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UCRÂNIA - Após meses de impasse em torno da estratégica cidade de Bakhmut, em Donetsk, no leste da Ucrânia, forças russas mudaram sua tática e conseguiram avançar para uma posição que pode lhes permitir romper as defesas ucranianas na região.

De acordo com blogueiros militares russos e avaliação do Ministério da Defesa do Reino Unido, tropas do grupo mercenário russo Wagner controlam quase toda Soledar, uma cidadezinha de 10 mil habitantes famosa por sua mina de sal, que fica 15 km a nordeste de Bakhmut.

Desde outubro, russos e ucranianos transformam a região numa terra arrasada, um moedor de carne humana na definição das Forças Armadas de Kiev. Bakhmut é hoje mais ruína, ao estilo do que ocorreu em Mariupol, tomada pelos russos no mais sangrento cerco da guerra iniciada em fevereiro de 2022.

As linhas de suprimento para as forças da Ucrânia em Bakhmut foram interrompidas. Na segunda (9), o presidente Volodimir Zelenski disse que, "graças à resistência em Soledar, ganhamos tempo", sem especificar para quê. Donetsk é, das quatro regiões anexadas por Vladimir Putin em setembro, a menos controlada pelos russos talvez algo mais do que 50% dela esteja em mãos de Moscou. Há ações ofensivas também em Liman, cidade de onde os russos se retiraram em outubro, e Adviika.

A situação difícil consolida o fim da onda de otimismo exagerado acerca do momento pró-Kiev da guerra, que se mostrava evidente pela sequência de boas notícias para Zelenski: a retomada de territórios em Kharkiv, no nordeste do país e a retirada de forças russas da margem oeste do rio Dnieper em Kherson, abandonando a capital regional homônima, maior cidade que haviam conquistado.

Houve lances mais simbólicos, como os ataques com drones a bases aéreas no interior da Rússia e um ataque mortífero contra uma base com recrutas em Donetsk, mas o fato é que do fim do ano para cá o impasse voltou a dominar a cena com um viés favorável aos russos, que têm tido tempo para se reorganizar e empregar os 320 mil reservistas que mobilizaram para os moedores de carne a oeste.

"Os soldados são feridos e morrem de frio ou de perda de sangue, sem que ninguém os colete", afirmou o analista militar ucraniano Oleh Jdanov no YouTube, pintando um quadro mais cruel do lado do adversário.

No sul do país, os ucranianos não conseguiram avançar além das linhas defensivas mais elaboradas dos russos na margem leste do Dnieper, e Moscou segue impondo uma campanha punitiva contra civis, mirando com mísseis e drones suicidas a infraestrutura energética do país em pleno inverno.

Na semana passada, após grande protelação, países ocidentais anunciaram o envio de blindados para a Ucrânia, exatamente o tipo de armamento necessário para a campanha no leste que pressupõe seu emprego para romper linhas, no que de resto é uma grande batalha de artilharia.

Os números, contudo, ainda são modestos, e não há sinais de tanques de guerra, uma demanda de Kiev. Os EUA enviarão 50 blindados de combate de infantaria Bradley, a Alemanha, 40 similares Marder e a França, um número incerto de tanques leves AMX.

Se ficar nisso, não deve ser suficiente para mudar o rumo da guerra, assim como as complexas baterias antiaéreas Patriot americanas, que serão cedidas por países da Otan, a aliança militar liderada pelos EUA, como a Alemanha representantes do Pentágono confirmaram à imprensa americana nesta terça que receberão em breve soldados ucranianos para treiná-los a operar o sistema. Se o influxo aumentar, como no caso dos lançadores de foguetes Himars, o impacto pode ser significativo.

Zelenski quer ao menos 300 novos tanques ocidentais. Da sua frota de 987 veículos pré-guerra, acrescida de 230 modelos soviéticos T-72 da Polônia, ao menos 444 foram destruídos, de acordo com o site de monitoramento militar holandês Oryx. O Reino Unido, segundo a imprensa local, estuda enviar alguns modelos pesados Challenger-2, buscando assim incentivar a Alemanha a fazer o mesmo movimento com seus modernos Leopard-2. Um ex-comandante da Otan, o general britânico Richard Shirreff, disse à rádio londrina LBC que "o Ocidente deveria ter enviado tanques muito antes".

Putin já sinalizou que, ao menos neste momento, estaria satisfeito em negociar uma paz que o deixasse com os nacos que anexou da Ucrânia, cerca de 20% dos territórios do país, incluindo a Crimeia, que absorveu em 2014. Kiev não aceita, por óbvio, tal posição.

No Ocidente, o momento russo não passou despercebido. Após semanas falando sobre o que considerava derrota certa de Moscou, o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, afirmou nesta terça (10) que "não se deve subestimar a Rússia". Assim, além de fazer um "hedge" acerca da situação em campo, abre espaço para o aumento no envio de armas para Kiev, algo que tem sido ajustado ao longo do conflito pelo temor de que os russos considerassem o fornecimento de caças, por exemplo, um envolvimento direto demais da aliança no conflito arriscando uma Terceira Guerra Mundial.

 

 

por IGOR GIELOW / FOLHA de S. PAULO

UCRÂNIA - As autoridades pró-russas na região de Donetsk, no leste da Ucrânia, anunciaram na segunda-feira que assumiram o controlo da cidade de Bajmutske, a sul de Soledar, ao avançarem para a cidade de Bajmut, que Kiev vê como um símbolo da "indomitabilidade" do país.

"Hoje, 9 de Janeiro de 2023, Bakhmutske foi libertado no território de Donetsk pelas Forças Armadas russas", disse o exército numa mensagem na sua conta do Telegrama.

As forças russas continuam as suas operações com o objectivo de finalmente verem Bajmut cair, apesar das tentativas falhadas de confiscar a área até agora.

A cidade emergiu recentemente como um dos pontos quentes do conflito na Ucrânia. As autoridades de Kiev têm repetidamente detalhado que é em Bakhmut que a Rússia está agora a concentrar a maior parte dos seus esforços para confiscar a cidade.

 

 

Fonte: (EUROPA PRESS)

por Pedro Santos / NEWS 360

RÚSSIA - O chefe da Igreja Ortodoxa na Rússia, Patriarca Kirill, pediu na quinta-feira uma trégua na guerra na Ucrânia entre sexta-feira e sábado para assinalar as celebrações do Natal Ortodoxo.

"Eu, Kirill, Patriarca de Moscovo e Toda a Rússia, apelo a todas as partes envolvidas no conflito interno para que mantenham um cessar-fogo e estabeleçam uma trégua de Natal a partir do meio-dia de 6 de Janeiro até à meia-noite de 7 de Janeiro, para que a população ortodoxa possa assistir à missa na véspera de Natal e no dia do nascimento de Jesus Cristo", disse ele numa mensagem publicada no website da Igreja Ortodoxa Russa.

A guerra na Ucrânia eclodiu a 24 de Fevereiro por ordem do Presidente russo Vladimir Putin, que dias antes tinha reconhecido a independência das autoproclamadas repúblicas de Donetsk e Lugansk, localizadas na região de Donbas (leste) e o cenário de conflito desde 2014.

 

 

Fonte: (EUROPA PRESS)

por Pedro Santos / NEWS 360

UCRÂNIA - As Forças Armadas russas destruíram na terça-feira um arsenal do exército ucraniano numa nova ofensiva nas proximidades de Kupiansk, Krasno-Limansk e Yuzhno-Donetsk, onde as tropas russas continuam a avançar.

O porta-voz do Ministério da Defesa russo Igor Konashenkov afirmou numa declaração que o arsenal em questão estava localizado na estação ferroviária de Druzhkovka, também na região de Donetsk, e informou que o ataque resultou na destruição de duas instalações de sistemas de lançamento de mísseis múltiplos HIMARS de fabrico norte-americano.

"Como resultado de um complexo confronto com o inimigo nas áreas de Krasnoye, Petrivskoye, Nevelskoye e Pobeda em Donetsk, 90 militares ucranianos foram mortos e dois tanques e cinco veículos armados foram destruídos", disse ele, acrescentando que "mais de 30 militares também foram mortos noutros combates mais a sul, como noticiado pela agência noticiosa Interfax.

Ele disse que "as perdas do inimigo tinham aumentado para 120 mortos e feridos ucranianos". Konashenkov acrescentou que mais de 130 "mercenários estrangeiros" também foram mortos.

 

 

 

Fonte: (EUROPA PRESS)

por Pedro Santos / NEWS 360

Ucrânia – A Ucrânia disse nesta segunda-feira que abateu todos os drones russos em uma onda maciça de ataques, depois que Moscou lançou uma terceira noite consecutiva sem precedentes de ataques aéreos contra alvos civis, intensificando a guerra aérea no feriado de Ano Novo.

Enquanto isso, autoridades russas estavam abaladas com relatos de que um grande número de soldados russos havia sido morto em um ataque a um dormitório onde estavam alojados na Ucrânia ocupada ao lado de um depósito de munição. Kiev e blogueiros nacionalistas russos disseram que centenas de soldados russos morreram. Autoridades instaladas pela Rússia falaram de muitas baixas sem fornecer um número.

A Rússia realizou no ano novo ataques noturnos a cidades ucranianas, incluindo Kiev, a centenas de quilômetros das linhas de frente. Isso marca uma mudança de tática depois de meses em que Moscou costumava espaçar esses ataques com cerca de uma semana de intervalo.

Depois de disparar dezenas de mísseis em 31 de dezembro, a Rússia lançou dezenas de drones Shahed de fabricação iraniana em 1 e 2 de janeiro. Mas Kiev disse na segunda-feira que abateu todos os 39 drones na última onda, incluindo 22 na capital.

Kiev afirmou que a nova tática é um sinal do desespero da Rússia, já que a capacidade da Ucrânia de defender seu espaço aéreo melhorou.

A Rússia tentou destruir a infraestrutura de energia da Ucrânia por meses, mas falhou quando a Ucrânia obteve melhores defesas, disse o chefe de gabinete presidencial Andriy Yermak no Telegram.

“Agora eles estão procurando rotas e tentativas de nos atingir de alguma forma, mas suas táticas de terror não funcionarão. Nosso céu se transformará em um escudo.”

O presidente Volodymyr Zelenskiy elogiou os ucranianos por mostrarem gratidão às tropas e uns aos outros e disse que os esforços da Rússia serão inúteis.

“Drones, mísseis, tudo mais não vai ajudá-los”, declarou ele sobre os russos. “Porque estamos unidos. Eles estão unidos apenas pelo medo.”

Os sistemas de defesa aérea da Ucrânia trabalharam durante a noite para derrubar os drones que chegavam e alertar as comunidades sobre o perigo que se aproximava.

“Está muito alto na região e na capital: ataques noturnos de drones”, disse o governador de Kiev, Oleksiy Kuleba.

“Os russos lançaram várias ondas de drones Shahed. Visando instalações de infraestrutura vitais. A defesa aérea está funcionando.”

A Rússia, que afirma ter anexado cerca de um quinto da Ucrânia, voltou-se para ataques aéreos em massa contra cidades ucranianas desde que sofreu derrotas humilhantes no campo de batalha no segundo semestre de 2022.

Moscou diz que seus ataques, que reduziram o aquecimento e a energia de milhões no inverno, visam diminuir a capacidade de combate de Kiev. A Ucrânia afirma que os ataques não têm propósito militar e visam ferir civis, um crime de guerra.

 

 

REUTERS

UCRÂNIA - As forças armadas ucranianas disseram quinta-feira, 29, que tinham "liquidado" cerca de 800 soldados russos em combates no último dia e acrescentaram que o número de baixas sofridas pelo exército russo é de cerca de 105.000 desde o início da invasão, que começou a 24 de Fevereiro por ordem do Presidente russo Vladimir Putin.

O general do exército ucraniano disse numa mensagem na sua conta do Facebook que 790 militares russos morreram em combate nas últimas 24 horas e observou que "cerca de 104.560" morreram desde o início das hostilidades.

Disse também que 3.018 tanques, 2.004 sistemas de artilharia, 212 sistemas antiaéreos, 283 aviões, 268 helicópteros, 1.717 drones, 653 mísseis de cruzeiro, 16 navios, 4.675 veículos e tanques de combustível e 179 peças de "equipamento especial" tinham sido destruídos.

"O inimigo russo sofreu as perdas mais pesadas no último dia nas direcções de Liman e Bajmut", disse ele. "Os dados estão a ser actualizados. Atinja o ocupante. Vamos ganhar juntos. A nossa força está na verdade", reiterou ele.

 

 

 

Fonte: (EUROPA PRESS)

por Pedro Santos / NEWS 360

RÚSSIA - O ministro das Relações Exteriores da Rússia acusou a Ucrânia e o Ocidente de tentar destruir seu país e disse que Kiev tem que aceitar as exigências de Moscou para acabar com a guerra ou então assistir às forças armadas russas as alcançarem no campo de batalha.

Os comentários de Sergei Lavrov, feitos na noite de segunda-feira em meio a intensos combates no leste da Ucrânia, vieram um dia depois que o presidente russo, Vladimir Putin, disse que estava aberto a negociações, mas apenas nos termos de Moscou.

Isso inclui a Ucrânia reconhecer a conquista de um quinto de seu território pela Rússia. Kiev, armada e apoiada pelos Estados Unidos e seus aliados da Otan, diz que recuperará todo o território ocupado e expulsará todos os soldados russos.

– Nossas propostas para a desmilitarização e desnazificação dos territórios controlados pelo regime, a eliminação das ameaças à segurança da Rússia que emanam de lá, incluindo nossas novas terras, são bem conhecidas do inimigo – disse Lavrov à agência de notícias estatal Tass.

– O ponto é simples: cumpra-as para o seu próprio bem. Caso contrário, a questão será decidida pelo Exército russo.

Putin lançou sua invasão da Ucrânia em 24 de fevereiro, chamando-a de “operação especial” para “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia, que ele classificou como um peão do Ocidente que ameaçava a Rússia.

Kiev e o Ocidente dizem que a invasão de Putin equivale a uma apropriação imperialista de terras. Os Estados Unidos e seus aliados impuseram sanções abrangentes à Rússia pela invasão e enviaram bilhões de dólares em assistência ao governo ucraniano.

Na semana passada, quando o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky visitava Washington, os Estados Unidos anunciaram mais 1,85 bilhão de dólares em assistência militar para a Ucrânia, incluindo a transferência do Sistema de Defesa Aérea Patriot, irritando Moscou.

– Não é segredo para ninguém que o objetivo estratégico dos Estados Unidos e seus aliados da Otan é derrotar a Rússia no campo de batalha como um mecanismo para enfraquecer significativamente ou mesmo destruir nosso país – disse Lavrov à Tass.

Embora Moscou tenha planejado uma operação rápida para dominar sua vizinha, a guerra está agora em seu 11º mês, marcada por muitos reveses embaraçosos da Rússia no campo de batalha.

No mais recente ataque para expor falhas nas defesas aéreas russas, um drone que se acredita ser ucraniano penetrou centenas de quilômetros no espaço aéreo russo na segunda-feira, causando uma explosão mortal na base principal de seus bombardeiros estratégicos.

 

Combates mais intensos

Os combates mais intensos atualmente ocorrem nas províncias orientais de Donetsk e Luhansk, que juntas formam a região industrial de Donbass. A Rússia afirmou em setembro tê-las anexado, junto com as províncias de Kherson e Zaporizhia, no sul, mas não controla totalmente nenhuma delas.

Em sua mensagem de vídeo noturna na segunda-feira, Zelensky chamou a situação na linha de frente em Donbass de “difícil e dolorosa”.

 

 

 

Por Redação, com Reuters

Correio do Brasil

SARATOV - Um ataque com drone atingiu na segunda-feira (26) a principal base de bombardeiros com capacidade nuclear da Rússia, em Saratov, a 800 km da fronteira ucraniana. Ao menos três pilotos morreram em solo.

Os russos dizem que eles foram atingidos por destroços de um antigo drone de longo alcance soviético, presumivelmente lançado por Kiev —que não comentou o ataque, o segundo contra a base de Engels-2.

Trata-se do mais importante centro de operação de bombardeiros estratégicos da Rússia, sediando toda a frota de 16 supersônicos Tu-160, o maior avião do tipo no mundo, além de quadrimotores turboélice Tu-95. Engels-2 tem um bunker de armas nucleares que podem ser disparadas por esses aviões.

Mas o que a tornou alvo outra vez foi seu papel na Guerra da Ucrânia: os bombardeiros voam de lá para lançar, ainda do espaço aéreo russo, mísseis de cruzeiro contra posições no país invadido há dez meses.

Blogueiros militares russos foram à rede duvidar da versão oficial, já que, segundo os relatos, os pilotos foram mortos em seus alojamentos. Há também informações não confirmadas por Moscou de que aviões teriam sido atingidos —em ação semelhante no começo do mês, ao menos dois bombardeiros foram danificados em outra base, essa próxima da capital.

Até aqui, foram dois ataques contra Engels-2, um contra a base de Diaguilevo, em Riazan, e um terceiro contra o aeródromo de Kursk, mais próximo da Ucrânia. Nesta segunda houve boatos de explosões também em Diaguilevo, mas sem confirmação.

Esses atos têm grande componente simbólico, ao trazer o conflito para o coração da Rússia, onde a propaganda do Kremlin busca diluir as tintas da sua gravidade —ainda que, pela primeira vez, Vladimir Putin o tenha chamado de "guerra" na semana passada, contrariando a política oficial que pune quem faz isso.

Militarmente, sugere que os russos não localizaram pela segunda vez um drone inimigo voando sobre 800 km de seu território, embora o efeito prático não seja muito grande. Mais importante foi a destruição de talvez metade do componente aéreo da Frota do Mar Negro, na Crimeia anexada em 2014, em agosto.

Adicionando tensão ao cenário, o FSB (Serviço de Segurança Federal russo) disse ter matado quatro sabotadores ucranianos que tentavam entrar na região fronteiriça de Briansk. Há especulações de que drones menores podem ter sido usados em ataques lançados por infiltrados em solo russo.

A ação contra Engels-2 ocorreu após o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, prometer vingança pelos ataques no fim de semana do Natal, que deixaram mortos e abalaram ainda mais a infraestrutura de energia do país —que enfrenta um duro inverno sem luz ou aquecimento em várias cidades, incluindo Kiev.

O político afirmou que, ainda que o número de blecautes venha diminuindo, cerca de 9 milhões de pessoas continuam sem energia no país. No front, segundo Zelenski, a situação permanece "difícil e dolorosa" em porções do Donbass como Bakhmut e Kreminna.

Ao mesmo tempo, Moscou lançou uma grande barragem de artilharia no domingo (25) e nesta segunda, segundo o Ministério da Defesa ucraniano. Foram atingidas dezenas de locais, disse a pasta, nas regiões de Lugansk, Donetsk, Kherson e Zaporíjia, que Putin anexou no papel em setembro, e também em Kharkiv.

O presidente russo recebeu em São Petersburgo líderes de ex-repúblicas soviéticas para uma cúpula da Comunidade de Estados Independentes, da qual a Ucrânia não faz mais parte. Em discurso transmitido pela TV, Putin disse, sem citar a guerra, que desafios e ameaças à região, "especialmente vindos de fora", crescem ano a ano.

"Infelizmente, desentendimentos entre membros da CEI também têm aumentado", completou, em referência a tensões recentes envolvendo, por exemplo, Armênia e Azerbaijão, Quirguistão e Tadjiquistão.

O chanceler Serguei Lavrov, por sua parte, reiterou que o inimigo conhece as exigências de Moscou de "desmilitarizar e 'desnazificar'" a Ucrânia —e que cabe a Kiev atendê-las ou deixar que o Exército russo se ocupe disso.

 

 

por IGOR GIELOW / FOLHA de S.PAULO

UCRÂNIA - O conselheiro presidencial ucraniano Mikhail Podoliak disse na segunda-feira, 26, que "a Ucrânia é uma sentença de morte" para o Presidente russo Vladimir Putin, antes de sublinhar que Putin "compreende que nem tudo está a correr conforme o planeado".

"Putin pensa que o pode fazer. Para seu grande pesar, quero dizer ao mundo que a Ucrânia é para ele uma sentença de morte", disse, antes de sublinhar que Putin "é um homem cínico que compreende perfeitamente o que está a fazer", segundo a agência noticiosa ucraniana UNIAN.

"Ele compreende precisamente que lidera um regime, que é um cobarde. Ele compreende claramente quando prejudica alguém, porque essa é a essência do seu pensamento, para causar danos às pessoas. Neste caso, não há nada que ele odeie mais do que a Ucrânia. Este é um parâmetro muito importante", disse ele.

Ele disse que o exército russo "está ciente de que o seu país foi roubado" e que "o segundo maior exército do mundo e a sua indústria militar, que todos deveriam temer, não existe". "Compreendem que não havia necessidade de atacar a Ucrânia, que é um país que porá fim a esta guerra, da qual não vão gostar", acrescentou ele.

Podoliak salientou que a Rússia "subconscientemente compreende que historicamente parecerá incapaz" e criticou o facto de "eles irem para um país para matar civis", ao mesmo tempo que salientou que a população russa "não compreende que a inevitabilidade do castigo é um elemento chave da existência da civilização".

Por outro lado, o Ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano Dimitro Kuleba disse que Kiev vai pedir esta segunda-feira que a Rússia perca o seu lugar no Conselho de Segurança da ONU, argumentando que "não tem o direito" de o fazer depois de desencadear a guerra.

"Temos uma pergunta muito simples: a Rússia tem o direito de continuar a ser membro do Conselho de Segurança da ONU e de estar na ONU? Temos uma resposta convincente e fundamentada: Não, não a merece", disse Kuleba.

"Estas questões ainda não são discutidas em conferências de imprensa e declarações públicas de Chefes de Estado e de Governo, mas as pessoas perguntam o que é que a Rússia deve tornar-se para que não constitua uma ameaça à paz e à segurança.

 

 

 

Fonte: (EUROPA PRESS)

por Pedro Santos / NEWS 360

UCRÂNIA - A Ucrânia vai receber armas e munições necessárias para todos os meses do próximo ano para lutar contra a invasão russa, disse hoje o ministro da Defesa do governo de Kyiv, Oleksii Reznikov.

Durante um programa especial emitido pelas cadeias de televisão ucranianas, citado pela Interfax-Ucrânia, o responsável pela pasta da Defesa adiantou que a Ucrânia assinou vários contratos com outros países sobre aquisição de armamento durante os próximos meses.

"A indústria militar norte-americana já está a funcionar. Quero dizer, um dos temas chave de cada reunião sob o 'formato Ramstein' [denominação sobre os encontros da Defesa ucraniana com outros países] é executar as capacidades dos outros países que apoiam a Ucrânia nesta guerra", disse Reznikov.

"Já se fizeram pedidos, e não apenas aos Estados Unidos, mas também, à Alemanha, França, Eslováquia, República Checa, Roménia e outros países", disse.

"Digo-o com franqueza, sem revelar segredos. Tenho muitos contratos assinados para nos abastecermos das armas necessárias e as munições correspondentes. Sei, com toda a certeza, que os ministros da Defesa de vários países vão confirmar-me que também assinaram contratos (com a Ucrânia)", acrescentou.

A agência de notícias ucraniana recorda que Lloyd Austin, secretário para a Defesa dos Estados Unidos, já disse em novembro que, pelo menos, seis países anunciaram mais ajuda militar à Ucrânia, na sétima reunião sob o "formato Ramstein".

Hoje, o chefe de Estado ucraniano, Volodymyr Zelensky, desloca-se aos Estados Unidos na primeira visita ao estrangeiro desde o início da invasão russa, em fevereiro, para obter mais ajuda para a defesa da Ucrânia.

Durante a visita, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, deve anunciar o novo pacote de ajuda militar à Ucrânia e que ascende aos dois mil milhões de dólares, incluindo uma bateria de mísseis Patriot, um sistema de defesa que Kyiv tem vindo a solicitar a Washington nos últimos meses. 

 

 

por Lusa

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