Pesquisa do CIET traçou o perfil dos visitantes e avaliou a experiência turística durante os 11 dias de evento
BARRETOS/SP - A 71ª Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos, realizada pela Associação Os Independentes entre 20 e 30 de agosto de 2026, gerou R$ 742 milhões em movimentação financeira direta. Os dados foram consolidados pelo Centro de Inteligência da Economia do Turismo (CIET), vinculado à Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo (Setur-SP).
Ao longo dos 11 dias de programação, o evento recebeu público total estimado em 1 milhão de visitas, com impacto direto em setores da economia local e regional, como transporte, hospedagem, alimentação, comércio e lazer.
De acordo com a pesquisa, 84% dos frequentadores eram turistas ou excursionistas. Considerando a origem dos visitantes, 49% vieram de outras cidades do Estado de São Paulo.
Entre os estados com maior emissão de turistas, Minas Gerais lidera, com 13,8%, seguido por Paraná, com 8,7%, e Goiás, com 6,1%. O levantamento identificou visitantes dos 26 estados brasileiros e do Distrito Federal, contemplando 2.938 municípios, além de turistas internacionais, com destaque para Estados Unidos e México.
Gasto e perfil do visitante
O levantamento aponta gasto médio de R$ 816 por pessoa ao dia. A permanência média dos frequentadores no evento foi de cinco dias. O perfil sociodemográfico indicou equilíbrio entre homens (50,2%) e mulheres (49,8%), idade média de 38 anos e renda familiar média de R$ 11 mil.
Entre os meios de acomodação mais utilizados estiveram hotéis e pousadas (27,6%), camping (23,5%, sendo a área interna do Parque do Peão responsável por acomodar esses visitantes) e imóveis alugados por temporada (17,4%). O deslocamento até a cidade ocorreu majoritariamente por carro próprio ou carona (76,3%), enquanto 8,4% utilizaram transporte aéreo.
A pesquisa também registrou NPS (Net Promoter Score) de 89 pontos, resultado que coloca a Festa na zona de excelência de satisfação do cliente.
O estudo foi produzido a partir de pesquisa de campo realizada entre 21 e 29 de agosto de 2026, no Parque do Peão. A amostragem contemplou 1.006 entrevistas válidas, distribuídas em 13 setores do evento para garantir a heterogeneidade dos dados.
Visitantes aprovam turismo e experiência na Festa
Além de dimensionar a movimentação financeira e traçar o perfil do público, a pesquisa avaliou a percepção dos visitantes sobre os serviços turísticos de Barretos e a experiência dentro do Parque do Peão.
Turistas e moradores atribuíram nota média de 9,5, em uma escala de zero a dez, à Festa. Na avaliação do turismo em Barretos, os destaques foram hospedagem, com 98% de aprovação; terminal rodoviário (94,6%); sinalização turística (94,3%); transporte urbano (92,9%); e comércio em geral (91,6%).
Dentro do Parque do Peão, a sinalização do complexo alcançou 95% de avaliação positiva. Também foram destacados programação cultural e shows (94,7%), acesso ao Parque (94%), opções de alimentação (93,8%) e camping (92,6%).
Palavras como “alegria”, “tradição”, “sonho”, “emoção”, “incrível” e “rodeio” foram recorrentes entre os entrevistados ao descrever a experiência.
Metodologia da pesquisa
O estudo foi produzido a partir de pesquisa de campo realizada entre 21 e 29 de agosto de 2026, no próprio Parque do Peão. A amostragem contemplou 1.006 entrevistas válidas, distribuídas em 13 setores diferentes do evento para garantir a heterogeneidade dos dados.
O estudo apresenta nível de confiança de 95% e margem de erro de ±3,09 pontos percentuais. A coleta dos dados em campo foi executada pela consultoria Leal Consultores e Associados, sob supervisão e consolidação técnica do CIET/Setur-SP.
Mais números da 71ª Festa do Peão de Barretos
Para a edição de 2026, o Parque do Peão recebeu mais de R$ 30 milhões em investimentos. Ao longo dos 11 dias de Festa, o camping oficial recebeu grande público; a rodoviária do complexo atendeu 1.352 vans e 1.012 ônibus de turismo; e o Rancho do Peãozinho, espaço dedicado ao público infantil, registrou 68 mil visitas.
Durante o período, o Parque do Peão manteve atividades 24 horas por dia. Foram mais de 150 shows distribuídos em cinco palcos; 221 atrações culturais nos palcos Culturando e Raízes; mais de 150 expositores na Feira Comercial e na Praça de Alimentação; além de 3,5 mil competidores em nove modalidades esportivas, com premiação total de R$ 1,5 milhão. A 71ª Festa do Peão de Barretos também gerou cerca de 5 mil empregos diretos e quase 10 mil indiretos.
Para o presidente de Os Independentes, Jeronimo Luiz Muzeti, os resultados refletem o alcance do evento e a resposta do público à estrutura preparada para a 71ª edição.
“Os números traduzem a força da Festa e sua relevância para Barretos e região. Mas, além da movimentação gerada pelo evento, é muito importante perceber que o público valoriza a experiência, a estrutura e os serviços que encontra no Parque do Peão. Nosso compromisso é manter essa qualidade e fazer com que Barretos continue sendo uma referência para quem vive e acompanha esse universo”, destaca Muzeti.
A próxima Festa do Peão de Barretos será realizada de 19 a 29 de agosto de 2027. A organização também anunciou Chitãozinho & Xororó como Embaixadores da 72ª edição.
BRASÍLIA/DF - O governo federal acumula arrecadação de R$ 2,019 trilhões, de janeiro a agosto de 2026, segundo dados divulgados nesta terça-feira (22) pela Receita Federal. Além da inflação medida pelo IPCA, para o período, o valor representa crescimento de 7,12% na comparação com os mesmos oito meses de 2025.
Em agosto, a arrecadação federal alcançou R$ 235,5 bilhões. O valor representa alta acima de inflação de 8,25% em relação a agosto do último ano. Desse total, R$227,8 bilhões arrecadados são administrados pela Receita Federal, excluídos os fatores não recorrentes e de alterações na legislação.
De acordo com análise divulgada pelo órgão, os acréscimos são resultado do aumento na arrecadação da contribuição para a Previdência Social, Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), que reflete o aumento das vendas.
Também o avanço nas arrecadações do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) e Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ), além do desempenho da arrecadação do Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), foi determinante nos resultados apresentados.
Neste mês, o Imposto de Exportação sobre óleo bruto também teve destaque entre os fatores que alavancaram os resultados, com arrecadação de R$1,9 bilhão em agosto, o que resultou no acumulado de R$9,9 bilhões de janeiro a agosto de 2026.
AGÊNCIA BRASIL
BRASÍLIA/DF - O mercado financeiro reduziu de 13,75% para 13,50% a expectativa para a taxa básica de juros Selic ao fim de 2026. A projeção, apresentada pelo Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (21) pelo Banco Central, indica que o mercado trabalha com a expectativa de novo corte de juros ainda no ano corrente.
A revisão para baixo ocorre cinco dias depois de o Comitê de Política Monetária (Copom) ter reduzido em 0,25 ponto percentual a Selic, que está agora em 13,75%. A taxa Selic é o principal instrumento do Banco Central para alcançar a meta de inflação.
O cenário, portanto, reforça a avaliação de que o ciclo atual de juros será flexibilizado nos próximos meses, à medida que a inflação se mantém relativamente controlada.
Para 2027, a estimativa para a Selic permanece em 12% ao ano. Já as projeções para 2028 e 2029 ficaram estáveis em 10,50% e 10%, respectivamente.
Em relação à inflação oficial do país, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o mercado elevou ligeiramente a previsão para este ano, de 4,90% para 4,92%. Para 2027, a expectativa foi mantida em 4,30%; e para 2028, em 3,80%.
A taxa básica de juros é o principal instrumento utilizado pelo Banco Central para controlar a inflação. Quando a Selic é elevada, o crédito tende a ficar mais caro, o que reduz o consumo e ajuda a conter a alta dos preços, além de estimular a poupança.
Já a redução dos juros busca estimular a atividade econômica, ao facilitar o acesso ao crédito e incentivar investimentos e consumo.
Vale lembrar que os bancos consideram também outros fatores, na hora de definir os juros cobrados dos consumidores. Entre eles, risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.
A estimativa para o crescimento da economia brasileira apresentou nova revisão para baixo. A projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 caiu de 1,89% para 1,88%. Para 2027, a previsão recuou de 1,45% para 1,43%. As estimativas para 2028 foram mantidas em 1,87%.
No mercado de câmbio, as projeções permaneceram estáveis, tanto para este ano como para os anos subsequentes: de R$ 5,20 em 2026; de R$ 5,28 em 2027; e de R$ 5,30 em 2028.
AGÊNCIA BRASIL
SÃO PAULO/SP - O Banco Central anunciou mudanças no regulamento do Pix para ampliar funcionalidades, reforçar a segurança e aperfeiçoar a participação de instituições no sistema. Entre as principais novidades, está a autorização para que o Pix Automático seja usado em contas-salário a partir de julho de 2027.
O BC também regulamentou a chamada cobrança híbrida, que reúne boleto e QR Code do Pix no mesmo documento. A finalidade é evitar pagamentos indevidos ou em duplicidade. As regras passam a valer em fevereiro do ano que vem.
A regulamentação prevê também a possibilidade de dispensar a participação obrigatória de instituições com mais de 500 mil contas ativas, quando o perfil de clientes ou o modelo de negócios não justificar o acesso à infraestrutura do Pix.
Segundo o BC, algumas regras de adesão e de saída de participantes foram aperfeiçoadas, como:
Essa última diretriz refere-se, principalmente, a instituições que não comprovarem o atendimento dos limites mínimos de capital social e de patrimônio líquido.
De acordo com a autoridade monetária, esses mecanismos facilitarão a retirada de recursos pelos clientes dessas instituições. A penalidade de exclusão do Pix passará a ter efeito imediato, sem o prazo atual de 30 dias.
AGÊNCIA BRASIL
BRASÍLIA/DF - Empresas afetadas pelo tarifaço americano e por impactos da guerra no Oriente Médio já podem se habilitar a empréstimos do Plano Brasil Soberano, que disponibiliza R$ 22,6 bilhões em crédito.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) abriu nesta quinta-feira (17) o protocolo para empresários se habilitarem aos financiamentos.
O programa inclui também empresas de setores considerados indispensáveis, como fertilizantes e minerais críticos.
O pacote de crédito é formado por R$ 13,5 bilhões em recursos do Tesouro Nacional e R$ 9,1 bilhões do BNDES, banco estatal ligado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
Essa é a terceira fase do programa, iniciado em meados de 2025. O programa surgiu como apoio do governo brasileiro após os Estados Unidos terem sobretaxado exportadores brasileiros.
A segunda versão foi lançada em março de 2026, incluindo negócios afetados pela guerra no Oriente Médio.
Na terceira fase, três grupos de empresas têm direito ao crédito, conforme portaria do governo:
Integram o grupo 2 empresas de ramos como o têxtil, químico, farmacêutico, automotivo, minerais críticos e de máquinas e equipamentos.
Para o grupo de afetados pelo tarifaço ou conflito no Oriente Médio, é preciso cumprir condicionantes, como pelo menos 1% do faturamento vindo do comércio com os países envolvidos.
Empresários podem verificar a elegibilidade da empresa por meio do site do programa.
Os financiamentos são direcionados para capital de giro, aquisição de máquinas e equipamentos, e projetos de investimentos.
Os juros cobrados variam de 4,3% a 17,5% ao ano. As condições dependem de fatores como porte da empresa e destinação dos recursos.
Os detalhes e a forma de habilitação para o crédito podem ser consultados no site do BNDES.
AGÊNCIA BRASIL
IRÃ - O preço do petróleo está em queda nesta quinta-feira (17), com a diminuição dos ataques entre os houthis, grupo do Iêmen aliado ao Irã, e forças militares da Arábia Saudita, somada às novas declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, de que o fim do conflito com o Irã está próximo.
O barril Brent, referência mundial, chegou a cair 2,27%, a US$ 103,43 (R$ 532,87), por volta das 7h (horário de Brasília), após ter permanecido durante a madrugada entre US$ 104 e US$ 105. É o menor preço da commodity desde a última sexta-feira (11), quando o envolvimento dos houthis no confronto não era tão acentuado.
O petróleo WTI (West Texas Intermediate), usado nos EUA, era negociado a US$ 101,02 (R$ 520,46), em queda de 1,38%.
A desvalorização desta quinta-feira reflete a diminuição das ofensivas entre houthis e sauditas, que disputam o controle do estreito de Bab el-Mandeb, que liga o Mar Vermelho ao Oceano Índico e vem sendo usado pela Arábia Saudita para escoar sua produção de petróleo.
Nesta quinta-feira, o grupo do Iêmen informou que três torres de telecomunicação foram atingidas por mísseis vindos da Arábia Saudita, de acordo com a emissora de televisão Almasirah. Os sauditas não confirmaram a informação.
Um dia antes, Trump voltou a afirmar que o fim da guerra contra o Irã está próximo.
"Eles querem chegar a um acordo. Veremos como isso se desenrola", afirmou o republicano, repetindo declarações que fez diversas vezes ao longo destes seis meses de guerra.
O Irã não confirmou a informação de Trump e já havia dito, no começo da semana, que não aceitaria negociar com os EUA enquanto suas exigências não fossem atendidas.
Ao mesmo tempo, o site Axios divulgou, nesta quarta-feira, que Trump deve se reunir com líderes do Conselho de Cooperação do Golfo, formado por Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Bahrein, Kuwait e Omã, na próxima terça-feira (22), em Nova York, durante a Assembleia Geral da ONU.
O Departamento de Estado e a Casa Branca não responderam aos pedidos de comentário. O mesmo grupo de países árabes cancelou um encontro que faria com representantes do Irã na última segunda-feira (14), no qual seria debatida a situação no estreito de Hormuz, por onde passava 20% da produção mundial de petróleo e gás antes da guerra.
por Folhapress
SÃO PAULO/SP - Um estudo feito pelo Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades (Made), da Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária da Universidade de São Paulo (FEA/USP), revelou que as apostas, conhecidas popularmente como bets, reduziram o consumo e retiraram da atividade econômica entre R$ 120 bilhões e R$ 141 bilhões, o que equivale a 0,9% a 1,1% do PIB - Produto Interno Bruto), no ano de 2025. 

“Para dimensionar essa magnitude, a perda estimada corresponde a algo entre 40% e 50% de todo o crescimento da economia em 2025 e é cerca de cinco vezes maior que estimativas do impacto do tarifaço americano sobre o PIB brasileiro. Mesmo levando em conta as estimativas dos empregos diretos e indiretos criados associados às bets, o quadro praticamente não muda”, conclui a pesquisa.
O estudo estima que essa redução na atividade econômica resultaria em uma perda de arrecadação entre R$ 31,1 bilhões e R$ 54,8 bilhões.
“Descontando os cerca de R$ 9 bilhões arrecadados diretamente com as plataformas de apostas, o efeito líquido sobre as contas públicas ainda seria negativo em, no mínimo, R$ 22 bilhões, podendo chegar a até R$ 46 bilhões”.
Segundo os pesquisadores, esse valor corresponde de 10% a 20% de todo o orçamento destinado à saúde pública na São Paulo de 2025, o que indica que, embora as bets gerem arrecadação direta, a perda de atividade econômica que provocam mais do que compensa essa receita.
A pesquisa considera também que parte das apostas tenha gerado aumento do endividamento. Os pesquisadores consideram que se o saldo do crédito para pessoa física subiu cerca de R$ 450 bilhões e a transferência líquida de R$ 62,5 bilhões tivesse sido financiada por novo crédito, o que é visto como uma hipótese extrema, isso corresponderia a cerca de 14% do aumento do endividamento das famílias em 2025.
Segundo a pesquisa é possível também que as bets tenham causado efeito negativo na distribuição de renda. Levando em conta que o 1% da população mais rica fica com cerca de 24% de toda a renda do país, essa transferência de dinheiro das famílias para as bets aumentou a concentração de renda dessa minoria do topo, entre 0,5% e 2,1%, dependendo de quem recebe os lucros das casas de aposta.
“No primeiro caso, apenas retiramos os R$ 62,5 bilhões da renda dos 99% da base, enquanto no segundo adicionamos esse valor para o 1% mais rico. Mesmo no caso mais conservador, é um efeito significativo em um país em que a concentração de renda já é extremamente elevada”, dizem os pesquisadores.
A pesquisa concluiu que, do ponto de vista econômico, o problema das apostas não se limita aos efeitos individuais, mas também têm consequências macroeconômicas, pois ao retirar renda das famílias, principalmente as de menor renda, as bets podem aumentar a desigualdade, reduzir a demanda e afetar o PIB de maneira relevante, além de reduzirem a arrecadação fiscal e refletirem nas contas públicas.
AGÊNCIA BRASIL
Nova geração do "coração" dos aparelhos de ar-condicionado reúne ganhos históricos de 5% em eficiência energética, redução de 5 dB em ruído, além de menor peso e tamanho
SÃO CARLOS/SP – A Tecumseh, uma das principais marcas globais e protagonista da cadeia de climatização e refrigeração no Brasil, anuncia oficialmente o início da produção do Compressor Rotativo Inverter VR3, cujas entregas ao mercado começam no segundo semestre de 2026. Com investimento de R$ 16 milhões dedicado ao desenvolvimento, pesquisa e adequação das linhas fabris em São Carlos (SP), além de R$ 64 milhões aplicados na expansão da capacidade instalada, o lançamento marca o início de uma nova fase tecnológica para a empresa e para o setor de climatização. A novidade é fruto de um trabalho multidisciplinar que mobilizou as áreas de engenharia, aplicação, manufatura, qualidade, laboratórios, fornecedores e parceiros.
O desenvolvimento do VR3 foi estruturado para responder diretamente às novas exigências do mercado nacional e às metas da Portaria 269 do INMETRO, que estabelece novos parâmetros de eficiência energética a partir de 2026. Projetado e validado integralmente no Brasil com o know-how da engenharia local, o modelo reforça a posição da Tecumseh como a única detentora da tecnologia de compressores rotativos inverter no Ocidente.
Em relação à geração anterior, o VR3 entrega uma evolução substancial. O compressor, considerado o “coração” dos aparelhos de ar-condicionado, incorpora melhorias estruturais e motor elétrico inverter de seis polos, atingindo ganhos mensuráveis e comprovados sob rigorosas baterias de ensaios laboratoriais e simulações. São eles:
Esses avanços geram valor em duas pontas fundamentais da cadeia. Para os fabricantes de ar-condicionado (concentrados majoritariamente no Polo Industrial de Manaus), as melhorias aumentam a competitividade, permitindo a integração em plataformas de climatização mais leves e flexíveis. Já para o consumidor final, a inovação traduz-se em economia na conta de luz, menor impacto ambiental e maior conforto sonoro no dia a dia.
"O VR3 é um marco: ele traduz a capacidade da Tecumseh de colocar a tecnologia brasileira no estado da arte mundial em compressores rotativos inverter. Ele foi concebido para entregar eficiência energética, desempenho e robustez, atendendo às novas regras do mercado e protegendo a competitividade dos nossos parceiros fabricantes", destaca Ricardo Maciel, CEO global da Tecumseh.
A chegada do VR3 reflete, ainda, um compromisso histórico com o fortalecimento da infraestrutura industrial no país. A preparação da fábrica de São Carlos para receber a nova linha fabril foi ancorada em três pilares estratégicos de manufatura: adequação dos processos ao novo design, elevação do padrão de qualidade por meio da robustez de processos e ampliação da capacidade produtiva. Esse movimento impulsiona a economia nacional, já que cerca de 80% dos insumos utilizados pela Tecumseh são adquiridos de fornecedores locais. Além disso, a operação fortalece o ecossistema de inovação brasileiro com mais de 100 engenheiros, mestres e doutores atuando diretamente no Centro de Tecnologia Global de Compressores em São Carlos.
“Quando comprovamos a eficiência e a robustez de um compressor na prática, reduzimos incertezas na cadeia e protegemos o planejamento dos fabricantes. O trabalho de testes e aplicação é o que garante que a inovação chegue ao mercado de forma confiável e sustentável", destaca Flávio Rios, Gerente Sênior Global de Laboratórios de Engenharia da Tecumseh.
Olhar para o futuro
Dando sequência a esse ciclo contínuo de inovação, a Tecumseh iniciou uma consulta a clientes e fabricantes para mapear os requisitos da próxima geração de compressores, o VR4. Esse avanço tecnológico ganha o suporte de um plano de expansão ainda mais amplo, anunciado em junho pela empresa, que implantará uma nova unidade fabril e um Centro de Aplicação Avançado em Manaus (AM).
Focada no crescimento de longo prazo do mercado nacional, a companhia aportará R$ 60 milhões em infraestrutura e equipamentos na capital amazonense, somados a R$ 70 milhões na planta de São Carlos para a produção dos componentes que abastecerão a nova unidade, totalizando um investimento de R$ 130 milhões, integrando o principal polo fabricante de ar-condicionado do país à sua inteligência de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D).
Sobre a Tecumseh
A Tecumseh Products Company LLC é líder global e provedora de compressores e soluções de refrigeração. Reconhecida por seu legado de inovação e desempenho confiável nos mercados de refrigeração comercial, ar-condicionado e refrigeração móvel, a companhia possui presença industrial nos EUA, França, Índia, Malásia e Brasil e é a única fabricante de compressores rotativos de todo o Ocidente a manter Centros de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) e produção em solo nacional.
A companhia tem expandido sua atuação no mercado de climatização residencial e planeja a abertura de uma nova unidade em Manaus (AM) para 2028. Mais informações: https://www.tecumseh.com/.
BRASÍLIA/DF - A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), usado para a correção anual de salários, fechou agosto em -0,32%. No acumulado de 12 meses, o indicador marca 3,98%.
Os dados foram divulgados neste final de semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Agosto teve a inflação mais baixa desde setembro de 2022 (também -0,32%).
Em julho passado, o INPC também tinha apresentado deflação (-0,01%), isto é, inflação negativa. Em agosto de 2025, o indicador ficou em -0,21%.
Em agosto, o grupo de produtos e serviços que mais puxou o índice para baixo foi o chamado habitação (-2,17% e impacto de -0,38 ponto percentual). A explicação está no Bônus de Itaipu, desconto na conta de luz que os consumidores receberam no mês passado.
O INPC influencia diretamente a vida de muitos brasileiros pois o acumulado móvel de 12 meses costuma ser utilizado como referência de cálculo para reajuste de salários de diversas categorias ao longo do ano.
O salário mínimo, por exemplo, leva o dado de novembro no seu cálculo. O seguro-desemprego, o teto do INSS e o benefício de quem recebe acima do salário mínimo são reajustados com base no resultado do INPC acumulado até dezembro.
O IBGE divulgou também nesta sexta-feira o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de agosto, que teve a menor taxa em quatro anos (-0,32%).
Uma diferença entre os dois índices é que o INPC apura a inflação para as famílias com renda de um até cinco salários mínimos. Já o IPCA, para lares com renda de um até 40 salários mínimos. Atualmente o mínimo é de R$ 1.621.
No INPC, são apurados preços de 367 produtos e serviços (os chamados subitens), dez a menos que no IPCA.
O IBGE confere pesos diferentes aos grupos de preços pesquisados. No INPC, por exemplo, os alimentos representam cerca de 25% do índice, mais que no IPCA (aproximadamente 21%), pois as famílias de menor renda gastam proporcionalmente mais com comida. Em perspectiva inversa, o preço de passagem de avião pesa menos no INPC do que no IPCA.
De acordo com o IBGE, a apuração do INPC “tem por objetivo a correção do poder de compra dos salários, através da mensuração das variações de preços da cesta de consumo da população assalariada com mais baixo rendimento”.
AGÊNCIA BRASIL
BRASÍLIA/DF - O Conselho Curador do FGTS aprovou nesta quinta-feira (10) um aumento de R$ 500 milhões de subsídios para o programa Minha Casa, Minha Vida em 2026.
O valor subiu de R$ 12,5 bilhões para R$ 13 bilhões. A alteração vale apenas para este ano. O plano plurianual de 2027 a 2029 será discutido na próxima reunião do conselho, prevista para o fim de outubro.
O recurso é utilizado para a concessão de descontos nos imóveis das faixas 1 e 2 do programa habitacional, que atendem famílias com renda de até R$ 5 mil por mês. O valor não precisa ser devolvido ao fundo, ele serve para ajudar o beneficiário a pagar o imóvel.
O coordenador-geral de Gestão do FGTS do Ministério das Cidades, Johnny Ferreira dos Santos, afirmou que o novo valor garante a nova projeção, que é de usar R$ 12,6 bilhões em subsídios, e deixa uma margem de segurança.
"Do ponto de vista operacional, na execução do final do exercício, você tem a questão dos recursos dentro das unidades do agentes financeiros. Então é importante você manter uma folga mínima para que não falte recurso e você tenha flexibilidade de fazer algum tipo de remanejamento caso necessário".
Os outros orçamentos do fundo não tiveram alteração e foram mantidos em R$ 144,5 bilhões para habitação; R$ 8 bilhões para saneamento; R$ 8 bilhões para infraestrutura; e R$ 8,5 bilhões para saúde.
AGÊNCIA BRASIL
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