipe, Altair Maradona Pereira, Eli representou muito bem a equipe. “Ele é um atleta que vem crescendo muito nos treinamentos e nas competições. Está muito motivado e com certeza vai melhorar muito seu tempo. Parabéns ao atleta”, disse.
Eli não escondeu sua felicidade e satisfação, salientando que a conquista é fruto de muita dedicação e superação. “Estou muito feliz. Pela primeira vez consigo uma premiação na classificação geral em uma corrida de rua. A prova tinha duas voltas e como eu conhecia bem o percurso, acredito que fiz uma prova bem consciente.
Agradeço a equipe da ASA, pois desde que entrei para o time venho evoluindo bastante o meu desempenho e também agradeço ao professor Paiutto (Paulo Cesar) pelos treinos e pelo incentivo”, reconheceu Eli o atleta.
SÃO CARLOS/SP - Após o habitual período dedicado a férias (julho), a “USP Filarmônica” vai retomar os seus habituais concertos mensais na USP São Carlos já com o primeiro concerto marcado para o final do corrente mês.
Com entrada gratuita, a “Série Concertos USP”, que comemora os 30 anos do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP), regressa no próximo dia 28 de agosto, às 20h00, com o “204º Concerto da USP Filarmônica”, apresentando obras de Georges Bizet, Giuseppe Verdi, Antônio Carlos Gomes, Rubens Russomanno Ricciardi e Ary Barroso, sob a regência do maestro Prof. Dr. Rubens Russomanno Ricciardi.
Este concerto ocorrerá no Centro de Convenções, na Área 2 do Campus USP de São Carlos (Avª. José Antônio Santilli, 1050, Bela Vista São-Carlense – São Carlos), contando com os apoios da USP, Instituto de Química de São Carlos (IQSC/USP), Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP), Centro Cultural da USP São Carlos, Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP-USP), Núcleo de Pesquisa, Ciências da Performance e Música (FFCLRP-USP), Grupo Coordenador das Atividades de Cultura e Extensão do Campus USP de São Carlos (GCACEX) e USP Filarmônica.
A distribuição antecipada dos convites para este concerto ocorrerá nos próximos dias 26 e 27 de agosto, na Assessoria de Comunicação do IFSC/USP, entre as 09h30/11h30 e 14h00/17h30, e no dia do concerto, na entrada do Centro de Convenções, na Área-2 do Campus USP São Carlos, entre as 18h00/19h55.
SÃO CARLOS/SP - Temporariamente afastado do Instituto de Física de São Carlos (IFSC -USP) para realizar pesquisas e organizar um centro de biofotonica na “Universidade do Texas A&M”, o docente e pesquisador, Prof. Vanderlei Salvador Bagnato, recebeu das mãos do governador do Texas, Greg Abbott, uma homenagem com distinção honrosa premiando e enaltecendo o seu desempenho e relevância nas pesquisas, da mesma forma que tem feito, desde 2017, a um grupo restrito de cerca de vinte pesquisadores americanos e de outras nações.
A cerimónia de homenagem ocorreu no último dia 7 de agosto, na residência oficial do governador - Texas Governor’s Mansion -, localizada na cidade de Austin – Texas. Segundo o homenageado, em entrevista à Assessoria de Comunicação do IFSC/USP, tratou-se de uma distinção por ter aceitado atuar no estado do Texas para o avanço da área do conhecimento em biofotônica, além de outras de contribuições para a ciência. Segundo Bagnato, em seu discurso, o governador Abbott, deixou claro a importância que tem em se olhar para o futuro atraindo para o estado cientistas que poderão fazer a diferença. Segundo ele, os cientistas escolhidos para serem homenageados são considerados “estrelas científicas brilhantes” que ajudam a brilhar mais intensamente o estado do Texas. Abbott elogiou ainda o reforço da conexão científica entre o seu estado e o Brasil, considerando as vocações similares que ambos têm - agricultura, agropecuária, inovação cientifica e tecnológica, e, principalmente, ter os cidadãos como alvos de todas as prioridades. o cidadão como alvo das prioridades.
Em conversa mantida com a Assessoria de Comunicação do Prof. Vanderlei Bagnato, o pesquisador deixou claro que sua missão – entre outras – é mostrar que os brasileiros são extremamente importantes no mundo em vários aspectos relacionados com o desenvolvimento científico e tecnológico. Ao deixar claro a sua paixão pela cidade de São Carlos, pelo Instituto de Física de São Carlos e pela USP, como um todo, Vanderlei Bagnato sublinhou suas saudades de tudo e de todos e que “Temos que apreciar os pequenos sucessos e reconhecimentos que recebemos. Estou plenamente convencido que a caminhada ao longo da carreira é muito mais prazeirosa do que quando chegamos no final dela. Tenho tido sorte de ter excelentes colaboradores num instituto que comprova todos os dias a sua excelência nacional e internacional – o IFSC/USP, e de estar estar ao serviço de uma instituição - a USP - que nunca mediu esforços para apoiar todos os desenvolvimentos que fazemos, e que, inclusive, me tem apoiado nesta missão temporária, no Texas, consubstanciada na criação de um grupo de pesquisa, num centro de biofotônica com as mesmas características daquele que existe no IFSC/USP, e com o objetivo principal de desenvolver estudos e pesquisas bilaterais relacionadas com o câncer de pele e no combate às bactérias resistentes. Então, não é o Vanderlei Bagnato que está no Texas: é o IFSC, a USP e o Brasil que estão no estado do Texas”, sublinha Bagnato
O pesquisador são-carlense espera retornar em breve e de vez à sua cidade, ao seu país, de uma forma mais consolidada, independente da idade. “Espero retornar uma pessoa ainda melhor, mais experiente e humilde o suficiente para enfrentar todos os problemas junto com meus colegas do IFSC/USP. Como eu disse ao governador, certamente não mereço a honraria, por isso vou trabalhar mais para poder merecê-la. Só tenho receio de ter medo frente aos desafios, mas isso não me impedirá de continuar”.
Para o IFSC/USP, a honraria atribuída ao Prof. Vanderlei Bagnato e sua decisão de a compartilhar com todos os seus colaboradores e instituições só demonstra o caráter firme de um grande pesquisador entre seus iguais e a sua humildade perante toda a sociedade. É um privilégio poder contar com o Prof. Vanderlei Bagnato no IFSC e na USP.
SÃO CARLOS/SP - Milhares de livros com até 30% de desconto, bate-papo com diversos autores, sessões de autógrafos, música, dança, teatro, circo, programação infanto-juvenil e muito mais. Tudo isso durante a “9ª Festa do Livro da USP São Carlos”, que ocorrerá entre os dias 21 e 24 deste mês de agosto (com entrada livre e gratuita) no vão livre do Prédio E1 da Escola de Engenharia de São Carlos (Campus USP de São Carlos).
E, se a programação definida para os dias 21, 22 e 23 apela para a participação de um público diversificado, que certamente irá visitar os inúmeros estandes das editoras que irão estar presentes e assistir às inúmeras atrações culturais deste evento, outro destaque será a programação que está reservada para o dia 24 (sábado), que fará com que os mais jovens adentrem no Campus USP São Carlos, atendendo a uma programação inteiramente dedicada a eles.
Tendo em consideração que mais de três mil pessoas visitaram a edição de 2023 da “Festa do Livro da USP São Carlos”, tudo indica que este ano esse número possa ser ultrapassado, através não só da diversidade dos livros que estarão sendo comercializados pelas inúmeras editoras presentes no certame, quanto à qualidade da programação literária e cultural que acontecerá em todos os dias do evento.
Na programação literária estão já confirmadas as presenças, para debates, de Ignácio de Loyola Brandão, Marcia Tiburi, Fernando Mitre, Cesar Calejon, Sergio Vaz, Elizandra Souza, Jean Wyllys, Alexandre Calari, Mirtes Santana, Guilherme Petreca, Helô D’Angelo, André Dahmer, Celina Bodenmüller, Cintia Almeida da Silvia Santos, Xico Sá e Breno Altmann.
Já na programação cultural, o evento apresentará a Bateria do CAASO, Forró Trio Mana Flor, Coral USP, Flashback “Vinil78”, apresentação de Taiko, Ritmos Latinos com “Buena Salsa”, Samba Rock, “Gafieira Leme – Samba da Antiga” e “Coral AfroSoulJazz”
No sábado, os mais novos serão convidados a assistir a uma fantástica programação, com o teatro “Bichos do Brasil” e o “Dr. Terremoto”, entre outras atrações.
Para conferir a programação desta “9ª Festa do Livro da USP São Carlos”, com entrada livre e gratuita, acesse - https://www2.ifsc.usp.br/portal-ifsc/wp-content/uploads/2024/08/FLUSP-PROGRAMACAO-FINAL.pdf
Tecnologia identifica rapidamente contaminação em urina de trabalhadores rurais
SÃO CARLOS/SP - Pesquisadores do Instituto de Física de São Carlos, da Universidade de São Paulo (IFSC/USP), em colaboração com o Instituto de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IQ-UFRJ) e o Hospital de Câncer de Barretos (Hospital de Amor), desenvolveram um novo sensor capaz de detectar a presença dos defensivos agrícolas paraquat e carbendazim, ainda utilizados apesar de proibidos, em menos de 70 segundos.
O pesquisador Thiago S. Martins, do IFSC/USP e atualmente na Imperial College London, é o autor principal do artigo recentemente publicado na revista científica "Chemical Engineering Journal". Ele destaca que a importância do desenvolvimento deste sensor, que utiliza uma técnica eletroquímica, reside na capacidade de monitorar rapidamente e com precisão a exposição dos trabalhadores rurais a esses agrotóxicos. Portátil e de fácil utilização, o sensor pode ser usado pelos próprios trabalhadores em seus locais de trabalho ou em suas residências. Basta coletar um pequeno volume de urina e obter o resultado em aproximadamente setenta segundos.
Para a equipe de pesquisadores, a detecção de pesticidas em águas e fluidos corporais é crucial para proteger o meio ambiente e a saúde humana, especialmente nas zonas rurais onde ocorre a aplicação dos defensivos agrícolas.
Esta pesquisa envolveu a participação de 9 trabalhadores rurais da região de Barretos, com idades entre 18 e 65 anos e incluiu a criação de tiras impressas contendo um nanomaterial orgânico denominado "RIO 17" (Reticular Innovative Organic Framework 17), desenvolvido no IQ-UFRJ. Utilizando um método eletroquímico, o sensor pode detectar os dois agrotóxicos no corpo humano com apenas 100 microlitros de urina, bem como na água e em outras amostras, se necessário.
Thiago S. Martins enfatiza a importância desta pesquisa, que revelou que todos os nove trabalhadores rurais testaram positivo para pelo menos um pesticida. "Isso é extremamente preocupante, pois não há nível seguro de exposição a esses químicos. Nossa pesquisa evidencia a necessidade de desenvolver soluções acessíveis para monitorar a exposição dos trabalhadores rurais aos agrotóxicos durante a pulverização. Atualmente, não existem tecnologias viáveis para realizar esse monitoramento in loco e garantir a proteção da saúde desses trabalhadores," afirma o pesquisador.
Como tudo começou
Esta pesquisa, que se estendeu por mais de cinco meses, teve início com uma colaboração entre o IFSC/USP, o IQ-UFRJ e o Hospital de Amor. Este último já desenvolvia um projeto destinado a monitorar os níveis de pesticidas em trabalhadores rurais, suas famílias e nas águas circundantes. "O hospital usava métodos cromatográficos e espectroscópicos para detectar os pesticidas individualmente. Ao saber que desenvolvíamos dispositivos miniaturizados, a parceria foi rapidamente estabelecida. O IQ-UFRJ então contribuiu com o nanomaterial para as tiras sensores e assim foi criado um dispositivo semelhante a um glicosímetro, que não exige tratamento ou diluição das amostras. Com apenas 100 microlitros, o resultado é obtido em cerca de setenta segundos." explica Thiago S. Martins.
A importância do IQ/UFRJ nesta pesquisa
A formação do pesquisador é na área de Química, com ênfase em Físico-Química Orgânica, atuando principalmente nos seguintes temas: nanociência, nanotecnologia, química reticular, materiais porosos, carbocátion, hidrocarboneto, superacido, carbônio, substituição eletrofílica aromática, hidratos de gás natural e garantia de escoamento.
A colaboração para esta pesquisa começou de forma furtuita, através de uma conversa e convite feito pelo atual diretor do IFSC/USP, Prof. Osvaldo Novais de Oliveira Junior. Ao estudar as demandas desta pesquisa, o Prof. Pierre e seu grupo acabaram por construir um novo material nanoestruturado equivalente a um engradado molecular. “Conseguimos construir esse engradado, extremamente poroso, feito de carbono, hidrogênio, oxigênio e nitrogênio, constituído por poros bastante seletivos, o que aumenta muito a sensibilidade. Entreguei uma amostra desse material ao IFSC/USP com a finalidade de testar o sensor que estava sendo proposto. Esse material tem uma grande afinidade para detectar pesticidas e afins, já que ele absorve coisas que estão muito diluídas, devido à sua grande área específica e organofilicidade. Por exemplo, proteínas não passam pelos poros, apenas pequenas moléculas, como as que se encontram nos pesticidas. Considero este novo material como se fosse uma grande “esponja seletiva”, pontua o pesquisador.
O pesquisador considera uma agradável surpresa saber que esse material desenvolvido por seu grupo foi um sucesso nesta pesquisa. Atendendo às inúmeras denominações registradas na International Union of Pure and Applied Chemistry (IUPAC), o grupo do Prof. Pierre Esteves decidiu batizar este novo material de “Reticular Innovate Organic From Work 17” (RIO-17). “Fiquei extremamente feliz, pois descobrimos um material com nanoporos que tem um potencial enorme de aplicações e que se destina perfeitamente à finalidade desta pesquisa, dentro da classe de materiais porosos orgânicos. O Brasil é o grande celeiro do mundo e talvez essa seja a razão por se utilizar tanto defensivo agrícola. Há quem diga que no Brasil já não existe agricultura orgânica, de tanto agrotóxico que é utilizado. Por cada metro quadrado de agricultura existem em torno de 10 miligramas de pesticidas e eles são dispersos pelo vento, se entranham na terra, entram nos lençóis freáticos, etc., e por isso não são demais todos os esforços que possam ser feitos para detectá-los”, pontua o pesquisador.
Para o pesquisador da UFRJ, este sensor, dedicado aos agrotóxicos paraquat e carbendazin, abre portas para que, no futuro, se possa ter a esperança de ser possível detectar outros tipos de agrotóxicos, já que “temos a capacidade para desenhar não só o formato, quanto o tamanho desse “engradado molecular”, tal como fizemos para utilizar nesta pesquisa. Somos uma espécie de alfaiates moleculares”, finaliza o pesquisador.
A parceria com o Hospital do Amor
O Dr. Henrique Santejo Silveira é igualmente um dos co-autores do artigo científico publicado na revista “Chemical Engineering Journal”. Pesquisador no Centro de Pesquisa em Oncologia Molecular do Hospital de Câncer de Barretos (Hospital do Amor), ele é docente da Pós-Graduação em Oncologia do Instituto de Ensino e Pesquisa também no Hospital de Câncer de Barretos, e tem experiência em Genética e Biologia Molecular e Prevenção de Câncer, atuando principalmente nos seguintes temas: populações expostas ocupacionalmente, câncer relacionado ao trabalho, interações genes e ambiente e sua influência na carcinogênese, resposta ao estresse ambiental e saúde ambiental.
O Hospital do Câncer de Barretos já mantém uma profícua parceria com o IFSC/USP em diversas áreas. Assim, a contribuição com o fornecimento de amostras de urina oriundo de um grupo de trabalhadores rurais que foram estocadas no Biobanco do Hospital do Câncer de Barretos foi essencial para os testes do sensor. “Estas amostras derivam de um projeto de coorte (RUCAN study) que reunirá cerca de 2.200 trabalhadores rurais daquela região e cujo objetivo é acompanhar, ao longo do tempo, a incidência de diversas doenças causadas pela exposição aos agrotóxicos, incluindo o câncer e doenças neurológicas, sublinha o pesquisador. O Dr. Henrique Silveira salienta, ainda, que uma eventual evolução deste sensor poderá ser utilizada com mais eficácia e rapidez na prevenção e vigilância da saúde dos trabalhadores rurais, principalmente nas intoxicações causadas por agrotóxicos. “O -paraquat e o carbendazim são muito utilizados aqui na região e não só. Até para o próprio Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (CEREST), que tem inúmeras unidades dispersas pelo país, seria fantástico poder utilizar este sensor na vigilância do trabalhador rural”, pontua o pesquisador.
O pesquisador Thiago S. Martins ressalta: "É crucial evitar a aplicação de químicos proibidos e assegurar a utilização de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) apropriados durante a pulverização de agrotóxicos", finaliza.
Para conferir o artigo científico, acesse o link - https://www2.ifsc.usp.br/portal-ifsc/wp-content/uploads/2024/07/SENSOR-PESTICIDAS.pdf
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