BRASÍLIA/DF - O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) chega às eleições de 2026 com R$ 3,9 milhões em bens declarados à Justiça Eleitoral. Na primeira declaração apresentada pelo parlamentar, em 2022, quando disputou uma vaga na Câmara dos Deputados, o patrimônio informado era de R$ 36,8 mil, em valores nominais. Neste ano, ele tentará a reeleição.
A diferença entre os dois registros é de R$ 3,86 milhões. A maior parte do patrimônio declarado atualmente está concentrada em um imóvel residencial adquirido por meio de financiamento. O bem foi informado pelo valor de R$ 2,23 milhões.
Segundo a declaração, o financiamento ainda não foi quitado. Em 31 de dezembro de 2025, o saldo devedor informado por Nikolas era de R$ 1,72 milhão. Considerando a diferença entre o valor declarado do imóvel e a dívida restante, cerca de R$ 511 mil correspondem à parcela já quitada do financiamento.
Além do imóvel, o deputado declarou uma carteira extensa de investimentos. A relação inclui aplicações em renda fixa, títulos públicos federais, fundos de investimento, ações e recursos mantidos em contas bancárias.
Entre os valores mais expressivos estão duas posições de R$ 298,6 mil cada em fundos de renda fixa. Também aparecem R$ 271,2 mil em uma conta de investimentos, R$ 84,5 mil em outra posição de investimentos e R$ 80 mil aplicados em um fundo de investimento em ações.
A declaração registra ainda R$ 45 mil em quotas de sociedade empresária e R$ 5 mil referentes à participação societária em uma empresa privada. Há também diferentes aplicações em títulos públicos, produtos de renda fixa e outros investimentos, além de saldos bancários.
Os valores correspondem aos bens declarados pelo próprio parlamentar à Justiça Eleitoral e não representam, necessariamente, o patrimônio líquido disponível, já que parte dos ativos está vinculada a obrigações financeiras, como o financiamento imobiliário.
Patrimônio em 2022
Na declaração apresentada em 2022, o patrimônio de Nikolas Ferreira era de R$ 36.820,46, composto principalmente por aplicações financeiras e recursos mantidos em instituições bancárias.
Naquele ano, o deputado informou R$ 15.679,91 em uma aplicação de renda fixa, R$ 5.174,01 em outra aplicação e R$ 14.120,70 em saldo bancário.
Também foram declarados R$ 762,81 em investimentos, R$ 911,57 em caderneta de poupança e R$ 171,46 em conta bancária.
por Estadao Conteudo
SÃO PAULO/SP - Em um esforço para acabar com a fila de pedidos antes das eleições, o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) aumentou o número de negativas e de concessões de benefícios. Com isso, a fila chegou a 1,55 milhão em julho, e o número de segurados que esperam resposta há mais de 45 dias caiu 80%.
A queda na fila é de 50,5% na comparação com os 3,13 milhões de solicitações em fevereiro, maior volume de 2026.
Dados da Previdência Social mostram ainda que, de janeiro a maio deste ano, a média mensal de benefícios concedidos ficou em 683,8 mil, alta de 72,5% em relação a 2021, quando foram concedidos, em média, 396,3 mil benefícios por mês. No mesmo período, o número de pedidos negados saltou de 401,5 mil para 668,6 mil por mês, aumento de 66,5%.
Neste ano, o total de segurados que aguardam há mais de 45 dias caiu de 1,882 milhão, em janeiro, para 374 mil, em julho, redução de 80,1%. A espera para além de 45 dias contraria o que diz a legislação previdenciária e traz custos aos cofres, porque o instituto é obrigado a pagar pela demora.
Em nota, a Previdência afirma que a redução é resultado de uma série de ações, entre elas o programa de pagamento de bônus a servidores, a contratação de novos peritos médicos, a mudança no Atestmed - sistema que concede auxílio-doença a distância, sem a necessidade de perícia médica - e os mutirões.
O ministério também diz os resultados acerelardos se deram em um momento de baixa no número de servidores. A pasta destaca ainda o crescimento no número de pedidos, que chegou a 13,682 milhões durante todo o ano de 2025 contra 7,55 milhões em 2020, ano em que o Brasil viveu a pandemia de Covid-19 e o total de solicitações de auxílios-doença e pensão por morte cresceu.
"A evolução dos indicadores operacionais ganha destaque quando confrontada com a redução do quadro de pessoal da autarquia na última década. Em dezembro de 2015, a força de trabalho somada do INSS e da perícia médica federal contava com 37,5 mil servidores. Atualmente, a Previdência Social opera com uma estrutura de 22,2 mil servidores ativos - redução de mais de 40%", diz o órgão.
O tempo médio de concessão também caiu, de 108 dias, em 2021, para 50 dias no final de junho. A média de concessões e negativas se manteve estável, em cerca de 50%. Há meses, no entanto, as negativas vêm caindo para 45%, o que significa que, de cada dez pedidos, cinco são negados.
Outro problema é a fila de segurados em cumprimento de exigência. Essa etapa exige a apresentação documentos complementares, o que faz com que o pedido de benefício fique parado.
Em janeiro, havia 812 mil segurados em exigência. O número caiu para 777 mil em julho, redução de 4,13%. Ante o pico em fevereiro deste ano, quando havia 1,144 milhão em exigência, a queda é de 32,08%.
Segundo a advogada Adriane Bramante, da comissão de direito previdenciário da OAB-SP (Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo), alguns benefícios têm realmente sido analisados de forma mais rápida, como a aposentadoria por idade e dos recursos administrativos contra benefícios negados.
Já os pedidos que dependem de perícia médica continuam enfrentando demora e podem levar mais de seis meses para serem concluídos, conforme a especialista. "O que não pode é querer diminuir a fila sem qualidade nas análises. Nesse caso, a fila só muda de lugar", afirma.
De acordo com Adriane, quando um benefício é negado de forma incorreta, o segurado acaba apresentando recurso ao próprio INSS ou entrando com ação na Justiça, o que apenas transfere o problema em vez de solucioná-lo.
Antes de fazer o pedido, o segurado deve conferir se os dados do Cnis (Cadastro Nacional de Informações Sociais) estão corretos, já que esse é o principal documento usado pelo INSS para analisar o direito ao benefício.
Caso o instituto faça alguma solicitação de exigência durante a análise do processo, a entrega dos documentos pode ser feita pelo aplicativo ou pelo site Meu INSS. O atendimento presencial nas agências ocorre apenas em situações específicas ou quando o próprio órgão solicita a apresentação dos documentos originais para digitalização.
Em março deste ano, o ministro da Previdência, Wolney Queiroz, detalhou à Folha de S.Paulo o que seria feito para acabar com a fila. Dentre as ações estavam o programa de bônus e a contratação de novos peritos.
por Folhapress
SÃO PAULO/SP - Os preços dos carros no Brasil começam a cair após anos de altas acima da inflação. Há vários fatores combinados que explicam o raro fenômeno, entre eles a amortização dos custos de novas tecnologias. Contudo, o principal fator é a aceitação das novas marcas chinesas no mercado brasileiro, impulsionada por valores mais baixos que os da concorrência.
"A estratégia é reduzir preço, aumentar volume, fortalecer a marca e se estabelecer antes da alta dos impostos de importação. A China consegue sustentar isso por escala e verticalização, mas não significa necessariamente lucro alto no Brasil, é uma fase de captura de mercado", diz Theo Paul Santana, especialista em comércio Brasil-China e fundador da empresa de consultoria Destino China.
Esses valores mais baixos vêm associados à percepção de qualidade dos carros e aos sistemas híbridos e elétricos que agradam ao consumidor. Modelos como o GWM Haval H6 (a partir de R$ 199,9 mil) conquistaram segmentos antes dominados pelas marcas tradicionais. Sem ter o que entregar de imediato com a mesma tecnologia, restou mexer na tabela.
De acordo com levantamento feito pela Bright Consulting, a média dos valores públicos dos veículos leves era de R$ 172,5 mil em junho de 2025. Um ano depois, o valor caiu para R$ 170 mil, uma redução de 1,5%. Já o preço efetivamente pago pelos compradores passou de R$ 157,7 mil para R$ 152,1 mil, um recuo de 3,5%.
A Mitsubishi reposicionou toda a linha, enquanto a Volkswagen abateu em até R$ 10 mil o valor pedido pelo T-Cross, o SUV mais vendido do país, e também passou a oferecer o hatch Polo com valores promocionais. Na Renault, há descontos para os modelos Boreal e Koleos, que estrearam em meio à onda chinesa.
Não é difícil encontrar promoções em todas as principais marcas, que destacam tais reduções em seus sites. Um levantamento considerando apenas as ofertas oficiais feitas na última semana de julho revelou abatimentos superiores a R$ 20 mil -nesse caso, em um carro de origem chinesa.
O sedã BYD King GL é oferecido por R$ 147.990, um desconto de R$ 25 mil sobre o preço sugerido na tabela. É um exemplo da estratégia que está mudando o mercado nacional, e há semelhanças com o que vem sendo feito pelos portais asiáticos de vendas, como Shopee, Shein e AliExpress.
"Não é coincidência, é o mesmo manual aplicado a um produto mais caro", diz Santana. "Quem olha só o preço acha que a semelhança é vender barato, mas não é. A semelhança está no que permite vender barato: encurtar a cadeia até o fim, tratar o produto como software e usar o mercado externo como válvula de escape para uma capacidade doméstica que não cabe mais na China."
O fundador da Destino China explica que o preço funciona como estratégia de entrada e conquista de mercado.
"No varejo digital, plataformas chinesas usam preços muito agressivos para ganhar escala e participação. No setor automotivo, vemos uma lógica semelhante. As montadoras chegam a faixas de preço que muitas marcas tradicionais têm dificuldade de acompanhar sem comprometer suas próprias linhas. O preço faz parte de uma estratégia mais ampla de ocupação de mercado."
por Folhapress
SÃO PAULO/SP - Criado em 1966, após o fim da estabilidade no emprego, o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) entrou em vigor em 1967. Atualmente, é um dos principais fundos do país, considerado uma poupança do trabalhador e utilizado no financiamento da casa própria e de obras de saneamento básico.
O fundo corresponde a um depósito mensal feito pelo empregador equivalente a 8% do salário do funcionário contratado pelo regime da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). O dinheiro só pode ser sacado em situações específicas, como aposentadoria, demissão e compra ou amortização das prestações da casa própria.
O lucro do FGTS começou a ser distribuído pela Caixa Econômica Federal em 2017, com base no resultado obtido em 2016. Neste ano, os trabalhadores receberão R$ 13,042 bilhões, o equivalente a 89% do lucro registrado em 2025.
No ano passado, o Fundo de Garantia teve resultado positivo de R$ 14,7 bilhões. Com a distribuição, a rentabilidade das contas ficará em 6,90%, o que representa ganho real de 2,53% acima da inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que fechou 2025 em 4,26%.
O rendimento também cumpre a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) na ADI (Ação Direta de Inconstitucionalidade) 5.090.
O crédito representa um acréscimo de 1,87% sobre o saldo de cada conta. Para calcular quanto receberá, o trabalhador pode aplicar esse índice sobre o valor total disponível em dezembro de 2025.
Quem tinha R$ 1.000, por exemplo, receberá R$ 18,68. Para um saldo de R$ 100 mil, o valor distribuído será de R$ 1.868,34.
Veja em quais situações o FGTS pode ser sacado
Confira quais são:
1. Demissão sem justa causa
O trabalhador pode sacar o saldo do FGTS quando é dispensado sem justa causa. Nessa modalidade, também recebe multa rescisória de 40% sobre o valor depositado pelo empregador. Em caso de demissão por acordo, a multa cai para 20%.
2. Aposentadoria
Quem se aposenta pode retirar todo o saldo disponível. Caso continue trabalhando na mesma empresa, também pode sacar os novos depósitos feitos pelo empregador.
3. Compra ou construção da casa própria
O saldo pode ser utilizado para adquirir ou construir um imóvel residencial, desde que sejam cumpridos os requisitos previstos na legislação, como tempo mínimo de contribuição ao FGTS e ausência de outro imóvel nas condições estabelecidas.
4. Amortização ou quitação do financiamento imobiliário
O trabalhador também pode usar os recursos para reduzir o saldo devedor, diminuir o valor das parcelas ou quitar o financiamento da casa própria.
5. Fim do contrato temporário
Empregados contratados por prazo determinado têm direito ao saque quando o vínculo empregatício chega ao fim.
6. Saque-aniversário
Quem aderiu a essa modalidade pode retirar parte do saldo todos os anos, no mês de aniversário. Em contrapartida, perde o direito ao saque integral em caso de demissão sem justa causa, mantendo apenas a multa rescisória.
7. Falência da empresa ou morte do empregador
A rescisão do contrato motivada pela falência da empresa ou pelo falecimento do empregador individual também permite a retirada dos valores.
8. Culpa recíproca ou força maior
Quando a Justiça do Trabalho reconhece culpa das duas partes ou caracteriza situação de força maior, o saque pode ser autorizado.
9. Calamidade pública, desastres naturais e situações de emergência
Moradores de municípios atingidos por enchentes, deslizamentos ou outras situações reconhecidas oficialmente pelo poder público podem ter acesso ao saldo do fundo.
10. Suspensão do trabalho avulso
Trabalhadores avulsos podem sacar o FGTS quando as atividades ficam suspensas por pelo menos 90 dias.
11. Morte do trabalhador
Os dependentes habilitados ou herdeiros têm direito ao saque mediante apresentação da documentação exigida.
12. Idade igual ou superior a 70 anos
Ao completar 70 anos, o titular da conta pode solicitar a retirada dos recursos.
13. HIV ou tratamento contra câncer
O saque também é permitido quando o trabalhador ou um de seus dependentes é portador do vírus HIV ou está em tratamento oncológico.
14. Doença grave ou estágio terminal
Pacientes com doenças graves previstas na legislação, ou em fase terminal, também podem retirar o saldo do FGTS, inclusive quando a enfermidade atinge um dependente.
15. Três anos consecutivos sem vínculo pelo regime do FGTS
Quem permanece por três anos seguidos sem emprego com carteira assinada pode sacar o saldo disponível, respeitando as regras estabelecidas para a liberação.
por Folhapress
SÃO CARLOS/SP - Com a proximidade do Dia dos Pais, comemorado no dia 9 de agosto, uma das datas mais importantes para o comércio, o Banco do Povo Paulista de São Carlos está com R$ 5.402.053,00 disponíveis para novas operações de microcrédito. Vinculado à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia (SMDECT), o programa oferece linhas de financiamento com juros a partir de 0,35% ao mês, voltadas principalmente para Microempreendedores Individuais (MEIs), microempresas e pequenos negócios do município.
Os recursos podem ser utilizados para capital de giro, como compra de mercadorias e reforço de estoques, além de investimentos na aquisição de equipamentos, ferramentas e melhorias nos estabelecimentos, permitindo que os empreendedores se preparem para ampliar as vendas durante o período.
A secretária municipal de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, Paula Knoff, destaca que este é o momento ideal para investir no negócio e aproveitar o aumento do movimento no comércio.
“Estamos nos aproximando do Dia dos Pais, uma das datas mais importantes para o comércio. O Banco do Povo conta hoje com mais de R$ 5,4 milhões disponíveis em linhas de crédito, com juros bastante atrativos. Os empreendedores podem utilizar esses recursos para comprar mercadorias, reforçar estoques, adquirir equipamentos e investir na melhoria de suas empresas. Nosso convite é para que procurem o Banco do Povo, conheçam as linhas disponíveis e recebam orientação para investir no desenvolvimento do seu negócio”, ressalta a secretária.
Além de incentivar novos investimentos, o Banco do Povo encerrou o primeiro semestre de 2026 com resultados positivos. Entre janeiro e junho, foram liberados R$ 1.481.706,74 em microcrédito, distribuídos em 85 operações, sendo 84 destinadas a pessoas jurídicas, principalmente MEIs, microempresas e sociedades limitadas, e uma para pessoa física em processo de formalização.
Os setores de comércio e serviços concentraram a maior parte das operações realizadas no período, demonstrando a importância do programa para o fortalecimento da economia local.
Os interessados em solicitar financiamento podem procurar o Banco do Povo, que funciona na Casa do Trabalhador, localizada na Avenida São Carlos, nº 1.839, no Centro, ou obter mais informações pelo WhatsApp (16) 3362-1193.
SÃO PAULOS/SP - Os preços dos combustíveis voltaram a cair em quase todo o país em julho, consolidando o terceiro mês seguido de recuo para o diesel e a gasolina após o pico de abril, no início das tensões no Oriente Médio, informa o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), calculado com base em abastecimentos em 21 mil postos credenciados.
No comparativo mensal, o etanol liderou as quedas, com recuo de 2,30% e preço médio nacional de R$ 4,25.
O diesel comum e o diesel S-10 também recuaram e fecharam julho a R$ 6,83, queda de 2,15%, e R$ 7,10, baixa de 1,66%, respectivamente.
A gasolina teve queda mais leve, de 0,59%, e foi vendida, em média, a R$ 6,76 por litro, segundo o IPTL.
A Edenred avalia que o impacto das tensões geopolíticas na cotação do petróleo “não é imediato” no Brasil e atribui o cenário favorável no mês ao aumento da oferta no mercado interno.
“Seguimos acompanhando de perto a dinâmica dos combustíveis e os impactos da retomada das tensões geopolíticas no Oriente Médio. Contudo, esse impacto não é imediato e leva tempo para chegar ao consumidor brasileiro. Por enquanto, o mês de julho consolidou um cenário favorável de queda, impulsionado, no mercado interno, pela oferta recorde da safra de cana-de-açúcar e pelo avanço da produção de etanol de milho, fatores que reforçam o alívio no bolso dos motoristas”, disse, em nota, o diretor de Unidades de Negócio da Edenred Mobilidade, Vinicios Fernandes.
Regionalmente, o Norte manteve os maiores preços médios. O diesel comum fechou o mês com média de R$ 7,57; o diesel S-10, a R$ 7,56; a gasolina, a R$ 7,26; e o etanol, a R$ 5,29.
O Sul registrou os menores valores para o diesel comum, a R$ 6,24; o diesel S-10, a R$ 6,57; e a gasolina, a R$ 6,49. O etanol foi mais vantajoso no Sudeste, a R$ 4,12, e no Centro-Oeste, a R$ 4,14.
Entre os estados, Roraima teve as maiores médias em todos os combustíveis, enquanto São Paulo registrou o menor preço do etanol, a R$ 3,93, e o Rio Grande do Sul, as menores médias do diesel S-10, a R$ 6,36, e da gasolina, a R$ 6,33, segundo o IPTL.
por Estadao Conteudo
Índice Mensal de Inflação dos Alimentos do IEMB-Acirp mostra queda média de 3,8% no custo da cesta básica
RIBEIRÃO PRETO/SP - O custo da cesta básica em Ribeirão Preto caiu, em média, 3,8% no mês de julho em relação ao mês anterior, de acordo com levantamento mensal da Associação Comercial e Industrial da cidade (Acirp). Este é o primeiro recuo no ano e foi sentido em todas as regiões, chegando -6,76% na Zona Norte da cidade.
O Índice Mensal de Inflação dos Alimentos, elaborado pelo Instituto de Economia Maurílio Biagi (IEMB-Acirp), é feito presencialmente em 11 hipermercados e 5 padarias distribuídos pelas seis regiões municipais. Em julho, a coleta foi feita no dia 20, indicando um kit básico de alimentos com custo médio de R$ 828,90 para o consumidor.
A análise do IEMB-Acirp aponta que, em julho, o recuo no custo da cesta básica foi puxado principalmente por itens frescos, indicando recomposição parcial do poder de compra das famílias no período. Os relatórios completos do Índice Mensal de Inflação dos Alimentos do IEMB-Acirp estão disponíveis em: www.acirp.com.br/noticias
Variação regional
A análise por regiões aponta diferenças relevantes nos preços praticados no município, sendo que todas as áreas pesquisadas tiveram recuos no preço médio em julho. A região Central, apesar de apresentar o maior custo médio da cesta (R$ 898,90), teve variação de -1,96% no mês. A Oeste manteve o menor valor médio (R$ 762,86) e apresentou variação de -4,17%. Nas demais regiões, o valor médio foi de R$ 790,07 na Norte (-6,76%), R$ 865,75 na Leste (-2,89%) e R$ 851,23 na Sul (-3,15%), reforçando a heterogeneidade espacial dos preços dos alimentos em Ribeirão Preto.
Itens com redução
Em julho, os principais destaques de variação de baixa de preços observados no mês foram do tomate (-23,8%) e da batata inglesa (-18,1%).
Após período de altas, os dois itens recuaram com o aumento da oferta, associado ao avanço das safras e à melhora da produtividade nas regiões produtoras. No caso da batata, a demanda mais fraca durante as férias escolares pode ter reforçado a queda, ainda que como fator secundário.
Na contramão
A farinha de trigo (+9,1%) e o pão francês (+13,2%) tiveram aumentos que atenuaram parcialmente o recuo do custo total da cesta no mês.
O trigo permaneceu pressionado pela baixa disponibilidade para venda imediata, pela retenção de estoques por parte dos produtores e pela necessidade de reposição dos moinhos. Essa pressão se estendeu ao pão francês, cujo custo acompanha de perto o da farinha.
Pesos no orçamento
As carnes permaneceram como o principal componente do orçamento alimentar, respondendo por 42,80% do dispêndio total da cesta. Em seguida, destacaram-se frutas e legumes (25,04%), farináceos (18,90%), laticínios (6,29%), leguminosas (4,57%), cereais (1,66%) e óleos (0,75%).
Impacto sobre a renda
No que se refere ao poder de compra, considerando o salário-mínimo bruto vigente de R$ 1.621,00 e o desconto de 7,50% referente à Previdência Social, o salário-mínimo líquido foi estimado em R$ 1.499,43. Nessas condições, um trabalhador de média idade comprometeu cerca de 55,28% da renda mensal apenas com gastos alimentares em julho.
Para adquirir a cesta básica, foram necessárias aproximadamente 121,62 horas de trabalho, o que representa redução de 4,75 horas em relação a junho, indicando recomposição parcial do poder de compra no período.
Metodologia
A cesta básica do IEMB-Acirp é composta tendo por referência as quantidades definidas no Decreto-Lei nº 399/1938, sem alteração dos itens ou das quantidades ao longo da série histórica. A composição dos grupos alimentares observa também as diretrizes do Decreto nº 11.936, de 5 de março de 2024, e dialoga com os padrões de consumo alimentar identificados na Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF/IBGE), exclusivamente para fins de enquadramento conceitual.
Sobre o Instituto
O IEMB-Acirp foi criado em 1954, no aniversário de 50 anos da associação, com objetivo de reunir e divulgar estatísticas do município e da região.
BRASÍLIA/DF - A taxa de desemprego no segundo trimestre ficou em 5,4%, atingindo o menor nível já registrado desde 2012, quando começa a série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua.
O resultado representa queda em relação ao primeiro trimestre do ano (6,1%) e na comparação com o mesmo período de 2025, quando estava em 5,8%.
Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (30) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No segundo trimestre, o Brasil atingiu o número de 103,1 milhões de pessoas ocupadas, cerca de 1,081 milhão a mais que no primeiro trimestre. Esse patamar é o maior já registrado em qualquer período da Pnad.
Já o número de desocupados era de 5,9 milhões, o que representa 10% (718 mil pessoas) a menos que no primeiro trimestre.
Na comparação entre o primeiro e o segundo trimestres, os grupamentos que se destacaram na criação de vagas foram:
- Transporte, armazenagem e correio: +3,9% (mais 235 mil pessoas)
- Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais: +2,6% (mais 489 mil pessoas)
A Pnad mostra que no período de três meses de abril a junho, o país tinha 39,4 milhões de trabalhadores com carteira assinada – o maior de toda a pesquisa do IBGE - e 13,6 milhões sem carteira.
A taxa de informalidade - proporção de trabalhadores informais na população ocupada - foi de 37,4% no segundo trimestre.
O rendimento médio do trabalhador brasileiro ficou em R$ 3.738, o maior já registrado para um segundo trimestre. No entanto, fica abaixo do apurado no primeiro trimestre de 2026. (R$ 3.765).
Apesar de recorde histórico de baixa no desemprego no período, o rendimento fica no campo da estabilidade, segundo o analista da pesquisa William Kratochwill, porque as novas contratações costumam pagar na média ou abaixo dos demais salários.
Os dados que revelam um mercado de trabalho aquecido coincidem com um período em que o Brasil vivencia alta taxa básica de juros, a chamada Selic, determinada pelo Banco Central (BC), atualmente em 14,25%.
A Selic alta é uma das formas de o BC combater a inflação, uma vez que o juro alto desestimula consumo e investimentos, esfriando a demanda por produtos e serviços.
O analista do IBGE William Kratochwill ressalta que o próprio mercado de trabalho se retroalimenta, suavizando o impacto do juro alto no emprego.
"Quando tem mais gente ocupada, o consumo aumenta, aumentam encomendas, produção... O próprio mercado de trabalho pode estar dando essa contribuição para que as pessoas continuem contratando", avalia.
Ele aponta que um dos efeitos do aquecimento pode ser percebido no número de desalentados, ou seja, de pessoas que sequer procuravam trabalho, por acreditarem que não encontrariam vagas, que ficou em 2,3 milhões, caindo 14,7% (menos 365 mil pessoas) na comparação com o primeiro trimestre.
A pesquisa do IBGE apura o comportamento no mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais e leva em conta todas as formas de ocupação, seja com ou sem carteira assinada, temporário e por conta própria, por exemplo.
Pelos critérios do instituto, só é considerada desocupada a pessoa que efetivamente procurou uma vaga 30 dias antes da pesquisa. São visitados 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.
O IBGE considera informais os empregados sem carteira assinada e autônomos sem CNPJ, por exemplo. Essas pessoas não têm garantidas coberturas como seguro-desemprego, férias e 13º salário.
O menor desemprego já registrado pela Pnad foi 5,1%, no último trimestre de 2025. A maior taxa já constatada foi 14,9%, atingida em dois períodos: nos trimestres móveis encerrados em setembro de 2020 e em março de 2021, ambos durante a pandemia de covid-19.
A Pnad é divulgada no dia seguinte a outro indicador de comportamento do mercado de trabalho, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), elaborado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e que acompanha apenas o cenário de empregados com carteira assinada.
De acordo com o Caged, junho apresentou saldo positivo de quase 145,2 mil vagas formais. No acumulado de 2026, o balanço é de 921,7 mil de postos com carteira assinada criados.
AGÊNCIA BRASIL
Crédito pode ser acessado por produtores de atividade agrícola ou pecuária com dano comprovado
RIBEIRÃO PRETO/SP - O Governo de São Paulo liberou uma linha de crédito emergencial de custeio pelo Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (FEAP) para produtores rurais da região de Ribeirão Preto atingidos pelo temporal do dia 24 de julho. Cada produtor pode obter até R$ 150 mil, com taxa efetiva de 3% ao ano e prazo total de até 72 meses para pagamento, com carência de até 3 anos para o primeiro pagamento e parcelas anuais.
A medida da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) é uma primeira resposta da força-tarefa mobilizada logo após o temporal. Técnicos da CATI (Regionais de Ribeirão Preto e Jaboticabal) percorrem as propriedades rurais para avaliar a extensão dos prejuízos provocados pela chuva intensa, granizo e fortes rajadas de vento. O levantamento preliminar identificou danos em lavouras, pomares, estufas, canaviais, estoques e estruturas produtivas em municípios como Taquaritinga, Ribeirão Preto, Dumont, Jaboticabal e Guariba, com Taquaritinga registrando, até o momento, a situação mais crítica no meio rural.
Como o trabalho de campo segue em andamento, as medidas de apoio poderão ser ajustadas ou ampliadas, garantindo resposta proporcional à real necessidade do campo.
O crédito pode ser acessado por produtores de atividade agrícola ou pecuária com dano comprovado por técnico habilitado da SAA. Os recursos podem ser utilizados para aquisição de insumos, sementes, mudas, fertilizantes, alimentação e medicamentos para animais, além de reparos emergenciais na infraestrutura produtiva, limpeza de áreas e recomposição de servidões.
“O produtor precisa de suporte para recuperar a produção e voltar a trabalhar. É exatamente isso que o Governo do Estado está fazendo, com a equipe inteira mobilizada para que esse apoio chegue na ponta o mais rápido possível”, destaca o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Geraldo Melo Filho.
Como solicitar
Para solicitar o financiamento, o produtor deve reunir evidências do impacto (fotos, notas fiscais, orçamentos e a relação das perdas) e procurar a Casa da Agricultura da CATI ou o escritório do ITESP mais próximo. Após a vistoria da propriedade, um técnico elabora a proposta de financiamento.
Linhas de investimento também disponíveis
Além da ação emergencial de custeio, o FEAP mantém ativas linhas de investimento para produtores rurais, cooperativas e associações que precisam reconstruir ou modernizar a estrutura de suas propriedades. Os valores vão de R$ 250 mil para produtor pessoa física a R$ 500 mil para pessoa jurídica e R$ 800 mil para associações e cooperativas, com prazo de até 84 meses, carência de até 2 anos para o primeiro pagamento e taxas de 4,5% a 7,5% ao ano, conforme o perfil do beneficiário. Os recursos podem financiar infraestrutura produtiva, implantação ou renovação de culturas, produção animal, equipamentos e tecnologia.
O acesso segue a mesma dinâmica: pela Casa da Agricultura da CATI ou pelos escritórios do ITESP.
As linhas do FEAP são complementares às medidas já anunciadas pela Desenvolve SP, agência de fomento do Governo do Estado, que disponibiliza crédito para empresas, agroindústrias e prefeituras dos municípios atingidos pelo temporal. Enquanto a Desenvolve SP atende o setor empresarial e o poder público municipal, o FEAP é a via de acesso do produtor rural — pessoa física ou jurídica — às linhas de custeio e investimento na atividade agropecuária. As duas frentes foram estruturadas em conjunto pelo Governo do
Estado, sem sobreposição de público.
BRASÍLIA/DF - O Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) aprovou nesta terça-feira (28) a distribuição de R$ 13,04 bilhões aos trabalhadores referentes ao resultado positivo obtido pelo fundo em 2025.
O valor corresponde a 89% do lucro de R$ 14,65 bilhões registrado no exercício. Ao todo, cerca de 138,2 milhões de trabalhadores e trabalhadoras serão beneficiados pela distribuição.
Segundo a proposta aprovada pelo colegiado, o crédito será feito de forma proporcional ao saldo existente em cada conta vinculada em 31 de dezembro de 2025.
Os recursos serão creditados nas contas vinculadas do FGTS até 31 de agosto, conforme prevê a legislação.
Terão direito ao recebimento os trabalhadores que possuíam saldo positivo em contas do fundo em 31 de dezembro de 2025, incluindo contas ativas e inativas.
AGÊNCIA BRASIL
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