O ideal seria ter pelo menos 100 bolsas de sangue, mas o Banco de Sangue tem apenas 30 bolsas em estoque
SÃO CARLOS/SP - O Banco de Sangue da Santa Casa precisa com urgência de doadores de todos os tipos sanguíneos, principalmente de O positivo. O estoque de bolsas de sangue está 60% abaixo da média de segurança. Para se ter um estoque seguro, o ideal seria ter, no mínimo, 100 bolsas de sangue. No momento, o Banco conta com apenas 30 bolsas. Essa quantidade deve durar apenas pelos próximo dois dias. Uma situação extremamente preocupante, já que o hospital atende todas as demandas de urgência e emergência, cirurgias eletivas, oncológicas e cardíacas, UTI Pediátrica, UTI Neonatal, UTI Adulto e Coronariana, Centro Cirúrgico, Maternidade e, em alguns casos, os pacientes com COVID-19 que necessitam de transfusão de sangue. Além das demandas da Santa Casa, o Banco também dá suporte para o Hospital Universitário e hospitais da região.
Um dos principais motivos para a queda é o não comparecimento dos voluntários que agendam o horário para fazer a doação. Para se ter uma ideia, no último sábado (19), dos 30 doadores que fizeram o agendamento, apenas 9 compareceram para doar. Na segunda-feira (21), dos 30 doadores agendados, apenas 7 foram ao Banco de Sangue para fazer as doações.
Nesta semana, a agenda de doações ainda não está completa. E na semana que vem, está completamente vazia. Por isso, a Coordenadora do Banco de Sangue da Santa Casa, Ariane Iazorli, faz um apelo à população. “Precisamos ter um estoque mínimo para restabelecer o nível necessário e, assim, suprir todas as demandas de procedimentos cirúrgicos e transfusão de sangue. Peço também para que os doadores que agendarem as doações, que compareçam para não prejudicar o fluxo, já que contamos com cada bolsa de sangue. Caso o doador tenha algum imprevisto, ele deve avisar o Banco de Sangue 24 horas antes do horário marcado, para que a equipe tenha tempo hábil para acionar um outro doador. Outro problema que estamos enfrentando é a falta de doador. Ligamos para os doadores cadastrados e, muitas vezes, não nos atendem ou não querem doar. Se não normalizar e as pessoas não atenderem nosso chamado, vamos precisar cancelar as cirurgias. Peço o apoio de toda população”, explica a Coordenadora.
Desde o início da pandemia, o Banco de Sangue tem seguido as regras da Associação Brasileira de Hematologia. É obrigatório o uso de máscara de proteção facial. Foi proibida a entrada de acompanhantes. Pra facilitar, as doações estão sendo agendadas pelo WhatsApp ou pelo telefone fixo para evitar aglomerações. Sendo assim, é possível garantir a proteção de todos os doadores e profissionais.
Vale ressaltar que para ser doador, é preciso ter entre 18 e 69 anos, ter mais de 50 Kg e estar em boas condições de saúde. O voluntário também não pode fumar uma hora antes da doação e nem ingerir bebida alcoólica 24 horas antes. E é preciso apresentar um documento oficial com foto. Quem vier para fazer a doação, pode estacionar de graça no estacionamento PARAKI, que fica em frente à Santa Casa (Rua Paulino Botelho de Abreu Sampaio, 672).
SERVIÇO:
BANCO DE SANGUE DA SANTA CASA
AGENDAMENTO DE DOAÇÕES:
(16) 99104-6748 (WhatsApp) e (16) 3509-1230 (fixo)
De segunda a sexta-feira, das 8h às 15h
HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO:
Segunda a sexta-feira – 8h às 12 horas
Sábados – 8h às 11 horas
SÃO CARLOS/SP - Alguns funcionários da prefeitura de São Carlos estão sob suspeita de Covid-19, entre eles dois da secretaria municipal de habitação e desenvolvimento urbano.
O primeiro é o diretor da fiscalização Rodolfo Penela, onde um colaborador entrou em contato com o diretor que disse estar bem e que nos exames constataram ter anticorpos para Covid-19. Mesmo estando sem sintomas, Rodolfo está em isolamento social em sua residência.
Já o segundo é o secretário João Muller, que está com sintomas fez o teste rápido, ai encaminharam pra fazer o teste de PCR-RT, que é o exame que identifica o vírus e confirma a covid-19.
Nossa reportagem entrou em contato via WhatsApp com João Muller, ele afirmou que o teste rápido deu positivo para Covid-19, mas que aguarda a confirmação do exame de PCR. O secretario afirmou que imediatamente se isolou e aguarda o resultado.
Perguntar não ofende, a prefeitura não deveria realizar exames em todos os funcionários da secretaria citada?
SAMU
A Secretaria Municipal de Saúde confirma a internação de um funcionário do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência em virtude do novo coronavírus. Trata-se de um rádio-operador do Centro Operacional do SAMU. Ele foi internado na enfermaria do Hospital Universitário, porém por ser hipertenso, foi transferido para a UTI, mas não está entubado. Outro servidor do SAMU também está internado na UTI do HU, da equipe de motolância, estava internado em Araraquara e foi transferido para a UTI em São Carlos. O estado dele no momento é estável.
Outros três servidores do SAMU contraíram COVID-19: duas telefonistas, sendo que uma já retornou ao trabalho e um médico regulador, profissional que julga sobre a gravidade, os recursos necessários ao atendimento, definindo o destino do paciente, informando as condições e previsão de chegada ao hospital ou unidade de pronto atendimento.
Todos os protocolos sanitários estão sendo cumpridos pelas equipes do SAMU, inclusive os servidores são testados para detecção da doença.
SÃO CARLOS/SP - Garantir o diagnóstico preciso ou resultados confiáveis em pesquisa com SARS –Cov-2 é fundamental. Por isso, é preciso fornecer um material que entregue segurança e minimize os riscos de falha. Duas características sobre os consumíveis plásticos utilizados são fundamentais na entrega de resultados confiáveis: a esterilidade e o tipo de qualidade/pureza do material. Por definição, um produto estéril não contém qualquer organismo vivo em sua superfície, isso garante que não teremos a presença de microrganismos e toxinas indesejados nos ensaios.
“O grau de pureza dos consumíveis para o diagnóstico por biologia molecular do SARS-Cov-2, técnica denominada PCR em tempo real, deve garantir que esse material seja livre de algumas enzimas e de DNA humano. Essas impurezas podem interferir diretamente no teste por biologia molecular”, garante Luiza Ayumi Mimura, especialista de produtos da Eppendorf do Brasil, empresa alemã de biotecnologia com foco em Life Science e forte atuação no mercado de diagnósticos e laboratórios acadêmicos.
Pioneira no desenvolvimento e comercialização de instrumentos a partir da década de 1960, a Eppendorf vem atuando desde o início da pandemia mantendo a qualidade conhecida da produção dos seus produtos. A empresa aponta como prioridade a verificação e certificação de cada lote em relação a sua pureza, sobretudo em consumíveis plásticos, usados em laboratórios que trabalham com SARS-CoV-2, seja na detecção do vírus em amostras de pacientes, seja na produção/estudos de vacina ou pesquisa com análises genéticas do vírus.
“Os consumíveis são testados quanto à presença de diferentes contaminantes indesejados, como enzimas, microrganismos, toxinas e DNA humano. Para evitar a contaminação, a fabricação é totalmente automatizada e monitorada por uma equipe com vestimentas de proteção, respeitando normas, diretivas e regulamentos que se aplicam a produção de materiais para laboratórios de biologia, diagnóstico e industriais”, completa Luiza.
A especialista aponta algumas medidas adotadas pela Eppendorf para manter a pureza na fabricação de seus produtos, garantindo sua qualidade:
A Eppendorf, que está completando 75 anos, opera no Brasil desde 1998 na melhoria da pesquisa e trabalho de rotina em laboratórios de análises clínicas, universidades, centros de pesquisa e indústrias, em todo o mundo. Com a ampliação da capacidade nacional de testagem para Covid-19 nos laboratórios, a empresa aumentou suas vendas de consumíveis plásticos em 21% na matriz, na Alemanha e, aqui no Brasil, esse aumento foi de 200% em relação à 2019.
MUNDO - Bares, restaurantes e outros estabelecimentos na Inglaterra serão fechados às 22 horas a partir de quinta-feira (24), enquanto o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, anuncia medidas para combater a segunda onda de infecções da covid-19.
Johnson, que irá se pronunciar nesta terça-feira (22), dirá que o setor de hospitalidade também estará restrito a atendimento apenas em mesas, segundo trechos do pronunciamento oferecidos por seu gabinete de Downing Street.
"Ninguém subestima os desafios que as novas medidas irão representar para indivíduos e empresas. Sabemos que não será fácil, mas precisamos tomar mais medidas para controlar o recrudescimento de casos do vírus e para proteger a NHS", dirá Johnson, em referência ao Sistema Nacional de Saúde britânico (NHS, na sigla em inglês).
As ações de grupos de pubs e restaurantes britânicos listados despencaram ontem. Embora não exista ainda uma política consistente para o país, a medida irá adiantar o horário de fechamento em pelo menos uma hora para a maior parte das áreas do país.
O Reino Unido enfrentará um número de mortos em crescimento exponencial pela covid-19 nas próximas semanas, a não ser que ações urgentes sejam tomadas para impedir a propagação de uma segunda onda da pandemia no país, alertaram importantes autoridades de saúde no país.
O nível de alerta para a Covid-19 no país foi do nível 3 para o nível 4, após dados mostrarem que o número de casos estava em crescimento rápido. O nível 4 indica que o vírus está em circulação geral e a transmissão é alta ou está em crescimento exponencial.
*Por James Davey - da Agência Reuters
Apenas 3,76% dos casos confirmados para a doença estão ativos. Município continua com medidas de orientação e distanciamento social
IBATÉ/SP - Segundo relatório da situação da Covid-19 em Ibaté, divulgado neste sábado (19) pela Vigilância Epidemiológica e pelo Gabinete de Prevenção e Monitoramento do Coronavírus de Ibaté, o município tem ativos apenas 12 casos, o que representa 3,76%.
Dos 319 casos confirmados para a doença em Ibaté, 304 já estão recuperados, ou seja, 95,30%. A Taxa de Letalidade no município (relação entre o número de óbitos e o número de casos diagnosticados) é de 0,94%, com três mortes.
Desde o dia 24 de julho, Ibaté está classificada pelo Governo do Estado como Fase 3 (Amarela) de Flexibilização do Plano São Paulo para Enfrentamento à Covid-19 e a equipe da Vigilância Sanitária do município está realizando ações de orientação sobre os protocolos sanitários, que devem ser seguidos nessa fase pelos estabelecimentos comerciais e de serviços.
Para o comércio não essencial a capacidade continua limitada a 40%, com horário de funcionamento das 10h às 18h de segunda a sexta-feira, e das 9h às 17h aos sábados. Já para restaurantes e similares (consumo no local) o tempo de funcionamento é de oito horas diárias, contínuas ou intercaladas, dentro do período das 7h às 22h.
A utilização de espaços públicos em Ibaté, como o Parrelão, a Pirâmide e o Estádio está restrito para práticas de condicionamento físico individual, como caminhadas e corridas. Estão proibidos esportes coletivos nesses espaços.
Em todos os casos as medidas sanitária permanecem essenciais, com o uso obrigatório de máscara de proteção facial, álcool em gel 70%, orientação de distanciamento social, limite da capacidade do espaço, entre outros.
Na semana passada a Prefeitura de Ibaté publicou o Decreto n◦. 2.882, que prorroga até 30 de setembro de 2020 as medidas de distanciamento social e a suspensão das atividades não presenciais no âmbito da administração municipal.
Especialistas apontam risco de aumento de até 60% nos gastos com tributos, mas advertem que propostas ainda estão em fase de discussão, por isso nada de tomar decisões precipitadas
SÃO CARLOS/SP - O projeto de lei enviado pelo Ministério da Economia ao Congresso Nacional, propõe que em sua primeira etapa, a Reforma Tributária poderá atingir diretamente profissionais e empresas da área médica. Estimativas indicam, uma possibilidade de aumento de até 60% nos gastos com tributos para este setor.
A avaliação é da advogada Natália Reis, sócia do escritório de advocacia SERLaw e especialista na área tributária, e da consultora tributária Bárbara Campelo, da Mitfokus, empresa de soluções financeiras e tecnológicas voltadas à consultórios, clínicas, hospitais e prestadores de serviços médicos. Para as especialistas, o momento exige estado de alerta e cautela.
Natália Reis observa, que grande parte dos CNPJs na área médica estão enquadrados no regime tributário do Lucro Presumido, e enquadrados no regime do Simples Nacional, uma fatia considerável. O projeto do governo federal (3887/2020) poderá afetar inicialmente, as empresas do regime Lucro Presumido, pontua a advogada tributária.
Atualmente, consultórios médicos e outras empresas da área recolhem cinco tributos: o Imposto de Renda Pessoa Jurídica, a Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL), a Contribuição do Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), como tributos federais; e ainda, o Imposto Sobre Serviços (ISS), como tributo municipal.
NOVA ALÍQUOTA
O projeto do governo neste momento, discute a possível substituição do PIS e da Cofins pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). Ocorre que, conforme explica Natália Reis, atualmente somados PIS e Cofins, a alíquota é de 3,65%, já a alíquota da CBS será de 12%.
“Atualmente, a média de carga tributária para negócios na área médica está em 13,33%. Isso varia um pouco, conforme a cidade em que a empresa está, uma vez que a alíquota do ISS muda de município para município. Com o projeto de reforma apresentado, a carga pode aumentar para aproximadamente 20%, por causa da substituição dos 3,65% do PIS e Cofins pelos 12% da CBS”., detalha a advogada especializada.
ALERTA E CAUTELA
Tanto para Natália Reis como para Bárbara Campelo, apesar do prognóstico, no momento deve-se aguardar pela tramitação e aprovação do projeto, antes de tomar qualquer decisão. Afinal, ressaltam as duas, trata-se ainda de um “processo embrionário” da reforma tributária.
“É uma proposta ainda, que sofrerá alterações. Há muitos interesses em jogo – das partes arrecadadoras (União, Estados e Municípios) e das partes pagadoras (classes profissionais, empresariais, cidadãos em geral)”, sublinha Natália Reis. “O momento hoje é ideal para discutirmos as informações apresentadas, sem tirarmos conclusões. Nada ainda foi aprovado”.
Bárbara Campelo lembra que as mobilizações para mitigar os efeitos da reforma estão em curso, inclusive da classe médica e suas entidades. “Então, é importante não se tomar nenhuma decisão precipitada. O momento exige cautela”, orienta. “Ainda há muito o que ser debatido”.
As especialistas recordam ainda que, além do projeto de lei enviado pelo governo, há pelo menos outras duas propostas de reforma tributária em tramitação no Congresso Nacional. São as propostas de emenda constitucional 45/2019 e 110/2019, que estabelecem mudanças mais profundas no sistema tributário brasileiro.
“É possível que o momento em que vivemos uma crise em consequência de uma pandemia, não seja o mais apropriado para a discussão de uma reforma tributária. Mas ela é sim necessária, porque o sistema tributário brasileiro é complexo, a carga tributária é pesada”, considera Bárbara Campelo. Também em defesa de uma reforma, Natália Reis acrescenta: “no atual sistema não se sabe quanto exatamente se paga de impostos. Tributa-se muito o consumo, se comparado com a tributação da propriedade, por exemplo”.
Equipamento atual tem mais de 10 anos e precisa de constantes manutenções que tem alto custo
RIBEIRÃO PRETO/SP - O Hospital de Câncer de Ribeirão Preto iniciou uma campanha de arrecadação para compra de um novo mamógrafo. O atual equipamento tem mais de dez anos e precisa passar por constantes manutenções que possuem um alto custo, pelo fato das peças serem antigas, e, às vezes, nem serem mais fabricadas. As doações podem ser feitas através de depósito ou transferência bancária ou pelo site oficial da campanha na plataforma Vakinha Online.
O exame de mamografia de rastreio é um dos mais importantes realizados pelo Hospital de Câncer de Ribeirão Preto. De 2016 até 2019 foram feitos mais de 5,5 mil exames em pacientes de toda região metropolitana. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), são cerca de 66.280 mil novos diagnósticos de casos de câncer de mama no país. A doença pode ser detectada em fases iniciais, através do exame de mamografia, e, em grande parte dos casos, aumentam-se as chances de um tratamento menos agressivos e com alto índice de sucesso.
Por isso as campanhas de conscientização são tão importantes. É através delas que as mulheres aprendem a realizar o autoexame, e, se identificarem alguma anormalidade, procuram especialistas que vão direcioná-las para realização da mamografia, que consiste em um raio-x das mamas para um diagnóstico.
“Nesse momento a instituição precisa, mais uma vez, do apoio da sociedade para conseguir esse novo equipamento. O atual equipamento tem quebrado constantemente e demandado um gasto extra. A partir dessa aquisição, vamos sanar esses custos excessivos de manutenção e oferecer um exame mais tranquilo, seguro e confortável para todas as nossas pacientes”, afirma o presidente do conselho curador do Hospital de Câncer de Ribeirão Preto, Antonio Carlos Maçonetto.
Como ajudar?
A doação pode ser feita através da plataforma Vakinha Online, através do site: http://vaka.me/1302498. Ou através de depósito ou transferência para a conta corrente no banco Sicoob Cooperc (756) com os dados: Agência: 4411 | Conta Corrente: 6242-1 | CNPJ: 02.681.523/0001-76 | Beneficiário: Fundação SOBECCan.
A sede do Hospital de Câncer de Ribeirão Preto está localizada na Rua Octávio Martins Braga, n° 50 no bairro Residencial Flórida (CEP: 14026-270). O horário de atendimento é de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h. Mais informações sobre a fundação podem ser obtidas através do telefone (16) 3878-9700, ou pelas redes sociais, no Facebook através da página: facebook.com/
Órgão regulador comprova a eficácia e segurança do uso de Harvoni® e Epclusa®, medicamentos da farmacêutica Gilead Sciences, para tratamento de pacientes em hemodiálise
A prevalência da hepatite C é cinco vezes maior em pacientes que realizam terapia renal substitutiva1
São Paulo/SP – Os dois medicamentos já disponibilizados pelo SUS para tratamento da hepatite C no Brasil, Harvoni® (ledipasvir 90 mg/ sofosbuvir 400 mg) e Epclusa® (sofosbuvir 400mg/velpatasvir 100mg), acabaram de ter um ampliação de uso aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o tratamento de pacientes com comprometimento renal grave, incluindo a Doença Renal em Estágio Final (DREF).
Harvoni® e Epclusa® não tinham recomendação de uso em pessoas com insuficiência renal em estágios 4 e 5 – níveis mais graves da doença que levam o paciente à necessidade de hemodiálise – porque os estudos nesse grupo de pacientes ainda estavam em curso.
“A partir de agora, as pessoas com as formas mais graves de insuficiência renal poderão ter acesso às terapias mencionadas, as quais proporcionam chances de cura de mais de 95% e um perfil de segurança adequado para o uso seguro das drogas nessa população de pacientes”, destaca Dr. Eric Bassetti, gastroenterologista e diretor médico associado da Gilead Sciences no Brasil.
O médico explica ainda que pacientes com doença renal têm mais risco de contrair o vírus C, comparados à população em geral, já que a transmissão ocorre principalmente pelo contato com sangue contaminado. E com o tratamento é possível eliminar a hepatite C no ambiente da hemodiálise, já que não existe vacina.
A Hepatite C
A hepatite C é uma infecção causada pelo vírus da hepatite C (HCV), que possui pelo menos seis tipos (genótipos) distintos e que acomete preferencialmente o fígado, provocando uma inflamação que leva à formação de cicatrizes (fibrose hepática) e que, com o decorrer do tempo e sem um tratamento, pode levar à cirrose e ao câncer de fígado. Além do fígado, outros órgãos também podem ser acometidos, incluindo os rins.
A hepatite crônica C afeta aproximadamente 70 milhões de pessoas no mundo2. No Brasil, há uma estimativa de 700 mil portadores da doença2. Cerca de 155 mil foram diagnosticados entre 1999 e 2016 e há indícios de que ainda faltem 502 mil pessoas para serem diagnosticadas. Nesse período foram realizados 110 mil tratamentos, sendo 57 mil somente entre 2015 e 2017. Entre 2000 e 2016, foram identificados mais de 50 mil óbitos relacionados à hepatite C. O fato é que grande parte das pessoas desconhece seu diagnóstico e poucas sabem como ocorreu a transmissão ou que exista tratamento para a doença.
O vírus da hepatite C é transmitido pelo contato com sangue infectado, sendo que os principais meios de transmissão são reutilização e esterilização inadequada de equipamentos médicos, odontológicos e outros, compartilhamento de seringas e agulhas (como no uso de drogas ilícitas), práticas sexuais de risco e transmissão vertical (da mãe para o filho). Pessoas que receberam transfusão de sangue antes de 1993 também podem ter contraído a infecção.
A Hepatite C é a maior causa de cirrose, câncer de fígado e transplante hepático no mundo. Além das complicações relacionadas ao fígado, ela pode desencadear uma verdadeira doença sistêmica. Estudos comprovam que o vírus da Hepatite C aumenta os riscos do aparecimento de outras doenças como a Diabetes do tipo 2, Glomerulonefrite e do Linfoma, por exemplo.
Referências: 1 – Dados publicados no site do Ministério da Saúde. Acesse. | 2 – Fonte: Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde de 2019.
Sobre a Gilead Sciences
A Gilead Sciences é uma biofarmacêutica dedicada à pesquisa, desenvolvimento e comercialização de terapias inovadoras para prevenção, tratamento e cura de doenças potencialmente fatais, como HIV/Aids, hepatites virais, entre outras. A Gilead foi responsável por grandes conquistas para a saúde e a qualidade de vida ao oferecer o primeiro regime antirretroviral em comprimido único para o tratamento do HIV/AIDS, além de ter revolucionado o tratamento da hepatite C com o primeiro medicamento que apresentou a possibilidade de cura da doença. Presente no Brasil desde 2013 com sede em São Paulo, a Gilead possui operações em mais de 35 países, com matriz em Foster City, Califórnia, nos Estados Unidos.
Na Santa Casa, o valor dos medicamentos subiu 85% e o dos equipamentos de proteção individual aumentou 102%. O que agrava a saúde financeira da Instituição que há anos têm que lidar com a tabela defasada do SUS
SÃO CARLOS/SP - A pandemia da COVID-19 fez os preços dos medicamentos e equipamentos de proteção individual aumentarem consideravelmente. Na Santa Casa, de janeiro a agosto deste ano, os 10 principais medicamentos usados no hospital subiram, em média, 85%. Dois desses remédios tiveram reajuste ainda maior: a Norepinefrina (usada no controle da pressão) subiu 510% e o Omeprazol (protetor gástrico), 128%. Os dois medicamentos são usados nos cuidados dos pacientes graves com Coronavírus.
Já os valores dos equipamentos de proteção individual aumentaram 102% durante este mesmo período. As máscaras descartáveis tiveram um reajuste de 340% e as luvas, de mais de 200%.
E não foi esse o único reflexo da pandemia. Com a COVID-19, as cirurgias eletivas foram suspensas no início da quarentena. Depois que elas começaram a ser retomadas, mais um desafio: a falta de anestésicos no mercado. Nos últimos 5 meses, o hospital conseguiu realizar cerca de 43% desses procedimentos. Por isso, existe hoje uma fila de espera de cerca de 300 cirurgias.
Em função dessa demanda, a Santa Casa criou um Comitê de Cirurgias Eletivas. Formado por especialistas de todas as áreas, coordenadores dessas especialidades, equipe de enfermagem, anestesistas e diretoria técnica, o Comitê analisa a quantidade de anestésicos disponível e define a prioridade de cirurgias. “Nós nos reunimos uma vez por semana e todos nós especialistas conversamos, discutimos a situação de cada paciente que está na fila de espera, junto com a diretoria técnica do hospital, e pontuamos quais são os casos mais urgentes que precisam de cirurgia imediata”, explica o coordenador da Neurocirurgia da Santa Casa e líder do Comitê, Danillo Vilela.
A vigilante Elaine Regina Silva é uma dessas pacientes. Ela foi diagnosticada com hérnia de disco e foi afastada do serviço há 4 meses. “Eu não conseguia mais fazer a ronda. Até ficar sentada ficou difícil para mim, por conta das dores insuportáveis”, comenta. Além da dificuldade no trabalho, em casa, Elaine não conseguia mais lavar a louça, fazer faxina e cuidar dos filhos. No dia 9 de setembro, ela passou por cirurgia na Santa Casa. E já voltou a andar sem dores. “Saio do hospital com o sentimento de gratidão, porque só quem passa por isso sabe o quanto essa dor é insuportável”.
REFLEXOS NA SAÚDE FINANCEIRA DA SANTA CASA
Com as dificuldades para se realizar as cirurgias eletivas, a receita da Santa Casa diminuiu 12%. Essa queda, aliada à disparada nos preços dos remédios e EPIs, agrava a situação financeira dos hospitais filantrópicos, que há anos, lutam para driblar a defasagem da tabela de repasses do Sistema Único de Saúde. Para se ter uma ideia, os recursos repassados pelo Governo Federal à Santa Casa cobrem apenas 64% dos custos com os procedimentos SUS realizados pelo hospital. “Nesse cenário, para conseguir honrar os compromissos com os funcionários e fornecedores, a Instituição é forçada a buscar empréstimos para financiar este déficit. O problema é que este endividamento tem limite. Os hospitais filantrópicos podem usar até 30% da receita do SUS para ir quitando as parcelas do empréstimo e a Santa Casa já estourou este limite e não tem mais como buscar novos empréstimos”, explica o Diretor Administrativo e Financeiro da Santa Casa, Odahi Leite Souza.
O Diretor Administrativo e Financeiro da Santa Casa afirma ainda que as linhas de crédito anunciadas pelo Governo Federal para as Santas Casas com dificuldades financeiras são inviáveis, na prática. “O governo federal liberou as linhas de crédito, mas os agentes financeiros, os bancos, exigem superávit de caixa. É um contrassenso, no mínimo, uma vez que se as instituições tivessem geração de caixa positiva, não precisariam de empréstimos”.
Diante desse contexto, o Diretor Administrativo e Financeiro ressalta que o futuro das Santas Casas e dos hospitais filantrópicos está cada vez mais difícil. “A Santa Casa de São Carlos, assim como muitas Instituições, procura se reinventar para driblar essas dificuldades e, dessa forma, manter os atendimentos. Mas a ajuda do poder público é vital para recuperar a saúde financeira desses hospitais e, assim, manter o atendimento público da população”.
Especialista traz reflexões sobre a responsabilidade social que as empresas têm neste mês de conscientização
SÃO CARLOS/SP - Trazida em 2014 para o Brasil, a campanha Setembro Amarelo tem como data símbolo o dia 10 deste mês, o Dia Mundial da Prevenção ao Suicídio, que visa a conscientização, desmistificação e prevenção do suicídio. Dados alarmantes levam a esse movimento, e se tem observado o crescimento de indicadores como o uso de psicoterápicos, transtorno mentais e suicídio. E para falar sobre esse tema pouco discutido dentro das empresas, a especialista em estratégia de carreira Rebeca Toyama trouxe reflexões para auxiliar as empresas a terem esse cuidado com os seus colaboradores.
Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), a cada 40 segundos uma pessoa morre por suicídio no mundo, e quando se refere às tentativas, uma pessoa atenta contra a própria vida a cada três segundos. Calcula-se que aproximadamente cerca de um milhão de casos são registrados no mundo, já no Brasil, os casos passam de 12 mil, mas se sabe que esse número é bem maior devido à subnotificação. Vale ressaltar que desse total, cerca de 96,8% estão relacionados a transtornos mentais, como por exemplo, a depressão e o transtorno bipolar.
E as empresas não ficam de fora desse cenário, pois a depressão é uma das principais causas de absenteísmo, e essa é a doença mais incapacitante do mundo em 2020, segundo a Organização Mundial de Saúde. Já o presenteísmo é um dos fatores de maior impacto na baixa produtividade e qualidade de uma equipe.
Para a especialista, as empresas precisam redobrar a atenção e o cuidado com os colaboradores, considerando o cenário de pandemia que estamos enfrentando, e alerta que algumas pesquisas já mostram os impactos esperados em decorrência das doenças mentais.
“Planejar como será o momento pós home office será tão desafiador quanto foi organizar o home office na fase mais crítica do isolamento social. Se já era difícil identificar os sinais e sintomas de um transtorno psicológico em um colaborador presencialmente, imagine agora. Esse cenário é preocupante e serve de alerta para que o tema saúde mental ganhe relevância na saúde pública! ”, comenta, a especialista em estratégia de carreira, Rebeca Toyama.
Dificuldades como identificar os primeiros sinais e sintomas podem fazem com que muitas empresas deixem de lado sua responsabilidade social e optem pela demissão do colaborador, mas por outro lado, empresas vêm investindo em programas de prevenção de doenças mentais que identificam e acolhem os colaboradores que apresentem algum sinal de transtorno mental, como por exemplo: stress, ansiedade, tristeza, dificuldade de concentração e falta de motivação.
Quando uma empresa consegue identificar alguns sintomas em um membro da equipe o ambiente profissional poderá ser de grande valia no incentivo à vida. E vale lembrar que a postura adequada leva respeito e discrição, evitando julgamentos.
“Como o propósito do Setembro Amarelo é evidenciar a importância de olhar para os casos de suicídios que estão relacionados a um distúrbio mental, o ambiente profissional é um local onde os sintomas podem ser observados e uma empresa consciente pode fazer sua parte investindo em programas de prevenção de doenças mentais, programas de bem-estar ou antiestresse. ”, finaliza Rebeca Toyama.
E para ajudar os gestores e empresas, a especialista em estratégia de carreira, Rebeca Toyama traz 3 principais sintomas podem ajudar na identificação de alguns sintomas.
1- Sintomas cognitivos: Esquecimentos frequentes, dificuldade de compreensão e aumento de falhas em questões simples;
2- Sintomas físicos: Cansaço, aparência descuidada ou abatida e alteração nos hábitos alimentares como perda de apetite ou perda dela;
3- Sintomas emocionais: Aumento da sensibilidade ou irritabilidade e afastamento social.
Sobre Rebeca Toyama
Rebeca Toyama é fundadora da RTDHO e ACI empresa com foco em bem-estar e educação corporativa. Especialista em estratégia de carreira e saúde financeira. Possui formações em administração, psicologia, marketing e tecnologia. Atua há 20 anos como coach, mentora, palestrante, empreendedora e professora. Colaboradora do livro Tratado de psicologia transpessoal: perspectivas atuais em psicologia: Volume 2; Coaching Aceleração de Resultados e Coaching para Executivos. Integra o corpo docente da pós-graduação da ALUBRAT (Associação Luso-Brasileira de Transpessoal), Instituto Filantropia e Universidade Fenabrave.
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