ARGENTINA - O ministro da economia da Argentina, Sergio Massa, anunciou a "intervenção de 180 dias" da empresa de eletricidade Edesur, devido aos cortes de energia que têm assolado o país nas últimas semanas.
A intervenção será dirigida pelo político Jorge Ferraresi, e o objetivo é "supervisionar o cumprimento das obras e a melhoria do serviço", segundo o ministro, tal como relatado pela Telam.
Além disso, a Argentina vai multar a empresa em 2,7 mil milhões de pesos (cerca de doze milhões de euros) pelo serviço não prestado aos seus cidadãos durante os cortes de energia dos últimos dias, o que "já não pode ser tolerado", segundo o ministro.
Ao longo dos últimos 15 dias, vivemos situações que nos atingiram a todos e nos magoaram. Claramente, ver lojas a deitar fora mercadorias, casas sem eletricidade e água em todo o comprimento e largura da concessão de Edesur estabeleceu a "agenda"", criticou o ministro.
Salientou também que a empresa italiana que é o principal acionista da Edesur, a Enel, decidiu colocar os seus ativos na Argentina à venda, levantando dúvidas na mente do governo quanto à sua capacidade de continuar a prestar o serviço no futuro.
No início de Março, a rede eléctrica da Argentina sofreu cortes na região de Buenos Aires e noutras províncias, deixando mais de 20 milhões de pessoas sem eletricidade durante cerca de quatro horas, quando pelo menos três linhas eléctricas de alta tensão estavam em baixo em resultado de um incêndio.
Fonte: (EUROPA PRESS)
por Sergio Silva / NEWS 360
BUENOS AIRES – A produção de soja da Argentina para a safra 2022/2023 está agora estimada em 25 milhões de toneladas, informou a bolsa de grãos de Buenos Aires nesta quinta-feira, abaixo dos 29 milhões de toneladas estimados anteriormente.
A nova estimativa é o número mais baixo para a safra em quase um quarto de século, disse a bolsa, já que uma seca prolongada que remonta a maio de 2022 em algumas áreas devastou o setor agrícola.
A Argentina é o maior exportador mundial de óleo de soja processado e farelo.
A bolsa de grãos também reduziu sua estimativa para a safra de milho 2022/23, para 36 milhões de toneladas, ante 37,5 milhões de toneladas estimadas anteriormente. A projeção de quinta-feira indica a pior safra do grão em sete anos.
Reportagem de Maximilian Heath / REUTERS
ARGENTINA - A seleção brasileira de beach soccer se garantiu nas semifinais da Copa América da modalidade após aplicar uma goleada de 13 a 0 sobre o Equador, na tarde de quarta-feira (15) no Estádio La Rural, em Rosário (Argentina).

¡Dos clasificados a Semis de la CONMEBOL #CAPlaya 2023! ?️
— CONMEBOL.com (@CONMEBOL) March 15, 2023
Grupo ?️:
??13-0 ?? | @BrBeachSoccer clasifica a Semis
?? 1-2 ?? | @Argentina pasa a la siguiente fase
Grupo ?️:
?? 4-2 ?? | @LaRoja busca clasificar
?? 4-5 ?? | @lospynandipy siguen con chances
#VibraElContinente
O grande destaque do Brasil na partida foi Edson Hulk, que marcou quatro vezes. “Alegria imensa por ter marcado esses quatro gols e ter ajudado o Brasil a conquistar uma boa vitória e a vaga antecipada nas semifinais. Agora temos um jogo muito difícil contra a Argentina, que joga em casa, mas estamos confiantes de que faremos uma grande apresentação para assegurar o primeiro lugar no grupo e entrar ainda mais forte na semifinal. Conquistar a vaga para a Copa do Mundo de Dubai é o nosso grande objetivo”, declarou o camisa sete.
O próximo desafio da equipe brasileira na competição é o clássico com a Argentina, que será disputado a partir das 17h (horário de Brasília) nesta quinta-feira, pela 5ª rodada da fase inicial da competição. A equipe que vencer garante a primeira posição do Grupo A.
SAN FERNANDO – A taxa de inflação anual da Argentina passou de 100% em fevereiro, disse a agência de estatísticas do país na terça-feira, 14, atingindo os três dígitos pela primeira vez desde 1991, quando o país estava saindo da hiperinflação.
O aumento mensal do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) foi de 6,6% no segundo mês do ano, acima das previsões dos analistas. A inflação anual chegou a 102,5%, com a inflação acumulada no bimestre em 13,1%.
Nos mercados, lojas e residências da Argentina, o impacto da espiral de preços está sendo sentido intensamente, conforme uma das taxas de inflação mais altas do mundo pesa nas carteiras das pessoas.
“Não sobra nada, não tem dinheiro, as pessoas não têm nada, então como compram?” disse a aposentada Irene Devita, 74 anos, enquanto verificava as etiquetas de preços em uma feira em San Fernando, nos arredores de Buenos Aires.
Com a inflação tão alta, os preços mudam quase semanalmente.
“Outro dia cheguei e pedi três tangerinas, duas laranjas, duas bananas e meio quilo de tomates. Quando ele me disse que custava 650 pesos, eu disse a ele para tirar tudo e deixar só os tomates porque não tenho dinheiro suficiente”, disse Devita.
O governo tem tentado em vão domar o aumento dos preços, que prejudica o poder aquisitivo das pessoas, a poupança, o crescimento econômico do país e as chances do partido governista de se manter no poder nas eleições apertadas em outubro.
Nas ruas, a inflação domina as conversas. Semeia frustração e raiva, pois os salários geralmente ficam abaixo do custo dos produtos, apesar dos esquemas do governo para limitar os preços e limitar as exportações de grãos para aumentar a oferta doméstica.
Patricia Quiroga, 50, disse que 100% de inflação é impossível de suportar, enquanto esperava na fila para fazer suas compras.
“Estou cansada, cansada, apenas cansada de tudo isso, dos políticos que lutam enquanto o povo morre de fome”, disse ela à Reuters. “Isso não pode mais continuar.”
Por Miguel Lo Bianco e Claudia Martini / REUTERS
Reportagem de Hernan Nessi e Walter Bianchi
ARGENTINA - Cerca de 260.000 aves de criação morreram nos últimos dias na Argentina durante um surto de gripe aviária, informou uma fonte do Serviço Nacional de Saúde e Qualidade Agroalimentar (Senasa) nesta quinta-feira (9).
Os animais, a maioria frangos, morreram por consequência da própria enfermidade ou sacrificados pelos proprietários das granjas, detalhou a fonte à AFP.
Do total, 220.000 mortes ocorreram em um estabelecimento na província de Río Negro (sul), 10.000 em outro em Neuquén (sudoeste) e 30.000 entre dois locais de criação na cidade de Mar del Plata, localizada na província de Buenos Aires e 400 km ao sul da capital argentina.
De acordo com o último relatório oficial do Senasa, publicado nesta quinta, das 200 notificações recebidas por casos suspeitos, 40 foram confirmadas como positivos.
Desde que a gripe aviária surgiu no mundo há 20 anos, esta é a primeira vez que a doença chega à Argentina e estima-se que a transmissão ocorreu por intermédio de aves migratórias, indicou a fonte.
Em uma reunião em Buenos Aires nesta quinta, os países do Cone Sul concordaram em criar uma comissão técnica sobre a Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP), que analisará uma resposta conjunta à presença do vírus e aspectos do comércio de produtos avícolas, indicou o Senasa em comunicado.
Do encontro, participaram profissionais veterinários de Argentina, Brasil, Bolívia, Chile, Paraguai e Uruguai.
Após detectar o primeiro caso em uma criação em 1º de março, a Argentina suspendeu a exportação de produtos avícolas, pois perdeu temporariamente o certificado de que está livre da doença, explicou o Senasa naquele momento.
Por outro lado, a produção para consumo interno segue com normalidade porque a doença não é transmissível aos humanos através do consumo de carne de frango e ovos, afirmou.
As vendas de produtos avícolas argentinos ao exterior representam cerca de 330 milhões de dólares (quase R$ 1,7 bilhão) por ano e têm a China como principal destino.
ARGENTINA - O ministro da Economia da Argentina, Sergio Massa, anunciou no fim da última segunda-feira, 6, um acordo entre a equipe econômica do governo e representantes dos bancos para uma troca na dívida em pesos. Segundo ele explicou no Twitter, a operação abre espaço nos próximos vencimentos na dívida em pesos, para “garantir um programa que dê estabilidade ao sistema financeiro e tranquilidade aos poupadores”
Massa diz que há um esforço do governo para “ter um perfil de dívida com uma curva ordenada, que nos permita dar previsibilidade aos que confiam na Argentina”. Ele ainda criticou a operação de mudança no perfil da dívida realizada em 2019, sob a presidência do agora opositor Mauricio Macri, que para Massa “gerou uma grande frustração e uma grande dor para a Argentina que ainda hoje estamos padecendo”. Agora, o ministro considera que o novo acordo “desativa a ideia da bomba que alguns querem plantar, retira a incerteza nos vencimentos de 2023 e serve de base para que outros acordos melhorem o nível de acesso ao crédito para todos os cidadãos, o que significa mais investimento na economia”.
Em suas mensagens, Massa ainda defendeu “um sistema financeiro robustecido e previsível e um Estado com uma rota clara que combate a inflação com ordem fiscal, com contas claras e com acumulação de reservas”, para a retomada da confiança.
O anúncio ocorre também em meio a conversas do governo argentino com o Fundo Monetário Internacional (FMI). Buenos Aires deseja garantir ajustes nas metas traçadas no pacote de ajuda já em andamento do FMI.
ARGENTINA - A condição das lavouras de soja na Argentina piorou na última semana, informou a Bolsa de Cereais de Buenos Aires, em relatório semanal. Segundo o documento, 2% da safra apresentava condição boa ou excelente, ante 3% na semana anterior. A parcela em condição normal passou de 37% para 31%, enquanto o porcentual em condição regular ou ruim aumentou de 60% para 67%. “Setores no centro da área agrícola relatam perda de área, aborto de vagens e finalização precoce do enchimento como consequência das altas temperaturas registradas durante esta semana”, disse a bolsa.
Quanto ao milho, a parcela da safra em condição boa ou excelente diminuiu de 9% para 6%. A bolsa disse que a parcela em condição normal passou de 40% para 38%. Já o porcentual em condição regular ou ruim aumentou de 51% para 56%. A colheita de milho precoce avança no centro da área agrícola, mas os rendimentos continuam abaixo das expectativas iniciais, disse a bolsa.
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PARAGUAI - Um candidato presidencial no Paraguai desencadeou uma polêmica por declarações nas quais coloca a Argentina como um exemplo negativo, durante um comício de campanha antes das eleições de 30 de abril.
Santiago Peña, candidato à presidência paraguaia pelo partido governista Colorado, chamou os vizinhos argentinos de preguiçosos durante um evento sobre o mercado de trabalho, na quarta-feira (23).
"Quero um Paraguai onde não haja gente sem trabalho. Tem muita gente que não quer trabalhar. Nossos vizinhos aqui na Argentina não querem trabalhar. É uma realidade e isso está errado. Não temos que chegar a esse ponto", afirmou Peña.
Segundo o candidato, essas falas apontavam para "o que não deve ser feito no Paraguai", garantindo que na Argentina "os paraguaios são os que mais trabalham".
Peña, um economista de 44 anos, aparece na liderança das intenções de votos nas pesquisas, à frente de Efraín Alegre, do partido Liberal.
O embaixador da Argentina em Assunção, Domingo Peppo, rejeitou os comentários de Peña, que também foram criticados por setores da oposição paraguaia.
"Com todo o respeito, quero dizer a Santiago Peña que o povo argentino é um povo de trabalho e esforço", declarou Peppo no Twitter.
"Todos os dias milhões de compatriotas se levantam para trabalhar nas mais diversas atividades e ofícios", acrescentou, enumerando vários "complexos produtivos" que, segundo ele, "dão trabalho a argentinos e estrangeiros que são acolhidos e recebidos, entre eles a grande comunidade paraguaia".
Cerca de 260 mil pessoas fazem parte da comunidade paraguaia na Argentina, segundo dados oficiais.
Além de vizinhos, Paraguai e Argentina são membros plenos do Mercosul, ao lado de Brasil e Uruguai.
ARGENTINA - Na tentativa de controlar inflação desenfreada, governo argentino impôs limita os preços de alguns produtos nos supermercados. Economistas, porém, veem a estratégia com extremo ceticismo.
Nas prateleiras dos supermercados da Avenida Córdoba, em Buenos Aires, pequenas placas em azul e branco anunciam: preços justos. O aviso integra uma estratégia de impor tetos de preços, por meio da qual o governo do presidente Alberto Fernández tenta conter a inflação e, consequentemente, os constantes aumentos dos preços.
De 1º de fevereiro até 30 de junho, os preços de alguns produtos pré-selecionados de uso diário só podem aumentar 3,2% por mês.
Para se ter uma ideia, em dezembro de 2022 a taxa de inflação na Argentina foi de quase 95% em comparação com o mesmo período no ano anterior. Isso gera consequências dramáticas para a população, pois o custo de vida cresce muito mais rapidamente do que os salários e remunerações.
Publicidade e distorção
Nos táxis, na televisão ou no rádio, o governo argentino tem promovido a estratégia como a solução para a crise econômica. Para supervisionar a ação, ele confia em voluntários de seu partido, que fiscalizam os preços nos supermercados.
"Este é um programa que visa reduzir a inflação e alcançar a estabilidade dos preços, a fim de restaurar o poder de compra da população", declarou Fernández ao divulgar o programa, em 2022. Com eleições marcadas par outubro, o governo se encontra sob pressão, pois os índices de pobreza crescem, enquanto seu nível de popularidade cai.
Lars-Andre Richter, da Fundação Friedrich Naumann, de Buenos Aires, ligada ao partido liberal alemão FDP, considera a estratégia problemática: "Os controles de preços são geralmente um problema por causa do efeito de distorção do mercado. Na Argentina, o governo quer combater a inflação. Isso é como tentar represar um rio com algumas pedras."
"Oficialmente, a culpa pela alta taxa de inflação está sendo atribuída aos produtores e suas supostas tendências especulativas. Isso é uma clara distorção dos fatos", acrescenta Richter.
A seu ver, a culpa da inflação seria antes do excesso de dinheiro em circulação, já que as máquinas do Banco Central estão imprimindo pesos "praticamente 24 horas por dia". E a própria denominação da propaganda governamental de "preços justos" não passaria da " exaltação moralista de uma política econômica equivocada".
Estratégia prestes a falhar
Nos bairros pobres de Buenos Aires, cujos habitantes vivem em barracos onde falta até mesmo água corrente, o brutal encarecimento dos alimentos e outros artigos básicos causa ainda mais estragos.
Por isso, para o padre "Paco" Oliveira, que se ocupa dos pobres, apesar de boa, a estratégia do governo não basta: "Um preço justo é um acordo com as empresas para que elas não aumentem os preços de certos produtos além do nível acordado. Mas isso está longe de ser suficiente. Os cidadãos precisam receber, pelo seu trabalho, salários acima da inflação."
Agustin Etchebarne, do centro de pesquisas focado em políticas públicas e sem fins lucrativos Libertad y Progreso, também é crítico em relação à medida.
"Controles de preços não têm como funcionar, pois, se um preço é fixado abaixo do do mercado livre, se distorcem os sinais, convidando os produtores a produzirem menos, e os consumidores, a consumirem mais." Portando, a ação pode levar a "gargalos de abastecimento e prateleiras de supermercado vazias".
Uma vez novamente liberados, os preços que mais tendem a subir, segundo o pesquisador, serão os que foram controlados. Assim, ele prevê que a estratégia de preço justo falhará, como tantas outras iniciativas desse tipo aplicadas "em todo o mundo, nos últimos 4 mil anos".
"Na Argentina, temos uma longa tradição de controles fracassados de preços que sempre terminam em distúrbios sociais, chegando até a hiperinflação." Como exemplo, Etchebarne cita o fim do governo de Raúl Alfonsín (1983-1989), primeiro presidente eleito após a ditadura militar argentina.
Autor: Tobias Käufer / DW
BUENOS AIRES - Os argentinos estão sentindo cada vez mais o impacto de uma das taxas de inflação mais altas do mundo, com aumentos anuais de preços próximos de 100% que sobrecarregam o orçamento das famílias conforme o custo de alimentos, gás e serviços supera em muito os salários.
O país, que luta contra a inflação elevados há anos, vai anunciar os dados de janeiro na terça-feira, com a expectativa de que a inflação mensal tenha acelerado para cerca de 6% e que o valor em 12 meses se aproxime de três dígitos.
"A verdade é que vivo o dia a dia, procuro preços baixos, vou a mercados. Procuramos onde a carne é mais barata, as verduras são mais baratas e caçamos promoções online para sobreviver", disse Gisella Saluzzo, de 30 anos, médica em Buenos Aires.
A inflação desenfreada tem pesado fortemente sobre a economia, forçando o banco central a aumentar as taxas de juros para impressionantes 75%, e prejudicado a popularidade do governo peronista de centro-esquerda do presidente Alberto Fernández.
Isso pode ser fundamental nas eleições gerais de outubro, com a oposição conservadora à frente nas pesquisas. Os argentinos estão cansados da inflação e muitos culpam a má gestão econômica e a impressão de dinheiro pelo governo.
Brian Muliane, um quiroprático de 33 anos, disse que, com a inflação e os impostos, seu negócio está com dificuldade para sobreviver.
“No nosso trabalho, entre pagar uma coisa e outra, junto com os impostos, eles estão nos afogando”, afirmou. "Há muitos que não podem nem trabalhar."
A inflação, que encerrou 2022 em 95% e pode até acelerar este ano, apesar das medidas do governo para limitar o aumento de preços, obrigou muitos a mudar seus hábitos de compras.
"Há coisas que deixei de comprar porque digo não, é simplesmente impossível aumentar assim", disse a professora Andrea Mendoza, de 50 anos, enquanto fazia compras. "Então não compro algumas coisas, mudo hábitos ou compro o que está em oferta."
por Por Miguel Lo Bianco e Horacio Soria / REUTERS
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