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SÃO PAULO/SP - O estado de São Paulo melhorou os indicadores relacionados ao mercado de trabalho em 2024. Na comparação com 2022, de acordo com dados do IBGE divulgados no início de dezembro, houve aumento no número de ocupados, queda no número de desocupados e avanço no rendimento dos trabalhadores. A taxa de desocupação saiu de 9,1% em 2022 para 6,2% em 2024 – o menor índice em 12 anos. Já o número de trabalhadores desocupados caiu 30% em dois anos.

A população ocupada saltou de 22,8 milhões em 2022 para 24,1 milhões em  2024 – foram mais 1,25 milhão de pessoas entrando no mercado, aumento de 5,5%.

Quando se trata de trabalhadores com carteira assinada, houve avanço de 680 mil ocupados – alta de 4,3%.

Ao se verificar a taxa de desocupação por grupos de idade, houve queda nos grupos de 14 a 29 anos (de 16,5% para 10,7%), de 30 a 49 anos (de 6,7% para 4,7%) e a partir de 50 anos (5,1% para 4,4%).

Além disso, a taxa de desocupação teve maior queda entre as mulheres e a população preta ou parda.

O IBGE analisou ainda o percentual de trabalhadores por grupos de horas trabalhadas e por tempo sem trabalhar e procurando emprego. No primeiro caso, houve aumento de ocupados nas jornadas de 31 a 39 horas, de 40 a 44 horas e mais de 49 horas.

Entre o percentual de desocupados por tempo sem trabalhar e procurando emprego, cuja queda foi de 30% em dois anos, a maior diminuição foi entre os períodos de mais de um mês a menos de um ano, de um ano a menos de 2 anos e mais de dois anos.

Confira abaixo os destaques dos dados do mercado de trabalho de SP:

– População ocupada em 2024

24,114 milhões: aumento de 1,251 milhão (5,5%)


– População ocupada em trabalhos formais em 2024

16,397 milhões: aumento de 680 mil (4,3%)
 

População desocupada em 2024

1,598 milhão: queda de 690 mil (30%)

 
– Taxa de desocupação em 2024

6,2%: queda de 2,9 pontos percentuais


– Pessoas ocupadas distribuídas por percentual por nível de escolaridade em 2024 

Sem instrução ou fundamental incompleto: 13,3% – aumento de 0,3 ponto percentual

Ensino fundamental completo ou médio incompleto: 12,3% – aumento de 0,2 ponto percentual

Ensino superior completo: 28,4% – aumento de 0,1 ponto percentual


– Taxa de desocupação por grupos de idade em 2024

14 a 29 anos: 10,7% – queda de 5,8 pontos percentuais

30 a 49 anos:  4,7% – queda de 2 pontos percentuais

50+: 4,4% – queda de 0,7 ponto percentual


– Taxa de desocupação por sexo em 2024

Homens: 5,1% – queda de 2,3 pontos percentuais

Mulheres: 7,5%  – queda de 3,6 pontos percentuais

 
– Taxa de desocupação por cor ou raça em 2024

Branca: 5,4% – queda de 2,7 pontos percentuais

Preta ou parda: 7,3% – queda de 3,5 pontos percentuais


– Percentual de pessoas ocupadas por grupos de horas trabalhadas em 2024

De 31 a 39 horas: 4,3% – aumento de 0,1 pp

De 40 a 44 horas: 57,2% – aumento de 0,4 pp

49 horas+: 13,7% – aumento de 0,7 pp


– Distribuição percentual de desocupados por tempo sem trabalhar e procurando trabalho em 2024

Mais de um mês a menos de um ano: 39,4% – queda de 1,1 ponto percentual

De um ano a menos de 2 anos: 13,8% – queda de 1,5 ponto percentual

Dois anos+: 23,1% – queda de 1,5 ponto percentual



Rendimento

O rendimento médio dos trabalhadores teve aumento de 9% em dois anos, chegando a quase R$ 4 mil em 2024. Já o ganho por hora subiu 11%.

Entre os trabalhadores com carteira assinada, o rendimento médio subiu 4,5% de 2022 para 2024.

Os maiores aumentos foram nos grupos de idade de 14 a 29 anos e mais de 60. Em relação ao nível de escolaridade, os maiores avanços foram entre os sem instrução ou fundamental incompleto e com ensino superior completo.

Veja abaixo os dados sobre o rendimento:

– Rendimento médio do trabalho principal em 2024

R$ 3.760: aumento de R$ 297 (8,6%)


– Rendimento médio de todos os trabalhos em 2024

R$ 3.884: aumento de R$ 322 (9%)


– Rendimento-hora médio do trabalho principal em 2024

R$ 22,9: aumento de R$ 2,2 (10,6%)


– Rendimento-hora médio de todos os trabalhos em 2024

R$ 23: aumento de R$ 2,3 (11%)


– Rendimento médio do trabalho principal com carteira assinada em 2024

R$ 3.541: aumento de R$ 154 (4,5%)


– Rendimento médio do trabalho principal por idade em 2024

14 a 29 anos: R$ 2.525 – aumento de R$ 278 (12,4%)

30 a 49 anos: R$ 4.230 – aumento de R$ 295 (7,5%)

50 a 59 anos: R$ 4.073 – aumento de R$ 247 (6,5%)

60+: R$ 4.133 – aumento de R$ 406 (10,9%)


– Rendimento-hora médio do trabalho principal por nível de escolaridade em 2024

Sem instrução ou fundamental incompleto: R$ 14,2 – aumento de R$ 1,4 (11%)

Ensino fundamental completo ou médio incompleto: R$ 13,3 – aumento de R$ 1 (8%)

Ensino médio completo ou superior incompleto: R$ 16,1 – aumento de R$ 1,4 (9,5%)

Ensino superior completo: R$ 42,1 – aumento de R$ 4,3 (11,4%)

Lançamentos também tiveram aumento e saltaram de 44 em 2024 para 201 em 2025, representando um crescimento de 357%, aponta pesquisa da Brain Inteligência Estratégica


CAMPINAS/SP - O mercado de imóveis de alto padrão em Campinas registrou crescimento expressivo em 2025, confirmando a retomada e o fortalecimento do segmento na cidade. De acordo com pesquisa realizada pela Brain Inteligência Estratégica, as vendas líquidas de imóveis de alto padrão tiveram aumento de 34,2%, se comparado a 2024.

O volume de unidades vendidas passou de 108 em 2024 para 145 em 2025, refletindo o aumento da demanda por empreendimentos com maior valor agregado, localização estratégica e infraestrutura diferenciada. O desempenho positivo também é observado no Valor Geral de Vendas (VGV), que avançou 14,7% no mesmo período, saltando de R$ 174,1 milhões em 2024 para R$ 199,8 milhões em 2025.

Além do avanço nas vendas, 2025 também foi marcado por um forte aumento no número de lançamentos de imóveis de alto padrão em Campinas. O volume de unidades lançadas saltou de 44 em 2024 para 201 em 2025, o que representa um crescimento de aproximadamente 357%, evidenciando a confiança das incorporadoras no aquecimento da demanda e na consolidação de um novo ciclo positivo para o segmento.

Para a CEO da Congesa Adriana Maschietto Maionchi Mazzoni, o desempenho está diretamente ligado ao comportamento do consumidor de alta renda, que passou a priorizar imóveis que ofereçam mais conforto, segurança, lazer e qualidade de vida. “Empreendimentos com projetos arquitetônicos contemporâneos, áreas comuns completas e diferenciais de sustentabilidade concentram grande parte dessa procura”, explica a CEO da Congesa.


Aposta no potencial de Campinas com luxo invisível

Atenta ao aquecimento do setor imobiliário de Campinas, a Congesa, incorporadora e construtora com mais de 30 anos de atuação e raízes em Indaiatuba, lançou em 2025 um novo empreendimento de alto padrão em Campinas: o Vivio Cambuí.

Situado em um dos endereços mais desejados da cidade, na charmosa rua Santo Antônio, o Vivio Cambuí oferece uma rara combinação entre tranquilidade, sofisticação e o conceito de “refúgio urbano”, com fácil acesso ao melhor da gastronomia, cultura, lazer e serviços do Cambuí.

Com projeto assinado pelos escritórios Oliveira Cotta Arquitetura, Marcelo Novaes Paisagismo e Anderson Leite Interiores, o empreendimento valoriza a estética contemporânea, o bem-estar e a funcionalidade.

O Vivio Cambuí oferece apartamentos com três suítes, dois por andar, plantas flexíveis e a possibilidade de ampliação da sala para configuração com duas suítes. Há também unidades Maison com piscina privativa e coberturas duplex. As metragens variam entre 112,88 m² e 196,44 m² de área privativa, com duas a três vagas de garagem por unidade.

Entre os diferenciais, destacam-se caixilhos amplos, ventilação natural nos banheiros, varanda integrada, infraestrutura completa para ar-condicionado, fechadura eletrônica, persianas blackout automatizadas, pisos nobres nas áreas secas e úmidas e acabamentos premium.

Para a CEO da Congesa, Adriana Maschietto Maionchi Mazzon, Campinas representa um território fértil para inovação e qualidade de vida. “Há um ritmo em Campinas, uma cadência que mescla o cosmopolitismo, a modernidade e o aconchego. Dentro desse compasso, o Cambuí traduz a alma da cidade: um bairro pulsante, acolhedor e em constante transformação. É com essa energia e esse endereço que a Congesa ressignifica o viver urbano no Vivio Cambuí”, destaca a Adriana.

SÃO PAULO/SP - A Tabela SUS Paulista vem melhorando o financiamento da saúde em São Paulo ao remunerar procedimentos com valores até cinco vezes superiores aos pagos pelo Governo Federal. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP), o programa já recebeu cerca de R$ 8 bilhões em investimentos e integra um conjunto de ações que reduziu filas, acelerou cirurgias e permitiu a reabertura de leitos no estado. 

Em três anos, o Governo de São Paulo reabriu 8 mil leitos, desse total, 4,7 mil leitos foram reativados diretamente graças ao novo modelo de financiamento da Tabela SUS Paulista, que fortaleceu os hospitais e ampliou a capacidade de atendimento em todas as regiões.

“Hoje, não importa se o paciente está na capital, no interior ou no litoral. O atendimento chega com mais agilidade porque as instituições estão melhor remuneradas e, por isso, mais estruturadas. Esse é o impacto direto da Tabela SUS Paulista”,  destacou Eleuses Paiva, secretário de Estado da Saúde.

Com cerca de 800 instituições beneficiadas, a Tabela SUS Paulista expandiu o acesso a procedimentos especializados e consolidou a rede pública em todas as regiões.

Em agosto, o governador Tarcísio de Freitas ampliou o alcance do programa para hospitais municipais, medida que contemplará mais de 100 unidades em cerca de 70 cidades, atendendo uma antiga demanda dos municípios.

Mais recursos, mais atendimentos 

Nos últimos 12 meses, foram realizadas 10.753 cirurgias oncológicas, ante 7.983 em 2022, aumento de 34,7%. As cirurgias cardíacas cresceram de 76.481 para 98.382, alta de 28,6%. Já os procedimentos do aparelho da visão passaram de 47.479 para 67.708, avanço de 38%. Com o programa, a rede ganhou capacidade para expandir esse volume e, em 2025, alcançou o maior volume de cirurgias eletivas já registrado na rede do Sistema Único de Saúde (SUS) paulista em dez anos, com mais de 1,3 milhão de procedimentos, um crescimento de 85,7% em relação a 2022, refletindo na redução consistente das filas.

Diagnóstico e tratamento próximo de casa

Roseli Tomozawa, 56 anos, vendedora e moradora de Itapetininga, descobriu um câncer de mama em outubro de 2023 após realizar uma mamografia de rotina em uma UBS. Sem sintomas, ela não esperava o resultado. “Eu não sentia dor, não tinha nódulo, secreção, nada. Fui fazer o exame tranquila”, conta.

A biópsia indicou lesões classificadas como BI-RADS 4 e 5, o que exigiu investigação imediata. O tratamento começou na Santa Casa de Itapeva, hospital beneficiado pela Tabela SUS Paulista. Na consulta inicial, veio a confirmação do diagnóstico. “É um choque. Quando você não sente nada, acha que está tudo bem. A notícia mexe muito”, comenta. 

Como o tumor foi identificado no início, a equipe indicou uma cirurgia conservadora para retirada do quadrante mamário. Roseli passou por dois procedimentos, após os médicos identificarem a necessidade de remover também uma área complementar do nódulo. 

Hoje, Roseli segue em acompanhamento e retomou a rotina.“Voltei a trabalhar, levo uma vida tranquila e estou cuidando ainda mais da minha saúde emocional. Sigo confiante até receber alta”, afirma a paciente. 

A Santa Casa de Itapeva já recebeu cerca de R$ 47,8 milhões em aportes do programa, o que tem reforçado a capacidade de atendimento em procedimentos como o de Roseli. 

Coragem para fazer o impossível: São Paulo na Direção Certa

Nos últimos 3 anos, o Governo de São Paulo atuou com coragem para enfrentar gargalos históricos, retomando obras inacabadas e implementando projetos históricos e inéditos que vão deixar legado para a população. Os resultados antes considerados impossíveis saíram do papel para fazer a diferença: a entrega da primeira etapa do Rodoanel Norte, o funcionamento da Linha 17-Ouro de metrô prevista para março, o início do projeto do Túnel Imerso Santos-Guarujá, o fim da Cracolândia no centro da capital, a inclusão de 2 milhões de pessoas na rede de água e outras 3 milhões com esgoto tratado após a desestatização da Sabesp, as 76 mil casas próprias entregues e outras 110 mil em produção, o recorde de 3,5 milhões de cirurgias eletivas na saúde, os R$ 8 bilhões investidos em 800 Santas Casas e instituições de saúde com a Tabela SUS Paulista, as 46 mil vagas em universidades com o Provão Paulista e 2 mil intercâmbios internacionais com o Prontos Pro Mundo, a menor taxa de homicídios da história e as quedas recordes em latrocínios e roubos em 2025, entre outros. Com coragem pra fazer o impossível, São Paulo segue na direção certa!

SÃO PAULO/SP - Vinte e cinco municípios representaram 34,2% do Produto Interno Bruto (PIB), soma de bens e serviços produzidos no Brasil, em 2023, aponta a publicação PIB dos Municípios 2022-2023, divulgada na sexta-feira (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).  O estudo foi feito em parceria com os órgãos estaduais de estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa).

As três primeiras cidades no topo da lista são São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. De acordo com o analista do IBGE, Luiz Antonio do Nascimento de Sá, essas três cidades se mantêm nas primeiras posições desde o início da série histórica, em 2002, mas vêm perdendo participação gradativamente ao longo dos anos.

O ranking ainda inclui 11 capitais, nove municípios paulistas, quatro fluminenses e um mineiro. Segundo o estudo, cem municípios concentram 52,9% do PIB do Brasil. 

Em 2023, as capitais, incluindo Brasília, representavam 28,3% do PIB brasileiro e as não capitais, 71,7%.

O bom desempenho do setor de serviços impulsionou as capitais a aumentar participação no PIB em 2023: São Paulo teve o maior ganho de participação (0,4 ponto percentual-p.p), chegando a 9,7% do PIB nacional, seguido por Brasília, Porto Alegre e Rio de Janeiro, com aumentos de 0,1 p.p., cada. Belo Horizonte variou próximo a 0,1 p.p. e permaneceu entre as capitais com maior peso.

Das 30 cidades que mais perderam participação no PIB, sete tiveram perda relacionada à extração do petróleo, incluindo os cinco primeiros da lista: Maricá (RJ), Niterói (RJ), Saquarema (RJ), Ilhabela (SP) e Campos (RJ).  Nove municípios com a atividade principal de indústria de transformação também tiveram perda de participação no PIB.

As seis cidades com maior PIB per capita estão vinculadas à extração e refino do petróleo.

“É curioso observar que os municípios no topo dessa lista estão ligados ao petróleo mesmo num contexto desfavorável a essa commodity. Mas alguns campos de petróleo entraram em produção. Embora nacionalmente essa atividade extrativa tenha perdido participação, alguns campos começaram a operação em 2023 beneficiando algumas cidades”, disse o analista do IBGE.

Saquarema (RJ) liderou o PIB per capita de 2023, com R$ 722,4 mil por habitante. Entre as capitais, o maior foi Brasília (DF), com R$ 129,8 mil, que é 2,41 vezes maior que a média nacional (R$ 53,9 mil).

O município que apresentou o menor PIB per capita do país foi Manari (PE), com R$ 7.201,70. Quatro dos cinco menores estavam no Maranhão: Nina Rodrigues, com R$ 7.701,32; Matões do Norte, com R$ 7.722,89; Cajapió, com R$ 8.079,74; e São João Batista, com R$ 8.246,12.

 

 

por Agência Brasil

BRASÍLIA/DF - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, na quinta-feira (18), que todas as pessoas envolvidas, mesmo que indiretamente, no esquema de descontos ilegais de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) sejam investigadas, inclusive, seus familiares. “Quem tiver envolvido vai pagar o preço”, disse em entrevista à imprensa, no Palácio do Planalto.

“É importante que haja seriedade para que a gente possa investigar todas as pessoas que estão envolvidas, todas as pessoas. Ninguém ficará livre. Se tiver filho meu metido nisso, ele será investigado”, afirmou Lula.

O nome de filho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, apareceu em depoimento de testemunha ligada ao empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. Antônio atuava em nome de associações e entidades de servidores, intermediando a autorização dos descontos e recebia percentuais desses valores por meio de empresas de sua propriedade.

O irmão de Lula, José Ferreira da Silva, o Frei Chico, também é citado nas investigações. Ele é diretor vice-presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos, Sindinapi, uma das entidades investigadas pelos desvios indevidos.

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã de hoje, nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga o esquema fraudulento no INSS. Entre os presos está Romeu Carvalho Antunes, filho do Careca do INSS.

A operação da PF mira um esquema nacional de descontos de mensalidades associativas não autorizadas entre 2019 e 2024.

Questionado sobre a demora para o início, de fato, da operação, deflagrada em abril deste ano, Lula afirmou que o governo queria investigar com seriedade e não queria fazer pirotecnia. “Seria muito fácil você fazer uma denúncia e não apurar”, disse. Segundo ele, a Controladoria-Geral da União levou “praticamente” dois anos fazendo investigação.

O Congresso Nacional também instalou uma comissão parlamentar mista de inquérito (CPMI) para apurar o caso. “Eu não sou da CPI, eu não sou delegado da Polícia Federal e não sou ministro da Suprema Corte. O que eu posso dizer para você é que naquilo que depender da Presidência da República, tudo será feito para que a gente dê uma lição a esse país”, afirmou Lula.

“Não é possível você admitir num país em que milhões de aposentados ganham um salário mínimo, você ter alguém tentando se apropriar, expropriar o dinheiro do aposentado com promessas falsas”, acrescentou.

O presidente recebeu jornalistas para um café da manhã, no Palácio do Planalto, seguido de coletiva de imprensa. Ele estava acompanhando dos ministros da Fazenda, Fernando Haddad; da Casa Civil, Rui Costa; das Relações Exteriores, Mauro Vieira; e do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva.

Ressarcimento

Após a repercussão da Operação Sem Desconto, o governo federal estabeleceu um acordo de ressarcimento com os segurados que foram vítimas das fraudes.

De acordo com o INSS, até a semana passada, R$ 2,74 bilhões foram pagos no acordo a 4 milhões de aposentados e pensionistas. O pagamento é feito diretamente na conta do benefício, com correção pela inflação, sem necessidade de ação judicial.

A contestação dos descontos indevidos pode ser feita até 14 de fevereiro de 2026 pelo aplicativo Meu INSS, Central 135 ou nas agências dos Correios. Mesmo após essa data, a adesão ao acordo de ressarcimento continuará disponível para quem tiver direito.

O ressarcimento custará R$ 3,3 bilhões ao governo em créditos abertos por medida provisória. Por se tratar de créditos extraordinários, o dinheiro está fora do arcabouço fiscal e não contará para o cumprimento das metas de resultado primário nem de limite de gastos do governo.

A Advocacia-Geral da União já entrou com ações judiciais contra associações e empresas investigadas para buscar a recuperação do dinheiro descontado irregularmente dos aposentados e pensionistas.

 

 

Andreia Verdélio e Pedro Rafael Vilela – Repórteres da Agência Brasil

FRANÇA - O gabinete do primeiro-ministro da França, Sebastien Lecornu, expressou fortes preocupações sobre o tão esperado acordo comercial da União Europeia (UE) com países latino-americanos em sua forma atual, afirmando que o acordo ainda pode deixar os agricultores do bloco vulneráveis.

Em um comunicado no domingo, 15, ele menciona que o acordo com Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai não é aceitável em sua forma atual, acrescentando que a agricultura e a proteção do consumidor não podem "ser sacrificadas nas negociações comerciais".

"Esses avanços ainda estão incompletos e devem ser finalizados e depois implementados de maneira operacional, robusta e eficaz para entregar e avaliar completamente seus efeitos completos", disse, afirmando que o país quer que os prazos de dezembro para o acordo sejam adiados para dar ao bloco tempo para garantir o que chamou de proteções legítimas para os agricultores europeus.

Um porta-voz da comissão disse que o executivo da UE ainda espera assinar formalmente o acordo até o final do ano. A pressão da França ocorre enquanto os líderes dos 27 Estados-membros da UE se preparam para uma cúpula de final de ano abordando uma ampla gama de questões, desde o orçamento da UE até a Ucrânia e as tensões globais sobre a política econômica.

A Comissão Europeia, braço executivo da UE, encarregado de redigir a legislação, moveu-se para aliviar as preocupações dos integrantes em outubro, propondo adicionar salvaguardas adicionais para o setor agrícola do bloco, que inclui monitorar as tendências do mercado sobre importações como carne bovina e aves, e comprometendo-se a investigar se houver um aumento de produtos mais baratos da América do Sul ou uma queda nos preços domésticos.

 

 

 por Estadao Conteudo

SÃO PAULO/SP - O projeto de lei enviado pelo Governo de SP para a Assembleia Legislativa (Alesp) prevê a isenção de IPVA para 2,4 milhões de motocicletas até 150 cilindradas, o equivalente a 53% da frota do estado.

A proposta isenta do imposto todas as motocicletas, ciclomotores e motonetas de até 150 cc de propriedade de pessoas físicas. A medida tem forte impacto no orçamento de quem utiliza a moto como instrumento de trabalho, especialmente entregadores e prestadores de serviço.

“Essa iniciativa reconhece a importância social e econômica da motocicleta para milhões de paulistas que dependem dela para trabalhar e garantir renda. Estamos falando de entregadores, prestadores de serviço e trabalhadores que movimentam a economia todos os dias. A isenção foi planejada com responsabilidade, para aliviar o orçamento de quem mais precisa, sem comprometer o equilíbrio das contas do Estado”, destaca o governador Tarcísio de Freitas.

Se o projeto for aprovado, a isenção passa a valer a partir de 1º de janeiro de 2026 para veículos em situação regular de registro e licenciamento. O texto altera a Lei nº 13.296/2008, que regulamenta o IPVA no Estado.

BRASÍLIA/DF - O Ministério do Planejamento e Orçamento confirmou nesta quarta-feira (10) que o salário mínimo será reajustado dos atuais R$ 1.518 para R$ 1.621, um aumento de R$ 103, um reajuste de 6,79%.

O valor foi confirmado após a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), utilizado no cálculo do reajuste anual do salário mínimo. O indicador registrou 0,03% em outubro e acumula 4,18% em 12 meses.  

O reajuste do salário mínimo será aplicado a partir de janeiro de 2026, com efeito no salário que o trabalhador recebe em fevereiro.

Entenda

A regra do reajuste do salário mínimo determina que o valor tenha duas correções: uma pelo INPC de 12 meses acumulado até novembro do ano anterior, ou seja, 4,18%, e outra pelo crescimento da economia de 2 anos.

No dia 4, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revisou os dados do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país) de 2024, confirmando expansão em 3,4%.

No entanto, o arcabouço fiscal, mecanismo que controla a evolução dos gastos públicos, determina que o ganho acima da inflação seja limitado a um intervalo de 0,6% a 2,5%.

Pela regra, o salário mínimo de 2026 seria R$ 1.620,99 e, com o arredondamento previsto em lei, passa para R$ 1.621, reajuste de 6,79%.

Revisão

Os resultados dos índices farão o governo revisar cálculos para as contas públicas no ano que vem, já que o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2026, aprovado pelo Congresso Nacional, estimava o salário mínimo em R$ 1.627, um reajuste de 7,18%.

 

 

Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil

CHINA - A percepção ocidental de que a indústria chinesa ainda funciona em galpões superlotados, com trabalhadores cumprindo longas jornadas em condições precárias, já não corresponde à realidade do maior polo fabril do planeta. A China, que por décadas carregou o título de “fábrica do mundo”, vive agora uma transformação profunda, marcada pela expansão de um parque industrial altamente tecnológico.

Segundo dados do Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação (MIIT), o país já soma aproximadamente 30 mil fábricas inteligentes, ambientes produtivos totalmente integrados a sistemas avançados de robótica, big data, internet das coisas (IoT) e inteligência artificial (IA). O modelo faz parte da estratégia governamental conhecida como “segunda modernização da China”, que busca elevar a produtividade, reduzir custos, aumentar a precisão dos processos e fortalecer a competitividade internacional da indústria.

Nessas novas plantas, sensores espalhados por linhas de produção se comunicam com algoritmos de IA capazes de prever falhas, ajustar operações em tempo real e até reorganizar fluxos de trabalho sem intervenção humana. Braços robóticos executam tarefas repetitivas com precisão milimétrica, enquanto softwares analisam milhões de dados por minuto, garantindo eficiência energética e menor desperdício de materiais.

A transição representa não apenas uma evolução tecnológica, mas também uma mudança na posição estratégica da China no cenário industrial global. Ao investir em fábricas inteligentes em larga escala, o país busca deixar para trás a imagem de mero fornecedor de produtos baratos para assumir um papel central na inovação produtiva mundial.

Para analistas, essa transformação deve impactar diretamente cadeias globais de suprimento, pressionando outros países a acelerarem sua própria digitalização industrial. E ao contrário das antigas linhas de montagem, a nova geração de plantas chinesas opera com alto nível de automação, exigindo mão de obra mais qualificada e reduzindo a dependência de processos manuais intensivos.

A China, portanto, não apenas revisa sua própria história industrial, mas redefine o futuro da manufatura mundial.

Interessados devem se inscrever em curso online gratuito que conecta diretamente às oportunidades

 

SÃO CARLOS/SP - Companhias parceiras do Instituto Coca-Cola Brasil estão com mais de mil vagas abertas para serem preenchidas de imediato no Estado de São Paulo. Os interessados devem se inscrever no programa Coletivo Coca-Cola Jovem e fazer um curso online que os conecta diretamente com essas oportunidades. As inscrições podem ser feitas neste site ou por meio do aplicativo do programa, disponível no sistema Android e IOS. Ao todo, são cerca de 1490 vagas abertas em organizações parceiras do ICCB em todo o Brasil.

As vagas são para atuar em empresas como ADECCO, Bob’s, CIEDS, Cinemark, Coca-Cola Andina Brasil, Coca-Cola FEMSA, DIA Brasil, ESPRO, Mania de Churrasco e Manpower.

O Coletivo Coca-Cola Jovem oferece um caminho de formação destinado a jovens entre 16 e 29 anos, que já concluíram ou estão finalizando o ensino médio, composto por 12 videoaulas curtas e práticas, que podem ser assistidas no ritmo de cada participante. Os temas vão desde a elaboração de currículo até o desenvolvimento de habilidades socioemocionais, preparando os jovens para o mundo do trabalho. Após finalizada essa etapa, os alunos ingressam em uma plataforma de empregos exclusiva com vagas oferecidas por mais de 400 empresas parceiras da iniciativa.

“O fim de ano é um momento bastante aquecido no mercado de trabalho e uma excelente oportunidade para os jovens que querem ingressar no primeiro emprego. Com o Coletivo Coca-Cola Jovem, oferecemos uma formação gratuita que ajudará os jovens a abrir seus futuros, aprendendo como elaborar um currículo, se comportar em uma entrevista de emprego e planejar sua trajetória profissional”, afirma Daniela Redondo, Diretora-Executiva do Instituto Coca-Cola Brasil.

 

Sobre o Instituto Coca-Cola Brasil (ICCB)

O Instituto Coca-Cola Brasil (ICCB) é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) e tem como propósito ser agente de transformação social para reduzir as desigualdades e contribuir para o desenvolvimento socioeconômico do país, potencializado por parcerias e pelo Sistema Coca-Cola.

Reconhecidos por sua tecnologia social e capacidade de escala, assumiu o compromisso público de, até 2026, promover o empoderamento econômico, através da geração de oportunidades no mundo do trabalho para 1 milhão de pessoas, prioritariamente jovens, mulheres e negros em situação de vulnerabilidade socioeconômica no país. Até hoje, o ICCB já beneficiou 806 mil pessoas através de diversas causas.

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