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RÚSSIA - Em meio a perdas brutais de equipamento blindado na Guerra da Ucrânia, o governo de Vladimir Putin decidiu enviar ao país invadido os primeiros T-14 Armata, o mais recente modelo de tanque russos.

Ao menos foi o que anunciou na terça (25) a agência estatal RIA-Novosti, citando informações extraoficiais do Kremlin. Na ritualística de comunicação russa, isso significa que é provável que os tanques tenham ido, embora o efeito tenda a ser mais simbólico.

A RIA não disse quantos tanques foram enviados, nem para onde, mas apenas que "eles ainda não participaram em operações de assalto direto", sendo empregados em "coordenação de combate". Também afirmou que eles foram equipados com proteção adicional em suas laterais.

O T-14 é, no papel, o mais avançado tanque de guerra do mundo. Como a sigla sugere, teve seu desenho finalizado em 2014, e, no ano seguinte, estreou na parada da principal data do calendário militar russo, o Dia da Vitória (na Segunda Guerra Mundial) em 9 de maio.

O modelo é revolucionário: em vez de posicionar os operadores do canhão na torre, ela é completamente automatizada. Os três tripulantes vão à frente, em um compartimento blindado separado do resto do maquinário.

Isso resolve um problema trágico do desenho do T-72, o venerando tanque que é o centro da força blindada russa. Para ter o famoso perfil baixo e tamanho reduzido, tornando-se um alvo menor, o blindado usa um sistema de municiamento automático, no qual até 40 projeteis ficam num carrossel embaixo da torre.

O resultado é que o comandante do veículo e o operador do canhão sentam sobre os explosivos, e as diversas torres explodidas para longe dos T-72 na Ucrânia são testemunho do que isso significa em batalha. Modelos mais novos, como o T-80 e o moderno T-90 aliviaram, não suprimiram a falha.

Em tanques ocidentais maiores e mais pesados, como o Leopard-2 que agora está na Ucrânia e o americano M1A2 Abrams, um quarto soldado na tripulação faz o municiamento dos projeteis.

O desenvolvimento do T-14 provou-se problemático. Nos ensaios de sua estreia em 2015, um dos tanques pifou e ficou travado no meio de uma avenida, mas as questões parecem ser maiores. A previsão inicial dos russos era de ter 2.300 dos modelos até 2025.

Oficialmente, apenas um lote de 40 seria entregue para ação neste ano, e o mais recente orçamento militar russo previa apenas 132 blindados. Mesmo que Moscou tenha mudado décadas de doutrina, deixando a ideia soviética de quantidade se sobrepor a qualidade, é pouco para o maior país do mundo —e uma potência de natureza continental.

Segundo um especialista militar russo, que pede para não se identificar, os cerca de US$ 5 milhões (R$ 25 milhões) gastos para fazer um T-14 seriam melhor aplicados equipando com novas miras e blindagem adicional os tanques já existentes. Aparentemente, foi isso que o Ministério da Defesa optou por fazer.

Com efeito, o que se viu na invasão da Ucrânia em 2022 foram grandes quantidades de T-72, com níveis variados de modernização, seguidas por um contingente menor do poderoso T-80, que peca por usar uma turbina beberrona de combustível no motor.

Só mais para o fim do ano passado os T-90, mais modernos, foram vistos em ação, e em números menores. Já tanques retirados das antigas reservas soviéticas, relíquias como o T-62 e o T-64, foram avistados com certa frequência, em especial na retaguarda dos territórios ocupados no leste e sul do país.

O T-14, se chegar a ser usado em combate, não deverá fazer mais do que uma aparição simbólica pelos números envolvidos. Mas bastará ele abater um dos tanques de segunda mão enviados por países da Otan (aliança militar do Ocidente) que o golpe de propaganda estará dado.

Não é o suficiente, contudo. Levando em conta apenas avistamentos de tanques destruídos, capturados ou abandonados confirmados por georreferenciamento pela equipe do site holandês Oryx, os russos perderam 1.906 tanques na guerra até esta terça.

Isso corresponde a 56% de sua frota ativa pré-conflito, embora a conta seja imprecisa por desconsiderar reservas antigas enviadas à guerra e a produção de 2022 de novos veículos.

O número, de todo modo, impressiona. Do lado ucraniano, foram 490 perdas de uma frota de 987, mas houve diversas reposições: 230 T-72 poloneses e, agora, cerca de 40 dos 140 Leopard-2 alemães prometidos pelo Ocidente já chegaram, assim como 14 modelos Challenger-2 britânicos, que são considerados pouco práticos pelo peso excessivo.

A Otan treinou a tripulação dos novos tanques, e tudo indica que Kiev aguarda ter uma certa massa crítica para começar sua prometida contraofensiva, que parece se concentrar em Kherson (sul), onde as forças russas estão menos robustas.

 

 

por IGOR GIELOW / FOLHA de S.PAULO

UCRÂNIA - Sob o ruído das bombas e diante das paredes que tremem em um refúgio militar subterrâneo, um soldado ucraniano é evacuado em uma ambulância em Bakhmut, o atual epicentro da guerra da Ucrânia onde o Exército ucraniano tenta resistir ao avanço russo.

Militares e enfermeiros fazem neste soldado ferido, com o rosto ensanguentado, os primeiras curativos antes de se esconderem de novo, enquanto prossegue um intenso bombardeio russo.

“Doutor, por que sinto tanto frio? Sinto como se estivesse indo embora”, afirma o soldado deitado em um colchão cheio de lama.

No domingo, uma equipe da AFP pôde trabalhar em Bakhmut, uma oportunidade rara para a imprensa de verificar a devastação nesta localidade do leste da Ucrânia.

Antes do conflito, viviam ali cerca de 70.000 pessoas, mas, agora, ela se transformou em símbolo da guerra de atrito que se tornou a invasão russa da Ucrânia.

Os jornalistas acompanharam soldados ucranianos e ouviram o ruído constante dos disparos da artilharia russa durante o tempo em que estiveram em Bakhmut.

No entorno de imóveis residenciais já não há nenhum rastro de seus moradores e a sombra da guerra é onipresente, desde as ruínas e estilhaços de vidro espalhados pelo chão, até as cruzes fincadas que indicam a localização dos túmulos improvisados de soldados mortos em combate.

Diante do Exército russo e dos paramilitares do Grupo Wagner, que controlam 80% de Bakhmut, as tropas ucranianas resistem como podem na parte ocidental desta cidade do Donbass.

Ambos os lados sofreram baixas importantes nesta batalha, a mais longa da guerra na Ucrânia e que monopoliza atualmente os esforços bélicos, à espera de que comece a contraofensiva ucraniana, anunciada em diversas ocasiões, mas depois adiada.

 

– ‘Estamos cansados’ –

“Eles não param de nos atacar, dia e noite. Só param quando os atacamos e estão ocupados evacuando seus mortos e feridos”, explica um comandante adjunto de uma unidade ucraniana, cujo apelido de guerra é o “Filósofo”.

“Pouco a pouco, vão capturando áreas” da cidade, afirma de um posto de comando subterrâneo em Bakhmut.

“Estamos cansados e as tropas esgotadas”, reconhece o “Filósofo”, que explica que seus homens da 93ª brigada, às vezes, chegam a ficar a menos de três metros do inimigo.

O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, advertiu, em março, que a queda de Bakhmut abriria caminho para o Exército russo para avançar no Donbass, com a mira posta nas cidades de Sloviansk e Kramatorsk.

A decisão do governo ucraniano de não desistir de Bakhmut traz custos importantes para o Exército ucraniano, que sofre diariamente com as baixas de soldados que morrem ou ficam feridos.

“A cada dia que resistimos aqui, damos uma oportunidade para outras unidades para se prepararem para uma contraofensiva”, opina este comandante adjunto, que, assim como muitos dos soldados ucranianos presentes no local, se queixa da falta de munição.

 

– ‘Nenhum lugar para se esconder’ –

Não obstante, a defesa da cidade está por um fio, mais precisamente, por uma estrada.

A rodovia T 0504, rebatizada “a estrada da vida”, é a única via da cidade que permanece sob controle das tropas ucranianas e que serve para abastecê-las.

Imagens gravadas com drones pelas equipes de reconhecimento do Exército ucraniano, e que a AFP pôde ver, mostram uma sucessão interminável de construções em ruínas, além de veículos e árvores carbonizadas nas margens desta última estrada em disputa.

“Fortificamos nossas posições e os russos chegam lançando tudo o que têm e tudo o que podem. Bombardeiam tudo com mísseis, obuses de morteiro e com tanques. Não há nenhum lugar para se esconder”, reconhece Andriy, outro soldado de 38 anos.

O comandante Andriy, de 26 anos, maneja um canhão no meio de um terreno encharcado perto de Bakhmut.

Seu trabalho é essencial: evitar um ataque russo pela estrada.

“Se conseguirem bloqueá-la [a estrada], todo o mundo em Bakhmut vai morrer. Não teremos provisões, nem munições, nem comida. Nada. Ficaremos completamente isolados”, explica, enquanto seus homens dedicam-se a juntar os obuses que acabam de receber.

 

 

ISTOÉ DINHEIRO

AFP

SEVASTOPOL - As autoridades russas anunciaram na segunda-feira uma suspensão da navegação em águas ao largo da península da Crimeia, cidade de Sevastopol - anexada em 2014 - horas após os sistemas de defesa aérea terem abatido dois drones lançados pelas forças ucranianas contra a cidade, embora não tenham confirmado se existe uma ligação.

A direção para o Desenvolvimento de Infraestruturas de Transportes afirmou que "a navegação de passageiros está suspensa", sem especificar as razões, antes de notar que foi ativada uma rota terrestre para cobrir o transporte afetado, como noticiado pela agência noticiosa russa Interfax.

Horas antes, o governador do Sevastopol Mikhail Razvozhaev disse na sua conta do Telegrama que dois drones tinham sido interceptados por volta das 3.30 da manhã, hora local. De acordo com os dados disponíveis, um deles foi destruído e o outro explodiu por si só. Tudo aconteceu numa estrada externa, não há danos'', disse ele.

Os serviços secretos britânicos disseram em finais de março que os ataques com drones à base russa na península da Crimeia, na cidade de Sevastopol, estão a "limitar" as operações da Frota do Mar Negro.

Sevastopol, devido à sua localização estratégica e ao acolhimento da base principal da frota russa do Mar Negro, tem sido alvo de vários ataques com drones ucranianos. Desde o início da invasão russa da Ucrânia, em fevereiro do ano passado, que existe um nível de alerta "amarelo" na Crimeia.

 

 

Fonte: (EUROPA PRESS)

por Pedro Santos / NEWS360

KREMLIN - O presidente da Rússia, Vladimir Putin, fez uma visita surpresa a duas regiões da Ucrânia ocupadas pelas tropas de Moscou, anunciou o Kremlin nesta terça-feira (18), no momento em que as forças de Kiev preparam uma grande ofensiva.

Durante as visitas, que não tiveram as datas reveladas, Putin se reuniu com os comandantes militares na região de Kherson (sul) e em Lugansk (leste).

Moscou reivindica a anexação das duas regiões, embora suas tropas não controlem as áreas por completo. O exército russo, inclusive, sofreu um duro revés e foi obrigado a abandonar cidade de Kherson, capital da região de mesmo nome, no fim do ano passado.

A presidência ucraniana denunciou a visita e acusou o presidente russo de comparecer à cena de seus "crimes".

Esta viagem "é um 'passeio especial' do autor dos assassinatos em massa nos territórios ocupados", afirmou no Twitter Mikhaylo Podoliak, conselheiro da presidência ucraniana.

Pouco depois do anúncio da visita de Putin, Kiev informou que um bombardeio russo deixou seis feridos na cidade de Kherson.

Esta foi a segunda viagem do chefe de Estado russo em um mês a uma área ucraniana ocupada por Moscou.

"O comandante supremo das Forças Armadas da Federação da Rússia visitou o quartel-general da unidade militar 'Dnieper'", na região de Kherson, afirmou o Kremlin em um comunicado.

Putin se reuniu com o comandante das forças aerotransportadas russas, general Mikhail Teplinskiy, e outros altos oficiais militares para discutir a situação nas regiões de Kherson e Zaporizhzhia, áreas que Moscou anunciou ter anexado em setembro.

De acordo com analistas, esta zona pode ser o cenário de uma ofensiva das forças ucranianas na primavera (hemisfério norte, outono no Brasil), para tentar retomar dos russos os territórios ocupados.

O local é particularmente estratégico, já que os territórios conquistados por Moscou nas regiões de Zaporizhzhia e Kherson formam uma continuidade terrestre entre a Rússia e a península da Crimeia, anexada em 2014. A ruptura desta ligação terrestre seria um grande revés para Moscou.

 

- Preparativos ucranianos -

De acordo com a presidência, Putin felicitou os militares por ocasião da festa ortodoxa da Páscoa, celebrada no domingo.

"É importante ouvir a opinião de vocês sobre a situação, escutá-los, trocar informações", declarou Putin, segundo um vídeo divulgado pelo Kremlin.

O exército russo abandonou a cidade de Kherson em novembro de 2022 para recuar até o outro lado do rio Dnieper.

Em Luhansk, Putin se reuniu com membros da Guarda Nacional russa, anunciou o Kremlin.

Em março, o presidente russo fez visitas surpresa à Crimeia, península anexada pela Rússia em 2014, e a Mariupol, cidade portuária ucraniana cercada durante meses e tomada pelas forças russas em maio de 2022.

A Rússia sofreu consideráveis derrotas militares no ano passado, em particular nas proximidades de Kiev, e teve que retirar suas tropas não apenas da cidade de Kherson, mas também de toda a região de Kharkiv (nordeste).

Atualmente os combates mais violentos acontecem em Bakhmut (leste), epicentro do conflito e a batalha mais longa e sangrenta desde o início da ofensiva russa, em fevereiro de 2022.

Após quase nove meses de confrontos, dois terços da cidade estão sob controle russo.

As forças ucranianas, que recentemente receberam tanques pesados e canhões de longo alcance de seus aliados ocidentais, prometem há semanas uma nova contraofensiva, quando as condições climáticas permitirem as ações.

A Ucrânia afirma que formou brigadas de ataque e armazenou munição com este objetivo.

Kiev não divulgou números, mas o fundador do grupo paramilitar russo Wagner, Yevgeny Prigozhin, que tem seus combatentes na linha de frente no leste da Ucrânia, advertiu que Moscou deve se preparar para enfrentar uma força ucraniana de entre 200.000 e 400.000 homens.

 

 

AFP

UCRÂNIA - O Estado-Maior General das Forças Armadas Ucranianas denunciou no domingo "dezenas" de ataques russos a posições ucranianas no leste do país que resultaram em pesadas perdas para os atacantes.

Em particular, disse que 45 ataques russos foram repelidos em torno de Bakhmut e Marinka, onde a linha da frente não mudou. O inimigo está a sofrer pesadas baixas, mas mantém o seu plano de ocupação do território ucraniano", disse ele.

Em outras partes do país também houve ataques apesar das férias da Páscoa ortodoxa, como em Mykolaiv, onde dois adolescentes foram mortos, segundo o governador militar, Vitali Kim.

Em Zaporíjia, o governador militar, Yuri Malashko, relatou um "grande ataque" que danificou uma igreja, forçando o cancelamento das celebrações religiosas. Eles não respeitam nada, nem mesmo a noite da ressurreição de Cristo", lamentou ele.

 

 

Fonte: (EUROPA PRESS)

por Pedro Santos / NEWS 360

EUA - Pelo menos quatro pessoas morreram, e mais de 20 - a maioria adolescentes - ficaram feridas em um ataque a tiros durante uma festa de aniversário em uma pequena cidade do estado do Alabama, no sul dos Estados Unidos, em mais um caso de violência com armas de fogo no país.

O ataque ocorreu na noite de sábado em Dadeville, pequena cidade do Alabama, em um salão onde uma adolescente comemorava seus "Sweet 16" – festa similar à celebração dos 15 anos nos países latino-americanos.

Um buraco de bala ainda era visível, neste domingo (16), na porta de vidro do prédio, cercado com as fitas amarelas de plástico usadas pela polícia para isolar cenas de crimes. 

"Este ato custou tragicamente a vida de quatro pessoas e deixou muitos feridos", disse a jornalistas o sargento Jeremy Burkett, porta-voz da Agência de Cumprimento da Lei do Alabama (ALEA).

Burkett informou, posteriormente, que 28 pessoas ficaram feridas, algumas com gravidade, e pediu aos moradores para apresentarem qualquer informação que possa estar relacionada com o ataque. Mas não deu mais detalhes sobre como o ataque a tiros ocorreu ou por que, nem se algum suspeito havia sido detido.

Phill Dowdell, irmão da adolescente que fazia aniversário, está entre os mortos, disse sua avó, Annette Allen, ao jornal local Montgomery Advertiser. O jovem estava no último ano do ensino médio e se formaria em algumas semanas.

"Era um rapaz muito, muito tranquilo. Nunca se metia com ninguém. Sempre tinha um sorriso no rosto", disse Allen, referindo-se ao neto, que também jogava futebol.

O vizinho Hospital Comunitário Lake Martin recebeu 15 pacientes com ferimentos de bala, a maioria adolescentes, disse à AFP Heidi Smith, diretora de marketing da operadora do centro de saúde rural IvyCreek Healthcare.

Seis dos pacientes tiveram alta e nove foram transferidos a estabelecimentos de atendimento especializado. Destes, cinco se encontravam em estado crítico, disse Smith. "Foi terrível", declarou.

A ALEA informou que foi aberta uma investigação em conjunto com a polícia de Dadeville e agências federais, incluindo o FBI.

 

- "Revoltante e inaceitável" -

O presidente Joe Biden disse que o país estava novamente de luto por jovens americanos assassinatos na violência armada.

"A que ponto chegou nossa nação, quando crianças não podem ir a uma festa de aniversário sem medo?", disse Biden, por meio de nota.

"As armas são a principal causa de morte de crianças nos Estados Unidos, e os números aumentam, não diminuem", acrescentou o presidente democrata. "Isto é revoltante e inaceitável", afirmou.

Os esforços para endurecer os controles das armas de fogo se deparam há anos com a oposição dos republicanos, ferrenhos defensores do direito constitucional ao porte de armas. A paralisia política perdura, apesar da indignação generalizada provocada pelos recentes ataques a tiros.

Os Estados Unidos, um país de 330 milhões de habitantes, tem cerca de 400 milhões de armas em circulação, e os ataques a tiros em massa letais são frequentes.

As mortes na festa de aniversário de sábado ocorreram no 16º aniversário do ataque a tiros mais letal em instituições de ensino registrado nos Estados Unidos: foi em 2007, quando 32 pessoas foram mortas por um estudante desequilibrado na Virginia Tech, uma instituição de ensino superior.

Em outro caso em separado, a polícia confirmou que duas pessoas morreram e outras quatro ficaram feridas em um ataque a tiros, também na noite de sábado, em um parque lotado em Louisville, Kentucky. Nesta mesma cidade, o funcionário de um banco matou cinco pessoas na instituição em que trabalhava na segunda-feira.

Desde o começo do ano foram registrados 163 ataques a tiros em massa nos Estados Unidos, segundo a organização Gun Violence Archive. Este grupo define um ataque a tiros em massa quando há um mínimo de quatro mortos ou feridos, sem contar com o atirador.

 

 

AFP

UCRÂNIA - As tropas ucranianas foram forçadas a se retirar de algumas partes de Bakhmut diante de novos ataques russos à cidade arruinada, disse o Reino Unido nesta sexta-feira, com Moscou pressionando para obter uma vitória antes da esperada contraofensiva da Ucrânia.

Autoridades ucranianas dizem que a Rússia está retirando tropas de outras áreas do front para uma grande investida contra Bakhmut, que Moscou tenta capturar há nove meses para revigorar a invasão que lançou há mais de um ano.

No passado, os países ocidentais apontavam a relação complicada entre o Ministério da Defesa russo e a principal força mercenária do país, Wagner, como uma grande fraqueza russa.

"A Rússia reenergizou seu ataque à cidade de Bakhmut, em Donetsk Oblast, enquanto as forças do Ministério da Defesa russo e do Grupo Wagner melhoraram a cooperação", disseram os militares britânicos em nota diária.

"As forças ucranianas enfrentam problemas significativos de reabastecimento, mas fizeram retiradas ordenadas das posições que foram forçadas a ceder."

Perto de Bakhmut, soldados de uma unidade de artilharia ucraniana estavam carregando projéteis em um obus da era soviética e atirando em direção à linha de frente, onde disseram que a Rússia havia concentrado seus soldados de infantaria.

"Nosso alvo nessa direção é principalmente a infantaria. Há uma grande concentração do 'fator humano' da Federação Russa", disse Dmytro, comandante da unidade de artilharia.

Bakhmut, que tinha cerca de 70 mil pessoas antes da guerra, tem sido o principal alvo da Rússia em uma grande ofensiva de inverno que até agora rendeu poucos ganhos, apesar do combate terrestre de infantaria de uma intensidade não vista na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.

A vice-ministra da Defesa ucraniana, Hanna Maliar, disse que os comandantes russos redirecionaram tropas de outras áreas para Bakhmut.

"O inimigo está usando suas unidades mais profissionais lá e recorrendo a uma quantidade significativa de artilharia e aviação", escreveu ela no aplicativo de mensagens Telegram.

"Todos os dias, o inimigo realiza em Bakhmut de 40 a 50 operações de ataque e 500 episódios de bombardeio."

A atualização britânica informou que os ucranianos ainda controlam os distritos ocidentais da cidade, mas foram submetidos a um intenso fogo de artilharia russa nas últimas 48 horas.

Unidades de mercenários de Wagner agora se concentram em avançar no centro de Bakhmut, enquanto paraquedistas russos os substituem em ataques nos flancos da cidade, disse.

Capturar a cidade seria a primeira vitória substancial da Rússia em oito meses. Moscou diz que abriria uma rota para capturar mais território na região de Donbas, no leste da Ucrânia, um importante objetivo de guerra.

 

 

Por Kai Pfaffenbach e Manuel Ausloos / REUTERS

KIEV - Forças russas bombardearam cidades da linha de frente no leste da Ucrânia com ataques aéreos e de artilharia, enquanto autoridades dos Estados Unidos intensificavam os esforços para localizar a fonte de um vazamento de documentos norte-americanos sigilosos, incluindo os de planos de contraofensiva ucranianos.

Os russos continuavam sua ofensiva na região de Donetsk, onde várias cidades e vilas foram bombardeadas de forma intensa, disse o Estado-Maior da Ucrânia nesta terça-feira.

As forças ucranianas repeliram vários ataques, afirmou o órgão, conforme os militares russos mantinham seus esforços para assumir o controle de Bakhmut.

Um alto comandante ucraniano acusou Moscou de usar táticas de "terra arrasada".

"O inimigo mudou para as chamadas táticas de terra arrasada da Síria. Ele está destruindo edifícios e posições com ataques aéreos e fogo de artilharia", disse o coronel general Oleksandr Syrskyi, comandante das forças terrestres da Ucrânia, sobre Bakhmut.

A batalha pela pequena e agora em grande parte arruinada cidade à beira de um pedaço do território controlado pela Rússia em Donetsk tem sido a mais sangrenta da guerra de 13 meses, enquanto Moscou tenta injetar força em sua campanha após recentes reveses.

Ambos os lados sofreram pesadas baixas nos combates de Bakhmut, mas Syrskyi declarou: "A situação é difícil, mas controlável".

O chefe da parte de Donetsk controlada por Moscou, Denis Pushilin, disse que as forças russas agora controlam 75% da cidade, embora tenha alertado que é muito cedo para falar sobre a queda de Bakhmut.

Os militares de Moscou também visam a cidade de Avdiivka.

"Os russos transformaram Avdiivka em uma ruína total", disse Pavlo Kyrylenko, governador regional de Donetsk, descrevendo um ataque aéreo na segunda-feira que destruiu um prédio de vários andares.

"No total, cerca de 1.800 pessoas permanecem em Avdiivka, todas arriscando suas vidas todos os dias."

À medida que as batalhas avançam, a emissora norte-americana CNN disse que a Ucrânia foi forçada a alterar alguns planos militares antes de sua tão esperada contraofensiva por causa do vazamento de dezenas de documentos secretos.

Autoridades norte-americanas estão tentando rastrear a fonte do vazamento, revisando como eles compartilham segredos internamente e lidando com as consequências diplomáticas.

Os documentos detalham tópicos como informações sobre o conflito na Ucrânia, no qual Washington tem fornecido a Kiev grandes quantidades de armas e liderado a condenação internacional da invasão de Moscou.

Questionado sobre o relatório, o assessor presidencial ucraniano Mykhailo Podolyak disse que os planos estratégicos de Kiev permanecem inalterados, mas que táticas específicas sempre estão sujeitas a mudanças.

Alguns especialistas em segurança nacional e autoridades dos EUA disseram suspeitar que o responsável pelo vazamento possa ser norte-americano, mas não descartaram atores pró-Rússia.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, se recusou a comentar o vazamento, mas afirmou: "Na verdade, há uma tendência de sempre culpar a Rússia por tudo. É, em geral, uma doença".

 

 

 

Por Pavel Polityuk

Reportagem adicional de Ron Popeski, Nick Starko e Tom Balmforth / REUTERS

UCRÂNIA - 'Drones' russos atingiram hoje, 04, o porto ucraniano de Odessa, no mar Negro, e causaram danos, disseram as autoridades locais.

"O inimigo acaba de atingir Odessa e a área de Odessa com ataques de UAV [aparelhos aéreos não tripulados]", indicou a administração local na rede social Facebook.

"Há danos", referiu, sem acrescentar qualquer pormenor.

Odessa era um destino de férias para muitos ucranianos e russos antes do início da invasão da Ucrânia em 2022.

Desde o início do conflito, Odessa foi bombardeada várias vezes pelas forças russas.

Em janeiro, a UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) incluiu o centro histórico de Odessa na lista do património mundial em perigo.

 

 

LUSA

NOTÍCIAS AO MINUTO

SÍRIA - Um líder do grupo extremista Estado Islâmico (EI), responsável por planejar atentados na Europa, morreu nesta terça-feira (4) em um ataque na Síria, informou o Comando Central do Exército dos Estados Unidos para o Oriente Médio (Centcom).

Khaled Aydd Ahmad Al Jaburi era, entre outras coisas, "responsável pelo planejamento de atentados do EI na Europa", afirmou o Centcom em um comunicado. A nota destaca que a morte "prejudicará temporariamente a capacidade da organização para executar ataques no exterior".

O EI reivindicou vários atentados na Europa quando controlava amplas faixas de território na Síria e Iraque, onde proclamou um "califado".

O grupo extremista reivindicou os ataques 13 de novembro de 2015 em Paris (130 mortos), assim como o atentado de Nice (sudeste da França) em 14 de julho de 2016, que provocou 86 vítimas fatais.

Também reivindicou três atentados suicidas em 2016 na Bélgica, principalmente na região de Bruxelas, que deixaram 30 mortos.

Um ano depois, os atentados na Espanha em 17 e 18 de agosto, um deles em Barcelona, provocaram 16 mortes.

O comando militar americano informou que o ataque desta terça-feira aconteceu no noroeste da Síria e não provocou mortes ou feridos entre os civis.

O Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH) afirmou que um drone americano atacou o líder do EI na província de Idlib, em uma área controlada pelos extremistas no noroeste da Síria.

 

- Ameaça –

O líder extremista, um iraquiano que se fazia passar por sírio e era chamado de Khaled, estava refugiado na região há dez dias, informou o OSDH, que tem uma ampla rede de fontes na Síria.

Ele foi alvo do drone quando caminhava perto da casa que ocupava e conversava por telefone, de acordo com o Observatório.

"O EI continua representando uma ameaça para a região e mais além", declarou o comandante do Centcom para o Oriente Médio, general Michael Kurilla.

"Mesmo enfraquecido, o grupo continua sendo capaz de executar operações na região, com a intenção de atacar além do Oriente Médio”, acrescentou.

Desde a derrota territorial do EI na Síria em 2019, centenas de soldados americanos, mobilizados no nordeste do país como parte da coalizão antijihadista, seguem lutando ao lado das Forças Democráticas Sírias (FDS), dominadas pelos curdos, atacando supostos membros do EI.

O governo dos Estados Unidos anuncia com frequência que os líderes do EI que buscaram refúgio na Síria continuam como alvos do país.

Em outubro de 2019, o exército americano anunciou a morte do líder do EI, Abu Bakr Al Baghdadi, em uma operação no noroeste da Síria.

Em 16 de fevereiro, o exército dos Estados Unidos informou que matou um líder do grupo extremista em uma operação no nordeste da Síria, que deixou quatro soldados americanos feridos.

Em 2022, outros dois líderes do EI foram mortos, um em fevereiro pelas forças especiais americanas no noroeste e outro no mês de outubro por ex-rebeldes na província de Deraa (sul), apoiadas pelo regime.

Apesar de sua derrota territorial, o EI continua executando atentados na Síria, onde o grupo atacou recentemente civis que recolhiam trufas no deserto, uma ação que matou dezenas de pessoas.

 

 

AFP

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