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SÃO CARLOS/SP - Na última quarta-feira (22), o auditório da Embrapa Instrumentação foi palco do evento de lançamento do livro "Pegadas", de autoria de Celso Casale. Este evento foi marcado por um gesto nobre: todos os recursos obtidos com a venda da obra serão destinados à nova UTI Neonatal da Santa Casa de São Carlos.

O evento foi aberto por Silvio Crestana, chefe-geral da Embrapa Instrumentação e um dos fundadores da instituição. Na sequência, Celso Casale, presidente da empresa Casale e autor do livro, teve a palavra, seguido pelo provedor Antonio Valerio Morillas Junior e pela diretora de Práticas Assistenciais da Santa Casa, Dra. Carolina Toniolo Zenatti.

A construção da nova UTI Neonatal “Airton Salvador Leopoldino” contou com o apoio do Grupo Bandeirantes e, para que a unidade possa iniciar suas operações, é necessária a aquisição de novos equipamentos clínicos e de suporte. O investimento necessário para equipar a UTI é de R$ 2.916.371,47.

Durante o evento, o provedor da Santa Casa, Antonio Valerio Morillas Junior, destacou a importância da unidade. “Com a nova unidade pronta, a UTI passará a ter 22 leitos, sendo 10 de UTI Neonatal e mais 12 de cuidados intermediários, o que permitirá um aumento de cerca de 50% no número de atendimentos. Bebês que nascem prematuros, abaixo do peso ou que desenvolvem alguma patologia durante a gestação ou ao nascer precisam desse tipo de leito. Nos últimos anos, a unidade manteve sua taxa de ocupação acima de 100% durante todo o ano e essa nova instalação vai ajudar muito nos atendimentos”, afirmou Morillas Junior.

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Por sua vez, a diretora do hospital, Dra. Carolina, ressaltou a importância de iniciativas como a de Celso Casale na captação de recursos. Ela enfatizou que ações com essa são fundamentais para a manutenção e ampliação dos serviços oferecidos pela Santa Casa. “O lançamento do livro e a doação dos recursos arrecadados representam um importante passo para a melhoria das condições de atendimento neonatal na Santa Casa, garantindo que mais bebês tenham acesso aos cuidados necessários desde os primeiros momentos de vida”, disse a médica. 

Após a cerimônia de abertura do evento, foi realizada uma sessão de autógrafos, e o público presente pôde adquirir os exemplares. Em seguida, Celso Casale foi convidado a integrar a Irmandade da Santa Casa, fortalecendo ainda mais seu vínculo com a instituição e seu compromisso com a causa. “Gostaria de agradecer à direção da Santa Casa, ao Dr. Antonio Valerio Morillas Junior, por todo o trabalho que realizam e por me darem a honra de integrar a Irmandade da Santa Casa. O livro é muito especial para mim e espero que cada página de 'Pegadas' inspire não apenas reflexão, mas também ação e solidariedade. Juntos, podemos fazer a diferença”, destacou Casale.

Pontos de venda do livro:
- Santa Casa (entrada da provedoria)
Endereço: Rua Paulino Botelho de Abreu Sampaio, 573 - Jardim Pureza.
- Santa Casa Clínicas
Endereço:  Rua 15 de Novembro, 921 - Parque Santa Mônica, São Carlos.
- Casale
Endereço: Rodovia Washington Luís, km 237, São Carlos.

SÃO CARLOS/SP - Foi lançado oficialmente no dia 06 do corrente mês, sob os auspícios do Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST) e do Instituto Nacional de Tecnologia (INT), o livro “Bernhard Gross – entrevista e outros escritos”, uma publicação organizada por Alfredo Tiomno Tolmasquim*, Antonio Augusto Passos Videira* e Cássio Leite Vieira*, que aborda, ao longo das suas 106 páginas, a última entrevista dada em 2001 por aquele que, para muitos, é o “pai” da física moderna no Brasil. Comemorando o 90º aniversário da chegada deste cientista ao Brasil, a publicação apresenta, ainda, a carreira do Prof. Bernhard Gross, diversos textos sobre o início da física no Brasil e a disseminação internacional dessa área do conhecimento desenvolvida no nosso país.

O lançamento do livro ocorreu nas instalações do MAST e igualmente de forma online, com as presenças do diretor do órgão, Prof. Marcio Pereira Rangel, da diretora do INT, Profª Iêda Maria Vieira Caminha, e dos autores da publicação. De forma remota, o diretor do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP), Prof. Osvaldo Novais de Oliveira Junior, marcou presença e agradeceu a realização do evento, bem como a forma como os autores do livro souberam relatar a vida científica do Prof. Bernhard Gross, tendo ressaltado a importância do homenageado para a pesquisa em física da matéria condensada, principalmente nos eletretos, que teve um grande impacto no então denominado Instituto de Física e Química de São Carlos (IFQSC/USP).

“Nos anos 1980, o Grupo de Eletretos desenvolveu microfones de eletreto num projeto para a Telebras, a partir dos conhecimentos gerados pelo Prof. Gross. Um projeto de cooperação para transferir tecnologia para a sociedade, como esse da Telebras, era uma marca do trabalho do Prof. Gross que teve contribuições importantes tanto para a física fundamental quanto para a tecnologia”, pontuou o docente na sua participação online, tendo igualmente sublinhado que, além de ter sido um cientista de renome internacional, o Prof. Bernhard Gross deixou uma marca indelével no IFSC/USP. “Essa marca está devidamente perpetuada no reconhecimento que o IFSC/USP prestou ao Prof. Gross, atribuindo o seu nome ao nosso Grupo de Polímeros, bem como na Biblioteca e no “Prêmio Bernhard Gross”, atribuído todos os anos aos estudantes com alto desempenho acadêmico. O Prof. Gross era um ser humano de grandes qualidades, cujas humildade e generosidade eram faces marcantes em sua personalidade”, sublinhou o diretor do IFSC/USP, que agradeceu a oportunidade por estar representando, no evento, toda a comunidade de sua Unidade, especialmente os colegas do “Grupo de Polímeros Bernhard Gross”.

*Alfredo Tiomno Tolmasquim – Pesquisador Titular do Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST);

*Antonio Augusto Passos Videira – Professor Titular da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e pesquisador visitante no Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF);

*Cássio Leite Vieira – Jornalista especializado em ciências exatas e historiador de Física;

Margareth Tassinari realiza encontro e sessão de autógrafos de "Por um vaso de hortênsias" neste sábado (16/03), às 18 horas

CAMPINAS/SP - Margareth Tassinari promove evento de lançamento do livro Por um vaso de hortênsias em Campinas neste sábado (16/03). Sessão de autógrafos acontecerá na Livraria Leitura do Parque Dom Pedro Shopping, a partir das 18 horas.

A obra, que marca a estreia da fonoaudióloga e professora na literatura, narra a história de habitantes da mesma rua sem saída de uma cidade segura e próspera. Ao pensar uma utopia possível, a autora mostra os conflitos, as peculiaridades e os comportamentos de personagens de oito casas diferentes, que vivem num mundo sem desigualdades de gênero, preconceitos sociais e diferenças de classe.

Neste enredo composto majoritariamente por mulheres, a escritora lança um olhar para as distintas formas de amor e como elas aparecem no cotidiano ao tratar sobre os relacionamentos entre pares românticos, avós e netos, irmãos, amigos e vizinhos. Todos os personagens possuem os próprios antagonismos, mas estão em busca de um mesmo objetivo: encontrar momentos mais felizes.

FICHA TÉCNICA
Título: Por um vaso de hortênsias
Autora: Margareth Tassinari
Editora: Insular
ISBN: 9788552404101
Páginas: 128
Preço: R$ 46 (físico)
Onde encontrar: Editora Insular

Lançamento do livro “Por um vaso de hortênsias”
Quando: sábado (16/03)
Horário: 18 horas
Onde: Livraria Leitura do Parque Dom Pedro Shopping
Endereço: avenida Guilherme Campos, 500, loja 170 – Jardim Santa Genebra, Campinas

Sobre a autora: Nascida na cidade de Campinas, em São Paulo, Margareth Tassinari é fonoaudióloga clínica. Também ministrou aulas no Centro Universitário São Camilo e na Universidade São Francisco. Apaixonada por livros desde a infância e com interesse particular pela literatura russa, agora explora o mercado literário com o lançamento de Por um vaso de hortênsias, que marca sua estreia como autora.

Saúde coletiva, ações afirmativas e uso de TICs estão entre os assuntos

 

SÃO CARLOS/SP - Quais as novas temáticas estudadas pela Ciência, Tecnologia e Sociedade? Para atualizar as discussões desse campo, foi publicado, em formato digital e gratuito, o livro "Novas agendas científicas para sociedades em transformação". A obra, publicada pela editora Pontes, é organizada por docentes do Programa de Pós-Graduação em Ciência, Tecnologia e Sociedade (PPGCTS), da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). 
"Entre os temas, o livro contempla a questão da saúde coletiva - temática bastante relevante no cenário da pandemia de Covid-19 -, as ações afirmativas, o acesso e uso das tecnologias da informação e comunicação no contexto do envelhecimento, além de temáticas de gênero e de cultura, agendas que estão em transformação e presentes nos debates do campo das CTS", afirma Wilson José Alves Pedro, um dos organizadores do livro, junto aos professores Márcia Niituma Ogata, Luzia Sigoli Fernandes Costa e Luciana de Souza Gracioso.
A obra possui 14 capítulos cujos temas foram norteadores de discussões do IX Simpósio Nacional de Ciência, Tecnologia e Sociedade - Qual interdisciplinaridade queremos? Novas agendas científicas para sociedades em transformação. O evento foi realizado na UFSCar em outubro de 2021, pela Associação Brasileira de Estudos Sociais das Ciências e das Tecnologias (Esocite-BR), com apoio do PPGCTS/UFSCar e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
O livro está disponível para download gratuito no site da Pontes Editores, através do link https://bit.ly/47urLGD.

Publicado pela EdUFSCar, obra tem autoria de Andreza Aruska de Souza Santos

 

SÃO CARLOS/SP - Um olhar dirigido para o Brasil no final do ciclo de crescimento econômico patrocinado pela exportação de commodities, entre os anos de 2002 e 2013, com foco nos locais onde essas matérias exportadas são produzidas. Essa história, com base em pesquisa, está contada nas páginas da obra "Memória Seletiva - o patrimônio cultural e o extrativismo no Brasil", de autoria de Andreza Aruska de Souza Santos e publicada pela Editora da Universidade Federal de São Carlos (EdUFSCar).
Ela é formada em Ciência Política pela Universidade de Brasília (UnB), com mestrado em Estudos Globais, doutorado em Antropologia Social, e atual diretora do Brazil Institute no King's College London. O livro que está sendo lançado é resultado da pesquisa de doutorado da autora realizada na University of St Andrews (Reino Unido), com 18 meses de trabalho de campo.
De acordo com a pesquisadora, o Brasil é conhecido internacionalmente por seus processos participativos, como o orçamento participativo em Belo Horizonte, conferências urbanas e até mesmo seus protestos, como os de junho de 2013. Mas, a maioria dos exemplos vem de grandes cidades, como Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro. Em cidades pequenas e médias, a relação das pessoas em espaços participativos é diferente, onde há um processo de intimidação que vem de uma rede de apoio e de sobrevivência que gera uma codependência em economias mais informais e com menos residentes. Nesse contexto, o licenciamento ambiental, que exige negociação com comunidades atingidas, como no caso da mineração, foi examinado.  "Eu olhei o processo de licenciamento de obras minerarias em Ouro Preto. Como a sociedade civil dialoga com empresas e poder público, para negociar mitigações de danos, eu explico o processo de dependência da mineração, as relações sociais locais, os vínculos econômicos, o déficit habitacional e as divisões sociais - tudo isso aparece durante as negociações e impede resultados melhores. Eu olho a construção da memória nacional por meio de Ouro Preto e a seletividade dessa memória. Dessa forma, a ligação da mineração com a cultura e o desenvolvimento fica literalmente cimentada em monumentos, casarões, estátuas", explicou Santos.
Ainda segundo a autora, a mineração do passado deixou esse legado material no local, e a do presente preserva esse legado usando a cultura como mecanismo de compensação para danos ambientais, como exemplo citado por ela, a de Inhotim, em Brumadinho. Esses monumentos não são nem próximos e nem proporcionais ao dano, mas geram essa memória seletiva positiva da mineração. "Localmente, essa memória é contestada, mas contestar e protestar não é uma opção a todos. A pobreza, a informalidade, a dependência econômica de uma grande indústria, tudo isso silencia", complementou.
Para ela, a exploração de minério tem alto impacto ambiental. A mitigação desse impacto com medidas compensatórias ou até mesmo embargo de obras passa por mecanismos participativos com comunidades afetadas e poder público. A pobreza, a dependência municipal das arrecadações minerais, tudo isso gera uma intimidação e cooptação.
Diante de todo esse estudo, a autora faz as considerações. "A democracia participativa precisa se atentar para as desigualdades econômicas e sociais. Não é possível imaginar que as pessoas vão corrigir injustiças, como as ambientais e econômicas, se elas impedem as pessoas de fazer uma participação efetiva. É necessário que os municípios diversifiquem a economia, invistam em fundos soberanos, para que haja uma menor dependência econômica das empresas para que possa ocorrer uma discussão mais justa, efetiva e proporcional. A pobreza e a dependência econômica geram uma pauta de luto e protesto, mas não conseguem gerar, na mesma proporção, uma capacidade de mobilização e de manutenção dessa mobilização. Assim, injustiças em acordos minerários acontecem, com enormes danos ambientais e sociais, como nos casos de Mariana, Brumadinho e Maceió", finalizou.
O livro "Memória Seletiva - o patrimônio cultural e o extrativismo no Brasil" pode ser adquirido no site da EdUFSCar (www.edufscar.com.br), onde há mais informações.

Fruto de pesquisa da UFSCar, obra apresenta revisão de literatura sobre avanços e desafios na área

 

SÃO CARLOS/SP - Como têm sido construídas as estratégias para os processos de ensino, aprendizagem e acessibilidade direcionados às escritas de sinais para a surdocegueira? Essa é uma das questões abordadas na obra "Estudos sobre os registros visuais, táteis e SignWriting para auxílio da comunidade com surdocegueira".
O livro, que integra a Coleção Horizontes táteis: o mundo das escritas para surdocegos, é fruto da dissertação de mestrado de Andressa França, no Programa de Pós-Graduação em Educação Especial (PPGEEs) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e que teve apoio financeiro da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes); o livro tem coautoria de Maria da Piedade Resende da Costa, professora do PPGEEs.
A obra, que pode ser adquirida em formato físico ou digital pelo site da editora CRV, em https://bit.ly/3uGOgdP, destina-se a professores, pesquisadores e profissionais envolvidos nas temáticas relacionadas à surdocegueira, abordando estratégias para os processos de ensino, aprendizagem e acessibilidade diante das tecnologias e avanços propostos para atender a esse público-alvo específico.
"A surdocegueira é uma condição singular, considerada como deficiência única, uma vez que sua compreensão demanda a consideração cuidadosa dos distintos níveis de perda visual e auditiva que coexistem. Essa interseção de deficiências delimita de maneira peculiar a interação social e a participação ativa na sociedade, diferenciando-se significativamente das deficiências abordadas de maneira isolada", explicam França e Costa. "O uso da expressão 'surdocegueira', redigida sem hífen, é estimulado desde 1991 para conferir-lhe um significado mais preciso diante de sua singularidade, afastando-se de uma concepção primária, como apenas a combinação de deficiências desvinculadas".
Para diminuir as barreiras de interação social, os registros visuais, táteis e SignWriting representam distintas manifestações na vastidão do domínio linguístico e da expressão escrita, conforme explicam França e Costa. "Os registros visuais, em sua essência, configuram-se como representações gráficas desenvolvidas para as línguas orais, proporcionando uma síntese visual dos elementos linguísticos nelas contidos. No âmbito das adaptações táteis, destaca-se um universo de possibilidades, dentre as quais se insere o sistema Braille, uma forma háptica [tátil] de codificação que possibilita a transposição dos elementos linguísticos para o domínio tátil, viabilizando a apreensão e a comunicação por meio do tato". Nesse contexto, o SignWriting emerge como um sistema de escrita inovador e especializado, concebido para registrar as complexidades e nuances intrínsecas das línguas de sinais, detalham as pesquisadoras.

O que é SignWriting?
Em linhas gerais, o SignWriting utiliza símbolos gráficos para representar as sinalizações, expressões faciais, movimentos corporais e outros elementos visuais que compõem a gramática das línguas de sinais. Sua capacidade de transpor a natureza tridimensional dessas línguas permite uma representação mais fiel e abrangente das particularidades linguísticas das línguas de modalidade visuo-espacial, possibilitando uma documentação precisa e detalhada dos registros. "Ao contrário dos registros visuais convencionais, o SignWriting direciona-se especificamente à expressividade gestual e visual dessas línguas, proporcionando uma plataforma escrita que captura e documenta a riqueza de sua gramática visual-espacial de maneira precisa e abrangente. Assim, o SignWriting surge como uma contribuição significativa para a preservação e disseminação das línguas de sinais, ampliando o alcance e a acessibilidade linguística para indivíduos sinalizantes", completam França e Costa.
No livro, as autoras descrevem o SignWriting detalhadamente para desmistificar o estereótipo de um registro complexo, impreciso e confuso. Como toda e qualquer escrita de uma língua - seja ela direcionada à língua oral ou sinalizada - demanda de estudos sistematizados, treinamentos e práticas constantes, a fim de que haja avanços gradativos de domínio, até se chegar ao alcance da proficiência.

Avanços e desafios
Mesmo com essa revisão bibliográfica atualizada, os dados a respeito das escritas de sinais ainda permanecem escassos, mas comprovam a vivacidade de seu uso em diferentes campos, afirmam França e Costa. "A área da Ciência da Computação se destacou pela complexidade dos materiais desenvolvidos para a comunidade surda, ainda que não tenham apresentado adaptações para indivíduos com baixa visão ou cegos. Frente à surdocegueira, não foram encontradas inovações específicas sobre escritas táteis, demonstrando a fragilidade do processo de ensino e aprendizagem, principalmente, para os sinalizantes que dependem de constante transposição linguística para a compreensão de informações em diferentes sistemas e códigos", apontam as autoras.
As pesquisadoras apontam os principais desafios que as escritas de sinais para a surdocegueira oferecem, residindo "primordialmente, na ausência de uma estrutura consolidada para uma modalidade tátil. No âmbito das comunidades surdas e surdocegas, cuja comunicação se efetua por meio de línguas de sinais, a aquisição da escrita foi, por muito tempo, centrada na alfabetização a partir de representações proeminentes das línguas orais. Esse enfoque implica na necessidade de transposição do processamento linguístico, que se encontra estruturado de maneira visuo-espacial, para um código fonético, fundamentado na sonoridade dos vocábulos. Tal processo é tido como parte de sua segunda língua. Essa dicotomia entre as modalidades linguísticas pode se erigir como um obstáculo substancial para o processo de aprendizagem".
Segundo as autoras, no contexto de surdos e surdocegos sinalizantes, as dificuldades de interpretação, compreensão e escrita na fase de alfabetização constituem fatores limitadores que, lamentavelmente, propendem a rotulá-los como indivíduos "preguiçosos, limitados ou com pouca inteligência", mesmo quando detêm profundo conhecimento no assunto e habilidade para explorar informações de maneira coesa e organizada ao expressarem-se por meio da língua de sinais. Nesse sentido, o livro, pontuam as pesquisadoras, é a base teórica para dar continuidade à pesquisa e à elaboração de materiais didáticos adaptados para surdocegos sob a perspectiva do SignWriting.
Obra foi inspirada nas experiências de bebês do Berçário da Unidade de Atendimento à Criança da Instituição

 

SÃO CARLOS/SP - O livro de poesias "Salta! A poética das primeiras palavras", publicado pela editora Ases da Leitura, foi elaborado por Clau Fragelli, professora da Unidade de Atendimento à Criança (UAC) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Trata-se de um projeto poético sobre as experiências de bebês realizado com a turma do Berçário da UAC. "Este livro foi feito por, com e para bebês", relata a autora. A obra já está à venda.
De acordo com Fragelli, o livro foi criado a partir "de um processo de escuta sensível, escuta do coletivo de bebês, mas também da escuta individual, do acolhimento, do convite à brincadeira, das músicas preferidas, dos colos e também dos choros, da separação da família, da criação da própria independência". A obra é uma celebração da infância e dos bebês, que muitas vezes são considerados incapazes, mas que são e estão no seu próprio tempo. "Eles são pessoas inteiras, completas, que vivem a intensidade do seu cotidiano livremente, criativamente; são capazes e potentes de criação", expõe a autora, reforçando o protagonismo dos bebês na produção da obra.

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O livro é uma coletânea de poesias que foram criadas tendo a fala de bebês como inspiração. São palavras que instigam a imaginação, que dialogam com o cotidiano e que motivam brincadeiras. "Este não é um livro pra ficar parado na estante, é um livro para se viver, para se conectar e se encontrar no próprio cotidiano", conclui Clau Fragelli.
"Salta! A poética das primeiras palavras" está disponível para compra na Internet, em sites como https://a.co/d/e8iqDax e https://bit.ly/3Gz0bwM.

Autor do livro mais vendido do Brasil em 2023 apresenta nova versão do seu diário devocional e marca presença na Livraria Leitura do Parque Dom Pedro Shopping, no dia 13 de novembro às 19 horas para a sessão de dedicatórias

 

CAMPINAS/SP -  Com mais de 425 mil seguidores nas redes sociais, onde compartilha aprendizados e palavras de superação para milhares de leitores, o autor do bestseller "Café com Deus pai", marca presença em Campinas, com a presença confirmada de milhares de pessoas.

O encontro está marcado para o dia 13, na Livraria Leitura do Parque Dom Pedro Shopping para a sessão de autógrafos que acontecerá a partir das 19hrs.

Junior Rostirola ganhou imenso destaque após o livro bombar pelo país através de leitores orgânicos, e também, nas redes sociais por meio de influenciadores e celebridades que descobriram o livro em meio ao acaso ou indicação. 

"Café com Deus pai" conquistou o pódio de livro mais vendido do Brasil em 2023, com mais de 800 mil cópias vendidas segundo a Revista Veja, PublishNews e Amazon. Em sua nova edição 2024, que será lançada presencialmente na cidade, já está superando os recordes da edição anterior.

Nesta obra, Junior Rostirola, convida o público a experimentar doses diárias de conexão com Deus por meio do devocional. "Ao longo das páginas datadas de 1 de janeiro a 31 de dezembro, o leitor é conduzido a viver 365 dias sob a direção d’Aquele que pode responder às dúvidas e tornar possível todas as coisas: Deus. E além dessa imersão espiritual, decidimos trazer a experiência sensorial do café às mãos dos leitores", conta Junior Rostirola, que mais uma vez deixou claro, que a experiência de tomar uma xícara de café ao acordar, em pleno café-da-manhã, se tornará mais instigante ao lado da obra. 

O cheiro de café ao abrir o livro será emanado a cada passada de folha. E o cheiro não está na imaginação não! "Uma tecnologia exclusiva da nossa editora, permite adicionar o cheiro escolhido às folhas e a capa do livro, para que o leitor sinta o cheirinho de café mesmo que não esteja ao lado de uma xícara bem quentinha", continua.

O autor, nesses anos de carreira, também atingiu a marca de ter um dos podcasts mais ouvidos nas plataformas digitais. Além disso, movimenta o público do Brasil realizando a Tour chamada "Vencedores vencem dores", onde relata o caminho de superação e dificuldades que enfrentou na vida e que o transformou na grande referência como autor e precursor da leitura devocional como hoje é conhecida.

Durante a turnê gratuita pelo país, Junior relata os traumas de infância e conta com detalhes sobre os fortes problemas familiares que enfrentou. Com a orfandade de um pai ausente, a agressão dentro de casa, bullying, escassez financeira da família e outros.

A superação das dores vividas por Junior, o levou a se tornar fundador da Associação Escolhi Amar, que abrange diversos projetos sociais, entre eles: o abrigo Lar da Criança Feliz, que já acolheu mais de 3235 crianças de 0 a 12 anos; o Lar do Adolescente, que já amparou mais de 210 adolescentes de 12 a 18 anos; Abraçou também uma nação através da Missão Haiti, que além de alimentar pessoas física e espiritualmente, ainda mantém mais de 200 crianças na escola. 

Por ter sofrido tanto com a destruição e vícios comuns existentes nos lares, hoje dirige o "Centro de Recuperação Feminino Conviver'', que já assistiu mais de 776 mulheres dependentes de substâncias psicoativas ou portadoras do vírus HIV. 

Para curar a angústia da escassez, criou o "Mercado Solidário", que já distribuiu centenas de toneladas de alimentos para famílias que podem escolher os itens que necessitam. 

Um menino que nunca era chamado para o time de futebol na época da escola, atualmente promove oportunidades para que muitas pessoas participem de diversas modalidades esportivas. Além de realizar visitas a presídios e fornecer atendimento psicológico gratuito para o público de baixa renda. 

O evento realizado na cidade é aberto ao público, e para maiores informações, basta acessar o link disponível.

 

Serviço

Link para mais informações: 

Sessão de dedicatórias e uma xícara de café com Junior Rostirola em Campinas

 

Livraria Leitura

Data: 13/11/ 2023

Horário: 19hrs

Endereço: Av. Guilherme Campos, 500 | Jardim Santa Genebra | Parque Dom Pedro Shopping - Campinas/SP

 

Site Oficial: cafecomdeuspai.com

Instagram Oficial: @cafecomdeuspai.oficial

 

Sobre o Livro

Através de devocionais diários, o leitor é convidado para um encontro com Deus que, além de ensinar um novo modo de apreciar uma xícara de café, mostrará como a vida também pode ser saboreada.

 

Sobre o autor:

Junior Rostirola é pastor sênior da Igreja Reviver e lidera uma comunidade cristã socialmente relevante com extensões no Brasil e Haiti. Bacharel em Teologia e pós-graduado em Teologia Bíblica, Junior é autor do best-seller Café com Deus Pai, o livro que ganhou o coração dos leitores e que propõe uma jornada diária fascinante, indicado pela Revista Veja e Publishnews como o livro mais vendido do Brasil no ano de 2023.

EUA - A autobiografia de Matthew Perry, lançada no início do ano, alcançou o patamar de livro mais vendido no mundo via internet na segunda-feira (30/10), dois dias após a morte do ator. O livro “Amigos, Amores e Aquela Coisa Terrível” ultrapassou até mesmo o recém-lançado “A Mulher em Mim”, autobiografia de Britney Spears, segundo dados da Amazon.

No livro, o ator eternizado como Chandler na série “Friends”, desabafa sobre sua batalha contra a dependência de opioides e o alcoolismo – “Aquela Coisa Terrível”, como ele denomina. O narrador, com um tom irônico, leva o leitor por um passeio em sua vida real, muito além das telas. Perry evidencia uma jornada de autoconhecimento e enfrentamento de seus demônios, sem cair no autovitimismo.

As confissões amorosas são um capítulo à parte. Na obra, o ator compartilhou sua insegurança em relacionamentos, terminando com Julia Roberts e outras antes que o abandonassem. As memórias se estendem às grandes amizades, como a com Bruce Willis, com quem contracenou em “Meu Vizinho Mafioso” (1999).

 

O melhor emprego do mundo

Os relatos de Perry sobre o período de “Friends” – ou ao “melhor emprego do mundo” – são uma viagem à época dourada da TV americana.

O vazio crônico, nascido de uma infância com pais separados, foi preenchido parcialmente por seu alter ego, Chandler, um personagem que, segundo Perry, era uma extensão de si mesmo. O ator reflete sobre sua jornada, desde os desafios iniciais até alcançar a fama, descrevendo com carinho o período em “Friends”, mas sem mascarar os percalços de sua vida pessoal.

 

Luta pela vida

Revelando que ele e seus co-protagonistas ganhavam US$ 1,1 milhão por episódio nas últimas temporadas, Perry estima ter gastado cerca de US$ 7 milhões em busca da sobriedade. O ator descreve um ciclo vicioso com 65 internações para desintoxicação e 14 cirurgias decorrentes do vício, destacando uma vida de lutas contínuas. Certa vez, fortemente constipado, seu intestino simplesmente estourou, e daí vieram coma e 2% de chance de sobreviver. Por isso, ele abre o livro afirmando que devia estar morto.

Ao final, o ator revela que, apesar dos desafios, manteve sua integridade profissional, nunca atuando sob efeito de drogas nos 237 episódios de “Friends”.

 

 

por Pedro Benjamin Prado / PIPOCA MODERNA

Pesquisadores que viveram na ex-URSS relatam sobre a escola socialista em seus 74 anos de existência

 

SÃO CARLOS/SP - Baseados em suas próprias vivências na então União Soviética e em fontes do Arquivo da University College London (UCL), os professores Amarilio Ferreira Jr. e Marisa Bittar, ambos do Departamento de Educação (DEd) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), acabam de publicar o livro "A escola da Revolução Russa".
A obra, com 313 páginas, aborda a escola de educação geral e para o trabalho, denominação da escola criada pela Revolução Russa de 1917, uma escola pública, para todas as crianças e jovens soviéticos de 1917 a 1991. "Ela tinha currículo com ênfase nas ciências e na Matemática; no aprendizado da língua materna de cada República; mais língua russa e uma língua estrangeira - Francês, Inglês e Alemão eram as mais escolhidas. Além disso, praticava educação física e era uma escola de cultura, com aulas de desenho, música, dança etc. Isso caracterizava a 'educação geral'. As escolas estavam ligadas ao sistema produtivo, formavam para o trabalho (agrícola, industrial, profissões massivas como professores e enfermeiros etc.). Por isso, os termos 'para o trabalho'. Em resumo: currículo acadêmico mais trabalho", detalha Bittar, que viveu na ex-União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) no ano letivo de 1981-1982; já Ferreira Jr. esteve no país socialista no ano letivo de 1984-1985.
Entre os pontos fortes dessa escola, a professora destaca o currículo científico aliado à ginástica e à cultura: "Escola rigorosa, difusora dos valores da Revolução de 1917, como lealdade à 'Mãe Pátria', visão de mundo materialista [no sentido marxista do termo] e patriotismo. Foi uma escola construída em pouco tempo como política estratégica do Estado e apoiada firmemente pela sociedade. Uma escola totalmente ligada ao setor produtivo", explica.
"Outra observação importante: a escola era totalmente laica, mas a religião não foi extinta pela Revolução. Ela era praticada no âmbito da família e das igrejas, aliás, igrejas belíssimas, e todas preservadas", observa a professora.
Ela destaca como essa escola elevou o país ao patamar de potência mundial após a Revolução de 1917. "O país passou por duas guerras mundiais, guerra civil e Guerra Fria. Na segunda Guerra Mundial, a União Soviética foi o país que mais perdeu vidas, 26 milhões de pessoas. Mesmo assim, a escola de educação geral e para o trabalho foi construída para todos, da creche ao ensino secundário em tempo curto. Eles foram o primeiro país a mandar um satélite artificial ao espaço (1957, Sputnik) e isso foi resultado do avanço da ciência e da qualidade da escola. Yuri Gagárin foi o primeiro ser humano a viajar ao espaço (1961). Esse avanço foi resultado da ciência e da escola soviética", ela conta.
Há, ainda, outras duas marcas da escola da Revolução Russa, segundo a docente da UFSCar. Uma são as Organizações Extra-Escolares, que atuavam na escola auxiliando a aprendizagem e difundindo os valores da Revolução. "As fontes que consultamos são unânimes em afirmar que, sem essas Organizações, a escola não teria sido o que foi. Outra marca da escola era o engajamento e dedicação dos professores ao ensino. Os professores foram um dos segmentos sociais mais prestigiados durante os 74 anos do socialismo real", comenta Bittar, que destaca, ainda, o valor que os soviéticos davam à "educação e à cultura em geral, à literatura, aos museus, teatros etc.".
Para mostrar todos esses aspectos, o livro é composto por cinco capítulos, um apêndice e um álbum fotográfico sobre as escolas soviéticas. Esta é a segunda obra sobre o tema lançado pelos professores e conta com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Com esse trabalho, os autores pretendem contribuir para o conhecimento da "escola de educação geral e para o trabalho", que abrangeu todas as crianças e jovens soviéticos em curto espaço de tempo e se tornou o orgulho da Revolução.
"O primeiro livro - 'A educação soviética' - traz uma visão mais geral e horizontal da educação, sua relação com o Estado, as reformas pelas quais passou, a relação com o Partido Comunista, sua crise no começo da década de 1980 e o fim da União Soviética. O segundo livro é focado na escola (trata-se de uma visão vertical, aprofundada da escola, como ela funcionou por dentro)", diferencia Bittar, que afirma ainda: "Um detalhe importante: ambos têm um belo álbum fotográfico".
O conjunto das duas publicações foi elaborado porque "o assunto não contava ainda com um livro em Língua Portuguesa. O nosso foi o primeiro em Língua Portuguesa (no Brasil, Portugal, Angola, Moçambique etc.); e porque ainda temos muitas fontes que pesquisamos no Instituto de Educação da Universidade de Londres desde 2011, além, é claro, da nossa experiência pessoal na União Soviética", complementa a professora da UFSCar.

Lançamento
"A escola da Revolução Russa" foi lançado presencialmente pelo Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso do Sul, em Campo Grande, no último dia 29 de setembro. E também foi lançado online nos Seminários do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE) da UFSCar, em 6 de outubro.
O livro físico já está à venda nos sites da EdUFSCar (www.edufscar.br) e da Pedro de João Editores (https://pedroejoaoeditores.com.br/produto/a-escola-da-revolucao-russa) e também na Livraria da EdUFSCar, localizada na área Norte do Campus São Carlos da Universidade.

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