ARARAQUARA/SP - O prefeito Edinho anunciou, na terça-feira (11), em live transmitida em suas redes sociais, o projeto das obras de recuperação dos canais fechados e abertos da Avenida Maria Antônia Camargo de Oliveira, a Via Expressa, incluindo recuperação e construção de novas pontes, e a maior obra de macrodrenagem do município, com construção de quatro lagos para retenção de águas das chuvas.
O projeto da ordem de R$ 143 milhões, sendo 1% de contrapartida do município, foi autorizado pelo Ministério das Cidades. Em telefonema para Ministro Jader Barbalho Filho, Ministro das Cidades, o próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva liberou os recursos.
Esse investimento, que seria impossível com recursos próprios do município, irá resolver o problema histórico de alagamentos da Via Expressa para os próximos 100 anos, segundo afirmou o engenheiro Pedro Ivo de Almeida Santos, que comandou a equipe que elaborou os estudos e projetos. Pedro Ivo é um dos maiores especialistas de macrodrenagem do Brasil e foi contratado pela Cutrale SA, que doou os estudos e projeto para a Prefeitura de Araraquara.
Serão necessárias obras de melhorias nos canais do Ribeirão do Ouro, Córrego da Servidão, Córrego Capão do Paiva, emissário de Esgoto Bruto ao longo do Ribeirão do Ouro e em nos sifões invertidos. Confira abaixo as intervenções previstas no projeto executivo.
De acordo com Edinho, os estudos começaram logo após os problemas graves com as enchentes do final do ano passado, quando o prefeito Edinho agiu rápido e conseguiu recursos dos governos federal e estadual, somando R$ 10 milhões, que garantiram a recuperação dos pontos mais prejudicados.
“O problema na Via Expressa é histórico. São muitos bairros novos desde a década de 80, que foi quando a Via Expressa foi construída. Toda a água das áreas que foram impermeabilizadas com novas construções desce para o Córrego da Servidão. Água que cai da SP-255, região do Parque São Paulo, Yolanda Ópice, Vila Xavier e Melhado, desce para a Via Expressa. Se pegarmos lá da 16, no Santana, a água também cai aqui”, aponta o prefeito. “O estudo concluiu que não há risco da Via Expressa afundar, cair. Isso já tinha sido apontado pelos engenheiros da Prefeitura, mas é necessária uma intervenção não invasiva, de fora a fora. Ou seja, não vamos rasgar a Via Expressa, mas será feita a recuperação das paredes dos tubos, onde há desgaste, com injeção de concreto. E esse estudo foi feito pela tecnologia mais sofisticada que temos hoje em termos de engenharia, por meio de scanner a laser, enxergando cada metro dos tubos”, acrescentou.
A liberação dos recursos foi articulada por Edinho junto ao presidente Lula. Na última quinta-feira (6), em reunião em Brasília, Edinho explicou a ele a necessidade das obras. “ Na hora o presidente Lula ligou para o Ministro Jader Barbalho Filho [Ministro das Cidades] e disse que queria que o problema de enchente em Araraquara fosse resolvido. Saí de Brasília na quinta com a autorização do presidente e, no dia seguinte, sexta-feira cedo, o Ministro Jader já havia autorizado no sistema a elaboração da obra de forma integral. Ontem [dia 10] nos reunimos com a CAIXA e nesta quinta (13) retorno a Brasília, para que a gente saia de lá já com a autorização da nota de empenho. Ou seja, para que os 143 milhões sejam empenhados e para que eu volte para Araraquara e faça a licitação. Vamos precisar depois da autorização dos órgãos de fiscalização para que a obra possa ser iniciada, mas vamos trabalhar isso também. Essa obra vai mudar efetivamente a cidade de Araraquara. Quero agradecer muito a Cutrale, que nos doou o projeto e com isso antecipou pelo menos seis meses do processo e ao presidente Lula, que mais uma vez, mostra todo seu carinho com a nossa população autorizando uma obra desse montante que certamente o município não teria condições de fazer”, finalizou o prefeito.
Intervenções previstas no projeto executivo
O projeto executivo prevê, entre as obras de macrodrenagem do canal do Ribeirão do Ouro, a reconstrução do canal da Via Expressa, em toda a sua extensão que passa atrás do Terminal Rodoviário, até a avenida Domingos Zanin. Prevê ainda a construção de três novas pontes, na Rua Capitão José Sabino Sampaio, na saída da Cutrale; na Rua Walter Rodrigues Mourão, na ponte que vai para o residencial dos Oitis, e na Rua Imaculada Conceição. Ainda no canal do Ribeirão do Ouro, será realizado aprofundamento das fundações da ponte da Via Expressa em frente ao antigo Tropical Shopping, da ponte na Rua Miguel Cortez e da ponte da Avenida Domingos Zanin.
Uma quarta ponte também será construída na Via Expressa, sobre o Córrego no Capão do Paiva, com instalação de 2 linhas de aduelas. No local, que é ligação da Via Expressa com a Domingos Zanin, entrada da cidade pela Via Expressa, pouco antes do Terminal Rodoviário, o Capão do Paiva se encontra com o Ribeirão do Ouro. Trata-se de ponto de risco, de alagamento nos períodos de chuvas fortes, porque a tubulação é antiga e estreita, sendo necessário o aumento da vazão com instalação de duas linhas de aduelas.
E ainda será feita a ampliação da travessia sob a SP-310, na rodovia Washington Luís, com implantação de 3 linhas de aduelas, também por método não destrutivo. Ali o Córrego do Ouro passa embaixo da WL.
O projeto também aponta a construção de quatro reservatórios de detenção de cheias ou lagos de retenção. Três delas no Ribeirão do Ouro, em áreas localizadas entre a Vila Renata e o Yolanda Ópice, no Parque São Paulo e a terceira numa área triangular localizada entre o Parque São Paulo, Abdo Najm e SP-310.
E o quarto e maior reservatório de detenção de cheias no Córrego da Servidão, de 120 metros de extensão, será construído em área da Rumo, na altura do antigo pátio de manobras, na Via Expressa. A construção deste lago de retenção vai marcar o início do projeto do Parque dos Trilhos que deverá ocupar aquela área.
Também constam no projeto obras de esgotamento sanitário no Ribeirão do Ouro, com remanejamento do emissário de esgoto bruto e remanejamento de dois sifões invertidos; obras de ampliação do canal do Córrego da Servidão na Via Expressa, e implantação de poços de inspeção ao longo do canal para criar mais pontos de acesso, assim como recuperação das lajes de fundo, paredes, revestimentos e patologias do canal do córrego da Servidão.
PMA
O show acontece no dia 15 de julho, às 21h, no Centro de Convenções Prof. Dr. Fausto Victorelli, trazendo os grandes sucessos da banda Queen, homenageando e relembrando a mente brilhante de Freddie Mercury e de seus parceiros de banda John Deacon, Brian May e Roger Taylor. Os ingressos custam R$ 75,00 (meia-entrada) a R$ 150,00 (inteira). A produção é da Teatro GT.
PIRASSUNUNGA/SP - O Centro de Convenções Prof. Dr. Fausto Victorelli recebe no próximo sábado, dia 15, um dos melhores tributos à banda “Queen”, às 21h. O espetáculo “Queen Experience In Concert” foi idealizado em 2018 pela BRZ Produções e já passou por todas as capitais do Brasil, além do Chile. O show traz os maiores e melhores sucessos da banda capitaneada por Freddie Mercury, como: “Don’t Stop me Now”, “Killer Queen” e “Under Pressure”, entre outros. A proposta é homenagear e relembrar a mente brilhante de Freddie Mercury e de seus parceiros John Deacon, Brian May e Roger Taylor.
Tanto a banda quanto a performance e a extensão vocal do vocalista Elvis Balbo impressionam a plateia. A produção geral é de Mayra Mello e, a executiva, de Daniela Schiarreta. A direção musical é assinada pelo maestro Eduardo Pereira e, a geral, por Bruno Rizzo. Os ingressos custam R$ 75,00 (meia-entrada) a R$ 150,00 (inteira) e estão à venda na bilheteria do Teatro (Av. Painguás, 2014, Vila Guimarães) e no site https://ingressodigital.com. A classificação etária é livre.
Serviço
“Queen Experience”
Gênero: show
Data: 15 de julho (sábado)
Horário: às 21h
Local Centro de Convenções Prof. Dr. Fausto Victorelli - Av. Painguás, 2014, Vila Guimarães, em Pirassununga
Ingressos: R$ 75,00 (meia-entrada) a R$ 150,00 (inteira)
Vendas: no site https://ingressodigital.com
Informações: www.teatrogt.com.br
Classificação etária: Livre
O stand-up comedy será realizado no sábado, com sessão extra, no Centro de Convenções Dr. Nelson Barbieri. Os ingressos estão à venda no site www.ingressodigital.com. A produção é da Teatro GT.
ARARAQUARA/SP - O Centro de Convenções Dr. Nelson Barbieri (Rua Ivo Antonio Magnani, 430, Fonte Luminosa), de Araraquara, recebe neste sábado, dia 15, o humorista Renato Albani com o show "Assim Caminha a Humanidade", em duas sessões: às 19h (extra) e às 21h. Os ingressos custam R$ 50,00 (meia-entrada) e R$ 100,00 (inteira) e estão à venda na bilheteria do Teatro e no site www.ingressodigital.com. A produção é da Teatro GT. A classificação etária é 16 anos.
Este é o quarto show solo do humorista. Focado em relatos dos anos 1990 e 2000, o comediante utiliza suas referências com programas de TV, desenhos animados, amigos, histórias da infância e de relacionamento familiar entre pais e filhos. A plateia se identifica imediatamente com os textos sempre bem-humorados. O show tem 60 minutos de duração.
Capixaba, 37 anos, radicado em São Paulo, Renato Albani é Engenheiro Eletricista de formação e, sem saber, já começou a fazer comédia na escola quando seus professores permitiam que, nos 5 minutos finais de suas aulas, ele fizesse imitações e contasse piadas. Profissionalizou-se em 2010, quando passou a integrar o grupo Comedia 027, em Vitória, no Espírito Santo, e a se destacar no cenário capixaba como grande revelação do humor daquele Estado. O humorista contabiliza turnês internacionais pela Europa e Japão e ficou mais de três anos em cartaz com seus shows solos: “O melhor trabalho do mundo”, “Alguém me explica o mundo” e “Me tornei quem eu mais temia”, gravado em 2022 para a Amazon.
Serviço
“Assim Caminha a Humanidade”, com Renato Albani
Data: sábado, dia 15.
Horário: às 19h (sessão extra) e às 21h.
Local: Centro de Convenções Dr. Nelson Barbieri (Rua Ivo Antonio Magnani, 430, Fonte Luminosa), em Araraquara.
Ingressos: R$ 50,00 (meia-entrada) e R$ 100,00 (inteira)
Vendas: no site www.ingressodigital.com.
Classificação etária: 16 anos.
IBATÉ/SP - Os jovens atletas do Projeto Social de Karatê de Ibaté, conquistaram 03 medalhas de ouro, 03 de prata e 02 de bronze, na etapa Classificatória do Campeonato Brasileiro CBK, realizada no último domingo (09), na cidade de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista.
A competição – que qualificou os quatro melhores em cada categoria – teve a participação de 1033 atletas de 15 estados da Federação.
O professor Elcio Manoel destacou que todos os atletas fazem parte do “Projeto Social Karatê para Todos”, desenvolvido e realizado pela Secretaria Municipal de Esportes de Ibaté, na Academia Municipal do Jardim Cruzado e na Pirâmide da Mata do Alemão. “Os atletas que se destacaram nessa competição foi Kauã Menezes – Campeão Sub 21/84kg e Campeão Senior 84kg; Livea Oliveira – Campeã Sub 21/50kg e Bronze Senior 50kg; Weni Gabriel – Vice-Campeão Cadete/63kg; Laura Neri Vice-Campeão Sub 21/50kg e Vice-Campeã Senior 50kg e Josué Levi – Bronze Senior 75kg”, contou.
A Federação Paulista de Karate, na qual os alunos de Ibaté foram representar, sagrou-se Campeã Geral da Etapa Classificatória com 483 medalhas, sendo 135 ouros, 119 pratas e 229 bronzes, e os atletas ibateenses contribuíram para isso. “Parabenizo e agradeço o esforço da nossa equipe e o Prof. Elcio Ferreira, Faixa Preta-6* Dan que é Integrante da Comissão Técnica da Federação Paulista de Karate, pela excelente performance do nosso município” agradeceu,
Os interessados em participar das aulas de Karatê devem comparecer às aulas que acontecem toda terça-feira, às 18h, na Pirâmide da Mata do Alemão ou toda quinta-feira e sábados na Academia Municipal, no Jardim Cruzado.
BRASÍLIA/DF - O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome publicou na última segunda-feira (10), no Diário Oficial da União, as regras para gestão sobre ingresso de famílias, revisão de elegibilidade e cadastro de beneficiários da nova versão do Programa Bolsa Família (PBF).
No mês passado, o presidente Lula sancionou a lei nº 14.601, que estabelece o novo formato do programa. Na ocasião, ele anunciou que - para fazer parte do Bolsa Família - a renda individual dos integrantes de uma família beneficiária passaria para R$ 218, ampliando o número de famílias atingidas pelo programa.
A partir dessa regra, a portaria publicada hoje detalha a composição dos valores a serem pagos às famílias, sendo o principal o Benefício de Renda de Cidadania (BRC), que atualmente é de R$ 142 por pessoa.
Como o governo federal se comprometeu a pagar o valor mínimo de R$ 600 por família, em caso de famílias menores, o Benefício Complementar (BCO) entra na composição do valor a ser pago.
Também irão compor o Bolsa Família o Benefício Primeira Infância (BPI) - que concede R$ 150 por criança com idade entre zero e seis anos - e o Benefício Variável Familiar (BVF), de R$ 50, que pode ser do tipo Benefício Variável Familiar Gestante (BVG), para gestantes; Benefício Variável Familiar Nutriz (BVN), para crianças com menos de sete meses de idade; Benefício Variável Familiar Criança (BV), para crianças ou adolescentes com idade entre sete anos e 16 anos incompletos; e Benefício Variável Familiar Adolescente (BVA), para adolescentes com idade entre 16 anos e 18 anos incompletos.
O Benefício Extraordinário de Transição (BET) garante que não haja uma redução no benefício recebido até então, e só entra na composição caso o valor de cálculo em maio de 2023 seja superior ao cálculo total dos parâmetros atuais.
Além do detalhamento dos benefícios, a portaria traz as definições de como o benefício deverá ser distribuído em cada estado e no Distrito Federal, conforme a disponibilidade orçamentária e financeira, definida pela Lei Orçamentária Anual, e o número de famílias pobres nos municípios, calculado conforme a metodologia definida pela Secretaria Nacional de Renda e Cidadania (Senarc).
O documento define, ainda, os critérios de habilitação, elegibilidade, seleção e concessão do Bolsa Família. Esses processos garantem que as família inscritas, que estejam de acordo com as regras de elegibilidade, com dados atualizados no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (Cadastro Único) e renda limite, possam ser incluídas e comecem a receber o benefício.
Nesse caso, um cartão é emitido para o responsável pela família sacar o dinheiro a cada mês.
A liberação, bloqueio, suspensão, cancelamento e reversão de qualquer uma dessas ações são geridas pelos municípios, por meio do Sistema de Benefícios ao Cidadão (Sibec), que - em caso de dificuldades de acesso - tem regras alternativas e formulários estabelecidos pela portaria.
Essas medidas podem ocorrer quando forem verificadas pendências na documentação, quando houver caso de morte ou quando houver descumprimento das regras, como identificação de trabalho infantil na estrutura familiar, por exemplo.
Os benefícios também podem cessar parcialmente, quando acontecer o fim de vigência, como é o caso de um adolescente que completa 19 anos e a família deixa de receber apenas o Benefício Variável Familiar Adolescente (BVA) daquele indivíduo.
As novas regras entraram em vigor na segunda-feira,10, com exceção de alguns mecanismos que precisam de prazo maior para averiguação, como de CPF (Cadastro de Pessoas Físicas), já cadastrado em situação irregular na base da Receita Federal, por exemplo. Para esses casos, a portaria entra em vigor a partir de 2024.
Por Fabíola Sinimbú - Repórter da Agência Brasil
BRASÍLIA/DF - O plenário do Senado aprovou na terça-feira (11) o projeto de lei (PL) que cria o programa Escola em Tempo Integral. O texto do PL 2.617/2023 permite à União financiar a abertura de matrículas em período integral nas escolas de educação básica, por meio de transferências para estados e municípios. O programa foi uma iniciativa do governo federal e, agora, vai à sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para entrar em vigor.

Coordenado pelo Ministério da Educação (MEC), o programa é um mecanismo federal de fomento à expansão das matrículas de educação básica em tempo integral nas redes estaduais e municipais. A adesão ao programa é opcional, mas a meta inicial é criar 1 milhão de novas matrículas em tempo integral nos próximos anos.
O governo federal estima que serão disponibilizados cerca de R$ 4 bilhões para aumentar a oferta de educação em tempo integral, permitindo que estados e municípios possam expandir as matrículas em suas redes. Até 2026, segundo o MEC, a meta é chegar a 3,2 milhões de matrículas.
Pelas regras estabelecidas no projeto, serão consideradas matrículas em tempo integral aquelas em que o estudante permanece na escola ou em atividades escolares por tempo igual ou superior a 7 horas diárias ou a 35 horas semanais em dois turnos. Apenas as matrículas criadas ou convertidas em tempo integral a partir de 1º de janeiro de 2023 poderão ser contadas para fins de participação no programa. O projeto determina que as matrículas pactuadas no âmbito do programa sejam registradas no Censo Escolar, que será uma das principais referências para a prestação de contas.
Além do fomento, o texto prevê assistência técnica e financeira do governo federal às redes de ensino para induzir a criação de novas matrículas em tempo integral, da educação infantil ao ensino médio, bem como a conversão de matrículas em tempo parcial para tempo integral.
Em outra deliberação no plenário, o Senado aprovou nesta terça o projeto da Câmara dos Deputados que obriga o Poder Executivo a implantar um serviço de monitoramento de ocorrências de violência escolar. O PL 1.372/2022 determina que o serviço, chamado Sistema Nacional de Acompanhamento e Combate à Violência nas Escolas, seja criado pelo Poder Executivo em articulação com os estados, municípios e o Distrito Federal. O texto também segue para sanção.
*Com informações da Agência Senado.
Por Pedro Rafael Vilela - Repórter da Agência Brasil
EUA – Com mais de 100 milhões de usuários em poucos dias, a Meta Platforms (NASDAQ:META) causou sensação no mundo da mídia social ao lançar um novo aplicativo baseado em bate-papo, o Threads, que deve concorrer diretamente com o Twitter. A integração estratégica com o Instagram permite aos usuários se conectem com facilidade com a sua rede de seguidores. No entanto, no entendimento do Itaú BBA, ainda que este seja um ótimo começo, ainda há um longo caminho antes que o app se torne definitivamente popular.
“A jornada da Threads em direção ao sucesso sustentado continua dependente de vários fatores, incluindo retenção de usuários, melhorias contínuas na plataforma e reações de concorrentes e reguladores”, avaliam os analistas Thiago Alves Kapulskis, Cristian Faria e Gabriela Moraes, em relatório divulgado aos clientes e ao mercado.
No entendimento dos analistas, a Meta apresenta uma história de sucesso no lançamento de novos produtos de mídia social, incluindo stories, que concorrem com o Snap (NYSE:SNAP), e os Reels, concorrendo com TikTok.
Twitter impactado por mudanças
Segundo os analistas do Itaú BBA, este é apenas algum dos últimos fatos envolvendo a “saga caótica de mudanças na plataforma do Twitter, incluindo a eliminação das regras de moderação de conteúdo, a recalibração dos algoritmos de conteúdo e o lançamento de um esquema de verificação pago que dificultou a autenticação das identidades dos usuários”.
Os analistas detalham dados do Similarweb (NYSE:SMWB) que mostram que as medidas vêm afastando usuários. De julho de 2022 a junho de 2023, o Twitter amargou recuo de 10% nos usuários mensais ativos do Android em todo o mundo.
“O Twitter tem sido historicamente um dos jogadores mais pobres em termos de execução de publicidade digital”, comparam os analistas, que acreditam que a Meta teria “oportunidade de capturar uma boa base em uma ferramenta potencialmente poderosa o suficiente para se tornar uma ferramenta chave de topo de funil para anunciantes”.
O Itaú BBA possui classificação outperform para as ações da Meta, com preço-alvo de US$280,00, mas ainda não incluiu os potenciais com o novo app nas suas projeções.
Às 16h41 (de Brasília) de terça, 11, as ações da Meta subiam 2,53% a US$297,89 e os BDRs (BVMF:M1TA34) estavam em acréscimo de 0,82%, a R$51,62.
por Investing.com
SUDÃO - Após 32 anos trabalhando como professor em uma escola pública no Sudão, Imad Mohammed viu suas economias se esvaírem com a guerra entre dois generais rivais em seu país.
"Agora só comemos uma vez por dia e não sabemos quanto tempo isso vai durar", contou Mohammed, que tem uma família de cinco pessoas para sustentar.
Assim como outros funcionários públicos, o professor do Estado de Al Jazirah está sem receber desde que o exército sudanês e as Forças de Apoio Rápido (FAR) paramilitares entraram em guerra em 15 de abril.
Na ocasião, os bancos fecharam as portas em Cartum e agências em todo o país enfrentaram dificuldades de continuar operando sem ter contato direto com suas sedes na capital. Desde então, os únicos funcionários públicos que têm recebido pagamento são os militares.
Atualmente, cerca de um milhão de trabalhadores devem sobreviver com suas economias ou redes de assistência social.
"O que os professores e suas famílias estão passando, tanto no setor público como no privado, é catastrófico", disse Ammar Youssef, presidente do Comitê de Professores do Sudão.
A guerra no Sudão já deixou aproximadamente 3.000 mortos e três milhões de deslocados. Mais de um milhão e meio de habitantes deixaram a capital sudanesa utilizando suas economias para escapar dos bombardeios aéreos, tiros de artilharia e conflitos nas ruas que transformaram Cartum em uma zona de guerra.
- Greves –
A situação não foi a mesma para quem não reunia condições financeiras suficientes para deixar os locais de confrontos. Somado a isto, a alta no preço do combustível, que multiplicou por 20, impossibilitou as poucas chances que restavam.
"Eles não só têm dificuldade de alimentar suas famílias uma vez por dia, mas também não podem levá-los para um local seguro, fora das zonas de combate", explica Youssef.
"A educação pública emprega mais de 300.000 pessoas que não ganhavam o suficiente antes da guerra", diz ele, acrescentando que desde o início do conflito, tem sido impossível contatar o Ministério da Educação.
"Quem não morreu de bala, vai morrer de fome", acrescentou.
Muitos sindicatos do país anunciaram que poderiam convocar greves, o que deve intensificar ainda mais a tensão no local.
Uma coalizão de representantes de médicos, engenheiros, professores e jornalistas anunciou que tomará "medidas de agravamento se os salários não forem pagos".
Com o aumento do preço dos alimentos, serviços básicos cada vez mais escassos e salários congelados, mais da metade do país, de 48 milhões de habitantes, depende de ajuda humanitária, de acordo com a ONU.
Em Darfur (oeste), uma das áreas mais afetadas pelos combates, a ONG Human Rights Watch denunciou supostos "crimes de guerra" e pediu ao Tribunal Penal Internacional (TPI) que investigue o caso.
De acordo com a organização, dezenas de pessoas foram mortas ou feridas enquanto "milhares" de soldados das FAR e de tribos árabes atacaram a cidade de Misterei, em Darfur, a qual foi "quase completamente incendiada".
PERU - O Peru registra um surto incomum de casos da síndrome neurológica Guillain-Barré em seu território. Desde o início do ano, foram diagnosticados 182 casos no país, o que equivale a cerca de um caso por dia em 2023.
Após a morte de quatro pessoas, o governo peruano decidiu declarar emergência nacional de saúde por 90 dias.
"Houve um aumento significativo nas últimas semanas, o que nos obriga, como Estado, a tomar medidas para proteger a saúde e a vida da população", disse o ministro da Saúde, César Vásquez, à imprensa.
A medida vai permitir ao Ministério da Saúde a compra de imunoglobulina para o tratamento de pacientes com a doença nos próximos dois anos.
Síndrome não é contagiosa
A síndrome de Guillain-Barré é uma doença autoimune que se manifesta pela fraqueza progressiva dos músculos. Um de seus sintomas mais frequentes é o formigamento e a falta de força nas extremidades do corpo, mas ela pode levar a morte com a paralisação do sistema respiratório.
A doença não é contagiosa. A síndrome é geralmente provocada por um processo infeccioso anterior que atinge o paciente. No caso peruano, a suspeita paira sobre uma bactéria que ataca o intestino, a Campylobacter.
Essa não é a primeira vez que o Peru decreta emergência por um surto de Guillain-Barré. O país teve um número de casos da síndrome acima do normal em 2018 e 2019.
(Com informações de agências)
por RFI
BIG ISLAND - Os mistérios de Big Island, a maior ilha do Havaí, começam logo na descida do avião. Da janelinha, avistamos a pista de aterrissagem cercada por rochas vulcânicas gigantes. E já em terra firme, desembarcamos no charmoso aeroporto da cidade de Kona, praticamente construído ao ar livre.
A ilha no Pacífico parece mesmo um mundo à parte. A quase 4 mil quilômetros da Califórnia, o voo de Los Angeles leva cinco horas. Aqui, pouco se escuta "thank you" ou "hello". É "mahalo" e "aloha". Os locais também veneram Pele e isso não tem nada a ver com futebol. Pele é a deusa dos vulcões e está, neste exato momento, em plena atividade.
Uma erupção no cume do Kilauea começou antes do nascer do sol numa quarta-feira de junho, no dia 3, após pequenos terremotos abaixo do vulcão. Um lago de mais de 120 hectares de lava derretida foi formado, e jatos jorravam a centenas de metros de distância.
Mas ninguém saiu às pressas da ilha, muito pelo contrário. Milhares de pessoas foram correndo para ver a erupção no Parque Nacional dos Vulcões, uma das atrações mais populares do Havaí. E, segundo funcionários do parque, não tem problema nenhum.
O parque tem espaços com vistas espetaculares para o fenômeno, mesmo com o lago de lava formado numa área de acesso proibido aos turistas.
"É seguro ver a erupção dos pontos de parada ao longo da trilha Crater Rim", diz Jessica Ferracane, assessora do parque. "Toda a lava está confinada a uma cratera apenas. Só pedimos aos visitantes para ficar fora das áreas fechadas. Gases vulcânicos, penhascos, rachaduras na terra são alguns dos perigos associados aos vulcões."
Aberto 24 horas, o parque sugere visitas depois das 21h e antes das 5h para evitar as multidões e estacionamentos lotados.
Ninguém sabe ao certo quanto tempo irá durar o espetáculo. A última erupção semelhante durou de janeiro a março deste ano. "Mas também tivemos um lago de lava entre 2008 e 2018", disse Ferracane. "Não saber a duração faz parte da maravilha e do mistério de se viver em um dos vulcões mais ativos do planeta."
Mesmo sem erupção à vista, vale muito a pena visitar o parque. Afinal, quem não quer atravessar um lago de lava solidificado no fundo de uma cratera, a Kilauea Iki? A cratera é uma depressão de 120 metros que também faz parte do vulcão Kilauea, o mesmo que cospe lava no momento, mas através de outra cratera, a Halmemaʻumaʻu.
Ferracane diz que "há muito pouco risco" na trilha de Kilauea Iki ("iki" é pequeno em havaiano), já que os vulcões do Havaí são os mais monitorados e estudados do mundo.
Para descer até sua lava solidificada, resultado de uma erupção em 1959, é preciso atravessar uma floresta tropical exuberante, repleta de samambaias e passarinhos, como os nativos de plumagem vermelha iiwi e apapane. Já na base da depressão, onde fica o lago solidificado, flores vermelhas chamadas ohia, endêmicas da ilha, praticamente brilham no cenário árido de rochas pretas vulcânicas.
Esse clima desértico acompanha toda viagem pela Big Island, com estradas cortando campos de rochas vulcânicas e montanhas manchadas por rios de lavas solidificadas. Composta por cinco vulcões, a Big Island se formou justamente com suas erupções ao longo de milhões de anos. E, a cada nova grande erupção, a ilha ganha mais território.
A combinação de altas montanhas com esse solo especial deu origem a um tipo de café que só pode ser cultivado aqui, o café Kona, em pequenas fazendas nas encostas dos vulcões Hualalai e Mauna Loa.
O preço é exorbitante, mas muitas fazendas oferecem tour com degustação ao final. A Mountain Thunder Coffee Plantation, a 15 quilômetros do aeroporto, oferece passeio gratuito para explicar a magia do café Kona. Para comprar o autêntico, preste atenção nas embalagens: se não disser "100% kona coffee", é mistura de outras variedades.
Para curtir as praias de Big Island, não tem como errar. Há praias de areia preta, branca e até verde. Há praias para a família, com diversos serviços, como aluguel de pranchas e banheiro, praias para surfistas e também aquelas mais difíceis de chegar. Em quase todas, dá para fazer um bom snorkel, ver muitos peixinhos e, com sorte, tartarugas.
Dizem que o melhor snorkel de todos está na baía de Kealakekua, onde só se chega de barco ou por uma trilha de 40 minutos (a descida é fácil, mas a subida é pesada).
Além da vida marinha excepcional, a baía guarda uma boa história de Big Island. Foi aqui que o famoso explorador britânico James Cook, primeiro europeu a estabelecer contato com as ilhas havaianas, foi assassinado em 1779, em sua terceira viagem pelo Pacífico. Após ter um de seus barcos roubados, Cook tentou em vão sequestrar o rei havaiano para ter a embarcação de volta, mas o erro acabou custando sua vida.
Um monumento a Cook foi levantado na baía, da onde os visitantes saem para entrar na água. Quem for caminhando, é bom chegar bem cedo ou no fim de tarde para evitar o "congestionamento" de barcos que poluem a vista no final das manhãs.
Outra aventura aquática e um clássico de Big Island é "nadar com as raias mantas" num mergulho noturno, com uma das diversas empresas autorizadas (cerca de R$ 700). Conhecidas também como arraias-jamanta, elas podem chegar a mais de quatro metros, embora não possuam ferrão como as temidas arraias.
As mantas se alimentam de plâncton, que é atraído pelas luzes dos barcos que levam os turistas. A viagem até uma das baías das mantas leva uma hora e acontece bem no pôr do sol. Se entrar à noite nas águas do meio do Pacífico não assustar, a experiência pode ficar ainda mais surreal.
As mantas se aproximam lentamente no fundo do mar, como criaturas alienígenas que parecem voar. Ao subir à superfície, a surpresa tira o fôlego dos desavisados: curiosas, elas podem chegar bem perto do visitante de snorkel, raspando levemente na nossa roupa de neoprene. Porém, como as lavas incandescentes do Kilauea, é proibido tocá-las, preservando assim mais um dos mistérios da Big Island.
por FERNANDA EZABELLA / FOLHA de S.PAULO
Este site utiliza cookies para proporcionar aos usuários uma melhor experiência de navegação.
Ao aceitar e continuar com a navegação, consideraremos que você concorda com esta utilização nos termos de nossa Política de Privacidade.