RIO DE JANEIRO/RJ - Com a proximidade das eleições, muitos veículos de comunicação voltaram seus telejornais para as campanhas políticas dos candidatos. Nos últimos dias, o noticiário vem sendo bombardeado por informações sobre escândalos de corrupção na política e também no judiciário, porém o público começou a perceber certa seletividade nas informações veiculadas, principalmente, na maior emissora do país, a TV Globo.
Com a explosão do 'Caso Master', envolvendo acusações de corrupção contra o banqueiro Daniel Vorcaro, apenas jornalistas independentes divulgaram detalhes importantes das investigações, como vazamentos de áudios onde o candidato à presidência Flávio Bolsonaro teria pedido mais de R$ 130 milhões a Vorcaro. Ou a ligação do deputado Nikolas Ferreira com o banqueiro, além de mensagens do ministro André Mendonça, que é relator do caso no Supremo Tribunal Fedral.
Parte do público passou a questionar a emissora nas redes sociais por apenas exibir informações do caso quando não estão relacionados a políticos de direita e bolsonaristas. Seja no principal telejornal da TV Globo, o 'Jornal Nacional', quanto no dominical 'Fantástico', detalhes do escândalo estão sendo deixados de lado. A situação é algo de críticas também de outros profissionais da grande imprensa.
Um power point falsificado, uma sabatina inquisitorial dando como verdade absoluta um "crime" do filho do presidente e uma cobertura enviesada sob o manto da imparcialidade, mas sempre prevalecendo a pauta da direita. Globo faz uma campanha quase igual a do Collor/PC Farias 89 - Jornalista Xico Sá"A Globo está em cima do Alexandre de Moraes, tentando ligar ele ao Lula ou ao PT, porém o ministro foi indicado pelo Temer, então eles ficam num malabarismo para tentar achar algo contra a esquerda. Os envolvidos no caso Master são Flávio, Nikolas, Mendonça, Nunes e etc... Há outros nomes fora da extrema-direita no caso? Sim, mas a emissora está protegendo os bolsonaristas", escreveu um.
"A tática do grupo Globo pra eleger o Flávio Bolsonaro é criar escândalos com o Alexandre de Moraes porque eles sabem que a população associa diretamente ao Lula. Hoje o Lauro Jardim divulgou vídeo que diz ser do Alexandre de Moraes viajando no jatinho do Vorcaro. Só que o Nikolas Ferreira também viajou e isso não virou escândalo na Globo. Criam escândalo com o escritório da esposa do Moraes assinando contrato de R$ 131 milhões com o Master, mas não criam com o Flávio Bolsonaro acertando R$ 134 milhões diretamente com o Vorcaro. E assim, com manipulação midiática, diante de uma comunicação jurássica do PT, o candidato à presidência, que é o "irmão do Vorcaro", usa o STF de alvo como forma de jogar no colo do Lula, que não recebeu nada do Vorcaro, o escândalo que é dele", disparou outro.
"A Globo está liderando o processo de desestabilização eleitoral ao enfraquecer Alexandre Moraes e confundir o eleitor. Todo esse processo está articulado com o plano de Marco Rubio (Secretário de estado dos Estados Unidos) de eleger Flávio Bolsonaro", destacou outro no X ao citar artigo onde a ABIN (Agência Brasileira de Inteligência) relata interferência dos Estados Unidos nas eleições do Brasil.
"A Globo não faz um jornalismo sério! Não divulgam tudo e ficam apenas jogando pequenas informações que desliguem os principais envolvidos no caso Master, como forma de blindar sua 'elite'. Quando é sobre a família Bolsonaro ou a direita, eles dão uma nota de rodapé ou falam poucos segundo, mas quando é de algum opositor, eles ficam mais de meia hora falando do assunto para 'proteger' sua turma. Estranho né?", escreveu internauta.
"Na sabatina com Lula a Globo ficou o tempo todo falando de uma suposta ligação de Lulinha com o escândalo do INSS, mesmo a Polícia Federal confirmando que não havia nada. No JN e no Fantástico não falaram nada da gravação com o Nikolas (além das viagens no jatinho do Vorcaro) e mensagens com Mendonça. Mas adivinha? Ficaram o tempo todo falando de Moraes e Lula. O presidente não está envolvido no caso, mas querem a todo custo ligar ele", observou outro.
por Rafael Damas
SÃO CARLOS/SP - A Prefeitura de São Carlos realizou, na noite desta quinta-feira (17/09), no auditório do Paço Municipal, a solenidade de posse dos integrantes do Conselho Municipal da Comunidade Negra (CMCN) para o mandato 2026-2028. Também foram empossados os integrantes da Comissão Gestora do Fundo Municipal da Igualdade Racial.
O evento reuniu representantes do poder público, entidades da sociedade civil, movimentos e integrantes da comunidade negra. A solenidade também contou com a participação de representantes do Conselho Municipal da Igualdade Racial de Araraquara, entre eles a presidenta Luciana Gonçalves, fortalecendo o intercâmbio entre os municípios na construção de políticas públicas de promoção da igualdade racial.
Formado por representantes do poder público e da sociedade civil, o CMCN tem entre suas atribuições contribuir para a formulação, acompanhamento e avaliação de políticas públicas voltadas à promoção da igualdade racial. O colegiado também amplia a participação social e possibilita que as demandas da população negra sejam consideradas no planejamento e na execução das ações municipais.
“A posse do novo Conselho reforça o compromisso do município com a participação social e com a construção de políticas públicas que promovam igualdade de oportunidades. Temos o desafio de transformar o diálogo com a comunidade em ações concretas, fortalecendo a cidadania e o enfrentamento das desigualdades raciais”, afirmou a secretária adjunta de Cidadania, Ana Paula Vaz, que na ocasião representou o prefeito Netto Donato.
A programação contou ainda com manifestações culturais. O Coral Afro Soul Jazz se apresentou durante a solenidade, que também teve uma apresentação de capoeira com Mestre Dendê, da Escola Maré de Capoeira.
O novo Conselho é composto por representantes de nove secretarias municipais e de organizações e entidades da sociedade civil. Pelo poder público, participam representantes das secretarias municipais de Gestão Pública e Integração Governamental; Esporte; Saúde; Gestão de Pessoas; Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia; Infância e Juventude; Cultura e Turismo; Educação; e Desenvolvimento Social e Cidadania.
Representam a sociedade civil a Associação de Moradores do Parque Residencial Maria Stella Fagá; Associação SanCarlense de Atletismo (ASA); Coletivo Coral Afrosouljazz; Comunidade Acadêmica Africana de São Carlos e Região (CAASCAR); Instituto Formiga; Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros (NEAB); Omorodé Instituto Cultural e Ilè Asè Odè Fun Okan Tobi; Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas, Mecânica e Material Elétrico de São Carlos e Ibaté; e UNEGRO São Carlos.
Também tomou posse a Comissão Gestora do Fundo Municipal da Igualdade Racial, formada por Danillo Carlos Marques Cerqueira Lima, representante do Conselho Municipal da Comunidade Negra; Tânia Cristina Lopes de Castilho, representante do Poder Executivo; e Edson Hilário, da Associação Sal da Terra, representante de instituição que atua com a população afrodescendente.
“Este novo mandato representa a continuidade de um trabalho que precisa ser permanente e construído com participação. O Conselho Municipal da Comunidade Negra tem papel fundamental na formulação, acompanhamento e fortalecimento das políticas públicas de igualdade racial em São Carlos. Nosso compromisso é ampliar o diálogo com a sociedade civil e avançar na construção de ações concretas de enfrentamento ao racismo e de promoção da igualdade de oportunidades”, disse Tânia Castilho, diretora de Políticas públicas para Igualdade Racial.
Criado por lei em 2019, o Fundo Municipal da Igualdade Racial é destinado ao financiamento de ações e projetos voltados à promoção da igualdade racial no município. A instalação da Comissão Gestora inicia uma nova etapa para a operacionalização do Fundo e o desenvolvimento de iniciativas nessa área.
SÃO PAULO/SP - No dia 4 de outubro, 1º turno das Eleições 2026, mais de 34,1 milhões de eleitoras e eleitores paulistas poderão ir às urnas determinar o futuro político do país. No estado, 87,08% do eleitorado está sujeito ao voto obrigatório, o equivalente a 29.698.450 votantes, enquanto 12,92% (4.405.776) têm voto facultativo. Com seis vagas para os cargos em disputa neste pleito, o voto de cada pessoa é essencial para que a vontade do povo seja representada.
Voto obrigatório
O artigo 14 da Constituição Federal declara que o voto possui valor igual para todos, sendo obrigatório para quem tem entre 18 e 70 anos. Na prática, a imposição do voto pelo texto constitucional é uma forma de assegurar que a vontade da maioria, a verdadeira soberania popular, possa se manifestar através das urnas.
Voto facultativo
Ainda de acordo com a Carta Magna, o voto é um direito facultativo para pessoas analfabetas, quem tem 16 e 17 anos e os maiores de 70 anos. Essas pessoas podem escolher exercer esse direito, desde que estejam em situação regular com a Justiça Eleitoral. Conforme a Resolução TSE nº 23.751/2026, que trata dos atos gerais do pleito, para votar em qualquer turno nas Eleições 2026, eleitoras e eleitores devem ter completado 16 anos até 4 de outubro.
Voto 60+
Atualmente, mais de 8,5 milhões de pessoas com mais de 60 anos estão aptas a votar em outubro em São Paulo, quase 25% do eleitorado estadual. Em uma década (2016 a 2026), o eleitorado idoso em São Paulo cresceu em mais de 2,2 milhões de pessoas, um aumento de 36,2% nesse grupo. Nesse público, idosas e idosos com mais de 70 anos, para quem o voto é facultativo, somam 3,8 milhões.
Consequências de não votar
Para quem não cumpre o direito cívico do voto obrigatório, o Código Eleitoral impõe algumas consequências. A pessoa que não votou nas eleições deve apresentar justificativa de ausência ou então pagar multa. Quando isso não acontece, fica impedida de obter passaporte ou carteira de identidade, realizar inscrição em concurso público, ser empossada em cargo ou função pública, receber remuneração de emprego público no mês seguinte ao da eleição, renovar matrícula em estabelecimento de ensino oficial e praticar qualquer ato para o qual se exija quitação do serviço militar ou imposto de renda.
Quando a eleitora ou o eleitor não vota por três eleições seguidas, seu título também pode ser cancelado, caso não pague os débitos eleitorais e nem justifique sua ausência no prazo de seis meses, contando da data da última eleição em que deveria ter votado. Nesse caso, considera-se que cada turno conta como uma eleição.
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SÃO CARLOS/SP - A Prefeitura de São Carlos, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano, retoma a realização das audiências públicas voltadas à revisão do Plano Diretor do município. Serão promovidos dois novos encontros nas próximas semanas, além de uma última audiência prevista para o final de outubro.
A terceira audiência pública de retorno do processo de revisão será realizada no dia 28 de setembro, às 18h, na sede da AEASC (Associação de Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de São Carlos). O tema central será o meio ambiente, com apresentação de um diagnóstico elaborado pela FAI/UFSCar e pela subcomissão formada por membros da sociedade civil e da Prefeitura.
Durante o encontro, será apresentada a proposta de criação do Sistema Municipal de Áreas Verdes, que contempla Sistema de Lazer, Parques, Faixa Verde e Complementar, Áreas de Lazer Permanente, além de Reserva Legal e Corredores Ecológicos.
Segundo o secretário municipal de Desenvolvimento Urbano, João Muller, a audiência faz parte da retomada do processo de revisão do Plano Diretor e terá como ênfase a discussão das questões ambientais do município.
Já a quarta audiência pública de retorno ocorrerá no dia 7 de outubro, também às 18h, na Escola Atília Prado Margarido, no bairro Santa Felícia. O encontro terá caráter mais técnico e vai discutir os instrumentos de política urbana previstos no Plano Diretor.
“Entre os temas que serão abordados estão a outorga onerosa do direito de construir, o IPTU progressivo, o parcelamento e a edificação compulsórios, a desapropriação por meio de títulos da dívida pública e as operações urbanas consorciadas entre o município e a iniciativa privada”, comentou o secretário de Desenvolvimento Urbano.
De acordo com João Muller, essa etapa terá uma abordagem mais técnica e contará também com uma palestra do professor Tiago Marrara, da USP de Ribeirão Preto, especialista em desenvolvimento urbano e em processos de organização, elaboração e revisão de planos diretores.
A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano informa ainda que a última audiência pública de retorno do processo de revisão do Plano Diretor está prevista para o final de outubro. A data e o local ainda serão definidos e divulgados posteriormente à comunidade.
Muller reforçou o convite para que a população participe das duas próximas audiências públicas e acompanhe as discussões relacionadas à revisão do Plano Diretor.
SÃO CARLOS/SP - “Você já votou na Consulta Pública da Câmara Municipal sobre a possibilidade da privatização/concessão dos serviços de água e esgoto no município à iniciativa privada? Na prática, se esta medida se concretizar, será o fim do SAAE”. Esta é a pergunta que o vereador Lineu Navarro está fazendo nas redes sociais.
Os munícipes poderão, até o próximo dia 21 de setembro às 23h59, responder à Consulta Pública sobre a privatização do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE). Proposta pelo vereador, o Poder Legislativo abriu esta consulta e todo cidadão pode e deve participar. Basta acessar a página da Câmara e entrar no link da consulta pública, se cadastrar e responder à pergunta.
A consulta tem como objetivo promover um debate transparente, democrático e responsável sobre um tema que envolve serviços essenciais à população, ampliando a participação no debate sobre o futuro dos serviços de abastecimento de água potável e coleta do esgoto sanitário no município.
“Estamos falando de serviços essenciais e que fazem parte da vida de todos os são-carlenses. A consulta não representa uma decisão antecipada sobre privatização, concessão ou PPP, mas a abertura de um espaço democrático para ouvir a população, os trabalhadores do SAAE, especialistas e entidades. Queremos reunir diferentes opiniões e informações para que esse debate seja feito com transparência e responsabilidade.”
Hoje, todos os argumentos são contrários à esta concessão. São Carlos já atinge ótimos índices de saneamento (com ampla cobertura de água tratada e esgoto coletado); o SAAE é superavitário, com capacidade de obter financiamentos para novas obras e expansão da rede. E possui um corpo de servidores qualificados e dedicados.
Por outro lado, quando privatizado, estes serviços ficam mais caros, as entidades sociais perdem as isenções e os serviços pioram – com a ocorrência de vários acidentes, como vem acontecendo com a Sabesp Equatorial, inclusive com a perda de vidas.
Nossa luta á para que São Carlos saia do Programa Universaliza SP, do governador Tarcísio, que quer formar consórcios regionais para a entrega destes serviços ao setor empresarial. E estamos articulados com vários deputados nesta luta, como a deputada Professora Bebel, que defende a revisão da privatização da SABESP e o fim do Universaliza SP.
Após o encerramento do período de contribuições, a Câmara terá prazo para analisar as manifestações recebidas, divulgar o resultado e encaminhar o resultado e justificativas aos órgãos competentes.
BRASÍLIA/DF - O fim do foro especial voltou a ganhar força entre líderes políticos à sombra da crise deflagrada pelo caso do Banco Master no STF (Supremo Tribunal Federal), cujo efeito colateral contamina o Congresso. Parlamentares dizem à reportagem que há uma divisão sobre o tema, mas indicam que o debate será levantado após a eleição deste ano.
O Congresso acumula dezenas de PECs (propostas de emenda à Constituição) para acabar ou reduzir o alcance do foro especial. Em 2017, o Senado chegou a aprovar a extinção do benefício, mas o texto segue parado na Câmara.
O principal motivo para a estagnação da proposta é a divergência interna. Uma ala entende que é preciso manter o foro por prerrogativa de função para evitar o assédio judicial na primeira instância, patrocinado por adversários em suas bases eleitorais. Esse grupo prefere concentrar os processos no STF para filtrar eventuais problemas na Justiça.
Por outro lado, acabar com o foro é especialmente atrativo para políticos com processos avançados no STF. A extinção da prerrogativa poderia levar seus processos para a primeira instância, abrindo novas possibilidades jurídicas para evitar eventuais condenações.
O fogo cruzado de ministros envolvendo o Banco Master, porém, abalou líderes do Congresso. Parte da cúpula da Câmara teve os nomes citados em uma lista encontrada em uma churrasqueira da casa do senador piauiense Ciro Nogueira, presidente do PP, em uma operação para averiguar sua relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Parlamentares do Centrão e do PL aparecem listados em um papel ao lado de números que somam "100", mas sem ligação aparente com o Master. A divulgação do caso gerou duras reações. Ex-líder do União Brasil, Elmar Nascimento (BA) defendeu uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) contra vazamentos da Polícia Federal.
Material de referência geográfica
O alerta do Congresso sobre o STF voltou a soar na segunda-feira (14), com a operação autorizada por Flávio Dino contra o deputado Cezinha de Madureira (PL-SP), no âmbito da ação sobre desvios e falta de transparência de emendas parlamentares.
A ação sobre emendas se tornou o principal motivo de desconfiança do Congresso em relação ao STF. Na avaliação de congressistas, Dino relata uma ação com capacidade de atingir e prejudicar todos os partidos, causando um receio generalizado que nem sequer o inquérito das fake news, antes sob relatoria de Moraes, provocou.
Cezinha é um dos principais aliados de Mendonça no Legislativo, e a operação autorizada por Dino foi vista como uma resposta à ofensiva do ministro contra Moraes no caso Master. Dessa forma, parlamentares passaram a ver na extinção do foro especial uma maneira de reduzir o alcance do STF sobre o mandato de congressistas.
Ao mesmo tempo em que o foro é considerado uma proteção de autoridades federais contra o assédio judicial em primeira instância, ele passou a ser visto como um instrumento para o equilíbrio de forças entre os Poderes. Enquanto o Congresso tem projetos para conter o poder do STF, a Corte tem como mecanismo de contenção política a possibilidade de abertura e avanço de inquéritos.
Líderes partidários entendem, dessa forma, que a crise do Master e a ação sobre as emendas reforçaram a necessidade de debate sobre o fim do foro especial. Eles consideram, porém, que a força para a extinção do benefício só poderá ser medida após as eleições de outubro e efetivada com a posse dos novos deputados e senadores eleitos, em 2027.
O consenso é de que a Câmara não pode repetir o que parlamentares tratam como afobação de 2025. No ano passado, deputados aprovaram a PEC da Blindagem, que previa autorização do Congresso para o STF investigar parlamentares. A proposta foi enterrada no Senado diante da reação popular contra a medida.
Líderes de oposição demonstram mais apoio ao fim do foro especial, mas aliados do presidente Lula também não demonstram resistência. Ambos os lados admitem, porém, que poderão mudar de avaliação a partir do resultado da eleição, diante do fato de que o próximo presidente poderá mudar o perfil do STF ao indicar, pelo menos, três nomes para a Corte até 2030.
Líderes do Congresso dizem ser necessário aguardar para saber qual grupo sairá vencedor da crise interna no STF. Mesmo congressistas críticos ao fim do foro especial, porém, reconhecem haver apelo popular à medida.
Uma ala do Centrão afirma que, se a direita conquistar a maioria das cadeiras do Congresso, o Legislativo poderá avançar em outras medidas contra o STF, além do foro. Uma possibilidade citada é avançar com o projeto que limita decisões monocráticas de ministros.
por Folhapress
ALEMANHA - O Parlamento Europeu apontou a Rússia como a principal ameaça externa à União Europeia em um relatório aprovado nesta terça-feira durante sessão plenária.
O documento reúne as conclusões da Comissão Especial sobre o Escudo Europeu da Democracia e apresenta recomendações para reforçar a proteção das instituições do bloco contra interferências estrangeiras.
O texto recebeu 420 votos favoráveis, 220 contrários e 26 abstenções.
Entre as medidas apoiadas pelos eurodeputados está a criação do Centro Europeu da Resiliência Democrática, iniciativa que pretende coordenar redes e estruturas já existentes destinadas à prevenção, detecção, análise e resposta a ameaças no ambiente de informação.
O objetivo, segundo o Parlamento Europeu, é evitar a fragmentação dos esforços entre os países do bloco e reduzir a duplicação de estruturas e iniciativas.
Os parlamentares defendem que a participação no centro seja obrigatória para todos os Estados-membros e que haja controle parlamentar sobre suas atividades.
Relatório cita ataques híbridos da Rússia
O Parlamento Europeu destacou os ataques híbridos atribuídos à Rússia contra infraestruturas críticas, incluindo ciberataques, atos de sabotagem, incêndios criminosos, espionagem e interferência de sinais.
O relatório também aponta ameaças provenientes de Belarus, China, Irã e Coreia do Norte.
Os eurodeputados defendem ainda a ampliação das sanções contra pessoas e organizações que facilitem campanhas de desinformação ou ajudem a contornar medidas restritivas já impostas pela União Europeia.
O texto aprovado também trata da proteção da soberania do bloco, da integridade dos processos eleitorais e da liberdade dos meios de comunicação.
As medidas fazem parte dos esforços da União Europeia para reforçar a capacidade de resposta a interferências externas e proteger as instituições democráticas dos países que integram o bloco.
NOTÍCIAS AO MINUTO
SÃO CARLOS/SP - A Prefeitura de São Carlos publicou no Diário Oficial desta terça-feira (15/09), a portaria que estabelece a participação do município na fase inicial de estruturação do Distrito de Inovação de São Carlos, iniciativa vinculada à Política Estadual de Distritos de Inovação, instituída pelo Decreto Estadual nº 70.683/2026.
A condução do processo ficará a cargo da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, responsável por articular a participação institucional do município junto ao Governo do Estado de São Paulo e às instituições de ensino, pesquisa, ciência e tecnologia com atuação relevante na cidade.
Essa etapa inicial tem caráter técnico, institucional e preparatório, ou seja, ainda não cria o distrito de fato nem gera obrigações formais. Entre as finalidades previstas estão a articulação institucional necessária à estruturação progressiva do projeto, a definição preliminar da área de abrangência, a elaboração de um projeto conceitual e de um plano inicial de implantação, além da identificação de programas e ações ligados à ciência, tecnologia, inovação e desenvolvimento econômico.
Segundo a secretária municipal Paula Knoff, este é um passo estratégico para São Carlos. “A portaria nos permite iniciar a articulação com instituições locais e estaduais, preparando o terreno para que o Distrito de Inovação seja construído de forma sólida, inclusiva, participativa e alinhada às vocações da cidade”.
O documento também autoriza a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia a promover as tratativas para a formalização do Protocolo de Intenções encaminhado pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Governo do Estado, a convidar instituições interessadas em participar e a propor, futuramente, instrumentos jurídicos específicos para as próximas fases do projeto.
Quem pode participar - De acordo com a portaria, instituições públicas de ensino superior com unidade ativa em São Carlos poderão integrar essa etapa inicial, desde que formalizem sua concordância e respeitem seus próprios trâmites internos. A adesão dessas instituições, no entanto, não significa participação automática na governança definitiva do distrito, o que dependerá de etapas posteriores e da anuência de seus órgãos competentes.
Já a participação de parques tecnológicos, empresas públicas e privadas, startups, entidades empresariais, investidores e organizações da sociedade civil está prevista para ocorrer de forma progressiva, nas fases seguintes de estruturação, planejamento, implantação e governança do distrito.
A portaria também prevê que cada instituição envolvida mantenha sua autonomia administrativa, financeira, acadêmica e técnica, e que a iniciativa permaneça aberta à adesão de novos atores nas etapas seguintes, conforme os critérios que forem definidos.
BRASÍLIA/DF - O presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou nesta quarta-feira (16) que não foi responsável pela indicação do ministro Alexandre de Moraes ao Supremo Tribunal Federal (STF), ao rebater críticas de seu adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL). Segundo o petista, os ataques de Flávio ao magistrado são motivados pela prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e não pelo caso Banco Master.
"Eu não era presidente quando o Alexandre de Moraes foi indicado para ministro da Suprema Corte", enfatizou durante participação no podcast Desce a Letra. Lula afirmou que Flávio divulgou um vídeo na terça-feira (15) atribuindo a ele responsabilidade pela indicação de Moraes.
Ao responder ao adversário, porém, Lula errou ao afirmar que Flávio já era senador quando Moraes foi indicado e sugerir que ele teria votado na indicação. O ministro foi escolhido pelo então presidente Michel Temer em 2017, enquanto Flávio só tomou posse no Senado em 2019.
"Ele era senador, ele deve ter votado no Alexandre de Moraes", disse Lula. O presidente também ressaltou que não foi responsável pelas indicações de Nunes Marques e André Mendonça, escolhidos por Bolsonaro.
Na avaliação do petista, a ofensiva de Flávio contra Moraes está ligada às decisões do ministro contra seu pai e os envolvidos nos atos golpistas. "A bronca dele do Alexandre de Moraes é que o Alexandre de Moraes prendeu o pai dele e os golpistas que tentaram fazer o 8 de janeiro", afirmou. "Eles não querem brigar com o Alexandre de Moraes por causa do Banco Master."
Apesar de defender a atuação do magistrado, Lula afirmou que qualquer pessoa que tenha cometido um delito deve responder por seus atos. "O que eu defendo é um julgamento justo, com direito de defesa, mas, se a pessoa cometeu um delito, a pessoa tem que pagar o preço. Isso vale para mim, vale para o Alexandre de Moraes, vale para o Fachin", declarou.
O presidente disse que Moraes prestou "dois grandes serviços à democracia brasileira" e destacou sua atuação à frente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na eleição de 2022. Segundo Lula, Bolsonaro tentou destruir a credibilidade das urnas eletrônicas.
O ex-presidente cumpre pena após ter sido condenado pelo STF a 27 anos e três meses de prisão por crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado. Bolsonaro também foi declarado inelegível pelo TSE por oito anos, contados a partir das eleições de 2022, em razão de abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação durante uma reunião com embaixadores na qual fez ataques sem provas ao sistema eleitoral.
por Estadao Conteudo
SÃO CARLOS/SP - A Prefeitura de São Carlos, por meio da Secretaria de Educação, abriu licitação para a construção de uma quadra coberta na EMEB Dr. Alcyr Affonso Leopoldino, localizada no Jardim Araucária. O valor estimado para a obra é de R$ 1.804.838,33. A sessão de disputa está marcada para 7 de outubro de 2026.
O projeto prevê a construção de uma estrutura esportiva para atender os estudantes da unidade, que atualmente não conta com um espaço adequado para a realização de atividades físicas e esportivas. A proposta também prevê que o local possa ser utilizado em atividades recreativas e pedagógicas.
Além da quadra coberta, o projeto inclui vestiários masculino e feminino, vestiários acessíveis, depósito, bebedouro, rampa de acesso, sistema de drenagem e áreas de paisagismo. A estrutura também contará com equipamentos destinados à prática de modalidades como futsal, vôlei e basquete.
Segundo o secretário municipal de Educação, Roselei Françoso, a publicação do edital representa uma etapa aguardada há anos. Ele afirma que o processo para viabilizar os recursos teve início no governo do prefeito Airton Garcia e enfrentou entraves relacionados à liberação da verba parlamentar. “Esse processo dura pelo menos quatro anos", afirmou o secretário. Segundo ele, o recurso inicialmente indicado pelo parlamentar foi encaminhado ao Ministério da Educação e ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), mas, após a mudança de governo, o processo passou por análise do Tribunal de Contas da União (TCU).
De acordo com Roselei, a análise buscou esclarecer a origem e a natureza dos recursos indicados. Após um período estimado pelo secretário entre um ano e meio e dois anos, o Ministério da Educação e o FNDE teriam concluído que parte dos recursos era proveniente de emenda parlamentar e outra parte vinha de recursos próprios do Ministério da Educação. “Ou seja, houve uma demora, um prejuízo para todos nós. A escola aguardou até o momento, mas a gente conseguiu vencer essa burocracia”, disse.
Roselei afirmou ainda que os recursos destinados à obra envolvem cerca de R$ 1,2 milhão do Ministério da Educação, além de mais de R$ 600 mil em recursos próprios do município.
Ele destacou ainda que o espaço também poderá ser utilizado em atividades extracurriculares, reuniões da comunidade escolar e outras ações realizadas fora da sala de aula convencional.
A EMEB Dr. Alcyr Affonso Leopoldino atende mais de 500 alunos do ensino fundamental. Roselei destacou que a escola é a única unidade de ensino fundamental do município que ainda não conta com uma quadra. “O município ganha com isso e a comunidade também”, afirmou.
A obra deverá ter prazo de 180 dias para execução, contados a partir da emissão da ordem de início dos serviços.
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