BRASÍLIA/DF - O presidente Jair Bolsonaro passou mal e foi levado, na madrugada desta quarta-feira (14), ao HFA (Hospital das Forças Armadas), em Brasília. Ele acabou internado para fazer exames e o quadro, conforme pessoas próximas ao presidente e fontes do Palácio do Planalto, é obstrução abdominal.
Ainda não há confirmação oficial da internação por parte do governo, mas essas mesmas fontes revelaram que Bolsonaro "está bem".
Nos últimos dias, o presidente tem convivido com um soluço persistente. Em 9 de julho, ele voltou a reclamar do problema a apoiadores em frente ao Palácio do Alvorada. "Estou há sete dias soluçando e tenho dois discursos hoje e um amanhã, portanto não vou falar muito. Estou poupando aqui falar."
Em meados de abril, Bolsonaro revelou que teria de passar por nova cirurgia para corrigir uma hérnia. Trata-se da sétima operação do chefe do executivo federal após a facada que sofreu em setembro de 2018, durante a campanha eleitoral. A confirmação de que o presidente terá de ser mais uma vez internado ocorreu durante conversa com apoiadores, na entrada do Palácio da Alvorada.
"Talvez, neste ano, mais umazinha aí. Mas é tranquilo, hérnia. Eu tenho uma tela aqui na frente, está saindo o bucho pelo lado. Então, tenho que botar uma tela do lado também", afirmou, na ocasião.
Após sofrer uma facada de Adélio Bispo, Bolsonaro passou por uma cirurgia em Juiz de Fora (MG), onde estava fazendo campanha na eleição para a Presidência. Quarenta e oito horas depois, ele teve de ser submetido a uma operação para reconstrução do trânsito intestinal. Há quase dois anos o presidente também retirou uma hérnia que se formou na cicatriz da cirurgia no intestino. Em setembro do ano passado, removeu um cálculo na bexiga.
*Com a colaboração de Daniela Matos, da Record TV Brasília
*Por: BLOG DO NOLASCO R7
SÃO PAULO/SP - As tão temidas veias dilatadas que aparecem, principalmente, nas pernas é algo temido por muitas pessoas mundo afora. Primeiro um pequeno vasinho de cor azulada é notado, com o tempo o aspecto pode tornar-se mais grosso e isso, além de incomodar esteticamente também passa a provocar dores e sensação de peso nos membros inferiores. Pois é, são famosas varizes, que assombram a humanidade, em especial as mulheres, há décadas.
Mas será que existe uma forma de evitar que as pernas sejam afetadas pelas varizes e todas as suas complicações? O médico vascular Gustavo Marcatto, da Sociedade Brasileira de Laser em Medicina e Cirurgia (SBLMC), revelou alguns truques simples que podem, sim, fazer com que as veias dilatadas fiquem bem longe e o organismo funcione em perfeita harmonia.
De acordo com o Dr. Gustavo, especialista no tratamento com laser e que atente pacientes de várias partes do mundo, a primeira coisa a se fazer contra as varizes é manter, sempre, uma boa hidratação do corpo, com a ingestão de pelo menos 2,5 litros de água por dia. “Isso facilita o bom funcionamento do sistema circulatório, evitando que a circulação fique pesada e atrapalhe o retorno do fluxo de sangue às pernas”, explica o especialista.
Como segunda dica, o médico alerta para a importância de se manter uma alimentação balanceada, rica em frutas e verduras, além de se evitar alimentos gordurosos. “Esse hábito facilita o funcionamento geral do organismo e evita sobrecarga de circulação na região abdominal, favorecendo, também, o retorno circulatório aos membros inferiores”, pontua Dr. Gustavo.
O terceiro, e bastante importante, conselho do vascular diz respeito à prática de atividades físicas regulares. Segundo ele os exercícios funcionam no corpo de duas maneiras essenciais: “Primeiro, estimulando o sistema cardiopulmonar a melhorar a capacidade respiratória e circulatória geral. E segundo, promovendo o fortalecimento da musculatura da perna, principalmente da panturrilha (considerada nosso segundo coração), o que ajuda na melhora do fluxo sanguíneo às pernas”, analisa o médico.
A quarta observação feita por Dr. Gustavo para se evitar as varizes é sobre um ponto muito comum nos dias de hoje e que faz parte da rotina de milhões de trabalhadores: a posição em que o corpo fica durante a jornada de trabalho. De acordo com o profissional é muito importante que se evite permanecer tempo demais sentado, ou em pé. Os extremos, de um, ou de outro, prejudicam seriamente a circulação. “O ideal para quem trabalha muito tempo sentado, ou em pé, é realizar caminhadas ou movimentos regulares com a musculatura da panturrilha, para estimular a chamada circulação de retorno. Evite ficar muito tempo parado. O mais recomendado é que a cada duas horas se faça um pequeno exercício com as pernas para ajudar na prevenção das varizes”, recomenda ele.
E em quinto lugar, para finalizar essa lista de recomendações do Dr. Gustavo, algo que todos devem pensar é na prevenção das doenças, nos cuidados precoces, isso em qualquer ponto da saúde e, neste caso, em especial das varizes. As veias dilatadas que surgem nas pernas, em muitos casos, podem ter origem hereditária. Ou seja, se o problema já afetou avós, pai, mãe, pode certamente aparecer em outro membro da família. Por essa razão, se o paciente já tem antecedentes familiares, o melhor é procurar um vascular o quanto antes para iniciar tratamentos preventivos. “Desde aquele primeiro vaso que aparece ou quando há fatores de risco como trombose, ou casos de varizes em parentes próximos, é importante que se faça uma consulta preventiva com o médico vascular para iniciar o tratamento o quanto antes. Essa é a medida mais efetiva para evitar o agravamento das varizes, na maior parte dos casos”, aconselha Dr. Gustavo.
Se seguir todos esses cuidados e dicas simples, mas muito importantes, a circulação funcionará bem e as varizes tendem a ser algo muito distante da rotina e da saúde de todos.
TAILÂNDIA - O governo da Tailândia informou nesta 2ª feira (12.jul.2021) que planeja administrar uma dose da vacina contra a covid-19 da AstraZeneca em quem tenha recebido a 1ª dose da CoronaVac, imunizante desenvolvido pela Sinovac. As informações são da Reuters.
Se a estratégia for adotada, será a primeira vez que as duas vacinas serão combinadas.
Anutin Charnvirakul, ministro da Saúde, disse a jornalistas que a medida visa uma “melhor proteção contra a variante delta [detectada pela 1ª vez na Índia] e a construção de um alto nível de imunidade” contra a covid-19.
Tanto a Tailândia quanto países vizinhos, como a Indonésia, relataram que profissionais da saúde foram infectados com o Sars-CoV-2, coronavírus causador da covid-19, mesmo depois de receberem duas doses CoronaVac.
Segundo o Ministério da Saúde tailandês, dos 677.348 médicos que foram completamente imunizados com a CoronaVac de abril a junho, 618 foram infectados.
Um painel de especialistas recomendou que os profissionais recebam uma 3ª dose, desta vez da AstraZeneca ou de vacinas que usam a tecnologia de mRNA, como as da Pfizer e Moderna.
Segundo o Our World in Data, a Tailândia vacinou 13,3% de sua população com pelo menos uma dose. Pouco mais de 4% estão completamente imunizados. O país acumula mais de 336 mil casos de covid-19 e 2.711 mortes pela doença.
*Por: Poder360
SÃO PAULO/SP - A inclusão de adolescentes de 12 a 17 anos no calendário de vacinação de São Paulo, anunciada no domingo, 11, pelo governo do Estado, é vista como uma iniciativa positiva por especialistas em saúde. De acordo com o novo cronograma de imunização apresentado pelo governador João Doria (PSDB), o grupo deve ser vacinado de 23 de agosto a 30 de setembro.
"Vacinar os adolescentes é extremamente importante para chegar ao benefício coletivo da imunidade de rebanho”, diz o epidemiologista e professor da Universidade Federal de Pelotas (Ufpel) Pedro Hallal. “Inclusive, para permitir a volta às aulas presenciais, que é uma grande prioridade do momento.”
Segundo o epidemiologista, os adolescentes aparentam ser um público que não vai recusar a possibilidade de se vacinar e que, portanto, deve aderir à campanha. “São adolescentes que já estão acostumados a tomar vacina, já são de uma geração que tomou muita vacina na infância e que, em geral, acredita na ciência”, complementa.
O diretor da Fiocruz-SP e professor de Medicina da Universidade de São Carlos (Ufscar) Rodrigo Stabeli relembra que, apesar de o Brasil vivenciar números mais baixos na pandemia em relação há algumas semanas, o patamar em que o País está ainda é superior ao pior dia de 2020.
Em meio a isso, quanto mais rápido a vacinação de São Paulo avança, mais a cobertura vacinal passa a ser significativa, fazendo com que a transmissibilidade e a possibilidade de surgirem novas variantes diminuam. “A antecipação do calendário de São Paulo é importante porque estamos falando do Estado cuja densidade populacional é a maior”, reforça.
Já o diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), o epidemiologista Renato Kfouri, destaca que, com a chegada de mais doses anunciada pelo governo do Estado, é natural avançar na vacinação de adolescentes. “Até porque nós já temos produtos licenciados no País, com registro para vacinar a população a partir de 12 anos de idade, a vacina da Pfizer”, diz.
Kfouri complementa ainda que a faixa etária de 12 a 17 anos, a qual o governo de São Paulo pretende começar a vacinar em 23 de agosto, já passou a ser incluída nos programas de vacinação de países que estão mais avançados na cobertura vacinal. Desse modo, é pertinente avançar na vacinação dessa população também no Brasil. “Lembrando que, entre os adolescentes, também tem população de risco”, diz o epidemiologista.
Além disso, embora os adolescentes não sejam fortes transmissores da covid-19, eles contribuem para a transmissão da doença. “É necessário, à medida que os produtos em primeiro lugar se mostram seguros para essa população, que a gente expanda o uso das vacinas anticovid para os adolescentes.”
Vacinar adolescentes antes de completar o esquema vacinal de adultos é uma questão que recebe ponderação de especialistas. “Se há falta de doses, eu seguiria com os adultos antes. Se não está havendo falta de doses e está dando para já colocar os adolescentes, eu acho ótimo (incluir novos grupos)”, diz o epidemiologista Pedro Hallal. Segundo ele, quanto mais rápido puder incluir novas faixas etárias, melhor.
A leitura é similar à de Renato Kfouri. O epidemiologista explica que, enquanto o novo ritmo de vacinação e a previsão de chegadas de novas doses atendem esse novo cronograma no Estado de São Paulo, a inclusão de adolescentes é bem-vinda. “Sem inversão de prioridades”, afirma.
Pfizer é a única aprovada para vacinação de crianças e adolescentes
A vacina da Pfizer é o único imunizante, até o momento, aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para vacinação de crianças e adolescentes no Brasil.
Outra possibilidade de vacina para essa faixa seria o imunizante do laboratório chinês Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan, a Coronavac. Um estudo divulgado em junho pela revista científica The Lancet apontou que o imunizante é seguro e eficaz para pessoas na faixa etária de 3 a 17 anos. Os testes foram feitos na China e a taxa de produção de anticorpos contra o vírus foi superior a 96% após 28 dias da vacinação com duas doses.
Segundo o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, estudos com estes dados sobre o uso da Coronavac em crianças e adolescentes já foram encaminhados à Anvisa. “Esperamos que seja incorporada essa aprovação do uso emergencial sem a necessidade de estudos adicionais feitos aqui no Brasil”, disse o diretor neste domingo.
Em nota, a Anvisa informou que "até o momento, somente a Pfizer solicitou indicação em bula para crianças com 12+". "Este pedido já foi autorizado. Não há solicitação do Instituto Butantan para alteração de bula da Coronavac e inclusão de crianças e adolescentes. A competência para solicitar a inclusão é do laboratório e deve ser fundamentada em estudos que sustentem a indicação. A Anvisa acompanha todos os estudos desenvolvidos sobre vacinas”, acrescentou o órgão federal.
*Por: Ítalo Lo Re e Larissa Burchard / ESTADÃO
BRASÍLIA/DF - As mortes em decorrência de complicações relacionadas à covid-19 registradas por autoridades de saúde sofreram redução de 9% na Semana Epidemiológica 26, que vai de 27 de junho a 3 de julho, em comparação com o período anterior. As informações estão no mais recente Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde.
Na Semana Epidemiológica 26, as secretarias de saúde confirmaram 10.852 pessoas que não resistiram à covid-19, enquanto o boletim epidemiológico do Ministério da Saúde na semana anterior trouxe 11.935 óbitos.
O resultado representa uma reversão no movimento de retomada do crescimento da curva de óbitos, após uma estabilização em semanas anteriores. A média móvel de mortes na Semana Epidemiológica 26 ficou em 1.705.
Distribuição dos novos registros de óbitos por covid-19 por semana epidemiológica de notificação. Brasil, 2020-21 - Divulgação/Ministério da Saúde
Os novos casos de covid-19 confirmados por autoridades de saúde tiveram queda de 29% na semana do levantamento. Nesse período, foram registrados 355.131 diagnósticos confirmados, contra 503.144 na semana anterior. A média móvel de casos (total no período divido por sete dias) ficou em 50.733.
De acordo com os dados, o resultado da Semana Epidemiológica 26 representa um revés expressivo na trajetória de crescimento da curva de casos. A redução dos novos diagnósticos positivos de covid-19 foi iniciada em março, com um revés na Semana Epidemiológica 13.
Distribuição dos novos registros de casos por covid-19 por semana epidemiológica de notificação. Brasil, 2020-21 - Divulgação/Ministério da Saúde
Na semana de 27 de junho a 3 de julho, apenas um estado teve acréscimo de casos: Pernambuco (16%).Distrito Federal e Pará ficaram estáveis e 24 estados tiveram redução. As quedas mais efetivas se deram no Rio Grande do Norte (-78%) e Paraná (-49%).
Em relação aos óbitos, o número de estados com aumento desse índice foi de três, enquanto outros três ficaram estáveis e 21 unidades da federação (incluído o DF) tiveram menos mortes em relação ao balanço da semana anterior. Os maiores incrementos aconteceram em Paraná (92%) e Acre (43%). As reduções mais efetivas foram registradas no Rio Grande do Norte (-31%) e Ceará (-28%)
O Brasil passou a ser o país com o maior número de novas mortes confirmadas por semana. Em seguida vêm Índia (6.254), Rússia (4.508), Colômbia (4.300) e Indonésia (3.298).
Quando considerados números absolutos, o Brasil segue na segunda posição (523.587), atrás dos Estados Unidos (605.493). Quando consideradas as mortes por 1 milhão de habitantes, o Brasil fica na sétima colocação.
Divulgação/Ministério da Saúde
O Brasil segue como país com mais novos casos nesta semana, seguido por Índia (312.250), Colômbia (197.890), Indonésia (162.889) e Reino Unido (162.261).
Na análise em números absolutos, o Brasil (18,7 milhões) fica na terceira posição de casos acumulados, atrás dos EUA (33,7 milhões) e Índia (30,5 milhões). Na comparação proporcional, por 1 milhão de habitantes, o Brasil ocupa a 14ª posição.
Divulgação/Ministério da Saúde
*Por Jonas Valente - Repórter da Agência Brasil
SÃO CARLOS/SP - A Vigilância Epidemiológica de São Carlos confirma nesta quarta-feira (07/07) os números da COVID-19 no município, permanecendo com 452 óbitos. Somente foi registrado o óbito de um paciente de Ribeirão Bonito. Trata-se de um homem de 67 anos, internado em hospital privado de São Carlos desde 11/06.
São Carlos contabiliza neste momento 23.776 casos positivos para COVID-19 (162 resultados positivos foram divulgados hoje), com 452 óbitos confirmados e 130 descartados. Dos 23.776 casos positivos, 21.752 pessoas apresentaram síndrome gripal e não foram internadas, 45 óbitos sem internação, 1.979 pessoas precisaram de internação devido a COVID-19, 1.462 receberam alta hospitalar e 407 positivos internados foram a óbito. 22.887 pessoas já se recuperaram totalmente da doença. 41.416 casos suspeitos já foram descartados para o novo coronavírus (209 resultados negativos foram liberados hoje).
Estão internadas neste momento 108 pessoas, sendo 23 adultos na enfermaria. 10 pacientes estão em Unidades de Cuidados Intermediários (UCI - Santa Casa), 04 estão em Unidades de Suporte Ventilatório (USV – HU/UFSCar). No total na UTI adulto estão internadas 63 pessoas, sendo 41 em leitos de UTI/SUS e 22 em leitos de UTI da rede particular. Na enfermaria SUS 3 crianças estão internadas neste momento. Cinco crianças ocupam vagas de UTI/SUS. 13 pacientes de outros municípios estão internados em São Carlos neste momento. A taxa de ocupação dos leitos especiais para COVID-19 de UTI/SUS adulto está em 93,18% (41 adultos estão internados).
Neste momento o município disponibiliza 44 leitos adulto de UTI/SUS para COVID-19, já que a Santa Casa voltou a operar com 30 leitos adulto para UTI/SUS, 20 leitos de UCI, 6 de UTI infantil e 8 de enfermaria o Hospital Universitário (HU/UFSCar) opera com 14 leitos de UTI/SUS adulto, 6 de Unidade de Suporte Ventilatório (USV) e 15 de enfermaria.
UPA – 11 pessoas estão neste momento sendo atendidas em leito de estabilização da UPA do Santa Felícia e do Centro de Triagem. Os pacientes já estão cadastrados e aguardam transferência via CROSS.
NOTIFICAÇÕES – Já passaram pelo sistema de notificação de Síndrome Gripal do município 77.065 pessoas desde o dia 21 de março, sendo que 74.816 pessoas já cumpriram o período de isolamento e 2.249 ainda continuam em isolamento domiciliar.
A Prefeitura de São Carlos está fazendo testes do tipo PCR em pessoas que passam em atendimento nos serviços públicos de saúde com Síndrome Gripal sendo que 51.481 pessoas já realizaram coleta de exames, 35.568 tiveram resultado negativo para COVID-19, 15.751 apresentaram resultado positivo (esses resultados já estão contabilizados no total de casos). 162 aguardam resultado de exame.
SÃO CARLOS/SP - A Vigilância Epidemiológica de São Carlos confirma nesta terça-feira (06/07) mais duas mortes por COVID-19 no município, totalizando 452 óbitos. Trata-se de um homem de 80 anos, internado em hospital público desde 15/06 e de uma mulher de 77 anos, internada em hospital público desde 25/06. Também morreu uma mulher de 69 anos, de Ibaté, que estava internada em hospital privado de São Carlos desde 15/06.
São Carlos contabiliza neste momento 23.614 casos positivos para COVID-19 (82 resultados positivos foram divulgados hoje), com 452 óbitos confirmados e 130 descartados. Dos 23.614 casos positivos, 21.596 pessoas apresentaram síndrome gripal e não foram internadas, 45 óbitos sem internação, 1.973 pessoas precisaram de internação devido a COVID-19, 1.457 receberam alta hospitalar e 407 positivos internados foram a óbito. 22.737 pessoas já se recuperaram totalmente da doença. 41.207 casos suspeitos já foram descartados para o novo coronavírus (108 resultados negativos foram liberados hoje).
Estão internadas neste momento 106 pessoas, sendo 24 adultos na enfermaria. 07 pacientes estão em Unidades de Cuidados Intermediários (UCI - Santa Casa), 04 estão em Unidades de Suporte Ventilatório (USV – HU/UFSCar). No total na UTI adulto estão internadas 62 pessoas, sendo 41 em leitos de UTI/SUS e 21 em leitos de UTI da rede particular. Na enfermaria SUS 5 crianças estão internadas neste momento. Quatro crianças ocupam vagas de UTI/SUS. 10 pacientes de outros municípios estão internados em São Carlos neste momento. A taxa de ocupação dos leitos especiais para COVID-19 de UTI/SUS adulto está em 93,18% (41 adultos estão internados).
Neste momento o município disponibiliza 44 leitos adulto de UTI/SUS para COVID-19, já que a Santa Casa voltou a operar com 30 leitos adulto para UTI/SUS, 20 leitos de UCI, 6 de UTI infantil e 8 de enfermaria o Hospital Universitário (HU/UFSCar) opera com 14 leitos de UTI/SUS adulto, 6 de Unidade de Suporte Ventilatório (USV) e 15 de enfermaria.
UPA – Oito pessoas estão neste momento sendo atendidas em leito de estabilização da UPA do Santa Felícia e do Centro de Triagem. Os pacientes já estão cadastrados e aguardam transferência via CROSS.
NOTIFICAÇÕES – Já passaram pelo sistema de notificação de Síndrome Gripal do município 76.569 pessoas desde o dia 21 de março, sendo que 74.548 pessoas já cumpriram o período de isolamento e 2.021 ainda continuam em isolamento domiciliar.
A Prefeitura de São Carlos está fazendo testes do tipo PCR em pessoas que passam em atendimento nos serviços públicos de saúde com Síndrome Gripal sendo que 51.248 pessoas já realizaram coleta de exames, 35.359 tiveram resultado negativo para COVID-19, 15.631 apresentaram resultado positivo (esses resultados já estão contabilizados no total de casos). 258 aguardam resultado de exame.
Grupo da UFSCar trabalha há mais de 30 anos buscando meios filtrantes eficientes
Antes da pandemia, poucas pessoas pensavam na relevância de materiais capazes de reter partículas muito pequenas - como os vírus - na passagem de um fluxo gasoso, como no caso do ar que respiramos ao atravessar os diferentes tipos de máscaras. No Laboratório de Controle Ambiental (LCA) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), no entanto, o desenvolvimento dos chamados meios filtrantes e a filtração gás-sólido estão no foco desde 1992, o que faz do grupo, vinculado ao Departamento de Engenharia Química (DEQ) da Universidade, referência nacional e internacional em uma área que está se expandindo rapidamente diante dos desafios impostos pelo Sars-Cov-2, vírus causador da Covid-19.
Em 2021, o grupo divulgou trabalho com fibras produzidas a partir da reciclagem de garrafas PET, capazes de reter até 100% das nanopartículas presentes em um fluxo de ar, incluindo aquelas com as dimensões do Sars-Cov-2 (cerca de 100 nanômetros). Agora, está trabalhando na busca de outros materiais, inclusive biodegradáveis, e, também, impregnados com aditivos biocidas e virucidas como nanopartículas metálicas e outros mais sustentáveis e com menos risco à saúde humana, como óleos essenciais, a partir de financiamento aprovado já no contexto da pandemia.
Além de ajudar a prevenir a Covid-19 e outras doenças respiratórias e infecciosas causadas também por bactérias e fungos, os meios filtrantes são essenciais no enfrentamento de outro problema importante da atualidade, a poluição do ar. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a poluição do ar mata cerca de sete milhões de pessoas por ano em todo o mundo e, no Brasil, a estimativa é de 50 mil mortes por ano. Para tanto, os materiais podem ser aplicados em equipamentos de proteção individual (EPIs) - máscaras, jalecos e outros - e em sistemas para filtração e condicionamento do ar em ambientes como hospitais, escolas e outros edifícios.
"Quando começamos, em 1992, éramos o único laboratório trabalhando com filtração de gases no Brasil, sob a coordenação do professor José Renato Coury. Desde 2000 nossa atenção está voltada a partículas em uma faixa de tamanho pouco estudada, na qual estão os microrganismos. Agora, temos um boom, por causa da pandemia, inclusive com laboratórios mudando de área", situa Mônica Lopes Aguiar, que hoje coordena o Laboratório junto com Vádila Guerra, ambas docentes do DEQ. "Eu já tinha há bastante tempo uma preocupação específica com as infecções hospitalares, com o desenvolvimento de sistemas de ventilação mais eficientes para evitar a proliferação de bactérias e fungos, e sem saber estávamos nos adiantando para uma situação em que é preciso evitar que uma pessoa contaminada em um ambiente fechado cause outras infecções", complementa.
PET
No caso da pesquisa com micro e nanofibras obtidas a partir de PET reciclado - cujos resultados foram publicados nos periódicos Polymers (disponível em www.mdpi.com/2073-4360/13/7/
Um dos principais desafios enfrentados diz respeito à combinação de diferentes parâmetros no processo de eletrofiação, em que um campo elétrico é aplicado a uma gota de solução do polímero (o PET dissolvido em um solvente) na ponta da agulha de uma seringa, resultando na evaporação do solvente e produção da fibra, depositada sobre um coletor fixo ou giratório. A concentração da solução, o diâmetro da agulha, a intensidade do campo aplicado e a distância entre a ponta da agulha e do coletor são só alguns dos parâmetros a serem definidos, combinados e, depois, associados às diferentes características encontradas no material resultante.
"Esses parâmetros interferem, cada um de um jeito, no resultado final. A concentração da solução, por exemplo, interfere no diâmetro da fibra. Outros parâmetros interferem em como a fibra se deposita no coletor, o que interfere na permeabilidade que, por sua vez, estabelece como o fluxo de ar passa pelo material e, assim, determina a queda de pressão", exemplifica Bonfim. "Ou seja, esses parâmetros vão determinar a morfologia das fibras que, por sua vez, interfere na eficiência de coleta e na queda de pressão. E você precisa monitorar todos em conjunto. Então, o desafio inicial foi, a partir da filtração almejada, ir combinando os vários parâmetros para chegar na fibra como a gente queria", acrescenta.
A partir dos testes, os pesquisadores chegaram a uma trama de nanofibras que dispensa um substrato - ou seja, não precisa ser aplicada sobre outro material mais resistente ou estruturado, sendo ela mesma o filtro e o suporte - e alcança até 100% de eficiência na coleta de partículas entre 7 e 300 nanômetros, com queda de pressão muito baixa. "As partículas vão grudando nas fibras e, com isso, o espaço para o ar passar diminui, e é essa obstrução que chamamos de queda de pressão. Se ela é alta, significa que a obstrução acontece rapidamente e você precisa gastar mais energia para o ar passar", explica Bonfim. Em um aparelho de ar condicionado, valores altos de queda de pressão significam gasto maior de energia elétrica; nas máscaras, um esforço muito grande para conseguirmos respirar.
Mais recentemente, em julho de 2020, o grupo de pesquisadores teve projeto incluído entre os 38 selecionados por edital da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) voltado à prevenção e ao combate de epidemias. Com duração de três anos, o projeto visa justamente a continuidade do desenvolvimento de tecidos inteligentes para meios filtrantes com caráter biocida e virucida, e tem a participação, além do grupo vinculado ao Departamento de Engenharia Química - incluindo também o docente André Bernardo e outros estudantes de pós-graduação e pesquisadores de pós-doutorado (Daniela Sanches e Bruno Lima) -, de pesquisadores vinculados aos departamentos de Engenharia de Materiais (Rosário Bretas e Alessandra Lucas) e de Morfologia e Patologia da UFSCar (Clovis de Souza), bem como parceiros da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto (Wanderley Oliveira).
Além deste, o grupo conta também com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
A experiência e os equipamentos existentes no Laboratório, que são raros, fizeram com que, desde o início da pandemia, fosse muito procurado por hospitais para testar a eficiência de máscaras e outros EPIs. "Infelizmente, muitos produtos, como máscaras e jalecos, que nós testamos, não tinham a eficiência anunciada para a venda. Os equipamentos mais comuns testam a eficiência apenas para partículas a partir de 300 nanômetros, não para as nanopartículas na faixa em que trabalhamos, e por isso a legislação não exige esses testes", compartilha Aguiar. "Essa também é uma preocupação nossa, e tenho alunos investigando a questão da regulação. Nós estamos falando de pessoas, de profissionais de Saúde, por exemplo, que acreditam estar protegidos e não estão", alerta.
São Carlos/SP – O Iguatemi São Carlos, em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde, participa novamente da campanha de vacinação contra Covid-19. Localizado no estacionamento do centro de compras, o posto volante está ativo nesta segunda-feira (05) e segue até sexta-feira (09), das 9h às 13h.
Serão imunizadas pessoas com comorbidades, com deficiência permanente (física/ sensorial/ intelectual) acima de 18 anos, profissionais de saúde, motoristas e cobradores do transporte coletivo, além de idosos, com 60 anos ou mais, que ainda não foram vacinados ou que recebem a segunda dose da AstraZeneca e Coronavac.
Para agilizar a vacinação, é indicado efetuar o pré-cadastro no site www.vacinaja.sp.gov.br (não é preciso levar impresso). Também é necessário apresentar documento oficial com foto e CPF e, para quem receberá a segunda dose, o cartão de vacinação.
Serviço
Shopping Iguatemi São Carlos
Endereço: Passeio dos Flamboyants, 200, São Carlos
Informações: www.iguatemisaocarlos.com.br
Horário de funcionamento do Shopping:
BRASÍLIA/DF - Usuários de redes sociais estão compartilhando, em todo o mundo, vídeos em que pessoas que foram imunizadas contra a covid-19 fixam moedas e outros pequenos objetos metálicos no braço. Segundo afirmam os usuários, o fato de conseguirem firmar objetos sobre o local onde é aplicada a vacina comprovaria a existência de um campo magnético contido no imunizante.
As teorias são muitas: desde microchips de identificação e nanorobôs de monitoramento a uma fantasiosa conexão com a rede 5G que permitirá o rastreio em tempo real de cidadãos. O bilionário e filantropista criador da Microsoft, Bill Gates, estaria por trás da suposta nova tecnologia, acreditam alguns internautas.
Mas é possível que a vacina esteja relacionada a alguma dessas afirmações? A Agência Brasil explica.
Desinformação
Segundo o imunologista Renato Kfouri, da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), o que acontece na verdade é uma onda de desinformação que se propaga rapidamente nas redes sociais.
O médico informa que não há qualquer componente magnético na composição das vacinas, e que não é fisicamente possível criar um campo magnético no corpo ao ser imunizado. “Todas as vacinas disponíveis no mundo, e as quatro disponíveis aqui no Brasil, têm em comum a alta segurança. São vacinas extremamente seguras, não relacionadas a efeitos colaterais graves. Todas têm uma excelente eficácia na prevenção das formas graves da covid-19”, afirma Kfouri.
O Ministério da Saúde esclareceu à Agência Brasil que é normal que algumas vacinas multidose - aquelas que vêm em frascos que são utilizados para mais de uma pessoa - usem timerosal - um conservante à base de mercúrio, que tem sido utilizado durante décadas para evitar a contaminação por bactérias e fungos. A quantidade, entretanto, é insignificante e não tem capacidade de gerar os efeitos mostrados nos vídeos.
Mas por que as vacinas geram sintomas?
Na verdade, os sintomas são causados pela resposta imunológica do corpo. Ao reconhecer o antígeno presente na vacina, o corpo automaticamente aciona as defesas naturais para lutar contra o inimigo presumido.
Isso quer dizer que as moléculas presentes na vacina acionam um alarme de perigo. O corpo não consegue diferenciar um vírus ativo das partículas imunizantes contidas na vacina, seja ela baseada na tecnologia de vírus inativado, proteína encapsulada ou de RNA mensageiro - as três principais tecnologias de fabricação de vacinas contra covid-19.
Ao perceber a presença do “invasor”, o corpo dá início a uma cascata complexa de reações. Várias moléculas de defesa são despejadas imediatamente no sistema imunológico. O metabolismo acelera, e o corpo corre para que os monócitos - as células que atuam como soldados para defender o organismo de vírus e bactérias - cheguem ao campo de batalha o mais rápido possível.
“Muitas doenças comuns no Brasil e no mundo deixaram de ser um problema de saúde pública por causa da vacinação massiva da população. Eventuais reações, como febre e dor local, podem ocorrer após a aplicação de uma vacina, mas os benefícios da imunização são muito maiores que os riscos das reações temporárias”, informa o Ministério da Saúde.
A luta geralmente acontece na região onde o imunizante penetrou a corrente sanguínea, ou seja, no braço. A ardência, dor local e a sensação de temperatura aumentada indicam onde a resposta imunológica está sendo aplicada.
É comum que os sintomas pós-vacina sejam idênticos aos da doença, já que o propósito do imunizante é exatamente simular uma invasão bacteriana ou viral (no caso da covid-19) para “treinar” a resposta do corpo contra a doença. A resposta, portanto, condiz com os efeitos que seriam causados pelo vírus vivo, mas sem o risco da replicação descontrolada do agente invasor.
Algumas tecnologias de vacina, no entanto, geram reações mais fortes do que outras devido à quantidade de material viral contido nas doses.
Alimentos contra covid-19?
Segundo informa o Ministério da Saúde, a gravidade da pandemia é proporcional à quantidade de fake news e desinformação. Outro boato recente combatido pelo ministério é o que trata sobre alimentos que teriam efeitos positivos sobre a doença, o que não é fundamentado por nenhuma pesquisa ou estudo até o momento.
“A população deve tomar ainda mais cuidado com as informações que recebe e compartilha no celular e nas redes sociais, principalmente aquelas que garantem uma solução milagrosa, sem evidência científica. Por isso, vale reforçar que qualquer tratamento deve ser indicado por profissional médico”, alerta a pasta.
O Ministério da Saúde também adverte para o fato de a vacina contra gripe não ter absolutamente nenhum efeito imunizante sobre a covid-19 - desinformação também propagada em redes sociais.
*Da Agencia Brasil
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