BRASÍLIA/DF - Com arrecadação recorde e superávit no governo federal, as contas públicas fecharam o mês de abril com saldo positivo. O setor público consolidado – formado por União, estados, municípios e empresas estatais – registrou superávit primário de R$ 24,6 bilhões no mês passado.
Na comparação com abril de 2025, houve aumento no saldo; naquele mês, o resultado das contas foi de R$ 14,2 bilhões positivo.
As estatísticas fiscais foram divulgadas nesta sexta-feira (29) pelo Banco Central (BC). O resultado primário representa a diferença entre as receitas e despesas, desconsiderando o pagamento dos juros da dívida pública.
Apesar do resultado do mês passado, em 12 meses encerrados em abril, o setor público consolidado foi deficitário em R$ 126,6 bilhões, 0,97% do Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país).
Em 2025, as contas públicas fecharam o ano com déficit primário de R$ 55 bilhões, 0,43% do PIB.
Com arrecadação recorde em abril último, a conta do Governo Central teve superávit de R$ 26,1 bilhões ante resultado negativo de R$ 16,2 bilhões em abril de 2025.
O montante difere do resultado divulgado nesta quinta-feira (30) pelo Tesouro Nacional, de superávit de R$ 25,2 bilhões, porque o BC usa uma metodologia diferente, que leva em conta a variação da dívida dos entes públicos.
Os governos regionais - estaduais e municipais - tiveram resultado positivo de R$ 329 milhões em abril passado contra déficit R$ 659 milhões no mesmo mês de 2025, impulsionando o superávit das contas públicas.
Em sentido contrário, as empresas estatais federais, estaduais e municipais - excluídas dos grupos Petrobras e Eletrobras – contribuíram para a reduzir o superávit das contas consolidadas, com o resultado negativo de R$ 1,8 bilhão em abril. No mesmo mês de 2025, houve déficit de R$ 1,4 bilhão nessas entidades.
Os gastos com juros ficaram em R$ 84,8 bilhões no mês passado. Com isso, o resultado nominal das contas públicas – formado pelo resultado primário e os juros – ficou em déficit de R$ 60,1 bilhões contra o resultado negativo de R$ 55,5 bilhões em igual mês de 2025.
Em 12 meses encerrados em abril, o setor público acumula déficit R$ 1,2 trilhão, ou 9,41% do PIB. O resultado nominal é levado em conta pelas agências de classificação de risco ao analisar o endividamento de um país, indicador observado por investidores.
A dívida líquida do setor público - balanço entre o total de créditos e débitos dos governos federal, estaduais e municipais - chegou a R$ 8,8 trilhões em abril, o que corresponde a 67,4% do PIB, aumento de 0,6 ponto percentual do PIB no mês.
O aumento se deve, sobretudo, ao impacto dos juros nominais apropriados e à apreciação cambial de 4,4% em abril, compensado pelo superávit primário do mês, pela variação do PIB nominal e por demais ajustes da dívida externa líquida. Como o país é credor em moeda estrangeira, um aumento do dólar significa aumento da dívida líquida.
No mês passado, a dívida bruta do governo geral (DBGG) - que contabiliza apenas os passivos dos governos federal, estaduais e municipais - chegou a R$ 10,4 trilhões ou 80,4%, aumento de 0,4 ponto percentual do PIB observado no mês anterior.
Assim como o resultado nominal, a dívida bruta é usada para traçar comparações internacionais.
AGÊNCIA BRASIL
SÃO PAULO/SP - O Brasil está entre as economias que mais cresceram no primeiro trimestre de 2026, quando se compara o resultado do PIB (Produto Interno Bruto) nacional com o desempenho dos países que fazem parte da OCDE, grupo que reúne as economias mais avançadas.
O país cresceu 1,1% no primeiro período, em relação ao 4º trimestre de 2025.
O crescimento do PIB entre os países que fazem parte da OCDE foi de 0,4% no primeiro trimestre de 2026, acima do 0,2% no trimestre anterior, segundo a entidade. O dado considera uma amostra de cerca de 30 países que já divulgaram seus dados.
Nesse período, 20 países registraram crescimento. Duas economias ficaram estáveis (França e Portugal). Seis sofreram contração (Suécia, Chile, Lituânia, Israel, México e Irlanda).
Entre os países do G7, o crescimento acelerou no Reino Unido e nos Estados Unidos, passando de 0,2% e 0,1% no quarto trimestre para 0,6% e 0,5% no primeiro trimestre, respectivamente.
Segundo a OCDE, os dados dos Estados Unidos (taxa anualizada de 2%) refletem o avanço das exportações e o aumento do investimento. O dado também está influenciado pela recuperação nos gastos federais após a paralisação do governo.
Analistas avaliam que os dados posteriores podem ser afetados pela guerra envolvendo os EUA, Israel e o Irã, que aumentou os preços e pressiona os orçamentos familiares.
O PIB da China cresceu 1,6% no primeiro trimestre de 2026 em relação ao quarto trimestre de 2025. Na comparação anual, o avanço foi de 5%, acima dos 4,5% do trimestre anterior. O país asiático, assim como o Brasil, não faz parte da OCDE.
A instituição também destacou que o crescimento acelerou no Japão, de 0,2% no quarto trimestre para 0,5% no primeiro trimestre, e, de forma mais marginal, na Alemanha, de 0,2% para 0,3%.
Entre os países da OCDE para os quais há dados disponíveis, a Coreia do Sul registrou a maior taxa de crescimento trimestral no primeiro trimestre (1,7%), seguida por Finlândia (0,9%) e por Hungria e Suíça (0,8% em ambos os países).
A Irlanda continuou apresentando a maior contração (-2%), seguida por Israel e México (-0,8% em ambos os países).
A economia da zona do euro registrou crescimento de 0,1% no primeiro trimestre, segundo uma estimativa preliminar.
A guerra no Irã, que começou no final de fevereiro, é apontada como um fator que pode provocar uma piora nos dados do PIB e levar a uma desaceleração do crescimento global neste segundo trimestre.]
Variação do PIB de diversos países no 1º trimestre de 2026
Em relação ao ano anterior, em %
Fontes: OCDE e IBGE
por Folhapress
Custo médio do kit mínimo de alimentos em Ribeirão Preto ficou em R$ 837,13, crescimento de 5,69% em relação ao mês anterior, diz estudo do IEMB-Acirp; Batata aumentou 26,55%e feijão, 9,06%
RIBEIRÃO PRETO/SP - A cesta básica em Ribeirão Preto custou, em média, R$ 837,13 em maio de 2026, registrando alta de 5,69% em relação a abril e diferença de até R$ 121,48 entre as regiões da cidade, conforme dados da Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto (Acirp).
O levantamento, que monitora a inflação sobre o preço dos alimentos, foi realizado pela equipe do Instituto de Economia Maurílio Biagi (IEMB-Acirp) no último dia 20 e indicou aumento significativo da batata, que subiu 26,55% no mês.
Variação regional
A análise da cesta básica em diferentes pontos da cidade aponta diferenças relevantes nos preços praticados no município. A região Central, apresentou o maior custo médio do kit (R$ 891,35) dentre todas as regiões, apesar do recuo de -0,56% em relação ao mês anterior.
A região Oeste manteve o menor valor médio (R$ 769,87), com variação de +8,57%. Nas demais regiões, o preço, em média, foi de R$ 821,03 na Norte (+10,45%), R$ 852,93 na Leste (+4,79%) e R$ 863,31 na Sul (+5,95%), reforçando a heterogeneidade espacial dos preços dos alimentos em Ribeirão Preto.
De forma geral, os resultados indicam elevação relevante no custo da cesta básica em maio, indicando redução do poder de compra das famílias no período.
Variações
Estiveram entre os destaques de aumento no mês a batata inglesa (+26,55%) e o feijão (+9,06%). O alta do tubérculo é, segundo IEMB, associada à redução da oferta nas principais regiões produtoras, em meio à proximidade do fim da temporada das águas e às chuvas recentes, que dificultaram a colheita em algumas localidades.
Já o feijão subiu em um contexto de oferta limitada, redução da área plantada, excesso de chuvas e procura relativamente firme, fatores que mantiveram as cotações pressionadas no período. Em sentido oposto, destacaram-se as quedas nos preços do café (-9,58%) e do óleo de soja (-8,85%), movimentos que contribuíu para atenuar parcialmente o avanço do custo total da cesta no mês.
Pesando no bolso
As carnes permaneceram como o principal componente do orçamento alimentar, respondendo por 43,84% do dispêndio total da cesta. Em seguida, destacaram-se frutas e legumes (26,74%), farináceos (16,98%), laticínios (5,83%), leguminosas (4,10%), cereais (1,77%) e óleos (0,74%).
Poder de compra
No que se refere ao poder de compra, considerando o salário-mínimo bruto vigente de R$ 1.621,00 e o desconto de 7,50% referente à Previdência Social, o salário-mínimo líquido foi estimado em R$ 1.499,43. Nessas condições, um trabalhador de média idade comprometeu cerca de 55,83% da renda mensal apenas com gastos alimentares em maio.
Para adquirir a cesta básica, foram necessárias aproximadamente 122,83 horas de trabalho, o que representa acréscimo de 6,61 horas em relação a abril.
Metodologia
A mensuração da cesta básica tem como referência as quantidades definidas no Decreto Lei nº 399/1938, sem alteração dos itens ou das quantidades ao longo da série histórica. A composição dos grupos alimentares observa também as diretrizes do Decreto nº 11.936, de 5 de março de 2024, e dialoga com os padrões de consumo alimentar identificados na Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF/IBGE). O IEMB percorre 10 hipermercados e padarias distribuídos pelas seis regiões da cidade para mensurar a média de preços.
Sobre o Instituto
O IEMB-Acirp foi criado em 1954, no aniversário de 50 anos da associação, com objetivo de reunir e divulgar estatísticas do município e da região.
BRASÍLIA/DF - O recente vazamento de dados no sistema do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) atingiu 2,8 milhões de Cadastro de Pessoas Físicas (CPFs), informou na terça-feira (26) a Dataprev, estatal responsável pelo processamento de informações da Previdência Social.
As informações foram divulgadas na reunião do Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS).
Segundo a empresa, cerca de 98% dos dados acessados pertenciam a pessoas já falecidas. Ainda assim, aproximadamente 52 mil segurados vivos tiveram informações expostas durante o incidente de segurança ocorrido em abril.
O número divulgado agora é superior à estimativa inicial apresentada por técnicos do Instituto Nacional do Seguro Social, que mencionava cerca de 2 milhões de registros afetados.
De acordo com a Dataprev, os acessos indevidos envolveram CPFs e datas de nascimento de segurados.
A estatal explicou que um mesmo CPF pode ter sido consultado mais de uma vez, o que ajuda a explicar o volume elevado de acessos registrados.
Segundo a empresa, não houve liberação indevida de benefícios nem contratação automática de empréstimos consignados.
A investigação preliminar aponta que o problema ocorreu por causa de uma falha no sistema do aplicativo Meu INSS.
Segundo Edmar dos Santos Ferreira Junior, representante da Dataprev no CNPS, uma área que deveria exigir login estava acessível sem autenticação.
“Era uma consulta que estava dentro de uma interface logada, mas ela aceitava uma resposta para quando você estivesse em um ambiente público”, afirmou. O incidente, segundo ele, durou apenas um dia.
A Dataprev informou que o erro foi corrigido assim que identificado. A empresa afirmou ainda que desenvolve novas barreiras de segurança para impedir consultas simultâneas em massa.
“Como medida de proteção adicional, a Dataprev implementou novos controles de segurança com limites de acesso”, informou a estatal.
Em nota, o INSS informou que a concessão de benefícios possui diferentes etapas de validação e segurança.
“A concessão de qualquer benefício possui uma série de travas de segurança. O INSS tem reforçado seus controles internos a fim de oferecer maior segurança à análise de seus benefícios”, afirmou a autarquia.
O vazamento foi identificado em 22 de abril, mas tornou-se público apenas na semana passada. Segundo a Dataprev e o INSS, a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) foi acionada logo após a descoberta do problema.
O caso levantou preocupação entre especialistas em segurança digital por causa da quantidade de dados expostos.
Embora o governo afirme que não houve concessão irregular de benefícios, especialistas alertam que informações vazadas podem ser usadas em golpes e fraudes financeiras.
O banco de dados do INSS reúne informações pessoais de aposentados, pensionistas e beneficiários de programas sociais, incluindo vínculos empregatícios e dados cadastrais.
Essa não é a primeira falha de segurança envolvendo sistemas do INSS.
Em 2024, o instituto confirmou outro incidente que expôs informações sigilosas de aposentados e beneficiários de programas assistenciais.
Na ocasião, o governo também afirmou ter reforçado os mecanismos de proteção dos sistemas previdenciários.
AGÊNCIA BRASIL
SÃO PAULO/SP - Os preços médios do etanol hidratado caíram em 20 Estados, subiram em quatro e no Distrito Federal, e ficaram estáveis em dois na última semana, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), compilados pelo AE-Taxas.
Na média nacional, o preço do etanol recuou 2,51%, passando para R$ 4,27 por litro nos postos pesquisados pela ANP.
Em São Paulo, principal Estado produtor e consumidor do biocombustível, o preço caiu 1,97%, chegando a R$ 3,99 por litro.
As altas registradas na semana ocorreram no Acre, onde o litro subiu 0,75%, para R$ 5,35; em Alagoas, com avanço de 3,13%, para R$ 5,27; no Distrito Federal, com alta de 0,68%, para R$ 4,43; no Piauí, onde o preço subiu 0,60%, para R$ 4,99; e em Rondônia, com leve alta de 0,18%, para R$ 5,65 por litro.
O menor preço encontrado no país foi de R$ 2,98 por litro, em São Paulo. Já o maior valor registrado foi de R$ 6,59, em Pernambuco.
Entre os Estados, São Paulo também teve o menor preço médio do país, com R$ 3,99 por litro, enquanto o Amapá apresentou a maior média, de R$ 5,84.
Competitividade
O etanol foi considerado mais vantajoso do que a gasolina em apenas sete Estados e no Distrito Federal na última semana.
Na média nacional, a paridade entre o etanol e a gasolina ficou em 64,50%, índice considerado favorável ao biocombustível.
Os melhores índices foram registrados em:
Bahia: 68,27%
Goiás: 66,23%
Mato Grosso: 61,76%
Mato Grosso do Sul: 64,26%
Minas Gerais: 68,40%
Paraná: 65,58%
São Paulo: 61,67%
Distrito Federal: 68,15%
Especialistas do setor afirmam que, dependendo do modelo do veículo, o etanol pode continuar vantajoso mesmo quando a paridade supera 70% em relação à gasolina.
AGÊNCIA BRASIL
SÃO PAULO/SP - O CJF (Conselho da Justiça Federal) liberou R$ 2 bilhões para pagar atrasados do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) a aposentados, pensionistas e demais beneficiários que derrotaram o instituto em ações judiciais de concessão ou revisão do benefício.
O montante irá contemplar 96,7 mil segurados que ganharam 132,6 mil processos. O depósito é feito por meio de RPVs (Requisições do Pequeno Valor), que são atrasados de até 60 salários mínimos -R$ 97.260 neste ano- e inclui benefícios como aposentadoria, pensão, auxílios e BPC (Benefício de Prestação Continuada).
Terão direito ao valor os segurados que ganharam a ação judicial e cuja ordem de pagamento foi dada pelo juiz em alguma data no mês de abril. O dinheiro deve ser depositado na conta do beneficiário ou de seu advogado até o início de junho.
Ao todo, o CJF liberou R$ 2,5 bilhões para pagar 163,4 mil cidadãos que derrotaram o governo em 208,9 mil processos. Além de casos previdenciários envolvendo o INSS, há ainda verba a ser paga a servidores.
Em nota, o conselho informa que cabe aos TRFs (Tribunais Regionais Federais) definir o dia exato do depósito segundo cronogramas próprios. Para saber quando irá receber, o segurado deve conferir a informação no site do TRF responsável por seu caso ou checar essa data com seu advogado.
O valor a ser depositado pode ser encontrado no campo "Valor inscrito na proposta", no site do TRF responsável pelo processo. Quando o dinheiro é pago, o status da consulta mostrará "Pago total ao juízo".
Os atrasados do INSS são valores retroativos pagos a quem vai ao Judiciário e vence uma ação contra o órgão previdenciário. O processo pode estar relacionado à revisão, quando o segurado prova que ganhava valor menor e tem direito a mais, ou à concessão, quando busca o reconhecimento de um direito inicial.
Podem ser discutidos na Justiça benefícios como auxílio-doença, aposentadoria (por tempo de contribuição, por idade, por invalidez e da pessoa com deficiência) ou até mesmo o BPC (Benefício de Prestação Continuada), que é uma renda assistencial.
Esses valores são pagos em lotes mensais, conforme o mês em que a RPV foi autorizada pelo juiz, etapa também chamada de autuação ou emissão. É possível verificar a data da emissão no acompanhamento processual, após a ação virar um atrasado.
Os atrasados são pagos apenas a quem ganhou a ação judicial contra o instituto, sem que haja nenhuma possibilidade de recurso. Apenas processos que já transitaram em julgado, ou seja, não têm mais como discutir se há ou não direito àquela verba, viram atrasados.
Receberá neste lote mensal quem venceu a ação contra o INSS, conquistou atrasados de até 60 salários mínimos e teve a ordem de pagamento emitida pela Justiça no mês de janeiro de 2026.
TRF da 1ª Região (Sede no DF, com jurisdição: DF, GO, TO, MT, BA, PI, MA, PA, AM, AC, RR, RO e AP)
- Geral: R$ 729.366.704,14
- Previdenciárias/Assistenciais: R$ 624.915.717,62 (30.269 processos, com 36.476 beneficiárias(os))
TRF da 2ª Região (sede no RJ, com jurisdição no RJ e ES)
- Geral: R$ 222.872.596,18
- Previdenciárias/Assistenciais: R$ 162.473.660,57 (6.967 processos, com 10.266 beneficiárias(os))
TRF da 3ª Região (sede em SP, com jurisdição em SP e no MS)
- Geral: R$ 428.036.416,05
- Previdenciárias/Assistenciais: R$ 339.810.047,82 (10.810 processos, com 14.560 beneficiárias(os))
TRF da 4ª Região (sede no RS, com jurisdição no RS, no PR e em SC)
- Geral: R$ 436.117.032,79
- Previdenciárias/Assistenciais: R$ 364.102.055,17 (19.549 processos, com 27.855 beneficiárias(os))
TRF da 5ª Região (sede em PE, com jurisdição: PE, CE, AL, SE, RN e PB)
- Geral: R$ 462.275.379,35
- Previdenciárias/Assistenciais: R$ 394.532.590,62 (18.418 processos, com 30.337 beneficiárias(os))
TRF da 6ª Região (sede em MG, com jurisdição em MG)
- Geral: R$ 223.191.949,13
- Previdenciárias/Assistenciais: R$ 202.534.054,94 (10.640 processos, com 13.120 beneficiárias(os))
por Folhapress
SÃO CARLOS/SP - O presidente da Câmara Municipal, vereador Lucão Fernandes, agendou para esta semana duas Audiências Públicas. Na quinta-feira, 28 de maio, às 10h, será realizada uma Audiência Pública para tratar da apresentação do Relatório Demonstrativo e Avaliação do Cumprimento das Metas Fiscais da Secretaria Municipal de Saúde, referente ao 1º Quadrimestre de 2026, conforme determina a lei de responsabilidade fiscal.
A outra audiência pública, será para apresentação do relatório Demonstrativo e Avaliação do cumprimento das metas Fiscais da Secretaria Municipal de Fazenda, referente ao 1º Quadrimestre de 2026, também conforme determina a lei de Responsabilidade fiscal, e será realizada no dia 29 de maio de 2026, sexta-feira, às 10h.
As audiências públicas serão transmitidas ao vivo pela TV Câmara (canal 49.3 -TV aberta digital), pelo canal 20 da NET, pela rádio São Carlos FM 107.9, e online via Facebook, Instagram e canal do Youtube, por meio da página oficial da Câmara Municipal
BRASÍLIA/DF - A Receita Federal libera, nesta sexta-feira (22), a consulta ao maior lote de restituição do Imposto de Renda da história. Um total de 8.749.992 contribuintes receberão R$ 16 bilhões. O pagamento contempla o primeiro lote da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física de 2026 e restituições residuais de anos anteriores.
Em nota, a Receita informou que o lote recorde se deve à agilidade no processamento das declarações e do avanço das ferramentas de modernização e automação adotadas pelo órgão.
O primeiro lote de 2026, informou o órgão, representa 40% das restituições previstas para serem pagas este ano, tanto em valores quanto em número de contribuintes.
Dos R$ 16 bilhões desse lote, R$ 8,64 bilhões irão para contribuintes com prioridade legal no reembolso.
Nesse lote, não haverá o pagamento a contribuintes sem prioridade.A consulta pode ser feita na página da Receita Federal na internet. Basta o contribuinte clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no botão “Consultar a Restituição”. Também é possível fazer a consulta no aplicativo da Receita Federal para tablets e smartphones.
O recorde anterior tinha sido registrado no primeiro lote de 2025, que contemplou créditos de R$ 11 bilhões para 6,2 milhões de contribuintes. Neste ano, a Receita reduziu de cinco para quatro o número de lotes regulares de restituições da declaração, com pagamentos no fim de maio, de junho, de julho e de agosto.
O pagamento será feito em 29 de maio, último dia de entrega das declarações deste ano, na conta ou na chave Pix do tipo CPF informada na declaração do Imposto de Renda.
Caso o contribuinte não esteja na lista, deverá entrar no Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) e tirar o extrato da declaração. Se verificar uma pendência, pode enviar uma declaração retificadora e esperar os próximos lotes.
Se, por algum motivo, a restituição não for depositada na conta informada na declaração, como no caso de conta desativada, os valores ficarão disponíveis para resgate por até um ano no Banco do Brasil.
Nesse caso, o cidadão poderá agendar o crédito em qualquer conta bancária em seu nome, por meio do Portal BB ou ligando para a Central de Relacionamento do banco, nos telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos).
Caso o contribuinte não resgate o valor de sua restituição depois de um ano, deverá requerer o valor no Portal e-CAC. Ao entrar na página, o cidadão deve acessar o menu “Declarações e Demonstrativos”, clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no campo "Solicitar restituição não resgatada na rede bancária".
por Agência Brasil
EUA - Negociadores da União Europeia (UE) afirmaram nesta quarta-feira (20) que chegaram a um acordo provisório para retirar parte das tarifas sobre importações dos Estados Unidos, no âmbito do acordo comercial firmado entre os dois lados no verão passado, no Hemisfério Norte. A medida ocorre às vésperas do prazo estabelecido pelo governo americano para ampliar tarifas sobre automóveis europeus.
O entendimento representa um avanço importante após meses de tensão no comércio transatlântico. As chamadas tarifas do “Dia da Libertação”, implementadas pelo presidente Donald Trump, desorganizaram acordos comerciais anteriores e levaram EUA e União Europeia a renegociarem os termos da parceria.
A UE tenta proteger exportadores europeus e preservar o fluxo comercial entre os dois blocos, estimado em cerca de US$ 1,5 trilhão.
Parlamentares europeus haviam suspendido mais de uma vez a ratificação do acordo neste ano, especialmente após a Suprema Corte dos Estados Unidos decidir que parte das tarifas globais recíprocas adotadas por Trump era ilegal.
As negociações também sofreram atrasos depois de Trump ameaçar aumentar tarifas contra países que se opusessem ao interesse americano de anexar a Groenlândia, território ligado ao Reino da Dinamarca.
Posteriormente, o presidente americano afirmou que aplicaria novas tarifas de 25% sobre carros importados da União Europeia caso o acordo não fosse implementado até 4 de julho. Autoridades americanas demonstravam irritação com a lentidão das negociações em Bruxelas.
“O acordo deve servir como uma plataforma para continuar o diálogo com os Estados Unidos, reduzir tarifas e cooperar em desafios comuns”, afirmou o Conselho Europeu nesta quarta-feira.
O entendimento agora abre caminho para uma votação final no Parlamento Europeu antes do prazo estipulado por Trump.
A União Europeia também aprovou mecanismos de proteção para a indústria europeia. Pelo texto negociado, a Comissão Europeia poderá avaliar se o aumento das importações americanas está causando ou ameaçando causar prejuízos às empresas do bloco e, se necessário, suspender a aplicação do acordo do lado europeu.
A Comissão também poderá interromper sua participação caso considere que os Estados Unidos descumpriram compromissos previstos no acordo firmado em 2025 ou estejam discriminando empresas europeias.
Parlamentares defendiam mecanismos ainda mais rígidos, como uma “cláusula de validade”, que faria o acordo expirar em março de 2028 caso não fosse renovado. No fim, os negociadores decidiram manter o texto válido até o fim de 2029, com possibilidade de extensão.
Para proteger o setor metalúrgico europeu, a Comissão Europeia poderá restabelecer tarifas sobre aço e alumínio dos EUA caso a Casa Branca continue cobrando tarifas superiores a 15% sobre produtos feitos com metais europeus após dezembro de 2026.
Em abril, os Estados Unidos implementaram um novo regime tarifário para aço, alumínio e cobre, prevendo taxas de até 50% para metais considerados commodities e de 25% para produtos fabricados a partir deles.
“Um acordo é um acordo, e a União Europeia honra seus compromissos”, escreveu a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, na rede social X.
“Juntos, podemos garantir um comércio transatlântico estável, previsível, equilibrado e mutuamente benéfico”, completou.
por Estadao Conteudo
BRASÍLIA/DF - O presidente da Caixa Econômica Federal, Carlos Vieira, informou nesta sexta-feira (15) na capital paulista, que o banco já renegociou R$ 820 milhões em dívidas do novo Desenrola Brasil.

O programa foi lançado no dia 4 de maio pelo governo federal LINK 1 e busca ajudar famílias, estudantes e pequenos empreendedores a renegociar dívidas, limpar o nome e recuperar o acesso ao crédito.
A nova fase da iniciativa terá duração de 90 dias e prevê descontos de até 90%, juros reduzidos e a possibilidade de uso do FGTS para abatimento de débitos.
Nesta semana, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, já havia informado que o programa Desenrola 2.0 estava perto de atingir R$ 1 bilhão em débitos renegociados.
Em entrevista coletiva concedida nesta manhã para apresentação do balanço trimestral do banco, Vieira destacou que ainda há um “gap” para o uso do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) no programa, ou seja, o fundo ainda não vem sendo utilizado nessas negociações com a Caixa. Mas, segundo a diretoria do banco, o uso do fundo para essa finalidade deverá ser iniciado em breve, a partir do dia 25 de maio.
Ao anunciar o balanço da instituição, Vieira disse que o banco teve um prejuízo no ano passado de cerca R$ 20 milhões com o aplicativo Caixa Tem, segundo ele provocado por fraudes relacionadas a ataques cibernéticos.
Por causa disso, informou, o banco vem reforçando os investimentos em tecnologia. Só neste ano, a expectativa é de que esses investimentos somem R$ 5,9 bilhões.
“Nós estamos agora com praticamente zero de ataques no Caixa Tem”, disse Vieira.
A Caixa Econômica Federal registrou um lucro líquido recorrente de R$ 3,5 bilhões no primeiro trimestre do ano, queda de 34,4% em relação ao mesmo período do ano passado.
O resultado, que consta no balanço divulgado na noite de quinta-feira (14), foi impactado pelo forte aumento das provisões para perdas com crédito, que mais do que dobraram no período, em meio às novas regras regulatórias do Banco Central (BC) para cobertura de risco de inadimplência.
Apesar da queda no lucro, a Caixa manteve crescimento da carteira de crédito, puxado principalmente pelo financiamento imobiliário, segmento no qual o banco segue líder no país. A carteira de crédito totalizou R$ 1,4 trilhão.
A inadimplência encerrou o trimestre em 3,71%. Segundo a diretoria do banco, embora a Caixa esteja tranquila quanto aos níveis de inadimplência para as carteiras de crédito imobiliário e comercial pessoa física e pessoa jurídica, o setor do agro ainda traz alguma cautela e preocupação.
"Nós temos uma expectativa de que, ainda este ano, tenhamos impactos na nossa provisão relacionados ao agro", disse Henriete Sartori, vice-presidente de Riscos da Caixa.
"O cenário não é simples, mas nós já percebemos um arrefecimento da curva de crescimento [da inadimplência]”, completou.
Atualmente, disse Sartori, o agro representa 5% da carteira total da Caixa.
AGÊNCIA BRASIL
Este site utiliza cookies para proporcionar aos usuários uma melhor experiência de navegação.
Ao aceitar e continuar com a navegação, consideraremos que você concorda com esta utilização nos termos de nossa Política de Privacidade.