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SÃO CARLOS/SP - Os servidores municipais da saúde de São Carlos que atuam diretamente com pacientes infectados pela Covid-19 estão cobertos por um seguro de vida com pagamento de indenização no caso de invalidez ou morte.

Proposta pelo vereador Roselei Françoso (MDB), a Lei nº 19.809/2020 foi publicada no Diário Oficial do Município no último dia 27 de agosto e vale até durar a pandemia do coronavírus. A indenização pode chegar a R$ 50 mil.

“Essa lei garante um pouco de tranquilidade para os profissionais que seguem colocando suas vidas em risco para salvar às nossas”, diz Roselei. “Ninguém espera o pior, mas se acontecer, agora existe uma legislação que permite algum tipo de reparo ao servidor ou seus familiares”, destaca o parlamentar.

O projeto de lei foi apresentado no final de maio e aprovado por unanimidade dos vereadores em junho. A Prefeitura, no entanto, decidiu pelo veto total do benefício. Os vereadores derrubaram o veto na sessão do dia 28 de julho. “A Prefeitura tinha a opção de não publicar e devolver para a Câmara fazê-lo, mas decidiu sancionar e publicar”, explica Roselei.

A ideia original desta lei é do ex-presidente da OAB de São Paulo, Marcos da Costa, que por intermédio do advogado são-carlense Renato Barros, apresentou o projeto ao Roselei. “Projetos semelhantes estão sendo votados e apreciados em vários municípios, Assembleias Legislativas e o Congresso Nacional”, lembra Roselei.

Entre as alegações da Prefeitura para vetar estavam a restrição a alguns segmentos dos servidores municipais, dificuldades em identificar os que estão na linha de frente do combate à doença, pagamento em duplicidade, considerando que já existe o auxílio funeral e impossibilidade de estimar orçamento para este fim.

“A nossa torcida é para que ninguém precise usar essa lei, pelo contrário, queremos ver cada vez mais os casos de Covid diminuírem em nossa cidade”, salienta o parlamentar.

SÃO CARLOS/SP - NÚMEROS COVID-19 SÃO CARLOS – 08/09 – BOLETIM Nº 175 A Vigilância Epidemiológica de São Carlos confirma nesta terça-feira (08/09) os números da COVID-19 no município. São Carlos contabiliza neste momento 2.373 casos positivos para COVID-19 (57 resultados positivos foram divulgados hoje), com 40 mortes confirmadas. 71 óbitos já foram descartados. Dos 2.373 casos positivos, 2.190 pessoas apresentaram síndrome gripal e não foram internadas, 3 óbitos sem internação, 180 pessoas precisaram de internação devido a COVID-19, 133 receberam alta hospitalar, 10 estão internadas e 37 positivos internados foram a óbito. 2.202 pessoas já se recuperaram totalmente da doença. 7.869 casos suspeitos já foram descartados para o novo coronavírus. Estão internadas neste momento 35 pessoas, sendo 20 adultos na enfermaria (11 positivos, 9 suspeitos). Na UTI adulto estão internadas 14 pessoas (11 positivos e 4 suspeitos). Já na enfermaria nenhuma criança está internada. Na UTI 1 criança está internada com suspeita da doença. 14 pacientes de outros municípios estão internados em São Carlos. A taxa de ocupação dos leitos especiais para COVID-19 de UTI/SUS está hoje em 50%.

NOTIFICAÇÕES – Já passaram pelo sistema de notificação de Síndrome Gripal do município 13.279 pessoas desde o dia 21 de março, sendo que 12.123 pessoas já cumpriram o período de isolamento de 14 dias e 1.156 ainda continuam em isolamento. A Prefeitura de São Carlos está fazendo testes do tipo PCR em pessoas que passam em atendimento nos serviços públicos de saúde com Síndrome Gripal (febre, acompanhada de um ou mais sintomas como tosse, dor de garganta, coriza, falta de ar). 7.872 pessoas já realizaram coleta de exames, sendo que 6.165 tiveram resultado negativo para COVID-19, 1.556 apresentaram resultado positivo (esses resultados já estão contabilizados no total de casos). 151 aguaram resultado de exame. O boletim emitido diariamente pela Vigilância Epidemiológica de São Carlos contabiliza as notificações das unidades de saúde da Prefeitura, Hospital Universitário (HU), Santa Casa, rede particular e planos de saúde.

SÃO CARLOS/SP - Em uma de suas memoráveis atuações, Leonard Nimoy, no mítico papel de Sr. Spock proferiu uma das mais célebres frases: “As necessidades de muitos sobrepõem-se às necessidades de poucos, ou do indivíduo” (The needs of the many outweigh the needs of the few, or the one), cena do longa Jornada nas Estrelas: A Ira de Khan, de 1982.

Sr. Spock vinha de um povo evoluído, dotado de lógica, não era dado aos arroubos, falácias, fanfarronices e demais rudimentos de retórica.

Isto posto, com perplexidade, acompanhamos a declaração do Presidente Jair Bolsonaro afirmando que ninguém é obrigado a tomar a vacina contra a Covid-19. Mais estupefato ficamos, pois poderia ser uma resposta repentina, mas a declaração findou por ser referenda pela Secretaria de Comunicação do Governo.

Sabemos que de acordo com o art. 5º, inciso II, da Constituição Federal, “ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei”.

Importante, porém, destacar que no texto constitucional estão presentes princípios basilares, garantias e direitos fundamentais que norteiam a República e que não podem comprometer, no caso específico, a segurança da sociedade e sua ordem interna.

Viver em sociedade só é possível porque estamos sujeitos a leis que protegem os interesses da Nação, do coletivo e não interesses individuais.

Partindo dessa premissa, sequer há conflito aparente de normas que suscite maior discussão quanto à necessidade de vacinação da população contra uma doença que já ceifou a vida de mais de 127 mil brasileiros na presente data.

E mais, atendendo ao princípio da legalidade, temos a Lei 13.979/20 sancionada pelo próprio Presidente Jair Bolsonaro, com implicações legais de recusar vacinar-se contra a doença. Se de fato, houver rejeição, o Estado não necessitará usar o poder físico de coação que lhe confere o Poder de Polícia, o qual não pode abrir mão, mas poderá aplicar os procedimentos processuais e penais previstos na legislação, mesmo a aplicação de pena pecuniária, o que se demonstrará bem mais persuasivo.

Tratamos aqui de um interesse individual que deve submeter-se ao interesse coletivo e de proteção da saúde do próximo.

Na velha lição da escola primária: o seu direito termina quando começa o do coleguinha. Assim nos ensinaram nossas valorosas professoras e professores.

Por fim, vimos que o tema não comporta uma discussão mais séria. Como diria o lendário Sr. Spock citado no início: “Vida longa e próspera", (Live long and prosper”). Ninguém vive em uma bolha.

 

Cássio Faeddo - Sócio Diretor da Faeddo Sociedade de Advogados. Graduado em Direito pela Universidade Paulista (1994). Mestre em Direitos Fundamentais pelo UNIFIEO.  Professor de Direito tendo lecionado no Centro Universitário SENAC, Anhembi Morumbi e UNIBERO. MBA em Relações Internacionais/FGV-SP 

SÃO CARLOS/SP - O Rotary Clube São Carlos Norte com apoio do Departamento de Vigilância em Saúde, através do Projeto Corona Zero, desenvolvido pelos clubes Rotary do Brasil, realizou na última semana em São Carlos ações para promover a proteção de pessoas que vivem e trabalham em instituições de longa permanência para idosos (ILPIs) em relação ao novo coronavírus.

Ao todo, nesta primeira etapa, foram realizados mais de 300 testes nos abrigados e profissionais de cinco instituições: Cantinho Fraterno Dona Maria Jacinta, Bem Estar Residência Geriátrica, Bonicelli Residência Geriátrica Sênior, Pensionato para Idosos Aconchego e Nova Jerusalém. Na próxima semana o Abrigo de Idosos Helena Dornfeld também será atendido pelo Rotary.

O Departamento de Vigilância em Saúde realizou a capacitação dos enfermeiros que atuam nessas instituições com relação notificação do E-SUS e também com relação à coleta de amostra através do swab para a realização do exame de RT-PCR para diagnóstico de SARS Cov-2 (COVID 19).

“O papel do Rotary neste projeto é realizar, através de seus associados pelo Brasil, a campanha de proteção e prevenção da COVID-19 nos ILPIs, consistindo-se a ação, especialmente, no incentivo de parcerias locais com os órgãos de saúde, identificando a presença do vírus, a fim de prestar tratamento precoce para a doença e garantir o isolamento dos pacientes, através de testagem em toda a população dos asilos, residentes e funcionários, pelo método PCR. O nosso projeto busca ajudar instituições de todo o Brasil a se defender da crise do coronavírus, realizando ações de ajuda humanitária”, explica Thiago Gialorenço Cazú, do Rotary Clube São Carlos Norte.

 “A Prefeitura também fez exames em idosos de instituições filantrópicas, mas esse apoio do Rotary é importantíssimo para o município, nos ajudando na questão das testagens. Os exames foram encaminhados para o Laboratório DASA de Barueri, parceiro do Rotary, que vai enviar os resultados eletronicamente para as instituições”, explica Crislaine Mestre, diretora do Departamento de Vigilância em Saúde.

O Projeto Corona Zero também repassa roupas de proteção; máscaras; material de limpeza; álcool gel; material de higiene, entre outros produtos.

SÃO CARLOS/SP - A Vigilância Epidemiológica de São Carlos confirma neste sábado (05/09) os números da COVID-19 no município. São Carlos contabiliza neste momento 2.316 casos positivos para COVID-19 (24 resultados positivos foram divulgados hoje), com 40 mortes confirmadas. 71 óbitos já foram descartados. Dos 2.316 casos positivos, 2.142 pessoas apresentaram síndrome gripal e não foram internadas, 3 óbitos sem internação, 171 pessoas precisaram de internação devido a COVID-19, 130 receberam alta hospitalar, 13 estão internadas e 37 positivos internados foram a óbito. 2.189 pessoas já se recuperaram totalmente da doença. 7.869 casos suspeitos já foram descartados para o novo coronavírus (79 resultados negativos foram liberados hoje). Estão internadas neste momento 35 pessoas, sendo 22 adultos na enfermaria (14 positivos, 3 suspeitos e 5 negativos). Na UTI adulto estão internadas 10 pessoas (10 positivos). Já na enfermaria 3 crianças estão internadas, 1 com COVID-19, 1 com suspeita da doença e 1 com resultado negativo. Na UTI nenhuma criança está internada. 11 pacientes de outros municípios estão internados em São Carlos. A taxa de ocupação dos leitos especiais para COVID-19 de UTI/SUS está hoje em 32,2%. Neste momento São Carlos disponibiliza 28 leitos de UTI/SUS, sendo 18 na Santa Casa (14 adultos e 4 na ala infantil) e 10 para adultos no Hospital Universitário (HU-UFSCar). Na rede privada 2 pessoas estão internadas na enfermaria com COVID-19. Na UTI 1 pessoa está internada também com resultado positivo para COVID-19. Esses números já estão contabilizados no total de internações.

N​​​​​​OTIFICAÇÕES – Já passaram pelo sistema de notificação de Síndrome Gripal do município 13.149 pessoas desde o dia 21 de março, sendo que 11.807 pessoas já cumpriram o período de isolamento de 14 dias e 1.342 ainda continuam em isolamento. A Prefeitura de São Carlos está fazendo testes do tipo PCR em pessoas que passam em atendimento nos serviços públicos de saúde com Síndrome Gripal (febre, acompanhada de um ou mais sintomas como tosse, dor de garganta, coriza, falta de ar). 7.471 pessoas já realizaram coleta de exames, sendo que 6.165 tiveram resultado negativo para COVID-19, 1.556 apresentaram resultado positivo (esses resultados já estão contabilizados no total de casos). O boletim emitido diariamente pela Vigilância Epidemiológica de São Carlos contabiliza as notificações das unidades de saúde da Prefeitura, Hospital Universitário (HU), Santa Casa, rede particular e planos de saúde.

SÃO CARLOS/SP - A região de São Carlos vai continuar na Fase Amarela do Plano São Paulo. Nesta sexta-feira, 04, o governador João Doria e a secretária estadual de Desenvolvimento, Patricia Ellen, anunciaram a décima segunda atualização do Plano, em coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes.

Com isso, o atendimento presencial no comércio são-carlense continua sendo das 10h às 18h, de segunda a sexta-feira, e das 09h às 17h, aos sábados. “Continuamos da mesma forma que estamos. Mesmo com números positivos para avançarmos, o governo estadual manteve a nossa região na Fase Amarela”, afirmou o presidente da ACISC (Associação Comercial e Industrial de São Carlos), José Fernando Domingues.

Zelão ressalta que graças aos esforços de todos os comerciantes, os casos estão relativamente controlados na cidade. “Todos continuam respeitando as medidas e os protocolos sanitários e, com isso, temos controlado o avanço da doença, possibilitando que sigamos na fase atual que estamos no Plano SP”, afirmou.

Atualmente, estão funcionando todos os setores: comércio, serviço, shoppings, salões de beleza e barbearia, restaurantes e similares, academias, convenções e atividades culturais, em conformidade com as recomendações de segurança e os protocolos sanitários padrões e setoriais específicos, entre eles, o uso obrigatório de máscaras.

As normas sanitárias continuam sendo as mesmas para todos os segmentos: disponibilizar higienização para funcionários e consumidores com álcool gel 70% em pontos estratégicos; os funcionários devem utilizar máscaras durante toda a jornada de trabalho, assim como os consumidores; o acesso e o número de pessoas nos estabelecimentos devem ser controlados; manter todas as áreas ventiladas; e a fila deve ter distanciamento de 2 metros entre as pessoas.

“A quarentena continua! Vamos seguir atentos às medidas de distanciamento social e respeitar os protocolos sanitários, utilizando máscaras, para que, finalmente, possamos avançar para a Fase Verde”, finalizou Zelão Domingues.

A nova atualização ordinária do Plano São Paulo acontecerá no dia 18 de setembro. 

SÃO CARLOS/SP - NÚMEROS COVID-19 SÃO CARLOS – 03/09 – BOLETIM Nº 172 A Vigilância Epidemiológica de São Carlos confirma nesta quarta-feira (02/09) os números da COVID-19 no município. São Carlos contabiliza neste momento 2.265 casos positivos para COVID-19 (27 resultados positivos foram divulgados hoje), com 40 mortes confirmadas. 71 óbitos já foram descartados. Dos 2.265 casos positivos, 2.092 pessoas apresentaram síndrome gripal e não foram internadas, 3 óbitos sem internação, 170 pessoas precisaram de internação devido a COVID-19, 129 receberam alta hospitalar, 13 estão internadas e 37 positivos internados foram a óbito. 2.129 pessoas já se recuperaram totalmente da doença. 7.711 casos suspeitos já foram descartados para o novo coronavírus (71 resultados negativos foram liberados hoje). Estão internadas neste momento 37 pessoas, sendo 22 adultos na enfermaria (14 positivos, 5 suspeitos e 3 negativos). Na UTI adulto estão internadas 14 pessoas (11 positivos e 3 suspeitos). Já na enfermaria 1 criança está internada com suspeita da doença. Na UTI nenhuma criança está internada. 12 pacientes de outros municípios estão internados em São Carlos. A taxa de ocupação dos leitos especiais para COVID-19 de UTI/SUS está hoje em 46,5%. Neste momento São Carlos disponibiliza 28 leitos de UTI/SUS, sendo 18 na Santa Casa (14 adultos e 4 na ala infantil) e 10 para adultos no Hospital Universitário (HU-UFSCar). Na rede privada 3 pessoas estão internadas na enfermaria, 2 com COVID-19 e 1 com suspeita da doença. Na UTI 1 pessoa está internada com COVID-19. Esses números já estão contabilizados no total de internações.

NOTIFICAÇÕES – Já passaram pelo sistema de notificação de Síndrome Gripal do município 13.033 pessoas desde o dia 21 de março, sendo que 11.600 pessoas já cumpriram o período de isolamento de 14 dias e 1.433 ainda continuam em isolamento. A Prefeitura de São Carlos está fazendo testes do tipo PCR em pessoas que passam em atendimento nos serviços públicos de saúde com Síndrome Gripal (febre, acompanhada de um ou mais sintomas como tosse, dor de garganta, coriza, falta de ar). 7.356 pessoas já realizaram coleta de exames, sendo que 6.007 tiveram resultado negativo para COVID-19, 1.515 apresentaram resultado positivo (esses resultados já estão contabilizados no total de casos positivos). 77 ainda aguardam o resultado. O boletim emitido diariamente pela Vigilância Epidemiológica de São Carlos contabiliza as notificações das unidades de saúde da Prefeitura, Hospital Universitário (HU), Santa Casa, rede particular e planos de saúde.

Serão explorados aspectos como incorporação de novas rotinas de serviços durante a pandemia; formas de atenção prestada a suspeitos e doentes com a covid-19; práticas de promoção da saúde para proteção à doença e práticas de vigilância para seu monitoramento e mitigação.

 

RIO DE JANEIRO/RJ - A Fiocruz lança nesta sexta-feira, 4, a pesquisa nacional Análise do processo de trabalho da Estratégia Saúde da Família na pandemia de covid-19. A investigação toma como ponto de partida a relevância da Estratégia Saúde da Família (ESF), considerada a estratégia primordial para o fortalecimento da atenção primária e coordenadora da rede de cuidados no SUS.

Os profissionais das equipes de ESF atuam no mapeamento do território, na coleta de dados sobre as condições socioeconômicas e de vulnerabilidade das populações e na vigilância epidemiológica. Estão, portanto, na linha de frente da promoção e prevenção da saúde, prestando os primeiros cuidados a pacientes infectados pelo novo coronavírus. O papel das equipes da ESF no controle da pandemia de covid-19 e na mitigação da morbimortalidade é, assim, realçado.

A pesquisa é conduzida pelo Centro de Estudos Estratégicos da Fiocruz, em parceria com a Fiocruz Ceará e a Universidade Federal da Paraíba. Serão explorados aspectos como incorporação de novas rotinas de serviços durante a pandemia; formas de atenção prestada a suspeitos e doentes com a covid-19; práticas de promoção da saúde para proteção à doença e práticas de vigilância para seu monitoramento e mitigação. A pesquisa buscará, ainda, conhecer as medidas de proteção individual/familiar/domiciliar e ocupacional dos profissionais das equipes de Saúde da Família.

“Objetivamos também no estudo conhecer o acesso das equipes de Saúde da Família aos equipamentos de proteção individual e à testagem, as formas de uso da saúde digital na comunicação com os usuários, a atuação dos conselhos locais de Saúde e das equipes NASF [Núcleo Ampliado de Saúde da Família], das equipes de consultório na rua, das equipes ribeirinhas e dos programas de residência médica e multiprofissional em saúde da família no contexto da pandemia”, destaca uma das coordenadoras do estudo, a pesquisadora Ivana Barreto, da Fiocruz Ceará.

Os resultados podem subsidiar os formuladores de políticas, nas diferentes esferas de governo, federal, estadual e municipal, bem como os gestores locais, com evidências empíricas sobre como a Estratégia Saúde da Família participa do enfrentamento à covid-19 e como o contexto das práticas no território e as condições de trabalho afetam sua atuação.

A pesquisa e a covid-19

No processo de atenção aos casos suspeitos e confirmados de covid-19, as unidades básicas de saúde (UBS) devem cumprir uma série de cuidados para prestar atendimento e prevenir a transmissão da doença aos profissionais e a outros usuários, além de manter, em paralelo, os demais serviços de rotina, o que representa um desafio para as equipes da ESF e gestores de saúde.

A atenção primária à saúde enfrenta desafios também por conta da atuação em territórios marcados por um quadro de morbimortalidade de elevada carga de doenças infecciosas e prevalência de condições crônicas, além de uma carga importante de causas externas, como a violência.

Entre as medidas necessárias à correta realização do trabalho pelas equipes da ESF, estão equipamentos de proteção individual (EPI) aos profissionais de saúde (máscara cirúrgica, luvas, óculos ou protetor facial e aventais descartáveis), lavagem das mãos com frequência, limpeza e desinfecção de objetos e superfícies tocados e manuseados rotineiramente, oferta de máscara cirúrgica a todos pacientes suspeitos de contaminação pelo coronavírus, logo após reconhecimento pelo Agente Comunitário de Saúde (ACS) ou profissional responsável pela recepção dos usuários, e condução dos casos suspeitos a uma área separada específica, visando ao isolamento respiratório.

Sabe-se, entretanto, que existem várias restrições à realização desses procedimentos nas unidades de saúde, desde a inadequação da estrutura física ao desabastecimento de EPI.

Sobre o público-alvo e a metodologia da pesquisa

A pesquisa dirige-se a todos os profissionais de saúde que atuam nas equipes da Estratégia Saúde da Família, na atenção primária à saúde – médicos, enfermeiros, cirurgiões dentistas, técnicos de enfermagem, técnicos de saúde bucal, agentes comunitários de saúde e profissionais dos núcleos ampliados em Saúde da Família (fisioterapeutas, psicólogos, acupunturistas, fonoaudiólogos, entre outros).

As informações serão coletadas por meio de um questionário on-line, a ser acessado por qualquer dispositivo (computador, tablet ou celular) e que buscará explorar quatro eixos: perfil demográfico e profissional dos trabalhadores; manutenção e novos fluxos e rotinas dos serviços; atenção prestada a suspeitos, doentes e contatos de covid-19; promoção da saúde; vigilância em Saúde; e proteção individual/familiar/domiciliar e ocupacional dos profissionais.

A proposta é buscar a participação do maior número possível de profissionais, não havendo limite para uma amostra, nem cotas pré-definidas.

Sobre a Estratégia Saúde da Família

Criada pelo Ministério da Saúde em 1994, inicialmente, com o nome de Programa Saúde da Família, tem por objetivo promover a qualidade de vida da população brasileira, atuando na prevenção e na promoção da saúde e reduzindo os riscos à saúde, como o sedentarismo, a má alimentação e o tabagismo. Dessa forma, o foco se dá na saúde, não apenas na doença.

A ESF conta com equipe de trabalho multiprofissional, reunindo médicos, enfermeiros, profissionais de saúde bucal, agentes comunitários de saúde, além dos profissionais de seus núcleos de apoio (fisioterapeutas, psicólogos, farmacêuticos, assistentes sociais e fonoaudiólogos, entre outros). Essas equipes fazem o acompanhamento de um número definido de famílias, localizadas em uma área geográfica delimitada e têm uma relação próxima com a comunidade na qual atuam, podendo orientar o trabalho que realizam pelas características epidemiológicas, demográficas e sociais do local onde os pacientes vivem, oferecendo-lhes, assim, atenção integral.

Para acessar e responder o questionário

Todos os profissionais de saúde que integram equipes da Estratégia Saúde da Família (ESF) e dos Núcleos Ampliados de Saúde da Família (NASF), atuando na pandemia de COVID-19, podem participar da pesquisa, respondendo o questionário.

Acesse o link: http://bit.ly/pesquisa-esf-covid


7 em cada 10 pacientes diagnosticados com COVID-19 saem curados do hospital

 

SÃO CARLOS/SP - A Santa Casa informa no Boletim da Vida desta terça-feira (01/9), que 127 pacientes foram atendidos no hospital do início da pandemia até agora e diagnosticados com COVID-19. Destes, 90 (70, 8%) receberam alta. Isso quer dizer que a Santa Casa tem mantido a média e 7 em cada 10 pacientes com resultado positivo para COVID-19 que passam pelo hospital, saem curados.

8 pacientes (6,2%) ainda permanecem internados. O hospital registra até agora 29 óbitos (22,8%) e 6 (4,7%) ainda aguardam pelo resultado de exames.

Ação ajuda no controle do Coronavírus no ambiente hospitalar. Prefeitura publicou Decreto prorrogando até 15 de setembro as medidas de distanciamento social

 

IBATÉ/SP - O Hospital Municipal de Ibaté está atuando de forma preventiva desde a triagem dos atendimentos. Os casos de emergências respiratórias ou suspeitos de Covid-19 são encaminhados para a entrada principal, com acesso pela rua Floriano Peixoto. Já os atendimentos convencionais estão sendo feitos com entrada pela rua 15 de Novembro, das 6h às 22h.

A ação foi implantada no município em março de 2020, logo no início da pandemia do novo Coronavírus, quando a Prefeitura criou quatro leitos para estabilização de casos suspeitos. Na mesma época, foi instalada uma tenda para facilitar um segundo acesso separado para os demais pacientes,  que ficou popularmente conhecida na cidade como "Tenda".

Segundo a Secretária-adjunta Municipal de Saúde, Elaine Sartorelli Breanza, a medida tem ajudado muito no controle da disseminação do vírus no ambiente hospitalar. "Os pacientes não têm contato entre si, além de evitar aglomerações, já que os dois espaços são bem amplos e distantes um do outro".

Elaine Sartorelli Breanza lembrou, ainda, que os cuidados começam antes da chegada do paciente ao hospital, quando é requisitado transporte por ambulância. "Se o paciente relatar algum sintoma da Covid-19 ele é levado, diretamente, para atendimento de casos suspeitos. Manter as medidas sanitárias ainda é muito importante, tanto dentro quanto fora do hospital, com o uso de máscaras de proteção facial, uso de álcool em gel para higienização das mãos e evitando aglomerações", alertou.

Decreto e Dados

Nesta segunda-feira (31) a Prefeitura de Ibaté publicou o Decreto n◦2.877, prorrogando até 15 de setembro de 2020 as medidas de distanciamento social e a suspensão das atividades não essenciais no âmbito da administração municipal, previstas no Decreto Municipal nº 2.844, de 22 de abril de 2020, considerando que o município de Ibaté está classificado pelo Governo do Estado como Fase 3, dentro do Plano São Paulo.

Segundo dados da Vigilância Epidemiológica e do Gabinete de Prevenção e Monitoramento do Coronavírus de Ibaté, do total de casos positivos registrados no município, que é 239 (dados de sábado 29.8), 207 estão recuperados, o que representa 86,61%. Os 29 casos ativos (12,13%) estão sendo acompanhados em isolamento domiciliar e, infelizmente, o município registrou três óbitos, sendo que a última morte pela doença ocorreu há quase um mês, em 6 de agosto.

O próximo relatório consolidado de casos em Ibaté será divulgado na segunda-feira, 7 de setembro. Diariamente, a Prefeitura publica em seu site (ibate.sp.gov.br) um boletim atualizado da situação da doença no município.

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