Jornalista/Radialista
Com a boa notícia da reabertura do comércio, na segunda-feira (19), alguns empresários apostaram na data para investir e inaugurar seus estabelecimentos, na região central.
SÃO CARLOS/SP - Assim como em diversos setores da economia, os comerciantes de São Carlos estavam na expectativa da reabertura das lojas, que seguiam fechadas para atendimento ao público desde o início das medidas de distanciamento, impostas pelo Estado, como prevenção ao avanço do novo coronavírus.
Com a boa notícia da reabertura do comércio, na segunda-feira (19), alguns empresários apostaram na data para investir e inaugurar seus estabelecimentos, na região central. "A fase de transição ainda é limitada, porém um alento para nós, empresários e comerciantes, que necessitávamos da autorização para reabrir as nossas portas e poder recuperar os prejuízos que estamos tendo, neste período", afirma Danilo Loretto, diretor da Perfumaria Sumirê.
Loretto destaca, ainda, o prejuízo sofrido com a enchente, em novembro de 2020. “Já estávamos na pandemia e vínhamos numa retomada do comércio, quando no meio do caminho, fomos afetados pela enchente na baixada do comércio, que causou grande prejuízo financeiro aos comerciantes da região".
Apesar das restrições em vigor devido à pandemia de Covid-19 e turbulência financeira, o diretor conta que seguiu com o planejamento de inaugurar sua loja no novo espaço. "O varejo deu sinal de vida e esperança com as vendas de dezembro, acreditávamos que as atividades seriam normalizadas, a partir de 2021 e, por isso, seguimos com o plano de inaugurar a nossa loja, no primeiro semestre".
Segundo o empresário, um dos maiores desafios foi equilibrar as contas. "Investimos alto em um espaço totalmente amplo e moderno, algo realmente exclusivo para uma loja de calçadão. Mantemos os preços populares, mas com uma proposta diferenciada para os nossos clientes, como por exemplo, climatização, espaço instagramável e novas tecnologias como Clube Vip e plataforma ominichanel".
Além da inauguração da Sumirê em novo espaço, o calçadão de São Carlos ganhou mais vida com a reabertura da loja Casas Bahia, que estava fechada desde a última enchente, e Pernambucanas, que revitalizou toda a sua instalação. "Esperamos contar com o apoio dos governos, estadual e municipal, para que possamos seguir com as nossas atividades, de forma segura tanto em relação à pandemia, como também às enchentes", concluiu Loretto.
AUSTRÁLIA - A China considerou nesta quinta-feira que a anulação, por parte da Austrália, de um acordo sobre o projeto chinês "Novas rotas da seda", em um momento de tensão entre Pequim e Canberra, constitui um "dano grave" para as relações bilaterais.
"A parte chinesa se reserva o direito de adotar medidas complementares a respeito", advertiu Wang Wenbin, porta-voz do ministério chinês das Relações Exteriores.
Na quarta-feira, a ministra australiana das Relações Exteriores, Marise Payne, anunciou que revogaria o acordo assinado entre o estado australiano de Victoria e a China para participar na iniciativa, por considerar que é incompatível com a política externa do país, em um momento de crise nas relações entre Canberra e Pequim.
O projeto "Novas rotas da seda", anunciado em 2013 pelo presidente chinês, Xi Jinping, tem a meta de melhorar as conexões entre Ásia, Europa, África e outras áreas com a construção de portos, ferrovias, aeroportos e centros industriais.
As obras são financiadas com investimentos chineses ou empréstimos de milhões de dólares.
Vários países ocidentais e rivais regionais da China encaram a iniciativa com receio, pois consideram uma tentativa da China de aumentar sua influência política e econômica.
"O governo federal australiano, de forma irracional, impôs o veto ao acordo de cooperação", declarou o porta-voz da diplomacia chinesa.
"Trata-se de uma interferência arbitrária em cooperações normais. Isto representa um dano grave para as relações entre Austrália e China e para a confiança mútua entre ambos países", completou Wang Wenbin.
As relações bilaterais entraram em crise em 2018, quando a Austrália decidiu que não teria o grupo chinês de telecomunicações Huawei na construção de sua rede 5G, alegando que a decisão pretendia proteger a segurança nacional.
A relação ficou ainda mais tensa quando o primeiro-ministro australiano, Scott Morrison, pediu no ano passado uma investigação internacional sobre a origem da pandemia de covid-19.
Pequim adotou nos últimos meses várias medidas de represália econômica contra vários produtos australianos, como cevada, carne bovina e vinho.
*Por: AFP
BRASÍLIA/DF - Trabalhadores informais nascidos em agosto começam a receber hoje (22) a nova rodada do auxílio emergencial. O benefício terá parcelas de R$ 150 a R$ 375, dependendo da família.

Também hoje, beneficiários do Bolsa Família com o Número de Inscrição Social (NIS) de dígito final 4 poderão sacar o benefício.
O pagamento será feito ainda a inscritos no Cadastro Único de Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) nascidos no mesmo mês. O dinheiro será depositado nas contas poupança digitais e poderá ser movimentado pelo aplicativo Caixa Tem. Somente de duas a quatro semanas após o depósito, o dinheiro poderá ser sacado em espécie ou transferido para uma conta corrente.
O saque da primeira parcela foi antecipado em 15 dias. O calendário de retiradas, que iria de 4 de maio a 4 de junho, passou para 30 de abril a 17 de maio.
Ao todo, 45,6 milhões de brasileiros serão beneficiados pela nova rodada do auxílio emergencial. O calendário de pagamentos foi divulgado pelo governo no fim de março e atualizado na semana passada.
O auxílio será pago apenas a quem recebia o benefício em dezembro de 2020. Também é necessário cumprir outros requisitos para ter direito à nova rodada (veja link do guia de perguntas e respostas no último parágrafo).
![]()
Calendário de pagamento das parcelas do auxílio emergencial. - Arte/Agência Brasil
Para os beneficiários do Bolsa Família, o pagamento ocorre de forma distinta. Os inscritos podem sacar diretamente o dinheiro nos dez últimos dias úteis de cada mês, com base no dígito final do NIS
O pagamento da primeira parcela aos inscritos no Bolsa Família começou na sexta-feira (16) e segue até o dia 30. O auxílio emergencial somente será pago quando o valor for superior ao benefício do programa social.
![]()
Calendário de pagamento das parcelas do auxílio emergencial para beneficiários do Bolsa Família. - Arte/Agência Brasil
*Por Wellton Máximo - Repórter da Agência Brasil
ALEMANHA - O Parlamento da Alemanha aprovou na quarta-feira (21) a polêmica reforma de uma lei que reforçará os poderes do governo de Angela Merkel para impor medidas contra a covid-19, em meio a fortes protestos entre a polícia e milhares de manifestantes em Berlim.
A nova lei, que prevê a imposição automática de fortes restrições quando uma região alcançar uma alta incidência de casos, foi adotada graças aos votos dos conservadores e dos social-democratas, aliados em uma coalizão governamental. No total, 342 deputados votaram a favor, 250 contra e 64 optaram pela abstenção.
Enquanto os deputados votavam a reforma, cerca de 8.000 manifestantes protestaram contra a nova lei nas proximidades do edifício do Reichstag, que abriga o Parlamento alemão.
A polícia recorreu ao gás lacrimogêneo para dispersá-los e informou sete prisões, alegando que alguns manifestantes lançaram projéteis contra os policiais.
Os manifestantes não usavam máscaras e também não respeitaram o distanciamento de segurança, e a maioria rejeitou sair de lá, gritando lemas como "Nós somos o povo!", "Basta de confinamento!" e "Defendemos nossas liberdades", observou uma jornalista da AFP.
Depois dessa votação, o texto terá que passar pelo Bundesrat (Conselho Federal, câmara alta) provavelmente na quinta-feira, antes de entrar em vigor.
Para o governo é fundamental tomar o controle da gestão da pandemia, que provocou em um ano mais de 80.000 mortes no país, e que agora está em uma terceira onda que parece não ter chegado ainda ao seu ponto máximo.
O objetivo desta norma é aumentar as competências do chefe de Governo federal nos âmbitos da saúde e da educação.
Concretamente, a lei concede à chanceler o poder de decretar restrições severas até 30 de junho se os casos chegarem a 100 em cada 100.000 habitantes.
A ativação automática deste recurso encerrará as tensões com as regiões, cujos líderes flexibilizam ou até ignoram as medidas estritas decretadas pela chanceler Angela Merkel.
A questão não é simples em um país que aprecia seu sistema federal, instaurado após o nazismo. Por exemplo, a implantação dos toques de recolher noturnos reacende as lembranças ruins no território da ex-RDA comunista.
Contra as críticas, o governo flexibilizou seu projeto inicial de proibir as saídas entre 21h e 5h e propôs um toque de recolher menos severo, por exemplo para as saídas para praticar esportes até meia-noite, e mais rígido entre meia-noite e 5h, exceto por motivos de trabalho, segundo um projeto modificado consultado pela AFP.
Nesta quarta-feira, a taxa de incidência diminuiu levemente, até 160,1 de média, com cerca de 23.000 novos casos. O aumento diário de casos variou nos últimos dias, entre 10.000 e quase 30.000.
*Por: AFP
Este site utiliza cookies para proporcionar aos usuários uma melhor experiência de navegação.
Ao aceitar e continuar com a navegação, consideraremos que você concorda com esta utilização nos termos de nossa Política de Privacidade.