EUA - Uma gata de pelagem cinza, mas coberta por manchas de tinta vermelha, chamou a atenção de moradores de League City, no Texas, Estados Unidos. A presença do animal pela cidade levou as autoridades locais a fazerem um alerta: a população não deve tentar capturá-la nem oferecer comida enquanto as equipes trabalham para resgatá-la com segurança.
A origem da coloração vermelha ainda é desconhecida. O animal foi visto circulando pela comunidade com a tinta emaranhada nos pelos, o que mobilizou equipes de resgate. Segundo as autoridades, novas tentativas de aproximação por parte dos moradores podem dificultar o trabalho de captura.
“Estamos cientes da gata que tem sido vista na comunidade com tinta vermelha no pelo e queremos que todos saibam que ela não foi esquecida”, informou o League City Animal Care em um comunicado. A equipe afirmou ainda que está atuando para capturar o animal com segurança e levá-lo para receber os cuidados necessários.
Em uma atualização divulgada na segunda-feira, os responsáveis pelo resgate disseram que os trabalhos continuavam e que contavam com o auxílio de cuidadores de animais da região onde a gata costuma aparecer.
As imagens do felino com o pelo parcialmente vermelho também provocaram especulações entre internautas. Algumas pessoas levantaram a possibilidade de que o caso pudesse ter alguma relação com rinhas ilegais de cães.
“Posso estar enganada, mas animais ‘pintados’ não costumam estar associados a rinhas de cães ilegais? Será que ela escapou de uma situação dessas e talvez seja preciso investigar possíveis rinhas na nossa região?”, questionou uma internauta.
Outra pessoa defendeu que as autoridades deveriam descobrir quem pintou o animal. “Espero que a polícia esteja envolvida para pegar quem fez isso. Com certeza alguém tem um vídeo do momento em que isso foi feito”, escreveu.
Até o momento, porém, as autoridades locais não informaram a abertura de uma investigação sobre o caso. Também não foram anunciadas possíveis acusações relacionadas a maus-tratos contra animais, segundo a emissora KTRK.
Enquanto a gata continua sendo procurada, as equipes responsáveis pelo resgate reforçam o pedido para que os moradores não tentem interferir na captura. A orientação é deixar o trabalho nas mãos dos profissionais que estão acompanhando o animal e buscando levá-lo para um local onde possa receber os cuidados necessários.
por Guilherme Bernardo
MANAUS/AM - O desmatamento na Amazônia teve queda de 36,87% entre agosto de 2025 e julho de 2026. Foram 2.874,38 km² de área sob alerta. É o menor valor desde 2016, quando iniciou a série histórica. Na medição do período anterior, a área sob alerta na região foi de 4.495 km².
O tamanho da área sob alerta é 55,6% inferior à média dos últimos dez ciclos, ou seja, de 2015/2016 a 2025/2026.
Os dados do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter) foram apresentados na tarde desta sexta-feira (7) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em São José dos Campos, São Paulo.
A divulgação dos dados coincide com o aniversário de 65 anos do instituto, completados no dia 3.
O Deter também analisou áreas de desmatamento no bioma Cerrado, apontando redução de 7,8%, com 5.119,46 km² de área identificados entre agosto de 2025 e julho deste ano. Diferente da Amazônia, nas áreas de Cerrado registradas, a maior parte é de propriedade privada.
O Deter utiliza imagens de satélite para identificar alterações na cobertura vegetal em grandes áreas. Os alertas emitidos pelo sistema permitem que os órgãos ambientais atuem com maior rapidez diante de indícios de desmatamento.
Entre os estados amazônicos, os maiores volumes de alertas de desmatamento foram registrados no Pará (987,27 km²), Mato Grosso (834,41 km²), Amazonas (433,9 km²), Roraima (272,6 km²), Acre (153,8 km²) e Rondônia (114,3 km²).
Em relação ao ciclo anterior, o Pará apresentou redução de 25,5%; o Mato Grosso, de 49%; o Amazonas, de 46,7%; o Acre, de 35,3%; e Rondônia, de 41,2%. Em Roraima, os alertas registraram aumento de 32,5%.
O ano de 2025 registrou queda de 20,1% no desmatamento em todo o Brasil, em comparação com 2024.
A redução no desmatamento ocorreu em todos os biomas do país. No recorte por biomas, a queda mais expressiva no desmatamento ocorreu no Pantanal. Em 2025, foi 65,4% menor do que no ano anterior. Em seguida, o Pampa, com uma redução de 41,7%.
Na Caatinga, o desmatamento caiu 34,3%. Na Amazônia a queda foi de 15,8% e no Cerrado, a redução foi de 11,5%.
Os dados são do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), desenvolvido pelo Inpe.
O Prodes faz o cálculo consolidado da taxa anual de desmatamento, funcionando como a referência oficial para medir a evolução da perda de vegetação ao longo do tempo.
A apresentação dos dados foi comentada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, presente no evento. Em sua fala, ele lembrou que o governo dos Estados Unidos usou o desmatamento no Brasil como justificativa para impor tarifas extras aos produtos brasileiros exportados aos EUA.
Lula disse, então, que queria tirar uma foto no evento, tendo como pano de fundo os dados de queda do desmatamento para “mandar para o Trump”.
“Eu vim fazer do aniversário de 65 anos do Inpe a minha bandeira de defesa contra os tarifaços dos Estados Unidos contra o Brasil. Agora, em cada correspondência que a gente mandar para os Estados Unidos, a gente manda os dados do Inpe”, afirmou.
Lula afirmou também que “ninguém, nem os Estados Unidos, levam a questão climática a sério como leva o Brasil”.
Em nota, o Observatório do Clima comemorou os números do Deter.
“Os números apresentados hoje são históricos, fruto de políticas sérias de proteção ambiental, e provam que é plenamente possível cumprir o compromisso assumido pelo país de zerar e reverter o desmatamento até 2030”, disse Marcio Astrini, secretário-executivo da entidade.
O Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) também considera os números significativos para buscar a meta de zerar o desmatamento na região.
“Os dados do Deter indicam uma consolidação da redução do desmatamento na Amazônia, o que é muito positivo. Temos a menor taxa do Prodes desde que começou a ser medida”, disse Ane Alencar, diretora de Ciência do Ipam.
“Isso mostra a possibilidade de o país realmente continuar seguindo uma trajetória para alcançar o desmatamento zero. Prova que é possível reduzir o desmatamento na Amazônia, mesmo com todas as adversidades como as mudanças climáticas e o El Niño”, avalia a diretora do Ipam.
AGÊNCIA BRASIL
KANSAS - Uma americana de 39 anos precisou ser internada e ficou em estado grave depois de ser picada por cerca de 15 aranhas durante um acampamento com a família no Kansas, nos EUA. Britagne Miller foi atacada no Parque Estadual de Cheney, perto do Lago Cheney.
Em entrevista à emissora americana KAKE, afiliada da ABC, ela disse: "Senti como se 15 aranhas subissem pelas minhas pernas e entrassem na minha camisa. Tenho pavor de aranhas. Fiquei com picadas dos dois lados da perna".
Dor intensa na perna direita levou Miller a ser internada no Hospital Wesley, em Wichita, em 4 de junho, após o episódio ocorrido em 28 de maio. Ela descreveu a sensação como se "sentisse como se estivesse sendo esfaqueada", segundo relato publicado pelo Daily Mail.
Família criou campanha para ajudar no tratamento. Uma vaquinha criada pelo marido, Jake Miller, diz que um grande hematoma se formou na panturrilha e exigiu cirurgia para retirar coágulos e drenar a área afetada. "Um hematoma enorme se formou na panturrilha direita dela devido à mordida", escreveu ele na página do GoFundMe.
Quadro clínico ficou mais delicado. Britagne Miller já tinha duas doenças sanguíneas raras e insuficiência hepática em estágio terminal, o que aumentou o risco de hemorragia. Na campanha, Jake afirmou que médicos chegaram a dizer que ela poderia ter "apenas dias a um mês de vida" e recomendaram cuidados paliativos.
Infecção causou necrose. Mesmo com sinais de melhora após transfusões e antibióticos, Miller teve infecção na corrente sanguínea e infecção por estafilococos, com necrose ao redor da área operada. "A infecção causou necrose do tecido ao redor dos pontos, e os médicos tiveram que realizar dois procedimentos à beira do leito para remover a pele morta e administrar antibióticos adicionais", relatou Jake no GoFundMe.
Família afirma que a recuperação depende de um transplante de fígado, mas que ela ainda precisa estabilizar o quadro para entrar no procedimento. Jake disse que a esposa segue decidida a continuar o tratamento e resumiu o momento: "Eu a vi suportar mais dor do que jamais imaginei que uma pessoa pudesse enfrentar, mas, de alguma forma, ela ainda encontra forças para lutar".
Marido afirma que perdeu o emprego ao ficar ao lado da mulher durante a internação e cuidar dos quatro filhos do casal, de 9, 12, 14 e 15 anos. "Como não consegui manter a jornada de trabalho exigida pelo meu empregador durante esta emergência médica, perdi o emprego", escreveu ele na campanha.
Em relato pessoal, Britagne disse que recebeu alta para continuar o tratamento em casa, mas ainda sente dor constante e usa um dispositivo de sucção na ferida da perna. Ela escreveu: "Finalmente me mandaram para casa. Os exames estão estáveis. Ainda há espaço para melhoras em várias áreas. Pelo menos os resultados não estão oscilando. Os rins estão funcionando bem. A situação do fígado ainda é incerta. A perna dói terrivelmente, sem parar.
Médicos não identificaram a espécie com precisão, mas avaliam que as lesões são compatíveis com picada de aranha-marrom. Segundo o Daily Mail, essa é uma das duas espécies venenosas nativas do Kansas e pode causar desde irritações leves até lesões graves e infecções, dependendo da reação do organismo.
por Folhapress
BRASÍLIA/DF - O ruído de motores de embarcações, como lanchas e motos aquáticas, e de banhistas afeta a comunicação sonora entre os peixes, o que pode causar impactos negativos na alimentação, reprodução e defesa de território de várias espécies. A poluição sonora encobre os sons emitidos pelos peixes e representa risco para a saúde de recifes de corais.

A constatação faz parte de um artigo de pesquisadores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), publicado nesta segunda-feira (20), na revista científica Neotropical Ichthyology e divulgado pela Agência Bori, voltada a estudos científicos.
Apesar de a publicação ser em inglês, o periódico é editado pela revista oficial da Sociedade Brasileira de Ictiologia (SBI). A ictiologia é o ramo da zoologia dedicado ao estudo científico dos peixes.
De acordo com um dos autores do estudo, Túlio Freire Xavier, do Laboratório de Pesquisa em Ictiologia e Ecologia de Recifes da UFPE, a análise mostrou que “houve uma redução clara na ocorrência dos sons produzidos pelos peixes”.
Segundo ele, a diminuição foi identificada “justamente” onde havia maior presença de ruído causado pela ação humana.
“Isso pode acontecer porque os sons ficam mascarados pelo barulho das embarcações, tornando-se mais difíceis de detectar, ou porque alguns peixes realmente reduzem ou alteram sua produção sonora em resposta ao ruído”, diz.
Ele detalha que muitos peixes utilizam sons durante comportamentos como reprodução, defesa de território e alimentação. “Se essa comunicação for prejudicada, esses comportamentos também podem ser afetados”, assinala.
O estudo monitorou ruídos produzidos pela atividade humana, como de motores de embarcações, de parapentes e da própria movimentação de banhistas no mar. Ao mesmo tempo, os pesquisadores acompanharam os sons emitidos por peixes nessas áreas.
O trabalho de campo foi conduzido em duas regiões turísticas no litoral de Pernambuco: as praias de Carneiros, na Área de Proteção Ambiental (APA) de Guadalupe; e Tamandaré, na APA Costa dos Corais.
Essas duas praias foram selecionadas por serem destinos turísticos populares com dinâmicas diferentes, o que permitiu comparar os impactos sonoros.
Carneiros é um destino popular durante o ano todo, enquanto Tamandaré apresenta variações sazonais, com pico no verão.
Em cada praia, os pesquisadores mediram os sons tanto em pontos perto da costa, mais influenciados pela atividade humana; e pontos abrigados, onde a estrutura de recifes serve como barreira para o som.
Para chegar aos resultados, os pesquisadores instalaram nos pontos de monitoramento um sistema de gravação subaquática. Cada sessão de monitoramento teve dez horas contínuas de gravação diária, somando 80 horas de dados acústicos.
Além de captura dos sons, mergulhadores fizeram uma espécie de censo visual, contando a quantidade e espécie de peixes. Foram encontradas de 18 a 23 espécies. Em Carneiros, eles localizaram quase 1,4 mil peixes.
Os registros foram realizados em janeiro e fevereiro de 2022, período de alta temporada, e em abril de 2023.
A pesquisa identificou nove diferentes tipos de sons de peixes. Três deles deixaram de ser emitidos em locais expostos à presença de pessoas.
A ictiologia explica que os peixes produzem grande diversidade de sons, que são fundamentais para sua comunicação e sobrevivência nos recifes, que se manifestam por meio de pulsos, às vezes únicos, às vezes repetidos e formando sequências. Alguns peixes não produzem sons.
Os sons emitidos pelos peixes são relacionados a comportamentos específicos e famílias de peixes. Biologicamente, são essenciais para localização de parceiros e reprodução, defesa de território contra invasores, interações em grupo, e alimentação e detecção de predadores.
A poluição sonora humana foi relacionada também à redução na complexidade acústica – índice que mede a variação de padrões sonoros dos peixes ao longo do tempo.
Os ruídos causam um fenômeno chamado “mascaramento acústico”, quando o som contínuo dos barcos esconde sinais acústicos dos peixes. Outro impacto é a supressão de comportamento, quando o ruído pode levar os peixes a reduzir ou cessar vocalizações.
O pesquisador Túlio Freire Xavier destaca que os peixes da região são fundamentais para a saúde dos recifes de corais, contribuindo para o equilíbrio de cadeias alimentares.
“Os peixes recifais desempenham papéis importantes no controle de algas, na manutenção dos corais e na produtividade desses ambientes.”
Ele ressalta que os recifes sustentam atividades importantes para a economia da região, como o turismo e a pesca artesanal.
“Quando a poluição sonora interfere no comportamento desses peixes, existe o potencial de afetar, ainda que de forma indireta, os serviços ecossistêmicos que esses ambientes oferecem”, diz.
O especialista da UFPE aponta que, apesar de o experimento ter sido realizado no litoral pernambucano, o impacto de sons da atividade humana na vida dos peixes não é “exclusivo desses locais”.
“Sempre que houver intenso tráfego de embarcações, turismo náutico ou outras fontes de ruído subaquático que coincidam com as frequências utilizadas pelos peixes, existe potencial para impactos semelhantes”, afirma.
"A intensidade desses efeitos provavelmente varia de acordo com a quantidade de embarcações, as características do recife e as espécies presentes, mas o problema pode ocorrer em outros importantes recifes brasileiros, como Abrolhos e Fernando de Noronha”, complementa.
Túlio Xavier explica que ainda não existem limites universalmente aceitos para níveis seguros de ruído em ambientes recifais voltados à proteção dos peixes.
“Esse é um campo que ainda precisa avançar bastante. Estudos como o nosso ajudam justamente a construir esse conhecimento”, diz.
Ele destaca que o conhecimento científico gerado é compartilhado com gestores e comunidades locais, para contribuir com políticas públicas de manejo das regiões.
O especialista em biologia marinha da UFPE sustenta que turismo e conservação não precisam ser incompatíveis, mas que o componente acústico deve passar a ser considerado no planejamento das atividades.
“O ruído subaquático é uma forma de poluição que normalmente passa despercebida”, avalia.
Ele aponta que medidas “relativamente simples”, como organizar rotas de embarcações, reduzir a velocidade em áreas sensíveis e evitar concentração excessiva de atividades sobre determinados recifes, podem contribuir para diminuir esse impacto.
“Proteger a paisagem sonora significa também ajudar a preservar o funcionamento ecológico desses ecossistemas e os benefícios que eles oferecem à sociedade.”
AGÊNCIA BRASIL
BRASÍLIA/DF - O trimestre Julho-Agosto-Setembro aprofundará a tendência de seca nas regiões centrais do país, com impactos sobre a segunda safra do milho e a renovação das pastagens, segundo o Boletim Agroclimatológico do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Também é esperada a continuidade das chuvas fortes no centro e norte da Regiões Norte e Região Sul e no litoral do Nordeste, áreas com expressivos acumulados de chuva e boa reserva hídrica nos solos.
Segundo o boletim deste mês, que analisa as condições climáticas no território nacional e dos fenômenos que interferem no clima do país, como o El Niño (aquecimento das águas na região equatorial do Oceano Pacífico), e as variações de temperatura no Atlântico, impactando as principais culturas, como o milho, feijão e algodão, de acordo com a região analisada. A recuperação das pastagens também foi avaliada pelo levantamento do Inmet.
Conforme previsão do Instituto, os próximos meses serão de predominância de precipitação abaixo da média climatológica em grande parte da Região Norte. É esperado, em áreas do norte do Amazonas, desvio de até 100 milímetros (mm) abaixo da média climatológica.
Em relação à temperatura, são previstos valores acima da média climatológica para a maior parte da região, com anomalias de até 2 graus Celsius (°C) nos estados do Amazonas, Acre, Pará, de Roraima, do Tocantins e o norte de Rondônia. Essa condição favorece cenários de baixa dos rios e maior fragilidade dos ambientes para incêndios e queimadas, embora a região tenha tido uma boa distribuição de água em parte considerável dos territórios.
"Mesmo com a previsão de precipitação abaixo da média e temperaturas mais elevadas, os elevados níveis de armazenamento de água no solo nessas áreas tendem a favorecer as lavouras de milho segunda safra e sorgo em fase de maturação e colheita entre julho e agosto, contribuindo para a redução da umidade dos grãos, ampliação das janelas operacionais de colheita e a preservação da qualidade do produto colhido", aponta o relatório.
É esperado também impacto nas lavouras tardias de milho e nas pastagens, em setembro, especialmente no Tocantins, Amapá e sudeste do Pará, onde o déficit hídrico pode chegar a 130 mm.
No mês de junho, de acordo com o Inmet, houve uma distribuição irregular de chuvas, concentradas nas áreas já descritas (norte da Região Norte, na faixa litorânea da Região Nordeste e em parte da Região Sul), com totais mensais acima de 150 mm e manutenção de níveis de armazenamento de água no solo acima de 70% da capacidade de água disponível (CAD).
Essas condições favorecem culturas que estão em momento de consumo de água, com o momento de crescimento dos grãos de milho (segunda safra) e feijão.
A maior parte de Mato Grosso, Goiás, do Distrito Federal, Tocantins, norte de Minas Gerais, Espírito Santo, interior da Região Nordeste, sul do Pará e de Rondônia, por sua vez, registraram acumulados mensais inferiores a 40 mm e menores níveis de armazenamento de água no solo.
Estas áreas, assim como o sudeste do Pará, têm níveis de armazenamento de água no solo abaixo de 15% da CAD, o que deve se agravar nos próximos meses. Essa condição também dificulta o crescimento de pastagens, o que terá impactos no curto e médio prazo para os rebanhos.
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Lavoura de algodão: umidade do ar mais fraca favorece a cultura de algodão - CNA/Wenderson Araujo/Trilux
No centro-oeste a condição de umidade relativa do ar mais fraca favorece a cultura de algodão, em fase de maturação, principalmente em Goiás, mas aprofunda o risco de perda de produtividade na segunda safra do milho, impactando custos de proteína animal no segundo semestre.
No Sul, as condições foram favoráveis para o desenvolvimento das lavouras de milho no Paraná, que teve acumulados expressivos de chuvas.
"De modo geral, as lavouras de inverno apresentam bom desenvolvimento. Entretanto, a persistência de chuvas frequentes, associada à menor disponibilidade de radiação solar, favorece a ocorrência de doenças fúngicas”, alerta o Inmet.
“Exigindo maior atenção dos produtores, principalmente em lavouras em estádios fenológicos mais avançados, nas quais o impacto sobre a produtividade pode ser mais significativo", acrescenta.
Segundo a previsão a temperatura deverá permanecer acima da média histórica em toda a Região Nordeste, com anomalias variando entre 0,5 °C a 1,0 °C em grande parte das áreas. Os maiores desvios são previstos para o Maranhão, o extremo oeste da Bahia e o sudoeste e centro-norte do Piauí, podendo atingir até 2°C acima da média climatológica.
A faixa litorânea não deve ter impactos relevantes de seca, com a atuação de sistemas meteorológicos como os Distúrbios Ondulatórios de Leste (DOLs), que trazem umidade do oceano.
Em agosto, o déficit será intensificado e vai se expandir para o extremo oeste da Bahia e para áreas do interior da Paraíba e de Pernambuco. Em setembro, a previsão indica déficits superiores a 100 mm em grande parte do interior da região.
"Esse cenário exige maior atenção às lavouras de milho e feijão terceiras safras, conduzidas em sistema de sequeiro, principalmente aquelas que se encontrarem em estádios reprodutivos ou de enchimento de grãos”, diz o estudo.
“Nessas condições, o aumento da demanda evapotranspirativa poderá comprometer a floração, a formação de vagens e o enchimento de grãos, com risco de redução do potencial produtivo, especialmente no semiárido oriental e em áreas do eixo Sealba (Sergipe, Alagoas e leste da Bahia)", explica.
As lavouras de algodão, por sua vez, terão ganhos de qualidade, o que não se observa com as pastagens, que devem ter queda considerável de produtividade já nesse trimestre vindouro.
O Centro-Oeste terá anomalia com ar mais quente, variando em torno de 2°C. O bom cenário de chuvas no primeiro semestre tende a garantir boa colheita para a região, nos próximos meses, para o milho, sorgo e algodão. O predomínio de condições mais secas tende a favorecer a conclusão das atividades de colheita e o preparo das áreas agrícolas para a próxima safra.
A região pantaneira, a previsão é ter um inverno equilibrado, enquanto no norte de Mato Grosso e nordeste de Goiás devem apresentar déficit hídrico ainda neste trimestre.
A Região Sudeste terá manutenção das médias de precipitação, com exceção do Espírito Santo e nordeste de Minas Gerais, para os quais é esperado déficit hídrico. Toda a região deve ter temperaturas cerca de 1°C acima das médias históricas.
Como se espera um trimestre com médias de temperaturas altas a cafeicultura, as hortaliças e as culturas de inverno irrigadas devem ter boas condições de produtividade. O Inmet alerta, porém, para a pressão sobre os reservatórios de água da região, que deve ter demanda acima da média.
No Sul, a expectativa é de ocorrência de excedentes hídricos significativos, especialmente nos meses de julho e setembro, quando os volumes poderão superar 150 mm. As áreas com maior prevalência serão o norte do Rio Grande do Sul e o sul de Santa Catarina.
A condição favorece as culturas de inverno, mas exige maior cuidado fitossanitário, pois permite maior desenvolvimento de pragas de origem fúngica.
Além disso, o boletim alerta para a ocorrência frequente de chuvas que poderão reduzir as janelas operacionais para a realização de tratos culturais, como aplicações de fertilizantes e defensivos agrícolas.
Segundo o Inmet, estas chuvas têm relação já conhecida com o fenômeno El Niño, confirmado pelos padrões adotados pelo instituto, com previsão de se manterem até fevereiro de 2027.
Este ano, porém, não é esperada uma variação expressiva do gradiente térmico do Atlântico Tropical Dipolo do Atlântico, fenômeno semelhante ao das águas do Pacífico (El Niño). Dessa forma, as condições nos próximos meses no Atlântico tendem a apresentar-se em neutralidade.
O mesmo não se pode dizer do El Niño, que será intenso e já impacta chuvas na Região Sul, no litoral do Pacífico na América do Sul e nas temperaturas na América do Norte, Europa e leste asiático.
AGÊNCIA BRASIL
JAPÃO - As autoridades japonesas montaram uma operação para capturar um urso suspeito de invadir pelo menos 15 casas em Shizukuishi, na província de Iwate, ao longo das últimas duas semanas.
O caso mais recente ocorreu na segunda-feira, quando o animal entrou na residência de um casal de idosos e revirou a cozinha em busca de comida. Mitsuo Matsubara, de 87 anos, contou que ouviu barulhos no cômodo e encontrou um urso-negro-asiático diante da geladeira aberta, com alimentos espalhados pelo chão.
A sequência de invasões levou as autoridades a instalar armadilhas, cercas elétricas e reforçar as patrulhas na região. Moradores também passaram a receber alertas sobre a presença do animal.
Segundo Shiho Chida, especialista em ursos do setor ambiental da prefeitura de Iwate, a repetição dos ataques no mesmo local é incomum e pode indicar que apenas um animal esteja por trás dos episódios.
“É raro que um urso invada repetidamente a mesma área. Como pode ser o mesmo indivíduo, queremos capturá-lo o mais rápido possível”, afirmou ao jornal The Guardian.
Em uma propriedade rural, um urso entrou quatro vezes em prédios onde havia ração à base de leite. Em outra ocasião, câmeras registraram o animal tentando abrir a porta de correr de uma casa durante a madrugada. O agricultor conseguiu espantá-lo com uma lanterna e gritos.
Depois do episódio, ele começou a espalhar perto das entradas uma mistura caseira com mostarda japonesa na tentativa de afastar o animal
Na sexta-feira, outro morador voltou das compras e encontrou um urso dentro de casa, próximo ao quarto onde o pai idoso dormia. O animal fugiu quando o homem bateu uma porta, mas tentou retornar logo depois.
Segundo o relato, ele precisou segurar uma porta de correr por cerca de 30 segundos enquanto o urso, apoiado nas patas traseiras, tentava forçar a entrada.
Na noite seguinte, uma mulher encontrou outro urso procurando comida na cozinha. No domingo, o animal invadiu uma confeitaria japonesa e retirou donuts da geladeira.
As autoridades também registraram cinco invasões em uma mesma residência, onde o urso teria comido biscoitos, açúcar e karinto, doce japonês feito com massa frita e cobertura açucarada.
por Notícias ao Minuto
BRASÍLIA/DF - Mais de 149 mil pescadores artesanais começam a receber nesta terça-feira (7) o seguro-defeso referente aos anos anteriores a 2026. Os valores serão pagos em parcela única em conta simplificada ou conta poupança da Caixa.
O pagamento será feito somente aos pescadores artesanais que já tiveram o benefício deferido e aguardavam apenas a liberação dos recursos. A autorização excepcional do pagamento de requerimentos referentes aos períodos de defeso anteriores a 2026 foi viabilizada pela Lei 15.399/2026.
Os beneficiários contemplados são os que fizeram a solicitação do seguro-defeso dentro do prazo legal e atendem a todos os requisitos previstos na legislação. Ao todo serão pagos R$ 874 milhões.
Para saber se tem direito a receber, é necessário consultar a situação no aplicativo Carteira de Trabalho Digital ou pelo Portal Emprega Brasil.
Pescadores artesanais com requerimentos em análise ou pendências devem acompanhar o andamento do processo pelo aplicativo Meu INSS ou pela Central 135.
Os pagamentos de requerimentos em processo de análise ou pendente de regularização continuarão sendo processados e serão incluídos nos próximos lotes, após o reconhecimento do direito ao benefício.
O seguro-defeso é um benefício concedido mensalmente a pescadores durante o período em que a pesca fica proibida com o objetivo de garantir a reprodução de algumas espécies. O valor das parcelas é correspondente a um salário mínimo mensal durante o período do defeso.
A operacionalização dos pagamentos resulta da atuação conjunta do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), do Ministério da Previdência Social (MPS), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e da Dataprev, responsável pelo suporte tecnológico necessário para a emissão das parcelas.
AGÊNCIA BRASIL
EUA - Asequência de terremotos registrada nos últimos dias em diferentes regiões do mundo voltou a levantar questionamentos sobre a frequência desses fenômenos e sobre o preparo das populações para lidar com situações de emergência.
Na semana passada, os dois fortes abalos que atingiram a Venezuela deixaram imagens de destruição e provocaram comoção internacional. Enquanto as atenções estavam voltadas para a América do Sul, a terra também tremeu em outros pontos do planeta, como no Japão, onde foi registrado um terremoto de magnitude 6,9, no Paquistão, com um abalo de magnitude 5,4, e até em Portimão, em Portugal.
A ocorrência de tremores em sequência costuma gerar preocupação, especialmente em países como Portugal, onde episódios desse tipo reacendem dúvidas sobre a preparação para um eventual terremoto de maior intensidade. A principal questão, no entanto, é saber se esse aumento aparente representa algo fora do normal.
De acordo com os Serviços Geológicos dos Estados Unidos, variações temporárias na atividade sísmica fazem parte da flutuação natural das taxas de terremotos. A instituição afirma que nem o aumento nem a diminuição no número de abalos em escala global indicam, por si só, que um grande terremoto esteja prestes a acontecer.
Segundo o Centro Nacional de Informação sobre Terremotos, são registrados cerca de 20 mil terremotos por ano em todo o mundo, o equivalente a aproximadamente 55 por dia.
A percepção de que há mais terremotos do que no passado está ligada, em grande parte, ao avanço dos sistemas de monitoramento e à velocidade da comunicação. Hoje, há mais instrumentos sísmicos espalhados pelo planeta e eles são capazes de detectar abalos menores, que antes poderiam passar despercebidos.
Registros históricos desde cerca de 1900 indicam que, em média, ocorrem aproximadamente 16 grandes terremotos por ano. Esse número inclui cerca de 15 abalos na faixa de magnitude 7 e um terremoto de magnitude 8 ou superior. Nas últimas quatro ou cinco décadas, esse patamar foi superado em alguns anos, mas também houve períodos com atividade abaixo da média.
O ano de 2010, por exemplo, teve 23 grandes terremotos, com magnitude igual ou superior a 7. Em outros anos, o número ficou bem abaixo da média histórica, como em 1989, quando foram registrados seis grandes terremotos, e em 1988, quando houve sete.
O catálogo sísmico ComCat mostra um crescimento no número de registros nos últimos anos, mas isso não significa necessariamente que a Terra esteja tremendo mais. O aumento está relacionado à ampliação da rede de equipamentos e à capacidade de registrar mais eventos.
Com sistemas de comunicação mais rápidos e maior interesse público por desastres naturais, as informações sobre terremotos chegam hoje à população quase em tempo real. Isso contribui para a sensação de que os abalos estão mais frequentes, embora os especialistas indiquem que essa percepção não representa, necessariamente, uma mudança no comportamento natural da atividade sísmica.
por Notícias ao Minuto
RIO DE JANEIRO/RJ - Um programa nacional de formação em cultura digital foi lançado na sexta-feira (26), no Rio de Janeiro, para fortalecer redes locais de comunicação dos diferentes biomas naturais brasileiros e preparar lideranças para enfrentar desafios como a desinformação e a exclusão digital. A expectativa é formar cerca de 4 mil pessoas.
O projeto é liderado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pelo Ministério da Cultura (MinC), por meio da Secretaria de Formação Artística e Cultural, Livro e Leitura (Sefli). O objetivo é formar agentes culturais e comunicadores e ampliar o acesso às tecnologias digitais.
Chamado de Labic Biomas, o programa integra a Rede de Formação em Cultura Digital – Labic Brasil e prevê ações formativas voltadas a territórios da Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pantanal e Pampa.
Em entrevista à Agência Brasil, o secretário de Formação Artística e Cultural, Livro e Leitura do MinC, Fabiano Piúba, afirmou que o Labic tem sido uma formação importante voltada para a cultura digital e também para mídias digitais, compreendendo coletivos e movimentos sociais, comunidades e lideranças culturais e ambientais, com ênfase na juventude.
Segundo Piúba, o programa traz um componente de formação técnica, mas também acadêmica, cultural e prática, para desenvolvimento nos territórios, compreendendo a comunicação como centralidade nesse movimento.
O secretário destacou que, no Labic Biomas, o MinC e a UFRJ estão trazendo a ideia do bioma cultural e do bioma digital.
“Na perspectiva de estarmos atuando nos biomas brasileiros: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e o Pantanal. Então, a gente vai estar trabalhando nesses territórios, compreendendo a relação entre as políticas e cultura, mas também de meio ambiente e mudança do clima”.
O programa terá parcerias com universidades nas cinco macrorregiões do país e estará em execução já no segundo semestre deste ano, dentro de um calendário regional. Serão selecionados 30 coletivos e projetos dessas regiões, para o desenvolvimento de ações no próprio território.
Essas ações, disse Fabiano Piúba, compreenderão a dimensão da comunicação, da memória, da cultura popular, da inovação cidadã e das tecnologias sociais e comunitárias que esses coletivos já realizam.
“Pensando na articulação entre cultura e natureza, no que a gente chama de biomas culturais, que são territórios que têm uma rica diversidade cultural, das expressões e manifestações tradicionais e populares, e que também têm ali uma rica biodiversidade”, completa.
A pró-reitora de Extensão da UFRJ, Ivana Bentes, ressaltou que a principal característica do Labic Biomas é ser uma ação de cultura e de cultura digital baseada nos seis biomas naturais brasileiros.
“A ideia é que a gente trabalhe as características culturais de cada bioma, para pensar ações culturais que vêm desses espaços e que têm conotações singulares".
E mais do que isso: fazer uma formação de fato em cultura digital para essas ações, para trabalhar contra o negacionismo climático, trazer todos os debates de inteligência artificial (IA) articulados com os interesses dos territórios, dos biomas, das ações de cultura”, disse à Agência Brasil.
Para Ivana, as redes digitais estão construindo biomas muitas vezes tóxicos, mas muitas vezes muito potentes, com diversidades e, também, com características hostis.
“Então, a gente pegou essa metáfora do bioma e estamos levando ela bem a fundo, para pensar o próprio contexto da cultura digital hoje. É uma ideia bastante inspiradora a meu ver, e ela funciona muito, porque as pessoas vão entendendo o que é cultura digital”.
Ela reforçou que os ambientes digitais provocam impacto na saúde mental, na vida e no trabalho das pessoas. Diante disso, serão trabalhadas potencialidades, consequências e efeitos desses biomas digitais na cultura, além de trazer ferramentas para que as ações de cultura possam se articular.
“Ou seja, passar entre esses biomas. Não só sobreviver em ambientes hostis, mas criar e produzir, como a cultura já faz. Essa é a proposta”, disse a pró-reitora de Extensão da UFRJ.
No Labic Biomas, serão definidas cinco cidades pequenas do país, ao contrário do ciclo passado do programa, quando foram selecionadas grandes capitais, como Rio de Janeiro, Brasília, Curitiba e Fortaleza.
“Agora, a gente está voltada para uma formação sólida e diversa em cidades pequenas, tanto presencial nesses locais como remota, o que garante maior alcance”, garantiu Ivana Bentes.
AGÊNCIA BRASIL
BRASÍLIA/DF - A Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção passou por atualização após avaliações do estado de conservação conduzidas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
Foram incluídas 180 espécies ou subespécies, como a arara-azul-grande (Anodorhynchus hyacinthinus), reclassificada como Vulnerável (VU), o bugio-preto (Alouatta caraya) e o tamanduaí (Cyclopes rufus). Outras 150 espécies foram retiradas da lista.
O novo documento reúne a Lista Nacional de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção, com 790 espécies ou subespécies; além da Lista Nacional Oficial de Espécies de Fauna Extintas, com nove espécies.
>> Para consultar a lista completa acesse aqui a publicação do Diário Oficial da União.
O levantamento inclui mamíferos, aves, répteis, anfíbios e invertebrados terrestres, que foram classificados em cinco categorias:
A maior parte das espécies listadas são invertebrados terrestres, com 264 espécies ou subespécies ameaçadas de extinção. Há ainda 242 aves, 123 répteis, 102 mamíferos e 59 anfíbios.
Das nove espécies presentes na Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Extintas, seis são aves, duas são anfíbios e há um mamífero: o roedor de Vespucci (Noronhomys vespuccii), que ocorria em Fernando de Noronha.
De acordo com o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, a lista é um dos instrumentos mais importantes para a proteção da biodiversidade brasileira.
“A lista reconhece, perante a nossa sociedade e o mundo, a situação das espécies brasileiras e também abre caminho para a construção de planos de recuperação e de conservação", afirma Capobianco.
O documento substituiu a última versão publicada em 2022 e resulta de um esforço conjunto com comunidade científica e organizações da sociedade civil.
“Poucos países no mundo têm a capacidade de avaliar sua biodiversidade na escala que o Brasil faz hoje”, reforça o presidente do ICMBio, Mauro Pires.
AGÊNCIA BRASIL
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