SÃO CARLOS/SP - Entre os dias 13 e 15 de junho, acontece na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) a sua tradicional Feira do Livro, um dos maiores eventos literários da cidade de São Carlos, realizado pela Editora da UFSCar, a EdUFSCar. Além da venda de livros, a XVIII Feira contará com uma programação cultural, com o apoio do Sesc, e mais uma vez as crianças terão seu espaço na Feirinha do Livro.
Participam desta edição as editoras Aletria, Ateliê, Blucher, Companhia das Letras, Brinque-Book, Companhia das Letrinhas, EdUFSCar, EDUSP, Estação Liberdade, Happy Books, HUB, L&PM, Letra Selvagem, Lote 42, Palas Athena, Panda Books, Revista Cult, SESC Edições, Todolivro, Unesp, Vozes e Zahar. As editoras irão oferecer descontos de 25% nos títulos. Já os livros da EdUFSCar serão comercializados com desconto de até 70%.
A Feira acontece das 9 às 20 horas, no saguão da Biblioteca Comunitária (BCo), junto à Livraria da EdUFSCar, na área Norte do Campus São Carlos da UFSCar.
Programação Cultural
Como parte da Feira, a programação cultural contará com o 1º Colóquio EdUFSCar - Reflexões sobre o Contemporâneo, que será realizado no Anfiteatro Bento Prado Jr, na área Norte do Campus, com a participação dos autores.
No dia 13, às 10h, está programada a palestra sobre o tema "A história da eletroanálise em minutos", com Orlando Fatibello; às 14 horas, "Guerra na Ucrânia: vozes não hegemônicas", com Svetlana Ruseishvili; e, às 16 horas, "Física sem mistério", com Adilson Jesus Aparecido de Oliveira. Já no dia 14, a programação começa às 10, com a temática "Esporte e diversidade", com a participação de Osmar Moreira, Wagner Xavier de Camargo, Bernardo Gonzales e Ana Claudia Bianconi; às 14 horas, o tema "E agora falamos nós: os trintas anos do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros da UFSCar" será apresentado por Priscila Medeiros e Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva; e, às 16 horas, Leonor Assad fala sobre "Por que falar em morte se é primavera?", com a mediação do Leia Mulheres São Carlos. E, por fim, no último dia da Feira, o Colóquio começa, às 10 horas, com a palestra "Habilidades Sociais", ministrada por Zilda Del Prette; às 16 horas, Roseli Esquerdo Lopes, Ana Paula Malfitano e Patrícia Leme de Oliveira Borba tratam de "Terapia Ocupacional Social"; e, às 18 horas, a temática "Povos indígenas entre olhares" será abordada por Poty Poran Turiba Carlos, André Machado e Valéria Macedo, com mediação de Pedro Lolli.
O estande do Sesc, que estará presente na Feira, irá oferecer oficinas aos interessados. No dia 13/6, às 18h30, acontece a oficina "Encadernação e carimbada". No dia 14, às 14h30, é a vez da oficina "Poesia Escondida" e, às 18h30, da "Caixa de palavras e inspirações". Já no dia 15, às 9h30, acontece a oficina "Poesia Escondida" e, às 18h30", é a vez de "Livros, fólios, zine etc e tal".
Para as crianças, no dia 13, na BCo, ocorrem duas sessões de contação de histórias, às 9h30 e às 14h30, com o tema "O arraial do pavão e outras histórias" e a participação da Cia Terezinha.
E, no dia 15, às 14 horas, na Praça da Ciência, na área Norte do Campus, a UFSCar realiza a "Aula Magna", com Silvio Almeida, Ministro dos Direitos Humanos e da Cidadania e autor de diversos livros.
A Feira e toda a programação é gratuita e aberta ao público. Mais informações no site da EdUFSCar (www.edufscar.com.br).
SÃO CARLOS/SP - A Prefeitura de São Carlos, por meio da Secretaria Municipal de Cidadania e Assistência Social, promoverá um bate-papo com Maria Creusa Bretas, neta da escritora Cora Coralina, na próxima terça-feira (06/06). O encontro acontecerá no Centro de Referência do Idoso (CRI) “Vera Lúcia Pilla”, na Vila Irene, com início programado para às 14h.
A atividade será aberta ao público e tem como objetivo transcorrer sobre a vida e obra de Coralina, com os idosos assistidos no CRI tendo a oportunidade de conversar com a própria descendente da escritora e esclarecer dúvidas sobre sua história e legado para a literatura brasileira.
O convite à familiar não vem por acaso: há duas semanas, na confraternização de Dia das Mães, os idosos participantes do Projeto de Leitura 6.0, que é organizado pelo próprio CRI “Vera Lúcia Pilla”, fizeram um debate sobre o livro “Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais”, que inaugurou os trabalhos de Cora Coralina em 1965.
A escritora, aliás, tornou-se uma espécie de inspiração para os idosos, já que, no momento da publicação de sua primeira obra, ela também fazia parte deste grupo populacional e contabilizava 75 anos de idade.
IBATÉ/SP - Dia 18 de abril, Dia Nacional do Livro Infantil, a Rede Municipal de Ensino de Ibaté celebrou a data com atividades que integram o calendário escolar.
As escolas prepararam uma programação de incentivo à leitura, com atividades que aproximam os alunos dos livros e valorizam a data, que marca o nascimento de Monteiro Lobato, escritor brasileiro que ganhou notoriedade com suas obras voltadas às crianças. O sítio do Pica-pau amarelo e seus personagens são considerados uns dos mais conhecidos do mundo Infantil.
Esta importante ação visa despertar curiosidade nas crianças por meio da imaginação das histórias contadas.
De acordo com a secretária de educação municipal, Danielle Garcia Chaves, algumas escolas estão realizando trabalhos de leitura, pesquisas, apresentações e contação de histórias. “A programação tem como por objetivo estimular o gosto pela leitura, oportunizando aos alunos práticas de leitura nos três níveis de expressão: escrita, oral e visual. Uma maneira também de incentivar os pequenos a frequentar a Biblioteca Municipal, buscando lazer e informação”, destacou.
O Sítio do Pica-pau Amarelo nunca esteve tão perto da Escola Municipal “Professora Maria Luiza B. Danieli”. Os alunos participaram de uma edição de contação de histórias, ministrada pela escritora e pedagoga Rita Cândido, do Canal “Tantos Contos”, abordando clássicos da literatura em comemoração ao Dia Nacional do Livro Infantil.
E não só neste dia, mas diariamente os alunos são incentivados a ler e recontar as histórias. “Esse deve ser um hábito estimulado desde muito pequenos. Com a aproximação dos livros despertamos a imaginação, a curiosidade e a comunicação das crianças”, explica a diretora da escola Rayana Longhin Lourenço. Acrescenta ainda: “é gratificante ver crianças tão interessadas nos livros. O estímulo à leitura ainda na infância desperta nos estudantes a criatividade e as habilidades necessárias para toda a vida”, concluiu.
“Quem escreve um livro cria um castelo, quem o lê mora nele”. Monteiro Lobato
SÃO CARLOS/SP - Uma parceria entre o Centro de Divulgação Científica e Cultural (CDCC), Editora da Universidade de São Paulo (EdUsp), Editora PeirópoliS, Estação Ciência , USP PRCEU, Sistema de Bibliotecas do Município de São Carlos (SIBI) e o Museu da Ciência de São Carlos Professor “Mário Tolentino”, por meio da Secretaria Municipal de Educação (SME), promove no próximo sábado (04/03), às 16h, no auditório do CDCC, o lançamento do livro “Novo Guia Completo dos Dinossauros do Brasil” e a palestra Dinossauros do Brasil – 170 milhões de anos de evolução.
O livro mapeia os dinossauros que viveram no que é hoje o território brasileiro. A obra que é uma viagem no tempo para observar o início da vida e de sua diversidade.
O autor Luiz Eduardo Anelli, paleontólogo, professor do Instituto de Geociência da USP e ganhador do Prêmio Jabuti por outra obra sobre dinossauros, será o palestrante e estará disponível para autografar os livros que poderão ser adquiridos.
Segundo Anelli, os dinossauros não dominaram a fauna logo em seguida à sua origem, pois, na época, já havia grandes e impetuosos animais. “No início, miúdos e delicados, os dinossauros tiveram de aguardar trinta milhões de anos até que a fauna carnívora e herbívora concorrente de grandes arcossauros fosse dizimada por mudanças climáticas, pelo impacto de um asteroide e finalmente por um extenso vulcanismo. Não havia competições. O que estava em falta eram espaços desocupados”.
Durante o lançamento também estará disponível ao público diversos objetos relacionados aos dinossauros, que poderão ser manipulados e ajudarão a compreender esses gigantes.
A atividade é gratuita e livre para todas as idades.
LUIZ EDUARDO ANELLI – O paleontólogo e escritor brasileiro Luiz Eduardo Anelli é conhecido por seus livros de divulgação científica sobre dinossauros brasileiros. Anelli é biólogo graduado pela Universidade Estadual de Londrina em 1989, mestre e doutor em paleontologia pelo Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo, onde ministra disciplinas de graduação e pós-graduação desde 1996. Coordena há 20 anos a Oficina de Réplicas do Instituto de Geociências e foi o idealizador e curador da exposição Dinos na Oca e Outros Animais Pré-Históricos, no Parque do Ibirapuera, em 2006, visitada por 550 mil pessoas.
Montou as primeiras réplicas de esqueletos de dinossauros na cidade de São Paulo, incluindo o Allosaurus fragilis (Instituto de Geociências). Em Santo André, montou o esqueleto do Tyrannosaurus rex, o único esqueleto completo do grande predador em exposição permanente na América do Sul. Em São José dos Campos foi responsável pela produção da réplica do nosso maior dinossauros predador, o Oxalaia quilombensis.
Anelli é um defensor do ensino de paleontologia nas escolas, onde o tema é pouco abordado até mesmo pelas disciplinas nas quais deveria ser assunto, como Biologia e Geografia. Divulgador científico nacional, reitera que a paleontologia foi toda construída sobre a ciência do hemisfério norte e que as escolas precisam conhecer e ensinar a pré-história do Brasil. Considera que a forma como os dinossauros são mostrados no cinema e em brinquedos contribui para a visão equivocada que se tem deles, de seres cruéis e violentos, e muitas vezes considerados um “brinquedo de menino”. Há uma preocupação em seus livros de não mostrar dinossauros de forma violenta e agressiva, mas sim como animais complexos e vibrantes. Anelli também defende que tanto quanto eram maravilhosos, os dinossauros podem nos levar para lugares incríveis do tempo da sua existência em terras brasileiras, e que conhecer a história profunda de um país é a forma mais eficiente de olhar para o futuro.
EUA - Os livros da franquia “James Bond”, escritos por Ian Fleming, serão reeditados com o intuito de remover conteúdos racistas contidos nas obras originais. Segundo o jornal britânico The Telegraph, os livros serão relançados a partir de abril, para comemorar os 70 anos de “Cassino Royale”, a estreia literária de Bond, e trarão avisos aos leitores sobre a versão.
Cada livro vai iniciar com um aviso de que a obra foi escrita “em uma época em que termos e atitudes que poderiam ser considerados ofensivos pelos leitores modernos eram comuns”. Em seguida, será informado que “nesta edição, foram feitas várias atualizações, mantendo-se o mais próximo possível do texto original e do período em que ele se passa”, informou o jornal.
Uma das principais mudanças feitas nos livros refere-se a um termo pejorativo comumente usado por Fleming para se referir a pessoas negras. O termo em questão foi completamente removido e substituído por “pessoa negra” ou “homem negro”.
Mas essa não foi a única mudança. Em “Viva e Deixe Morrer” (1954), por exemplo, James Bond originalmente se referia aos africanos do comércio de ouro e diamantes como “caras bastante respeitáveis, eu deveria pensar, exceto quando bebem demais”. Isso foi alterado para apenas “caras bastante respeitáveis, eu deveria pensar”.
Em outra cena do livro, o protagonista está em uma boate de strip tease do Harlem e o livro dizia que “Bond podia ouvir a plateia ofegando e grunhindo como porcos no cocho. Ele sentiu suas próprias mãos agarrando a toalha de mesa. Sua boca estava seca”. Essa descrição foi trocada por: “Bond podia sentir a tensão elétrica na sala”.
Outros conteúdos, como referências feitas ao sotaque de personagens negros, foram removidos por completo, assim como a referência a etnias de alguns personagens que aparecem em “007 contra a Chantagem Atômica” (1961), “007 Contra a Chantagem Atômica” (1960) e “007 Contra Goldfinger” (1959).
Vale lembrar que essas mudanças foram propostas pela Ian Fleming Publications, e não iam contra a vontade do autor. Na verdade, o próprio Ian Fleming já tinha autorizado que fossem feitas mudanças na edição americana de “Viva e Deixe Morrer” antes da sua morte, em 1964.
“Nós, na Ian Fleming Publications, revisamos o texto dos livros originais de Bond e decidimos que nossa melhor opção era seguir o exemplo de Ian. Fizemos mudanças em ‘Viva e Deixe Morrer’ que ele mesmo autorizou”, afirmou a editora ao The Telegraph.
“Seguindo a abordagem de Ian, analisamos as ocorrências de vários termos raciais em todos os livros e removemos várias palavras individuais ou as substituímos por termos que são mais aceitos hoje, mas em sintonia com o período em que os livros foram escritos”.
“Encorajamos as pessoas a lerem os livros por si próprias quando os novos livros forem publicados em abril”, concluiu a Ian Fleming Publications.
Essa é a segunda iniciativa do gênero neste ano que mal começou. Há duas semanas, os livros infantis de Roald Dahl (autor de “A Fantástica Fábrica de Chocolates”) passaram por um processo similar, para remover conteúdos considerados ofensivos como “gordo” e “louco”.
por Daniel Medeiros / PIPOCA MODERNA
SÃO CARLOS/SP - A Câmara Municipal de São Carlos, por meio de seu presidente, vereador Marquinho Amaral, parabeniza o escritor e jornalista, Sebastião Cirilo da Silva Braga, pelo lançamento de seu mais novo livro, “Calendário das memórias são-carlenses”. Cirilo Braga é assessor de imprensa da Câmara desde 1984, e como jornalista tem atuado na imprensa da cidade desde 1980.
Escrito em conjunto com a historiadora da Fundação Pró Memória de São Carlos, Leila Massarão, o livro traz, utilizando fotos e um formato de calendário, um conjunto de fatos históricos da cidade de São Carlos. Conforme definiu Cirilo, “o livro não tem a pretensão de esgotar o tema, mas abre janelas e portas para a busca de novas informações e abordagens sobre a história, a memória, a cultura e o modo de vida são-carlense”.
“É uma satisfação enorme, como presidente da Câmara Municipal, ter a grata oportunidade de parabenizar o nosso exemplar, competente, superinteligente funcionário, Sebastião Cirilo da Silva Braga. Ele está na Câmara desde a época do meu pai (Xavier Amaral Filho, ex-presidente do Legislativo) e eu sempre acompanhei a sua trajetória, o seu trabalho e a sua luta", relembrou Marquinho Amaral. O parlamentar ainda declarou que "hoje, ele tem a oportunidade de lançar mais um livro que conta em detalhes parte da história da nossa cidade. O Cirilo é uma reserva moral e intelectual da Câmara. Eu sinto orgulho de trabalhar com ele, o meu grande irmão CB”.
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