SÃO PAULO/SP - Você conhece a vacina da Janssen ou Johnson & Johnson? Não? Pois o imunizante está prestes a desembarcar no Brasil e vai fazer parte da lista de imunizantes utilizados. O contrato entre a farmacêutica e o Ministério da Saúde prevê 38 milhões de doses até o fim do ano.
Um lote com 3 milhões de doses foi antecipado e está previsto para chegar no país em breve. A previsão inicial era esta semana, segundo o Ministério da Saúde, mas a data foi adiada.
A vacina da Janssen tem dose única, ou seja, 3 milhões de pessoas irão completar a vacinação apenas com a remessa que está para vir. O imunizante tem uma tecnologia semelhante ao da vacina da AstraZeneca/Oxford, que utiliza adenovírus.
Um material genético da proteína “S” do Sars-CoV-2 é colocado dentro do adenovírus, que funciona como transportador. Quando a pessoa recebe a vacina composta do adenovírus, que carrega a informação genética do novo coronavírus, o corpo inicia um processo de defesa e produz anticorpos contra aquele invasor.
O imunizante tem 85% de eficácia, após 28 dias da data da aplicação, na prevenção da forma severa da Covid-19 em todas as regiões em nas quais o estudo foi realizado.
Para os casos a forma moderada da doença, a eficácia foi de 66%. Os dados de eficácia e segurança se baseiam em estudo com 43.783 participantes em oito países, incluindo o Brasil, sendo 34% dos participantes com mais de 60 anos de idade.
De acordo com o Ministério da Saúde, as doses podem ser armazenadas e transportadas entre +2ºC e +8°C, temperatura mais comum nas salas de vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS). O imunizante pode ser distribuído em todo o país.
Segundo divulgado pelo órgão norte-americano Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês), o cidadão que receber a vacina pode ter no braço: dor, vermelhidão e inchaço. No corpo, a pessoa pode apresentar cansaço, dor de cabeça, dor muscular, arrepios, febre e náusea.
Em abril deste ano, o CDC e a Food and Drug Administration (FDA), órgão que funciona como a Anvisa nos Estados Unidos, decidiram suspender a vacinação com o imunizante da Janssen, para investigar seis possíveis casos de pessoas vacinadas com Janssen que registraram casos raros e graves de coágulos.
Após a revisão, os órgãos recomendaram a vacina como “eficiente para prevenir a Covid-19” e que os casos de trombose são muito baixos.
*Por: ISTOÉ DINHEIRO
Conheça a história de uma mãe com o filho autista e a visão de uma ativista, mulher, preta e autista que vive no dia a dia os desafios do TEA na sociedade
SÃO PAULO/SP - Grande parte dos materiais divulgados sobre o autismo na mídia brasileira vem carregado de conceitos generalistas que não fazem parte da realidade de indivíduos com TEA (Transtorno o Espectro Autista). Inúmeros mitos que são transmitidos pela sociedade e “achismos” em torno do comportamento de pessoas com autismo só reforçam estereótipos e preconceitos que dificultam ainda mais o processo de inclusão.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que há 70 milhões de pessoas com autismo em todo o mundo, sendo 2 milhões somente no Brasil. De acordo com o CDC (Centro de Controle de Doenças e Prevenção do governo dos EUA), estima-se que uma em cada 59 crianças apresenta traços de autismo. Como um número expressivo como esse poderia enquadrar tantos autistas dentro de características iguais de comportamentos, sem diferenciação? Quando falamos de autismo, falamos de um transtorno do neurodesenvolvimento que faz parte de um espectro, ou seja, que vão existir inúmeros indivíduos com características diferentes entre si, que necessitam de muito ou pouco suporte. Indivíduos que são seres únicos, e que devem ser tratados como tal, assim como qualquer ser humano
No Dia do Orgulho autista, especialistas da área, ativistas e mães de pessoas com TEA ganham voz para falar sobre o espectro e desmistificar situações que reforçam ainda mais o preconceito. A data, comemorada em 18 de Junho, é marcada para relembrar e celebrar as características únicas e a neurodiversidade de pessoas com o transtorno. O que a causa autista necessita é de empatia e acolhimento, através da disseminação de informações verdadeiras, contribuindo para fazer a diferença na inclusão social das pessoas autistas.
Mitos e verdades sobre o autismo
Quantas pessoas já não ouviram falar que autismo é causado pela falta de afeto, provocado por vacina, algum tipo de alimento, que é uma doença, enfim, informações errôneas, sem embasamento científico, que são disseminadas e contribuem ainda mais com conceitos não verdadeiros em relação ao TEA.
A especialista Julia Sargi, Psicóloga e Analista do Comportamento - Supervisora ABA do Grupo Conduzir, comenta que o Dia do Orgulho Autista vem como uma oportunidade para conscientizar a sociedade sobre o espectro e avançar na luta contra os preconceitos:
“O nosso papel como especialista neste dia é desmistificar e mudar a visão negativa em relação ao transtorno. Dessa forma, é esclarecido que o TEA não é uma doença (e isso já deixa claro que se a pessoa não é doente, não é necessária a busca e não existe possibilidade de cura), mas sim, uma condição de "diferença", em que pessoas que estão dentro do espectro possuem algumas características próprias que lhe trazem desafios. Com isso, o objetivo sempre será de incluir e integrar essas pessoas à sociedade, considerando e respeitando suas diferenças e necessidades. Além disso, essa data é muito importante também para apoiar as famílias das pessoas com TEA, já que estão em constante luta pelo reconhecimento e cumprimento dos direitos que vêm sendo arduamente adquiridos, ampliando o conhecimento acerca do assunto entre as famílias, profissionais e a comunidade.”
E quando falamos sobre autismo, surgem também algumas afirmações comuns e errôneas de que os autistas são muito inteligentes, superdotados, bons com números, aprendem diversas línguas, entre outros mitos.
A especialista Julia Sargi, Psicóloga e Analista do Comportamento - Supervisora ABA do Grupo Conduzir diz que é importante enfatizar que o transtorno do espectro autista evidencia algumas características comuns, mas que cada indivíduo é único e apresenta suas próprias habilidades e dificuldades:
“Alguns indivíduos têm, sim, uma habilidade incrível para algo em específico, e muitas vezes isso pode se dar devido ao hiperfoco, ou seja, o interesse restrito por determinado assunto. Mas uma grande porcentagem das pessoas que se encontram no espectro apresenta déficits cognitivos significativos, que dificultam a aquisição de novos repertórios. Uma outra expressão, considerada mito, e que é muito comum de ouvir, é de que o autista "vive no seu próprio mundo", e que não gosta de estar com outras pessoas. A verdade é que a dificuldade na interação social é uma característica significativa muito comum aos indivíduos com autismo, mas isso não significa que eles não queiram se relacionar com outras pessoas, e sim que apresentam dificuldades em iniciar ou manter a interação, entender algumas regras sociais, entre outras habilidades que são extremamente importantes nas relações. E mais uma vez, precisamos olhar individualmente para cada um e entender qual a dificuldade e qual a motivação para se relacionar com os outros. Lembrando que isso representa uma parte do todo quando tratamos do espectro”
Josiane Mariano tem 36 anos, é mãe do Heitor, de 10 anos - diagnosticado com autismo aos 2 anos. Ela conta que já ouviu diversos absurdos ligados às causas do autismo e opiniões de pessoas em relação ao comportamento do filho:
A mãe Josiane com o filho Heitor, de 10 anos
“Já ouvimos de tudo, desde que era falta de estímulo e que se nós pais conversássemos mais com ele, ele se desenvolveria, inclusive opiniões como essas vindas até de médicos. Até mesmo alguns religiosos dizendo que ele ‘veio assim’ para pagar pelos pecados de outras vidas, assim como todos os deficientes desse mundo. Ou ainda frases de que ele são praticamente gênios, o que não é nem de longe verdade, no nosso caso. Conto até que meu filho aprendeu a ler muito cedo, com apenas três anos de idade, sozinho, sem nenhum estímulo, inclusive em inglês, mas ao mesmo tempo, aos seis anos ainda usava fraldas. A conta não fecha, entende? Cada família, cada filho é de um jeito”
No Transtorno do Espectro Autista todos os indivíduos têm potencial para aprender e desenvolver novos repertórios, e, para isso, basta saber a forma correta de ensiná-los. Ao serem observadas as variações/características dessas pessoas, algumas podem até ser interpretadas como vantagens competitivas e potencialidades. Há alguns indivíduos com TEA que possuem uma condição diferente (e rara) conhecida como ‘savantismo’ ou Síndrome de Savant, que é uma ‘grande capacidade intelectual’, entendida como genialidade, assim como conta a Psicóloga e Analista do Comportamento do Grupo Conduzir:
“Os ‘savants’, apesar de apresentarem uma inteligência acima da média e talentos notáveis em alguns aspectos, como por exemplo: realizar cálculos extremamente complexos ou registrar/memorizar centenas de livros, podem também apresentar dificuldades e limitações em outros, como dificuldades nos repertórios sociais ou de independência. Portanto, diante de tantas diferenças, vale ressaltar que a inteligência acima da média não é uma regra, e que o Dia do Orgulho Autista quer esclarecer justamente que o mais importante, de fato, é considerar as condições e particularidades de cada indivíduo, entendendo seus déficits e potencialidades, não para que o indivíduo com TEA deixe de ter características do transtorno ou para que se torne um gênio, e sim para ajudá-lo a ter uma melhor qualidade de vida, bem-estar e poder ser compreendido e amado da forma como ele é.”
A mãe Josiane Mariano relembra que o dia a dia com o filho é vivenciado de “pequenos orgulhos”, e isso torna a caminhada cheia de superações e vitórias:
“Todos os dias quando avançamos um passinho rumo a uma qualidade de vida melhor, quando ele aceita experimentar algo novo, quando se sente à vontade em locais que antes talvez despertasse uma agitação maior, quando responde a uma interação social de forma adequada, por exemplo, temos um grande sentimento de vitória. Meu filho, assim como qualquer filho para uma mãe, me enche de orgulho. E eu só conheço ele dentro do espectro autista, não existe um Heitor dissociado disso, ele é assim e está tudo bem.”
Capacitismo, ativismo e autismo
O termo “capacitismo” tem sido disseminado e utilizado nos meios de comunicação, assim como nas redes sociais, para falar sobre a discriminação e preconceito social em relação às pessoas com deficiência. Em sociedades capacitistas, a ausência de qualquer deficiência é visto como “o normal”, e pessoas com alguma deficiência são entendidas como exceções; a deficiência é vista como algo a ser superado ou corrigido, se possível por intervenção médica.
Polyana Sá tem 20 anos, é estudante de engenharia de bioprocessos e biotecnologia na UFPR (Universidade Federal do Paraná), ela é autista e foi diagnosticada aos 16 anos. Polyana faz acompanhamento psicológico desde os 12 anos, antes mesmo do diagnóstico. Ela conta que é ativista da causa autista e utiliza as redes sociais para desmistificar informações errôneas sobre o TEA e disseminar informações para a sociedade, o que tem ajudado muitas pessoas que são diagnosticadas a lidarem com o transtorno:
“As pessoas tendem a fazer generalização do que é o autismo, a partir dos estereótipos, dos que são divulgados e propagados, no caso: autista homem, branco, que ou exige uma grande necessidade de apoio substancial ou se enquadra no quesito de altas habilidades. E toda vez que você tem uma pessoa que sai dessa linha e não segue a conformação dessa ‘caixinha’ que nos é criada, então, a sociedade dá uma travada, para e pensa: mas essa pessoa é autista mesmo? Nesse questionamento, em vez das pessoas procurarem se informar mais a respeito do TEA, e saber que existem vários indivíduos autistas, de todas as formas, jeitos e maneiras que você possa imaginar, as pessoas continuam propagando mitos e absurdos que ouviram para as outras pessoas. É justamente assim que o capacitismo se constrói, aumenta e ganha dimensões que são fora do normal. Coisas simples e comportamentos que podem ser desfeitos pela informação. Basta a pessoa querer se informar. Por isso, procuro estudar sobre, me conhecer mais e divulgar para as pessoas.”
Polyana Sá – autista e ativista
Polyana é amparada por lei como uma pessoa com deficiência e sempre busca ir atrás dos seus direitos. Na Universidade onde estuda, possui um aluno tutor. É também palestrante e fala sobre a interseccionalidade de raças:
“Todas as vezes que faço palestra, eu gosto de dizer que as pessoas pretas com deficiência e que buscam ter voz na sociedade são pessoas que não se submetem ao sistema. Porque todos os dias existe uma estrutura social que faz com que pessoas como nós não queiram existir ou sintam vergonha disso. Então, quando você tem uma pessoa que é mulher, preta, com deficiência, empoderada, e que fala sobre o assunto, é uma vitória, é você ir justamente ao contrário do que te ensinam desde que você nasceu. E dizer às pessoas que mulheres, autistas, pretas existem, e que somos várias, mas que muitas vezes não somos notadas. Nós, autistas, temos muitas caras, jeitos, formas e você vai encontrar autistas de muitas maneiras e que continuam sendo assim. Então, muito complicado lidar com a questão do capacitismo, tanto em pessoas que se encontram com grande necessidade de apoio substancial e tanto em pessoas com pouca necessidade de apoio substancial (como é o meu caso), mas todos estamos ali, no mesmo espectro.”
Autismo tem cura?
Muito tem se disseminado sobre a “cura do autismo”, reforçando o mito de que se trata de uma doença. Sem contar que é possível encontrar profissionais vendendo “fórmulas mágicas” e soluções para cessar ou diminuir o transtorno. Mas já se sabe que isso não existe. São falsas informações que devem ser desmentidas e rebatidas por toda a sociedade, meios de comunicação e especialistas da área. O que se tem são intervenções que ajudam a desenvolver e/ou aprimorar repertórios importantes que vão auxiliar os indivíduos no espectro a terem melhores condições para interações sociais e habilidades para atingir o máximo de independência possível e qualidade de vida.
“Não existem estudos que comprovam a cura do diagnóstico por meio de qualquer tratamento, e qualquer afirmação diferente a essa pode gerar confusão e expectativas frustradas aos pacientes e seus responsáveis. Porém, a Análise do Comportamento Aplicada (ABA) é uma intervenção que maximiza o potencial do indivíduo, através da ampliação de habilidades e redução de possíveis barreiras comportamentais que podem dificultar o aprendizado, tendo em vista que, a partir da avaliação, é possível mapear e respeitar a singularidade de cada um", explica Julia Sargi.
Orgulho Autista
A ativista Polyana Sá comenta que no Dia do Orgulho Autista enxerga muitos desafios pela frente em relação à inclusão e à luta pelos direitos dos autistas, mas entende e acredita que aos poucos a sociedade tem caminhado no sentido pela busca da informação real e empatia em relação à causa autista:
“Este dia é para mim um dos dias mais importantes do ano, dia em que temos para bater no peito e dizer: eu sou autista, e sociedade, vocês precisam entender e conviver com isso, porque eu não vou mudar, eu não preciso mudar, eu não preciso ser diferente. E eu acho muito bonito essa expressão de autoamor, de reconhecer os semelhantes e dar apoio para as outras pessoas que estão em processo de diagnóstico, para os familiares que têm toda a trajetória com os filhos. Uma data muito importante e especial que precisa de visibilidade e muito engajamento. Dentro do movimento, falo por mim, é dia de festa e celebrar que se você é autista, não existe nada de errado com isso.”
Polyana Sá tocando ukulele - um dos hobbies preferidos
A mãe Josiane Mariano finaliza:
“A chave ainda é a informação, é necessário que conheçam melhor sobre algo que é tão complexo como o espetro todo, de que os autistas são diferentes, não são uma ‘receita de bolo’, de que não fazem tratamentos para se ‘curarem’ (isso muitos pais ainda precisam trabalhar internamente) ou serem ‘iguais’ aos outros. Mas fazemos para proporcionar melhor qualidade de vida aos nossos filhos dentro de suas especificidades. E nossos filhos são como são e isso não é ruim: é a mais pura diversidade!”
Heitor em um dos passatempos prediletos: brincando com jogos no tablet
INFORMAÇÕES - GRUPO CONDUZIR
O Grupo Conduzir possui uma equipe especializada de profissionais das áreas de Psicologia, Fonoaudiologia, Terapia Ocupacional e Psicopedagogia que oferece um atendimento multidisciplinar, sempre com base teórica, treinamento e supervisão analítico-comportamental. Proporciona aos seus clientes o desenvolvimento de suas habilidades por meio de práticas baseadas em evidência.
O foco de trabalho da equipe de profissionais do Grupo Conduzir é o atendimento de crianças, adolescentes e adultos com transtornos do neurodesenvolvimento, sobretudo as que se enquadram nos Transtornos do Espectro Autista (TEA).
Para mais informações sobre o Grupo Conduzir, acesse:
Site Grupo Conduzir:
http://www.grupoconduzir.com.
Vídeo Grupo Conduzir:
https://www.youtube.com/watch?
Canal do Youtube Grupo Conduzir: https://www.youtube.com/
Facebook: https://www.facebook.com/
Instagram: https://www.instagram.com/
JAPÃO - A medida foi tomada pelo Governo japonês a um mês da abertura dos Jogos Olímpicos, que vão decorrer de 23 de julho a 08 de agosto no país.
Segundo a imprensa local, dez das 47 autarquias japonesas mais populosas do país estão abrangidas pelo estado de emergência declarado inicialmente em 25 de abril, incluindo a capital Tóquio e a cidade de Osaka.
A partir de segunda-feira, o estado de emergência continuará em vigor apenas em Okinawa. No entanto, sete províncias continuarão a ser afetadas por certas restrições pelo menos até 11 de julho, afetando principalmente a atividade comercial, como bares e restaurantes, de acordo com o anúncio realizado nesta quinta-feira (17) pelo primeiro-ministro japonês, Yoshihide Suga.
A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 3.824.885 mortos no mundo, resultantes de mais de 176,5 milhões de casos de infeção.
*Por: ISTOÉ DINHEIRO
Atividade é gratuita e pode ser acompanhada pelo YouTube por todo o público
SÃO CARLOS/SP - Neste dia 18 de junho, o Hospital Universitário da Universidade Federal de São Carlos (HU-UFSCar/Ebserh) realiza nova edição da série de eventos online que aborda a aprendizagem e novos desafios após um ano de Covid-19. Na apresentação desta semana, o tema será "Implicações da Covid-19 nos sistemas cardiovascular, renal e nervoso". A live será transmitida ao vivo, a partir das 15 horas, pelo canal do HU no YouTube, aberta ao público, especialmente para profissionais, pesquisadores, estudantes e docentes da área da Saúde. A atividade é gratuita e não há necessidade de inscrição.
A abertura do evento será feita por Daniela Brassolatti, Chefe da Unidade de e-Saúde do HU-UFSCar, e a mediação será com Meliza Goi Roscani, cardiologista e professora do Departamento de Medicina (DMed) da UFSCar. Junto com Roscani, participam da mesa-redonda os médicos do HU Júlio César Souza Diniz (Cirurgia Vascular), Fernanda Moreira de Freitas (Nefrologia) e Milena Carvalho Libardi (Neurologia).
Os encontros online são realizados no formato de mesa-redonda, com espaço para perguntas dos participantes e mediados de forma a garantir as perspectivas multiprofissionais e interdisciplinares dos temas abordados. A atividade, promovida pela Gerência de Ensino e Pesquisa (GEP) do HU, é um momento importante para compartilhamento de conhecimentos entre os envolvidos no cuidado das pessoas com Covid-19.
Outros temas
O cronograma das lives tem mais três temáticas: Cuidado Integral Pós-Covid-19, em 25/6; Saúde Mental, em 2/7; e Vacinas e desafios para o futuro, no dia 16/7. As atividades serão sempre às sextas-feiras, à tarde, com transmissão pelo canal do HU no YouTube (www.youtube.com/HUUFSCar). Os eventos também ficarão disponíveis no canal para acesso posterior.
Doação faz parte das ações dos 50 anos da cooperativa
SÃO CARLOS/SP - No mês de maio, a Unimed São Carlos completou 50 anos. Dentre as ações para comemorar as cinco décadas de história, a cooperativa doou um total de 3.100 cobertores para as prefeituras das cidades que compõem sua área de cobertura: São Carlos, Descalvado, Ibaté, Dourado e Ribeirão Bonito. A Unimed São Carlos entrou em contato com os Departamentos Sociais dos municípios para verificar quais eram suas necessidades. A opção pelos cobertores foi definida devido à época do ano.
A entrega da doação aconteceu na manhã desta terça-feira, 15 de junho, na sede administrativa da Unimed São Carlos. Estiveram presentes o presidente da Cooperativa, o médico Daniel Canedo e o diretor administrativo, o médico Humberto Rizzoli, além dos representantes das prefeituras. Pelo município de São Carlos, esteve presente Glaziela Cristiani Solfa Marques, Secretária Municipal de Cidadania e Assistência Social; por Descalvado, estiverem presentes o Prefeito, Antonio Carlos Reschini, o Vice-prefeito Diego Rodrigues da Silva e a Secretária de Assistência e Desenvolvimento Social e Primeira-dama Maria do Carmo Marcatto Reschini; representando Dourado, compareceu a Diretora do Departamento de Assistência Social, Maria Cristina Socorro Panza dos Santos e pelo município de Ribeirão Bonito, estiveram presentes a Primeira-dama, Thais Raele Caregaro, e a Diretora de Assistência e Desenvolvimento Social, Noemi dos Santos Antunes Moura.
A Unimed São Carlos, por fazer parte do cooperativismo, realiza ações de responsabilidade social. Nesses 50 anos de atividade, cada ação teve como objetivo levar conforto, saúde, cultura e lazer para a sociedade e para a população mais vulnerável, reafirmando a força do cooperativismo. Para o presidente, Daniel Canedo, é uma satisfação ajudar nossa região com ações tão valiosas. “Tivemos o prazer hoje de poder entregar cobertores para as cidades da nossa microrregião, onde a Unimed atua. Com muita satisfação, pudemos doar esses cobertores e trazer um pouco de alento e conforto nesse período de frio para as pessoas mais carentes. É muito gratificante, a Unimed como cooperativa médica, fazer um pouco para o bem-estar das pessoas mais carentes. Estou muito orgulhoso disso e da nossa Cooperativa poder ajudar essas pessoas”.
Para Glaziela, Secretária de Cidadania e Assistência Social de São Carlos, a parceria entre a Unimed São Carlos e os municípios é muito importante. “A doação dos cobertores são insumos que vão acolher e apoiar o nosso atendimento à população mais vulnerável, aquelas já atendidas nos CRAS, atendidas pelos serviços públicos, que vão, a partir das avaliações dos técnicos, receber esse recurso a mais, que vem muito ao encontro desse momento que a gente tá vivendo de frentes frias que deve se intensificar. Vai ser um trabalho a mais, um suporte, com essa parceria. A gente quer muito agradecer.”
SÃO CARLOS/SP - A Vigilância Epidemiológica de São Carlos informa nesta quarta-feira (16/06) mais 3 mortes por COVID-19 no município, totalizando 403 óbitos.
Trata-se de uma mulher de 66 anos, internada em hospital privado desde 04/05; um homem de 58 anos, internado em hospital público desde 07/05 e uma mulher de 44 anos, com resultado positivo para COVID-19 que evoluiu a óbito no domicílio.
São Carlos contabiliza neste momento 21.316 casos positivos para COVID-19 (146 resultados positivos foram divulgados hoje), com 403 óbitos confirmados e 129 descartados.
Dos 21.316 casos positivos, 19.508 pessoas apresentaram síndrome gripal e não foram internadas, 37 óbitos sem internação, 1.771 pessoas precisaram de internação devido a COVID-19, 1.319 receberam alta hospitalar e 366 positivos internados foram a óbito. 20.572 pessoas já se recuperaram totalmente da doença. 38.959 casos suspeitos já foram descartados para o novo coronavírus (175 resultados negativos foram liberados hoje).
Estão internadas neste momento 107 pessoas, sendo 26 adultos na enfermaria. 8 pacientes estão em Unidades de Cuidados Intermediários (UCI - Santa Casa), 4 estão em Unidades de Suporte Ventilatório (USV – HU/UFSCar). No total na UTI adulto estão internadas 64 pessoas, sendo 42 em leitos de UTI/SUS e 22 em leitos de UTI da rede particular. Na enfermaria SUS 4 crianças estão internadas neste momento. 1 criança ocupa vaga de UT/SUS com suspeita da doença. 12 pacientes de outros municípios estão internados em São Carlos neste momento.
A taxa de ocupação dos leitos especiais para COVID-19 de UTI/SUS adulto está em 95,45% (42 adultos estão internados).
Neste momento o município disponibiliza 44 leitos adulto de UTI/SUS para COVID-19, já que a Santa Casa voltou a operar com 30 leitos adulto para UTI/SUS, 20 leitos de UCI e 6 de UTI infantil e o Hospital Universitário (HU/UFSCar) opera com 14 leitos de UTI/SUS adulto e 6 de Unidade de Suporte Ventilatório (USV).
UPA – 11 pessoas estão neste momento sendo atendidas em leito de estabilização da UPA do Santa Felícia e do Centro de Triagem. Os pacientes já estão cadastrados e aguardam transferência via CROSS.
NOTIFICAÇÕES – Já passaram pelo sistema de notificação de Síndrome Gripal do município 71.466 pessoas desde o dia 21 de março, sendo que 69.022 pessoas já cumpriram o período de isolamento e 2.444 ainda continuam em isolamento domiciliar.
A Prefeitura de São Carlos está fazendo testes do tipo PCR em pessoas que passam em atendimento nos serviços públicos de saúde com Síndrome Gripal sendo que 47.117 pessoas já realizaram coleta de exames, 32.932 tiveram resultado negativo para COVID-19, 13.957 apresentaram resultado positivo (esses resultados já estão contabilizados no total de casos). 228 aguardam resultado de exame.
Iniciativa testa programa remoto como alternativa de intervenção para idosos e cuidadores em relação a saúde mental, qualidade de vida e capacidade funcional
SÃO CARLOS/SP - Na pandemia de Covid-19, a população idosa demanda cuidados especiais não apenas pelos riscos associados diretamente à doença, mas também pela impossibilidade de realização presencial de intervenções necessárias à manutenção de sua saúde e da qualidade de vida, especialmente de pessoas com distúrbios neurodegenerativos, como é o caso dos vários tipos de demência.
Nessa realidade, pesquisadores das áreas de Fisioterapia, Gerontologia e Medicina da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) iniciaram projeto de pesquisa que testa um programa de telerreabilitação - ou seja, utilizando recursos tecnológicos de informação e comunicação para viabilizar intervenções a distância - para idosos com demência e seus cuidadores.
A iniciativa, realizada pelo Laboratório de Pesquisa em Saúde do Idoso (LaPeSI) da UFSCar e financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), objetiva analisar os efeitos desse programa em relação a três aspectos no cotidiano dessa população: saúde mental, qualidade de vida e capacidade funcional (que se refere à habilidade de realizar atividades físicas e mentais do cotidiano, garantindo a autonomia da pessoa).
Larissa Pires de Andrade, docente do Departamento de Fisioterapia (DFisio) e coordenadora do projeto, conta que apesar de os principais sinais clínicos da demência envolverem comprometimentos cognitivos, como prejuízos à memória e à atenção, estudos mostram que ela também traz, com frequência e em seus estágios iniciais, prejuízos motores e funcionais, que exigem intervenções fisioterapêuticas precoces para prevenir agravamentos na parte física.
Em estudos anteriores, Andrade, juntamente com orientandos, desenvolveu um protocolo de intervenção para ser aplicado em ambiente domiciliar. Um grande desafio diz respeito às funções cognitivas da população atendida. "Durante a avaliação física, o paciente comumente demonstra dificuldades em relação às intervenções fisioterapêuticas propostas, mas não pela habilidade física em si, e sim por um não entendimento do exercício. Outras vezes, ele possui distúrbio de comportamento, como irritabilidade, agressividade, e não quer fazer o exercício. Por isso a importância de um acompanhamento próximo tanto ao idoso como ao cuidador, mostrando caminhos para superarmos essas barreiras", situa a pesquisadora.
Antes da pandemia, os pesquisadores iam até a casa do paciente para testar o protocolo, orientando o cuidador pessoalmente. Nesse estudo inicial, os resultados mostraram alta adesão às sessões (93,75%), e o protocolo se mostrou eficaz considerando a mobilidade dos idosos, pois aumentou significativamente a força muscular e a capacidade funcional, além de diminuir o risco de quedas.
Com a pandemia e consequente distanciamento social, o protocolo aderiu à telessaúde, migrando acompanhamento e orientações para o formato online. A ferramenta é multicomponente. Para a percepção da saúde mental e da qualidade de vida, que se tornaram aspectos ainda mais importantes nesse período, há a aplicação de questionários, aos quais tanto o idoso como o cuidador respondem, para avaliação de similaridades e discrepâncias nas respostas. Um outro questionário avalia a saúde mental específica do cuidador, para, se necessário, dar suporte emocional a ele também.
"O cuidador comumente apresenta sobrecargas física e emocional, já que tem a sua rede de apoio diminuída e a necessidade de ficar dentro de casa, todo o tempo, com os idosos. Nosso protocolo prevê o cuidado também com ele, por meio de uma orientação profissional e apoio, demonstrando que ele não está sozinho", enfatiza Andrade.
Já a capacidade funcional envolve, além de questionários relacionados a memória, atenção e linguagem, exercícios físicos multimodais que compreendem trabalho de força, equilíbrio, sensibilidade e capacidade aeróbia.
Avaliação
Atualmente, o projeto busca pessoas com mais de 60 anos, que tenham diagnóstico de demência leve ou moderada e não tenham restrição de atividade física, para participar voluntariamente do estudo e testar o protocolo que envolve especificamente a telerreabilitação.
A ferramenta deve ser acessada pelos voluntários por meio de uma plataforma online e os pesquisadores realizam uma capacitação prévia com o cuidador. Em seguida, aplicam os questionários e acompanham as intervenções com os idosos, que correspondem à realização de exercícios físicos três vezes por semana.
Durante as duas primeiras semanas, o acompanhamento é integral, online. A partir da terceira semana, o cuidador deve fazer os exercícios com o idoso sem acompanhamento, conforme explica Carolina Tsen, estudante de mestrado do Programa de Pós-Graduação em Fisioterapia (PPGFt) da UFSCar e integrante do estudo.
"Os exercícios são adaptados para serem feitos em casa e auxiliam na cognição, no equilíbrio e na força. Ao longo de todo o período, nossa equipe realiza adaptações, se necessário. Em seguida, espaçamos os acompanhamentos, realizando-os a cada duas semanas, e depois uma vez ao mês. Conforme o tempo passa, evoluímos e colocamos cargas nos exercícios. Após 12 semanas, fazemos uma reavaliação online, repetindo testes físicos e aplicação dos questionários para, assim, analisar os dados, avaliar a adesão e possíveis evoluções ou lacunas", detalha Tsen.
Pessoas interessadas em participar do projeto - aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFSCar (CAAE nº 34696620.0.0000.5504) - podem entrar em contato pelo telefone (45) 99960-4522 ou pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
Desafios e perspectivas
Para Andrade, os principais desafios do projeto envolvem chegar até a população almejada e a aderência à telerreabilitação. Embora no Brasil ainda existam poucos estudos na área, pesquisas em outros países apontam a eficácia da modalidade. "Nosso intuito é disseminar esse protocolo para todo o País, já que não há limites geográficos para implementá-lo", relata.
Porém, a própria telessaúde, pelo fato de ser totalmente online, já apresenta desafios. "No Brasil, há dificuldade de acesso à tecnologia e à Internet, o que limita parte do público em receber a intervenção. Além disso, nós, da área da Saúde, estamos acostumados ao contato físico, a colocar a mão no paciente. Outro desafio é, também, conseguir que o idoso faça os exercícios a distância, sem a presença física do profissional", elenca a pesquisadora.
Apesar das dificuldades, Andrade tem boas expectativas em relação à testagem do protocolo. "Assim como os resultamos preliminares que mostraram boa aderência ao protocolo domiciliar convencional, esperamos alta aderência também ao programa na modalidade de telerreabilitação, melhorando capacidade funcional, saúde mental e qualidade de vida de idosos e seus cuidadores", sintetiza a pesquisadora.
Além disso, caso os resultados do protocolo de intervenção comprovem seus benefícios, a perspectiva futura é disponibilizá-lo aos profissionais de Saúde pelo Brasil, para que também possam utilizar a ferramenta online e, assim, auxiliar idosos com demência e seus cuidadores.
Mais informações sobre o projeto podem ser acompanhadas em seu perfil no Instagram (https://www.instagram.com/
BRASÍLIA/DF - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concedeu autorização, por meio do Circuito Deliberativo nº 539/2021, para a importação excepcional da vacina Sputnik V pelos estados do Rio Grande do Norte, de Mato Grosso, Rondônia, do Pará, Amapá, da Paraíba e de Goiás.
Assim como deliberado no dia 4 de junho, na 9ª Reunião Extraordinária Pública da Diretoria Colegiada, a importação aprovada na terça-feira (15) também deverá ser realizada sob condições controladas. Para tanto, de acordo com a Anvisa, foram estabelecidas as mesmas responsabilidades e condicionantes aos requerentes.
As principais condições preveem que a vacina deverá ser utilizada apenas na imunização de indivíduos adultos saudáveis e que todos os lotes dos imunizantes importados somente poderão ser destinados ao uso após liberação pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS).
Além disso, a Anvisa receberá relatórios periódicos de avaliação benefício-risco da vacina; o imunizante deverá ser utilizado em condições controladas com condução de estudo de efetividade, com delineamento acordado com a agência e executado conforme Boas Práticas Clínicas; a Anvisa poderá, a qualquer momento, suspender a importação, distribuição e uso das vacinas importadas; dentre outros aspectos destacados no voto do relator.
Na deliberação, também foram autorizados quantitativos reduzidos de doses a serem importadas para vacinação de 1% da população de cada um dos estados, o que permitirá o adequado monitoramento e ação imediata da agência, caso necessário: Rio Grande do Norte - 71 mil doses; Mato Grosso - 71 mil doses; Rondônia - 36 mil doses; Pará - 174 mil doses; Amapá - 17 mil doses; Paraíba - 81 mil doses; e Goiás - 142 mil doses.
*Com informações da Anvisa.
Por Agência Brasil*
SÃO CARLOS/SP - Na manhã de terça-feira (15), os vereadores da Comissão Parlamentar de Inquérito da Câmara Municipal, instaurada para apurar possíveis irregularidades na gestão da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), participaram de uma reunião na sede do Ministério Público.
Os parlamentares utilizaram a reunião para debater as medidas restritivas propostas pelo Ministério Público e também aproveitaram o momento para apresentar o trabalho realizado pela CPI.
Os vereadores Marquinho Amaral, presidente da comissão, Elton Carvalho, relator, Bruno Zancheta e Dé Alvim membros da comissão, acompanhados pelo presidente da casa, vereador Roselei Françoso, se reuniram com o promotor Luciano Garcia Ribeiro buscando uma aproximação entre Legislativo e Judiciário.
SÃO CARLOS/SP - Vários amigos mandaram mensagens para este jornalista que vos escreve, para orar pela queria amiga Maze Moreira, que testou positivo para Covid-19.
No Programa ‘Falando com Deus’ os internautas oraram e mandaram energias positivas para Maze. Neste momento ‘Mazezinha’ carinhosamente chamada, encontra-se internada no hospital de Descalvado.
Ivan Lucas, conseguiu falar com a Maze pelo WhatsApp e ela informou que está fazendo vários exames e que está tossindo muito e falta de ar devido a Covid-19.
“Maze, falo em nome de todos os seus AMIGOS, estamos orando muito para que você saia o quanto antes do hospital, que se recupere e em breve possamos estar juntos, com saúde e vacinados. Deus abençoe grandemente amiga” disse Ivan Lucas.
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