Jornalista/Radialista
IBATÉ/SP - Quinta-feira, 17 de agosto, um público estimado de 350 pessoas, entre adultos e crianças, teve a deliciosa experiência de assistir ao espetáculo “Contos da Floresta”, do grupo Tricotando Palavras, na Biblioteca Municipal de Ibaté. Entre contos e brincadeiras, músicas e risadas, os presentes foram transportados da biblioteca para o mundo mágico da imaginação.
O espetáculo faz parte do programa Viagem Literária, promovido pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, em parceria com o Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas de São Paulo, a SP Leituras e as Prefeituras Municipais. O programa tem como objetivo aproximar escritores, contadores de histórias e livros da população, promovendo atividades culturais que estimulem a leitura e o acesso à biblioteca pública.
De acordo com Letícia Silveira Toniolo, bibliotecária responsável pela Biblioteca Municipal de Ibaté, este é o quinto ano consecutivo em que Ibaté é um dos municípios paulistas contemplados para sediar o programa. “A expectativa é a de que Ibaté possa continuar a sediar todos os anos, trazendo grandes nomes do meio literário e apresentações tão contagiantes quanto essa para a população ibateense. Este ano o evento contou com um público estimado de 350 pessoas, tendo sido o maior público recebido desde o início da parceria”, contou a bibliotecária.
Foram duas apresentações gratuitas e com classificação livre, uma no período da manhã e outra no período da tarde, e contou com membros da população e alunos da rede municipal de ensino, além da presença dos alunos da APAE e do Centro de Referência da Assistência Social de Ibaté (CRAS). Membros da Secretaria Municipal de Educação e Cultura também prestigiaram a apresentação.
A Biblioteca Municipal está localizada na Avenida São João, nº 742 – Centro – Ibaté (SP). Para mais informações, entre em contato pelo telefone e Whatsapp (16) 3343-3067. Horário de Funcionamento: segunda à sexta, das 8h às 17h30.
BRASÍLIA/DF - O quarto lote de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física 2023 estará disponível para consulta a partir das 10h da próxima quinta-feira (24). São contempladas também restituições residuais de exercícios anteriores.
O crédito bancário para 6.118.310 contribuintes será realizado no dia 31 de agosto, no valor total de RS 7,5 bilhões, sendo que R$ 914,1 milhões se referem ao quantitativo de contribuintes com prioridade legal.
São 11.960 contribuintes idosos acima de 80 anos; 86.427 entre 60 e 79 anos; 9.065 contribuintes com alguma deficiência física ou mental ou moléstia grave; 30.453 cuja maior fonte de renda seja o magistério; e, por fim, 219.288 contribuintes sem prioridade legal, mas, por terem utilizado a Declaração Pré-preenchida ou optado por receber a restituição via Pix, receberam a prioridade.
Foram contemplados ainda 5.761.117 contribuintes não prioritários que entregaram a declaração até o dia 29 de maio deste ano.
A consulta poderá ser feita na página da Receita Federal na internet. Basta o contribuinte clicar em Meu Imposto de Renda e, em seguida, no botão Consultar a Restituição. Também é possível fazer a consulta no aplicativo da Receita Federal para tablets e smartphones.
O pagamento será feito no dia 31 de agosto, na conta ou na chave Pix do tipo Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) informada na declaração do Imposto de Renda. Caso o contribuinte não esteja na lista, deverá entrar no Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) e tirar o extrato da declaração. Se verificar uma pendência, pode enviar uma declaração retificadora e esperar os próximos lotes da malha fina.
Se, por algum motivo, a restituição não for depositada na conta informada na declaração - como no caso de conta desativada - os valores ficarão disponíveis para resgate por até um ano no Banco do Brasil.
Nesse caso, o cidadão poderá agendar o crédito em qualquer conta bancária em seu nome, por meio do Portal BB ou ligando para a Central de Relacionamento do banco, nos telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos).
Caso o contribuinte não resgate o valor de sua restituição depois de um ano, deverá requerer o valor no Portal e-CAC. Ao entrar na página, o cidadão deve acessando o menu Declarações e Demonstrativos, clicar em Meu Imposto de Renda e, em seguida, no campo Solicitar restituição não resgatada na rede bancária.
BRASÍLIA/DF - A Justiça Federal condenou na 2ª feira (21), o hacker Walter Delgatti a 20 anos de prisão no processo da Operação Spoofing, deflagrada pela Polícia Federal em 2019. A sentença foi proferida pelo juiz Ricardo Leite, da 10ª Vara Federal em Brasília. Cabe recurso contra a decisão.
Delgatti foi preso em 2019 por suspeita de invadir contas de autoridades no Telegram, entre elas, de integrantes da força-tarefa da Lava Jato, como o ex-procurador Deltan Dallagnol.
A Agência Brasil busca contato com a defesa do hacker.
Sentença
Além de Delgatti, mais seis acusados também foram condenados pelas invasões de celulares. Além dos ex-procuradores da Lava Jato, o ex-ministro da Justiça Sergio Moro, o ex-ministro da Economia Paulo Guedes e conselheiros do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) também tiveram mensagens acessadas ilegalmente.
Na decisão, o juiz disse que Delgatti tinha a intenção de vender as conversas hackeadas da Lava Jato por R$ 200 mil à imprensa e rebateu declarações do hacker, que, durante as investigações, declarou que violou as conversas para "combater injustiças" que teriam sido cometidas durante a operação.
"Só após perceber a resistência de jornalistas a pagarem para ter acesso a este material é que houve um esfriamento inicial no ânimo de Walter de obter numerário pela troca do material", escreveu o juiz.
Além da participação no hackeamento de autoridades, a sentença diz que Walter Delgatti obtinha dados bancários de diversas vítimas e comercializava as informações obtidas em chats especializados em crimes.
"Para melhor compreensão das técnicas de fraudes empreendidas por Walter, houve a degravação de um diálogo em que Walter se apresenta como responsável pela área técnica e segurança de uma instituição financeira e orienta um cliente de entidade bancária a realizar uma atualização em seu computador de forma a instaurar um programa malicioso", concluiu o juiz.
Prisão
No início deste mês, Delgatti foi preso pela Polícia Federal (PF) em função de outra investigação, a invasão aos sistemas eletrônicos do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Os policiais investigam se o ato foi promovido por Delgatti a mando da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). De acordo com as investigações, o hacker teria emitido falso mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes.
Por André Richter - Repórter da Agência Brasil
JOANESBURGO - O grupo BRICS de países emergentes - Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul — reúne-se para a sua cimeira anual a partir de 22 de agosto em Joanesburgo.
A cimeira deste ano ganhou proeminência devido às expectativas de que o grupo possa vir a acrescentar novos membros, uma vez que a China e a Rússia procuram aumentar a sua influência política, face às tensões com os EUA e os seus aliados.
Como surgiu o BRICS?
O acrónimo BRIC foi criado em 2001 pelo economista Jim O'Neill, do banco de investimento norte-americano Goldman Sachs, para agrupar quatro das maiores economias e de crescimento mais rápido na altura. O'Neill sublinhou que as quatro economias - Brasil, Rússia, Índia e China - poderiam tornar-se coletivamente uma força económica global na próxima década.
Os investidores seguiram a deixa e os decisores políticos desses países também. Independentemente das suas diferenças políticas e sociais, os países em desenvolvimento sentiram-se unidos por uma vontade comum de reestruturar os sistemas político, económico e financeiro mundiais liderados pelos EUA, de modo a torná-los "justos, equilibrados e representativos".
Os líderes dos BRIC realizaram a sua primeira reunião anual em 2009, em Ekaterinburgo, na Rússia. Um ano mais tarde, convidaram a África do Sul a juntar-se ao clube político e foi acrescentado um "S" ao acrónimo BRIC.
Qual a sua importância?
Os membros dos BRICS representam mais de 42% da população mundial e são responsáveis por quase um quarto do produto interno bruto global e 18% do comércio.
O grupo é saudado por alguns como um contrapeso aos fóruns e instituições económicas e políticas ocidentais, como o G7 e o Banco Mundial. Acreditam que o bloco poderia utilizar a sua influência política e o seu peso económico para promover as tão necessárias reformas em instituições como o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional, de forma a representar as realidades de um mundo mais multipolar.
O que é que os BRICS conseguiram até agora?
Os BRICS têm-se esforçado por estar à altura do seu potencial para oferecer uma alternativa aos sistemas financeiros e políticos tradicionais.
Entre as suas realizações notáveis conta-se a criação do Novo Banco de Desenvolvimento ou Banco BRICS, um banco multilateral de desenvolvimento com 50 mil milhões de dólares (45,6 mil milhões de euros) de capital subscrito para financiar infra-estruturas e projectos relacionados com o clima nos países em desenvolvimento. O banco, que inclui membros dos BRICS, bem como o Bangladesh, o Egipto e os Emirados Árabes Unidos entre os seus accionistas, aprovou até agora mais de 30 mil milhões de dólares em empréstimos desde a sua criação em 2015. Em comparação, o Banco Mundial autorizou mais de 100 mil milhões de dólares só em 2022.
Os BRICS também criaram um Acordo de Reserva de Contingência de 100 mil milhões de dólares, uma facilidade de liquidez em moeda estrangeira que os membros podem utilizar durante a turbulência financeira global.
Diz-se que o bloco está a pressionar para a criação de uma moeda comum, numa tentativa de desafiar o domínio do dólar. Não se espera que uma moeda do BRICS se concretize tão cedo. Por conseguinte, o bloco está atualmente a concentrar-se em aprofundar a utilização de moedas locais no comércio entre os membros.
"Para além da criação do Banco dos BRICS... é difícil ver o que o grupo fez para além de se reunir anualmente", opinou Jim O'Neill num artigo de 2021.
O sucesso limitado do agrupamento pode ser explicado pelos interesses muitas vezes divergentes e concorrentes dos seus membros, especialmente os da China e da Índia, que partilham uma fronteira disputada e viram os laços deteriorarem-se nos últimos anos.
Como se têm comportado o comércio e os investimentos entre os membros dos BRICS?
Os BRICS viram a sua influência económica aumentar nas últimas duas décadas, graças, em grande parte, aos anos de crescimento vertiginoso da China, a segunda maior economia do mundo em termos de PIB, e à ascensão da Índia, que emergiu como a quinta maior economia e é atualmente a grande economia com o crescimento mais rápido.
As economias da Rússia e do Brasil não conseguiram manter a sua dinâmica e voltaram ao ponto em que se encontravam em 2001 em termos da sua quota do PIB mundial. A economia sul-africana também tem tido dificuldade em mudar de velocidade desde que aderiu aos BRICS.
Embora os BRICS sejam agora uma força importante no comércio internacional, o comércio entre os seus membros tem-se mantido relativamente baixo na ausência de qualquer acordo de comércio livre a nível do bloco.
No que diz respeito aos investimentos, o bloco viu os fluxos anuais de investimento direto estrangeiro mais do que quadruplicarem de 2001 a 2021. O investimento intra-BRICS, no entanto, permanece moderado, representando uma quota de menos de 5% do seu stock combinado de IDE em 2020.
Porque é que outros países estão interessados em aderir aos BRICS?
A expansão dos BRICS é um dos principais tópicos da cimeira anual na África do Sul. Vinte e três países candidataram-se formalmente a membros a tempo inteiro dos BRICS, incluindo a Arábia Saudita, o Irão, os Emirados Árabes Unidos, a Argentina, a Indonésia, o Egipto e a Etiópia.
A China tem insistido na expansão dos BRICS para aumentar a sua influência política no meio da crescente rivalidade com os EUA. Para a Rússia, trata-se de procurar novos aliados numa altura em que está sujeita a sanções ocidentais devido à sua guerra na Ucrânia. O Brasil e a Índia há muito que se opõem à rápida expansão do bloco, com Nova Deli a desconfiar da crescente influência chinesa no clube.
Embora o BRICS tenha tido dificuldades em atingir o seu potencial económico, está a projetar-se como uma alternativa geopolítica a uma ordem mundial liderada pelos EUA, posicionando-se como representante do Sul Global. Os novos membros estão ansiosos por capitalizar a influência e o peso económico dos BRICS.
DW (Deutsche Welle)
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