Especialistas explicam sobre a importância do cuidado emocional com os pais e cuidadores de crianças autistas nesse período e famílias relatam como tem sido a rotina deles com seus filhos em casa.
SÃO CARLOS/SP - Após um ano de pandemia e distanciamento social muitas famílias de crianças autistas têm sentido diretamente as consequências das mudanças de rotina na vida dos filhos. E ainda, em isolamento social, dentro das casas, os desafios são maiores. O medo de contrair o vírus, o stress causado pelo trabalho, angústias de distanciamento do convívio social, todo desgaste psicológico dos pais e cuidadores dentro do contexto de uma pandemia tem chamado a atenção de especialistas. A busca por apoio e orientação parental tem crescido cada vez mais durante esse período:
“Com o aumento das restrições ocasionadas pela pandemia, muitas famílias tiveram seu volume de trabalho aumentado. Enquanto precisam manter seus empregos, ainda há a necessidade de fornecer cuidados em casa e treinamento complementar. Aproveitando o Dia Mundial de Conscientização do Autismo precisamos olhar também para os pais e cuidadores. Para aqueles que dedicam a sua vida ao tratamento dos filhos, divididos entre a rotina do trabalho e da casa. A saúde mental da família, juntamente com o desenvolvimento de habilidades que possam promover o desenvolvimento de independência de seus filhos e filhas, especialmente num momento como esse, precisa ser prioridade. Por isso, além do cuidado às pessoas com autismo, o cuidado aos cuidadores é essencial – a busca pelo acompanhamento psicológico é importantíssima”, explica o Dr. Adriano Barboza - PhD, BCBA, Pesquisador Colaborador no Munroe - Meyer Institute, da University of Nebraska Medical Center, Omaha (NE) e Consultor Técnico do Grupo Conduzir.
Tatiana Teixeira Takasu é advogada, tem 41 anos, é mãe do Miguel de 10 anos - diagnosticado com autismo desde os dois anos e meio. Ela comenta que tem sido desafiador manter as crianças em casa nesse período de pandemia:
“Além do Miguel, tenho também uma filha de 3 anos. Nessa pandemia tudo tem sido um pouco mais difícil. O Miguel gosta muito de ir para a rua, mas não temos saído, por causa da pandemia, ainda mais na fase mais crítica, que interditaram todas as áreas comuns do condomínio. Eu continuo com minha rotina de trabalho. A minha vida é bem corrida, tenho que tomar conta dos filhos, fazer a comida, tem os remédios que tenho que cuidar dos horários para dar ao Miguel. Tudo é bem agitado por aqui.”
Mãe Tatiana Takasu, o marido e os filhos em casa
Tatiana e o marido dividem as tarefas da casa e trabalho para poderem dar conta de todos os afazeres que envolvem as crianças nessa fase de pandemia:
“Tentamos fazer o máximo para que eles não se sintam tão presos - sei que é difícil porque a gente mesmo se sente preso e estressado, com a criança é pior ainda. Compramos para a casa piscina de bolinha, cama elástica, carteira escolar, brinquedos. A casa ficou uma bagunça - meio escola, meio parquinho - mas estamos nos adaptando da melhor maneira que podemos para que eles sintam o menos possível toda essa pressão. Não vejo a hora que tudo isso passe para ele voltar à rotina que era antes”, comenta a mãe.
Miguel - autista de 10 anos - e a irmã de 3 anos brincando em casa durante a pandemia
Karina Frizzi, Psicóloga e Analista do Comportamento - Supervisora ABA do Grupo Conduzir, explica que as principais dificuldades relatadas pelos pais e cuidadores de crianças autistas após um ano de pandemia é mesmo em relação à nova rotina da casa:
“Muitos pais nos buscam dizendo que as atividades diárias das crianças estão diferentes agora. Por exemplo: muitas não estão frequentando a escola e recebem atividades para fazer em casa, ou então precisam acompanhar a aula on-line. Além disso, a visita a familiares, viagens ou passeios também deixaram de acontecer nesse período. Dar conta de toda as tarefas de casa, trabalho e ainda estar 24 horas buscando uma forma de estimular a criança pode ser muito desgastante para as famílias”
Laura Marsolla é professora, tem 54 anos, é mãe de Ana Clara - que é autista e tem 14 anos. Ela fala que no início foi bastante complicado se adaptar à nova rotina de aulas on-line com a filha e toda a família dentro de casa:
“Aqui em casa brincamos que é uma doideira. Como professora, tive que me reinventar para a adaptação das aulas à distância. Tenho também uma filha de 20 anos e meu marido que tem trabalhado de casa. Tem hora que é cada um em um quarto, em reunião. Tivemos que readaptar o quarto da Ana Clara para a nova rotina, tudo para facilitar a organização e montar as tarefas. O dia é bem corrido, mas como minha filha já faz terapia há bastante tempo, ela já tem mais autonomia. Mas sempre passamos no quarto para saber como ela está, se precisa de algo, damos um mimo pra ela comer, ajudamos na organização. Tem sido uma experiência diferente para todos. Reestruturamos tudo por aqui.”
Mãe Laura Marsolla, o marido e as duas filhas
A importância do cuidado emocional com as famílias de crianças autistas
Após um ano de pandemia e distanciamento social é muito importante que as clínicas, escolas e instituições que cuidam das crianças com autismo (sejam elas púbicas ou privadas) acompanhem também as famílias, os cuidadores que estão em contato direto com as crianças dentro das casas, e que também estão restritos quanto à sociabilização e expostos às mudanças drásticas de rotina. Dr. Adriano Barboza, que também é Mestre e Doutor em Teoria e Pesquisa do Comportamento pela Universidade Federal do Pará, explica da importância desse olhar de perto, da orientação parental para esta fase:
“Primeiro de tudo, é importante que cada família possa desenvolver estratégias de autocuidado – saúde mental é extremamente essencial neste momento. Cada cuidador precisa ter uma perspectiva clara de quais são as expectativas de ensino para seu filho ou filha. Essas expectativas precisam ser alinhadas com o que é possível atingir, dentro do plano de ensino de cada indivíduo. Além disso, identificar que estratégias podem ser continuadas em casa é essencial, mas precisa ser feito de forma equilibrada. Ao mesmo tempo que é necessário investir em estabelecer condições para a promoção de comportamentos funcionais, é também preciso investir em criar relações positivas entre mães, pais e filhos(as). Não há aprendizado sem motivação.”
A mãe Laura conta que encontrou um caminho para tentar diminuir o stress e criar atividades que fizessem bem a todos de casa:
“Criamos algumas pausas para tomar lanche, como se fosse o nosso recreio, e fazemos todos juntos. Um importante momento para não passarmos a tarde inteira sem conversar. Além disso, optamos por um passeio de moto no final da tarde, com todos os cuidado de higiene para a nossa proteção. Isso ajudou muito, porque a paixão da Ana Clara é moto. Essa foi uma forma de liberar o stress, porque ela estava tensa. Com o passeio, ela dá gargalhadas, levanta as mãos, abre os braços: é libertador! Um grande escape para a gente. Aqui em casa sempre falamos que a vida tem que ser leve, e que precisamos nos cobrar menos.”
Ana Clara – autista de 14 anos – durante passeio de moto com a mãe
Treinamento para pais - o olhar para a família
Para tentar lidar de uma forma mais leve diante dessa situação complicada de distanciamento social e cuidados com o filho autista em casa, Karina Frizzi - Psicóloga e Analista do Comportamento do Grupo Conduzir - explica que as conversas dos terapeutas com as famílias devem ser voltadas para entender qual o limite de cada uma:
“Estamos vivendo um momento em que nenhum de nós nunca imaginou e estamos todos tendo que nos adaptar. Por sempre quererem o melhor para os filhos, vemos os pais se cobrando porque às vezes não conseguem fazer todas as atividades, brincar com as crianças, ensinar novas habilidades. Mas é muito importante que os pais tenham seus momentos de descanso também, sabendo que estão dando o seu melhor, e que o principal é que quando estão com seus filhos, consigam estar por inteiro e tenham uma interação de qualidade, mesmo que seja por menos tempo do que eles gostariam.”
Parar um pouco e olhar para todas as demandas estabelecendo uma nova rotina para as famílias, pode ajudar muito neste momento. A psicóloga Karina Frizzi ainda continua:
“No nosso trabalho como terapeutas, em nossa clínica, sentimos a necessidade de ter um momento semanal com os pais, que se dedicam tanto aos filhos e passam grande parte do dia com eles. Elaboramos um “Treinamento para Pais” de maneira remota e, durante a intervenção, os pais são constantemente orientados pela equipe. Um momento onde podemos ensinar mais um pouco sobre como os cuidadores podem ajudar os filhos a aprender novas habilidades, manejar comportamentos, entre outras coisas. Esse tipo de ação é muito relevante para a qualidade de vida de toda a família.”
A mãe Laura faz parte desse grupo e fala sobre a importância dele para a família:
“Eu acho fantástica a preocupação desse olhar para os pais. Saber como estamos lidando com o filho autista em casa, se estão em crise ou não, e como lidar com essas situações. Sempre que eu não sabia o que fazer, me ajudaram prontamente. Sem contar que é muito positiva essa troca com os outros pais, compreender outra visão, ouvir histórias, para avaliar como está a nossa. Eu penso que se os pais estão emocionalmente tranquilos, os filhos também estão. E o contrário também é real.”
A mãe Tatiana também complementa:
“Espero sempre poder participar mais para trocar ideias e crescer. Tudo o que for pra melhorar, estou disposta a aprender. Apesar da correria do dia a dia, tento me dividir entre casa, crianças e trabalho para poder me dedicar a este tempo importante para todos nós”
Terapia ABA para crianças com autismo
A intervenção em ABA (Análise do Comportamento Aplicada) é comprovada cientificamente e indicada pela OMS (Organização Mundial as Saúde) para o tratamento de crianças com autismo. Durante o período de pandemia, os pais precisaram adaptar a rotina das crianças até mesmo em relação às terapias, para que os riscos de prejudicar o desenvolvimento dos filhos em isolamento social fossem minimizados:
“Temos certeza que os pais sempre estão em busca do que é melhor para seus filhos. Eles vão atrás da informação em diferentes lugares e pessoas para decidirem qual a intervenção mais eficaz para o desenvolvimento das crianças. Quando falamos em ABA, falamos de ciência, de uma intervenção cientificamente comprovada. Tudo o que acontece nesse tipo de terapia deve ser registrado e analisado para avaliar os progressos. Mas a intervenção vai muito além do momento da terapia e, por isso, é imprescindível ter a família como parceira, já que são eles quem passam a maior parte do tempo com a criança. Quando os pais estão preparados para manejar os comportamentos e aproveitar oportunidades para ensinar novas habilidades, a aquisição dessas novas habilidades acontece de forma muito mais rápida.”, comenta Karina Frizzi.
O apoio dos pais para o desenvolvimento dos filhos, com a aplicação da Análise do Comportamento Aplicada (ABA) ao autismo é de grande importância para o acompanhamento das novas habilidades adquiridas. Seja a Intervenção em ABA aplicada de forma on-line ou presencial, é sempre importante verificar com o supervisor como a família pode acompanhar e adaptar as atividades que podem ser realizadas em casa - de acordo com o tempo, rotina e habilidades da criança - assim como explica o Dr. Adriano Barboza, Consultor Técnico do Grupo Conduzir:
“Mesmo com as mudanças de ensino presencial para o ensino on-line, há muitas pessoas com autismo que não possuem habilidades necessárias que as possibilitem acompanhar as aulas de maneira remota, como permanecer sentado, atentar às tarefas que são apresentadas, pedir permissão para falar, responder às instruções no momento em que são fornecidas. Portanto, é importante avaliar adequadamente quais habilidades precisam ser estabelecidas antes de iniciar o processo de ensino em outros formatos. As famílias definitivamente são grandes aliadas nesse processo, porque são elas que irão realizar a implementação dos protocolos necessários em casa. Assim que se recebe a informação de que haverá alguma mudança de rotina, é importante estabelecer um protocolo de transição. Através da elaboração de um protocolo de transição, adaptações ambientais são gradativamente incorporadas com o objetivo de melhor adaptar o indivíduo autista às mudanças que virão.”
A mãe Tatiana preferiu manter as terapias em casa, presencialmente, com todo o cuidado sanitário necessário para preservar a saúde da família e das próprias profissionais:
“Sempre tomamos os cuidados para que todos estejam seguros. Tiramos os sapatos ao entrar em casa, peço também para as terapeutas trocarem de roupa. Utilizamos álcool em gel, máscara. Eu tenho muito medo, principalmente por causa das crianças, e porque tenho meus pais idosos. Tentamos tomar esses cuidados que acho extremamente necessário.”
Filhos da mãe Tatiana dentro do estacionamento do condomínio
A mãe Laura preferiu manter as terapias de forma on-line. Após adaptações acredita que foi de grande importância não interromper o tratamento da filha por conta da pandemia:
“Decidimos voltar para a terapia on-line assim que a situação da pandemia ficou ainda mais preocupante. Eu até achei que no início não seria tão proveitoso, mas no caso da minha filha percebi que manteve a mesma qualidade. A Ana Clara fica bastante empolgada, a terapeuta envia o link e logo minha filha abre a conversa através da chamada de vídeo. Elas jogam on-line, veem até filme juntas! Tudo para adaptar às vivências, linguagens e situações da idade da minha filha. Isso porque estamos todos privados da interação social, dos amigos, e claro que isso faz muita falta, ainda mais na idade dela. Mas percebo que a terapia vai em busca de recursos para suprir isso da melhor maneira.”
Ana Clara durante aula on-line em casa
A psicóloga Karina Frizzi explica que a aplicação da terapia (seja ela de maneira remota ou presencial - com os devidos cuidados de higiene) é uma escolha da família. E é importante lidar com tal escolha, para atender a necessidade de cada um:
“Estamos vivendo um momento que é novo para todos, então, precisamos nos adaptar e entender a decisão de cada um. O nosso papel enquanto profissionais é achar a melhor forma de continuar estimulando nossas crianças sem sobrecarregar essa família, e dentro das condições que elas se sentem seguras naquele momento.”
Mês Mundial do Autismo e a empatia com o cuidador
E para relembrar o Mês Mundial de Conscientização do Autismo, é importante ter o olhar atento também ao cuidador, aos pais que estão lado a lado acompanhando toda a adaptação e mudança de rotina das crianças. A conscientização também pode e deve ser através do olhar da empatia e de respeitar os limites de cada família. A psicóloga do Grupo Conduzir, Karina Frizzi, deixa um recado aos pais:
“Pais, respeitem os seus limites. Todos precisamos de cuidado e empatia, mas vejam se estão tendo isso com vocês. Vocês são guerreiros e batalhadores. Estão lutando sempre para dar o melhor aos seus filhos, para acabar com o preconceito, para que seus filhos sejam cada vez mais independentes. Com toda a certeza, este ano está sendo novo para todo mundo. Vocês já passaram por uma situação nova e precisaram se adaptar e viver um “mundo novo”. Todos temos muito o que aprender com vocês, pais, que são verdadeiros exemplos de determinação e luta.”
Lives gratuitas – ao vivo no Mês Mundial do Autismo
O Grupo Conduzir - equipe especializada de profissionais que oferece atendimento multidisciplinar para pessoas com autismo – disponibiliza, gratuitamente, através do Instagram: https://www.instagram.com/
Os temas abrangem conversas sobre a conscientização e inclusão de pessoas com autismo. Com o objetivo de informar a população e derrubar os preconceitos sobre o TEA (Transtorno do Espectro Autista), as lives serão voltadas ao público com o intuito de entender, compreender e incluir - etapas seguidas de uma “jornada que luta por um mundo melhor”. Assim como conta Karina Frizzi:
“O objetivo das lives é falarmos mais sobre o assunto do autismo, conscientizarmos pessoas e também as instituições que atendem os autistas. O quão importante é esse olhar e cuidado com as famílias e como isso pode ser feito da maneira mais humanizada possível.”
CONTATOS PARA ENTREVISTAS (podem ser feitos também de maneira remota):
A Get Comunicações disponibiliza para a imprensa os seguintes contatos:
- Fonte Karina Frizzi - Psicóloga e Analista do Comportamento - Supervisora ABA – do Grupo Conduzir
- Fonte Dr. Adriano Barboza, PhD, BCBA, Pesquisador Colaborador no Munroe- Meyer Institute, da University of Nebraska Medical Center, Omaha (NE), Consultor Técnico do Grupo Conduzir. Mestre e Doutor em Teoria e Pesquisa do Comportamento pela Universidade Federal do Pará
- Personagem Laura Marsolla, 54 anos, professora - mãe de Ana Clara – 14 anos, autista
- Personagem Tatiana Teixeira Takasu, 41 anos, advogada – mãe de Miguel – 10 anos, autista
INFORMAÇÕES - GRUPO CONDUZIR
O Grupo Conduzir possui uma equipe especializada de profissionais das áreas de Psicologia, Fonoaudiologia, Terapia Ocupacional e Psicopedagogia que oferece um atendimento multidisciplinar, sempre com base teórica, treinamento e supervisão analítico-comportamental. Proporciona aos seus clientes o desenvolvimento de suas habilidades por meio de práticas baseadas em evidência.
O foco de trabalho da equipe de profissionais do Grupo Conduzir é o atendimento de crianças, adolescentes e adultos com transtornos do neurodesenvolvimento,
Para mais informações sobre o Grupo Conduzir, acesse: http://www.grupoconduzir.com.
Vídeo Grupo Conduzir:
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Andradina/SP - A Unidade Móvel do Hospital do Amor de Barretos estará em Andradina em maio de 2021 para realizar exames de mamografia, de forma gratuita a todas as mulheres andradinenses que tenham idade entre 40 e 69 anos.
“Todas precisam agendar o seu exame o quanto antes. Realizar o exame para detecção do câncer de mama garante um cuidado especial para uma boa saúde. As mulheres interessadas já podem se cadastrar para o exame nas unidades básicas de saúde mais próximas de suas casas”, disse a coordenadora da Ação Primária da Saúde do Município, Carla Back.
No período em que a carreta estiver na cidade ela será itinerante, estando presente nos principais bairros de Andradina graças a uma parceria do Governo de Andradina e o Hospital do Amor de Barretos.
A carreta do Hospital de Câncer de Barretos é equipada com dois mamógrafos digitais de última geração, e por ser um equipamento de alta tecnologia, pode detectar o câncer ainda numa fase bem inicial, o que facilita o tratamento. Além disso, a equipe da carreta é composta apenas por mulheres, para evitar constrangimento das pacientes.
A Secretaria Municipal de Saúde informa que o exame é totalmente gratuito, mas é necessário agendar o exame com apresentação do xérox do CPF, RG, Cartão Nacional do SUS e comprovante de residência. Não é necessário nenhum tipo de pedido médico.
O agendamento é feito pelas unidades de saúde e as mulheres passarão pelo exame na carreta de mamografia no dia e horário agendado. Os agentes comunitários de saúde vão casa a casa informar sobre a data e horário da realização dos exames das mulheres cadastradas
SÃO CARLOS/SP - O nome do farmacêutico e empresário Christiano Caldas de Almeida foi oficialmente atribuído à Unidade Básica de Saúde (UBS) do loteamento Vida Nova São Carlos, conforme a Lei Municipal Nº 20.066 – de iniciativa do vereador Marquinho Amaral – publicada no último dia 26 no Diário Oficial. Christiano, que era proprietário da rede de farmácias Rosário, ex-vereador e diácono permanente da Diocese, faleceu em 1º. de agosto do ano passado, aos 84 anos.
A UBS, cujas obras já foram concluídas no loteamento localizado no prolongamento da avenida Regit Arab, próximo a Rodovia Luís Augusto de Oliveira (SP-215), irá atender os moradores daquele bairro e também dos residenciais Planalto e Itatiaia, na zona sul da cidade.
O vereador Marquinho Amaral saudou a promulgação da lei denominativa e ressaltou que a homenagem a Christiano Caldas de Almeida representa um “tributo de reconhecimento da cidade a uma personalidade honrada e exemplar ao se colocar a serviço da comunidade, sobretudo das pessoas mais necessitadas”.
“É importante que uma unidade de saúde tenha seu nome, para perpetuar a lição de vida de um homem que teve uma extraordinária capacidade de empatia para com as pessoas, ensinando com atitudes concretas e de maneira desprendida”, afirmou o parlamentar.
Nascido em 1º. de março de 1936, Christiano Caldas de Almeida era filho de Reni e Pedro de Almeida, o “Pedrinho”, tradicional farmacêutico, fundador em 1931 da Farmácia Nossa Senhora do Rosário na rua 15 de Novembro, onde desde os 8 anos de idade, Christiano ajudava o pai.
Tendo feito seus estudos iniciais nas escolas da Vila Nery, no Paulino Carlos e no Diocesano em São Carlos, Christiano seguiu para o Rio de Janeiro, de onde regressou para assumir a direção da farmácia, destacando-se pela eficiência e espírito humanitário no atendimento, chegando a doar remédios para pessoas que necessitavam.
Aos 23 anos conquistou uma cadeira na Câmara Municipal pela UDN, pautando sua atuação na seriedade e empenho em favor das causas sociais. Exerceu a vereança no período de 1/1/1960 a 31/12/1963. Casado com Inelide Dotto de Almeida e pai de quatro filhos (Maria Christina, Pedro Antônio, Mario Eduardo e Christiano Fernando), fez parte da primeira turma de Diáconos Permanentes da Diocese de São Carlos, ordenado em 26 de dezembro do ano 2000. Sua atuação na Paróquia de São Sebastião incluía visita aos doentes na Santa Casa e em residências. Homem de oração e caridoso, Christiano deixou sua relevante marca na sociedade são-carlense e na Igreja.
FRANÇA - Líderes de 23 países e a Organização Mundial da Saúde (OMS) apoiaram nesta terça-feira a ideia de criar um tratado internacional que ajudaria com emergências de saúde futuras, como a pandemia de coronavírus, endurecendo as regras de compartilhamento de informações.
A ideia de tal tratado, que também visa garantir um acesso universal e igualitário a vacinas, foi sugerida pelo presidente dos líderes da União Europeia, Charles Michel, em uma cúpula do G20 em novembro.
O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, endossa a proposta, mas negociações formais não foram iniciadas, disseram diplomatas.
Em uma coletiva de imprensa na terça-feira (30), Tedros disse que um tratado abordaria lacunas expostas pela pandemia da Covid-19. O esboço de uma resolução para negociações poderia ser apresentado aos 196 países-membros da OMS em sua reunião ministerial anual em maio, disse ele.
A OMS é criticada pela maneira como trata da pandemia da Covid-19, e foi acusada pelo governo do ex-presidente norte-americano Donald Trump de ajudar a China a acobertar a amplitude do surto, o que a agência nega.
Visto pela Reuters na segunda-feira, um estudo conjunto da OMS e da China sobre a origem da Covid-19 sustenta que o vírus provavelmente foi transmitido de morcegos a humanos através de outro animal e que um vazamento de laboratório é "extremamente improvável" como causa, mas deixou muitas perguntas sem resposta e pediu mais pesquisas.
Ainda nesta terça-feira, a proposta do tratado recebeu o apoio formal dos líderes de Fiji, Portugal, Romênia, Reino Unido, Ruanda, Quênia, França, Alemanha, Grécia, Coreia, Chile, Costa Rica, Albânia, África do Sul, Trinidad e Tobago, Holanda, Tunísia, Senegal, Espanha, Noruega, Sérvia, Indonésia, Ucrânia e da própria OMS.
"Haverá outras pandemias e outras grandes emergências de saúde. Nenhum governo ou agência multilateral individual consegue enfrentar esta ameaça sozinho", escreveram os líderes em um artigo de opinião conjunto publicado em grandes jornais.
"Acreditamos que nações deveriam trabalhar juntas por um novo tratado internacional de prontidão e reação a pandemias."
Os líderes da China e dos Estados Unidos não assinaram a carta, mas Tedros disse que as duas potências reagiram positivamente à proposta e que todos os Estados serão representados em conversas.
O tratado complementaria as Regulamentações Internacionais de Saúde da OMS, em vigor desde 2005, através da cooperação no controle das cadeias de suprimentos, no compartilhamento de amostras de vírus e na pesquisa e desenvolvimento, explicou Jaouad Mahjour, diretor-assistente da OMS.
*Por Agência Reuters
Ação é fruto da articulação entre a Secretaria Municipal de Saúde e o Hospital Universitário
SÃO CARLOS/SP - Desde a semana passada, o Hospital Universitário da Universidade Federal de São Carlos (HU-UFSCar/Ebserh) está promovendo capacitações para médicos que atuam nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) do município e médicos residentes. As atividades são realizadas em encontros presenciais na Unidade de Simulação em Saúde (USS), que fica na área Norte do Campus São Carlos, seguindo todos os protocolos de segurança recomendados em virtude da pandemia de Covid-19.
As capacitações "Atuação médica na parada cardiorrespiratória" e "Acesso a vias aéreas superiores (intubação)" foram realizadas em cinco encontros com 33 médicos que atuam nas UPAs da cidade. Nas próximas duas semanas, outra turma de profissionais médicos e residentes participa de capacitações com a temática "Parada cardiorrespiratória e ventilação pulmonar". As capacitações consistem em aulas expositivas e práticas simuladas em manequins, orientadas por Paulo Ramacciotti, chefe da Unidade de Gerenciamento de Atividades de pós-graduação do HU, e Paulo de Oliveira Vasconcelos Filho, docente do Departamento de Medicina da UFSCar.
A organização e realização das atividades também contam com o apoio de Rafael Luporini, docente do DMed e coordenador da USS, e a colaboração de Flávia Cassemiro, técnica de Enfermagem da Unidade.
Thiago Russo, gerente de Ensino e Pesquisa do HU e docente do Departamento de Fisioterapia da UFSCar, fala sobre o objetivo das capacitações: "Apoiar a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de São Carlos na capacitação dos profissionais médicos que atuam nas unidades de pronto atendimento da cidade. Trata-se de uma ação importante que mostra a articulação entre SMS e a UFSCar".
Para Amanda Tobal Verro, médica de uma UPA de São Carlos que participou da primeira turma dessas capacitações, "o curso é de extrema excelência, fornecendo conteúdo teórico e prático, que não recebemos no nosso dia a dia. As aulas práticas tiveram conteúdo muito atualizado, tanto da Sociedade Brasileira de Anestesiologia, quanto de sites internacionais que fornecem o conteúdo mais novo que existe". Além das novidades, a médica ressaltou a oportunidade de colocar em prática as técnicas de intubação e acessos centrais dos pacientes e também destacou a qualidade do material disponibilizado no curso.
De acordo com Russo, novas capacitações serão oferecidas para atender outras demandas da SMS de São Carlos e também para outros grupos de profissionais, como os enfermeiros.
OTTAWA/TORONTO - Autoridades de saúde do Canadá disseram que não oferecerão mais a vacina contra Covid-19 da AstraZeneca para pessoas com menos de 55 anos e solicitaram uma nova análise dos benefícios e riscos do imunizante com base em idade e gênero.
A decisão vem na esteira de relatos de coágulos sanguíneos raros, sangramentos e, em alguns casos, mortes após a vacinação, sobretudo em mulheres jovens. Nenhum caso do tipo foi relatado no Canadá, onde cerca de 307 mil doses da AstraZeneca já foram administradas.
"Estamos interrompendo o uso da vacina da AstraZeneca em adultos de menos de 55 anos à espera de uma análise adicional dos riscos e benefícios", disse o vice-chefe canadense de saúde pública, Howard Njoo, em uma entrevista à mídia.
O Conselho Nacional de Aconselhamento de Imunização (Naci), um grupo de especialistas independentes, informou que a taxa de incidência de coágulos ainda não está clara. Até agora, 40% das pessoas que os desenvolveram morreram, mas esta cifra pode baixar à medida que mais casos são identificados e tratados precocemente, disse a entidade.
"Com base no que se sabe neste momento, existe uma incerteza substancial sobre o benefício de se oferecer a vacina contra Covid-19 da AstraZeneca a adultos de menos de 55 anos", disse o conselho em uma recomendação por escrito.
A AstraZeneca disse em um comunicado que respeita a decisão do Naci e que está trabalhando ativamente com a avaliação das autoridades de saúde do Canadá. A farmacêutica britânica também reiterou que as autoridades do Reino Unido, da União Europeia e também da Organização Mundial da Saúde (OMS) consideram que os benefícios do produto superam de longe os riscos em todas as faixas etárias.
Mais tarde, Njoo observou que o Canadá está adotando esta abordagem "prudente" porque vacinas alternativas estão disponíveis – até agora, a maioria do suprimento canadense veio da Pfizer e da Moderna.
Pessoas com mais idade correm mais risco de hospitalização e morte da Covid-19, e a complicação parece ser mais rara nos mais velhos, disse o Naci, por isso podem receber a vacina "com um consentimento informado".
*Por David Ljunggren e Steve Scherer / REUTERS
SÃO CARLOS/SP - Na sexta-feira (26), a Comissão de Direitos da Pessoa com Deficiência da Câmara Municipal de São Carlos, que é presidida pelo vereador Bruno Zancheta (PL), tem como secretário o vereador Ubirajara Teixeira (PSD) e como membro o vereador Robertinho Mori (PSL), acompanhou a entrega de documentos do "Instituto Rico Viver" ao Departamento de Convênios da Prefeitura.
O Instituto Rico Viver prestava os serviços de equoterapia no município até setembro do ano passado e os documentos entregues pelo presidente da organização, Rico Basano, são referentes às prestações de contas dos serviços já oferecidos.
A entrega dos documentos foi um dos encaminhamentos pedidos em audiência pública realizada na noite do último dia 16, na qual foi possível entender as causas da interrupção no oferecimento das atividades de equoterapia.
Os vereadores frisaram que o primeiro passo foi cumprido pelo presidente do Instituto. Eles também ressaltaram a importância da Câmara Municipal em fiscalizar e entender as demandas para que possam ser resolvidas da melhor forma possível.
SÃO PAULO/SP - Em reunião online na segunda-feira (29), a Federação Paulista de Futebol (FPF), os 16 clubes da série principal do Paulistão, os Sindicatos dos Atletas, dos Árbitros e dos Treinadores apresentaram, em nota oficial, um protocolo ainda mais rigoroso para tentar evitar os riscos de transmissão do novo coronavírus (covid 19). O modelo prevê a organização de ambientes controlados, em que os clubes ficarão isolados em centros de treinamento ou hotéis, se deslocando apenas para os jogos. O documento cita ainda maior frequência de testagens, redução de efetivo de pessoas nos jogos, entre outras medidas.
A FPF explica que o novo protocolo será submetido ao Ministério Público e ao Governo do Estado de São Paulo. Devido à alta da pandemia, os jogos de futebol estão proibidos desde o dia 15 de março. Na sexta-feira (26), o governo paulista prorrogou a suspensão do Paulistão até o dia 11 de abril.
“Os clubes e a FPF ressaltam que este cenário com a renovação da fase emergencial gera um enorme retrocesso no controle de saúde dos atletas e comissões técnicas, além de um enorme prejuízo técnico”, explica a nota da Federação, que espera conseguir autorização das autoridades para realizar jogos até 11 de abril. O aprimorado protocolo foi realizado pelo Comitê Médico da FPF, em conjunto com médicos dos 16 clubes da série principal do Campeonato Paulista.
Nota Oficial - Reunião - Paulistão Sicredi | https://t.co/kt1Yg9e02y
— Federação Paulista de Futebol - FPF (@FPF_Oficial) March 29, 2021
*Por Rodrigo Ricardo - Repórter da TV Brasil e Rádio Nacional
*Por: Agência Brasil
BRASÍLIA/DF - O governo federal irá distribuir 11 milhões de doses de vacinas contra a covid nesta semana (de 28.mar.2021 a 2.abr.2021). A informação foi divulgada pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, neste sábado (27) em entrevista à Globonews.
“Esta semana [serão distribuídas] 11 milhões de vacinas. Elas já chegaram, vão ser distribuídas para os estados segundo critérios do Plano Nacional de Imunização”, disse Queiroga. As vacinas que serão distribuídas serão são a CoronaVac, produzida no Brasil pelo Instituto Butantan, e o imunizante de Oxford/Astrazeneca, fabricada pela Fiocruz.
O número de doses que cada Estado irá receber não foi divulgada. O governo as distribui de forma proporcional à população de cada unidade da Federação. O Poder360 questionou o Ministério da Saúde sobre o número de vacinas que será distribuída para cada um dos Estados, mas não obteve resposta até a publicação deste post.
A plataforma do SUS sobre a vacinação contra a covid mostra que 33.66.976 doses de vacinas já foram distribuídas aos Estados. Isso não representa necessariamente a quantidade de doses que já foram distribuídas aos municípios, já que depende dos esforços dos governos estaduais em redistribuir as unidades que chegaram da União. O painel foi atualizado às 17h37 deste sábado (27).
Segundo a plataforma CoronavirusBra1, o país já usou 19.952.550 das doses que adquiriu. O Brasil aplicou a 1ª dose em 15.273,114 pessoas e a 2ª em 4.679.436.
Na entrevista, o ministro da Saúde voltou a afirmar que pretende que o país vacine 1 milhão de pessoas por dia no começo de abril. Também disse que irá conversar com representantes dos Estados Unidos e China nos próximos dias. Diz que tentará viabilizar o envio de mais doses para o Brasil.
“EUA e China são parceiros importantes do Brasil, que têm um potencial de produção de vacinas. Nós estamos dialogando com eles como sempre fizemos”, declarou Queiroga.
*Por: PODER360
Acesso está restrito às pessoas que trabalham na Universidade, e com limitação também de acordo com faixas de horário
SÃO CARLOS/SP - A Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) informa que, devido à situação cada vez mais crítica da pandemia de Covid-19 em todo o Brasil e, muito particularmente, nas regiões onde a UFSCar está instalada, em resposta a demandas e necessidades urgentes para diminuição dos riscos de contaminação no interior dos próprios campi e em cumprimento às determinações da Fase Emergencial do Plano São Paulo, serão aplicadas novas medidas restritivas para limitação da circulação nos quatro campi - Araras, São Carlos, Sorocaba e Lagoa do Sino - a partir da próxima segunda-feira (29/3).
A proposta aprovada na sexta-feira (26/3) pelo Conselho Universitário (ConsUni) define que a entrada nos campi está autorizada apenas à comunidade universitária (docentes, técnico-administrativos, estudantes e prestadores de serviços terceirizados). A comunidade terá este acesso liberado (mediante identificação) entre 6 e 20 horas. Fora deste horário (entre 20 e 6 horas, portanto), e aos finais de semana, a entrada será permitida apenas a residentes da moradia estudantil e pessoas da comunidade atuantes em atividades essenciais, que estejam previamente autorizados pelas áreas (a partir de listas que serão elaboradas por Diretores de Centro e Chefes de Departamentos nos próximos dias, por meio de procedimentos que estão sendo estabelecidos).
Também ficou estabelecido o funcionamento de apenas um acesso ao Campus São Carlos, que será a portaria da Área Sul.
As medidas seguem vigentes por tempo indeterminado, com reavaliação permanente com base no cenário pandêmico.
As novas restrições se fazem indispensáveis para assegurar a saúde e segurança da comunidade universitária, especialmente residentes no Campus São Carlos e trabalhadores em atividades essenciais, bem como de toda a população, diante da ainda grande circulação de pessoas e eventuais aglomerações nas áreas externas do Campus para práticas de lazer e atividade física.
Ciente da importância dessas atividades para a saúde física e mental de todas as pessoas, a Administração Superior da UFSCar lamenta a necessidade de sua interrupção, mas reitera serem estas as únicas medidas capazes de conter a transmissão da Covid-19 neste momento e, com isso, voltar a contar com a possibilidade de medidas para controle, mitigação e, esperamos que em um futuro não tão distante, fim da pandemia.
"Nosso compromisso é com a preservação da vida. Estamos no momento mais crítico da pandemia desde o seu início no Brasil, e é nosso dever enquanto universidade intensificar as ações para o seu enfrentamento, ações de fato eficazes, baseadas na Ciência, para garantir a segurança e a saúde da nossa comunidade e da população em geral, bem como dar o exemplo e ser fonte de inspiração para a sociedade como um todo", destaca a Reitora Ana Beatriz de Oliveira, que se dirigiu à comunidade universitária e à população como um todo também em vídeo disponível em https://bit.ly/2QJ5uDt.
A decisão inclui, também, a realização de campanha para orientar todas as pessoas sobre a obrigatoriedade e o correto uso de máscaras nas dependências da UFSCar, bem como informar a sociedade sobre as normas adotadas como medida necessária e eficaz para controlar a pandemia, além de sensibilizar o poder público para que ações semelhantes de isolamento social rígido sejam adotadas nos municípios onde a UFSCar está inserida, bem como em todo o País.
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