SÃO CARLOS/SP - Chegamos ao fim de um ano tão conturbado, com mudanças repentinas que afetaram a vida de todas as pessoas pelo mundo. De repente, todos se viram em uma situação de isolamento social para evitar uma maior onda de contágio causada por um vírus que começou a circular por todos os continentes, afetando grande parte da população.
Mudanças desse tipo, podem gerar grande impacto na saúde mental de diversas pessoas, uma vez que, a rotina muda repentinamente e vem a sobrecarga de tarefas com o home office, cuidar da casa, filhos e demais atividades, além da preocupação com a situação da pandemia.
Em março, quando começaram oficialmente os casos no Brasil, pessoas ficaram desesperadas com o ocorrido. A preocupação demasiada com a contaminação, gerou mais ansiedade e estresse, principalmente naqueles que não puderam manter o isolamento social e precisaram sair para trabalhar.
De fato, todo este ocorrido que vem se estendendo desde março, acaba nos afetando psicologicamente e por isso precisamos dar toda atenção a este assunto. Saúde e bem-estar são elementos essenciais em nossa vida e que devem ter a devida atenção.
De acordo com um estudo realizado pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e publicado pela revista The Lancet, casos de depressão aumentaram em 90% e casos de crises de ansiedade e estresse agudo mais que dobraram entre março e abril deste ano.
Números esses que não diminuíram, uma vez que o retorno à rotina depois do período de home office, tem causado grande ansiedade e estresse na população. Além disso um outro estudo conduzido pelo Instituto Bem do Estar e pela NOZ Pesquisa e Inteligência revelou que 53% dos brasileiros tiveram mais alterações de humor durante o período de isolamento.
E estes são sintomas cada vez mais comuns durante a pandemia, por isso, devemos nos atentar e cuidar da nossa saúde mental. Sendo assim, procure neste período realizar atividades que te tragam felicidade e bem-estar: medite, cozinhe, ouça música, dance, desenhe, escreva, leia, converse com os amigos, se exercite.
Se possível tire uns minutinhos por dia para você e realize alguma atividade, ou simplesmente descanse. O ano já está acabando e precisamos renovar nossas energias para entrar em 2021 com mais ânimo, perseverança e fé de que será um ano de prosperidade.
*Dora Ramos está há mais de 20 anos na jornada do autoconhecimento, é terapeuta holística, além de trabalhar com PNL, aromaterapia, massagem, reiki e outras terapias de reconexão. Também é consultora contábil e CEO da Fharos Contabilidade e Gestão Empresarial.
SÃO CARLOS/SP - A vereadora Cidinha do Oncológico apresentou um requerimento, solicitando informações da Prefeitura sobre a instalação de proteção de acrílico para atendimento em todas as unidades de saúde do município.
Segundo a vereadora, a ausência do equipamento adequado coloca em risco os servidores que estão no atendimento da população. Salientando ainda, que o risco de contaminação está aumentando em nossa cidade devido à pandemia.
A parlamentar destaca que é de extrema urgência a aquisição dos equipamentos para proteção dos servidores e também da própria população. E questiona a Prefeitura de quando esses equipamentos serão adquiridos e instalados.
A orientação foi repassada durante reunião do Comitê Emergencial de Combate ao Coronavírus, em virtude da grande procura pelas compras de final do ano.
SÃO CARLOS/SP - Diante do anúncio do Governo do Estado na última terça-feira (22), sobre as novas restrições do Plano São Paulo com a Fase Vermelha, que determina que entre 25 e 27 de dezembro e 1 e 3 de janeiro, somente atividades essenciais poderão funcionar, o Comitê Emergencial de Combate ao Coronavírus, esteve reunido com representantes de supermercados da cidade para a colaboração no controle da entrada dos clientes nos estabelecimentos e o cumprimento dos protocolos sanitários contra a transmissão da Covid-19.
Presidiram a reunião, o coordenador do Comitê Emergencial de Combate ao Coronavírus, Mateus Aquino, a chefe da Vigilância Sanitária, Fernanda Cereda, a Diretora do Procon de São Carlos, Juliana Cortes, o Secretário Municipal de Segurança Pública e Defesa Social, Samir Gardini e o diretor de Fiscalização da Secretaria de Habitação, Rodolfo Tibério Penela.
Diante o encontro ficou decidido que os supermercados não devem ultrapassar o máximo de 1 pessoa para cada 4 metros quadrados de área livre do imóvel, com capacidade total controlada pelo estabelecimento. Deverá cada estabelecimento evitar filas no lado externo, sendo inclusive, recomendado haver o controle no estacionamento dos locais para evitar filas desnecessárias com aglomerações de pessoas.
Os referidos locais poderão vetar a entrada de acompanhantes, inclusive crianças, salvo nos casos previstos em legislação específica. Poderão ser fornecidas senhas nos estacionamentos de veículos para evitar aglomerações. Os supermercados, dependendo da falta de algum produto específico, limitar a quantidade de venda de qualquer produto, desde que devidamente comunicado e avisado em local visível aos clientes.
De acordo com a diretora do Procon, a cooperação do setor é fundamental para que não sejam alvos de fiscalização. “Com o fechamento dos estabelecimentos comerciais não essenciais, o movimento será maior nos supermercados. Nossa preocupação é com as aglomerações que isso pode gerar”, disse Juliana Cortes.
Além do controle do número de clientes dentro desses estabelecimentos, a chefe da Vigilância Sanitária, Fernanda Cereda, também lembrou que esses locais devem continuar com os protocolos contra a doença. “Precisamos da colaboração dos supermercados tanto no controle do acesso, como também, na aferição da temperatura dos clientes na hora da entrada, que hoje é exigido por meio de uma portaria estadual. Não podemos deixar de cobrar a higienização dos carrinhos e o distanciamento para não colocar os clientes e os funcionários em risco.”
Após a reunião também ficou deliberado uma operação a ser realizada pela força tarefa do município nos próximos dias. “Vamos fazer uma operação para intensificar as vistorias em bares, restaurantes e supermercados, justamente cobrando o cumprimento das regras e as restrições que determina a fase vermelha do plano São Paulo.”, disse o diretor de Fiscalização, Rodolfo Tibério Penela.
A força tarefa, comandada pela Secretaria Municipal de Segurança Pública e Defesa Social, também conta com o apoio da Polícia Militar, Guarda Municipal, Departamento de Fiscalização da Secretaria Municipal de Habitação e Desenvolvimento Urbano, Procon e Vigilância Sanitária. De acordo com Samir Gardini, o trabalho de fiscalização é pautado na orientação. “Trabalhamos sempre com a orientação dando prioridade para os casos mais críticos de descumprimento das regras. Nós pedimos a colaboração de todos os segmentos com as restrições da Fase Vermelha. Em caso de descumprimento, as pessoas podem fazer denúncias”.
Para o coordenador do Comitê Emergencial de Combate ao Coronavírus, Mateus Aquino, a conscientização é muito importante nesse momento. “Os supermercados devem seguir as regras de atendimento, mas as pessoas também devem ter a conscientização da situação que o município enfrenta com a Covid. Então, ao ir ao supermercado pedimos que evitem ir em várias pessoas, que respeitem os limites impostos, e que todos se cuidem para impedirmos o máximo a transmissão da doença neste momento”, concluiu o coordenador do Comitê.
Solicitações de TC do tórax aumentam 192% durante a pandemia da Covid-19, chegando a crescer mais de 1800% no Pará e mais de 1303% no Ceará
SÃO PAULO/SP - A pandemia da Covid-19 exigiu o isolamento social em massa, colocando a população de diversos países em quarentena e levando o sistema de saúde ao máximo em diferentes locais, no Brasil e no exterior.
No meio desse cenário, os exames radiológicos desempenharam um papel fundamental para o entendimento da nova patologia e também para diagnóstico e acompanhamento de pacientes.
A suspeita de que a pandemia resultou em um aumento na procura por exames radiológicos foi confirmada com a realização de um estudo científico específico sobre o tema.
A pesquisa “Aumento da demanda por TC de tórax devido ao COVID-19 no Brasil” publicada na Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical contou com a participação de pesquisadores da Universidade Federal do Espírito Santo e da The Masters School (EUA) e também com médicos da Telelaudo.
Para realização da pesquisa foi feito um levantamento do número de solicitações de tomografia computadorizada de tórax pelos hospitais dos estados brasileiros de janeiro a junho de 2019 e 2020.
Verificou-se que em 94 hospitais e centros de diagnóstico, divididos em 14 estados do País, que são atendidos pela Telelaudo houve um aumento geral de 192% nas solicitações de TC do tórax na comparação de 2020 em relação a 2019.
Outro dado relevante da pesquisa é o aumento de mais de 1.000% nas solicitações desse exame. No Pará houve um aumento de 1613% em maio e 1853% em junho, indo de 60 para 1172 exames.
No Ceará o aumento de 1303% foi identificado em junho, indo de 31 para 435 exames de TC do tórax no mês.
Os estados que mais apresentaram alta na solicitação desse exame radiológico estão no Norte (Amazonas e Pará) e Nordeste (Ceará, Pernambuco e Sergipe).
Uma das explicações encontradas pelos pesquisadores é que o sistema de saúde chegou a uma situação mais crítica nesses estados, com mais casos da Covid-19 do que a capacidade de atendimento regular era capaz de suportar.
Mesmo em estados que têm uma infraestrutura com maior capacidade de atendimento, como São Paulo, houve crescimento significativo nas solicitações da TC do tórax, como 251% e 175% em abril e maio, respectivamente, meses de aumento de casos da Covid-19 no estado.
Verificou-se que a tomografia computadorizada do tórax auxiliou no diagnóstico de pacientes, com o reconhecimento de novos casos de COVID-19, o que contribui para a contenção e controle da pandemia.
Os autores afirmam, no entanto, a importância de outras medidas para conter o avanço da Covid-19 no Brasil, destacando que, no mês de agosto, o País foi o segundo no mundo em números de casos e óbitos.
Já no início da pandemia da Covid-19 verificou-se a importância da regulamentação e bom funcionamento da prestação de serviços médicos à distância para facilitar o isolamento social e conter o avanço do coronavírus.
Nesse cenário, a telemedicina foi permitida em caráter emergencial, mas a telerradiologia já estava em pleno funcionamento há anos, o que garantiu uma rápida capacidade de atender o aumento da demanda por exames radiológicos.
Na telerradiologia, exames realizados no hospital ou clínica diagnóstica são enviados, por um sistema próprio via internet, para uma empresa de telerradiologia parceira que faz a distribuição das solicitações entre os profissionais ativos.
O radiologista avalia o exame de imagem e dados complementares enviados pelo hospital solicitante e faz a emissão do laudo. O laudo é enviado pelo mesmo sistema via internet, podendo ficar disponível em questão de horas.
Esse modo de operação da telerradiologia garantiu maior acesso aos serviços especializados de saúde mesmo em locais com uma infraestrutura reduzida ou com menor disponibilidade de profissionais qualificados no mercado de trabalho.
Por conta disso, a telerradiologia é vista como um serviço que aumenta a democratização do acesso de qualidade aos serviços de saúde.
Os exames radiológicos passaram por muitas modernizações nos últimos anos, como a radiologia digital, que reduz a exposição dos pacientes à radiação ao mesmo tempo em que melhora a qualidade da imagem capturada.
Com isso, os laudos médicos podem ser emitidos em menos tempo, com um elevado grau de acertos e maior especialização, o que é essencial para identificar alterações sutis.
Portanto, a medicina à distância, seja com a telemedicina ou mesmo a telerradiologia, tem gerado importantes contribuições no combate à pandemia da Covid-19 e suporte médico de qualidade aos pacientes.
A melhor opção ainda é o isolamento social, mas caso as famílias queiram se reunir para a ceia, alguns cuidados devem ser seguidos.
SÃO CARLOS/SP - A Secretaria Municipal de Saúde, por meio do Departamento de Vigilância em Saúde, alerta para os cuidados a serem seguidos para evitar a transmissão da Covid-19 durante as confraternizações de final de ano. De acordo com a diretora do Departamento de Vigilância em Saúde, Crislaine Mestre, a melhor opção ainda é seguir os protocolos contra a doença e não fazer aglomerações. Mas caso as pessoas decidam pela reunião familiar nas ceias de Natal ou de Ano Novo, alguns cuidados devem ser seguidos.
Durante as refeições as famílias devem ser separadas por mesas diferentes para que não haja o contato entre os grupos. Caso o local não tenha outras mesas, as famílias devem fazer o revezamento higienizando o local após a refeição de cada grupo. No momento de reunião, todos devem usar máscaras de proteção respeitando o distanciamento de 1,5 metro. As máscaras só devem ser retiradas na hora da alimentação.
O grupo dos idosos também deve ser separado devido as comorbidades, se possível, esse público deve fazer as refeições isolada das outras pessoas da família. O uso de buffet deve ser evitado, prevenindo que todos peguem nos mesmos talheres na hora de se servir com os alimentos. Se possível usar copos, pratos e talheres descartáveis.
As reuniões em família devem ser feitas em locais abertos como varandas, com ventilação constante. Caso contrário, as pessoas devem manter todas as janelas abertas e utilizar o ventilador virado para fora da janela, servindo como um exaustor para a limpeza do ambiente.
As casas devem ter um local reservado para as pessoas realizarem a higienização, se possível, optar pelo uso de papel toalha ao invés de toalha de pano com uso coletivo para enxugar as mãos. Todos os ambientes devem ter opções de álcool em gel para a imunização contra o coronavírus.
“Saliento que a melhor opção ainda é o isolamento social. Se puder evitar os encontros familiares, essa é a melhor opção. Mas caso as famílias queriam se reunir, todos os cuidados e protocolos contra a Covid-19 devem ser seguidos à risca”, alertou Crislaine Mestre.
Arrastão, realizado pela Prefeitura nos bairros Popular e Encanto do Planalto, contabilizou mais de mil casas visitadas e a retirada de 16 caminhões de lixos
IBATÉ/SP - Em uma ação conjunta entre a Secretaria Municipal de Saúde, por meio da Vigilância Epidemiológica, Serviços Públicos e Fiscalização, a Prefeitura de Ibaté realizou na última semana um Arrastão contra a Dengue no bairro Popular e no bairro vizinho Encanto do Planalto.
Durante o arrastão, agentes da Prefeitura visitaram as residências orientando, distribuindo material informativo e retirando de quintais e áreas externas objetos parados que poderiam acumular água, como latas, pneus, garrafas pet, lonas, sacolas plásticas, pratos de plantas, utensílios velhos etc.
No bairro Popular, os agentes visitaram 848 casas e a equipe percorreu 30 quarteirões, com a retirada de 10 caminhões de lixo e três caminhões de material reciclável. Já no bairro Encanto do Planalto, foram percorridos 17 quarteirões, com a retirada de mais três caminhões de lixo e a visita de mais 296 casas. Nos dois bairros, cinco casas foram notificadas para limpeza.
Paula Salezzi Fiorani, coordenadora da Vigilância Epidemiológica de Ibaté, destacou que esse é um trabalho preventivo necessário neste período de chuvas, quando aumenta a proliferação do mosquito aedes aegypti, transmissor da Dengue, Zika e Chikungunya. "Apesar da situação controlada em Ibaté, as orientações e os cuidados para eliminar criadouros do aedes aegypti devem continuar, principalmente, durante as chuvas. O ciclo de vida do mosquito é de 7 a 10 dias, por isso, cada munícipe deve fazer a limpeza de seu quintal uma vez por semana".
Ibaté vem realizando um trabalho contínuo contra a Dengue, com ações que são intensificadas no período de chuvas. No início do ano, a Prefeitura se mobilizou com mutirões nas residências para eliminar criadouros, fez a distribuição de material informativo em semáforos e no comércio e pedágios com faixas e cartazes para conscientizar a população sobre os perigos da doença. A Rede Municipal de Ensino também participou das atividades, desenvolvendo com os alunos projetos pedagógicos sobre o tema.
O último caso confirmado de Dengue no município foi no dia 19 de junho. Segundo dados da Vigilância Epidemiológica de Ibaté, atualizados nesta quarta-feira (23), em 2020 o município registrou 24 positivos de Dengue, com 139 casos notificados, sendo que 114 deram negativos. Nessa atualização, apenas um caso suspeito da doença aguardava resultado.
O projeto “Saúde em Nossas Mãos” foi uma iniciativa do PROADI-SUS em parceria com o Ministério da Saúde e envolveu 120 hospitais públicos e filantrópicos de todo o país
SÃO CARLOS/SP - A Santa Casa de São Carlos conseguiu reduzir em mais de 50% o número de casos de Pneumonia Associada ao Uso de Ventilador Mecânico na UTI Adulto de 2017 a 2020. E, durante esse período, nenhum caso de infecção do Trato Urinário Associada a Cateter Vesical foi registrado. Esses dois tipos de infecção hospitalar são algumas das principais causas de complicações e mortes dentro de uma UTI.
Com a redução desses dois índices de infecção, a estimativa é de que pelo menos 66 vidas tenham sido salvas nesse período. Além disso, os custos com medicamentos e internação em função de infecções hospitalares também diminuiu e representou uma economia de mais de R$ 6,6 milhões nesses 3 anos.
Com esses resultados, a Santa Casa foi premiada com o segundo lugar no Projeto “Saúde em Nossas Mãos – Melhorando a Segurança do Paciente em Larga Escala no Brasil”. O projeto faz parte do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS) em parceria com o Ministério da Saúde e contou com a expertise de cinco dos principais hospitais de excelência do país: Hospital Alemão Oswaldo Cruz, HCor, Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital Moinhos de Vento e Hospital Sírio-Libanês.
Esses 5 hospitais foram responsáveis por aprimorar a segurança dos pacientes e dos profissionais de saúde de 120 hospitais públicos e filantrópicos, com medidas simples de segurança e mudanças de hábitos. A Santa Casa de São Carlos e outros 21 hospitais ficaram sob a tutoria do HCor. E foi dentre esses 22 hospitais, que a Santa Casa ganhou destaque na segunda colocação.
“Conseguimos conquistar esses resultados graças ao envolvimento de todo o hospital. Contamos com o apoio da diretoria técnica, gestores, coordenadores e com a participação efetiva de todos os profissionais de saúde. Médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, nutricionistas, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, psicólogos e assistentes sociais vêm trabalhando de forma conjunta para oferecer o melhor atendimento ao nossos pacientes da UTI. E tudo isso com o apoio da equipe da Central de Relacionamento que, com a Pesquisa de Satisfação de pacientes e funcionários, nos ajudou a melhorar o atendimento e a oferecer uma assistência mais humanizada”, explica a coordenadora do Gerenciamento de Risco da Santa Casa, Maria Carolina Bonelli.
O PROJETO “SAÚDE EM NOSSAS MÃOS
O projeto começou em dezembro de 2017. Para participar, os hospitais tinham que atender a dois requisitos: possuir 10 leitos de UTI SUS e ter um controle de infecção hospitalar instituído.
O programa tinha três objetivos: capacitar as equipes para aumentar a segurança do paciente; reduzir o desperdício e minimizar os custos hospitalares. Para isso, ao longo desse período, os hospitais, periodicamente, participavam de Sessões de Aprendizagem Presenciais, nas quais trocavam experiências, avaliavam indicadores e resultados, estabeleciam novos planos de ação, tudo de uma forma colaborativa.
“Conhecer as práticas e resultados de outros hospitais nos ajuda a encontrar soluções e a implementar medidas que fazem diferença na nossa rotina. Por isso, acredito que essa troca de experiências foi bem positiva”, explica a coordenadora o Serviço de Infecção Relacionada à Assistência em Saúde da Santa Casa (SCIRAS), Carolina Toniolo Zenatti.
Já foram feitos 3474 testes no município. A Taxa de Letalidade é de 1,04%
IBATÉ/SP - Segundo relatório da situação da Covid-19 em Ibaté, divulgado neste sábado (19) pela Vigilância Epidemiológica e pelo Gabinete de Prevenção e Monitoramento do Coronavírus de Ibaté, o município tem 17 casos ativos, o que representa 2,95%.
Dos 576 casos confirmados para a doença em Ibaté, 553 já estão recuperados, ou seja, 96,01%. A Taxa de Letalidade no município (relação entre o número de óbitos e o número de casos diagnosticados) é de 1,04%, com seis mortes.
A Prefeitura continua testando os pacientes que apresentam algum sintoma da doença. Já foram feitos 3474 testes, sendo 2821 foram negativos, ou seja, 81,20%.
Ações intensificadas
Nos meses de outubro e novembro, os casos ativos de Covid-19 em Ibaté chegaram a zerar em vários dias. Por sete semanas consecutivas, nesse período, o município registrou a diminuição gradual de casos que, seguindo uma tendência observada em todo o país, voltaram a crescer e, com isso, as ações contra a doença na cidade foram intensificadas.
Em uma ação conjunta entre a Guarda Civil Municipal, a Polícia Militar, a Assistência Social, Conselho Tutelar, Esportes, professores do Centro Cultural, Vigilância Sanitária e Epidemiológica, a Secretaria Municipal de Saúde e os Fiscais de Postura de Ibaté, a cidade está realizando Força-tarefa para garantir as medidas de prevenção e enfrentamento à pandemia de Covid-19 na cidade.
O objetivo da ação é dispersar aglomerações nas praças e nas ruas de Ibaté e orientar a obrigatoriedade do uso de máscaras. Nos restaurantes e lanchonetes são feitas orientações e, quando necessário, notificações e autuações, observando principalmente o distanciamento social, o respeito aos horários e a capacidade de público permitido de cada espaço.
As crianças internadas ganharam roupas e naninhas almofadadas
SÃO CARLOS/SP - Com a chegada do Natal, muitos voluntários costumam preparar atividades e entregam presentes para as crianças internadas. Em virtude da pandemia da COVID-19, essas ações não puderam acontecer neste ano. O que não foi um empecilho para a solidariedade.
O Grupo Amor em Gotas, por exemplo, que há 21 anos realiza atividades recreativas na Pediatria, doou 25 almofadas personalizadas conhecidas como naninhas. “Junto com as naninhas, preparamos mensagens de Natal que foram colocadas em cada pacote. Como a nossa atuação sempre foi na Pediatria e neste ano não foi possível fazer esse trabalho, queremos que eles saibam que a alegria e o amor são sempre uma possibilidade, mesmo no ambiente hospitalar. Não estamos presentes, mas as crianças do hospital estão sempre no coração do grupo Amor em Gotas”, afirma uma das coordenadoras do grupo, Solange Rezende.
O grupo Artesãs com Vida, composto por 19 voluntárias, também preparou naninhas para presentear as crianças. Foram confeccionadas e entregues 195 peças. “Nosso objetivo é criar uma memória positiva para as crianças hospitalizadas, presenteando-as com as naninhas que são travesseiros acolhedores. Ao imaginar o sorriso de uma criança, a alegria estampada em seus olhos, mesmo em um ambiente hospitalar, vibro de alegria e isso me impulsiona a continuar. Somos artesãs voluntárias em busca de um mundo com mais amor”, comenta a coordenadora do grupo, Glaucia Elena de Moura Dotta.
Uma das crianças presenteadas é a Mariá, de 6 anos. O pai, Danilo da Silva, conta que o presente foi fundamental para que ela pudesse se distrair durante o período de internação. “Estava longe e bastante preocupado com a recuperação dela. Quando ela recebeu a Naninha, correu para fazer uma chamada de vídeo e me mostrou o presente que havia ganhado. Ela ficou muito feliz e esqueceu um pouco do ambiente hospitalar. Por isso, só quero agradecer às voluntárias que fizeram essa doação. Foi muito importante para a recuperação dela”, conta Silva, emocionado.
SOLIDARIEDADE NÃO TEM IDADE
Dona Myrthes Schutzer, de 85 anos, confeccionou, sozinha, 68 roupas para as crianças da Pediatria. As peças foram feitas com algodão, poliéster e linho. “A costura faz parte da minha vida. Sempre costurei para ajudar as entidades que necessitam de apoio. Fico muito feliz em poder ajudar as crianças da Santa Casa. Fiz tudo com muito carinho”, conta Dona Myrthes.
Para alegrar as crianças, a psicóloga e cantora Anaisa Mazari, do Projeto Missionário Sede de Almas, vestiu-se de princesa e encantou as crianças. Ela levou brinquedos arrecadados por meio de bazares virtuais, rifas e doações que recebeu de pessoas que ajudam o projeto. “É o terceiro ano que promovo essa ação no hospital. Passamos por várias entidades e notamos que cada vez mais esse cuidado é importante. É um ato bastante singelo, mas que faz toda diferença na vida de cada criança. Fico muito feliz em contribuir de alguma maneira”, explica Anaisa.
A Coordenadora da Pediatria da Santa Casa, Michela Pereira, reforça que todas essas ações são fundamentais para a recuperação dos pacientes. Devido à pandemia, para a segurança das crianças internadas, a Brinquedoteca do hospital está fechada. Por isso, doações como essas são extremamente importantes. “A hospitalização é momento muito difícil para a criança e também para o familiar. Essas doações dão um conforto e ajudam a amenizar o sofrimento da criança, já que proporcionam momentos lúdicos. Em nome da instituição e da equipe da Pediatria, agradeço pelo gesto de solidariedade de cada voluntário. Essas ações de humanização são muito importantes para o hospital, comenta Michela”.
SÃO CARLOS/SP - A vereadora Cidinha do Oncológico (PP) encaminhou ofício ao secretário municipal de Saúde, Marcos Palermo, solicitando que determine “com urgência” a realização de serviços de manutenção em unidades de saúde que apresentam problemas de vazamento em dias de chuva. Integrante da Comissão de Saúde e Promoção Social da Câmara, ela apontou a necessidade de reparos em unidades básicas e de saúde da família.
Cidinha afirmou que na UBS Vila São José nos momentos de chuva o telhado apresenta vazamentos que alagam a sala de recepção deixando pacientes e servidores expostos a uma situação crítica. Infiltrações nas paredes provocam umidade, cheiro de bolor e danos na pintura interna.
Problemas idênticos, segundo ela, também ocorrem na UBS Vila Izabel. Na USF do bairro São Carlos 8, inaugurada em 2016, a vereadora afirma acreditar que os problemas no prédio são de responsabilidade da construtora responsável pela obra.
A água penetra pelo telhado e pela lateral da unidade, onde não foi feita a terraplanagem adequada para a construção. “Há problemas de água de esgoto retornando e alagamentos praticamente na unidade toda. A água escorre pelos conduites de energia agravando a situação e podendo causar acidente com choques elétricos”, descreve.
Nas USFs Astolpho Luiz do Prado e Munique, que funcionam no mesmo prédio, os problemas se repetem, com exceção da terraplanagem. No ofício ao secretário, Cidinha apontou ainda que também a USF do CDHU inaugurada recentemente está com os mesmos problemas da unidade do São Carlos 8, exceto da terraplanagem. “Providências urgentes precisam ser tomadas o mais breve possível, para que a situação dessas unidades de saúde não piore ainda mais”, adverte a vereadora.
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