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SÃO PAULO/SP - A CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo) prevê que o Natal deste ano movimente R$ 38,1 bilhões. O valor representa um aumento de 3,4% em relação ao volume de vendas de 2019. É maior variação positiva entre dois anos desde 2017. Eis a íntegra (1 MB) das projeções da confederação.

O economista Fabio Bentes, da CNC, afirma que o crescimento em 2020 foi possível graças à rápida recuperação econômica do país durante a pandemia. “A gente vive um piso histórico com o juros, a gente teve o auxílio emergencial, a mudança [para o on-line] foi rápida e o comércio conseguiu se adaptar“, diz.

fornecido PODER360 

 

Apesar disso, o economista afirma que o crescimento de 2020 representa “um aumento pequeno“. Uma pesquisa PoderData, feita de 7 a 9 de dezembro com 2.500 entrevistas, mostra que 64% afirmam que pretendem gastar com presentes de Natal neste ano.

Bentes diz que a expectativa da CNC é que as pessoas comprem algum produto natalino. “Talvez não um presente“, declara, mas afirma que “as pessoas vão gastar mais do que gastam em uma situação normal“.

Segundo as projeções da confederação, hiper e supermercados serão responsáveis por 41,5% do faturamento no Natal. O percentual equivale a R$ 15,9 bilhões. É o ramo que mais irá lucrar. Na sequência aparecem os ramos de vestuário e calçados (18,7%) e de artigos de uso pessoal e domésticos (17,4%).

“A recuperação foi surpreendentemente rápida. Mas essa recuperação não foi para todos os setores“, diz Bentes. As projeções da CNC mostram que as vendas on-line devem crescer 64% nesse ano ante 2019. Segundo o professor de finanças da FGV EAESP Fábio Gallo as lojas físicas terão grande impacto. “Não vai ter o mesmo movimento, porque ainda tem muita gente em isolamento e as mortes estão aumentando“, declara.

Gallo também afirma que a aceleração da inflação leva a uma troca de produtos. “Muita gente está substituindo o importado pelo nacional“, diz. Segundo a CNC, os preços dos produtos natalinos cresceram 9,4% nos 12 meses encerrados em novembro. Se esse ritmo for mantido, é a maior desvalorização desde 2015. As importações de setembro a novembro de 2020 também recuaram 16,5% contra 2019. Ano passado foram US$ 439,5 milhões. Neste ano, somaram US$ 367,2 milhões –o menor valor desde 2009.

 

Empregos natalinos

A CNC prevê a criação de 70.200 vagas temporárias para o feriado. É o menor número desde 2015. Representa uma queda de 20% em relação a 2019, quando foram criadas 88.000.

“Faz todo o sentido que a demanda do varejo seja menor, especialmente pela queda do consumo presencial“, diz Bentes, economista da CNC. Segundo ele, o comércio on-line não é um grande empregador. “Se não tivesse a pandemia, poderíamos estar gerando algo próximo a 100.000 [vagas]”, declarou. Gallo diz que “o que tem vaga é no centro de distribuição do comércio eletrônico”.

A expectativa para a taxa desses profissionais temporários que serão efetivados também é a menor desde 2016. Devem ser efetivados 19,1%, uma queda de 9,3 pontos percentuais ante 2019.

 

 

*Por: Malu Mões / PODER360

SÃO PAULO/SP - Pesquisa realizada pelo Ibevar (Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo & Mercado de Consumo) mostra que o preço dos produtos tiveram aumento significativo neste fim de ano e a intenção de compras dos brasileiros diminuiu.

“Fizemos um mapa dos últimos seis meses e o que se vê é um aumento de preços na maioria das categorias pesquisadas”, diz Claudio Felisoni de Angelo, presidente da entidade.

No que diz respeito aos preços, foram pesquisadas 30 categorias. Dessas só cinco (adega climatizada, câmeras e filmadoras, lava-louças e smartband) apresentaram redução nos valores. Oito (ventiladores, consoles de vídeo game, fornos, jogos eletrônicos, liquidificadores projetores, fogões e geladeiras) apresentaram aumento superior a 30% e cinco (aspiradores de pó, cafeteiras, caixas de som bluetooth, ar-condicionado e coifas) apresentaram alta entre 25% e 29,99%.

“Treze categorias apresentaram percentual acumulado de aumento maior que 25%”, destaca Felisoni ao comentar que apenas a categoria de câmeras e filmadoras apresentou redução de preços. “Essa queda é reflexo da diminuição do turismo e das viagens”, diz.

 

Intenção de compra

Outro ponto analisado pela pesquisa foi a intenção de compra. Nesta etapa, foram analisadas 28 categorias, Felisoni comenta que dos 140 registros dessas categorias, 85 indicam queda forte de intenção de compra.

“Por outro lado, vimos um aumento expressivo na categoria de produtos associados aos jogos eletrônicos, reflexo das restrições sanitárias”, diz.

 

Black Friday

A pesquisa mostra ainda que a Black Friday rouba vendas do Natal. Na promoção de novembro registrou-se 21 movimentos positivos de manifestações de compras. Enquanto que em dezembro foram 21 movimentos de redução das disposições de compra.

“A Black Friday transfere as vendas, não significa que há um aumento nas vendas”, finaliza Felisoni.

 

 

 

*Por: Gilmara Santos / ISTOÉ DINHEIRO

MUNDO  - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sancionou nesta sexta-feira uma lei que prevê a saída de empresas chinesas das bolsas de valores dos EUA, a menos que elas cumpram os padrões de auditoria norte-americanos, informou a Casa Branca, dando ao republicano mais uma ferramenta para ameaçar Pequim antes de deixar o cargo próximo mês.

A medida impede que ações de empresas estrangeiras sejam listadas em qualquer bolsa dos EUA se elas não cumprirem as regras do conselho de supervisão de contabilidade pública dos EUA por três anos consecutivos.

Embora a lei se aplique a empresas de qualquer país, os apoiadores da lei miram companhias chinesas listadas no país, como Alibaba, a empresa de tecnologia Pinduoduo e a gigante de petróleoPetroChina.

A legislação, como muitas outras que adotam uma postura mais dura em relação às empresas chinesas, foi aprovada pelo Congresso por grande vantagem neste ano. Parlamentares - tanto democratas quanto correligionários republicanos de Trump - ecoam a linha dura do presidente contra Pequim, que se tornou mais exacerbada neste ano quando Trump culpou a China pelo coronavírus que assola os Estados Unidos.

A lei também exige que as empresas públicas revelem se são de propriedade ou controladas por um governo estrangeiro.

Autoridades chinesas consideraram a medida uma política discriminatória que oprime politicamente as empresas chinesas.

 

 

*Por:  Patricia Zengerle e Eric Beech / REUTERS

MUNDO - Um relatório do Parlamento britânico alertou nesta sexta-feira sobre a falta de preparação do Reino Unido diante da saída do mercado único europeu e da união aduaneira em 31 de dezembro, e mostra preocupação pelos transtornos esperados em portos e as repercussões para a segurança.

"Com apenas sete dias úteis até o final do período de transição, permanecem preocupações significativas", disse Hilary Benn, parlamentar trabalhista que preside a comissão.

“O governo ainda não sabe dizer a empresas, comerciantes e cidadãos o que vai acontecer em todos os setores afetados pelas negociações”, frisou. “As empresas que exportam para a União Europeia terão mais burocracia, formulários aos quais não estão acostumados e custos adicionais a partir de 1º de janeiro independentemente do que aconteça”, haja acordo ou não, continuou.

Embora "tenha havido progresso", a comissão parlamentar está preocupada com as perturbações que podem ocorrer nos portos, e mostrou receio com a segurança do Reino Unido, que deixará de ter acesso à base de dados das forças de segurança europeias. O relatório enfatiza que o governo deve planejar medidas de emergência "robustas" até 1º de janeiro.

Se o governo não adotar essas medidas, isso significará "o pior começo de ano possível" tanto para pessoas físicas quanto para empresas, em um período já difícil devido à pandemia do coronavírus, segundo o parlamentar da oposição.

O relatório também considera que falta pouco tempo para que as empresas se capacitem no uso do sistema informatizado de declaração aduaneira e insiste na necessidade de pessoal capacitado e em quantidade suficiente na alfândega.

“Se as pessoas certas não estiverem no lugar certo, as empresas e comerciantes enfrentarão uma tarefa difícil”, observou a Comissão.

Os deputados apontam os riscos e dificuldades dos portos da Irlanda do Norte, único território britânico que fará fronteira terrestre com um Estado-Membro da União Europeia, a República da Irlanda, apesar do acordo recentemente alcançado entre Londres e Bruxelas a este respeito.

 

 

*Por: AFP

MUNDO - A Coca-Cola informou nesta última quinta-feira (17) que reduzirá em 2.200 seu quadro de funcionários no mundo, como parte de um plano de reestruturação.

A redução de pessoal corresponde a 2,6% da força de trabalho da empresa americana e significa a eliminação de 1.200 empregos nos Estados Unidos, segundo um porta-voz da empresa.

A gigante dos refrigerantes estabeleceu um programa de demissões voluntárias, mas “algum nível de redução involuntário” será necessário, informou o porta-voz.

“A pandemia (do novo coronavírus) não foi a causa destas mudanças, mas foi um catalisador para que a companhia se mexa mais rápido”, indicou.

A Coca-Cola espera despesas de 350 a 550 milhões de dólares com esta redução de pessoal.

A empresa reportou queda de 33% em seus lucros no terceiro trimestre, que somaram 1,7 bilhão de dólares, depois de uma queda de 9% em sua receita, para US$ 8,7 bilhões.

Sobre o Brasil, a empresa enviou uma nota:

“A Coca-Cola Company anunciou uma reformulação operacional, em escala global, e trabalha para fazer os ajustes de forma adequada. No mundo todo, temos o compromisso de garantir um tratamento justo e transparente ao longo deste processo. No momento, não temos informações específicas sobre o Brasil para compartilhar.”

 

 

 

*Da redação e AFP

*ISTOÉ DINHEIRO

IRACEMÁPOLIS/SP - A montadora alemã Mercedes-Benz anunciou nesta última quinta-feira (17) que fechará a sua fábrica em Iracemápolis, no interior paulista, onde produz os modelos Classe C sedã e o utilitário esportivo GLA. Com a decisão, a empresa deixará de produzir carros no Brasil. A fábrica havia sido inaugurada há menos de cinco anos, em março de 2016, com investimento superior a R$ 600 milhões.

Em nota, a empresa apontou dois motivos para a decisão: a situação econômica no Brasil, "que tem sido difícil há muitos anos e foi agravada pela pandemia da covid-19" e a otimização de sua logística de produção para centrar esforços em veículos elétricos e neutros em CO2.

A Mercedes-Benz disse que está buscando alternativas para os 370 trabalhadores da unidade, incluindo a possibilidade de um programa de demissão voluntária. Eles entrarão em férias coletivas de três semanas a partir da próxima segunda-feira. A empresa ainda avalia que destino dará à fábrica.

Jörg Burzer, membro do Conselho da Mercedes-Benz AG, Produção e Cadeia de Suprimentos, afirmou que houve uma "queda significativa nas vendas de automóveis premium" no Brasil devido à crise econômica e à pandemia e que a empresa alemã passa por um processo de transformação que envolve a reestruturação de sua rede de produção global.

O volume de automóveis dos modelos Classe C e GLA que eram produzidos em Iracemápolis será transferido para fábricas da empresa em outros países, e os veículos continuarão a ser vendidos nas concessionárias brasileiras.

Outras duas fábricas da empresa no país seguem ativas. A de São Bernardo do Campo (SP), que produz caminhões e chassis de ônibus, e a de Juiz de Fora (MG), que produz cabinas de caminhões.

A Mercedes-Benz pretende que as vendas de modelos elétricos cheguem a 50% do seu total até 2030 e planeja parar de produzir carros a gasolina e a diesel até 2039. Esse processo exige investimentos nas fábricas para adaptá-las à produção de veículos híbridos ou elétricos.

 

 

*Por: dw.com

BRASÍLIA/DF - Trabalhadores informais e inscritos no Cadastro Único de Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) têm até hoje (18) para contestar o bloqueio, o cancelamento ou o indeferimento do auxílio emergencial extensão de R$ 300 (R$ 600 para mães solteiras). Os pedidos podem ser feitos desde o dia 9 no site da Dataprev, estatal que processa os requerimentos do auxílio emergencial.

O processo será inteiramente virtual, dispensando a necessidade de ir a uma agência da Caixa Econômica Federal ou a um posto de atendimento do CadÚnico.

Segundo o Ministério da Cidadania, a pasta promove mensalmente um pente-fino entre os beneficiários do auxílio emergencial para verificar se eles atendem a todos os requisitos definidos pela lei que criou o benefício. Quem não se enquadra em um dos critérios é excluído da lista de beneficiários, mesmo tendo recebido alguma parcela.

De acordo com a pasta, a verificação é necessária para garantir que o público-alvo do auxílio emergencial seja atendido e impedir que pessoas que não precisam do benefício recebam a ajuda. Entre as principais situações verificadas, estão morte, descoberta de irregularidades ou obtenção de emprego formal durante a concessão do auxílio

 

Contestações

Começou ontem (17) o prazo de contestação para trabalhadores informais que tiveram o auxílio emergencial extensão negado por não atenderem aos novos critérios de concessão. O prazo vai até o dia 26.

Ao editar a medida provisória que estendeu o auxílio emergencial por até três parcelas com metade do valor original, o governo endureceu os critérios. Um dos exemplos foi o uso de dados fiscais de 2019, em vez de 2018, para prorrogar o benefício. Quem não se enquadrou nos novos parâmetros teve a extensão negada.

O Ministério da Cidadania também reabriu o prazo para quem teve o auxílio cancelado por indícios de irregularidade verificados pelo Tribunal de Contas da União (TCU) ou pela Controladoria-Geral da União (CGU). Os requerimentos podem ser feitos até o dia 20.

A pasta também abriu prazo para que beneficiários do Bolsa Família que tiveram o auxílio emergencial extensão cancelado, bloqueado ou negado possam requerer o benefício. Os pedidos poderão ser feitos a partir de domingo (20) até o dia 29. Todos os processos são exclusivamente feitos na página da Dataprev na internet.

 

 

*Por Wellton Máximo - Repórter da Agência Brasil

SÃO PAULO/SP - O governo de São Paulo obteve nesta quinta-feira (17) uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que permite retomar a proibição da venda de bebidas alcóolicas no estado após as 20h. Assim, volta a valer o decreto 65.357 de 2020, expedido na sexta-feira (11), que prevê lei seca no estado à noite na tentativa de prevenir a propagação da Covid-19. A medida havia sido suspensa na segunda-feira (14) após liminar obtida por associação de bares e restaurantes.

A decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, publicada nesta quinta, atende a um pedido da Procuradoria Geral do Estado (PGE), que argumentou que a suspensão da venda de álcool visa coibir aglomerações em espaços públicos e conter a alta nos casos de coronavírus em todo o estado.

A medida impede a venda de álcool após as 20h em restaurantes e similares (como lanchonetes, hamburguerias, sorveterias e pizzarias) em todo o estado. Agora, estes locais podem funcionar até às 22h, mas sem a venda de bebidas alcoólicas após as 20h. Já bares e similares podem operar apenas até as 20h.

A lei seca havia sido suspensa nesta segunda-feira (14) em caráter liminar (provisório) pelo desembargador Renato Sartorelli após pedido de associação do setor. O desembargador atendeu a um pedido da Abrasel-SP, que alegou que o decreto do governo estadual, além de não trazer explicitamente os motivos que levaram a proibir a venda de bebida alcóolica à noite, também prejudica a livre iniciativa e a livre concorrência.

 

 

*Por G1 SP

SÃO CARLOS/SP - A ACISC (Associação Comercial e Industrial de São Carlos) reforça que o horário especial do comércio, até o dia 23 de dezembro, continua sendo de segunda a sexta-feira, das 10h às 22h.

No dia 11 de dezembro, o Governo do Estado mudou de 10h para 12h, a permissão de funcionamento do comércio não essencial, para as regiões que se encontram na Fase Amarela do Plano São Paulo.

“Desde a última segunda-feira, 14, o comércio em geral passou a funcionar das 10h às 22h, de segunda a sexta-feira, e das 9h às 17h, aos sábados e domingos”, destacou o presidente da ACISC, José Fernando Domingues.

Para Zelão, a ampliação da permissão do funcionamento do comércio por 12 horas foi uma medida acertada e uma conquista de todos os comerciantes e entidades do comércio. “Com mais tempo aberto, a gente consegue evitar aglomerações, oferecendo mais alternativas de compra ao consumidor, buscando a recuperação de parte das perdas econômicas sofridas ao longo da pandemia”, lembrou.

Ele ressalta que a Justiça paulista liberou a venda de bebidas alcoólicas em restaurantes no estado de São Paulo, após as 20h. O pedido de liminar (decisão provisória) foi concedido pelo desembargador Renato Sartorelli, do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), em ação movida pela Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes).

Zelão voltou a reforçar a necessidade de se continuar atento às medidas sanitárias. “Vamos continuar atentos, respeitando as medidas de distanciamento social e os protocolos sanitários, para seguirmos dentro dos índices do Plano São Paulo e mantermos nosso comércio em funcionamento”, enfatizou.

As normas sanitárias são as mesmas para todos os segmentos: disponibilizar higienização para funcionários e consumidores com álcool gel 70% em pontos estratégicos; os funcionários devem utilizar máscaras durante toda a jornada de trabalho, assim como os consumidores; o acesso e o número de pessoas nos estabelecimentos devem ser controlados; manter todas as áreas ventiladas; e a fila deve ter distanciamento de 2 metros entre as pessoas.

 

COMÉRCIO DE SÃO CARLOS – DEZEMBRO/2020

De 14 a 23 (de segunda a sexta-feira) das 10h às 22h;

Dias 05, 12 e 19 (sábados), das 9h às 17h;

Dias 06, 13 e 20 (domingos) – das 9h às 17h;

Dia 24 (quinta-feira) – das 9h às 18h;

Dia 25 (sexta-feira) – Natal – FECHADO;

Dia 26 (sábado) – FECHADO;

Dia 31 (quinta-feira) – das 9h às 17h.

Prejuízo já é quase o montante do auxílio emergencial pago a cada mês pelo governo federal; em outubro, retração no faturamento foi de 32%

 


SÃO PAULO/SP - Do início da pandemia, em março, até o mês de outubro, o turismo brasileiro perdeu R$ 46,7 bilhões em faturamento, segundo levantamento da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). O valor é quase o total que o governo federal despendeu para o pagamento mensal do auxílio emergencial (R$ 50 bilhões). Considerando o melhor momento da série histórica – o ano de 2013 –, e tirando a inflação do período, a queda nas receitas já chega a 38,5%.
 
Só em outubro, por exemplo, o setor faturou 32% a menos do que no mesmo mês do ano passado (R$ 9,8 bilhões). Em setembro, vale dizer, as receitas somaram R$ 8,6 bilhões – o pior resultado para o mês desde o início da série histórica, em 2011.
 
Para a FecomercioSP, o cenário de prejuízos a cada mês deve continuar no futuro próximo: isso porque há muitos negócios sendo fechados e, por consequência, muitos postos de trabalho encerrados. Por outro lado, a valorização de ações de empresas de tecnologia que atuam no turismo na bolsa de valores de Nova York é uma demonstração de que o mercado aposta em inovações tecnológicas também neste setor.
 
Companhias aéreas puxam retração
A retração do turismo até agora é encabeçada novamente pelo setor de transporte aéreo, que já faturou 52,2% entre março e outubro em comparação ao mesmo período de 2019. Ele vem, contudo, amenizando suas quedas a cada mês: caiu 64,6% em setembro; 68,8% em agosto e 78,1% em julho. As companhias enfrentam um longo período de baixa demanda de procura e mesmo de assentos, segundo a Agência Nacional da Aviação Civil (Anac): em outubro, a redução de lugares nos aviões foi de 41%.
 
Depois do setor aéreo, o maior prejuízo nos meses da pandemia foi registrado pelas atividades de hospedagem e alimentação, que faturaram 30,3% a menos entre março e outubro de 2020 em relação ao mesmo período do ano passado. Esses resultados negativos impactam no turismo como um todo, já que a retração da demanda por quartos de hotéis, por exemplo, afeta a baixa procura por passagens aéreas.
 
No período analisado, houve diminuição de faturamento entre as atividades culturais, recreativas e esportivas (-27,2%), as locadoras de veículos, agências e operadoras de viagens (-15%) e o transporte rodoviário intermunicipal e interestadual (13,5%).
 
Como sobreviver à crise?
Recentemente, uma pesquisa da FecomercioSP mostrou que quase um terço das pessoas (31%) querem viajar depois que a pandemia acabar – o que indica uma demanda reprimida à espera de condições para se realizar. É com base neste número que a Entidade vê alguns caminhos para o setor em 2021.
 
O primeiro deles é que os empresários mantenham os canais digitais ativos desde já, não apenas para ofertar pacotes e destinos, mas também para que os clientes tenham uma comunicação clara dos novos protocolos de segurança do turismo.
 
Além disso, com as incertezas da crise atual, muitos turistas procuram por locais com flexibilidade de cancelamento ou remarcação, além de possibilidades de reembolsos. Adaptar as reservas e os fluxos a esta especificidade do mercado representa uma vantagem significativa para agora e para o cenário pós-pandemia.
 
Nota metodológica
O estudo é baseado nas informações da Pesquisa Anual de Serviços com dados atualizados com as variações da Pesquisa Mensal de Serviços, ambas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os números são atualizados mensalmente pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e foram escolhidas as atividades que tem relação total ou parcial com o turismo. Para as que têm relação parcial, foram utilizados dados de emprego ou de entidades específicas para realizar uma aproximação da participação do turismo no total.
 
Sobre a FecomercioSP
Reúne líderes empresariais, especialistas e consultores para fomentar o desenvolvimento do empreendedorismo. Em conjunto com o governo, mobiliza-se pela desburocratização e pela modernização, desenvolve soluções, elabora pesquisas e disponibiliza conteúdo prático sobre as questões que impactam a vida do empreendedor. Representa 1,8 milhão de empresários, que respondem por quase 10% do PIB brasileiro e geram em torno de 10 milhões de empregos.

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