Jornalista/Radialista
JAPÃO - Único representante do Brasil no remo na Olimpíada de Tóquio, Lucas Verthein conseguiu avançar às semifinais na categoria single skiff. O brasileiro terminou a sua bateria na segunda colocação, ficando em quinto na classificação geral da prova que aconteceu na madrugada deste domingo (horário de Brasília).
Para avançar às semifinais, Lucas precisava terminar a etapa entre os 12 primeiros colocados. O brasileiro terminou a prova com o tempo de 7min14s26, o suficiente para avançar, sendo o melhr resultado do Brasil na história dessa prova. “Difícil expressar com palavras a gratidão por este apoio. Sempre sonhei disputar uma olimpíada, mas nunca imaginei receber tanto carinho. Vamos juntos até o fim”, comemorou o atleta.
Lucas Verthein deve voltar às águas na noite da próxima quarta-feira (horário de Brasília) para disputar a semifinal.
*Por: ISTOÉ
JAPÃO - Kelvin Hoefler, do skate, ganhou a primeira medalha do Brasil nos Jogos de Tóquio e reforçou a expectativa que existe em torno dessa modalidade. Nas previsões mais otimistas, a delegação nacional poderá subir algumas vezes ao pódio e ter grande contribuição do skate no quadro de medalhas. Neste domingo, o skatista ficou com a medalha de prata na prova de street.
Na final, ele obteve 36,15. Só ficou atrás do japonês Yuto Horigome, com 37,18. O americano Jagger Eaton, com 35,35. Os outros brasileiros na disputa foram Felipe Gustavo e Giovanni Vianna, que não avançaram para a final.
Hexacampeão mundial, Hoefler vive em Los Angeles, na Califórnia, mas cresceu no litoral paulista. Ele é de Vicente de Carvalho, na periferia do Guarujá (SP), e começou a praticar a modalidade aos 9 anos na cozinha da casa dele. Vendo o jeito do filho para a coisa, o pai passou a incluir alguns obstáculos no trajeto até a garagem, passando pela sala, e o menino foi se desenvolvendo.
Quando tinha 13 anos e já estava ganhando prêmios relevantes para um adolescente em competições, como moto ou carro, seu pai sentou com ele e conversou sobre o futuro. Perguntou se era aquilo mesmo que ele queria, deu total apoio, mas já mostrou que ele precisaria ser competitivo para ter sucesso. Então todos os dias, após sair do trabalho como policial militar, ele levava Kelvin Hoefler para uma pista de skate.
Crescendo com regras mais rígidas em casa, ele foi se aperfeiçoando e, em 2014, decidiu se mudar para Los Angeles, onde teria muito mais facilidade para treinar por causa da abundância de boas pistas de skate. "Vi que lá era o lugar ideal, com ruas lisas e a cada esquina tinha um skatepark perfeito. Sabia que era um local para eu evoluir na modalidade e chegar ao patamar dos americanos", disse.
No principal mercado do skate no mundo, ele começou a se enturmar e teve ajuda de muita gente. Acabou alugando uma cozinha na casa de uma amiga, onde morou até juntar mais dinheiro nos campeonato e conseguir comprar sua própria casa. Todo o esforço foi recompensado no Japão e ele se tornou o primeiro medalhista olímpico do Brasil no skate.
*Por: Paulo Favero / ESTADÃO
JAPÃO - Com um a menos durante quase toda a partida, a seleção brasileira masculina não passou do empate em 0 a 0 com a Costa do Mafrim neste domingo (25), no segundo jogo da equipe pelo torneio de futebol das Olimpíadas de Tóquio-2020. A partida foi disputada em Yokohama, no Japão.
Com o empate, a situação do Grupo D continua indefinida. O Brasil soma 4 pontos e precisa apenas vencer a Arábia Saudita, teoricamente o rival mais fácil da chave, para garantir classificação à segunda fase sem depender de ninguém. O outro jogo da segunda rodada do Grupo D, entre Arábia Saudita e Alemanha, aconteceria às 8h30 desde domingo (25).
A seleção brasileira finaliza participação na primeira fase na próxima quarta-feira (28) contra os sauditas. O jogo será em Saitama às 5h (de Brasília).No mesmo horário, em Miyagi, jogam Alemanha e Costa do Marfim.
Para a partida deste domingo, o técnico André Jardine optou por manter a mesma escalação que havia vencido a Alemanaha, por 4 a 2, na estréia do Brasil, na última quinta-feira (22).
O Brasil começou o jogo com muita dificuldade para furar o bloqueio defensivo da Costa do Marfim, escalada pelo técnico Soualiho Haidara no 5-4-1.
Sem espaço para jogadas, a seleção trocava passes pouco objetivos para trás ou para o lado. Os marfinenses, por sua vez, buscavam roubar a bola para acionar o contra-ataque. Em um deles, Douglas Luiz foi obrigado a cometer falta e levou o cartão vermelho logo aos 13 minutos, após a arbitragem consultar o VAR.
Com um jogador a mais, a Costa do Marfim se arriscou mais ao ataque, mas sem levar muito perigo. Já o Brasil tinha ainda mais dificuldade para furar o bloqueio rival.
Durante o primeiro tempo, os marfinenses finalizaram 6 vezes e acertararam 3 no gol, todas defendidas pelo goleiro Santos. Já a seleção brasileira chutou 2 vezes ao gol, com apenas uma bola mais perigosa, em chute de Antony.
O Brasil começou no segundo tempo imprimindo mais velocidade. A seleção procurava compensar a inferioridade numérica em campo com trocas rápidas de passe. Em uma delas, aos 11 minutos, Claudinho lançou Matheus Cunha, que foi desarmado antes de finalizar. O centroavante foi novamente acionado aos 16. Em cruzamento de Bruno Guimarães, o jogador do Hertha Berlim cabeceu para boa defesa de Tape.
Mesmo com um jogador a mais, a Costa do Marfim abria mão da posse de bola. O time africano cometia seguidas faltas para parar a seleção brasileira.
Para tentar melhorar a movimentação do ataque, Jardine colocou Malcom e Gabriel Martinelli para os 15 minutos finais. Paulinho entrou em seguida, no lugar do cansado Richarlison. Pouco depois, o jogo ficou ainda mais igual, com a expulsão do volante Kouassi após cometer falta em Martinelli.
Com o mesmo número de jogadores em campo, o Brasil dominou mais, e a Costa do Marfim se fechou totalmente. Na melhor oportunidade, em contra-ataque, já nos acréscimos, Martinelli cruzou para Malcom que cabeceou para fora.
*Por: ADALBERTO LEISTER FILHO / FOLHA
JAPÃO - O judoca Daniel Cargnin conquistou, neste domingo, a medalha de bronze na categoria meio-leve (até 66 kg) dos Jogos Olímpicos de Tóquio, ao vencer o israelense Baruch Shmailov por wazari. Com este resultado, o judô brasileiro mantém a tradição de subir ao pódio em todas as edições olímpicas desde Los Angeles/1984. São 23 no total. Essa é a segunda medalha brasileira na Olímpiada.
A luta foi intensa, com o israelense aparentemente mais forte fisicamente, mas o brasileiro foi rápido demais e conseguiu um wazari a 2min29 do final. A 1min31 o combate foi paralisado por causa de um sangramento no nariz de Cargnin. Daí em diante, Shmailov foi ao ataque, mas não teve sucesso.
Na caminhada para o bronze, Daniel Cargnin derrotou o italiano Manuel Lombardo, líder do ranking e atual vice-campeão mundial. O brasileiro despachou ainda o egípcio Mohamed Abdelmawgoud na estreia e o moldávio Denis Mdavieru nas quartas. A derrota que o tirou da disputa pelo ouro foi na semifinal para o japonês Hifume Abe, por ippon.
Após a conquista, Daniel Cargnin se emocionou recordando dificuldades que teve de passar para chegar a essa conquista e valorizou o apoio que sempre teve da mãe, de amigos e companheiros judocas. "Minha mãe me deu todo o suporte, não bateu a ficha ainda. Na Itália em 2018, eu estava muito cansado, apanhando muito. Eu tinha vontade de desistir mas tenho muito suporte. Tenho uma tatuagem que significa família. Saí da casa da minha mãe cedo pra criar uma garra. Não me arrependo. Mas lembro que falei para ela: 'depois da Olimpíada estou pronto para voltar pra casa'", contou o medalhista, em entrevista à Globo.
Natural de Porto Alegre, Daniel Cargnin teve grandes resultados no ciclo olímpico, marcado por sua transição das equipes de base ao time principal. Em 2017, ele conquistou o ouro no Mundial Júnior, e firmou-se como o principal nome da categoria no Brasil. Arrematou dois títulos pan-americanos (2017 e 2020) e teve seu melhor resultado no Grand Slam de Brasília, em 2019, quando foi campeão batendo o italiano Manuel Lombardo. No Pan de Lima, ficou com a prata.
No feminino, Uta Abe, que eliminou a brasileira Larissa Pimenta na segunda luta, ficou com o ouro, ao derrotar a francesa Amandine Buchard no golden score.
Lista de pódios do judô brasileiro em Jogos Olímpicos:
*Por: ESTADÃO
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