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Serviços lideram geração de vagas, enquanto indústria reforça empregos mais bem remunerados

 

SÃO CARLOS/SP - A região de São Carlos registrou saldo positivo na geração de empregos formais em fevereiro. De acordo com dados do Novo Caged, divulgados pelo Ministério do Trabalho, foram criadas 822 vagas com carteira assinada no mês, considerando os municípios de Descalvado, Ibaté, Pirassununga, Porto Ferreira, Santa Rita do Passa Quatro e São Carlos. 

O número é mais de três vezes maior do que o registrado em janeiro, quando foram abertas 245 vagas. No acumulado do primeiro bimestre, o saldo já soma 1.067  novos postos de trabalho.

São Carlos liderou a geração de empregos, com saldo de 756 vagas, impulsionado principalmente pelo setor de serviços, responsável por 409 postos, seguido pela indústria, que abriu 238 vagas. Na sequência, aparecem Porto Ferreira, com 134 vagas (115 em serviços), e Santa Rita do Passa Quatro, com 105 vagas (93 em serviços). Descalvado também registrou saldo positivo, com 32 empregos, sendo 25 no setor de serviços.

Por outro lado, Ibaté apresentou leve retração, com saldo negativo de 3 vagas, influenciado pela agropecuária (-16). Já Pirassununga registrou queda mais significativa, com saldo de -202 empregos, também impactada pelo desempenho da agropecuária (-205).

Na análise por setores, o destaque ficou com os serviços, que lideraram a geração de empregos na região, com saldo de 655 vagas, resultado de 3.357 admissões e 2.702 desligamentos. A indústria também teve desempenho relevante, com 252 novos postos de trabalho (1.861 admissões e 1.609 desligamentos), seguida pela construção civil, que abriu 85 vagas. A agropecuária registrou saldo negativo de 155 empregos, enquanto o comércio apresentou leve retração, com fechamento de 15 vagas no período.

Para o diretor titular do Ciesp São Carlos, Paulo Giglio, o desempenho da indústria merece atenção especial. “O emprego industrial tem características importantes, pois, em geral, oferece melhores salários, maior qualificação e vínculos mais duradouros. Isso contribui diretamente para a qualidade da renda e para a estabilidade econômica da região”, afirma.

Giglio destaca, no entanto, que o cenário exige cautela. “Apesar do resultado positivo, é fundamental acompanhar com atenção o contexto nacional e internacional, que ainda apresenta incertezas, especialmente em um ano eleitoral e diante de oscilações em custos como custos como diesel, energia e insumos industriais. Esses fatores impactam diretamente a confiança do empresário e a decisão por investimentos. A manutenção desse ritmo dependerá de um ambiente econômico mais estável e favorável à produção”, completa.

O Novo Caged consolida informações do eSocial, do antigo Caged e do Empregador Web, sendo hoje a principal fonte de dados sobre o mercado de trabalho formal no país.

Desempenho local
Os dados do Novo Caged mostram que o desempenho dos municípios da região em fevereiro foi heterogêneo, com destaque para o avanço dos serviços em várias cidades e impactos pontuais da agropecuária em outras.

Descalvado registrou saldo positivo de 32 empregos formais, com destaque para os setores de serviços, que responderam por 25 vagas, e construção civil, com 17. A agropecuária também contribuiu positivamente no mês, enquanto a indústria apresentou leve retração.

Ibaté apresentou estabilidade, com saldo ligeiramente negativo de 3 vagas. O resultado foi influenciado principalmente pela agropecuária (-16) e pela indústria (-10), enquanto construção civil (+16) e comércio (+10) ajudaram a amenizar as perdas.

Pirassununga registrou o resultado mais negativo da região, com fechamento de 202 postos de trabalho. O desempenho foi fortemente impactado pela agropecuária, que teve saldo de -205 vagas no mês, além de retração na indústria e no comércio. Por outro lado, serviços e construção civil apresentaram desempenho positivo.

Porto Ferreira manteve bom ritmo de geração de empregos, com saldo de 134 vagas. O destaque foi o setor de serviços, responsável por 115 postos, seguido pela indústria, com saldo positivo de 41 vagas, reforçando a força da economia local.

Santa Rita do Passa Quatro teve saldo positivo de 105 empregos, com forte protagonismo dos serviços, que responderam por 93 vagas no mês. A indústria também contribuiu positivamente, enquanto os demais setores apresentaram variações mais moderadas.

SÃO PAULO/SP - A produção industrial avançou 0,9% na passagem de janeiro para fevereiro, segundo crescimento consecutivo. Com o resultado, o setor acumula expansão de 3% este ano.

A produção industrial se encontra 3,2% acima do patamar pré-pandemia de fevereiro de 2020, mas ainda está 14,1% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011.

Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada nesta quinta-feira (2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O gerente da PIM, André Macedo, avalia que a indústria recupera as perdas assinaladas nos últimos meses de 2025, com perfil disseminado de crescimento. 

“Enquanto janeiro foi caracterizado pela retomada da produção, após um dezembro marcado pela maior frequência de férias coletivas e paralisações técnicas, fevereiro se destaca pelo avanço da produção, possivelmente associado a um processo de recomposição de estoques em diferentes setores industriais”, explica o pesquisador.

Segundo o IBGE, o crescimento da produção industrial foi registrado nas quatro grandes categorias econômicas e em 16 dos 25 ramos pesquisados. 

Entre as atividades, as influências positivas mais importantes foram observadas em veículos automotores, reboques e carrocerias (6,6%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (2,5%).

“Nesses setores, as principais pressões positivas vêm de automóveis e autopeças, na indústria automobilística, e derivados do petróleo e álcool etílico, na atividade dos derivados do petróleo e biocombustíveis”, disse André Macedo.

"A atividade de veículos automotores, reboques e carrocerias acumula expansão de 14,1% nos dois primeiros meses de 2026 e elimina o recuo de 9,5% verificado nos dois últimos meses de 2025”, mostra o IBGE. 

“A produção de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, marcando o terceiro mês consecutivo de crescimento, registrou ganho de 9,9% neste período", aponta o IBGE.

Entre as atividades que apresentaram recuo, a principal influência veio da produção de farmoquímicos e farmacêuticos (-5,5%), que intensificou a queda verificada no primeiro mês do ano (-1,4%).

“Na indústria farmacêutica, caracterizada pela maior volatilidade de seus resultados, observa-se o segundo mês consecutivo de queda, influenciado, em grande medida, pela elevada base de comparação, em função do avanço de 19% acumulado nos dois últimos meses de 2025", explica o gerente da pesquisa.

A pesquisa também destaca os impactos negativos observados nos setores de produtos químicos (-1,3%) e de metalurgia (-1,7%).

 

 

AGÊNCIA BRASIL

BRASÍLIA/DF - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva rebateu as críticas ao sistema de pagamentos instantâneos do Brasil, o Pix, feitas em um relatório do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos. Em evento em Salvador (BA), Lula afirmou que o Pix deve ser aprimorado para atender às necessidades dos brasileiros.

“O Pix é do Brasil e ninguém vai fazer a gente mudar o Pix, pelo serviço que ele está prestando a sociedade brasileira”, disse Lula, sobre o sistema do Banco Centra (BC).

De acordo com o relatório anual do comércio estadunidense, as empresas daquele país temem que Banco Central dê tratamento preferencial ao sistema do Pix, em detrimentos de outros sistemas de pagamentos.

“O Banco Central do Brasil criou, detém, opera e regula o Pix, uma plataforma de pagamentos instantâneos. Nos Estados Unidos, partes interessadas expressaram preocupação com o fato de o Banco Central do Brasil conceder tratamento preferencial ao Pix, que desfavorece os fornecedores de serviços de pagamento eletrônico dos Estados Unidos. O Banco Central exige o uso do Pix por instituições financeiras com mais de 500 mil contas”, diz o documento.

 

Investigação

No ano passado, o país governado por Donal Trump abriu uma investigação interna contra práticas comerciais do Brasil que consideram supostamente “desleais”. Entre elas, o Pix. Um dos motivos especulados para a medida é de que o BC teria favorecido o Pix em detrimento do WhatsApp Pay em 2020. O aplicativo é da empresa Meta, do empresário Mark Zuckerberg, aliado de Trump.

Na ocasião, o Ministério das Relações Exteriores respondeu que o Pix visa a segurança do sistema financeiro, sem discriminar empresas estrangeiras. A defesa brasileira destacou que a administração pelo BC garante neutralidade ao sistema de pagamentos instantâneos e que outros bancos centrais, inclusive o Federal Reserve (Fed, Banco Central dos Estados Unidos) testam ferramentas parecidas.

O Pix foi lançado oficialmente no Brasil no dia 16 de novembro de 2020, mas os estudos para a implementação do novo sistema de pagamento existiam pelo menos desde maio de 2018.

Relatório de Estimativa do Comércio Nacional de 2026, dos Estados Unidos, foi divulgado no último dia 31 de março e trata sobre questões de diversos países que podem significar “barreiras” ao comércio exterior dos Estados Unidos.

Sobre o Brasil, o documento ainda aborda temas como mineração ilegal de ouro, extração ilegal de madeira, as leis trabalhistas brasileiras, legislações sobre plataformas digitais, a Lei Geral de Proteção de Dados, taxa de uso de rede e satélites.

 

 

AGÊNCIA BRASIL

SÃO PAULO/SP - O Sebrae-SP está com 20 vagas abertas para o Speed Marine, programa gratuito de aceleração de startups ligados à Economia Azul que buscam refinar a estratégia do negócio, escalar a máquina de vendas ou ampliar suas conexões dentro do ecossistema. As inscrições estão disponíveis até o dia 23 de abril pelo Link.
 

O programa abre as portas para startups não apenas do estado de São Paulo, mas de todo o Brasil. Podem participar startups ligadas a diversas atividades econômicas que dependem das águas marinhas, costeiras e de interiores, como a pesca e aquicultura; turismo lazer e náutico; transporte e logística; gastronomia, artesanato e cultura das águas; energias renováveis de origem hídrica; biotecnologia e bioeconomia marinha; serviços ambientais e conservação; e economia circular e aproveitamento de resíduos.
 

Para participar, os produtos e/ou serviços precisam ser o principal dessas startups. Não serão consideradas "Spin Off's". Além disso, o produto precisa estar validado, preparado para gerar crescimento de vendas e o faturamento médio mínimo precisa ser de R$ 5 mil ao mês, nos últimos seis meses. Há também a exigência de que o fundador atue em tempo integral na startup, com pelo menos mais um sócio e/ou equipe com habilidades complementares.
 

O Speed Marine oferece uma série de benefícios às startups participantes, como um diagnóstico e acompanhamento personalizado com mentores especialistas; workshops com referências de mercado; fast-tracking com programas de vendas, investimentos e alocação gratuita de até dois recursos comerciais; exposição gratuita em feiras e missões; participação em fóruns e meetups no Litoral Norte, região de Santos e Litoral Sul; além de conexão com grandes instituições, empresas e atores do ecossistema de inovação e da Economia Azul.
 

Para o consultor de negócios do Sebrae-SP, Alexandre Canova, o Speed Marine é uma iniciativa estratégica para destravar o potencial da Economia Azul no Brasil. "O programa conecta startups diretamente com demandas reais do setor marítimo, oferece uma aceleração altamente especializada e ainda facilita o acesso a parceiros e capital, algo essencial em um mercado intensivo e regulado; na prática, isso reduz riscos, acelera a validação das soluções e aumenta significativamente as chances dessas startups conseguirem escalar e competir em um setor que é cada vez mais relevante globalmente", comenta.
 

As inscrições para o Speed Marine vão até o dia 23/4. As startups selecionadas para a banca serão divulgadas no dia 24/4. A banca será realizada no dia 6/5 e os resultados no dia 8/5. Ainda em maio serão realizados eventos como o Fórum Nacional de Economia Azul e o SP Ocean Week, com o início da aceleração previsto para iniciar em 10/6. No segundo semestre de 2026, ainda serão realizados eventos e visitas técnicas em São José dos Campos, Vale do Ribeira e Litoral Norte, além da Feira do Empreendedor na capital paulista e o encerramento do ano no Colabora Mundo, em Santos.
 

Oferecido pelo Sebrae-SP por meio do Sebrae for Startups, o Speed Marine é realizado em parceria com o Porto de Santos, PIT, UNESP, Ilhahub, Hub Brasil Export, entre outros parceiros.
 

SERVIÇO

Speed Marine

Inscrições gratuitas até 23/4

Link 

SÃO PAULO/SP - A Feira do Empreendedor 2026 está começando! O Sebrae-SP abre as inscrições para expositores e patrocinadores da edição deste ano, que vai ser realizada entre os dias 19 e 22 de outubro, no São Paulo Expo, na capital paulista. A expectativa para a FE26 é receber mais de 100 mil visitantes e movimentar mais de R$ 50 milhões em negócios. Ao todo serão cerca de 20 espaços destinados a patrocinadores e mais de 900 de exposição voltados para empresas de diversos portes e setores que desejam apresentar seus produtos, ampliar visibilidade e acelerar seu crescimento no mercado. Mais informações pelo Link.
 

Com entrada gratuita, a FE26 tem como foco fomentar o empreendedorismo por meio da geração de negócios, networking e divulgação de produtos e serviços. Trata-se de uma oportunidade para empresas de todos os portes, desde os Microempreendedores Individuais (MEIs) até grandes negócios de todo o Brasil.
 

As micro e pequenas empresas (MPEs) contam com planos especiais com desconto, e os valores para expositores começam a partir de R$ 1.190, com opções de estandes de Feirinha, 2m², 6m², 12m² e 25m², além de área livre para montagem personalizada. As cotas de patrocínio incluem, além do espaço de exposição, uma série de contrapartidas que garantem visibilidade institucional e associação da marca a um dos maiores eventos de empreendedorismo do mundo.
 

Empresas de setores diversos poderão participar, como agronegócios, franquias (investimento até R$ 700 mil), licenciamento, máquinas e equipamentos, serviços produtivos, soluções digitais, sustentabilidade, comércio e oportunidades regionais. Estão disponíveis também oportunidades para prefeituras interessadas em promover as oportunidades disponíveis para MPEs em seus municípios e divulgar suas políticas públicas e projetos de incentivo ao empreendedorismo.
 

Para o gerente da Unidade de Relacionamento com o Cliente do Sebrae-SP, Alexandre Robazza, expor ou patrocinar a Feira do Empreendedor não se trata apenas de uma ação de marketing, mas sim uma estratégia de posicionamento em uma vitrine qualificada, com alta circulação de um público em busca de soluções, inovação e parcerias.
 

 

"Estamos falando de um dos maiores eventos de empreendedorismo do mundo, que conecta marcas diretamente a milhares de empresários, potenciais clientes e tomadores de decisão engajados", comenta. "Investir em um espaço de exposição acelera o ciclo de vendas e fortalece o relacionamento com o mercado, além de gerar credibilidade e reforçar atributos como confiança, autoridade e relevância ao associar sua marca a uma instituição sólida e respeitada como o Sebrae-SP", destaca Robazza.
 

FE26
 

A FE26 será dividida em seis eixos temáticos para proporcionar uma experiência personalizada e relevante para cada perfil de visitante. Os eixos são: Comece seu Negócio, Melhore sua Gestão, Amplie seu Negócio, Comportamento Empreendedor, ESG - Impacto Social e Ambiental; e Cidade Empreendedora.
 

Além das atrações temáticas, a programação terá palestras, painéis, atendimentos e consultorias, rodadas de negócios e oportunidades de networking, e contará com a presença de especialistas e empreendedores de diversos setores.
 

Em 2025, a Feira do Empreendedor recebeu mais de 100 mil visitantes e movimentou R$ 59,5 milhões em negócios. Ao todo foram 962 expositores, 21 patrocinadores, 370 painéis, palestras, oficinas e talk shows, mais de 185 horas de conteúdo e mais de 22 mil pessoas presentes vindas de mais de 750 missões do interior de São Paulo. O índice de satisfação geral do evento foi de 8,9, avaliado por expositores, patrocinadores e visitantes.
 

As empresas interessadas em garantir seu espaço na FE26 podem acessar o site e preencher o formulário de inscrição pelo Link. Para mais informações, encaminhe um e-mail para sp-captacaoderecursos@sebraespcom.br. Assista ao vídeo da Feira do Empreendedor 2025: Link.

Custo médio da cesta chegou a R$ 747,35 em março; variação entre regionais da cidade chega a R$ 78,79 a mais no total da compra mensal

 

RIBEIRÃO PRETO/SP - A cesta básica em Ribeirão Preto custou, em média, R$ 747,35 em março de 2026, registrando alta de 1,60% em relação ao mês anterior. O levantamento é do Instituto de Economia Maurílio Biagi da Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto (IEMB-Acirp), que conduziu a coleta de dados no dia 17 de março.

Carnes concentram a maior parte dos gastos
As carnes permaneceram como o principal componente do orçamento alimentar, respondendo por 46,16% do dispêndio total da cesta. Em seguida, destacaram-se frutas e legumes (22,70%), farináceos (19,23%), laticínios (5,51%), leguminosas (3,77%), cereais (1,75%) e óleos (0,87%).

Diferença entre regiões segue significativa
A análise regional aponta diferenças relevantes nos preços praticados no município, que chegam a R$ 78,79 (ou 11% a mais no total da cesta mais barata).
A região Central, apesar de apresentar o maior custo médio da cesta (R$ 790,26), registrou variação de -1,99% no mês. Já a região Norte, que manteve o menor valor médio (R$ 711,47), apresentou alta de 6,76%.
Nas demais regiões, o custo médio foi de R$ 747,74 na Leste (-0,98%), R$ 714,84 na Oeste (+2,71%) e R$ 781,63 na Sul (+1,12%).

Tomate e feijão lideram altas
Entre os 13 itens analisados pela amostra, as maiores altas foram registradas no tomate italiano (+13,13%) e no feijão carioca (+10,55%). O tomate apresentou elevação em um contexto de desaceleração da safra de verão, com redução da oferta e perdas de qualidade em parte das regiões produtoras. Já o feijão subiu diante da menor disponibilidade interna, associada a uma safra mais restrita e a dificuldades no ritmo de colheita.

Em sentido oposto, destacaram-se as quedas nos preços do açúcar cristal (-7,97%) e da farinha de trigo (-7,00%), movimentos que contribuíram para atenuar parcialmente o avanço do custo da cesta no mês.

Comprometimento da renda aumenta
No que se refere ao poder de compra, considerando o salário-mínimo bruto vigente de R$ 1.621,00 e o desconto de 7,50% referente à Previdência Social, o salário-mínimo líquido foi estimado em R$ 1.499,43. Nessas condições, um trabalhador comprometeu cerca de 49,84% da renda mensal apenas com gastos alimentares em março.
Para adquirir a cesta básica, foram necessárias aproximadamente 109,65 horas de trabalho, o que representa acréscimo de 1,73 hora em relação ao mês anterior.
A cesta básica se manteve como um componente central do custo de vida das famílias, com elevação no mês concentrada em variações pontuais de alguns itens.

Metodologia
A mensuração da cesta básica tem como referência as quantidades definidas no Decreto-Lei nº 399/1938, sem alteração dos itens ou das quantidades ao longo da série histórica. A composição dos grupos alimentares observa também as diretrizes do Decreto nº 11.936, de 5 de março de 2024, e dialoga com os padrões de consumo alimentar identificados na Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF/IBGE).

RIO DE JANEIRO/RJ - O Flamengo chegou à inédita marca de R$ 2 bilhões em arrecadação no ano de 2025. No balanço, divulgado na noite de terça-feira, o clube ressalta a redução da dívida operacional de R$ 344 milhões para R$ 174 milhões e a receita bruta recorde impulsionados "pela combinação de desempenho esportivo e comercial excepcional, vendas recordes de atletas e a consolidação da operação do Maracanã".

- O Clube atingiu uma receita operacional bruta total (incluindo atletas) de R$ 2 .089 milhões em 2025, ultrapassando pela primeira vez a marca de R $ 2 bilhões. Este patamar de receitas foi alcançado em função do desempenho esportivo em competições com premiações relevantes, do crescimento contínuo das receitas comerciais, da recuperação das receitas de matchday com a gestão plena do Maracanã e do expressivo volume de transferências de atletas no exercício.

Receita bruta: R$ 2.089 bilhão

Receita recorrente: R$ 1.571 bilhão

Ebtida: R$ 616 milhões

Superávit: R$ 336 milhões

Dívida operacional líquida: R$ 174 milhões

O aumento da receita bruta foi significativo considerando os R$ 1,4 bilhão de 2024 e R$ 1,5 bilhão de 2023. Em 2022, o Fla arrecadou R$ 1,3 bilhão e em 2021 R$ 1,2 bilhão. O menor número dos últimos anos foi 2020, com R$ 1 bilhão, com 2019 chegando a R$ 1,3 bilhão.

Com relação à dívida, o número atingiu R$ 513 milhões em 2019 e aumentou para R$ 643 milhões por causa da pandemia em 2020. Mas voltou a reduzir em 2021 e caiu para R$ 321 milhões. Em 2022, chegou a R$ 250 milhões antes de cair para R$ 53 milhões em 2023 e aumentar novamente em 2024 para R$ 344 milhões. Agora está em R$ 174 milhões. Todos os valores citados estão atualizados pelo IPCA.

Com relação à venda de atletas, o Flamengo arrecadou R$ 519 milhões, um valor bem acima dos R$ 113 milhões de 2024. Em 2023, esse número foi R$ 334 milhões. Foi o maior valor da série histórica em termos nominais. Os investimentos em compras de jogadores também foram bem acima dos últimos anos, chegando a R$ 636 milhões em 2025. Em 2024 o número ficou em R$ 435 milhões e em 2023 R$ 301 milhões.

Essas compras de direitos federativos realizados em 2025 envolveram Samuel Lino (R$ 203 milhões), Carrascal (R$ 107,3 milhões), Emerson Royal (R$ 78,8 milhões), Juninho (R$ 40 milhões) e Plata (R$ 39 milhões). Michael (R$ 28 milhões), Jorginho (R$ 23,8 milhões), Pulgar (R$ 19,3 milhões), Gerson (R$ 15,7 milhões), Danilo (R$ 16,8 milhões) e Varela (R$ 13 milhões) receberam em luvas.

- O retorno a um patamar elevado de transferências reflete tanto a valorização dos ativos formados na base quanto negociações estratégicas de direitos econômicos de atletas profissionais - diz o balanço.

 

 

Por Redação do ge

BRASÍLIA/DF - Servidores públicos federais receberão, a partir desta quarta-feira (1°/4), auxílio-alimentação no valor de R$ 1.192. No período 2023-2026, o benefício alcançou 160% de reajuste.

A última atualização do benefício ocorreu em novembro de 2025, quando o auxílio-alimentação foi fixado em R$ 1.175. O aumento deste ano somou R$ 17.

A nova quantia está prevista na Portaria 2.756/2026, do Ministério da Gestão e Inovação (MGI), publicada nesta edição do Diário Oficial da União.

01/04/2026 - Governo publica portaria que aumenta auxílio-alimentação dos servidores públicos federais; aumento é de 160% em quatro anos. Foto: SRT/MGI

Segundo o MGI, a diferença entre a quantia recebida neste começo de mês (ainda R$ 1.175) e o novo valor do auxílio (R$ 1.192) será creditada no pagamento de abril, depositado no início de maio.

Negociação

A pasta informa que o aumento é resultado da Mesa Nacional de Negociação Permanente, mantida entre e os representantes dos servidores.

As partes negociaram também reajuste nos repasses da assistência pré-escolar e da assistência à saúde suplementar dos servidores. 
 

Para a assistência pré-escolar, o novo valor será de R$ 526,34, o que significa, no acumulado do período de 2023-2026, aumento de 64%.

A assistência à saúde suplementar passou de uma média R$ 146, em 2022, para média de R$ 189,12, em 2024 e, com a nova proposta, alcançará média de R$ 213,78, um ganho de R$ 46% no período. 

 

 

AGÊNCIA BRASIL

BRASÍLIA/DF - As contas públicas fecharam o mês de fevereiro com saldo negativo, com o déficit no governo federal sendo parcialmente compensado pelo superávit nos governos regionais. O setor público consolidado – formado por União, estados, municípios e empresas estatais – registrou déficit primário de R$ 16,4 bilhões no mês passado.

Na comparação com fevereiro de 2025, houve redução no saldo; naquele mês, o resultado das contas foi de R$ 19 bilhões negativo.

As estatísticas fiscais foram divulgadas nesta terça-feira (31) pelo Banco Central (BC). O resultado primário representa a diferença entre as receitas e despesas, desconsiderando o pagamento dos juros da dívida pública.

Em 12 meses encerrados em fevereiro, o setor público consolidado foi deficitário em R$ 52,8 bilhões, 0,41% do Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país).

Em 2025, as contas públicas fecharam o ano com déficit primário de R$ 55 bilhões, 0,43% do PIB.

Níveis de governo

Pressionado por gastos com o Programa Pé-de-Meia e reajustes ao funcionalismo público, em fevereiro último, a conta do Governo Central teve déficit primário de R$ 29,5 bilhões ante resultado negativo de R$ 28,5 bilhões em fevereiro de 2025.

O montante difere do resultado divulgado nesta segunda-feira (30) pelo Tesouro Nacional, de déficit de R$ 30 bilhões, porque o BC usa uma metodologia diferente, que leva em conta a variação da dívida dos entes públicos.

Os governos regionais - estaduais e municipais - tiveram resultado positivo de R$ 13,7 bilhão em fevereiro passado contra R$ 9,2 bilhões no mesmo mês de 2025, compensando parcialmente o déficit das contas públicas.

Em sentido contrário, as empresas estatais federais, estaduais e municipais - excluídas dos grupos Petrobras e Eletrobras – contribuíram para a aumentar do déficit das contas consolidadas, com o resultado negativo de R$ 568 milhões em fevereiro. No mesmo mês de 2025, houve superávit de R$ 299 milhões nessas entidades.

Os gastos com juros ficaram em R$ 84,2 bilhões no mês passado. Com isso, o resultado nominal das contas públicas – formado pelo resultado primário e os juros – caiu, na comparação interanual. No mês de fevereiro, o déficit nominal ficou em R$ 100,6 bilhões contra o resultado negativo de R$ 97,2 bilhões em igual mês de 2025.

Em 12 meses encerrados em fevereiro, o setor público acumula déficit R$ 1,1 trilhão, ou 8,48% do PIB. O resultado nominal é levado em conta pelas agências de classificação de risco ao analisar o endividamento de um país, indicador observado por investidores.

Dívida pública

A dívida líquida do setor público - balanço entre o total de créditos e débitos dos governos federal, estaduais e municipais - chegou a R$ 8,4 trilhões em fevereiro, o que corresponde a 65,5% do PIB, aumento de 0,5 ponto percentual do PIB no mês.

O aumento se deve ao déficit primário do mês, aos juros nominais apropriados e à apreciação cambial de 1,5% em fevereiro, compensados pela variação do PIB nominal e por demais ajustes da dívida externa líquida. Como o país é credor em moeda estrangeira, um aumento do dólar significa aumento da dívida líquida.

No mês passado, a dívida bruta do governo geral (DBGG) - que contabiliza apenas os passivos dos governos federal, estaduais e municipais - chegou a R$ 10,2 trilhões ou 79,2%, aumento de 0,5 ponto percentual do PIB observado no mês anterior.

Assim como o resultado nominal, a dívida bruta é usada para traçar comparações internacionais.

 

 

AGÊNCIA BRASIL

ANÁPOLIS/GO - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que não há justificativas para o aumento do preço do óleo diesel, uma vez que a alta do petróleo foi compensada pelos subsídios feitos pelo governo federal. Lula acrescentou que os aumentos da gasolina e do etanol não têm nada a ver com a guerra no Oriente Médio.

“Por isso, estamos com a Polícia Federal e os Procons na rua para pegar todas as pessoas que tiram proveito para prejudicar o povo e os caminhoneiros”, disse o presidente durante visita à unidade industrial da montadora Caoa, que reinaugurou, nesta quinta-feira (26), sua planta fabril em Anápolis (GO), por meio de parceria com a montadora chinesa Changan.

Irã

Ao discursar, Lula voltou a criticar a guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. Segundo ele, não é correto que outros países – em especial, seus cidadãos – paguem o preço dessa guerra.

“Não vamos deixar a responsabilidade da guerra contra o Irã chegar no preço da alface, da cebola e do feijão que o povo brasileiro come. Não é possível que façam guerra a 15 mil quilômetros de distância do Brasil, e sobre para nós aqui, porque importamos 30% do óleo diesel”, disse o presidente.

“A gente criou subsídio e a gente tem a Petrobras para não permitir que o aumento chegue ao consumidor. Mesmo assim, tem malandro no posto de gasolina aumentando a gasolina e o etanol, que não têm nada a ver com a guerra no Irã. E estão aumentando o óleo diesel, mesmo com a gente dando subsídio”, complementou.

Entenda

O comportamento do preço dos combustíveis, especialmente os derivados de petróleo, como diesel, gás e gasolina, está sendo observado com atenção por autoridades, representantes do setor e motoristas por causa da guerra no Irã, que tem levado distúrbios à cadeia global de petróleo.

No Brasil, o governo federal adotou medidas para suavizar a escalada de preços, incluindo a zeragem de alíquotas do PIS e da Cofins, tributos federais incidentes sobre o diesel.

O diesel, utilizado por ônibus, caminhões e tratores, é o derivado que mais sente a pressão internacional. Um dos motivos é que o Brasil importa 30% do óleo que consome.

 

 

AGÊNCIA BRASIL

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