SÃO CARLOS/SP - São Carlos registrou o maior estoque de empregos formais desde janeiro de 2020, segundo dados do Ministério da Economia. De acordo com a publicação foram constatados 74.805 empregos com carteira na cidade, frente a 73.327 em janeiro de 2020.
“A diferença de 1.478 empregos a mais do que no ano passado demonstra uma condição superior da economia do município frente a sua própria média dos últimos dois anos. Ao longo do mês de janeiro ocorreram 2.832 admissões e 2.109 desligamentos na cidade, um crescimento no saldo em 723 postos de trabalho”, informou o órgão.
O ministério apontou ainda que os dados de janeiro de 2021 mostraram que a economia se fortaleceu desde o mês de setembro de 2020. Se os dados tivessem sido publicados na data correta, em meados de fevereiro, haveria uma correção mais suave das expectativas com relação ao mês de março. Com isso no presente, a informação da expansão do emprego formal em 260.353 para o Brasil é tratada em segundo plano diante do fechamento das cidades nos mais diferentes estados brasileiros. As expectativas voltam-se para o mês de fevereiro e março.
Retornando ao mês de janeiro, a indústria aumentou a produção física em 0,4% no Brasil e 1,1% no Estado de São Paulo com relação ao mês anterior; o comércio varejista registrou contração de -2,1% no território nacional e -2,5% no estado de São Paulo, ambos também com relação ao volume real comercializado ante ao mês de dezembro de 2020; o setor de serviços recuou em -0,3 em receita nominal no Brasil, mas o volume físico aumentou em 0,6%.
Quanto ao emprego formal, a recuperação no conjunto para estados e para o Brasil em fevereiro e março pode ser prejudicada pela inexistência de planejamento regional tanto dentro dos próprios estados quanto pelas disputas eleitorais já em curso para 2022.
Os resultados também foram positivos para o estado de São Paulo, que registrou aumento de 75.203 em janeiro de 2021 atingindo o estoque de 12.315.177 empregos. Em 2020 o estado de São Paulo tinha um estoque de 12.290.619 empregos formais.
O setor maior responsável pelo crescimento do emprego formal foi a indústria brasileira que respondeu favoravelmente à política cambial e à política de auxílios. O Brasil interrompeu a trajetória de exportação de empregos que caracterizou a economia nos últimos anos.
O saldo de contração do setor de serviços foi de 460, com maiores contratações em atividades de informação, comunicação, financeiras e saúde. O segundo maior saldo de contratação foi a indústria: 209. A construção civil aumentou 72 postos, a agropecuária 8 e o comércio reduziu 26 postos de trabalho.
A indústria criou 90.431 empregos formais em janeiro; o setor de serviços criou 83.686; a construção civil 43.498 postos; e agricultura 32.986. Os ciclos produtivos nos grandes setores, subsetores e em atividades nas cidades e regiões precisam de previsibilidade para evoluir e por esta razão as dificuldades em controlar a pandemia cria instabilidade e incerteza.
Contratos em economia são muito mais sérios do que os contratos políticos baseados em um sistema de valores que não coaduna com as necessidades de investimentos.
FecomercioSP pede celeridade na aprovação do Projeto de Lei PL 5.638/2020, cujo tripé “liquidez, emprego e crédito” ajudará setor a enfrentar a crise
SÃO PAULO/SP - Em um período normalmente aquecido do ano, com as férias de verão, o turismo nacional segue sendo impactado de forma significativa pela crise de covid-19: o setor registrou queda de quase um terço (30,2%) do faturamento em janeiro de 2021, em comparação com o mesmo mês do ano passado. Em números absolutos, o prejuízo foi da ordem de R$ 4,5 bilhões. Os dados são do Conselho de Turismo da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).
Como tem sido a tônica da crise no setor turístico, a retração mais expressiva foi registrada na aviação civil, que encolheu 46,2% em janeiro. Considerando o acumulado de um ano, a atividade já perdeu, sozinha, R$ 2,5 bilhões em meio à pandemia.
Os grupos de alimentação e alojamento (hotéis e pousadas) e de atividades culturais, esportivas e recreativas registraram a mesma taxa de retração em janeiro: 29%.
Para a Federação, os números se explicam principalmente pelo cancelamento das férias de muitas famílias no começo do ano, em meio ao recrudescimento da crise de covid-19 no País, com aumentos nos números de contaminados e de mortes. Diante desse cenário, muitas pessoas desistiram de viajar ou pediram anulação dos pacotes já comprados – fazendo com que as companhias aéreas ajustassem as malhas e que os hotéis, restaurantes e agências ficassem novamente paralisados de forma parcial.
Ainda de acordo com a FecomercioSP, há um entendimento geral dos empresários do turismo nacional de que a recuperação só começará quando houver uma vacinação em massa da população, que deve ser atingida no segundo semestre do ano.
A crise do turismo brasileiro não é de hoje: o setor perdeu R$ 55,6 bilhões em faturamento em 2020, em comparação ao ano anterior. A receita final de R$ 113,2 bilhões significou o pior resultado da receita desde que a Entidade começou a fazer o estudo, em 2011, representando um rombo de 33% em comparação com o que o setor faturou em 2019.
Federação pede urgência na aprovação de PL 5.638/2020
Como parte da mobilização em torno do tema, a FecomercioSP enviou, nesta semana, ofícios para os relatores do Projeto de Lei (PL) 5.638/2020 no Senado Federal pedindo celeridade na aprovação do texto. Aprovado na Câmara dos Deputados no início de março, ele prevê a criação do Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse), que, inicialmente direcionado para o setor, agora contempla também atividades turísticas, como agências, parques e locadoras de veículos.
Para a Federação, uma vez aprovada, a lei sustenta um tripé que impede o colapso do setor: a liquidez, a manutenção dos empregos e o crédito.
Sobre a liquidez, o PL estabelece a importante a prorrogação da Lei 14.046/2020, que, entre outros pontos, dispensa a necessidade de reembolso imediato de eventos ou viagens canceladas e estabelece regras menos rígidas para remarcações e cancelamentos. Pelas normas, é possível que os agentes do setor reembolsem os clientes em até 12 meses após a data da compra do serviço, por exemplo, além de terem mais liberdade para negociar diretamente sobre novos prazos.
Em relação ao segundo ponto, o PL também prorroga – ainda no âmbito da Lei 14.020/20 – o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda, que entrega mais flexibilidade na renegociação de jornadas de trabalho e de salários do setor.
Dados da FecomercioSP mostram que o turismo nacional perdeu 110 mil postos de trabalho em 2020, dos quais 79% deles (87 mil) foram em hotéis, agências de viagens e operadoras turísticas – os principais agentes do setor. Sem o programa do governo federal, estes números certamente seriam muito maiores.
Por fim, o PL em tramitação no Senado amplia os canais de crédito com condições especiais disponíveis para as empresas turísticas, como foi o caso do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) no ano passado, com o apoio do Fundo Garantidor de Operações (FGO) e do Fundo Garantidor para Investimentos (FGI).
Receberá o ofício da FecomercioSP a senadora Daniella Ribeiro, relatora da proposta no Senado, além de outros parlamentares com indicação de voto favorável à matéria.
Nota metodológica
O estudo é baseado nas informações da Pesquisa Anual de Serviços com dados atualizados com as variações da Pesquisa Mensal de Serviços, ambas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os números são atualizados mensalmente pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), e foram escolhidas as atividades que têm relação total ou parcial com o turismo. Para as que têm relação parcial, foram utilizados dados de emprego ou de entidades específicas para realizar uma aproximação da participação do turismo no total.
Sobre a FecomercioSP
Reúne líderes empresariais, especialistas e consultores para fomentar o desenvolvimento do empreendedorismo. Em conjunto com o governo, mobiliza-se pela desburocratização e pela modernização, desenvolve soluções, elabora pesquisas e disponibiliza conteúdo prático sobre as questões que impactam a vida do empreendedor. Representa 1,8 milhão de empresários, que respondem por quase 10% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e geram em torno de 10 milhões de empregos.
Queda de 4,1% do PIB, divulgada pelo IBGE nesta quarta-feira, não é a pior notícia sobre a crise econômica brasileira, aponta Federação
SÃO PAULO/SP - A notícia veio até melhor do que se esperava: o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro caiu 4,1% em 2020 em comparação com o ano anterior, puxado pelas quedas significativas dos serviços (-4,5%), do consumo das famílias (-5,5%) e do volume de importações (-10%). O melhor resultado – como já é comum há alguns anos – foi do agronegócio, que cresceu 2%. No começo da pandemia, houve quem previu uma retração do PIB que beirava o dobro do que realmente aconteceu.
Para a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), no entanto, as notícias seguem sendo desanimadoras – e por dois motivos.
O primeiro (e mais importante deles) é que a última vez que o Brasil cresceu significativamente foi em 2013 – 3%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Depois, estacionou em 0,5% em 2014 e caiu nos anos seguintes: -3,5% em 2015 e -3,3% em 2016. Quando começava a indicar um cenário de retomada, com expansões tímidas do PIB em 2017 (1,3%), 2018 (1,1%) e 2019 (1,1%), veio a pandemia. Diante desses números, é possível dizer que o País só vai retomar o patamar do começo da década passada em 2023 – isso se daqui até lá sustentar um crescimento de, pelo menos, 2% ao ano.
Em outras palavras, se nada der errado daqui para frente, o Brasil só voltará ao patamar de 2013 exatamente dez anos depois. É, portanto, a verdadeira década perdida.
E esse é o segundo (e mais preocupante) motivo: as perspectivas de um crescimento nesse ritmo são poucas. Isso porque 2021 já começou com desafios enormes para a economia do País, com um primeiro trimestre marcado por uma nova queda do consumo das famílias em meio ao auge da crise de covid-19, cujos impactos se verão no PIB trimestral. Além disso, há ainda as dúvidas de longo prazo sobre a capacidade do governo federal em implantar uma política de austeridade fiscal cortando despesas.
Ainda que o PIB cresça entre 3% e 3,5% em 2021, será muito mais por conta do efeito comparativo da queda de 4,1% em 2020 do que um indicativo sólido da retomada econômica.
Para a FecomercioSP, o caminho pode começar a ser trilhado por uma verdadeira reforma do Estado, diminuindo tributos, acelerando investimentos e contendo a alta da inflação por meio de uma política de juros baixos.
Sobre a FecomercioSP
Reúne líderes empresariais, especialistas e consultores para fomentar o desenvolvimento do empreendedorismo. Em conjunto com o governo, mobiliza-se pela desburocratização e pela modernização, desenvolve soluções, elabora pesquisas e disponibiliza conteúdo prático sobre as questões que impactam a vida do empreendedor. Representa 1,8 milhão de empresários, que respondem por quase 10% do PIB brasileiro e geram em torno de 10 milhões de empregos.
ISTAMBUL - O banco central da Turquia aumentou nesta quinta-feira sua taxa básica de juros mais do que o esperado em 200 pontos-base, para 19%, para lidar com a desvalorização da lira e o aumento dos preços, o que foi visto como um teste de credibilidade devido à oposição do presidente Tayyip Erdogan a uma política monetária apertada.
Em uma pesquisa da Reuters, quase todos os 21 economistas consultados esperavam um aumento de 100 pontos-base nos juros. A lira respondeu com um salto de 2,0% em relação ao dólar.
A principal taxa de recompra de uma semana estava em 17% desde dezembro, após um aperto monetário agressivo no ano passado. Esse é o nível de juros mais alto de qualquer economia avançada, de volta a patamares alcançados pela última vez em meados de 2019.
As expectativas do mercado de um aumento dispararam após a lira perder até 10% desde meados de fevereiro, refletindo o aumento dos rendimentos dos títulos norte-americanos. A inflação também subiu mais do que o esperado para quase 16% no mês passado, bem acima da meta de 5%.
O banco central já apertou a política monetária em 875 pontos-base desde que Erdogan nomeou o presidente Naci Agbal para liderar a instituição, em novembro, quando a lira atingiu uma mínima recorde. A depreciação cambial aumenta a inflação na Turquia, dependente de importações.
Erdogan frequentemente pede custos de empréstimos mais baixos e demitiu abruptamente os dois últimos presidentes do banco central. Mas ele nomeou Agbal como parte de uma surpreendente reformulação da liderança sob a qual ele prometeu uma nova era econômica favorável ao mercado.
*Por Ali Kucukgocmen / REUTERS
BRASÍLIA/DF - Às vésperas de retomar o pagamento do auxílio emergencial, a Caixa Econômica Federal convida os usuários do aplicativo Caixa Tem a atualizar os dados cadastrais no aplicativo. Clientes nascidos em março podem fazer o procedimento a partir de hoje (18).
A atualização é feita inteiramente pelo celular, bastando o usuário seguir as instruções do aplicativo, usado para movimentar as contas poupança digitais. Segundo a Caixa, o procedimento pretende trazer mais segurança para o recebimento de benefícios e prevenir fraudes.

Ao entrar no aplicativo, o usuário deve acessar a conversa “Atualize seu cadastro”. Em seguida, é necessário enviar uma foto (selfie) e os documentos pessoais (identidade, CPF e comprovante de endereço).
O calendário de atualização seguirá um cronograma escalonado, conforme o mês de nascimento dos clientes. O cronograma começou no domingo (14) para os nascidos em janeiro e encerrará em 31 de março, para os nascidos em dezembro.
Confira o cronograma completo abaixo:
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Mês de nascimento |
Data de atualização |
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Janeiro |
14/3 (domingo) |
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Fevereiro |
16/3 (terça) |
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Março |
18/3 (quinta) |
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Abril |
20/3 (sábado) |
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Maio |
22/3 (segunda) |
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Junho |
23/3 (terça) |
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Julho |
24/3 (quarta) |
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Agosto |
25/3 (quinta) |
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Setembro |
26/3 (sexta) |
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Outubro |
29/3 (segunda) |
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Novembro |
30/3 (terça) |
|
Dezembro |
31/3 (quarta) |
No ano passado, a Caixa abriu mais de 105 milhões de contas poupança digitais, das quais 35 milhões para brasileiros que nunca tiveram contas em banco. Além do auxílio emergencial, o Caixa Tem foi usado para o pagamento do saque emergencial do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e do Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda (BEm).
Uma lei sancionada no fim de outubro autorizou a ampliação do uso das contas poupança digitais para o pagamento de outros benefícios sociais e previdenciários. Desde dezembro, os beneficiários do Bolsa Família e do abono salarial passaram a receber por essa modalidade.
*Por: Wellton Máximo - Repórter da Agência Brasil
SÃO PAULO/SP - O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou nesta quarta-feira (17) um pacote de auxílio aos microempreendedores prejudicados pela pandemia do coronavírus. "O governo de São Paulo vai zerar o imposto para o leite e reduzir o ICMS da carne em todo o estado", afirmou Doria. "Os micro e pequenos empreendedores foram bastante machucados pela pandemia."
O governo decidiu ainda que o leite pasteurizado terá isenção completa de ICMS para o consumidor. A carne suína, bovina e de frango, os estabelecimentos do Simples Nacional, os pequenos e médios açougues de bairro, tiveram redução de 13,3% para 7% na compra de carne para revenda aos consumidores. O decreto será publicado nesta quinta-feira (18) e vale a partir de abril em todo o Estado de São Paulo.
O plano de apoio econômico, fiscal e tarifário a bares é destinado a restaurantes, academias, salões de beleza e produção de eventos no estado. O pacote prioriza estabelecimentos com faturamento mensal de até R$ 30 mil e prevê novas linhas estaduais de crédito, suspensão de tarifas de abastecimento e retomada de incentivos fiscais sobre leite e carne.
O vice-governador Rodrigo Garcia afirmou que houve diálogo com os setores para a redução dos impostos. "É um gesto para tentar apoiar setores de alimentos que vão ao encontro da demanda da população mais carente", diz. "Quero reforçar a responsabilidade do governo federal para a ativação da economia. O governo federal precisa se pronunciar sobre auxílio emergencial, entre outras medidas."
O governo autorizou ainda a liberação de mais R$ 100 milhões para os setores mais afetados pela pandemia em novas linhas de crédito do Desenvolve SP e do Banco do Povo. As duas instituições financeiras estaduais ofereceram, segundo a administração estadual, R$ 2 bilhões durante a crise do coronavírus para suporte a empreendedores.
Com o anúncio, micro e pequenas empresas dos segmentos dos setores mais afetados terão uma linha especial de financiamento via Desenvolve SP no valor de R$ 50 milhões, com prazo de pagamento de 60 meses, oito meses de carência e taxa de juros de 1% ao mês mais Selic, além da dispensa de Certidão Negativa de Débitos.
A secretária de Desenvolvimento Regional, Patrícia Ellen, explicou ainda que outros R$ 50 milhões serão oferecidos pelo Banco do Povo em microcrédito para capital de giro. O limite será de até R$ 10 mil, com taxa de juros de 0% a 0,35% ao mês, carência de seis meses e prazo para pagamento de até 36 meses.
Além disso, não haverá interrupção dos serviços de gás canalizado e água até 30 de abril. Não haverá negativação por débitos na Sabesp, Comgás, Naturgy e GBD até dia 30 de abril. Outras medidas é que o prazo do parcelamento será de 12 meses após a repactuação do débito. A medida vale para estabelecimentos com consumo de até 100 m³ mensais de água e de até 150 m³ por mês de gás.
Pessoas que tiverem débitos registrados entre os dias 18 de fevereiro 30 de abril. Os estabelecimentos com débitos durante a pandemia podem fazer acordos e renegociar débitos sem multas e juros.
Mais cedo, o governador afirmou que o estado e o país enfrentam um cenário 'gravíssimo' de disseminação da covid-19. "Medidas adicionais certamente terão de ser adotadas", afirmou o governador. "Estamos diante de um quadro gravíssimo, dramático não apenas em São Paulo como em todo o Brasil", disse ele em coletiva de imprensa no Instituto Butantan.
"O Brasil assumiu a triste liderança mundial em índice médio de mortos em todo o planeta, isso se deve a falta de coordenação nacional, falta de orientação correta da população. Muito triste os números que vimos ontem sobre todo o Brasil", diz Doria. "Cada estado brasileiro está heroicamente fazendo o que pode."
Até o momento, pelo menos 29 cidades paulistas já adotaram restrições mais rígidas do que as previstas na fase emergencial anunciada no plano de flexibilização e 23 falam em lockdown. Com isso, os prejuízos à economia afetam diferentes setores.
Na manhã desta quarta-feira, o Instituto Butantan e o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), acompanharam a liberação de mais 2 milhões de doses da CoronaVac para o PNI (Programa Nacional de Imunizações) do Ministério da Saúde.
Na segunda-feira (15), foram liberadas 3,3 milhões de vacinas, totalizando mais de 5 milhões de doses entregues nesta semana. Com o novo carregamento, o total de vacinas disponibilizadas pelo Butantan ao PNI chega a 22,6 milhões de doses desde o início das entregas, em 17 de janeiro. "Volto a repetir que o Brasil precisa de mais vacinas em larga escala", afirmou Doria durante a entrega do novo lote.
Em março, o Butantan disponibilizou 9,1 milhões de vacinas em cinco remessas para a imunização contra o coronavírus em todo país. O quantitativo é superior a todo o mês de fevereiro, quando foram entregues 4,85 milhões de doses.
Até o final de abril, o número de vacinas do Butantan somará 46 milhões. O instituto trabalha para entregar outras 54 milhões de doses para vacinação dos brasileiros até 30 de agosto, totalizando 100 milhões de unidades.
*Por: R7
EUA - Já pensou em comprar um carro que pertenceu ao traficante colombiano Pablo Escobar? Esse é o apelo da Atlantis Motor Group, uma loja de carros de luxo na Flórida (EUA), que vai vender o Porsche 911 RSR de 1974 dele por US$ 2,2 milhões (R$ 12,2 milhões no câmbio de ontem, 16).
Usado para competições, este RSR tem histórico diferente antes mesmo de ser de Escobar. De acordo com o site AutoElovution, o modelo foi um dos 15 carros encomendados pela lenda do automobilismo americano Roger Penske para as quatro corridas do International Race of Champions (IROC).
Na corrida, realizada em 1974, o carro foi guiado pelo brasileiro Emerson Fittipaldi. Por isso, o modelo tem o nome do bicampeão de Fórmula 1 no para-brisa e nas portas. No torneio, o Porsche teve um vazamento de combustível e o bicampeão abandonou a disputa.
Depois da IROC, o 911 RSR foi vendido para o piloto americano John Tunstall. Em 1978, o carro foi adquirido por Escobar e levado para a Colômbia. Com a morte de Pablo Escobar, em 1993, o Porsche 911 voltou para os Estados Unidos, onde passou por uma restauração completa.
*Por: ISTOÉ DINHEIRO
BRASÍLIA/DF - O mercado financeiro aposta em alta de 0,5 ponto percentual da taxa básica Selic nesta 4ª feira (17.mar.2021). O Copom (Comitê de Política Monetária) reúne-se desde a 3ª feira (16) para definir o novo patamar dos juros. É certo para os operadores que juros vão voltar a subir depois de quase 6 anos.
A última alta da Selic foi em julho de 2015, quando o percentual subiu de 13,75% para 14,25% ao ano. Desde estão, todas as decisões do Copom foram pela manutenção ou queda dos juros. O colegiado se encontra a cada 45 dias.
Depois de julho de 2015, a Selic ficou 1 ano e 1 mês em 14,25% ao ano. Só começou a cair depois que a inflação começou a se estabilizar no país e as expectativas foram ancoradas. De março de 2018 a junho de 2019, ficou estável em 6,5% ao ano. Passou por 9 cortes consecutivos até chegar a 2% ao ano, patamar atual –e o menor da história.
Os juros baixos estimulam a economia. Mas, mesmo com a pandemia de covid-19 agravando a situação financeira das famílias, o objetivo principal do BC (Banco Central) é controlar a inflação. Em fevereiro, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) chegou aos 5,20% no acumulado de 12 meses. O percentual está próximo do teto da meta de 3,75%, que tem um intervalo de 1,5 ponto percentual para mais e para menos (de 2,25% a 5,25%).
Pressionaram a alta da inflação nos últimos tempos o dólar alto, o custo dos combustíveis, a valorização das commodities e dos alimentos. Além disso, a situação fiscal deteriorada do Brasil exige mais cautela no controle da inflação, dada a trajetória de alta da dívida pública. O governo federal está com as contas públicas no vermelho desde 2014. Em 2020, precisou ampliar gastos para socorrer os Estados, as empresas e a população mais vulnerável aos efeitos do confinamento.
No acumulado de 12 meses, as despesas do governo federal superaram as receitas em R$ 776,4 bilhões, o que equivale a 10% do PIB (Produto Interno Bruto). A dívida bruta do país alcançou 89,7% do PIB (Produto Interno Bruto), o que equivale a R$ 6,67 trilhões.
Diante do aumento do número de contágios da covid-19 em 2021, o Congresso e o governo federal articulam para a criação de uma nova rodada de auxílio emergencial, que vai durar 4 meses. O pagamento vai ampliar ainda mais o endividamento, que deve superar 90% do PIB nos próximos meses.
No último comunicado, divulgado ao final da reunião do dia 20 de janeiro de 2021, o Copom disse que “um prolongamento das políticas fiscais de resposta à pandemia que piore a trajetória fiscal do país, ou frustrações em relação à continuidade das reformas, podem elevar os prêmios de risco [para o cenário de inflação]”.
“O Copom avalia que perseverar no processo de reformas e ajustes necessários na economia brasileira é essencial para permitir a recuperação sustentável da economia. O comitê ressalta, ainda, que questionamentos sobre a continuidade das reformas e alterações de caráter permanente no processo de ajuste das contas públicas podem elevar a taxa de juros estrutural da economia”, declarou o colegiado.
*Por: HAMILTON FERRARI / PODER360
Alta do IGP-M e do custo de vida como um todo reflete na negociação para manter um imóvel alugado. Ambas as partes precisam ter bom senso
SÃO PAULO/SP - Nos primeiros dez dias de março, o acumulado de 12 meses do Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) chegou a 29,83%, contra 28,94% nos 12 meses até fevereiro. Em 2021, o IGP-M, que é usado para o reajuste de contratos de aluguel, acumula alta de 5,17%. As informações são da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Muitos locatários que estavam em momento de reajuste de aluguel ficaram preocupados.
Afinal, mesmo com a alta do custo de vida, o ganho real do trabalhador está estabilizado - segundo a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) em 2020 não houve ganho real nos salários - e, com a situação de pandemia, há uma insegurança acerca dos ganhos futuros. Com isso, aumentaram os pedidos de renegociação, observou a gerente comercial da URBS Imobiliária, em Goiânia, Gyselle Rodrigues Campos.
Para este momento, a especialista recomenda bom senso para ambas as partes e aponta como tem conduzido as negociações para se chegar a um acordo equilibrado. Acompanhe:
- Avalie o valor de mercado como referência: “O imóvel pode estar com preço defasado e, com a alta do IGPM, ele atinge o valor do mercado. Nesse caso, o reajuste acaba sendo importante para atualizar o valor. Mas, se ficar acima do valor de mercado, é viável buscar abatimento”, explica Gyselle.
- Histórico de pagamento do inquilino conta pontos: “É preciso verificar se o locatário paga em dia ou se atrasa muito. Todo locador quer ter bons pagadores e, quem assim o é, tem mais chances de pleitear um desconto”, analisa a gerente comercial da URBS Imobiliária.
- Vale a pena arcar com os custos de uma possível desocupação? Ambos precisam refletir sobre os prós e contras de se rescindir um contrato. “O locatário terá de arcar com os reparos e pintura para entregar o imóvel, além do custo e logística de mudança e toda burocracia de documentação para fechamento de um contrato. Já o locador tem que analisar o risco de ficar com o bem desocupado por tempo indefinido, arcar com custos do imóvel como IPTU, condomínio, água, luz, manutenção, limpeza, segurança e avaliar que quando for alugar novamente de toda forma será pelo valor atual de mercado”, destaca a especialista.
- Nova análise de cadastro e garantia: Será que vale a pena recomeçar todo o processo de locação? Essa é outra reflexão que o locatário deve fazer, observa Gyselle. “Caso o locatário faça a mudança do imóvel, precisará de uma nova garantia locatícia. Pode ser um fiador, o que neste momento de pandemia talvez seja mais difícil de conseguir, e para as outras garantias oferecidas pelo mercado imobiliário é preciso atualizar o cadastro da pessoa, o qual passará por uma nova análise de toda forma”, pontua.
BRASÍLIA/DF - Às vésperas de retomar o pagamento do auxílio emergencial, a Caixa Econômica Federal convida os usuários do aplicativo Caixa Tem a atualizar os dados cadastrais no aplicativo. Clientes nascidos em fevereiro podem fazer o procedimento a partir de hoje (16).
A atualização é feita inteiramente pelo celular, bastando o usuário seguir as instruções do aplicativo, usado para movimentar as contas poupança digitais. Segundo a Caixa, o procedimento pretende trazer mais segurança para o recebimento de benefícios e prevenir fraudes.

Ao entrar no aplicativo, o usuário deve acessar a conversa “Atualize seu cadastro”. Em seguida, é necessário enviar uma foto (selfie) e os documentos pessoais (identidade, CPF e comprovante de endereço).
O calendário de atualização seguirá um cronograma escalonado, conforme o mês de nascimento dos clientes. O cronograma começou no domingo (14) para os nascidos em janeiro e encerrará em 31 de março, para os nascidos em dezembro.
Confira o cronograma completo abaixo:
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Mês de nascimento |
Data de atualização |
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Janeiro |
14/3 (domingo) |
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No ano passado, a Caixa abriu mais de 105 milhões de contas poupança digitais, das quais 35 milhões para brasileiros que nunca tiveram contas em banco. Além do auxílio emergencial, o Caixa Tem foi usado para o pagamento do saque emergencial do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e do Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda (BEm).
Uma lei sancionada no fim de outubro autorizou a ampliação do uso das contas poupança digitais para o pagamento de outros benefícios sociais e previdenciários. Desde dezembro, os beneficiários do Bolsa Família e do abono salarial passaram a receber por essa modalidade.
*Por Wellton Máximo - Repórter da Agência Brasil
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