Exames são agendados pela rede municipal de saúde e agilizam o atendimento dos pacientes em lista de espera
SÃO CARLOS/SP - Desde o início do mês de junho, o Hospital Universitário da Universidade Federal de São Carlos (HU-UFSCar/Ebserh) retomou a realização do exame de endoscopia digestiva, que foi interrompida por conta da pandemia de Covid-19. Além disso, um novo exame - a broncoscocpia - passa a ser ofertado aos pacientes, sendo o HU a única instituição que atende pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a oferecer o exame em São Carlos (SP).
Conforme explica Francisca Erilene Rodrigues de França, Chefe da Unidade de Diagnóstico por Imagem do HU, "a endoscopia do sistema respiratório, conhecida como broncoscopia, é um exame que permite a visualização das vias aéreas (fossas nasais, nasofaringe, laringe, traqueia e brônquios) com uso de um instrumento chamado broncoscópio. Esse exame auxilia no diagnóstico preciso de eventuais alterações na anatomia e diversas doenças (tumores, infecções, estenoses, corpos estranhos e outras)". De acordo com França, a realização desse exame também vai colaborar com o sistema público de saúde do município que tem demanda para realização desse procedimento. O exame será realizado por um médico especialista acompanhado da equipe de Enfermagem e médico anestesista. Para a oferta da broncoscopia, o Hospital promoveu uma reorganização interna e a capacitação da equipe.
Em relação à endoscopia, além de retomar sua realização, o HU ampliará a oferta do número de exames. O exame é capaz de analisar a mucosa do esôfago, estômago e duodeno (primeira parte do intestino delgado), sendo feito através de um tubo flexível (endoscópio) que captura as imagens do sistema digestivo por meio de uma câmera.
Todos os agendamentos e encaminhamentos dos pacientes para os exames são feitos apenas pela rede municipal de saúde de São Carlos e pelos ambulatórios de especialidades do HU-UFSCar.
Voluntários devem atuar no SUS de São Carlos e serão acompanhados por um ano
SÃO CARLOS/SP - Uma pesquisa desenvolvida pela parceria entre os departamentos de Fisioterapia (DFisio) e de Enfermagem (DEnf) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) pretende levantar as condições de trabalho dos profissionais de saúde que atuam na rede pública de São Carlos (SP), incluindo as atenções primária, secundária e terciária do município. Os participantes responderão breves questionários online e receberão acompanhamento da equipe de pesquisadores durante um ano.
O estudo "Associação entre aspectos psicossociais e características do sono com sintomas musculoesqueléticos e depressão em trabalhadores de saúde - estudo longitudinal" é coordenado pelas professoras Tatiana de Oliveira Sato, do DFisio, e Vivian Aline Mininel, do DEnf, e tem a participação do Laboratório de Fisioterapia Preventiva e Ergonomia (Lafipe) e do Grupo de Pesquisa Gestão, Formação, Saúde e Trabalho, que são coordenados respectivamente pelas docentes. A pesquisa, nomeada de Heroes - acrônimo para a expressão "Health conditions of healthcare workers" -; também conta com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).
De acordo com Tatiana Sato, os trabalhadores do Sistema Único de Saúde (SUS) vivenciam situações de trabalho que podem predispor à ocorrência de problemas relacionados a depressão, sintomas musculoesqueléticos e qualidade do sono, tais como: longas jornadas de trabalho; necessidade de possuir mais de um vínculo de trabalho para complementação de renda; o fato de as mulheres, maior parte desse grupo de trabalhadores, possuírem duplas jornadas de trabalho; o trabalho em turnos; a exposição a situações de ameaças, violência e bullying; a necessidade de manusear pacientes para realizar os procedimentos; dentre outros. "Todos esses fatores, agora adicionados os agravos da pandemia, podem predispor estes trabalhadores à depressão e aos sintomas musculoesqueléticos. A qualidade do sono também é relevante, pois pode potencializar esses problemas de saúde", acrescenta Sato. A ideia da pesquisa foi concebida antes da pandemia de Covid-19, mas a docente explica que o contexto atual dificulta ainda mais o trabalho desses profissionais, incluindo riscos adicionais e sofrimento mental intenso.
Segundo Sato, do ponto de vista científico, o estudo é importante por propor uma avaliação prospectiva (ao longo do tempo) dos fatores que podem predispor os profissionais aos problemas de saúde analisados. "Nossa ideia de fazer um estudo longitudinal é superar a dificuldade metodológica para futuramente propor intervenções que auxiliem os trabalhadores no enfrentamento desses problemas", expõe. Além desse desenho longitudinal, outro diferencial do estudo é incluir todas as categorias profissionais que podem estar vivenciando de forma distinta os efeitos da pandemia, englobando, portanto, trabalhadores da atenção básica, ambulatorial, urgência, emergência e hospitalar do município de São Carlos.
A expectativa da pesquisa é obter ampla participação dos profissionais de saúde que atuam no SUS do município e oferecer, futuramente, a possibilidade de atuação para o controle dos problemas levantados. Além disso, Tatiana Sato reforça que os resultados do estudo poderão ser divulgados internacionalmente, ampliando a publicação do levantamento.
Para participar da pesquisa os profissionais devem responder este questionário (https://bit.ly/3qwWteu) até o mês de setembro deste ano. Os participantes receberão acompanhamento online (e-mail ou WhatsApp) durante doze meses. Mais informações sobre o estudo podem ser solicitadas pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. Projeto aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFSCar (CAAE: 39705320.9.0000.5504).
Procedimentos foram alinhados ontem durante assinatura de termo aditivo entre Hospital e Prefeitura
SÃO CARLOS/SP - Foi assinado na quinta-feira (1/7) o 3º Termo Aditivo entre o Hospital Universitário da Universidade Federal de São Carlos (HU-UFSCar/Edbserh) e a Prefeitura Municipal de São Carlos. No documento, foram incorporadas 105 cirurgias eletivas por mês, de pequeno e médio portes, que serão realizadas no Centro Cirúrgico do HU até o final deste ano. O repasse adicional será de R$ 141 mil mensais.
Os procedimentos tiveram início em maio e as cirurgias são realizadas em diferentes especialidades: ginecologia, cirurgias dos aparelhos geniturinário, digestivo e circulatório, das vias aéreas superiores, da face, da cabeça e pescoço, e de pele.
O documento assinado prevê, além das cirurgias eletivas, a prestação de serviços de média complexidade ambulatorial e hospitalar e exames de alta complexidade. "Os novos serviços contemplam as cirurgias eletivas (105 cirurgias por mês), até dezembro deste ano. Vamos fazer cirurgias de pequeno e médio portes: hérnia, de varizes, vesícula, cirurgias ginecológicas, urológicas. São cirurgias em que o paciente opera e vai embora no mesmo dia, ou no máximo, passa um dia no Hospital. São cirurgias pequenas, mas que hoje é a maior necessidade, é onde tem o maior número de pessoas aguardando na fila", afirma Fábio Neves, Superintendente do HU-UFSCar.
A regulação da fila de espera das cirurgias é realizada pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS). Assinaram o Termo Aditivo Fábio Neves, Superintendente do HU, Airton Garcia, Prefeito de São Carlos, e Marcos Palermo, Secretário de Saúde do município. O documento também será assinado por Valeria Gabassa, gerente de Atenção à Saúde do HU, e seguirá para Brasília, onde será assinado por Oswaldo Ferreira e Giuseppe Gatto, o presidente e o diretor de Atenção à Saúde da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), que administra o HU.
BRASÍLIA/DF - O Ministério da Saúde informou ontem (2), em Brasília, que nenhuma dose vencida de vacina contra a covid-19 é repassada aos estados e ao Distrito Federal. A pasta acrescentou que o prazo de validade dos imunizantes é rigorosamente acompanhado desde o recebimento até a distribuição.
A divulgação da informação foi motivada pela publicação de uma matéria do jornal Folha de S.Paulo. Segundo a publicação, cerca de 26 mil doses de vacinas da AstraZeneca teriam sido aplicadas após o vencimento em 1.532 municípios.
Segundo o ministério, os estados são orientados a distribuírem imediatamente os imunizantes recebidos, sendo obrigação dos gestores locais do Sistema Único de Saúde (SUS) fazer o armazenamento correto e a aplicação das doses dentro do prazo de validade.
Divergências no preenchimento de dados
Em nota, a prefeitura de Maringá (PR), apontada pela reportagem como o município que mais teria aplicado doses vencidas, afirmou que nenhuma dose fora da validade foi usada. Segundo o secretário de Saúde, Marcelo Puzzi, há divergências no preenchimento de dados no sistema eletrônico do SUS.
“O lançamento no Sistema Conect SUS está diferente do dia da aplicação da dose. Isso porque, no começo da vacinação, a transferência de dados demorava a chegar no Ministério da Saúde, levando até dois meses. Portanto, os lotes elencados são do início da vacinação e foram aplicados antes da data do vencimento. Concluindo, não houve vacinação de doses vencidas em Maringá e sim erro no sistema do SUS”, explicou.
A Secretaria de Saúde do governo do Distrito Federal também disse que é improcedente a informação sobre aplicação de vacinas vencidas.
“Ocorre que nem sempre a vacina aplicada é registrada no sistema do Ministério da Saúde na mesma data em que foi administrada no paciente. Caso o digitador não altere esta data de aplicação na hora de fazer o registro no sistema, corre-se o risco de a vacina ser registrada como uma aplicação fora do prazo de validade”, afirmou a secretaria.
A Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro declarou que recebeu do Ministério da Saúde todos os lotes de vacinas dentro do prazo de validade. Informou, também, que está verificando se houve aplicações de doses vencidas.
Segundo o Ministério da Saúde, o Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a covid-19 (PNO) orienta que doses aplicadas fora do prazo de validade não podem ser consideradas para imunização, sendo recomendado recomeçar o ciclo vacinal, respeitando intervalo de 28 dias entre as doses.
? MINISTÉRIO DA SAÚDE NÃO DISTRIBUI DOSES DE VACINA COVID-19 VENCIDAS.
— Ministério da Saúde (@minsaude) July 3, 2021
- Prazos de validade dos imunizantes são rigorosamente checados pelo @minsaude.
- Os dados sobre aplicação de doses são inseridos pelos municípios no DataSUS.
Fiocruz
Em nota, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) informou que os lotes que estariam com prazo de validade expirado não foram feitos no Brasil. O órgão pertence ao Ministério da Saúde e é responsável pela produção nacional dos imunizantes da AstraZeneca contra a covid-19.
Segundo a Fiocruz, os lotes sob suspeita foram importados da Índia e são do tipo do imunizante da AstraZeneca chamado de Covishield. Os demais carregamentos foram enviados pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas/OMS).
“Todas as doses das vacinas importadas da Índia (Covishield) foram entregues pela Fiocruz em janeiro e fevereiro dentro do prazo de validade e em concordância com o MS [Ministério da Saúde], de modo a viabilizar a antecipação da implementação do Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19, diante da situação de pandemia. A Fiocruz está apoiando o PNI [Programa Nacional de Imunização] na busca de informações junto ao fabricante, na Índia, para subsidiar as orientações a serem dadas pelo programa àqueles que tiverem tomado a vacina vencida”, informou a Fiocruz.
*Por André Richter - Repórter da Agência Brasil
SÃO CARLOS/SP - A 10ª Conferência Municipal de Saúde de São Carlos “Profº Drº Sérgio Mascarenhas” será realizada no próximo dia 24 de julho, das 9h às 13h, em salas virtuais de debate, por meio de videoconferência, com transmissão pelo canal do Youtube oficial da Prefeitura de São Carlos.
A etapa municipal tem o objetivo analisar as prioridades locais de saúde, formular propostas no âmbito do município e elaborar um relatório final, nos prazos previstos no regimento
A Conferência é realizada pelo Conselho Municipal de Saúde com apoio da Prefeitura de São Carlos. O Conselho é um órgão de formação paritária, com representantes dos gestores, dos funcionários e dos usuários da rede pública de saúde e possui caráter deliberativo nas questões da saúde municipal.
Esse ano o evento vai levar em consideração o contexto atual da pandemia do novo coronavírus, portanto o tema central desta edição é “A defesa do Sistema Único de Saúde para além da pandemia – SUS para todos”.
De acordo com o presidente do Conselho Municipal de Saúde, Denilson Tochio, a participação nas conferências locais é fundamental para abordar as necessidades de cada região da cidade. “Em virtude da COVID-19 a preocupação é muito grande com o pós-pandemia, com as sequelas que essa doença causa, além das demais necessidades que a rede já possui e as conferências locais são espaços democráticos de construção da política de saúde, onde todos podem se manifestar, orientar e decidir os rumos da saúde em cada esfera”, destaca Tochio.
PRÉ-CONFERÊNCIA – A etapa preparatória da Conferência está sendo realizada de forma online. Até às 23h59 desta sexta-feira (02/07) podem ser feitas propostas através do preenchimento de um formulário digital. As sugestões também podem ser entregues até às 17h nas unidades básicas e de saúde da família do município. Elas serão sintetizadas e vão nortear os trabalhos da Conferência.
Outras informações da 10ª Conferência Municipal de Saúde de São Carlos “Profº Drº Sérgio Mascarenhas” podem ser obtidas por meio do site https://conferenciadesaudedesaocarlos.worpress.com.
SÃO CARLOS/SP - Dois funcionários do setor de zeladoria e manutenção da secretária municipal de saúde foram afastados por testar positivo para covid-19.
Nossa reportagem recebeu denúncia afirmando que as pessoas que tiveram contato com os positivados teriam sido orientados a continuar trabalhando sem realizar exames. O Sindspam ficou sabendo da situação, onde interveio e fez com que os funcionários que tiveram contato com os colegas positivados ficassem em casa e realizassem os exames.
SÃO PAULO/SP - O maior órgão do corpo é o que mais sente os efeitos da pandemia – a pele. Ela possui a mesma origem embrionária do sistema nervoso, e, por isso, eles permanecem ligados por toda a nossa vida. Trata-se de um órgão sensorial que permite a sensação térmica, a capacidade sensitiva de tensão mecânica e a dor.
“Se ficamos envergonhados ou emocionados nossa pele exprime essas emoções através da ruborização e dos arrepios. Enfim, tamanha é a complexidade das funções da pele em conexão com terminais nervosos que este tema vem trazendo novas descobertas científicas”, conta a médica Dra. Adriana Vilarinho, dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e da Academia Americana de Dermatologia (AAD).
A especialista também aponta o que é possível fazer para reduzir esse quadro. “O estresse vivido por este momento aumenta a inflamação e a liberação de uma série de hormônios (como o cortisol, adrenalina e derivados) que interferem em receptores e neurotransmissores em diversas regiões do corpo”, explica. A pele é, não apenas um canal imediato de situações de estresse, como um alvo para algumas respostas a ele (os mediadores do estresse atuam nela, promovendo respostas inflamatórias e até imunológicas).
O estresse aumenta a liberação de células inflamatórias, reduz a imunidade e aumenta o estado de alerta na pele, promovendo maior incidência de alergias, acne, dermatites, urticária. “Quando o grau é elevado ou cronificado, doenças mais sérias (como as autoimunes) podem se apropriar do momento e serem deflagradas, em indivíduos predispostos”, explica.
Enquanto a acne aparece por aumento da oleosidade e inflamação dos poros, com infecção, gerando as tão conhecidas espinhas e cravos, as demais inflamações provocam outros sintomas a serem observados no contexto individual do paciente. A dermatite causa vermelhidão, coceiras e até mesmo bolhas. Outras condições pioradas podem ser a urticária, uma reação alérgica que pode aparecer por meio de vergões na pele. Temos recebido muitos casos de urticária generalizada, de difícil tratamento, em que é preciso “desligar” os fatores psicoemocionais envolvidos de forma pontual.
Para tratar e prevenir, a médica lembra que é importante manter uma rotina de cuidados específicos para cada tipo de pele, respeitando a sazonalidade (o inverno requer mais cuidados, e evitar água quente) e a individualidade do paciente. Atividades que promovem bem-estar e saúde, como a prática de exercícios físicos, meditações e técnicas respiratórias, também são grandes aliados para minimizar os efeitos do estresse.
Muitas vezes o paciente chega a tentar esses recursos, mas não consegue sozinho, ou possui recidivas sucessivas das alergias e outros problemas de pele, afetando drasticamente sua autoestima. Esse paciente necessita de um tratamento individualizado, e, por vezes, multifatorial.
*Por: Eduardo Nunes / SPORTLIFE
COREIA DO NORTE (FOLHAPRESS) - Dois dias depois de ter afirmado à OMS (Organização Mundial da Saúde) que não havia casos de Covid-19 na Coreia do Norte, o ditador Kim Jong-un demitiu vários membros da elite do Partido dos Trabalhadores por causa de um "grave incidente" relacionado ao coronavírus, "que criou uma grande crise para o segurança do país e de seu povo".
O alerta foi feito em discurso durante reunião do comitê executivo do partido governante, segundo a agência de notícias estatal KCNA. Kim afirmou que os funcionários responsáveis "negligenciaram decisões importantes do partido, que apelou por medidas organizacionais, materiais e científicas e tecnológicas para apoiar o trabalho antiepidêmico prolongado em face de uma crise de saúde global".
Desde o começo da pandemia, a Coreia do Norte, já então considerada o país mais fechado do mundo, isolou-se ainda mais, proibindo todas as viagens internacionais, inclusive para a China e a Rússia, e restringindo as domésticas.
O objetivo era evitar que a entrada do coronavírus agravasse ainda mais a já abalada situação humanitária do país, embora seja quase impossível verificar a afirmação de que o país estivesse livre de contaminação, como disse à época Chad O'Carroll, principal executivo do Grupo Korea Risk (GKR), consultoria e serviço de informação especializado na Coreia do Norte.
Quinhentos e dezesseis dias após fechar ainda mais o país, Kim afirmou que as restrições impostas para frear a pandemia seriam mantidas, embora analistas apontassem impacto forte sobre a economia frágil do país, para o qual o turismo é uma das poucas possibilidades legais de obtenção de moeda forte.
O fechamento de fronteiras afeta também o comércio com a China, majoritariamente ilegal, mas permitido extra-oficialmente pela ditadura norte-coreana, por substituir falhas de abastecimento da economia estatal. Em outro discurso neste mês, Kim afirmou que a Coreia do Norte passava pela "pior situação de todos os tempos".
Com estimados 26 milhões de habitantes, a Coreia do Norte espera receber 1,7 milhão de doses de vacinas do consórcio Covax, que compra e distribui imunizantes para países em todo o mundo.
A entidade, no entanto, tem enfrentado atrasos nas remessas por causa principalmente da falta de capacidade global de produção. A Covax também aponta falta de estrutura e preparo para receber, armazenar e distribuir os fármacos -que, dependendo do fabricante, exigem ultracongelamento.
Na semana passada, Kim pediu reforço das medidas de controle para criar uma "luta antipandemia perfeita", relatou o serviço noticioso independente NK News, editado por O'Carroll. A agência também citou a mídia oficial alertando sobre o perigo da variante delta, que é cerca de 60% mais contagiosa que a alfa.
A divulgação nesta terça de que o expurgo incluía membros do órgão máximo de decisão (o chamado "presidium"), segundo a KCNA, e "uma importante figura militar", segundo a NK News, corresponde a uma admissão de que há Covid-19 na Coreia de Norte, segundo dissidentes ouvidos pela agência francesa AFP na Coreia do Sul.
Um deles, o pesquisador do Instituto Mundial de Estudos da Coreia do Norte em Seul Ahn Chan-il, afirmou que a divulgação pela agência estatal norte-coreana das advertências feitas por Kim indica que o país precisa de ajuda internacional.
"Caso contrário, eles não teriam feito isso, pois inevitavelmente envolve o reconhecimento do próprio fracasso do regime em seus esforços antiepidêmicos", afirmou Ahn, segundo a AFP.
A última vez que a Coreia do Norte admitiu publicamente um possível surto de Covid-19 foi em julho de 2020, quando um homem cruzou a mais patrulhada fronteira do país, com a Coreia do Sul. A cidade de Kaesong, onde ficam as principais bases de controle de fronteira, ficou fechada por 20 dias. Um suposto surto, porém, não foi confirmado oficialmente.
Também não há certeza sobre os dados relatados pelo país à OMS, sobre o estágio da pandemia. O relatório semanal da entidade não tem, por exemplo, informações sobre quantos norte-coreanos estão em quarentena, dado não compartilhado pela ditadura desde dezembro do ano passado.
Até aquele momento, o país informara ter isolado mais de 32 mil habitantes e 382 estrangeiros, todos liberados da quarentena sem contaminação confirmada.
Na última segunda (28), o regime de Kim afirmou que até 17 de junho foram realizados testes em 31.083 pessoas e que nenhum caso do novo coronavírus foi encontrado. Os últimos testes incluíam 149 pessoas com doenças semelhantes à gripe ou "infecções respiratórias agudas graves", segundo relatório da Coreia do Norte à OMS.
Na semana passada, o Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Sul disse que o país estaria disposto a doar vacinas para seu vizinho do norte.
*Por: ANA ESTELA DE SOUSA PINTO / FOLHA
Com o agravamento da pandemia da COVID-19 e a chegada do inverno, as doações despencaram 50%.
SÃO CARLOS/SP - O Banco de Sangue precisa com urgência de doações do tipo sanguíneo A positivo. O estoque está crítico e 70% abaixo da quantidade ideal para atender às necessidades do hospital. Além disso, com o agravamento da pandemia e a chegada do inverno, os estoques tiveram uma queda de 50%.
De acordo com a hematologista e médica responsável pelo Banco de Sangue, doutora Andreia Moura de Luca, outra situação que agrava o problema é o fato de alguns doadores agendarem horário e não comparecerem para fazer a doação. “Isso causa um déficit no estoque, pois contamos com todas as doações do dia. Além disso, em época de frio, os estoquem têm uma queda considerável. Pedimos o apoio de toda população”, comenta a hematologista.
Além das demandas do hospital - como os casos de urgência e emergência, cirurgias oncológicas e cardíacas, UTIs, Maternidade e até mesmo pacientes com COVID-19 -, o Banco de Sangue também fornece bolsas de sangue para o Hospital Universitário e Hospital São Paulo de Araraquara.
Desde o início da pandemia, o Banco de Sangue tem seguido as regras da Associação Brasileira de Hematologia. O mobiliário é higienizado entre uma e outra doação; os profissionais usam todos os equipamentos de proteção adequados; é obrigatório o uso de máscara de proteção facial e, para evitar aglomeração, foi proibida a entrada de acompanhantes.
QUEM PODE DOAR - REQUISITOS GERAIS
O candidato deve ter entre 18 e 69 anos; ter mais de 50 Kg; estar em boas condições de saúde; não pode fumar uma hora antes da doação e nem ingerir bebida alcoólica 24 horas antes.
SERVIÇO:
BANCO DE SANGUE – HORÁRIOS PARA DOAÇÕES
Segunda a sexta-feira – 8h às 12h
Sábados – 8h às 11 h
BANCO DE SANGUE – CANAIS PARA AGENDAMENTO
(16) 99104-6748 (WhatsApp) e (16) 3509-1230 (fixo)
De segunda a sexta-feira, das 8h às 15h
Iniciativa integra pesquisa de doutorado que propõe o uso da telessaúde para monitorar esse público
SÃO CARLOS/SP - Uma equipe do Laboratório de Análise do Desenvolvimento Infantil (Ladi) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) está desenvolvendo uma pesquisa que oferece avaliações e orientações gratuitas, em formato online, para estimulação do desenvolvimento motor de bebês com até um ano de idade. O projeto é desenvolvido no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Fisioterapia (PPGFt) da Universidade, por quatro fisioterapeutas, sob orientação de Nelci Adriana Cicuto Ferreira Rocha, docente do Departamento de Fisioterapia da UFSCar.
O foco do estudo é atuar com bebês, com até um ano de idade, que tiveram alguma complicação durante o parto que os exponha ao risco de atraso no desenvolvimento motor. De acordo com as pesquisadoras, essa faixa etária é um período crítico para o desenvolvimento cerebral dos bebês e ocorrem rápidas mudanças nas habilidades motoras, de linguagem e funções sensoriais. No entanto, elas apontam que o distanciamento social, necessário por conta da pandemia, pode ter dificultado o acesso a cuidados especiais nesse período o que favorece os fatores de risco apresentados por esses bebês. "A telessaúde pode ser uma alternativa para monitorá-los, pois parece ser uma forma econômica de expandir o acesso aos cuidados especialmente durante esse problema de saúde global", explicam.
Dessa forma, visando diminuir os impactos do distanciamento social e dos fatores de risco apresentados por esses bebês, o estudo propõe um protocolo de reabilitação que conta com a avaliação e intervenção remota das capacidades motoras, participação e fatores ambientais. Portanto, o objetivo do estudo é comparar o efeito de um protocolo remoto de telecuidado - composto por intervenção domiciliar direcionada à tarefa e ao contexto, realizada pelos pais - com a orientação de cuidado padrão, quanto à funcionalidade de bebês com risco para atraso do desenvolvimento.
As orientações propostas pela pesquisa serão oferecidas para bebês com risco de atraso no desenvolvimento motor e serão formuladas por fisioterapeutas, que acompanharão os cuidadores a realizarem as orientações em casa. A atividade terá duração de três meses e ocorrerá por meio de ligação telefônica ou WhatsApp das pesquisadoras.
Após as intervenções do estudo, as pesquisadoras têm a expectativa de que os lactentes com risco para atraso de desenvolvimento apresentem melhora na evolução das capacidades motoras.
Podem participar do estudo pais/cuidadores de bebês de 0 a 1 ano de idade, que tiveram alguma complicação durante o parto (prematuridade, baixo peso, internação em UTI neonatal, reanimação cardiorrespiratória, falta de oxigenação, dentre outras) e, também, bebês com idade gestacional acima de 37 semanas que não sofreram nenhuma intercorrência durante o parto. Interessados podem entrar em contato diretamente com as fisioterapeutas, até o final deste ano, por meio do WhatsApp: Camila Gâmbaro (11) 95783-8540; Bruna Verdério (16) 98119-5497; Raíssa Abreu (81) 99704-4694; e Marina dos Santos (16) 98158-7477. Projeto aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFSCar (CAAE: 312566205.0000.5504).
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