SÃO CARLOS/SP - O Museu da Ciência Prof. Mário Tolentino, em São Carlos, recebeu novas peças que ampliam seu acervo de paleontologia e oferecem ao público a oportunidade de conhecer mais sobre a vida pré-histórica. Entre as novidades estão pegadas de pterossauros encontradas em uma pedreira de Araraquara, dentes de diferentes animais pré-históricos e ossos de uma espécie de dinossauro herbívoro de pequeno porte.
Um dos destaques são as pegadas de pterossauros, répteis voadores que viveram na era dos dinossauros. As marcas foram encontradas em uma pedreira de Araraquara e estão entre os registros paleontológicos que ajudam os pesquisadores a compreender a presença desses animais na região.
O acervo também conta com dentes de dinossauros carnívoros e herbívoros, além de dentes de peixes pulmonados que viveram há mais de 270 milhões de anos. Outra novidade são os ossos de Ibirania parva, espécie de dinossauro herbívoro de pequeno porte pertencente ao grupo dos titanossauros.
As novas peças se somam a uma coleção que já chama a atenção dos visitantes, com réplicas de esqueletos de dinossauros carnívoros da família Abelisauridae, de pterossauros do gênero Anhanguera, além de pegadas fossilizadas de dinossauros e mamíferos encontrados no Estado de São Paulo. Entre as atrações está ainda uma peça conhecida como o “primeiro xixi de dinossauro do mundo”, uma formação preservada em pedra.
O Museu da Ciência possui uma expressiva coleção de icnofósseis — vestígios de atividades de seres vivos preservados ao longo do tempo —, incluindo pegadas que permitem observar marcas deixadas por diferentes animais. O espaço também oferece áreas dedicadas à física, às artes e a experimentos interativos, aproximando o conhecimento científico de visitantes de diferentes idades.
Parte do acervo paleontológico é disponibilizada ao público por meio de uma parceria com o Departamento de Ecologia e Biologia Evolutiva da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). O professor Marcelo Adorna Fernandes, curador da área de Paleontologia do museu e pesquisador do departamento, destaca a variedade de materiais expostos.
“Temos várias pegadas de grupos de dinossauros, desde o bebê até o adulto. As maiores pegadas de dinossauros do Estado de São Paulo também estão armazenadas aqui no Museu da Ciência. Temos uma quantidade excepcional de material à disposição do público. Algumas peças podem ser tocadas, permitindo que os visitantes interajam e sintam sua textura; outras, naturalmente, ficam protegidas em vitrines”, explica.
A visitação ao Museu da Ciência Prof. Mário Tolentino é gratuita. Escolas e grupos maiores precisam agendar a visita pelo telefone (16) 98849-1144. O museu está localizado na Praça Coronel Salles, no subsolo, na região central de São Carlos.
SÃO CARLOS/SP - Em cerimônia realizada na Universidade de São Paulo, o docente do IFSC/USP), Prof. Dr. Antônio Carlos Hernandes, assumiu a presidência da Academia de Ciências do Estado de São Paulo (ACIESP), defendendo a valorização do conhecimento científico, o fortalecimento da educação e uma participação mais efetiva da ciência nas decisões que determinam o futuro do País.
A ciência brasileira enfrenta desafios que ultrapassam os limites dos laboratórios, das universidades e dos centros de pesquisa. Num mundo marcado pela velocidade da informação, pelo avanço da inteligência artificial e pela crescente disseminação de notícias falsas, aproximar o conhecimento científico da sociedade tornou-se uma necessidade cada vez mais urgente. Foi precisamente esta preocupação que marcou a cerimônia de posse da nova diretoria e do Conselho Diretor da ACIESP, realizada no dia 9 de outubro, no Auditório da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, na Universidade de São Paulo (USP).
O encontro reuniu importantes representantes da comunidade científica e acadêmica brasileira, numa cerimônia que assinalou não apenas a renovação da direção da entidade, mas também a reafirmação do papel que a ciência deve desempenhar no desenvolvimento econômico, social e tecnológico do Brasil.
O Prof. Dr. Antônio Carlos Hernandes assumiu a presidência da ACIESP, sucedendo ao docente do IFSC/USP), Prof. Dr. Adriano Andricopulo, responsável pela condução da instituição durante o período de 2023 a 2026. A nova diretoria conta ainda com a Profª Drª Vanderlan da Silva Bolzani, na vice-presidência, o Prof. Dr. Paulo César Vieira, como diretor executivo, e a Profª Drª Maria de Fátima das Graças Fernandes da Silva, na direção financeira.
A solenidade teve início com uma apresentação do quarteto de cordas da Orquestra de Câmara da Escola de Comunicações e Artes da USP, seguindo-se os pronunciamentos das autoridades e os atos de transmissão da presidência e posse dos novos dirigentes.
Uma academia que nasceu em São Carlos
A história da ACIESP possui uma ligação particularmente significativa com a cidade de São Carlos, reconhecida nacionalmente pela sua vocação científica e tecnológica.
Foi precisamente em São Carlos, no dia 8 de outubro de 1974, que um grupo de pesquisadores deu início à trajetória da Academia de Ciências do Estado de São Paulo. Passados 52 anos, a instituição continua a reunir cientistas de reconhecida competência, contribuindo para a valorização da pesquisa e para o fortalecimento das instituições científicas paulistas.
Ao recordar essa origem, o novo presidente destacou que a renovação da diretoria representa também uma oportunidade para reafirmar os princípios que orientam a atuação da Academia: a excelência científica, a responsabilidade institucional e, sobretudo, o compromisso de fazer com que o conhecimento produzido pelos pesquisadores alcance efetivamente a população.
A referência à fundação da ACIESP em São Carlos reveste-se de especial importância, considerando a contribuição histórica das instituições de ensino e pesquisa instaladas na cidade para o desenvolvimento científico brasileiro.
Antônio Carlos Hernandes defende ciência mais próxima da população
No seu discurso de posse, Antônio Carlos Hernandes reconheceu a extraordinária capacidade científica do Estado de São Paulo, sustentada por universidades de excelência, institutos de pesquisa, centros de inovação e uma comunidade de pesquisadores que atua nas mais diferentes áreas do conhecimento.
Entretanto, advertiu que essa capacidade convive com problemas que exigem respostas urgentes, particularmente aqueles relacionados com a circulação de informações falsas e com a perda de confiança da sociedade no conhecimento científico.
Para o novo presidente “O combate à desinformação deverá constituir uma das prioridades da ACIESP nos próximos anos. A propagação de informações falsas sobre a vacinação, por exemplo, demonstra que conquistas científicas construídas ao longo de décadas podem ser comprometidas quando a população deixa de confiar nas evidências produzidas pela investigação científica”.
Hernandes salientou, contudo, que “Enfrentar a desinformação não significa exigir uma confiança incondicional nos cientistas. Pelo contrário, implica explicar à população como o conhecimento é produzido, reconhecer as incertezas próprias da investigação e estabelecer um diálogo permanente com a sociedade”.
Entre as prioridades anunciadas para a nova gestão estão o fortalecimento da educação e da divulgação científica, a articulação entre pesquisadores e instituições e a elaboração de documentos independentes, fundamentados em evidências, capazes de contribuir para a formulação de políticas públicas.
A Academia pretende igualmente ampliar a discussão sobre questões que deverão marcar as próximas décadas, incluindo as mudanças climáticas, o envelhecimento da população, a inteligência artificial, a energia, os novos materiais, a saúde e as transformações no mundo do trabalho.
Ao concluir o seu pronunciamento, Hernandes sintetizou a dimensão dessa responsabilidade numa afirmação particularmente significativa: “O futuro não será construído apenas pela ciência, mas será muito difícil construí-lo sem ela”, afirmou.
Helena Nader alerta para os riscos dos cortes na educação e na pesquisa
Um dos pronunciamentos mais contundentes da cerimônia foi proferido pela presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC), professora Helena Nader, que manifestou preocupação com os desafios enfrentados pela ciência brasileira e com as consequências das políticas que reduzem os investimentos na educação e na investigação científica.
Na sua intervenção, Nader destacou que a capacidade científica alcançada pelo Estado de São Paulo não surgiu por acaso, mas resulta de décadas de investimentos públicos continuados nas universidades, nas instituições de pesquisa e nas agências de financiamento, particularmente a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).
A presidente da ABC criticou a visão que considera os recursos destinados à ciência e à educação como despesas, em vez de investimentos estratégicos para o desenvolvimento nacional.
Advertiu ainda que a desvalorização dessas áreas compromete não apenas a competitividade econômica, mas também a soberania tecnológica e a própria qualidade da democracia.
Na sua avaliação “Um país que não produz conhecimento e depende permanentemente de tecnologias desenvolvidas no exterior acaba por perder autonomia nas decisões que condicionam o seu futuro”.
Helena Nader relacionou igualmente a fragilização da educação com o crescimento da desinformação e com as dificuldades de formação de cidadãos capazes de distinguir fatos de opiniões e evidências de manipulações.
Para a cientista, a missão da nova diretoria da ACIESP ultrapassa a preservação da excelência acadêmica. É necessário garantir que a comunidade científica tenha participação efetiva nos espaços onde são tomadas as decisões políticas e administrativas, seja no âmbito municipal, estadual ou nacional.
Inteligência artificial representa novo desafio para a ciência
A importância crescente da inteligência artificial foi outro dos temas abordados durante a solenidade.
O secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de São Paulo, professor Vahan Agopyan, destacou a trajetória da ACIESP e o reconhecimento conquistado pela instituição ao longo de mais de cinco décadas.
Ao comentar os desafios tecnológicos contemporâneos, Agopyan chamou a atenção para a necessidade de compreender os impactos da inteligência artificial, uma ferramenta poderosa, mas que também apresenta riscos significativos. Na sua perspectiva “A comunidade científica deverá participar ativamente da discussão sobre a utilização responsável dessas tecnologias, procurando assegurar que os seus benefícios sejam efetivamente colocados ao serviço da sociedade”.
O secretário salientou que São Paulo dispõe de um ambiente favorável à ciência, à tecnologia e à inovação, mas advertiu que os desafios futuros exigirão preparação, capacidade de adaptação e uma atuação coordenada entre as instituições científicas e os responsáveis pelas políticas públicas.
Universidade e sociedade precisam caminhar juntas
Representando a Universidade de São Paulo, a professora Liedi Légi Bariani Bernucci, vice-reitora, destacou a importância de tornar mais visível o trabalho desenvolvido nas universidades e nos institutos de pesquisa.
Segundo a docente, embora as instituições acadêmicas e as agências de financiamento desempenhem um papel fundamental no apoio à ciência básica, aplicada e à inovação, permanece o desafio de demonstrar à sociedade a importância concreta desse trabalho.
A aproximação entre pesquisadores e população, especialmente entre os mais jovens, constitui uma condição essencial para fortalecer a valorização social da ciência e enfrentar os movimentos de desinformação.
Nesse contexto, a vice-reitora reconheceu o papel desempenhado por instituições como a ACIESP e a Academia Brasileira de Ciências na divulgação do conhecimento e na defesa da atividade científica.
A cerimônia contou ainda com a presença do presidente da FAPESP, professor Marco Antônio Zago, além de representantes de universidades, instituições de pesquisa e entidades ligadas à ciência e à tecnologia.
Um novo ciclo para a ciência paulista
A posse da nova diretoria da ACIESP acontece num momento em que a produção de conhecimento científico assume importância decisiva para enfrentar problemas que afetam diretamente a vida da população.
Questões relacionadas com a saúde pública, o ambiente, a produção de energia, a transformação digital e o desenvolvimento econômico exigem respostas cada vez mais fundamentadas na investigação científica.
Mas a mensagem central transmitida durante a cerimônia foi igualmente clara: não basta produzir ciência de qualidade. É indispensável que esse conhecimento seja compreendido, valorizado e utilizado pela sociedade.
Ao iniciar um novo ciclo institucional, a Academia de Ciências do Estado de São Paulo assume, assim, o desafio de fortalecer a sua presença no debate público, ampliar a divulgação científica e contribuir para que as decisões que condicionam o futuro do País sejam orientadas pelo conhecimento e não pela desinformação.
Para São Carlos, cidade onde a Academia nasceu há 52 anos, esta renovação representa também a continuidade de uma história intimamente ligada à construção de um dos mais importantes ambientes científicos do Brasil.
Mais do que uma simples mudança de dirigentes, a cerimônia reafirmou uma convicção partilhada pelos participantes: investir em ciência, educação e tecnologia significa investir na autonomia, no desenvolvimento e no futuro da sociedade brasileira.
SUÉCIA - A Real Academia Sueca de Ciências anunciou, na quarta-feira (7), que o francês Henri B. Kagan e o japonês Kenso Soai são os vencedores do Prêmio Nobel de Química de 2026.
Os dois cientistas foram premiados pela "descoberta de efeitos não lineares e da autocatálise na síntese orgânica assimétrica".
De acordo com as explicações divulgadas pelo Comitê do Nobel, por trás das descobertas está uma questão fundamental da química: muitas moléculas existem em duas formas que são imagens espelhadas uma da outra. Embora possam parecer praticamente iguais, essas versões podem apresentar propriedades e efeitos biológicos diferentes.
As descobertas de Kagan e Soai aprofundaram a compreensão de como reações químicas podem favorecer uma dessas formas e de como uma pequena assimetria inicial pode ser amplificada.
O que são moléculas espelhadas?
Segundo o material divulgado pelo Nobel, para entender a importância das descobertas é preciso conhecer o conceito de quiralidade.
Muitas moléculas podem existir em duas versões que possuem a mesma composição, mas são imagens espelhadas uma da outra. O fenômeno pode ser comparado às mãos humanas: a mão esquerda e a direita têm estruturas equivalentes, mas não podem ser perfeitamente sobrepostas.
Na química, essas duas formas são chamadas de enantiômeros.
De acordo com o Comitê do Nobel, essa diferença pode alterar a maneira como uma molécula interage com outras substâncias, inclusive no organismo humano.
A questão é particularmente importante na indústria farmacêutica, já que diferentes formas de uma molécula quiral podem apresentar atividades biológicas distintas. Por esse motivo, controlar qual delas é produzida durante uma reação é importante na síntese de diversos compostos.
Como a química consegue 'escolher um lado'?
Segundo a Real Academia Sueca de Ciências, uma das questões centrais dos trabalhos reconhecidos neste ano é a maneira como diferenças muito pequenas podem ser amplificadas durante uma reação química.
Henri Kagan teve papel fundamental no estudo dos chamados efeitos não lineares na síntese assimétrica. Seu trabalho ajudou a demonstrar que a relação entre a composição quiral de um catalisador e o resultado de uma reação pode ser mais complexa do que uma relação simplesmente proporcional.
Kenso Soai, por sua vez, tornou-se conhecido pela descoberta da autocatálise assimétrica.
Conforme explica o Comitê do Nobel, na autocatálise, o próprio produto de uma reação atua como catalisador, contribuindo para acelerar a formação de mais produto.
No processo estudado por Soai, uma pequena predominância inicial de uma das formas espelhadas pode ser progressivamente amplificada durante a reação.
Em termos simples, é como começar uma disputa praticamente empatada e criar um mecanismo no qual uma vantagem inicialmente muito pequena aumenta à medida que o processo continua.
Descobertas ajudam a investigar um mistério da vida
Segundo o Comitê do Nobel, os trabalhos também têm relação com uma das grandes questões da química e da origem da vida: por que os sistemas biológicos apresentam uma preferência tão acentuada por determinadas formas de moléculas quirais?
Os aminoácidos presentes nas proteínas dos organismos vivos, por exemplo, aparecem predominantemente em uma determinada configuração, enquanto os açúcares que compõem os ácidos nucleicos apresentam outra preferência de orientação.
Esse fenômeno é conhecido como homoquiralidade.
Os mecanismos estudados pelos vencedores mostram como um desequilíbrio inicialmente muito pequeno entre duas formas moleculares pode ser amplificado.
Isso não significa que Kagan e Soai tenham solucionado definitivamente a origem da homoquiralidade da vida. Os trabalhos, no entanto, oferecem mecanismos químicos importantes para compreender como pequenas diferenças podem ser ampliadas até que uma das formas se torne predominante.
Qual é a importância das descobertas?
Segundo as informações divulgadas pelo Nobel, o controle da quiralidade é fundamental em diferentes áreas da química.
Na produção de medicamentos, por exemplo, muitas substâncias são quirais, e diferentes formas da mesma molécula podem interagir de maneiras distintas com o organismo.
A síntese assimétrica permite aos químicos favorecer a produção de uma dessas formas, aumentando o controle sobre as substâncias produzidas.
Os conhecimentos desenvolvidos nessa área também são relevantes para a criação de moléculas biologicamente ativas e para diferentes processos da química orgânica.
O Nobel de 2026 reconhece, portanto, descobertas de química fundamental que ampliaram a compreensão sobre como controlar a formação e a amplificação da assimetria molecular.
Vencedores vão dividir 12 milhões de coroas suecas
Além da medalha e do diploma, Henri B. Kagan e Kenso Soai vão dividir 12 milhões de coroas suecas, valor destinado ao Nobel de Química deste ano.
A cerimônia oficial de entrega dos prêmios será realizada em 10 de dezembro, em Estocolmo, no aniversário da morte de Alfred Nobel, criador da premiação.
Em 2025, o Nobel de Química foi concedido a Susumu Kitagawa, Richard Robson e Omar M. Yaghi pelo desenvolvimento das chamadas estruturas metalorgânicas (MOFs), construções moleculares porosas que podem ser projetadas para capturar e armazenar determinadas substâncias.
NOTÍCIAS AO MINUTO
SÃO PAULO/SP - As inscrições para o Prêmio Carolina Bori Ciência & Mulheres estão abertas até o dia 30 de outubro. O objetivo é reconhecer jovens talentosas cujas pesquisas de iniciação científica demonstrem criatividade, rigor metodológico e potencial para contribuir para o futuro da ciência no país.

Promovido pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), a 8ª edição do prêmio será dedicada à categoria “Meninas na Ciência”.
Desde 2019, o Prêmio Carolina Bori já reconheceu 37 cientistas. Nesta edição, a premiação será voltada a estudantes do ensino Médio e da graduação que desejam seguir carreira científica.
Serão selecionadas seis vencedoras: três estudantes do ensino médio e três da graduação, distribuídas entre as três grandes áreas do conhecimento:
As vencedoras serão anunciadas até 15 de janeiro de 2027.
Prêmios para as vencedoras:
As informações sobre as regras de participação estão disponíveis no edital do prêmio. As inscrições devem ser feitas exclusivamente pelo formulário online.
AGÊNCIA BRASIL
EUA - A NASA divulgou as primeiras imagens detalhadas da cratera formada na Lua após a queda de um estágio superior do foguete Falcon 9, da SpaceX. O equipamento atingiu a superfície lunar em 5 de agosto, depois de permanecer no espaço desde uma missão realizada no início de 2025.
Os registros foram feitos pelo Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO) entre os dias 11 e 12 de agosto. Para fotografar o local, os engenheiros precisaram inclinar a sonda durante suas passagens a aproximadamente 100 quilômetros de altitude.
A operação exigiu precisão porque o LRO se desloca rapidamente sobre a Lua. Segundo a NASA, uma diferença de apenas dez segundos no momento de fazer a imagem seria suficiente para deslocar o alvo cerca de 16 quilômetros do centro da fotografia.
A análise das imagens permitiu estimar que a nova cratera tem aproximadamente 18 metros de largura. Pela sombra projetada em seu interior, os cientistas concluíram que a profundidade é inferior a três metros. Os registros também mostram material lançado para fora durante a colisão, incluindo rochas e poeira retiradas de diferentes camadas do solo luna
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© NASA
Parte do foguete estava no espaço desde 2025
O equipamento que atingiu a Lua fazia parte de um Falcon 9 lançado pela SpaceX em 15 de janeiro de 2025. A missão colocou no espaço o módulo lunar Blue Ghost 1, da Firefly Aerospace, dentro do programa Commercial Lunar Payload Services (CLPS), iniciativa da NASA que contrata empresas privadas para transportar equipamentos científicos até a Lua.
Depois de cumprir sua função, o estágio superior permaneceu em uma trajetória distante da Terra. Com o passar do tempo, a combinação de forças gravitacionais e da atividade solar modificou sua órbita até colocá-lo em rota de colisão com a Lua.
O impacto não foi planejado pela NASA nem pela SpaceX. Antes da queda, porém, a agência já acompanhava a trajetória e havia calculado que o objeto atingiria a superfície lunar nas proximidades das crateras Einstein e Bell. A colisão não representou risco para a Terra.
Impacto vira oportunidade para cientistas
Apesar de não ter sido programado, o episódio oferece aos pesquisadores uma oportunidade de estudar de maneira mais precisa como crateras são formadas.
Como os cientistas conhecem características do objeto que atingiu a superfície, podem comparar essas informações com o tamanho e o formato da marca deixada na Lua. Os dados ajudam a aperfeiçoar modelos usados para compreender impactos provocados por meteoritos, asteroides e outros corpos.
A ausência de uma atmosfera também transforma a Lua em um ambiente particularmente útil para esse tipo de pesquisa. Objetos que se aproximam da superfície não sofrem a mesma desaceleração provocada pela atmosfera terrestre e podem atingir o solo em alta velocidade.
A NASA ressalta ainda que fazer equipamentos chegarem ao fim de suas operações por meio de impactos controlados na superfície lunar é uma prática tecnicamente aceita em determinadas circunstâncias. No caso do Falcon 9, contudo, a queda aconteceu de maneira não planejada.
NOTÍCIAS AO MINUTO
ITÁLIA - Uma nova análise genética do Sudário de Turim, o tecido de linho que, segundo a tradição cristã, teria envolvido o corpo de Jesus Cristo após a crucificação, revelou uma complexa história biológica acumulada ao longo dos séculos.
Vestígios acumulados ao longo da história. Publicado na revista científica Scientific Reports, o estudo identificou vestígios de DNA humano, plantas, animais e microrganismos presentes nas fibras do linho, oferecendo uma visão inédita sobre a trajetória do artefato, sem, no entanto, determinar sua autenticidade ou idade.
A pesquisa foi conduzida por cientistas das Universidades de Pádua e Pavia, na Itália, em colaboração com instituições internacionais. Utilizando técnicas modernas de sequenciamento genético, os pesquisadores analisaram amostras oficiais coletadas do Sudário em 1978 e reconstruíram o conjunto de assinaturas biológicas preservadas no tecido.
As análises identificaram diversas linhagens de DNA mitocondrial humano. Além disso, detectaram um microbioma composto por bactérias, fungos e microrganismos adaptados a ambientes salinos.
Entre os materiais identificados estão vestígios genéticos de plantas cultivadas. Por exemplo: trigo, cenoura, milho, banana e amendoim, além de animais domésticos, entre eles bovinos, suínos, galinhas, cães e gatos. Os pesquisadores também encontraram DNA de coral-vermelho do Mediterrâneo nas amostras analisadas. Segundo os pesquisadores, esse conjunto de evidências ajuda também a reconstruir a história de armazenamento, transporte e manuseio do Sudário ao longo dos séculos.
Pesquisa não comprova autenticidade. Autores dizem que a pesquisa não foi capaz de estabelecer a idade nem a autenticidade do Sudário, mas mostrou como ferramentas modernas da genética forense podem revelar informações sobre sua história biológica. Em comunicado divulgado pela Universidade de Central Lancashire, no Reino Unido, a professora de ciência forense Noemi Procopio, uma das autoras do estudo, afirmou que as novas técnicas de genética permitiram extrair informações inéditas das amostras coletadas há quase cinco décadas.
"O Sudário de Turim continua fascinando historiadores, cientistas e o público, e estamos entusiasmados em revelar novas informações sobre a complexidade biológica preservada em amostras coletadas há quase 50 anos, aplicando novas tecnologias forenses de DNA de última geração", disse Noemi Procopio, em nota da Universidade de Central Lancashire.
A pesquisadora acrescentou que o tecido funciona como um verdadeiro arquivo biológico acumulado ao longo do tempo. "O Sudário representa um rico arquivo de informações genéticas acumuladas ao longo de séculos de interação humana e exposição ambiental. Embora as evidências de DNA não possam responder a todas as questões sobre a idade ou a autenticidade do tecido, elas oferecem novos conhecimentos sobre sua história biológica e demonstram como os avanços da ciência forense podem revelar novas informações a partir de artefatos históricos", completou Procopio, no mesmo comunicado.
Contaminação acumulada ao longo dos séculos. Em outro comunicado, divulgado pelas Universidades de Pádua e Pavia, os coordenadores da pesquisa ressaltam que séculos de contato humano tornaram impossível isolar um eventual DNA original do tecido.
O professor Gianni Barcaccia, coordenador do estudo pela Universidade de Pádua, explicou que os resultados devem ser interpretados com cautela. "Esses achados genéticos fornecem novos conhecimentos moleculares sobre os processos de preservação e contaminação, ao mesmo tempo em que evidenciam uma limitação intrínseca da abordagem metagenômica: o DNA analisado representa a sobreposição cumulativa de sinais biológicos depositados ao longo do tempo e, portanto, exige cautela ao se tentar atribuir vestígios genéticos individuais a eventos históricos específicos ou a determinadas origens geográficas", afirmou Barcaccia, em nota.
por Folhapress
Sete cientistas fazem parte das unidades da Embrapa em São Carlos –Instrumentação e Pecuária Sudeste
SÃO CARLOS/SP - O número de pesquisadores da Embrapa presentes no ranking internacional da Research.com cresceu 25% em relação a 2025, passando de 24 para 31 cientistas reconhecidos entre os mais citados do mundo em oito áreas de atuação (confira os nomes em quadro abaixo). O estudo avaliou 26 disciplinas científicas de mais de 70 países. Dos 31 cientistas, sete são das unidades de São Carlos – Embrapa Instrumentação e Embrapa Pecuária Sudeste.
Na área de Ciência de Materiais, há dois pesquisadores da Embrapa Instrumentação - Luiz Henrique Capparelli Mattoso e Caue Ribeiro, que também é destaque em Química. Já na área de Engenharia e Tecnologia está Daniel Souza Corrêa.
Os quatro pesquisadores da Embrapa Pecuária Sudeste são Ana Carolina Chagas, Luciana Regitano, e Maurício Alencar, na área de Ciências Animais e Veterinária; e, José Ricardo Pezzopane, em Ciência de Plantas e Agronomia.
Para classificar os cientistas, foi utilizado o indicador denominado Discipline H-index (D-index), que considera o número de artigos e a quantidade de citações para cada área avaliada. Para fazer a seleção, foram combinados dados bibliométricos de várias fontes, incluindo OpenAlex e CrossRef. As informações foram coletadas em novembro de 2025 e abrangeram somente pesquisadores ativos, com publicações nos últimos cinco anos.
O ranking avaliou 175.448 pesquisadores em nível global, selecionados a partir de fontes de dados bibliométricos. Os requisitos consideram também prêmios, bolsas e reconhecimentos acadêmicos outorgados pelas principais instituições de pesquisa e agências governamentais.
Segundo a plataforma Research.com, o objetivo do estudo é apontar os principais especialistas em áreas específicas de conhecimento de diferentes países e, assim, inspirar jovens acadêmicos em todo o mundo, enfatizando temas de impacto para a ciência atual e tendências para o futuro.
A participação da Embrapa
A Embrapa ainda participa do ranking na área de Ciência de Plantas e Agronomia, Mariangela Hungria, Robert Boddey, Segundo Urquiaga, Bruno José Rodrigues Alves, José Ivo Baldani, Veronica Massena Reis, Maria Fatima Grossi de Sá, Marcos Deon Vilela de Resende, Sergio Miana de Faria, Miguel Borges, Rosana Pereira Vianello, Valeria Pacheco Batista Euclides, Eder Jorge de Oliveira, Jose Renato Boucas Farias. Mariangela Hungria é citada também na área de Microbiologia e Valéria Euclides, na de Ciências Animais e Veterinária.
Na área de Ciências Animais e Veterinárias também estão os cientistas Marcos Tavares Dias, Samuel Paiva, Marcos Vinícius Silva, Valeria Pacheco Batista Euclides e Gherman Araújo.
A área de Ecologia e Evolução no Brasil tem três pesquisadores relacionados: George Brown, Marcelo Simon e Aldicir Scariot.
A área de Ciências Ambientais faz menção a dois pesquisadores: Joice Ferreira e Mateus Batistella.
EUA - Durante décadas, Plutão foi considerado o nono planeta do Sistema Solar. No entanto, em 2006, essa classificação mudou oficialmente após uma decisão da União Astronômica Internacional, entidade responsável por padronizar conceitos e nomenclaturas na astronomia.
A mudança ocorreu porque os cientistas perceberam que era necessário estabelecer critérios mais precisos para definir o que realmente é um planeta. Até então, não havia uma definição formal clara, o que gerava inconsistências à medida que novos corpos celestes eram descobertos.
A IAU passou a adotar três critérios principais para que um astro seja considerado planeta: ele precisa orbitar o Sol, ter massa suficiente para assumir forma aproximadamente esférica e “limpar” a vizinhança de sua órbita — ou seja, dominar gravitacionalmente a região ao seu redor.
Plutão cumpre os dois primeiros requisitos, mas falha no terceiro. Ele divide sua órbita com diversos outros objetos do Cinturão de Kuiper, uma área repleta de corpos gelados além de Netuno. Por isso, passou a ser classificado como “planeta anão”.
A nova categoria inclui também outros objetos semelhantes, como Éris, cuja descoberta foi um dos fatores que impulsionaram a revisão das definições. Se Plutão continuasse sendo considerado planeta, outros corpos de características parecidas também precisariam entrar na lista, ampliando significativamente o número de planetas.
Hoje, o Sistema Solar é oficialmente composto por oito planetas: Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno. Já os planetas anões, como Plutão, ocupam uma categoria intermediária, com características próprias.
A reclassificação gerou debates e até resistência popular, mas reflete o avanço do conhecimento científico. Na prática, a astronomia evolui constantemente, e suas classificações acompanham novas descobertas, garantindo maior precisão na compreensão do universo.
SÃO CARLOS/SP - O Espaço Interativo de Ciências (EIC) integrou a agenda de férias do Centro de Atendimento Socioeducativo ao Adolescente da Fundação CASA com uma oficina sobre os Fundamentos da Biologia Celular e Molecular, realizada nos dias 24 e 26 de janeiro.
A atividade prática experimental foi idealizada e conduzida pela educadora Gislaine Costa (EIC/IFSC), com a participação dos mediadores Benjamim Luansi, Karlo Boscolo e Cauã Vallim, integrantes de projetos desenvolvidos no EIC.
Ao longo das oficinas, os adolescentes exploraram conceitos importantes da biologia por meio de quebra-cabeças que representavam diferentes tipos celulares, abordando noções básicas sobre células procarióticas e eucarióticas, bem como as diferenças entre células animais e vegetais. A proposta favoreceu a compreensão das estruturas celulares, suas funções e os níveis de organização dos seres vivos, a partir de uma abordagem lúdica e participativa.
A programação incluiu ainda um experimento de extração de DNA vegetal, utilizando banana, que possibilitou aos participantes visualizar o material genético presente nas células. A atividade foi finalizada com a construção de uma molécula de DNA com peças plásticas, utilizando um kit exclusivo desenvolvido pela equipe do EIC, reforçando conceitos como dupla hélice, bases nitrogenadas e complementaridade.
Para o mediador Benjamim, participante do projeto Clube de Ciências do EIC e estudante do curso de Licenciatura em Ciências Exatas da USP, a participação na atividade foi uma experiência bastante enriquecedora. Segundo ele, atuar em um ambiente distinto da sala de aula tradicional amplia sua vivência como educador e lhe proporciona a oportunidade de aplicar estratégias de ensino em contextos educacionais variados, tornando sua formação docente mais dinâmica e diversificada.
A realização da oficina foi possível a partir da articulação da educadora Gislaine Santos (EIC/IFSC) com a equipe gestora da Fundação CASA, através da encarregada técnica, Márcia Aparecida Saúde Juliak, do coordenador pedagógico Carlos Eduardo Mauricio, com apoio do diretor da unidade, Agnaldo Rios, e marca o início de uma promissora parceria, voltada ao desenvolvimento de ações educativas entre o Espaço Interativo de Ciências e o contexto socioeducativo.
O que é a Fundação CASA e a relevância das parcerias com a universidade
A Fundação CASA é uma instituição vinculada ao Governo do Estado de São Paulo, responsável pela execução de medidas socioeducativas destinadas a adolescentes em conflito com a lei. Sua atuação está fundamentada na educação, na formação cidadã e na construção de novas perspectivas de vida, tendo como foco a reinserção social e o desenvolvimento integral dos jovens.
A aproximação entre a Fundação CASA e universidades, centros de pesquisa e espaços de divulgação científica configura uma estratégia interessante para ampliar o alcance e a qualidade das ações educativas no contexto socioeducativo. Para os adolescentes, essas parcerias garantem acesso a experiências formativas inovadoras, contato com o conhecimento científico e estímulo ao pensamento crítico. Para a universidade, representam uma vantagem institucional e social, ao possibilitar a extensão universitária qualificada, a aplicação do conhecimento acadêmico em contextos reais, a formação humanizada de estudantes e educadores, além do fortalecimento de seu compromisso com a transformação social.
Iniciativas construídas de forma colaborativa, como as oficinas desenvolvidas pelo EIC, evidenciam o potencial dessas parcerias universidade–instituição para gerar impactos concretos, promover inovação educacional e consolidar práticas socialmente responsáveis que beneficiam, de maneira mútua, tanto a Fundação CASA quanto a universidade.
O Espaço Interativo de Ciências (EIC) faz parte do projeto de pesquisa, inovação e difusão do conhecimento chamado “Centro de Pesquisa e Inovação em Biodiversidade e Fármacos” (CIBFar), um dos projetos CEPIDs, apoiados pela FAPESP.
Participam do CIBFar cerca de 23 professores/pesquisadores das seguintes Instituições: Instituto de Física de São Carlos (Instituição sede) e Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto, ambas da Universidade de São Paulo; Instituto de Química da UNICAMP; Instituto de Química da UNESP-Araraquara; Departamento de Química da UFSCar-São Carlos e Departamento de Farmacologia da UNIFESP.
O EIC está instalado em um prédio histórico, no centro da cidade de São Carlos, SP, onde existem salas temáticas internamente e um Jardim Medicinal na área externa, e abriga uma equipe inteiramente dedicada à educação e à divulgação científica.
SANTA BÁRBARA D'OESTE/SP - O Museu Catavento, instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, promove a circulação de atividades culturais em diferentes regiões do estado através do “Museu Catavento: Ciência que vai até você”, ação que integra o programa ‘CultSP na Estrada’.
A partir desta quinta-feira (29), a carreta percorre a cidade de Santa Bárbara D’Oeste levando experiências científicas e oficinas educativas, com visitação aberta das 8h30 às 17h30. Com 20 metros de comprimento e área interna expansível para 60 m², o veículo reúne nove experimentos nas áreas de física, química, biologia, geografia e história. Essa adaptação leva ao interior e ao litoral pontos-chave da exposição fixa do Museu, ampliando o acesso à ciência de forma divertida e participativa.
Experiência do visitante
O circuito interno da carreta dura cerca de 25 minutos e pode receber até 20 pessoas por sessão. Quatro educadores acompanham os grupos, atuando como mediadores das experiências científicas sobre rodas.
Entre os destaques estão o Gerador de Van de Graaf (que deixa os cabelos em pé pela tensão elétrica), a bicicleta ergométrica geradora de energia, uma maquete tridimensional do núcleo da Terra e uma instalação que reproduz o canto de 30 espécies de aves brasileiras.
O veículo possui entrada com acessibilidade e ficará aberto à visitação das 8h30 às 17h30, podendo funcionar em qualquer dia da semana, conforme a cidade. Além disso, haverá oficinas educativas na área externa, em parceria com espaços culturais locais, reforçando a missão do Catavento de democratizar o conhecimento.
Serviço:
10 mil impactados por mês
Para cobertura de todo o estado, foram estruturados sete polos, de acordo com o Sistema Estadual de Museus de São Paulo, sendo: (1) São José do Rio Preto; (2) Presidente Prudente; (3) Franca, Ribeirão Preto e Central; (4) Piracicaba, Rio Pardo, Campinas e Circuito das Águas; (5) Sorocaba, Vale do Ribeira e Itapeva; (6) São Paulo – Capital, ABCD Paulista e Baixada Santista; e (7) Alto Tietê, Vale do Paraíba e Litoral Norte.
Estima-se que mais de 10 mil pessoas sejam impactadas mensalmente pelo projeto. O cronograma completo de visitação às cidades está sujeito a alterações e se necessário será adaptado até o final do projeto.
O público-alvo da ação são visitantes espontâneos — moradores locais — e grupos agendados como estudantes de escolas públicas e privadas, universidades e ONGS. Além dos destaques, a carreta contará com outros aparelhos célebres das seções permanentes do museu: um aparelho que simula o movimento de uma bailarina, apresentando variações de velocidade, uma “pista de embriaguez” e um experimento que fala sobre a polaridade das moléculas a partir da água e do óleo. Entre atividades interativas e expositivas, os visitantes poderão conhecer e aprofundar-se no estudo de temas como o universo, a vida na Terra e as grandes descobertas da humanidade.
Quatro educadores treinados para dar monitoria em cada um dos nove aparelhos instalados no veículo acompanharão estes grupos e atuarão como mediadores da exposição sobre rodas.
Quando estacionada, a carreta poderá funcionar em qualquer dia da semana, conforme as possibilidades do município, permanecendo fechada apenas nos dias de deslocamento.
AGÊNCIA SP
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