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BRASÍLIA/DF - Pesquisa do instituto Atlas/Bloomberg, divulgada na terça-feira (28), mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera no primeiro turno e aparece em empate técnico com o senador Flávio Bolsonaro (PL) e com o ex-governador Romeu Zema (Novo) em cenários de segundo turno.

Segundo o levantamento, Lula tem 46,6% das intenções de voto no primeiro turno, contra 39,7% de Flávio Bolsonaro. O empresário Renan Santos (Missão) aparece com 5,3%, enquanto o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (União) registra 3,3%. Considerando a margem de erro de um ponto percentual, Caiado e Renan estão tecnicamente empatados.

Em relação ao levantamento anterior, as variações ocorreram dentro da margem de erro. Lula oscilou positivamente 0,7 ponto percentual, enquanto Flávio recuou 0,4 ponto. Renan Santos teve alta de 0,9 ponto percentual.

Zema aparece com 3,1%, e o escritor Augusto Cury (Avante) soma 1,1%. O ex-governador mineiro está empatado com Caiado e Cury. Também em empate com Cury está o ex-presidente da Câmara Aldo Rebelo (DC), que tem 0,3%. Brancos e nulos somam 0,5%, e 0,1% dos entrevistados estão indecisos.

Em um cenário com 13 pré-candidatos, Lula aparece com 44,2% das intenções de voto, seguido por Flávio, com 39,3%. Na sequência estão Renan (5,1%), Zema (3,5%) e Caiado (3,0%). Há empate técnico entre Renan e Zema e também entre os dois ex-governadores.

Também aparecem empatados a dentista Samara Martins (UP), com 2%; o ex-ministro Ciro Gomes (PSDB), com 1,3%; Aldo Rebelo, com 0,4%; Augusto Cury, com 0,4%; e o economista Edmilson Costa (PCB), com 0,2%.

O professor Hertz Dias (PSTU), o ex-deputado federal Cabo Daciolo (Mobiliza) e o jornalista Rui Costa Pimenta (PCO) não pontuaram. Brancos e nulos somam 0,2%, e outros 0,2% estão indecisos.

A pesquisa também simulou um cenário em que o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) substitui Lula. Nesse caso, Haddad tem 40,5% das intenções de voto e aparece em empate técnico com Flávio Bolsonaro, que soma 39,2%.

Na sequência, aparecem empatados Renan (5,8%), Zema (3,8%) e Caiado (3,6%). Cury tem 1,3% e empata com Aldo Rebelo, que registra 0,5%. Indecisos somam 0,5%, enquanto 4,8% afirmam que pretendem votar em branco ou nulo.

Segundo turno tem disputas acirradas

O levantamento aponta empate técnico entre Lula e Flávio em um eventual segundo turno. O senador tem 47,8% das intenções de voto, contra 47,5% do presidente. Indecisos, brancos e nulos somam 4,7%.

Na comparação com a pesquisa anterior, divulgada em março, Flávio oscilou positivamente 0,2 ponto percentual, enquanto Lula avançou 0,9 ponto.

Outro empate técnico ocorre em um cenário entre Lula e Zema. O presidente aparece com 47,4%, enquanto o ex-governador tem 46,5%. Indecisos e brancos ou nulos somam 6,1%. Nesse caso, a diferença caiu de 2,9 pontos percentuais no levantamento anterior para 0,9 ponto.

Lula venceria um eventual segundo turno contra Caiado, com 46,8% das intenções de voto, ante 42,2% do ex-governador. Indecisos, brancos e nulos somam 11%.

Pela primeira vez, a pesquisa simulou um segundo turno entre Lula e Renan Santos. Nesse cenário, o presidente teria 47,1%, contra 29,5% do fundador do Movimento Brasil Livre (MBL). Indecisos e eleitores que votariam em branco ou nulo somam 23,5%.

O instituto ouviu 5.008 eleitores pela internet entre os dias 22 e 27 de abril. A margem de erro é de um ponto percentual, para mais ou para menos. A metodologia adotada foi o recrutamento digital aleatório. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-07992/2026.

 

 

por Estadao Conteudo

BRASÍLIA/DF - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um duro discurso contra as guerras em curso e em defesa do fortalecimento do multilateralismo, na manhã deste sábado (18), em Barcelona, na Espanha. Ele participa da quarta reunião de alto nível do Fórum de Defesa da Democracia.

O presidente está na Europa onde cumprirá agenda em três países. Em sua manifestação, Lula destacou que as consequências dos conflitos armados recaem sobre os mais pobres.

"O Trump invade o Irã e aumenta o feijão no Brasil, o milho no México, aumenta a gasolina em outro país. É o pobre que vai pagar pela irresponsabilidade de guerras que ninguém quer?", questionou.  

Lula destacou que os países têm outros problemas para enfrentar e o mundo "não está precisando de guerra".

"Temos mais de 760 milhões de pessoas passando fome, temos milhões de pessoas analfabetas, tivemos milhões de pessoas que morreram porque não tinha vacina contra a covid-19", continuou.

Lula observou que o mundo vive o período com o maior número de conflitos armados desde a Segunda Guerra Mundial e pediu ação coordenada da Organização das Nações Unidas (ONU).

"Precisamos exigir que o secretário-geral da ONU convoque reuniões extraordinárias, mesmo sem pedir aos cinco membros do Conselho de Segurança", afirmou.

O presidente criticou algumas das principais guerras em andamento, como a invasão da Ucrânia pela Rússia, a destruição da Faixa de Gaza por Israel e a o conflito dos Estados Unidos contra o Irã, no Oriente Médio.

"Nenhum presidente de nenhum país do mundo, por maior que seja, tem o direito de ficar impondo regras a outros países. Nenhum. E os cinco membros do Conselho de Segurança da ONU devem se reunir para mudar seu comportamento.Nós não podemos levantar todo dia de manhã, e dormir todo dia a noite, com tuíte de um presidente da República ameaçando o mundo, fazendo guerra. Ou seja, e todos eles tomam decisão sem consultar a ONU, da qual são eles membros e fazem parte do conselho", prosseguiu Lula.

O presidente brasileiro lamentou o silêncio dos países e pontuou que a democracia nas Nações Unidas depende do envolvimento dos países. "Fortalecer o multilateralismo depende de nós".

Regulação das plataformas digitais

Ainda em seu discurso, Lula criticou o papel das plataformas digitais na desestabilização política dos países e pediu que a própria ONU lidere discussões sobre regras compartilhadas entre as nações.

"A verdade, nua e crua, é que a mentira ganhou da verdade. Esse é o dado concreto. Para mentir, você não tem que explicar. Para se justificar, você tem que se explicar", afirmou.

Lula cobrou ações da ONU também no tema das plataformas. 

"Ela precisa funcionar para garantir, por exemplo, que as plataformas sejam reguladas no mundo inteiro, para todo mundo. Não pode o presidente da República interferir na eleição de um país interferir na eleição de outro, pedir voto para outro. Cadê a soberania eleitoral? Cadê a soberania territorial? Esse é um tema que nós precisamos discutir e nos fazer ouvir. E o cenário que temos que brigar é dentro das Nações Unidas", completou Lula.

O Fórum Democracia Sempre é uma iniciativa lançada em 2024 envolvendo os governos de Brasil, Espanha, Colômbia, Chile e Uruguai. Em Barcelona, o evento, organizado pelo presidente do Governo da Espanha, Pedro Sánchez, também conta com as participações dos presidentes Yamandú Orsi (Uruguai), Gustavo Petro (Colômbia), Ciyril Ramaphosa (África do Sul), Claudia Sheinbaum (México) e do ex-presidente do Chile, Gabriel Boric. 

Agenda na Europa

Após o compromisso na Espanha Lula embarca para a Alemanha neste domingo (19), onde participará da Hannover Messe – a maior feira de inovação e tecnologia industrial do mundo - que nesta edição homenageia o Brasil. Ainda na Alemanha, o presidente brasileiro terá uma reunião com o chanceler Friedrich Merz.

A viagem se encerrará dia 21, com uma rápida visita de Estado a Portugal. Em Lisboa, Lula se encontra com o primeiro-ministro Luís Montenegro e com o presidente António José Seguro.

 

 

AGÊNCIA BRASIL

BRASÍLIA/DF - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que a expansão dos jogos de apostas no ambiente digital tem contribuído para o endividamento das famílias brasileiras. Lula defendeu uma regulação mais rígida tanto desse setor como das grandes plataformas digitais, conhecidas como big techs.

As declarações foram dadas nesta sexta-feira (17), em Barcelona, em coletiva de imprensa após o anúncio de uma série de acordos entre os governos do Brasil e da Espanha.

Endividamento familiar

De acordo com Lula, a ausência de regras regulatórias para bets e big techs coloca em risco a saúde mental e financeira da população, a soberania dos países e a própria democracia.

O presidente lembrou que, historicamente, o Brasil sempre adotou como postura a restrição aos jogos de azar, mas que, com o avanço da tecnologia, o cassino acabou “entrando dentro da casa das pessoas” por meio do celular.

Para o presidente, as apostas online estimulam gastos que muitas vezes não cabem no orçamento familiar, aprofundando dificuldades financeiras.

“Uma das coisas que está endividando a sociedade, fazendo com que ela gaste aquilo que não poderia gastar, são as apostas no mundo digital”, disse.

Proteção

Lula lembrou que o governo brasileiro tem adotados medidas visando proteger as crianças dos efeitos nocivos causados pelo mundo digital.

“Já proibimos o celular nas escolas no ensino fundamental. Muita gente achava que não era bom, mas foi um sucesso extraordinário. As crianças voltaram a se comportar como seres humanos. Voltaram a fazer um monte de brincadeiras, como sempre faziam, e esqueceram um pouco o celular”.

Nesse sentido, garantiu que o governo vai avançar ainda mais na regulação de todas as plataformas que causem qualquer dano à democracia, à soberania e à felicidade das pessoas.

“A internet não é para transmitir ódio, nem mentira. Não é para transmitir violência. Quem acompanha a internet sabe do que eu estou falando”, argumentou.

Problema da humanidade

Na avaliação do presidente brasileiro, avançar com as políticas de regulação do ambiente digital é um desafio a ser enfrentado de forma coletiva, uma vez que o problema atinge a todos países.

“Espero que o mundo tenha consciência de que este é um problema da humanidade. Precisamos regular tudo que for digital, para que a gente dê soberania aos nossos países, de forma a não permitir intromissões vindas de fora, sobretudo no ano eleitoral. Mundo afora, estão sendo criadas verdadeiras fábricas ou fazendas de mentiras”, acrescentou.

 

 

AGÊNCIA BRASIL

SÃO PAULO/SP - O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, usou imagens do governo de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), para criticar o governo Lula em seu perfil do X neste domingo, 12. A publicação causou reação de integrantes do governo.

No vídeo, Flávio cita o endividamento das famílias e define a situação como uma "crise grave". "Isso significa comer menos, significa panela vazia. E quase 20% desses brasileiros não estão conseguindo pagar nem a conta de água", afirma, enquanto a imagem de fundo mostra cenas de 2021, em que pessoas recolhem alimentos em um caminhão de lixo em Fortaleza (CE). Na época, em meio à pandemia de covid-19, o material foi divulgado pelo jornal Folha de S.Paulo em reportagem sobre o avanço da fome no País.

Em reação ao conteúdo, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, afirmou que as imagens correspondem ao período da gestão de Jair Bolsonaro. "E aí, Flávio Bolsonaro, vai se retratar?", questionou no X. O vídeo segue publicado no perfil do senador.

A ex-ministra da Secretaria de Relações Institucionais e pré-candidata ao Senado pelo Paraná, Gleisi Hoffmann (PT-PR), chamou a publicação de Flávio Bolsonaro de "micão". "Fila do osso? Só se for no governo Bolsonaro. Quem precisa de inimigo com um filho desses, hein?", escreveu no Instagram.

Em junho de 2022, dados do 2º Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia de covid-19 mostraram que mais de 33 milhões de pessoas não tinham o que comer no País durante o período pandêmico, patamares registrados pela última vez nos anos 1990. Em 2025, o Brasil voltou a deixar o Mapa da Fome da ONU, embora cerca de 7 milhões ainda enfrentem insegurança alimentar grave.

Segundo pesquisa Datafolha divulgada neste sábado, 11, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece empatado tecnicamente com Flávio Bolsonaro. Pela primeira vez, o adversário supera numericamente o petista.

Em uma possível disputa de segundo turno, Flávio teria 46% das intenções de voto, ante 45% de Lula. A diferença, no entanto, está dentro da margem de erro de dois pontos porcentuais para mais ou menos, o que configura empate técnico.

 

 

por Estadao Conteudo

BRASÍLIA/DF - O presidente nacional do PT, Edinho Silva, reforçou nesta quinta-feira, 9, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) será candidato à reeleição este ano. Na véspera, Lula havia dito que "dificilmente" não será candidato à reeleição, mas evitou dizer que concorrerá antes da convenção do PT, em julho.

"Ele (Lula) fez uma fala de quem valoriza a convenção partidária. Ele pensa que a convenção que tem que decidir, mas claro que o presidente Lula é candidato", disse Edinho em coletiva de imprensa após jantar com empresários promovido pelo grupo Esfera em São Paulo (SP). "Penso que ele hoje é a liderança mais preparada para que o Brasil enfrente essa turbulência internacional."

O dirigente do PT também comentou questões locais envolvendo as eleições deste ano em São Paulo e no Rio Grande do Sul. De acordo com o petista, o ex-ministro e pré-candidato ao governo paulista Fernando Haddad (PT) será o responsável por resolver o conflito entre os ex-ministros Marina Silva e Márcio França pela segunda vaga ao Senado do campo progressista no Estado.

"Penso que Fernando Haddad vai conduzir esse processo. Tem que ser conduzido por ele. E ele habilidoso e preparado como é, vai equacionar para que tenhamos chapa forte em São Paulo", disse Edinho, ressaltando que França e Marina não necessariamente devem ocupar a vice de Haddad, caso não sejam escolhidos como candidatos ao Senado.

O petista também ressaltou a importância do PT apoiar a ex-deputada estadual Juliana Brizola (PDT) ao governo gaúcho. O ex-presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) Edegar Pretto (PT) desistiu nesta quinta-feira de concorrer em favor da pedetista.

"Nesse momento, entendemos que a unidade do campo democrático no Rio Grande do Sul é fundamental, não só para construção das condições políticas para que a gente possa ganhar, mas também para dar sustentação à candidatura do presidente Lula", disse Edinho.

 

 

por Estadao Conteudo

BRASÍLIA/DF - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta quarta-feira (8), a proibição, no Brasil, das apostas eletrônicas de quota fixa, as chamadas de bets. Em entrevista ao canal ICL Notícias, Lula mostrou preocupação sobre o nível de endividamento da população brasileira e o agravamento de problemas de saúde pública decorrentes do vício em jogos.

“Se depender de mim, a gente fecha as bets”, disse, ressaltando que uma decisão final sobre o assunto depende de articulação com o Congresso Nacional. "Não é possível a gente continuar com essa jogatina desenfreada nesse país. Isso leva a sociedade a cometer desvios”, acrescentou Lula.

O debate político, entretanto, seria complexo, já que, segundo o presidente, o setor de apostas possui forte influência e financia parlamentares e partidos políticos.

Lula argumentou que o endividamento no Brasil tem raízes nos baixos salários e que o governo está estudando propostas para ajudar as famílias a quitar dívidas. Para ele, o endividamento está sendo potencializado pela promessa de "ganho rápido" das apostas.

“Todo mundo quer ganhar um dinheirinho a mais, mas quando a pessoa está viciada no jogo, tem que tratar isso como uma questão de saúde Eu conheço pessoas que perderam o carro, perderam a casa. Pessoas que se matam", lamentou o presidente.

 

De acordo com o Banco Central, no primeiro trimestre de 2025, os apostadores destinaram até R$ 30 bilhões por mês às bets

Ainda, ao defender o fim das bets, Lula comparou a situação atual com a proibição histórica dos cassinos físicos e do jogo do bicho no país. Para o presidente, a tecnologia derrubou barreiras que protegiam as famílias.

“Eu passei toda minha vida ouvindo dizer que não era possível ter jogo de azar, ter cassino, o jogo do bicho era contravenção. Hoje o cassino está dentro da sua casa, com o seu filho de 10 anos [...]  utilizando o celular do pai que é contra o jogo de azar, gastando dinheiro desnecessário e enricando as bets”, disse.

Além disso, ao rebater o argumento de que os clubes de futebol dependem dos patrocínios dessas empresas, o presidente lembrou que “o futebol viveu um século e meio sem as bets".

Entenda

Desde 2018, as apostas de quota fixa de eventos esportivos são legalizadas no país, por meio da Lei 13.756/2018. Coube ao atual governo a regulamentação da atividade, feita em 2023, com a aprovação e sanção da Lei 14.790/2023, com a legalização também dos jogos online dessa modalidade.

O Ministério da Fazenda recebeu a competência de regular esse setor e criou, em 2024, a Secretaria de Prêmios e Apostas. Desde então, já foram publicadas dezenas de portarias com regras relacionadas às apostas.

Enquanto o presidente defende o fim das bets, a regulamentação e ampliação de cobranças sobre o setor vem alavancando a arrecadação do governo. De acordo com a Receita Federal, em janeiro e fevereiro deste ano, a tributação sobre apostas online e jogos de azar gerou R$ 2,5 bilhões, contra R$ 756 milhões no primeiro bimestre do ano passado. O crescimento no setor atinge 236% na comparação anual.

 

AGÊNCIA BRASIL

BRASÍLIA/DF - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que a atuação do governo federal não deve ser voltada prioritariamente aos mais ricos e defendeu que o Estado garanta oportunidades, especialmente para quem não consegue “se virar sozinho”.

“Você não precisa governar para os ricos e para quem ganha bem e pode se virar sozinho”, disse o presidente. Em seguida, acrescentou: “Sou um cara comprometido com as políticas de inclusão social”.

Lula também afirmou que seus governos realizaram mais ações em diferentes áreas do que gestões anteriores e incentivou a população a comparar dados antes de formar opinião. “Não acredite em mim, pesquise”, declarou.

Na avaliação do presidente, a sociedade tende a se retrair diante de administrações mais rígidas, o que, segundo ele, dificulta a manifestação popular e o debate público. Ele acrescentou que, em contextos de governos autoritários, é necessário que a população se manifeste, enquanto, em ambientes democráticos, como o que atribui à sua gestão, há espaço para diálogo sem necessidade de paralisações.

As declarações foram feitas durante agenda em Salvador (BA), onde Lula visitou obras de mobilidade urbana financiadas pelo Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A principal atividade foi a vistoria das obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), na Praça Onze de Dezembro, projeto que reúne cerca de R$ 1,1 bilhão em investimentos.

A comitiva presidencial contou com a presença da ministra da Cultura, Margareth Menezes, do senador Jaques Wagner (PT-BA), do futuro ministro das Cidades, Vladimir Lima, do ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, e do presidente da Caixa Econômica Federal, Carlos Vieira.

 

 

por Estadao Conteudo

BRASÍLIA/DF -  O presidente Lula (PT) confirmou nesta terça-feira (31) Geraldo Alckmin (PSB) como seu vice-presidente na disputa às eleições deste ano.
"O companheiro Alckmin vai ter que deixar o MDIC porque ele é candidato a vice-presidente da República outra vez", declarou.

O presidente também pediu que seus ministros que se afastarão para se candidatar a cargos públicos nestas eleições que mudem a "promiscuidade" presente atualmente na política nacional e internacional.

"O importante é que vocês sejam convencidos da importância da participação de vocês e da importância do cargo que vocês estão disputando e mais ainda, que estejam dispostos a entrar na vida congressual, parlamentar, para ajudar a mudar a promiscuidade que está estabelecida na política mundial e brasileira", declarou.

"Segundo a importância dessa reunião porque alguns companheiros e companheiras deixarão por missões muito mais importantes nos próximos meses. Aqui tem gente que vai ser candidato aos mais diferentes cargos da República", disse ainda.

As falas foram feitas durante encontro de Lula com sua equipe para reafirmar a necessidade de defesa das ações do governo. Conforme mostrou a Folha, a orientação será, especialmente, endereçada aos ministros que deixarão os cargos para concorrer às eleições de outubro.

"A política piorou muito. Hoje ainda tem muita gente séria, que faz política com P maiúsculo, mas a verdade é que, em muitos casos, a política virou negócio. Quem está sendo candidato sabe: os cargos têm um preço muito alto."

"Chegamos hoje a uma situação, inclusive, de degradação de algumas instituições. Daí a necessidade de vocês serem candidatos, porque é possível mudar e só vai mudar se convencer o povo de que ele, e somente ele, tem condições de mudar o quadro político."

Nessa despedida, Lula deverá recomendar a defesa de seu legado, além de agradecer pelo trabalho. Prestes a deixar o governo para concorrer ao Senado pela Bahia, o chefe da Casa Civil, Rui Costa (PT), fará um balanço das realizações.

Segundo auxiliares do presidente, a ideia é municiar os colegas com as entregas de toda a Esplanada, e não apenas de suas pastas. Assim, os ministros terão uma visão geral da gestão para enfrentamento ao bolsonarismo em suas regiões -Flávio Bolsonaro (PL) deverá ser o principal adversário do petista na disputa.

 

 

por Folhapress

ANÁPOLIS/GO - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que não há justificativas para o aumento do preço do óleo diesel, uma vez que a alta do petróleo foi compensada pelos subsídios feitos pelo governo federal. Lula acrescentou que os aumentos da gasolina e do etanol não têm nada a ver com a guerra no Oriente Médio.

“Por isso, estamos com a Polícia Federal e os Procons na rua para pegar todas as pessoas que tiram proveito para prejudicar o povo e os caminhoneiros”, disse o presidente durante visita à unidade industrial da montadora Caoa, que reinaugurou, nesta quinta-feira (26), sua planta fabril em Anápolis (GO), por meio de parceria com a montadora chinesa Changan.

Irã

Ao discursar, Lula voltou a criticar a guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. Segundo ele, não é correto que outros países – em especial, seus cidadãos – paguem o preço dessa guerra.

“Não vamos deixar a responsabilidade da guerra contra o Irã chegar no preço da alface, da cebola e do feijão que o povo brasileiro come. Não é possível que façam guerra a 15 mil quilômetros de distância do Brasil, e sobre para nós aqui, porque importamos 30% do óleo diesel”, disse o presidente.

“A gente criou subsídio e a gente tem a Petrobras para não permitir que o aumento chegue ao consumidor. Mesmo assim, tem malandro no posto de gasolina aumentando a gasolina e o etanol, que não têm nada a ver com a guerra no Irã. E estão aumentando o óleo diesel, mesmo com a gente dando subsídio”, complementou.

Entenda

O comportamento do preço dos combustíveis, especialmente os derivados de petróleo, como diesel, gás e gasolina, está sendo observado com atenção por autoridades, representantes do setor e motoristas por causa da guerra no Irã, que tem levado distúrbios à cadeia global de petróleo.

No Brasil, o governo federal adotou medidas para suavizar a escalada de preços, incluindo a zeragem de alíquotas do PIS e da Cofins, tributos federais incidentes sobre o diesel.

O diesel, utilizado por ônibus, caminhões e tratores, é o derivado que mais sente a pressão internacional. Um dos motivos é que o Brasil importa 30% do óleo que consome.

 

 

AGÊNCIA BRASIL

Evento destaca avanço tecnológico, geração de empregos e fortalecimento da indústria nacional

 

GAVIÃO PEIXOTO/SP - O prefeito de Araraquara, Dr. Lapena esteve em Gavião Peixoto (SP), na manhã de quarta-feira (25), para acompanhar a apresentação do caça supersônico F-39E Gripen, na unidade da Embraer. O evento contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e reuniu autoridades, representantes das Forças Armadas e da indústria aeronáutica.

O F-39E Gripen é a primeira aeronave supersônica produzida no Brasil e integra um projeto estratégico para o país, desenvolvido em parceria com a empresa sueca Saab. Ao todo, 36 aeronaves serão fabricadas, sendo 15 na unidade da Embraer em Gavião Peixoto, consolidando o município como um dos principais polos da indústria aeronáutica na América Latina.

Além de ampliar a capacidade de defesa nacional, o projeto representa avanço tecnológico, transferência de conhecimento e fortalecimento da engenharia brasileira. A produção local também impulsiona a economia, com geração de empregos qualificados, desenvolvimento da cadeia produtiva e atração de novos investimentos para o setor.

O prefeito reforça a importância da produção dos Gripens na Embraer. “O que vemos aqui é investimento direto na economia, geração de empregos qualificados e fortalecimento da nossa indústria. Um projeto que movimenta a cadeia produtiva e traz impacto positivo real para o desenvolvimento do país.”

A agenda reforça a importância da indústria de alta tecnologia para o crescimento do país e evidencia o papel estratégico de Gavião Peixoto e da Embraer no cenário nacional e internacional.

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