Novo serviço de apoio contribui para o atendimento aos pacientes e trabalho das equipes do Hospital
SÃO CARLOS/SP - Na última sexta-feira, dia 3 de julho, o Hospital Universitário da Universidade Federal de São Carlos (HU-UFSCar/Ebserh) inaugurou seu Centro de Material e Esterilização (CME). O novo setor é um importante serviço de apoio dentro da estrutura hospitalar que contribui com o trabalho das equipes e, consequentemente, com a qualidade do atendimento prestado.
O CME está instalado no Bloco B do HU-UFSCar e tem 300 m² de área construída. O setor conta com equipamentos modernos e de alta tecnologia, como lavadoras, secadora, autoclave e termodesinfectora. O CME já está em funcionamento e realiza atividades de coleta; pré-limpeza; limpeza; secagem; avaliação da integridade e funcionalidade de materiais; preparo; desinfecção e esterilização; armazenamento e distribuição de produtos para todas as unidades assistenciais do Hospital. Chegam ao novo Centro, todos os materiais de uso hospitalar que precisam de desinfecção, tais como, circuito respiratório, máscara de inalação e aparato cirúrgico.
A metodologia de trabalho da nova unidade, Lean Healthcare, prevê o desenvolvimento de atividades que agreguem valor e que reduzam o desperdício e o tempo de espera. A equipe do CME se desloca para a coleta dos materiais a serem processados e os distribui nas diferentes unidades do Hospital - normalmente, as equipes assistenciais precisariam sair de seus postos de trabalho para entrega e retirada dos materiais no centro de esterilização. "Desta forma, a equipe assistencial pode focar o seu tempo no atendimento direto ao paciente, e isso faz toda a diferença à Instituição", afirma Renata Pagotti da Fonseca, Chefe do CME e da Unidade de Cirurgia. Ainda de acordo com ela, o "CME é essencial para promover uma assistência segura e de qualidade, garantindo a desinfecção e esterilização dos materiais". Todo o trabalho do CME segue as boas práticas de processamento de órgãos reguladores, como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Para Lucimar Retto da Silva de Avó, Chefe do Setor de Apoio Diagnóstico e Terapêutico do HU-UFSCar, a instalação do CME acompanha o crescimento do Hospital e suas demandas. "Com a estrutura que tínhamos anteriormente, era possível atender a demanda de uma unidade hospitalar com, então, 54 leitos. Hoje, com a nova estrutura, o CME é capaz de atender o nosso projeto de expansão, que prevê a construção de mais leitos de internação, UTI e centro cirúrgico", garante.
A inauguração do CME teve a presença de profissionais do HU e da Reitora da UFSCar, Wanda Hoffmann. Para ela, o novo setor representa "melhorias bastante significativas na área de material e esterilização do HU-UFSCar. Com o novo Centro, nossos alunos e profissionais terão melhores condições de trabalho, ensino, assistência médica e pesquisa. O HU-UFSCar segue se consolidando como hospital de referência no atendimento médico e hospitalar na região central do Estado".
Para Ângela Leal, Superintendente do HU-UFSCar, o Centro de Material e Esterilização é um setor fundamental para a atuação do Hospital e para o seu desenvolvimento. "O CME é o coração do Hospital e esta nova unidade moderna, com equipamentos de última geração, nos prepara para as próximas expansões", afirma Leal.
Recursos
A construção do CME é fruto dos R$ 7,5 milhões investidos pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), por meio do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (Rehuf), gerido pela própria estatal. No mesmo projeto, foi contemplada a construção do centro cirúrgico e dos dez leitos da Unidade de Terapia Intensiva do HU, que estão voltados, neste momento, ao atendimento de pacientes com Covid-19
SÃO CARLOS/SP - A Vigilância Epidemiológica de São Carlos confirma neste sábado (04/07) a 14ª morte no município por COVID-19. Trata-se de uma mulher de 81 anos com resultado positivo para a doença que recebeu alta hospitalar em 27/06, foi internada novamente em 02/07 e morreu hoje. Outras três pessoas também morreram, porém todas com resultado negativo para COVID-19: um homem de 32 anos, internado desde 30/06; um homem de 55 anos, internado desde 16/06 e outro homem de 90 anos internado desde 25/06. São Carlos contabiliza neste momento 608 casos positivos para a doença (7 resultados positivos foram liberados hoje), com 14 mortes confirmadas. 47 óbitos já foram descartados até o momento. Dos 608 casos positivos, 541 pessoas apresentaram Síndrome Gripal e não foram internadas, 1 óbito sem internação, 66 pessoas precisaram de internação devido a COVID-19, 40 receberam alta hospitalar, 13 estão internados e 13 positivos internados foram a óbito. 485 pessoas já se recuperaram totalmente da doença. 2.203 casos suspeitos já foram descartados para o novo coronavírus já que 10 resultados negativos foram liberados hoje. Estão internadas neste momento 32 pessoas, sendo 17 adultos na enfermaria (5 positivos, 6 suspeitos - sendo 1 de outro município, 6 negativos); na UTI adulto hoje estão internadas 10 pessoas (7 positivos, 2 suspeitos, 1 negativo). Nenhuma criança está internada na UTI neste momento. 5 crianças estão na enfermaria, sendo 2 com resultado negativo para a doença, 2 com suspeita e 1 com resultado positivo para COVID-19. A taxa de ocupação dos leitos especiais para COVID-19 de UTI/SUS está hoje 44,5%.
NOTIFICAÇÕES – Já passaram pelo sistema de notificação de Síndrome Gripal do município 4.491 pessoas desde o dia 21 de março, sendo que 3.778 pessoas já cumpriram o período de isolamento de 14 dias e 713 ainda continuam em isolamento. A Prefeitura de São Carlos está fazendo testes em pessoas que passam em atendimento nos serviços públicos de saúde com Síndrome Gripal (febre, acompanhada de um ou mais sintomas como tosse, dor de garganta, coriza, falta de ar). 2.131 pessoas já realizaram coleta de exames, sendo que 1.665 tiveram resultado negativo para COVID-19, 388 apresentaram resultado positivo (esses resultados já estão contabilizados no total de casos positivos). 78 pessoas ainda aguardam o resultado. O boletim emitido diariamente pela Vigilância Epidemiológica de São Carlos contabiliza as notificações das unidades de saúde da Prefeitura, Hospital Universitário (HU), Santa Casa, rede particular e planos de saúde.
ITIRAPINA/SP - Por meio de uma portaria federal, com contrapartida do município, Itirapina foi credenciada e passa a contar com um Centro de Atendimento Para Enfrentamento da Covid-19, instalado nas dependências do Hospital Municipal São José, localizado na Avenida 9, Vila Cianelli. Em prédio separado e totalmente equipado, a nova unidade já está em operação dia e noite (24 horas), de domingo a domingo, com médicos, enfermeiros e outros profissionais da área da Saúde.
Na manhã de ontem (3), o prefeito José Maria Candido, o vice-Ruy Gomes da Silva Júnior, alguns secretários e assessores, foram recepcionados pela secretária municipal da Saúde, Rosinha Martins, e parte da equipe técnica e administrativa da Saúde, as quais apresentaram e explicaram como está funcionando o novo sistema de atendimento.
Funcionamento
“O objetivo é atender pessoas que apresentarem sintomas gripais e outros da Covid-19, num único lugar. Em casos moderados e graves, a pessoa será atendida em ala específica do hospital, também equipada com 4 respiradores e leitos de emergência, até a abertura de vaga e o encaminhamento para os hospitais de referência da nossa região”, explicou a secretária Rosinha, ao ressaltar que a unidade ficará em funcionamento até enquanto a pandemia perdurar.
De acordo com o médico, Dr. José Roberto Borotti, diretor do hospital, todo paciente com problemas respiratórios, falta de ar, dor de garganta, febre e outros sintomas de gripe, será atendido no local. “Para não deixar ficar próximo de pacientes idosos, diabéticos, hipertensos, infartados, entre outros”, informou. “As pessoas com esses sintomas já podem ir se acostumando a se dirigir direto à nova unidade”, frisou.
Cuidar bem
Satisfeito com os resultados, o prefeito salientou que o momento é de cuidar bem das pessoas, de focar na saúde e na preservação da vida em primeiro lugar. “O que eu vinha dizendo em entrevistas e vídeos, o que me propus a fazer junto com nossa equipe, se concretizou dentro do seu tempo”, destacou Zé Maria. Já o vice-prefeito agradeceu o empenho dos funcionários municipais, incluindo os que trabalharam na reforma do prédio. “Também estivemos visitando o hospital, tudo em ordem, limpo e bem cuidado. Equipe trabalhando direito e com vontade. Nosso foco é dar suporte a população para enfrentarmos, juntos, este período difícil. Parabéns aos envolvidos e muita saúde para a nossa gente”, comentou Ruy.
*Por: PMI
As máscaras de proteção tornaram-se fundamentais no combate à pandemia do novo coronavírus; aprenda a usá-las de forma correta
SÃO PAULO/SP - Praticar o distanciamento social e lavar as mãos com frequência são as medidas mais efetivas para prevenir o contágio do novo coronavírus, mas o uso de máscaras de proteção também vem provando ser um hábito importante para o combate à pandemia.
As máscaras de proteção são especialmente importantes para prevenir que pessoas infectadas espalhem o vírus, por meio de partículas de saliva ou de secreção expelidas ao tossir ou espirrar. Por isso, o uso de máscaras de proteção é considerado hoje não só uma forma de cuidado pessoal, mas um ato de respeito ao próximo.
Para uma proteção eficaz, é essencial que as máscaras sejam usadas corretamente. Confira os erros mais comuns no uso das máscaras e como corrigi-los.
Erro: não higienizar as mãos antes de colocar a máscara de proteção
Nunca toque a máscara de proteção antes de lavar as mãos, ou você corre o risco de contaminá-la antes mesmo de sair de casa. O primeiro passo para um uso seguro é colocar a máscara de proteção somente após essa higienização.
Erro: deixar o nariz descoberto
A máscara de proteção deve proteger bem o nariz e a boca, cobrindo também o queixo. Certifique-se de que o tecido fique bem ajustada ao rosto, sem que fiquem vãos largos nas laterais.
Erro: tocar a máscara de proteção para ajustá-la ao rosto
Evite ao máximo tocar na máscara de proteção. Caso precise arrumá-la, nunca toque a parte de tecido. Manuseie somente as alças para ajustá-la, assim você evita contaminá-la com as mãos.
Erro: achar que o uso da máscara de proteção é suficiente para se proteger
Mesmo com o uso de máscaras de proteção, é fundamental continuar respeitando as medidas de prevenção ao contágio: manter uma distância segura de outras pessoas ao sair de casa e jamais tocar o rosto com as mãos antes de lavá-las.
Erro: usar a máscara de proteção apenas na presença de outras pessoas
Mesmo que não haja outras pessoas por perto, usando a máscara de proteção você evita que possíveis gotículas infectadas contaminem as superfícies com as quais entrou em contato. Lembre-se de que boa parte das pessoas infectadas pelo novo coronavírus não apresentam sintomas. Por isso, ao sair sem máscara de proteção, você pode estar colocando outras pessoas em risco sem saber.
Erro: retirar a máscara de proteção sem cuidado
Assim como deve-se lavar as mãos antes de colocar a máscara de proteção, é muito importante repetir esse processo ao retirá-la. Ao voltar da rua, coloque a máscara de tecido imediatamente para lavar e higienize bem as mãos em seguida. No caso de máscaras descartáveis, faça o descarte adequado no lixo comum.
Erro: achar que o uso dentro de casa não é necessário em nenhuma situação
Em geral, não é preciso usar máscaras de proteção dentro de casa se você estiver em contato apenas com quem mora no mesmo local. Porém, se uma das pessoas apresentar qualquer suspeita de infecção pelo novo coronavírus, o uso por todos os moradores torna-se fundamental. O doente deve manter-se isolado em um cômodo próprio, na medida do possível, e qualquer contato com outras pessoas da casa deve ser feito com ambos protegidos pela máscara.
Sobre a Extrafarma
Fundada há 59 anos, a Extrafarma atua no mercado de varejo farmacêutico do Brasil. Com mais de 400 lojas e mais de 7 mil colaboradores diretos, a rede conta com mais de 6 milhões de clientes cadastrados no seu programa de fidelidade, o Clube Extrafarma. Em 2014, a empresa passou a fazer parte do Ultra, companhia multinegócios da qual fazem parte também Ipiranga, Ultragaz, Ultracargo e Oxiteno.
Para encontrar a Extrafarma mais próxima, basta acessar o site:
SÃO PAULO/SP - O secretário de Esportes do estado de São Paulo, Aildo Ferreira, afirmou, em entrevista coletiva nesta sexta-feira (3), que a realização de eventos esportivos será liberada em regiões que passarem ao menos quatro semanas na fase amarela do Plano São Paulo. O plano consiste na reabertura gradual de atividades econômicas no território paulista, em cinco etapas, devido à pandemia do novo coronavírus (covid-19). A amarela é a terceira delas.
O cenário é reavaliado a cada 14 dias. Portanto, o referencial das quatro semanas é a atualização mais recente, divulgada no último dia 29. "Ou seja, a partir do próximo dia 27 [de julho], havendo o enquadramento da localidade, é permitido e é possível o evento esportivo acontecer", resumiu Ferreira. A próxima revisão será na próxima sexta (10).
O anúncio mantém a expectativa dos clubes da Série A1 (primeira divisão) do Campeonato Paulista de retomar o torneio entre o fim de julho, em um cenário mais otimista, e o início de agosto. Os times foram liberados pelo governo do estado de Sao Paulo a reiniciar os treinos com bola na última quarta (1º), seguindo um protocolo desenvolvido pelos médicos das equipes e a Federação Paulista (FPF), adaptado para atender às exigências do Centro de Contingência do Coronavírus, em São Paulo.
Por enquanto, só a cidade de São Paulo e parte da região metropolitana da capital estão na fase amarela. O resto do estado ainda se divide entre as etapas vermelha (a primeira, de alerta máximo, com liberação apenas de serviços essenciais) e laranja (segunda etapa, que autoriza os clubes a retomarem os treinos). Por exemplo, como o município de Ribeirão Preto está na fase vermelha, o Botafogo não poderá reiniciar as atividades por lá, apenas em outra cidade.
Já sobre outras modalidades esportivas, o secretário-executivo do Centro de Contingência, João Gabbardo, disse que "por analogia ao que foi deliberado para o futebol, todos os treinos individuais estão liberados, para os atletas, em qualquer atividade". Segundo ele, a utilização de máscaras só poderá ser dispensada durante a prática de esportes de alto impacto. "Fora esse momento, ele deve usar a máscara. A recomendação de evitar o uso de vestiários continua presente. Se possível, ele deve chegar pronto ao treinamento e, saindo dali, direto para a residência", concluiu.
*Por Lincoln Chaves - Repórter da TV Brasil e Rádio Nacional
Em quesitos como recuperação de pacientes mais graves, que precisam de intubação, os índices são melhores que os dos hospitais particulares
SÃO CARLOS/SP - “Vontade de viver e muita esperança”. São com essas palavras que o motorista Luis Fernando Fidelix, de 37 anos, começa o seu relato de superação. Ele foi diagnosticado com COVID-19 e ficou internado por quase 3 semanas na Santa Casa, depois de ser intubado ficar inconscientes por vários dias. “A minha recuperação foi um verdadeiro milagre de Deus, nasci de novo”, comenta o motorista.
Luis Fernando é um dos 287 pacientes com suspeita de COVID-19, que receberam tratamento na Santa Casa desde o início da pandemia até agora (17/3 a 30/6). E faz parte de uma estatística que mostra o empenho e a capacitação da equipe de profissionais do hospital: 49,1% dos pacientes mais graves, que precisaram ser intubados na UTI, foram curados e receberam alta. O índice é melhor que a média nacional dos hospitais brasileiros. Entre os particulares, 35,8% dos pacientes nestas mesmas condições receberam alta. Entre os públicos, esse número é ainda menor: 29,3%.
“Isso mostra o nível da Santa Casa de São Carlos e da equipe de profissionais do hospital, todos altamente capacitados e qualificados para o cuidado dos pacientes vítimas da pandemia da COVID-19. E prova que o atendimento que oferecemos aqui é tão bom quanto os outros grandes hospitais do país”, comenta o médico infectologista da Santa Casa, Roberto Muniz Junior.
“Contra números não há argumentos né? Estatísticas como essas só trazem para gente e para toda a equipe da Santa Casa mais uma injeção de ânimo. Todos nós aqui temos batalhado sem medir esforços para vencer guerra contra o Coronavírus”, afirma o provedor da Santa Casa, Antonio Valério Morillas Júnior.
Os dados são do Projeto UTIs Brasileiras – Registro Nacional de Terapia Intensiva, uma parceria da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB) e a Epimed Solutions (empresa de desenvolvimento de sistemas para o atendimento hospitalar). 452 hospitais (129 públicos e 323 privados) de 157 cidades brasileiras participam desse programa, que tem como objetivo ajudar na orientação de políticas de saúde e estratégias para melhorar o cuidado dos pacientes críticos no país.
Confira os bons resultados da Santa Casa nos quesitos apontados pelo Registro Nacional de Terapia Intensiva:
MORTALIDADE DE PACIENTES EM UTI COM INTUBAÇÃO (SUSPEITOS E CONFIRMADOS)
SANTA CASA MÉDIA HOSPITAIS PÚBLICOS MÉDIA HOSPITAIS PRIVADOS
50,9% 70,7% 64,2%
(49,1% recuperados) (29,3% recuperados) (35,8% recuperados)
MORTALIDADE DE PACIENTES CONFIRMADOS EM UTI COM INTUBAÇÃO
SANTA CASA MÉDIA HOSPITAIS PÚBLICOS MÉDIA HOSPITAIS PRIVADOS
63,1% 70,5% 63,6%
(36,9% recuperados) (29,5% recuperados) (36,4% recuperados)
MORTALIDADE DE PACIENTES SUSPEITOS E CONFIRMADOS EM UTI
SANTA CASA MÉDIA HOSPITAIS PÚBLICOS MÉDIA HOSPITAIS PRIVADOS
34,9% 39,3% 18,7%
(65,1% recuperados) (60,7% recuperados) (81,3% recuperados)
MORTALIDADE DE PACIENTES SUSPEITOS E CONFIRMADOS
SANTA CASA MÉDIA HOSPITAIS PÚBLICOS MÉDIA HOSPITAIS PRIVADOS
24,1% 56,3% 28,7%
MORTALIDADE DE PACIENTES CONFIRMADOS
SANTA CASA MÉDIA HOSPITAIS PÚBLICOS MÉDIA HOSPITAIS PRIVADOS
37,1% 54,9% 28,2%
O motorista Luis Fernando Fidelix voltou a trabalhar nesta quinta-feira, 2 de julho. Ele conta que os primeiros sintomas, febre alta, ausência de apetite e dores no corpo, começaram depois de retornar de uma viagem a trabalho a Belo Horizonte, Minas Gerais. Na Santa Casa, além de todo o empenho da equipe de profissionais, ele contou com um gesto de solidariedade da técnica de enfermagem da UTI COVID, Tatiane Gabriela Vasconcelos. “Quando os exames do Fernando começaram a piorar, foi aí que senti que ele já não tinha mais forças para lutar pela vida. Pedi, então, para que uma enfermeira da família me trouxesse um vídeo da esposa e do filho dele, que estavam em isolamento domiciliar. Percebi a emoção dele e o quanto chorou ao ver a preocupação de sua família. E em todos os meus plantões fiz questão de estar perto dele e transmitir os vídeos com mensagens positivas de sua família. Hoje somos amigos. Não escolhi a Enfermagem, a Enfermagem me escolheu. Por isso, me sinto muito grata por ter conseguido ajudá-lo a se recuperar”, comenta Tatiane.
Como gesto de gratidão, a família deu um bolo de presente para a equipe do hospital. Depois de superar a doença e sobreviver à COVID-19, o motorista passou a enxergar a vida com outros olhos. “Sofri muito com essa doença, foram dias angustiantes. Antes eu só pensava em reformar minha casa e trabalhava muito pra dar um conforto para minha família, mas dinheiro não é tudo. O que importa de verdade são os momentos que vivemos ao lado das pessoas que amamos, e isso não tem preço. Hoje, graças a Deus e aos profissionais, tive uma nova chance de viver”.
Resultados podem contribuir com a qualidade de vida de mulheres que sofrem com a dismenorreia
SÃO CARLOS/SP - A dismenorreia, mais conhecida como cólica menstrual, atinge boa parte da população feminina. A dor intensa e incapacidade produtiva durante os episódios de cólica podem atrapalhar a vida das mulheres, principalmente na faixa etária reprodutiva. Com o objetivo de entender os sintomas da dismenorreia nas brasileiras, uma pesquisa desenvolvida pelos laboratórios de Pesquisa em Saúde da Mulher (LAMU) e de Pesquisa em Recursos Fisioterapêuticos (LAREF), do Departamento de Fisioterapia (DFisio) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), está convidando voluntárias para responderem a um questionário online sobre o tema.
O estudo é realizado como projeto de mestrado e de iniciação científica, reunindo os dois laboratórios, a mestranda Raíssa de Oliveira e as graduandas Gabriela Rocha e Mariana Lara, com orientação das professoras do DFisio Patricia Driusso e Mariana Avila. De acordo com Avila, ainda não há dados suficientes na literatura científica sobre como é a cólica menstrual da brasileira e o quanto ela impacta a sua vida diária e no trabalho. "A cólica afeta muito mulheres em idade reprodutiva por seus sintomas de dor, indisposição, irritabilidade, aumento de sensibilidade, o que pode levar a faltas no trabalho e também a algo conhecido como 'presenteísmo', quando a pessoa não se ausenta do trabalho, mas não produz como em dias sem cólica", afirma a docente.
A professora explica que há dois tipos de cólica menstrual, mas as causas ainda não são exatamente conhecidas. A dismenorreia primária é aquela em que se observa o aumento da circulação de prostaglandina, substância química que está presente nas inflamações e que, dentre outras consequências, deixa os tecidos mais doloridos. Já a dismenorreia secundária tem condição associada a problemas uterinos como endometriose e ademiose. "Na secundária, a cólica menstrual costuma ser um pouco mais severa - isso não é regra -, e o tratamento mais eficaz é o cirúrgico, na maioria das vezes", diz ela. Ainda em relação aos cuidados, a docente indica que a cólica pode ser controlada por meio de medicamentos anti-inflamatórios e anticoncepcionais, mas alerta que eles têm risco de causar efeitos colaterais. "Há outras formas não-medicamentosas de tratamento, como a utilização da estimulação elétrica, acupuntura e exercícios, entre outros", completa.
Nesse contexto, a pesquisa pretende identificar como a cólica menstrual afeta as mulheres em idade reprodutiva, compreendendo como a brasileira enfrenta essa condição. "Assim poderemos pensar em intervenções para diminuir a intensidade dos sintomas, permitindo que essa mulher trabalhe em melhores condições e, também, em políticas públicas de saúde para garantir o tratamento adequado para a cólica", aponta Avila.
Além de perguntas para mapear os impactos da cólica menstrual nas mulheres brasileiras, as participantes também responderão a questões sobre o isolamento social e como ele tem interferido na menstruação e seus efeitos no organismo. "A pesquisa é pioneira e diferenciada, pois a esmagadora maioria dos estudos tem foco em adolescentes e mulheres até 24 anos de idade. Nosso estudo não tem essa limitação, ou seja, poderemos ter um panorama de como é a cólica menstrual em mulheres de todas as idades, inclusive nas mais velhas", destaca a docente da UFSCar.
Para realizar a pesquisa estão sendo convidadas mulheres, acima de 18 anos e que não tenham passado pela menopausa, de qualquer região do País. As participantes devem responder a este questionário online (https://bit.ly/2YMpHcU), com tempo de resposta entre 10 e 20 minutos, até o final do mês de agosto. Mais informações podem ser solicitadas às pesquisadoras Mariana Lara (16- 99616-7172) ou Gabriela Rocha (11- 98165-5645). Projeto aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFSCar (CAAE: 29747120.0.0000.5504).
SÃO CARLOS/SP - A Vigilância Epidemiológica de São Carlos informa nesta quinta-feira (02/07) os números da COVID-19 no município. São Carlos contabiliza neste momento 577 casos positivos para a doença (14 resultados positivos foram liberados hoje), com 13 mortes confirmadas. 44 óbitos já foram descartados até o momento. O exame da mulher de 86 anos, de São Carlos que faleceu nesta quarta-feira (01/07) foi negativo para COVID-19. Outro resultado negativo foi do homem de 82 anos que estava internado desde 03/06 e que faleceu hoje. Dos 577 casos positivos, 513 pessoas apresentaram Síndrome Gripal e não foram internadas, 1 óbito sem internação, 63 pessoas precisaram de internação devido a COVID-19, 41 receberam alta hospitalar, 10 estão internados e 12 positivos foram a óbito. 473 pessoas já se recuperaram totalmente da doença. 2.158 casos suspeitos já foram descartados para o novo coronavírus já que 60 resultados negativos foram liberados hoje. Estão internadas neste momento 33 pessoas, sendo 23 adultos na enfermaria (6 positivos, 7 suspeitos, 10 negativos - sendo 1 de outro município); na UTI adulto hoje estão internadas 7 pessoas (4 positivos, 1 suspeitos, 2 negativos). Duas crianças estão internadas na enfermaria, sendo uma com resultado negativo para COVID-19 e com suspeita da doença. Na UTI outra criança está internada com resultado negativo para a doença. A taxa de ocupação dos leitos especiais para COVID-19 de UTI/SUS está hoje 33,4%.
NOTIFICAÇÕES – Já passaram pelo sistema de notificação de Síndrome Gripal do município 4.401 pessoas desde o dia 21 de março, sendo que 3.634 pessoas já cumpriram o período de isolamento de 14 dias e 767 ainda continuam em isolamento. A Prefeitura de São Carlos está fazendo testes em pessoas que passam em atendimento nos serviços públicos de saúde com Síndrome Gripal (febre, acompanhada de um ou mais sintomas como tosse, dor de garganta, coriza, falta de ar). 2.050 pessoas já realizaram coleta de exames, sendo que 1.626 tiveram resultado negativo para COVID-19, 375 apresentaram resultado positivo (esses resultados já estão contabilizados no total de casos positivos). 49 pessoas ainda aguardam o resultado. O boletim emitido diariamente pela Vigilância Epidemiológica de São Carlos contabiliza as notificações das unidades de saúde da Prefeitura, Hospital Universitário (HU), Santa Casa, rede particular e planos de saúde.
SÃO CARLOS/SP - A Vigilância Epidemiológica de São Carlos informa que todas as unidades básicas e de saúde da família já estão aplicando a vacina contra a gripe na população em geral, independente dos grupos prioritários.
A determinação foi da Secretaria Estadual de Saúde para os municípios que ainda possuem doses da vacina contra influenza. O Ministério da Saúde não prorrogou a Campanha Nacional de Imunização contra Influenza, porém como o Governo do Estado de São Paulo recebeu doses adicionais da vacina influenza diretamente do Laboratório Butantan e os municípios que ainda possuem estoque continuam vacinando tanto os grupos prioritários como a população em geral até o próximo dia 24 de julho.
De acordo com a supervisora da Vigilância Epidemiológica o município possui 3 mil doses. “Vamos disponibilizar nas unidades básicas e nas unidades de saúde da família 2.500 doses. Outras 500 doses temos que reservar para que as crianças que tomaram a primeira dose possam receber a segunda. Mas a vacinação está aberta para todas as pessoas que comparecerem nas unidades”, ressalta Kátia Spiller.
Em São Carlos, 70.869 pessoas foram imunizadas, o que corresponde a uma cobertura vacinal de 80,54%. Desse total, 33.204 idosos (113,48%), 8.927 profissionais da saúde (113,95%), 6.863 crianças (41,57%), 963 gestantes (40,96%), 214 puérperas (55,30%). Também já foram imunizados 1.348 professores (rede pública e particular), 2.887 adultos de 55 a 59 anos, 6.640 pessoas da força de segurança e salvamento, 13.726 pessoas com comorbidades e dos demais grupos 2.073 pessoas.
“Estamos oferecendo mais uma oportunidade de imunização, que agora está aberta para toda a população. As pessoas devem aproveitar a chance, garantindo uma efetiva redução no número de complicações da gripe. A vacina contra influenza não tem eficácia contra o coronavírus, porém, neste momento, auxilia os profissionais de saúde na exclusão do diagnóstico para a COVID-19, já que os sintomas são parecidos. E, ainda, ajuda a reduzir a procura por serviços de saúde”, finaliza Kátia Spiller.
A telemedicina pode ser praticada tanto no âmbito do SUS quanto no setor privado; já a perícia virtual foi considerada pelo CFM uma afronta ao Código de Ética Médica
SÃO PAULO/SP - Neste momento tão delicado, em que se exige que a população permaneça em isolamento social e evite aglomerações, nada mais prudente do que ser liberada a prática da telemedicina, inclusive as teleconsultas, notadamente para que a população seja protegida e a pandemia reduzida.
Para tanto, o Ministério da Saúde publicou a Portaria n. 467/2020, que dispõe, em caráter excepcional e temporário, sobre as ações de telemedicina, com o objetivo de regulamentar e operacionalizar as medidas de enfrentamento da emergência de saúde pública decorrente do Coronavírus.
De acordo com a referida Portaria, as ações de telemedicina podem ser praticadas tanto no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), quanto no setor privado, e podem contemplar o atendimento pré-clínico, de suporte assistencial, de consulta, monitoramento e diagnóstico, desde que o atendimento realizado entre médico e paciente seja feito através de tecnologia que garanta a integridade, a segurança e o sigilo das informações coletadas durante a prática da telemedicina.
Além disso, o atendimento médico efetivado à distância precisará ser registrado em prontuário clínico, e deverá englobar as seguintes informações:
iii) número do Conselho Regional do profissional e sua unidade da federação.
Ademais, conforme Resolução n. 217/2020, do Conselho Regional de Medicina do Paraná, o médico deverá firmar termo de consentimento livre e esclarecido apontando, especialmente, as possíveis limitações do atendimento à distância. Ainda, é legítima a cobrança dos honorários profissionais.
Inúmeras Secretarias de Saúde, hospitais e profissionais da saúde, têm disponibilizado o serviço de atendimento médico à distância, contribuindo, assim, para o controle da pandemia.
Além disso, com a possibilidade dos médicos efetuarem a teleconsulta (atendimentos aos pacientes por intermédio de qualquer meio de telecomunicação), ficará assegurado aos pacientes, enquanto perdurar a pandemia, um atendimento médico de qualidade, de forma rápida e segura, sem que os profissionais da saúde e pacientes precisem sair de casa.
Em quaisquer hipóteses de atendimento (presencial ou não), os médicos deverão observar os princípios que norteiam a atividade médica, em especial, o da autonomia, sigilo, beneficência (fazer o bem) e não-maleficiência (evitar o mal).
Com relação à possibilidade ou não dos médicos peritos exercerem a teleperícia durante a pandemia, o Conselho Federal de Medicina (CFM) apresentou manifestação, através do Parecer n. 03/2020, sustentando que a utilização de recurso tecnológico sem a realização de exame direto no paciente/periciando afronta o Código de Ética Médica, em especial o artigo 92, que proíbe o médico de assinar laudos periciais, auditoriais ou de verificação médico-legal caso não tenha realizado pessoalmente o exame.
Assim, embora seja lícita a prática (momentânea) da telemedicina, não há permissão para o médico perito realizar perícias virtuais (teleperícias), mesmo diante do atual cenário decorrente do Covid-19.
*Por: Fernando Augusto Sperb e Suhéllyn Hoogevonink de Azevedo, advogados de Alceu Machado, Sperb & Bonat Cordeiro – Sociedade de Advogados
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