SÃO PAULOS/SP - A mediana do relatório Focus para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2026 permaneceu em 1,82%. Um mês antes, era de 1,80%. Considerando apenas as 29 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a estimativa oscilou de 1,82% para 1,85%.
O Banco Central (BC) e o Ministério da Fazenda esperam crescimento de 2,3% para a economia brasileira este ano, segundo os números mais recentes divulgados pelas instituições.
A estimativa intermediária do Focus para o crescimento da economia brasileira em 2027 permaneceu em 1,80% pela nona semana consecutiva. As projeções para 2028 e 2029 continuaram em 2%, pela 103ª e 50ª semanas consecutivas, respectivamente.
por Estadao Conteudo
SÃO PAULO/SP - No mês de fevereiro, o Governo de São Paulo completa dois anos do lançamento da Tabela SUS Paulista. Os repasses somam cerca de R$ 9 bilhões. A iniciativa inédita complementa os valores pagos pela tabela nacional e fortalece hospitais filantrópicos e Santas Casas responsáveis por 50% dos atendimentos SUS no estado.
O programa da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) foi criado para corrigir uma defasagem histórica nos repasses federais e ampliou a remuneração de procedimentos hospitalares e ambulatoriais, garantindo maior sustentabilidade financeira às instituições e contribuindo para o aumento da oferta de serviços à população. As cirurgias oncológicas realizadas pela rede pública estadual atestam o impacto do programa, ao registrar crescimento de 43% no comparativo entre 2022 e 2025.
“A Tabela SUS Paulista garantiu sustentabilidade aos hospitais e permitiu a abertura e reativação de mais de 8 mil leitos em todo o estado. Esse investimento histórico também contribuiu para alcançarmos recordes na realização de cirurgias eletivas, ampliando o acesso e reduzindo filas”, afirma o secretário de Estado da Saúde, Eleuses Paiva.
Em 2025, o Estado alcançou o maior volume de cirurgias eletivas já registrado na rede do SUS paulista, com 1,3 milhão de procedimentos, crescimento de 85,7% em relação a 2022, quando foram realizadas cerca de 700 mil cirurgias. Nos três anos da atual gestão, já são 3,5 milhões de cirurgias realizadas. Em 2023, foram 1 milhão de procedimentos e, em 2024, 1,2 milhão. O avanço é reflexo da ampliação dos serviços, do fortalecimento dos hospitais e do modelo de financiamento impulsionado pela Tabela SUS Paulista.
Os resultados assistenciais do programa refletem esse avanço. As internações de alta complexidade acumulam alta de 37,9% na comparação entre 2022 e 2025. No mesmo período, as cirurgias bucomaxilofaciais alcançaram crescimento de 116% até 2025 em relação a 2022. As cirurgias neurológicas registraram expansão de 60% até 2025, também na comparação com 2022. Já as cirurgias de mama apresentaram crescimento de 30% até 2025.
“Esse crescimento consistente mostra que a Tabela SUS Paulista se consolidou como uma política estruturante para a saúde pública no estado de São Paulo”, ressalta Eleuses Paiva.
Com o reforço nos recursos, os hospitais expandiram a capacidade assistencial, aumentaram internações e cirurgias e contribuíram para a redução de filas em diferentes regiões paulistas.
Mais recursos, mais cirurgias, mais acesso
O fortalecimento da rede hospitalar e a ampliação da oferta de procedimentos também se refletem na vida de pacientes como James Cesar dos Santos Ribeiro, de 53 anos, morador de Rancharia. Ele precisou passar por nova cirurgia após a recorrência de uma hérnia inguinal, que voltou a comprometer sua rotina e qualidade de vida.
James foi atendido no Hospital e Maternidade de Rancharia, unidade que integra a rede contemplada pela Tabela SUS Paulista e que, em dois anos, recebeu R$ 15,5 milhões por meio do programa. O investimento fortaleceu a estrutura da instituição, ampliou a capacidade de atendimento e garantiu mais agilidade na realização de cirurgias e outros procedimentos.
As dores limitaram atividades que sempre fizeram parte do seu dia a dia. “Por conta das dores, a minha rotina estava parada. Não podia fazer academia ou corrida, atividades que eu gosto muito. Além disso, afetava os trabalhos que eu precisava fazer, já que não podia agachar. Eu vivia bem restrito”, relatou.
A cirurgia foi realizada com a colocação de tela, técnica que reduz as chances de nova reincidência. James também destaca a rapidez no atendimento. “Eu não esperava, foi muito rápido mesmo. Eu estava com muita dor e, em questão de uma ou duas semanas, minha cirurgia foi marcada”.
Recuperado, ele afirma que retomou a rotina normalmente. “A cirurgia mudou a forma como eu vivia. Hoje eu já estou recuperado, levo uma vida normal. Faço as minhas corridas e os meus exercícios”, completou.
Mais transparência
O Governo de São Paulo disponibiliza a qualquer cidadão o acesso a todos os valores pagos, detalhados por instituição filantrópica, referentes à Tabela SUS Paulista, mostrando o compromisso da gestão com a transparência. Para conhecer os dados, basta acessar https://nies.saude.sp.gov.br/ses
SÃO PAULO/SP - A prévia da inflação oficial de fevereiro ficou em 0,84%, o que representa avanço em relação ao mês anterior, quando ficou em 0,20%. O maior impacto (0,32 p.p.) no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) partiu do grupo educação, que teve alta de 5,20%. A explicação está nos reajustes no início do ano letivo que ocorreram nas mensalidades de escolas e cursos.
Outro grupo que influenciou o indicador foi o de transportes, com elevação de 1,72%. Neste caso, o peso no índice ficou em 0,35 p.p. (ponto percentual). Os demais grupos oscilaram entre -0,42% de vestuário e 0,67% de saúde e cuidados pessoais.
A alta acumulada do IPCA-15 no ano é de 1,04%, enquanto nos últimos 12 meses foi de 4,10%. O resultado é menor do que os 4,50% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores.
Os dados do IPCA-15 de fevereiro, divulgados nesta sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), indicam ainda que no grupo saúde e cuidados pessoais a alta ficou em 0,67% e impacto de 0,09 p.p, com destaques para os avanços em artigos de higiene pessoal (0,91%) e do plano de saúde (0,49%).
No grupo alimentação e bebidas, que subiu 0,20% com impacto de 0,04 p.p., a alimentação no domicílio avançou 0,09% em fevereiro, que representa recuo em relação a janeiro, quando marcou 0,21%. Conforme o indicador, as principais variações positivas ficaram com o tomate (10,09%) e as carnes (0,76%).
Nas queda de percentual, os destaques foram o arroz (-2,47%), o frango em pedaços (-1,55%) e as frutas (-1,33%).
“A alimentação fora do domicílio registrou maior variação que no domicílio: 0,46%, com as altas da refeição (0,62%) e do lanche (0,28%)”, informou o IBGE.
Após cair 0,26% em janeiro, o grupo habitação teve alta de 0,06% em fevereiro. Os resultados da taxa de água e esgoto (1,97%) e do aluguel residencial (0,32%) foram destaques.
Em sentido contrário, a energia elétrica residencial caiu 1,37% e foi o subitem com o maior impacto negativo no indicador (0,06 p.p.). O motivo foi a ocorrência no período de bandeira tarifária verde, que é sem custo adicional para os consumidores. “A taxa de água e esgoto teve alta de 1,97%, enquanto o subitem gás encanado registrou queda de 0,71% nas tarifas”, informou o IBGE.
Nos índices regionais, São Paulo teve a maior variação (1,09%). A explicação está nas elevações dos subitens passagens aéreas (16,92%) e nos cursos regulares (6,34%), com destaque para o ensino fundamental (8,32%). A menor variação ficou em Recife (0,35%). O motivo foram as quedas no transporte por aplicativo (-10,34%) e na energia elétrica residencial (-2,32%).
De acordo com o IBGE, para o cálculo do IPCA-15 de fevereiro, foram analisados os preços coletados no período de 15 de janeiro de 2026 a 12 de fevereiro de 2026 (referência) e comparados com aqueles vigentes de 13 de dezembro de 2025 a 14 de janeiro de 2026 (base).
“O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários-mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e do município de Goiânia”, diz o levantamento.
A metodologia utilizada é a mesma do IPCA, a diferença está no período de coleta dos preços e na abrangência geográfica. A próxima divulgação do IPCA-15, referente a março, será em 26 do mesmo mês.
AGÊNCIA BRASIL
Custo médio da cesta chegou a R$ 735,55 em fevereiro
RIBEIRÃO PRETO/SP - A cesta básica em Ribeirão Preto custou, em média, R$ 735,55 em fevereiro de 2026, registrando alta de 0,62% em relação a janeiro. O levantamento é do Instituto de Economia Maurílio Biagi da Associação Comercial e (IEMB-Acirp), que conduziu a coleta de dados nos dias 18 e 19 de fevereiro em 11 hipermercados e supermercados e quatro padarias distribuídos nas regiões da cidade.
Carnes concentram a maior parte dos gastos
As carnes permaneceram como o principal componente do orçamento alimentar, respondendo por 46,81% do dispêndio total da cesta. Em seguida, destacaram-se frutas e legumes (21,66%), farináceos (20,20%), laticínios (5,25%), leguminosas (3,47%), cereais (1,72%) e óleos (0,88%).
Diferença entre regiões segue significativa
A análise regional aponta diferenças relevantes nos preços praticados no município. A região Central, apesar de apresentar o maior custo médio da cesta (R$ 806,31), registrou variação de -3,04%no mês. Já a Norte manteve o menor valor médio (R$ 666,41), apresentou variação de -2,17%.
Nas demais regiões, o custo médio foi de R$ 755,13 na Leste (+8,89%), R$ 696,01 na Oeste (-1,32%) e R$ 772,98 na Sul (+3,81%).
Batata e feijão sobem
Dos treze itens da Cesta Básica observados pela pesquisa, as maiores altas foram registradas na batata (+12,41%) e no feijão (+9,83%). As variações são associadas a restrições pontuais de oferta.
Em sentido oposto, destacaram-se as quedas nos preços da banana (-7,46%) e do arroz (-5,01%).
A pesquisa segue os critérios estabelecidos pelo Decreto-Lei nº 11.936/2024 e a Pesquisa de Orçamento Familiar (POF) 2017-2018. Para cada item da cesta, foi considerado o menor preço do produto especificado, independentemente da marca comercial.
BRASÍLIA/DF - O Banco do Brasil (BB) anunciou um pacote de medidas emergenciais para apoiar moradores e empreendedores atingidos pelas fortes chuvas na Zona da Mata mineira. As ações incluem uma doação inicial de R$ 200 mil, medidas de flexibilização de crédito, renegociação de dívidas e apoio operacional aos municípios afetados.
A instituição acionou o protocolo do Programa Ajuda Humanitária e lançou uma campanha de mobilização social. A doação inicial será feita por meio da Fundação Banco do Brasil, destinada a instituições sem fins lucrativos da região, responsáveis pela compra e distribuição de alimentos, roupas, kits de higiene e materiais de limpeza.
As medidas contemplam moradores e empresas dos municípios de Juiz de Fora, Ubá e Matias Barbosa. Segundo o banco, mais de 159 mil clientes pessoas físicas e cerca de 9 mil pessoas jurídicas podem ser beneficiados.
Entre as principais ações está a carência de até seis meses para início do pagamento em operações como BB Crédito Consignado e BB Crédito Salário. Também foi liberada a possibilidade de repactuação de até quatro parcelas de financiamentos imobiliários e empréstimos com garantia de imóvel, com transferência dos valores para o fim do contrato.
Para pessoas jurídicas, o banco oferece o Pula Parcela Emergencial PJ, que permite prorrogar até seis parcelas em linhas de capital de giro e no BB Financiamento PJ.
Também foi criada a linha de Reperfilamento PJ, com prazo de até 60 meses e carência de até seis meses para renegociação de dívidas de empresas afetadas.
No campo, as medidas incluem alocação emergencial de recursos para crédito rural, tanto para custeio quanto para investimento, incluindo financiamentos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) para construção e reforma de moradias rurais.
O banco informou ainda que simplificará a prorrogação de operações com base em alertas de safra por cultura e região. Parceiros e correspondentes bancários foram mobilizados para atendimento direto aos produtores. Além disso, haverá prioridade na análise de pedidos do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro).
O pacote também prevê estorno de juros, encargos, Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e tarifas em operações nas áreas atingidas. O banco anunciou a ampliação temporária de limites para transações via Pix e a flexibilização para abertura e manutenção de contas.
No segmento de seguros, a BB Seguros iniciou contato direto com segurados por WhatsApp para orientar sobre abertura de sinistros e acionamento de assistências, com prioridade no atendimento aos municípios impactados.
O Banco do Brasil informou que mantém contato com as prefeituras das cidades afetadas para oferecer operações de crédito com tramitação prioritária. A instituição também orienta gestores a utilizarem o Cartão da Defesa Civil e disponibiliza solução para pagamento de benefícios às famílias atingidas.
Além da doação inicial, a campanha conta com apoio da Livelo, que irá dobrar as doações de pontos realizadas até 31 de março de 2026 para a campanha “Enchentes MG”.
A partir de 26 de fevereiro, as Associações Atléticas Banco do Brasil (AABB) de Minas Gerais passam a funcionar como pontos oficiais de arrecadação de itens como água mineral, produtos de limpeza, cobertores, roupas e calçados em bom estado.
Todo o recurso arrecadado será destinado à compra e distribuição de itens essenciais às famílias afetadas pelas enchentes.
Dinheiro
Banco do Brasil (001)
Agência: 1607-1
Conta: 80.000-7
Chave Pix: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
Pontos Livelo
Válidas até 31 de março de 2026.
Acesse o catálogo Livelo e selecione a campanha “Enchentes MG”, da Fundação Banco do Brasil (Trocar Pontos > Doação > Todos os parceiros).
AGÊNCIA BRASIL
BRASÍLIA/DF - Os juros altos impediram a queda da Dívida Pública Federal (DPF) em janeiro, mesmo com grande vencimento de papéis prefixados. Segundo números divulgados nesta quarta-feira (25) pelo Tesouro Nacional, a DPF passou de R$ 8,635 trilhões em dezembro para R$ 8,641 trilhões no mês passado, alta de 0,07%.
Em agosto do ano passado, o indicador superou pela primeira vez a barreira de R$ 8 trilhões. De acordo com o Plano Anual de Financiamento (PAF), divulgado em janeiro, o estoque da DPF deve encerrar 2026 entre R$ 9,3 trilhões e R$ 10,3 trilhões.
A Dívida Pública Mobiliária (em títulos) interna (DPMFi) avançou 0,26%, passando de R$ 8,309 trilhões em dezembro para R$ 8,33 trilhões em janeiro. No mês passado, o Tesouro resgatou R$ 67,02 bilhões em títulos a mais do que emitiu, principalmente em papéis vinculados à Selic. Esse resgate líquido, no entanto, foi compensado pela apropriação de R$ 88,53 bilhões em juros.
Por meio da apropriação de juros, o governo reconhece, mês a mês, a correção dos juros que incide sobre os títulos e incorpora o valor ao estoque da dívida pública. Com a Taxa Selic (juros básicos da economia) em 15% ao ano, a apropriação de juros pressiona o endividamento do governo.
No mês passado, o Tesouro emitiu R$ 145,87 bilhões em títulos da DPMFi. No entanto, com o alto volume de vencimentos de títulos prefixados em janeiro, típicos do início de cada trimestre, os resgates somaram R$ 212,89 bilhões.
A Dívida Pública Federal externa (DPFe) caiu 4,75%, passando de R$ 326,07 bilhões em dezembro para R$ 310,59 bilhões em janeiro. O principal fator foi o recuo de 4,95% do dólar no mês passado, em meio ao alívio no mercado financeiro no último mês.
Pelo segundo mês seguido, o colchão da dívida pública (reserva financeira usada em momentos de turbulência ou de forte concentração de vencimentos) caiu. Essa reserva passou de R$ 1,187 trilhão em dezembro para R$ 1,085 trilhão no mês passado. O principal motivo, segundo o Tesouro Nacional, foi o resgate líquido (resgates menos emissões) no mês passado.
Atualmente, o colchão cobre 6,77 meses de vencimentos da dívida pública, o menor prazo desde março do ano passado. Nos próximos 12 meses, está previsto o vencimento de R$ 1,424 trilhão em títulos federais. A expectativa é que as reservas subam nos próximos meses, por causa do baixo volume de vencimentos.
Com o forte vencimento de títulos prefixados, a composição da DPF variou da seguinte forma de dezembro para janeiro:
O PAF prevê que os títulos encerrarão o ano nos seguintes intervalos
Normalmente, os papéis prefixados (com taxas definidas no momento da emissão) indicam mais previsibilidade para a dívida pública, porque as taxas são definidas com antecedência. No entanto, em momentos de instabilidade no mercado financeiro, as emissões caem porque os investidores pedem juros muito altos, que comprometeria a administração da dívida do governo.
Em relação aos papéis vinculados à Selic, esses títulos estão atraindo o interesse dos compradores por causa dos altos níveis dos juros básicos da economia. A dívida cambial é composta por antigos títulos da dívida interna corrigidos em dólar e pela dívida externa.
O prazo médio da DPF oscilou de 4 para 4,03 anos. O Tesouro só fornece a estimativa em anos, não em meses. Esse é o intervalo médio em que o governo leva para renovar (refinanciar) a dívida pública. Prazos maiores indicam mais confiança dos investidores na capacidade do governo de honrar os compromissos.
A composição dos detentores da Dívida Pública Federal interna ficou a seguinte:
Em meio à diminuição das tensões no mercado financeiro em janeiro, a participação dos não residentes (estrangeiros) subiu em relação a dezembro, quando estava em 10,35%. Em novembro de 2024, o percentual estava em 11,2% e tinha atingido o maior nível desde setembro de 2018, quando a fatia dos estrangeiros na dívida pública também estava em 11,2%.
Por meio da dívida pública, o governo pega dinheiro emprestado dos investidores para honrar compromissos financeiros. Em troca, compromete-se a devolver os recursos depois de alguns anos, com alguma correção, que pode seguir a taxa Selic (juros básicos da economia), a inflação, o dólar ou ser prefixada (definida com antecedência).
AGÊNCIA BRASIL
SÃO PAULO/SP - O estado de São Paulo registrou a menor taxa anual de desemprego em 13 anos em 2025: 5%. Trata-se da menor taxa de desocupação da série histórica, iniciada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística em 2012. Os dados foram disponibilizados pelo IBGE e divulgados pela Fundação Seade.
O levantamento mostra ainda que o desemprego paulista foi menor que a média nacional, que ficou em 5,6% no ano passado, e que da região Sudeste (5,3%).
Assim, a taxa de desemprego em SP caiu 1,2 ponto percentual de 2024 para 2025, 2,5 pontos percentuais entre 2023 e 2025 e 4,1 pontos percentuais de 2022 para 2025.
“Temos alcançado resultados de impacto para o trabalhador paulista graças ao compromisso de modernização da máquina pública que estabelecemos desde o dia 1 de governo. É um ciclo muito bem-sucedido: criamos um ambiente de negócios confiável, que reflete na geração de postos de trabalho que, por sua vez, transforma vidas de famílias inteiras. O aumento de vagas formais, que trazem mais segurança ao trabalhador, também é motivo de celebração”, diz o governador Tarcísio de Freitas.
Além disso, enquanto a população ocupada com carteira assinada subiu 5,2% de 2024 para 2025, a sem carteira assinada caiu 8,7%.
Veja as taxas de desemprego ano a ano no estado de São Paulo:
Já a taxa anual de informalidade foi de 29% da população ocupada em São Paulo, a terceira menor entre os estados e também abaixo do índice nacional de 38,1% e da região Sudeste de 33%.
Em relação ao rendimento médio real habitual, enquanto no Brasil foi de R$ 3.560 em 2025, no estado de São Paulo ficou em R$ 4.190.
O rendimento de São Paulo é maior que a média do Sudeste (R$ 3.958) e que dos estados que compõem a região: Rio de Janeiro (R$ 4.177), Espírito Santo (R$ 3.497) e Minas Gerais (R$ 3.350).
Os dados estão dentro das diretrizes do programa São Paulo na Direção Certa, que apontam o caminho a ser seguido para tornar o Estado mais eficiente, com maior capacidade de atração de investimentos e geração de oportunidades.
No quarto trimestre de 2025 (de outubro a dezembro), o estado de São Paulo registrou taxa de desemprego de 4,7%, também a menor da série histórica do IBGE iniciada em 2012. Além disso, o indicador do estado foi mais positivo que a taxa de desemprego nacional (5,1%) e que da região Sudeste (4,8%).
O total de pessoas ocupadas com carteira assinada no setor privado em São Paulo foi o maior entre todas as unidades da Federação: 11,593 milhões de pessoas – alta de 2,7% em relação ao mesmo trimestre do ano passado. No país, o total ficou em 39,409 milhões. Assim, o estado responde por 30% do total de trabalhadores com carteira assinada no país.
O percentual de empregados com carteira assinada foi de 82,2% dos trabalhadores do setor privado no estado, segundo maior do país. No Brasil, o índice geral ficou em 74,4%.
O total de pessoas ocupadas (incluindo trabalhadores do setor privado e público com e sem carteira assinada, domésticos, informais e por conta própria com CNPJ) era de 24,576 milhões no estado – alta de 1,1% em relação ao trimestre anterior e 1,3% ante o mesmo trimestre do ano passado. Foi o maior número em toda a série histórica desde 2012. No país, eram 102,998 milhões.
Já o número de desocupados na força de trabalho era de 1,212 milhão – queda de 9,3% ante o trimestre anterior e de 20,7% em relação ao mesmo trimestre do ano passado. Foi o menor número em todos os trimestres desde o início da pesquisa, em 2012.
Enquanto a taxa de informalidade para o Brasil foi de 37,6% da população ocupada, São Paulo teve a terceira menor taxa entre os demais estados (29,7%).
Já o rendimento médio em São Paulo ficou em R$ 4.324, maior que da região Sudeste (R$ 4.033) e da média do país (R$ 3.613). Além disso, o estado teve o maior rendimento entre os demais da região: Rio de Janeiro (R$ 4.183), Espírito Santo (R$ 3.508) e Minas Gerais (R$ 3.353).
Veja as taxas de desemprego registradas trimestre a trimestre desde o início da pesquisa do IBGE:
2025
1º tri: 6,3%
2º tri: 5,1%
3º tri: 5,2%
4º tri: 4,7%
2024
1º tri: 7,4%
2º tri: 6,4%
3º tri: 6,1%
4º tri: 5,9%
2023
1º tri: 8,5%
2º tri: 7,8%
3º tri: 7,2%
4º tri: 6,9%
2022
2º tri: 9,2%
3º tri: 8,7%
4º tri: 7,7%
2020 (pandemia afetou pesquisa)
1º tri: 12,3%
2019
1º tri: 13,6%
2º tri: 12,9%
3º tri: 12,2%
4º tri: 11,6%
2018
1º tri: 14,1%
2º tri: 13,8%
3º tri: 13,3%
4º tri: 12,6%
2017
1º tri: 14,4%
2º tri: 13,6%
3º tri: 13,3%
4º tri: 12,8%
2016
1º tri: 12,2%
2º tri: 12,3%
3º tri: 12,9%
4º tri: 12,5%
2015
1º tri: 8,6%
2º tri: 9,2%
3º tri: 9,8%
4º tri: 10,2%
2014
1º tri: 7,3%
2º tri: 7,1%
3º tri: 7,3%
4º tri: 7,2%
2013
1º tri: 7,8%
2º tri: 7,5%
3º tri: 7,4%
4º tri: 6,6%
2012
1º tri: 7,8%
2º tri: 7,5%
3º tri: 7%
4º tri: 6,8%
O Governo de São Paulo conta com mais de 200 unidades dos Postos de Atendimento ao Trabalhador (PATs) espalhadas por todo o estado para auxiliar quem está em busca de emprego. Os trabalhadores de São Paulo contam ainda com o Trampolim, plataforma que reúne vagas de emprego e cursos de qualificação.
A plataforma Trampolim reúne vagas de emprego e cursos de qualificação em um só lugar. Por lá, o candidato pode aplicar filtros para vagas de acordo com a área e com a localização de sua preferência. Além disso, também encontra cursos de qualificação para conseguir concorrer às melhores vagas.
O Trampolim é uma plataforma digital gratuita. Além de apresentar uma curadoria de vagas de emprego e cursos, ela também oferece testes de habilidades e uma ferramenta para criação de currículo profissional.
Há também uma seção dedicada exclusivamente para o público idoso que busca recolocação profissional. Por lá, o público 60+ consegue acessar microcrédito e cursos de qualificação profissional.
Já os Postos de Atendimento ao Trabalhador (PATs) realizam a intermediação de mão de obra e concentram serviços gratuitos à população, destinados à geração de emprego e renda. O objetivo é promover a recolocação do trabalhador no mercado de trabalho por meio de buscas junto ao Sistema Nacional de Emprego (SINE). Assim, o equipamento reduz os custos e o tempo de espera tanto para o trabalhador quanto para o empregador.
Além disso, nos PATs, o cidadão também encontra o serviço de habilitação ao seguro-desemprego. Assim, o trabalhador desempregado tem acesso a assistência financeira temporária em virtude da dispensa sem justa causa.
Para atendimento nas unidades, deve-se comparecer diretamente ao Posto mais próximo com RG, CPF e Carteira de Trabalho. Os endereços estão disponíveis neste link.
BRASÍLIA/DF - A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) - referência oficial da inflação no país - passou de 3,95% para 3,91% em 2026. A estimativa está no boletim Focus desta segunda-feira (23), pesquisa divulgada semanalmente, em Brasília, pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.
Para 2027, a projeção da inflação se manteve em 3,8%. Para 2028 e 2029, as estimativas são de 3,5% para os dois anos.
Pela sétima semana seguida, a previsão para a inflação de 2026 foi reduzida e se mantém dentro do intervalo da meta para a variação de preços que deve ser perseguida pelo BC.
Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%.
Em janeiro, a alta dos preços da conta de luz e da gasolina fez a inflação oficial do mês fechar em 0,33%, mesmo patamar de dezembro. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o resultado levou o IPCA a acumular alta de 4,44% em 2025.
Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros (Taxa Selic), definida atualmente em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC.
Apesar do recuo da inflação e do dólar, o colegiado não mexeu nos juros pela quinta vez seguida na última reunião, no fim de janeiro.
A taxa está no maior nível desde julho de 2006, quando se situou em 15,25% ao ano. Em ata, o Copom confirmou que começará a reduzir os juros na reunião de março, caso a inflação se mantenha sob controle e não haja surpresas no cenário econômico. Ainda assim, os juros serão mantidos em níveis restritivos.
A estimativa dos analistas de mercado para a taxa básica foi reduzida nesta edição do Boletim Focus - de 12,25% ao ano para 12,13% ao ano até o final de 2026. Para 2027 e 2028, a previsão é que a Selic seja reduzida novamente para 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa deve chegar a 9,5% ao ano.
Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida; isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.
Os bancos ainda consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.
Quando a Taxa Selic é reduzida a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, diminuindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.
Nesta edição do boletim do Banco Central, a estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano passou de 1,8% para 1,82%. Para 2027, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) ficou em 1,8%. Para 2028 e 2029, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2% para os dois anos.
Puxada pelas expansões da indústria e da agropecuária, no terceiro trimestre de 2025 a economia brasileira cresceu 0,1%, o que é considerado pelo IBGE como estabilidade. A divulgação do PIB consolidado de 2025 está agendada para 3 de março.
Em 2024, o PIB fechou com alta de 3,4%. O resultado representa o quarto ano seguido de crescimento, sendo a maior expansão desde 2021 quando alcançou 4,8%.
A previsão da cotação do dólar está em R$ 5,45 para o fim deste ano. No fim de 2027, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,50.
AGÊNCIA BRASIL
SÃO CARLOS/SP - A Prefeitura de São Carlos lançará o Programa Municipal de Incentivo Fiscal para Desenvolvimento Econômico, que prevê a redução da alíquota do ISSQN (Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza) para empresas de setores estratégicos, com o objetivo de atrair investimentos, estimular a geração de empregos qualificados e fortalecer a base econômica local. O projeto foi aprovado pela Câmara Municipal e foi sancionada nesta quinta-feira (12/02) pelo prefeito Netto Donato, e estabelece contrapartidas para que os benefícios sejam concedidos, incluindo metas de faturamento, criação de postos de trabalho e adoção de medidas de sustentabilidade ambiental.
A iniciativa foi apresentada pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, que destacou a vocação de São Carlos como polo nacional de conhecimento e ressaltou a necessidade de instrumentos legais permanentes e seguros para competir com outros municípios que já adotam políticas estruturadas de desenvolvimento. A secretária Paula Knoff afirmou: “O programa foi desenhado para estimular setores estratégicos, startups e empresas de base tecnológica. Queremos consolidar São Carlos como polo de inovação, atraindo empreendimentos que tragam benefícios adicionais e valor agregado para a cidade”.
O Estudo de Impacto Orçamentário-Financeiro elaborado pela Secretaria Municipal de Fazenda mostra que a renúncia de receita será moderada e totalmente compensada por medidas já implementadas. A majoração da alíquota de serviços de consultoria, de 2% para 3%, trouxe uma receita nova de R$ 34,6 milhões, enquanto a renúncia máxima projetada pelo programa é de R$ 672 mil no terceiro ano. O estudo ressalta que o cálculo é conservador e tende a superestimar o impacto negativo, já que parte da renúncia será compensada pelo crescimento econômico gerado pelas empresas incentivadas. O secretário de Fazenda, Leonardo Orlando, enfatizou: “O estudo mostra que a renúncia é pequena frente ao incremento de receita já obtido. Além disso, o programa exige contrapartidas claras e será acompanhado com transparência. Isso garante segurança jurídica e equilíbrio fiscal”, declarou.
O projeto de lei estabelece que a redução da alíquota do ISSQN pode chegar ao mínimo de 2%, por até cinco anos, dependendo do cumprimento das metas. Empresas novas, com até 24 meses de constituição, terão critérios diferenciados, baseados em investimento inicial e geração de empregos. Pelo menos metade dos postos de trabalho criados devem exigir escolaridade técnica ou superior, reforçando o foco em qualificação. Além disso, cada empresa beneficiada deverá adotar pelo menos duas medidas sustentáveis, como instalação de sistemas fotovoltaicos, reuso de água, gestão de resíduos sólidos ou telhados verdes.
A secretária Paula Knoff destacou que o programa foi estruturado em conformidade com a Constituição Federal e com a Lei de Responsabilidade Fiscal, além de estar alinhado à política municipal de desenvolvimento econômico. O texto também ressalta que a proposta foi concebida de forma compatível com a transição do sistema tributário nacional instituído pela Emenda Constitucional nº 132 de 2023, prevenindo expectativas incompatíveis com a futura extinção do ISS e assegurando segurança jurídica ao município.
O prefeito Netto Donato reforçou que o programa é uma política de Estado voltada ao desenvolvimento econômico sustentável. “Estamos criando um ambiente favorável para que São Carlos continue sendo reconhecida como a Capital da Tecnologia. O programa atrai investimentos, gera empregos qualificados e fortalece nosso ecossistema de inovação, sem comprometer as contas públicas”, afirmou.
A adesão ao programa será gradual, com previsão de 35 empresas no primeiro ano, 56 no segundo e 84 no terceiro. A Prefeitura publicará anualmente a lista de beneficiários, os valores de renúncia e os resultados obtidos, permitindo acompanhamento pela sociedade. “Com isso, São Carlos busca consolidar sua imagem como referência nacional em desenvolvimento econômico, aliando responsabilidade fiscal, sustentabilidade e valorização de sua vocação inovadora”, informou o prefeito Netto Donato.
BRASÍLIA/DF - O número de veículos financiados no Brasil cresceu em janeiro, atingindo a marca de 616 mil unidades comercializadas, entre automóveis leves, motos e veículos pesados. Os dados são do levantamento da Trillia, nova linha de negócios de dados da B3, a Bolsa de Valores de São Paulo.
Foi o maior volume registrado para um mês de janeiro desde 2008 e representou alta de 9,2% na comparação com o mesmo período de 2025.
Entre o total de veículos financiados, o destaque ficou para os seminovos, que tiveram crescimento de 8,8% no período, somando 412 mil unidades. Já os modelos novos somaram 204 mil financiamentos, valor 10,1% superior a janeiro de 2025.
Considerando-se apenas o financiamento de automóveis leves, o crescimento foi de 8,7% em janeiro, na comparação com o mesmo período do ano passado. As vendas financiadas de motos subiram 21,9%.
No entanto, houve queda em relação aos veículos pesados. Nesse caso, as vendas por financiamentos apresentaram queda de 3,2%, puxado pela queda de 25,1% dos modelos zero quilômetro, apesar do avanço de 10,9% nos veículos usados.
Os preços dos veículos – tanto os novos quanto os usados - ficaram estáveis em janeiro, na comparação com dezembro de 2025. Em relação aos usados, houve uma queda média de 0,30% nos preços dos veículos. Entre os veículos novos a variação média também foi pequena, com queda de 0,30% na comparação com dezembro do ano passado.
Segundo a B3, a redução dos preços dos veículos novos perdeu força em janeiro, o que mostra um início de ano mais estável para o setor.
AGÊNCIA BRASIL
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