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O objetivo da nova ferramenta semanal é dar destaque para os pacientes, diagnosticados com COVID-19, que receberam tratamento e foram curados

 

SÃO CARLOS/SP - A Santa Casa lança, nesta terça-feira (14), o Boletim da Vida, um novo informativo para divulgar a quantidade de pacientes diagnosticados com COVID-19 e que foram curados depois de receber atendimento no hospital.

No Boletim da Vida, vão constar dados como número de pacientes atendidos com COVID-19 pelo hospital (70), quantos deles foram curados (47), quantos ainda permanecem internados (8), quantos aguardam pelo resultado de exames (4) e o número de óbitos (15).

“Graças ao esforço de toda a equipe da Santa Casa, o hospital tem tido bastante sucesso no tratamento dos pacientes. Até agora, nós atendemos 70 pacientes diagnosticados com a doença. 47 deles receberam tratamento e foram curados, o que representa 67%. Quer dizer, que praticamente 7 em cada 10 pacientes com COVID-19 que entram no hospital, recebem alta. Por isso, decidimos criar o Boletim da Vida, para valorizar a vida desses pacientes curados. Isso, claro, sem deixar de fornecer as outras informações necessárias”, explica a infectologista Carolina Toniolo Zenatti, coordenadora do Serviço de Controle de Infecção relacionada à Assistência em Saúde (SCIRAS) da Santa Casa.

O Boletim da Vida vai ser divulgado toda terça-feira no site e nas redes sociais da Santa Casa e também em faixas e banners no hospital.

SÃO CARLOS/SP - A Campanha de Doação da Santa Casa completou 3 meses. Durante este período (23/3 a 30/6), o hospital arrecadou R$ 313.219,24. E com as doações de insumos, EPIs, alimentos e outros itens por empresas e voluntários, a Instituição deixou de gastar R$ 845.473,44.

Muitas dessas contribuições têm vindo por meio das lives. O proprietário da Canto Quieto Cutelaria Artesanal, Flávio Mesquita, que trabalha com a fabricação de facas artesanais, promoveu uma dessas ações virtuais. Ele decidiu rifar uma faca de churrasco e, com a venda das rifas, conseguiu angariar um valor de R$ 2.500 para o hospital. “Já tenho o hábito de doar mensalmente um valor ao hospital. Diante dessa situação que estamos vivendo, resolvi fazer a rifa. Pedi a ajuda de alguns amigos e, rapidamente, conseguimos vender 100 números de R$ 25,00 cada, e conseguimos arrecadar um valor significativo”, afirma. Mesquita ainda ressalta que a Live foi acompanhada pela Consultora do Setor de Captação de Recursos da Santa Casa, Angela Oioli, que falou um pouco sobre quais são as necessidades da Santa Casa neste momento de pandemia e como o valor será investido. “Espero ter contribuído, não só com o dinheiro, mas também com a sensibilização de mais pessoas a se tornarem contribuintes”, declara. O recurso arrecadado já foi usado para a compra de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) como jalecos, luvas, toucas e máscaras N-95 para os profissionais.

Preocupado com a situação das entidades que necessitam de ajuda nesse momento de pandemia, o Professor da Unesp, Weber Adad Ricci, também organizou uma Live e pediu, em troca, que os internautas fizessem doações à Santa Casa. “Me senti muito tocado pelo fato de que havia uma deficiência de algumas instituições nesse momento tão difícil de pandemia e resolvi ajudar de alguma forma. Durante a live, eu ofereci, durante 3 horas, uma aula com os meus conhecimentos em Odontologia e pedi para quem estava assistindo, que contribuísse com um valor ou com alguma doação. Fui surpreendido pela Destilaria Meneghetti de Brotas que, por intermédio de um dos dentistas que estava assistindo à aula, resolveu doar 1000 litros do álcool líquido 70%. É muito gratificante poder ajudar de alguma maneira”, conta o professor. 

A dupla Zé Renato e Raphael também ajudou a Santa Casa por meio de uma Live Sertaneja que aconteceu no dia 18 de junho. Durante a apresentação virtual foi possível arrecadar um valor de R$ 350,00. A doação será investida na compra de materiais descartáveis como aventais e luvas para ajudar na proteção dos profissionais de saúde. “A gente vem acompanhando tantos artistas fazendo Lives durante essa pandemia e decidimos também ajudar. Escolhemos a Santa Casa por ser um hospital de referência em São Carlos”, explica o músico Raphael.

“Tudo o que fizemos foi de coração para ajudar a Santa Casa. Qualquer ajuda neste momento é importante”, ressalta o médico obstetra, plantonista da Maternidade da Santa Casa e organizador da Live, Vinicius Reis Machado Costa.

 

DOAÇÕES DE ALIMENTOS E PRODUTOS DE HIGIENE

Além das ações virtuais, a Santa Casa vem recebendo diversas doações de alimentos e produtos de higiene. A empresa de tecnologia Liber Capital doou mais de 20 quilos de presunto e muçarela, 3 pacotes de rosquinhas de chocolate, 6 pacotes de bolacha água e sal e 1 pacote de açúcar. “Nossa empresa consegue funcionar com todos colaboradores em home office, mas reconhecemos que muitas pessoas não têm a mesma sorte. Fizemos a doação para ajudar, de alguma forma, quem está na linha de frente no combate à pandemia, já que esses profissionais correm risco enquanto prestam serviços essenciais para todos nós”, ressalta o Diretor Executivo, Victor Morandini Stabile.

O SESC São Carlos, que já é um parceiro tradicional da Santa Casa, tem ajudado diariamente com doações para as refeições que são servidas no hospital. Por meio do projeto Mesa Brasil (que recolhe alimentos fora dos padrões de comercialização de várias empresas, mas em condições seguras para consumo e encaminham para as entidades), a Santa Casa recebeu doações de 540 caixas de leite de amêndoa, 108 litros de leite desnatado, pão de mandioca, salgados, frutas, verduras e legumes. Além da alimentação, o Mesa Brasil doou 600 unidades de álcool em gel 70%, 400 unidades de álcool líquido 70% e 24 unidades de água sanitária que vão ajudar na higiene do hospital.

As doações têm ajudado a garantir a proteção dos pacientes, acompanhantes e profissionais do hospital

 

SÃO CARLOS/SP - O vigilante Erivaldo Leite Duarte ficou internado durante uma semana na UTI COVID da Santa Casa. Ele acompanhou, de perto, o trabalho dos profissionais de saúde e viu as necessidades do hospital. Por isso, depois de receber alta, doou 14 frascos de álcool em gel para a Instituição. “A doação é uma maneira de agradecer aos profissionais pelo atendimento que prestaram durante o tempo em que fiquei internado. A equipe do hospital está de parabéns pelo trabalho e por toda a atenção que oferece aos pacientes”, comenta o vigilante.

Além da doação do vigilante, a Santa Casa tem recebido contribuições de várias empresas. A Raízen doou 1000 litros de álcool líquido 70% para ajudar na limpeza do hospital. “A Raízen acredita que, em momentos delicados como o que vivemos, precisamos nos unir, juntar forças e habilidades para ajudarmos no enfrentamento à doença e combatermos os impactos da pandemia. E, neste contexto, aliada a demais parceiros, exercermos um papel importante para botar em pé iniciativas de solidariedade que fazem a diferença na vida daqueles que mais precisam”, afirma a Gerente Industrial do Polo Piracicaba, Thais Fornicola.

A Faber-Castell também doou para o hospital 1000 litros de álcool líquido 70%, que serão usados na limpeza de equipamentos e utensílios. O álcool foi produzido na própria empresa pelo setor de Cosméticos. “Essa doação só foi possível graças ao trabalho que a Faber-Castell vem realizando, desde o início da pandemia, por meio do Comitê COVID-19, criado com o propósito de garantir um ambiente seguro para preservar a saúde de todos da empresa e também para auxiliar as comunidades no entorno das unidades. Essa doação foi feita para ajudar os profissionais de saúde que passam por um momento de extrema importância. É gratificante para o Comitê fazer a diferença na comunidade em que estamos inseridos”, afirmam os integrantes do Comitê COVID-19 Faber-Castell.

 

DOAÇÕES DE EPIs

Para ajudar na proteção dos profissionais da Santa Casa, a Fhocus Optical Solutions doou 50 Óculos de Proteção. “Quantos de nós já não ouvimos aquela frase: seja a diferença que você quer ver no mundo. Nós levamos isso muito a sério. Vivemos um momento delicado na nossa história. Existe um problema que precisamos combater juntos, unidos em um único propósito de amarmos uns aos outros. Nossos médicos são a linha de frente contra esse vírus avassalador. Nós, da Fhocus, temos orgulho de participar dessa batalha ajudando como podemos, mesmo que pareça pouco. São as pequenas coisas que mudam o mundo”, comenta a Coordenadora de Laboratório, Rosangela Alves.

O proprietário do Personal Sushi, Flávio Masselli Oioli, também entrou nessa corrente em prol da Santa Casa e doou R$ 250,00. Com essa quantia, vai ser possível confeccionar 125 jalecos para os profissionais que atuam na linha de frente. “Tenho acompanhado a situação da Santa Casa no enfrentamento da COVID-19 e precisava ajudar de alguma maneira. É uma quantia pequena, mas doada com todo o reconhecimento que temos pela Instituição, que é uma referência na região”, comenta.

A empresária Sueli Forgerini, integrante do Grupo de Voluntários Pontos de Amor que apoia a Santa Casa, confeccionou 90 máscaras de tecido para serem distribuídas na Santa Casa para os profissionais, pacientes e acompanhantes. “Confeccionei essas máscaras, pois acredito que vai ajudar bastante o hospital nesse momento. E acho fundamental colaborar com a Instituição, uma vez que ela é um bem de todos, onde somos atendidos, quando necessário. Sendo assim, temos de unir forças para superar essa pandemia”, afirma.

Outras 500 máscaras de tecido foram doadas pela professora Rita de Cassia Ruy Spina. Ela conta que já tinha a máquina, mas nunca havia usado. Foi quando viu uma oportunidade de aprender a costurar sem sair de casa e ainda ajudar o hospital. “Junto com a minha mãe, Francisca Ruy, e a minha amiga, Helen Alexandre Vicente, conseguimos confeccionar muitas máscaras. Primeiro, eu comprei os tecidos e, depois, comecei a receber doações. É muito gratificante conseguir ajudar o hospital e ser solidário nesse momento”, comenta.

Os proprietários da Confeitaria Madame Milk, Tania Leite de Camargo e Luiz Fernando Libório, doaram 40 máscaras Face Shields, fabricadas na própria empresa. Eles possuem uma impressora 3D para os trabalhos que são realizados na confeitaria e usaram o equipamento para confeccionar os protetores faciais.  “Recebemos a doação do material e usamos para produzir as máscaras. Tivemos a ajuda de clientes e amigos que, na maioria das vezes, compravam pra doar para o hospital. Foi uma grande força-tarefa para contribuir com o hospital nesse momento de pandemia”, relata.

O novo PA vai substituir o Centro de Campanha. E os pacientes respiratórios leves vão ser atendidos em unidade da Prefeitura que vai atender esses casos específicos

 

SÃO CARLOS/SP - Os diretores e a equipe médica e administrativa da Santa Casa receberam nesta terça-feira (7), no auditório do hospital, representantes da Prefeitura, da Câmara de Vereadores, da ACISC e do CIESP, para discutir sobre alternativas para viabilizar a abertura de 10 novos leitos de UTI Adulto para pacientes com suspeita de COVID-19.

A Santa Casa propôs transformar o Centro de Campanha - onde hoje são atendidos os pacientes com sintomas respiratórios leves - em uma Unidade de Pronto Atendimento. Nesta nova unidade, vai haver 2 consultórios, 2 salas de observação, 1 sala de procedimentos, 1 sala de emergência, 1 sala de triagem e um espaço amplo para recepção.

Nessa nova organização, o SMU (Pronto-Socorro da Santa Casa hoje), passaria a receber os pacientes mais graves (vítimas de acidente ou com sintomas de AVC, por exemplo) trazidos pelo SAMU e pelo Corpo de Bombeiros.

E os pacientes com sintomas respiratórios leves que antes se dirigiam ao Centro de Campanha, vão ser atendidos em unidade da Prefeitura, que vai ser montada ao lado da UPA da Vila Prado. A Santa Casa também vai disponibilizar exames de Raio-X e de sangue em apoio às UPAs.

Com essa reestruturação, vai ser possível colocar 10 novos leitos de UTI Adulto COVID em funcionamento na Sala Verde do SMU da Santa Casa.

“Como a Secretaria de Saúde relatou as dificuldades que ainda enfrenta para reestruturar as UPAS e absorver os pacientes que hoje são atendidos pela Santa Casa, resolvemos então montar uma unidade de Pronto Atendimento dentro do hospital. Dessa forma, a população não vai ficar desassistida e conseguiremos, também, garantir a segurança tanto dos nossos funcionários quanto dos pacientes internados com suspeita de COVID na nova ala que vai ser montada na Sala Verde”, explica o diretor técnico da Santa Casa, Vitor Marim.

Para que essas mudanças saiam do papel, a Santa Casa precisa de mais profissionais de saúde, já que o hospital vai passar a ter 2 unidades de pronto atendimento.

Para isso, o secretário da Fazenda, Mario Antunes, afirma que “o recurso não pode ser um impedititivo para andamento desse projeto, que é tão fundamental para mantermos a qualidade do atendimento da saúde em São Carlos”.

ENTENDA O CASO

No dia 2 de julho, a Câmara de Vereadores convocou uma audiência pública para discutir sobre a instalação dos 10 novos leitos de UTI Adulto COVID na Santa Casa.

Na ocasião, o diretor clínico da Santa Casa, Flávio Guimarães, explicou que para colocar os 10 novos leitos em funcionamento o mais rapidamente possível, o espaço mais adequado seria a Sala Verde do SMU, por já possuir uma estrutura pronta para abrigar leitos de UTI, como rede de oxigênio e rede de ar. No entanto, para que essa NOVA ALA COVID pudesse ser usada, somente os casos mais graves, de alta complexidade, deveriam passar a ser direcionados para a Santa Casa. “Isso porque não seria possível atender em um mesmo espaço, pacientes de baixa complexidade que poderiam ser atendidos em outras unidades (como as UPAs e Unidades Básicas de Saúde) e pacientes com suspeita de COVID. Porque isso colocaria em risco a saúde de quem procurou o hospital por outras doenças”, afirmou o diretor clínico.

O Secretário de Saúde, Marcos Palermo, e outros representantes da saúde, por outro lado, relataram que as UPAs não tinham estrutura para absorver os atendimentos feitos hoje na Santa Casa. Por isso, a Santa Casa propôs abrir uma unidade de pronto atendimento dentro do hospital.

“A Santa Casa tem feito todo o esforço para pensar em alternativas e estratégias para viabilizar os novos leitos de UTI. Penso que, com essa nova proposta do hospital, não podemos mais perder tempo. Temos que fazer um esforço conjunto, para que tudo isso comece a funcionar o quanto antes”, afirma o vereador Paraná Filho, que convocou a audiência pública na semana passada.

“Muito importante a Santa Casa ter, mais uma vez, oferecido uma alternativa para a saúde do município. Mas não temos que começar a estudar e a estabelecer prazos para reorganizar o fluxo dos atendimentos em saúde de São Carlos, de acordo com o que estabelece o Ministério da Saúde”, afirma o vereador Elton Carvalho, presidente da Comissão de Saúde da Câmara de Vereadores.

O Secretário de Saúde, Marcos Palermo, reforçou que os 10 novos leitos devem ser mantidos no hospital pós-pandemia. “Os leitos de UTI não COVID da Santa Casa estão todos ocupados. A taxa de ocupação tem se mantido em 100%. Por isso, a criação desses novos leitos é um investimento na saúde em São Carlos. A ideia é de que eles sejam mantidos, mesmo depois da pandemia”, afirma o secretário.

Também participaram da reunião desta terça-feira, 7 de julho, o provedor da Santa Casa, Antonio Valério Morillas Júnior; a vereadora Cidinha do Oncológico; a diretora da Vigilância em Saúde Epidemiológica, Crislaine Mestre; a supervisora da Vigilância Sanitária, Fernanda Cereda; Mateus de Aquino, secretário de Comunicação e presidente do Comitê Emergencial de Combate ao Coronavírus, Mário Antunes, secretário da Fazenda; Caco Colenci, secretário de Planejamento e Gestão; Alexandre Carreira Martins Gonçalves, procurador geral do município; Rodolfo Tibério Penela, diretor de Fiscalização; Hícaro Leandro Alonso, diretor de Procedimentos Licitatórios da Prefeitura e também membros do comitê emergencial; o diretor do CIESP, Emerson Chu; e o secretário-geral da ACISC, Mozart Pedroso.

Os novos equipamentos vão ajudar no cuidado dos pacientes que tiveram COVID-19 e de quem recebe assistência em casa pelo SAD

SÃO CARLOS/SP - A Coordenadora do Setor de Captação de Recursos da Santa Casa, Ariellen Guimarães, e a Gerente de Práticas Assistenciais da Santa Casa, Vanisia Sulpino, receberam a doação dos concentradores.

A Santa Casa de São Carlos recebeu 31 concentradores de oxigênio. A doação foi feita pela Temasek, empresa de investimento com sede em Cingapura, através de sua fundação, Temasek Foundation. A empresa investiu mais de R$ 127 mil na compra dos equipamentos. Os novos concentradores, de última geração, são silenciosos, têm um design moderno, mais prático na hora de transportar e a manutenção é mais barata. Enquanto o modelo tradicional é composto por um cilindro, mais volumoso e precisa de manutenção diária.

De acordo com o responsável pela Temasek Brasil, Matheus Villares, essa iniciativa faz parte da missão que a empresa tem de ajudar e incentivar outras instituições para fortalecer as comunidades onde atuam. “Esperamos que este pequeno ato encoraje outras empresas e instituições a fazerem doações para o combate à COVID-19”, ressalta Villares.

Os concentradores de oxigênio são indicados para pacientes com problemas respiratórios que tiveram alguma sequela pulmonar e não conseguem mais respirar de forma adequada. O ar entra no aparelho e passa por um filtro que descarta partículas, bactérias e vírus. Depois dessa etapa, o ar filtrado é comprimido fornecendo, assim, o suplemento de oxigênio necessário ao paciente. 

A Santa Casa de São Carlos foi contemplada com as doações, graças aos esforços da proprietária do Clara Resorts, Taiza Krueder. “A Temasek queria ajudar de alguma maneira. Em contato com um amigo da empresa, fiquei sabendo da doação e, imediatamente, indiquei a Santa Casa de São Carlos. Sempre que precisei dos serviços do hospital, recebi um ótimo atendimento. Acredito no trabalho da Santa Casa e dos profissionais, que neste momento, mais do que nunca, precisam do apoio de todos”, afirma a empresária.

A Gerente de Práticas Assistenciais da Santa Casa de São Carlos, Vanisia Sulpino, explica como essas doações são significativas para o hospital. “Temos 12 pacientes atendidos pelo SAD, Serviço de Atendimento Domiciliar da Santa Casa, que precisam desses equipamentos. Agora, com esses concentradores mais modernos, doados pela Temasek, vai ser possível oferecer um tratamento com mais qualidade e conforto para esses pacientes”, afirma a gerente.

As doações também vão ajudar a Instituição a manter o equilíbrio financeiro. Segundo a Coordenadora da Equipe Multiprofissional da Santa Casa, Doutora Luciana Ditomaso Luporini, o hospital tem um gasto muito alto com o aluguel desses aparelhos. “Além disso, esses equipamentos também são importantes para auxiliar os pacientes, que ficaram com alguma sequela pulmonar devido à COVID-19”, explica a Coordenadora. 

Outras instituições filantrópicas também foram beneficiadas com a doação da Temasek.  A Santa Casa de Porto Ferreira recebeu 3 unidades, a Santa Casa de Ribeirão Bonito, 2 unidades e a Santa Casa de Descalvado foi beneficiada com 2 unidades.

Em quesitos como recuperação de pacientes mais graves, que precisam de intubação, os índices são melhores que os dos hospitais particulares

 

SÃO CARLOS/SP - “Vontade de viver e muita esperança”. São com essas palavras que o motorista Luis Fernando Fidelix, de 37 anos, começa o seu relato de superação. Ele foi diagnosticado com COVID-19 e ficou internado por quase 3 semanas na Santa Casa, depois de ser intubado ficar inconscientes por vários dias. “A minha recuperação foi um verdadeiro milagre de Deus, nasci de novo”, comenta o motorista.

Luis Fernando é um dos 287 pacientes com suspeita de COVID-19, que receberam tratamento na Santa Casa desde o início da pandemia até agora (17/3 a 30/6). E faz parte de uma estatística que mostra o empenho e a capacitação da equipe de profissionais do hospital: 49,1% dos pacientes mais graves, que precisaram ser intubados na UTI, foram curados e receberam alta. O índice é melhor que a média nacional dos hospitais brasileiros. Entre os particulares, 35,8% dos pacientes nestas mesmas condições receberam alta. Entre os públicos, esse número é ainda menor: 29,3%.

“Isso mostra o nível da Santa Casa de São Carlos e da equipe de profissionais do hospital, todos altamente capacitados e qualificados para o cuidado dos pacientes vítimas da pandemia da COVID-19. E prova que o atendimento que oferecemos aqui é tão bom quanto os outros grandes hospitais do país”, comenta o médico infectologista da Santa Casa, Roberto Muniz Junior.

“Contra números não há argumentos né? Estatísticas como essas só trazem para gente e para toda a equipe da Santa Casa mais uma injeção de ânimo. Todos nós aqui temos batalhado sem medir esforços para vencer guerra contra o Coronavírus”, afirma o provedor da Santa Casa, Antonio Valério Morillas Júnior.

Os dados são do Projeto UTIs Brasileiras – Registro Nacional de Terapia Intensiva, uma parceria da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB) e a Epimed Solutions (empresa de desenvolvimento de sistemas para o atendimento hospitalar). 452 hospitais (129 públicos e 323 privados) de 157 cidades brasileiras participam desse programa, que tem como objetivo ajudar na orientação de políticas de saúde e estratégias para melhorar o cuidado dos pacientes críticos no país.

Confira os bons resultados da Santa Casa nos quesitos apontados pelo Registro Nacional de Terapia Intensiva:

 

MORTALIDADE DE PACIENTES EM UTI COM INTUBAÇÃO (SUSPEITOS E CONFIRMADOS)

SANTA CASA                        MÉDIA HOSPITAIS PÚBLICOS               MÉDIA HOSPITAIS PRIVADOS

50,9%                                                   70,7%                                                         64,2%

(49,1% recuperados)               (29,3% recuperados)                                 (35,8% recuperados)

 

MORTALIDADE DE PACIENTES CONFIRMADOS EM UTI COM INTUBAÇÃO

SANTA CASA                        MÉDIA HOSPITAIS PÚBLICOS               MÉDIA HOSPITAIS PRIVADOS

63,1%                                                   70,5%                                                         63,6%

(36,9% recuperados)               (29,5% recuperados)                                 (36,4% recuperados)

 

 

MORTALIDADE DE PACIENTES SUSPEITOS E CONFIRMADOS EM UTI

SANTA CASA                        MÉDIA HOSPITAIS PÚBLICOS               MÉDIA HOSPITAIS PRIVADOS

  34,9%                                                   39,3%                                                         18,7%

(65,1% recuperados)               (60,7% recuperados)                                 (81,3% recuperados)

 

MORTALIDADE DE PACIENTES SUSPEITOS E CONFIRMADOS

SANTA CASA                        MÉDIA HOSPITAIS PÚBLICOS                MÉDIA HOSPITAIS PRIVADOS

  24,1%                                              56,3%                                                                      28,7%         

 

MORTALIDADE DE PACIENTES CONFIRMADOS

SANTA CASA                              MÉDIA HOSPITAIS PÚBLICOS        MÉDIA HOSPITAIS PRIVADOS

37,1%                                                    54,9%                                                        28,2%

 

O motorista Luis Fernando Fidelix voltou a trabalhar nesta quinta-feira, 2 de julho. Ele conta que os primeiros sintomas, febre alta, ausência de apetite e dores no corpo, começaram depois de retornar de uma viagem a trabalho a Belo Horizonte, Minas Gerais. Na Santa Casa, além de todo o empenho da equipe de profissionais, ele contou com um gesto de solidariedade da técnica de enfermagem da UTI COVID, Tatiane Gabriela Vasconcelos. “Quando os exames do Fernando começaram a piorar, foi aí que senti que ele já não tinha mais forças para lutar pela vida. Pedi, então, para que uma enfermeira da família me trouxesse um vídeo da esposa e do filho dele, que estavam em isolamento domiciliar. Percebi a emoção dele e o quanto chorou ao ver a preocupação de sua família. E em todos os meus plantões fiz questão de estar perto dele e transmitir os vídeos com mensagens positivas de sua família. Hoje somos amigos. Não escolhi a Enfermagem, a Enfermagem me escolheu. Por isso, me sinto muito grata por ter conseguido ajudá-lo a se recuperar”, comenta Tatiane.

Como gesto de gratidão, a família deu um bolo de presente para a equipe do hospital. Depois de superar a doença e sobreviver à COVID-19, o motorista passou a enxergar a vida com outros olhos. “Sofri muito com essa doença, foram dias angustiantes. Antes eu só pensava em reformar minha casa e trabalhava muito pra dar um conforto para minha família, mas dinheiro não é tudo. O que importa de verdade são os momentos que vivemos ao lado das pessoas que amamos, e isso não tem preço. Hoje, graças a Deus e aos profissionais, tive uma nova chance de viver”. 

Programação inclui sessão com filme produzido e rodado em Ribeirão Preto, filmes de aventura, além de opção para esquentar a noite dos casais

RIBEIRÃO PRETO/SP - Depois do sucesso da primeira edição do Drive In do Bem que arrecadou cerca de 400 quilos de alimentos para o Fundo de Solidariedade de Ribeirão Preto e atendendo o pedido da população, os organizadores já marcaram a data da segunda edição, que acontece nos dias 3 e 4 de julho no estacionamento do Campus do Centro Universitário Moura Lacerda.

De acordo com Yvi Mishima, diretora da ETC Produções e produtora do projeto, os organizadores receberam vários pedidos do público para incluírem terror na programação e a escolha foi por um filme produzido e rodado em Ribeirão Preto, pela Kauzare Filmes. “Vamos exibir “Mal Nosso” que foi filmado nos estúdios Kaiser de Cinema e em outras locações aqui em Ribeirão. Mas também vai ter opção para esquentar a noite dos casais, além de aventura para a família toda”, revela.

A pedido da população e para que mais pessoas tenham a oportunidade de ter um pouco de diversão, essa edição terá o ingresso vendido a R$40,00 por veículo e também vai arrecadar 2 litros de leite que serão doados para a Casa das Mangueiras.  A estrutura do drive in será montada no estacionamento do Campus do Moura Lacerda. “Nesse momento de isolamento que estamos vivendo, o drive in é uma maneira de se divertir com segurança, dentro do carro, com a família e sem aglomeração. Diminuimos o valor nessa edição para permitir que mais pessoas participem porque esse é um dos objetivos dessa ação, entreter a população e levar um pouco de diversão em meio a tantos problemas. Recebemos orientações diretas dos órgãos responsáveis da prefeitura para que tudo seja feito de acordo com as normas de distanciamento social. E além de se divertir, as pessoas também vão poder ajudar quem precisa”, afirma Yvi.

No dia 3 de julho (HOJE), os filmes exibidos serão Bumble Bee e Mal Nosso e no dia 4 de julho (SÁBADO) a programação conta com Como Treinar Seu Dragão e Cinquenta Tons de Cinza. O público pode esperar surpresas assustadoras, além de presentes e sorteios. “O diferencial do nosso projeto é que, temos o objetivo não só de entreter, mas também fazer o nosso papel ajudando a sociedade nesse momento tão difícil que estamos vivendo. Entreter, ajudar e engajar são as nossas premissas”, explica a empresária.

O projeto é uma realização da empresa ETC Produções e conta com o apoio do Centro Universitário Moura Lacerda, Sonet Marketing Estratégico, Vitta Residencial, Stilo 1 Entretenimento, 2 Irmãos Tapeçaria, Chec Inn, Nacional Inn, Instituto SEB, Weclix Internet de Verdade, Kauzare Filmes e Secretaria do Turismo de Ribeirão Preto. O projeto ainda está em busca de novos apoiadores e as empresas que quiserem participar podem entrar em contato pelo e-mail: contato@etcproducoesculturais.com.br ou whatsapp (16) 98831-8841.

Serviço

Drive in do Bem

Dias 03 e 04 de julho

Sessões às 20 e 23 horas

Filmes exibidos:

Sexta:

20:00: Bumble Bee

23:00: Mal Nosso

Sábado:

19:00: Como Treinar Seu Dragão

22:00: Cinquenta Tons de Cinza

Ingresso: R$ 40,00 (por veículo) + 2 litros de leite

Informações: contato@etcproducoesculturais.com.br ou whatsapp (16) 98831-8841.

*Consulte classificação dos filmes

 

Além do recurso financeiro, entidade repassou mil aventais descartáveis para procedimentos

SÃO CARLOS/SP - O presidente da ACISC (Associação Comercial e Industrial de São Carlos), José Fernando Domingues, ao lado de sua Diretoria, repassou na manhã desta quinta-feira, 02, recursos na ordem de R$ 95 mil e a quantia de mil aventais descartáveis para procedimentos, à Santa Casa de Misericórdia da cidade.

Zelão contou que os recursos são originários de uma campanha realizada pela entidade, junto aos seus associados. “Desde janeiro iniciamos essa campanha para ajudar a nossa Santa Casa e hoje estamos repassando esses R$ 95 mil que servirá para os investimentos que a provedoria achar necessário”, explicou.

Ele comentou também que a doação dos aventais tem como objetivo manter a segurança e proteção dos profissionais de saúde. “Acredito que essas doações vêm de encontro com as necessidades atuais, devido à pandemia que estamos vivendo. Esses aventais vão proteger os profissionais da Santa Casa, os quais tem tomado todos os cuidados para que o número de casos não aumentem”, contou o presidente da ACISC. “A Santa Casa atende uma região muito grande e sempre tem que ser amparada por todos nós da sociedade para que os serviços, cada vez mais, melhorem e estejamos mais protegidos”, lembrou.

As doações foram recebidas pelo provedor da Santa Casa de São Carlos, Antonio Valério Morillas Junior, que falou sobre a parceria entre as duas entidades. “A ACISC já é uma colaboradora há anos da nossa Santa Casa. No passado, investimos em toda a reformulação do sistema de leitos do SUS [Sistema Único de Saúde], com a doação dos comerciantes. A Santa Casa foi reformada, quase que 100%, pela ACISC”, contou.

Morillas ressaltou que o recurso recebido vai resultar em mais melhorias. “Esse valor vai impactar uma melhoria da infraestrutura interna para todos os pacientes da região, pois não atendemos só a cidade de São Carlos. Então, a ACISC investe na Santa Casa, via comerciantes, há alguns anos, nesse retorno social que traz benefício para a população, principalmente, a mais carente da nossa cidade”, finalizou.

O menino de 6 anos tem uma doença degenerativa rara e precisa de uma cama hospitalar infantil

 

SÃO CARLOS/SP - Os médicos Rafael Izar (cirurgião) e Roberto Muniz Junior (infectologista) vão fazer uma live, nesta 6ª feira, 3 de julho, às 19h, para ajudar o menino Anthony Alamino Braga, 6 anos. A live vai ser transmitida na página do Facebook do Move Sanca.

“Nós ficamos sensibilizados com as dificuldades do Anthony. E decidimos preparar essa live para ajudá-lo e ajudar a família a adquirir uma cama hospitalar adequada para o tamanho e a idade dele”, afirma o médico Roberto Muniz Junior.

O show virtual vai contar com a participação de artistas de São Carlos: do guitarrista Lukas Baltieri, da cantora Mayra Aveliz e do guitarrista Netto Rockfeller. "Decidi participar dessa ação, porque sei que, com a nossa música, podemos alcançar muita gente. Sabemos que neste momento de pandemia que enfrentamos, as lives têm entretido e trazido um pouco de alegria às pessoas. E poder fazer isso e, ao mesmo tempo, levar mais conforto para uma criança que enfrenta tantas dificuldades, é motivador para gente”, conta Netto Rockfeller.

Anthony, aos 6 meses, foi diagnosticado com Atrofia Muscular Espinhal, uma doença rara e degenerativa que interfere na produção de uma proteína que “alimenta” os neurônios motores. Sem essa proteína, esses neurônios, responsáveis pelos gestos

vitais do corpo (como respirar, engolir e se mover), deixam de funcionar.

O menino respira com ajuda de aparelhos e precisa de uma cama hospitalar infantil para ter mais qualidade de vida. O preço da cama, dependendo do modelo, pode chegar a R$ 7 mil. “Nós ficamos muito gratos com a iniciativa dos médicos e dos artistas de São Carlos. Não temos condições de adquirir essa cama hospitalar. Concordando com essa ajuda, esperamos poder oferecer mais conforto ao nosso filho”, afirmam os pais do Anthony.

 

SERVIÇO:

“AJUDE O ANTHONY”

DATA: 3 DE JULHO

HORÁRIO: 19H

ONDE: FACEBOOK DO MOVE SANCA

COMO CONTRIBUIR: É SÓ USAR O QR CODE QUE VAI ESTAR DISPONÍVEL NA PÁGINA DO MOVE SANCA

Agora depende apenas da reformulação do fluxo de atendimentos da saúde no município para que a NOVA ALA COVID possa entrar em funcionamento

 

SÃO CARLOS/SP - A Santa Casa está reestruturando a Sala Verde do Pronto-Socorro do hospital para montar uma NOVA ALA COVID. No local, vai haver 10 novos leitos de UTI Adulto, com os respiradores cedidos pelo Governo do Estado. Os profissionais de saúde também estão em fase de contratação, com recursos do Governo Federal. O espaço foi escolhido por já possuir uma estrutura pronta para abrigar leitos de UTI, como rede de oxigênio e rede de ar, e assim, viabilizar os novos leitos o mais rapidamente possível.

Para colocar a nova ala em funcionamento, a Santa Casa também vai contar com a equipe de assistência multidisciplinar do hospital, com profissionais como fisioterapeutas e nutricionistas; uma equipe de hotelaria (para a troca de roupas de cama, por exemplo), equipe de limpeza e farmácia.

No entanto, para que essa NOVA ALA COVID possa ser usada, o fluxo de atendimento da saúde do município precisa ser referenciado, para que somente os casos mais graves, de alta complexidade, sejam direcionados para a Santa Casa. A partir desse referenciamento, os novos leitos podem ser entregues em 15 dias. “Essas mudanças são necessárias para não atender em um mesmo espaço, pacientes de baixa complexidade que poderiam ser atendidos em outras unidades (como as UPAs e Unidades Básicas de Saúde) e pacientes com suspeita de COVID, para não colocar em risco a saúde de quem procurou o hospital por outras doenças”, afirma o médico infectologista e diretor técnico da Santa Casa, Vitor Marim.

O referenciamento é uma política pública do Ministério da Saúde e da Secretaria de Estado da Saúde. Quem teria que seguir essa política é o município. “Nós notificamos o município e comunicamos o Ministério Público sobre a inviabilidade de fazer funcionar a NOVA ALA COVID sem o devido referenciamento, considerando que nós não temos estrutura física montada e capaz de atender as duas demandas ao mesmo tempo, sem colocar em risco a saúde dos pacientes. Reforçamos que a Santa Casa, em momento nenhum, se negou a fazer nada. Ao contrário, sempre se colocou à disposição para as necessidades de quem depende do SUS. Se o município optar por não fazer o referenciamento, vamos continuar trabalhando para oferecer a melhor assistência em saúde para a região”, diz o provedor da Santa Casa, Antonio Valério Morillas Junior. 

A outra opção, para que o hospital não fosse referenciado neste momento, seria montar a NOVA ALA COVID em outro espaço dentro da Instituição. Mas isso só seria possível com reformas, que levariam pelo menos 2 meses. “Se a Prefeitura tivesse feito essa opção lá em março, quando alertamos sobre as consequências da pandemia, essa nova estrutura já poderia estar pronta”, lembra o provedor.

NEGOCIAÇÕES COMEÇARAM EM MARÇO

A Santa Casa de São Carlos esclarece que é um hospital filantrópico e que presta serviços para o SUS. Quando a COVID-19 ainda era um surto e não uma pandemia, a equipe do hospital já havia alertado o governo municipal sobre a necessidade de se montar uma ala exclusiva para atendimento COVID. Foram feitas 11 reuniões de lá para cá.

A primeira reunião com a Secretaria Municipal de Saúde aconteceu no dia 4 de março. Mas não houve definições.

Nessa época, sabendo da necessidade de atendimento, a Santa Casa tomou a iniciativa e montou a ALA COVID, com 8 leitos de UTI e 24 de enfermaria, com o apoio do HU que emprestou os respiradores. A secretaria de saúde também bancou o custeio desses leitos por 3 meses (abril, maio e junho).

Em abril, a Secretaria de Saúde fez novo convite à Santa Casa para que fossem montados 10 leitos de UTI Adulto e 6 de UTI Pediátrica. A Santa Casa prontamente se colocou à disposição para que os novos leitos fossem viabilizados. Mas argumentou que, para isso, seriam necessários:

 

  1. Respiradores – que foram cedidos pelo Governo do Estado
  2. Profissionais de saúde – Governo do Estado indicou uma OSCIP (organização que presta serviços de saúde)
  3. Referenciamento – o Pronto-Socorro da Santa Casa deixaria de atender os pacientes classificados com as cores azul e verde (pacientes com sintomas leves). Esses pacientes passariam a ser atendidos exclusivamente pelas UPAs e Unidades Básicas de Saúde.

 

No dia 4 de junho, foi realizada uma nova reunião entre representantes do Departamento Regional de Saúde de Araraquara (do qual São Carlos faz parte), Prefeitura e diretoria da Santa Casa, com a presença do Secretário de Saúde, Marcos Palermo, representantes da UPAS e representantes do HU. A partir daí, os protocolos foram validados pelos participantes do processo de referenciamento: Santa Casa, HU, UPAs, SAMU e Secretaria Municipal de Saúde e Departamento Regional de Saúde.

Na semana seguinte a essa definição, a Santa Casa já iniciou a readequação da Sala Verde para montar os novos leitos de UTI. Mas até o presente momento, não houve definição por parte da Secretaria de Saúde para o referenciamento.

 

REFERENCIAMENTO É UMA EXIGÊNCIA ANTIGA

A Santa Casa de São Carlos é um hospital de alta complexidade e faz parte do Departamento Regional de Saúde de Araraquara, que inclui 24 municípios do Centro Paulista. Dentro dessa área, a Santa Casa de São Carlos é responsável pelos atendimentos de média e alta complexidade (oncologia, neurologia e neurocirurgia, cardiovascular, oftalmologia e nefrologia) de 6 municípios – São Carlos, Dourado, Ibaté, Ribeirão Bonito, Descalvado e Porto Ferreira -, num total de 400 mil habitantes. E é o único hospital, nessa região, a não ter o atendimento referenciado.

Importante ressaltar que a Santa Casa, ao se transformar em hospital referenciado, manteria todos esses atendimentos de alta complexidade, os atendimentos COVID e, no Pronto-Socorro do hospital, os casos de urgência e emergência. Apenas os casos mais leves, que hoje representam cerca de 70% dos atendimentos, seriam encaminhados para as UPAs e UBs para receber o primeiro atendimento.  E, em caso de necessidade (uma cirurgia, um atendimento mais complexo, internação para tratamento), seriam direcionados para a Santa Casa.

OCUPAÇÃO DA SANTA CASA – ALA COVID X OUTRAS DOENÇAS

A média de ocupação dos leitos de UTI, exclusivos para casos suspeitos e confirmados de Coronavírus tem sido de 90%. E a dos leitos de enfermaria (24 leitos), têm girado em torno de 20 a 30%.

Mas os outros atendimentos continuam sendo realizados. Mesmo com a suspensão das cirurgias eletivas, a taxa de ocupação permanece alta.

 

TAXA DE OCUPAÇÃO – OUTRAS DOENÇAS

UTI ADULTO – 100%

UNIDADE CORONARIANA (UTI PARA COMPLICAÇÕES CARDIOVASCULARES) – 90%

UTI PEDIÁTRICA E NEONATAL – 120%

LEITOS DE ENFERMARIA – 85%

Os pacientes têm chegado à Santa Casa em condições mais graves, provavelmente por conta da dificuldade das UBS e UPAs, em função da pandemia. Em média, 18 a 20 pacientes têm aguardado leito para internação no Pronto-Socorro.

UTI PEDIÁTRICA

A estrutura da UTI Pediátrica COVID já foi montada com 6 novos leitos, ao lado da UTI Pediátrica. Para isso, estão sendo usados 6 respiradores cedidos pelo Governo do Estado. A Santa Casa agora está na fase de contratação dos profissionais de saúde.

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