fbpx

Acesse sua conta de usuário

Nome de usuário *
Senha *
Lembrar de mim
 

SÃO PAULO/SP - Não existe eleição sem a atuação voluntária de milhares de mesários e mesárias em cada pleito. No Dia Internacional do Voluntariado, celebrado na sexta (5), esses colaboradores são lembrados pelo papel essencial que exercem para o processo eleitoral e o fortalecimento da democracia. Uma campanha lançada pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) busca incentivar as inscrições de pessoas para compor a mesa receptora de votos. Produzidas pela Secretaria de Comunicação Social (Secom), as peças destacam experiências positivas de mesários voluntários da vida real. 
 

As inscrições para mesários voluntários estão abertas o ano todo e é possível se inscrever por meio do aplicativo e-Título, do site do TRE-SP ou diretamente nos cartórios eleitorais (consulte a unidade mais próxima). Ciente da dimensão e relevância dessa parceria, a Justiça Eleitoral mantém alguns benefícios para quem desempenha a função, incluindo:

  • 2 dias de folga para cada dia trabalhado;
  • 2 dias de folga para um ciclo completo de treinamento, em qualquer modalidade (presencial ou on-line);
  • Certificado dos serviços prestados à Justiça Eleitoral;
  • Auxílio-alimentação por dia de atuação (com valor de R$ 65 para as eleições de 2026, conforme Portaria nº 86/2025 do TSE);
  • Preferência no desempate em concursos públicos (se previsto em edital);
  • Utilização das horas trabalhadas para atividades complementares em faculdades.

Após realizar a inscrição, a ficha será analisada pelo cartório para verificar se existe vaga na seção eleitoral da pessoa, no mesmo local, ou em um local de votação próximo. Havendo vaga e não existindo impedimento, a voluntária ou voluntário poderá receber a convocação. Como regra, qualquer pessoa maior de 18 anos e em situação regular com a Justiça Eleitoral pode se tornar mesário ou mesária. Entretanto, há algumas exceções:

  • Candidatas e candidatos, seus cônjuges e parentes até o segundo grau;
  • Membros de diretórios de partidos políticos com função executiva;
  • Autoridades e agentes policiais;
  • Funcionários e funcionárias do Executivo em cargos de confiança;
  • Pessoas que pertencem ao serviço eleitoral;
  • Menores de 18 anos;
  • Agentes de Segurança Penitenciária, de Escolta e Vigilância Penitenciária e Guardas Civis Municipais, mesmo que a título voluntário.

Outras informações sobre a função podem ser consultadas nesta página.
 

Crescimento contínuo do voluntariado
 

Em 2024, ano de eleições municipais, 52% dos cidadãos e cidadãs que atuaram na linha de frente da votação participaram de forma espontânea. No estado de São Paulo, esse número foi ainda maior: 67% dos mesários e mesárias convocados no 1º turno se inscreveram voluntariamente, chegando a mais de 277 mil pessoas. Já no segundo turno, 137.969 voluntários e voluntárias desempenharam a função, cerca de 77% do total de mesários paulistas convocados.
 

As estatísticas do TSE demonstram uma tendência constante nos últimos anos. Em 2016, apenas 23% das pessoas que trabalharam nas eleições em São Paulo o fizeram de forma voluntária. Em 2018, o crescimento foi tímido, com 27% de voluntárias e voluntários. Já em 2020, o número saltou para 60% no estado. O crescimento contínuo dessa parcela revela resultados concretos em relação às ações de conscientização da Justiça Eleitoral sobre a importância do trabalho desses colaboradores para a sociedade.

 

Campanha incentiva inscrições
 

Empenhado em aumentar ainda mais o número de inscritos, o TRE-SP lançou a campanha Mesário Voluntário em junho, com o intuito de mobilizar a população para atuar nas eleições de forma voluntária. Fizeram parte da campanha postagens nas redes sociais do Tribunal e cartazes afixados em cartórios eleitorais e divulgados no Jornal do Ônibus, que alcança milhões de usuários do transporte público na capital.
 

Além da campanha, a Justiça Eleitoral também dedica esforços para incentivar eleitores jovens a se voluntariar, com o programa Mesário Voluntário Universitário. Por meio de um termo de cooperação com instituições de ensino superior, o programa permite que estudantes possam aproveitar horas trabalhadas em treinamentos e trabalhos eleitorais como horas complementares. Confira as instituições de ensino conveniadas com o TRE-SP.

SÃO CARLOS/SP - A Câmara Municipal de São Carlos recebeu, nesta quinta-feira (4), a deputada estadual Ediane Maria, PSOL, que anunciou a destinação de R$ 400 mil para ampliar a oferta de exames de ultrassonografia no município, reforçando o atendimento e contribuindo para a redução das filas na rede de saúde.

Além disso, a deputada destinou R$ 200 mil para apoiar um importante programa da UFSCar, fortalecendo iniciativas acadêmicas e ações de impacto social desenvolvidas pela universidade.

A reunião contou com a participação do presidente da Câmara Municipal de São Carlos, Lucão Fernandes e da vereadora Fernanda Castelano, reforçando o alinhamento institucional em prol de políticas públicas que promovem cuidado, inclusão e desenvolvimento para toda a população.

SÃO CARLOS/SP - Na próxima quinta-feira, 11 de dezembro, às 19h, a vereadora Raquel Auxiliadora (PT) realiza sua atividade anual de Prestação de Contas do mandato, no Bar Chega de Saudade (Rua Sete de Setembro, em frente à Câmara Municipal). O encontro será um momento aberto ao público para apresentar as principais ações de 2025, ouvir a população e debater, de forma coletiva, os próximos passos do mandato.

Para Raquel, prestar contas é mais do que uma formalidade: é um princípio fundamental da atuação parlamentar. “Esse é o momento de olhar com carinho para tudo o que construímos juntos em 2025, reconhecer os desafios e, principalmente, sonhar em conjunto os caminhos que ainda vamos trilhar”, afirma a vereadora.

Após a plenária, o encontro segue com uma confraternização entre apoiadores, movimentos sociais e parceiras do mandato, encerrando o ano com afeto, escuta e força coletiva. A presença da comunidade é essencial para fortalecer esse processo democrático de construção compartilhada.

Em decisão na quinta (4), Corte Eleitoral paulista também manteve multa de 420 mil por descumprimento de ordem judicial, mas afastou condenações em 1ª instância por captação e gastos ilícitos de recursos e abuso de poder econômico

 

SÃO PAULO/SP  - Em julgamento de ações que apuravam “concurso de cortes” para as redes sociais na campanha eleitoral de 2024, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) manteve a inelegibilidade de Pablo Marçal por oito anos e a procedência da acusação de uso indevido dos meios de comunicação social. Na decisão de quinta (4), também foi mantida a multa de R$ 420 mil por descumprimento de ordem judicial.
 

Na sessão, a Corte Eleitoral paulista deu parcial provimento ao recurso de Pablo Marçal, candidato a prefeito de São Paulo em 2024 pelo PRTB. Em primeira instância, ele havia sido condenado também por captação e gastos ilícitos de recursos e abuso de poder econômico. O TRE-SP afastou essas condenações.


O julgamento foi por maioria de votos (4 a 3). Votaram com o relator, juiz Claudio José Langroiva Pereira, pela inelegibilidade de Marçal, o juiz Rogério Luis Adolfo Cury e o desembargador Roberto Maia. A divergência foi aberta pelo juiz Regis de Castilho Barbosa Filho e acompanhada pela juíza Maria Domitila Prado Manssur e pelo desembargador federal Mairan Gonçalves Maia Júnior. O presidente do TRE-SP, desembargador Silmar Fernandes, desempatou o julgamento, decidindo pela inelegibilidade.


As ações foram propostas pelo PSB, Ministério Público Eleitoral e por Sílvia Andrea Ferraro, vereadora eleita pela Federação PSOL/Rede.


Nas ações movidas pelo PSB e pelo Ministério Público Eleitoral, foi apurado o desenvolvimento de estratégia de cooptação de colaboradores para disseminação de conteúdos de Marçal nas redes sociais por meio de “concurso de cortes” com remuneração aos participantes e oferta de brindes.


Na ação que teve como autora a vereadora Silvia Ferraro, apurou-se ainda o pagamento efetuado pela maquiadora da esposa do candidato Pablo Marçal de anúncio no Google que redirecionava para o seu site de campanha eleitoral.


Na primeira instância, a prática resultou em condenação por abuso por uso indevido dos meios de comunicação, captação e gastos ilícitos de recursos e abuso de poder econômico. O pedido de condenação por captação ilícita de sufrágio foi julgado improcedente.


O julgamento em segunda instância teve início em 6 de novembro, quando o relator do processo, juiz Cláudio Langroiva,votou pelo parcial provimento aos recursos, para afastar a condenação por captação e gastos ilícitos de recursos e abuso de poder econômico e para manter em relação ao uso indevido dos meios de comunicação social, com sanção de inelegibilidade para os 8 anos a partir da eleição de 2024 e multa.


O julgamento foi suspenso por pedido de vista do juiz Regis de Castilho, que na sessão desta quinta (4) apresentou voto divergente para negar o uso indevido dos meios de comunicação social e a sanção de inelegibilidade e para manter a multa.


Outros processos


Em 6 de novembro, Marçal teve condenação à inelegibilidade revertida em segunda instância com o julgamento pela improcedência de Aijes movidas pelo PSB, pelo então candidato a prefeito Guilherme Boulos e por sua Coligação Amor por São Paulo (Federação PSOL/Rede, Federação Brasil da Esperança/Fé Brasil, formada por PT, PC do B e PV, e PDT). Por unanimidade, o TRE-SP, reverteu a condenação de primeira instância à pena de inelegibilidade de oito anos de Marçal em ação que apurou a venda de apoio de Marçal a candidatos a vereador em troca de Pix.


Marçal teve ainda condenação em primeira instância à pena de inelegibilidade em outra ação, que ainda não foi julgada pelo TRE-SP. Nesse processo, julgado em julho, ele foi condenado por uso indevido dos meios de comunicação social, captação e gastos ilícitos de recursos e abuso de poder econômico no pleito.


Cabe recurso ao TSE.

SÃO CARLOS/SP - O presidente da Câmara, vereador Lucão Fernandes (PP) e o 1º vice-presidente, vereador Bruno Zancheta (REPUBLICANOS) estiveram reunidos na manhã desta quinta-feira, 4 de dezembro, com membros da Secretaria Municipal de Segurança Pública e Mobilidade Urbana para debater a inclusão das câmeras de monitoramento públicas junto ao programa Escudo São-Carlense/Muralha Paulista.

Segundo o vereador Bruno Zancheta, o objetivo é unificar e fazer um grande sistema de monitoramento, não só no entorno da Câmara, mas em todos os prédios públicos. “Como vice-presidente da Câmara, tenho uma preocupação clara e evidente, que é a melhoria da segurança para toda a população, e a Câmara Municipal precisa dar o exemplo. Acredito que essa tem que ser a missão de todos os vereadores, e mostrar também para a população que nós estamos preocupados com esse assunto”, declarou Zancheta.

Com esse objetivo a Câmara Municipal, através da iniciativa do presidente Lucão Fernandes, realizou essa reunião com os responsáveis pela Secretaria Municipal de Segurança Pública e Mobilidade Urbana, para pensar numa frente de trabalho, que seja benéfica para toda a população, principalmente na área da segurança pública.

“Tenho certeza que tanto o Muralha Paulista, quanto o Escudo São-Carlense, que está sendo desenvolvido pela Secretaria de Segurança Pública, são avanços muito importantes, e quando as forças de segurança realizam o trabalho conjunto, quem ganha com isso é a população, são as pessoas que serão beneficiadas, concluiu o vereador Bruno Zancheta.

O Muralha Paulista/Escudo São-Carlense permite a adoção de soluções tecnológicas que permitam uma gestão mais inteligente e integrada das informações, integrando e fundindo os diversos bancos de dados de maneira eficiente e segura, utilizando recursos como a computação em nuvem e a Inteligência Artificial, para aprimorar a tomada de decisões, prevendo padrões de criminalidade, para alocação de recursos de forma estratégica e garantir uma resposta mais ágil e precisa que aumentará a probabilidade de prisão dos criminosos, e com isso, elevar o custo do cometimento de crimes.

BRASÍLIA/DF - Um depoimento entregue à Polícia Federal e posteriormente encaminhado à CPMI do INSS trouxe novas acusações envolvendo Fábio Luiz Lula da Silva, conhecido como Lulinha. As declarações foram feitas por Edson Claro, ex-funcionário de Antônio Carlos Camilo Antunes — empresário investigado e apelidado de “Careca do INSS”. Segundo Claro, Antunes teria mantido repasses frequentes ao filho do presidente, que incluiriam uma suposta mesada de aproximadamente R$ 300 mil, além de um pagamento que ele estima em R$ 25 milhões. O depoente não especificou a moeda utilizada nessa transação de maior valor.

As informações vieram a público inicialmente por reportagem de Mariana Haubert, do portal Poder360, e foram confirmadas pela própria CPMI. O material também menciona viagens realizadas por Lulinha na companhia de Antunes, algo que parlamentares pretendem debater na sessão desta quinta-feira (4).

O filho mais velho do presidente Lula mudou-se recentemente para Madri, na Espanha, onde pretende permanecer até o término do mandato do pai, segundo pessoas próximas citadas pela coluna. À época, fontes avaliavam que o contexto dessas suspeitas contribuíra para sua decisão de deixar o país.

A CPMI do INSS já havia tentado ouvir Edson Claro em outra ocasião, mas a convocação acabou barrada pela ala governista no colegiado. As novas informações reacendem a disputa política dentro da comissão, que ainda avalia quais serão os próximos passos da investigação.

SÃO CARLOS/SP - No final de junho de 2025, a vereadora Cidinha do Oncológico protocolou um requerimento junto à Prefeitura solicitando a recuperação do calçamento do Calçadão da Rua General Osório. Cidinha foi procurada por diversos comerciantes e munícipes que frequentam o centro da cidade relatando o estado precário do piso no Calçadão, que apresentava danos em diversos pontos. Na época, a vereadora pôde constatar que os buracos e desníveis no piso poderiam causar acidentes, e estavam colocando em risco a segurança de pedestres, especialmente idosos e pessoas com mobilidade reduzida.

 Em seu requerimento a parlamentar destacou que a deterioração do calçamento prejudicava a estética da região central da cidade, transmitindo uma imagem de abandono. Salientando ainda que é dever da administração pública garantir a conservação das áreas de uso público, assegurando segurança, acessibilidade e boas condições de tráfego para a população.

A parlamentar agradece à Secretaria Municipal de Manutenção e Conservação da Qualidade Urbana pelo atendimento ao seu pedido para recuperação do Calçadão e pela pronta execução do serviço. “O Calçadão é um verdadeiro cartão-postal da cidade de São Carlos e merece atenção especial”, declarou.

BRASÍLIA/DF - A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado adiou, na quarta-feira (3), a votação do substitutivo do projeto de lei (PL) Antifacção apresentado pelo relator, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE).

Um pedido de vista transferiu a análise para próxima semana, dia 10 de dezembro. Se aprovado no Senado, o tema volta para Câmara dos Deputados porque houve alterações no texto.

Ao contrário da discussão na Câmara, oposição e governo convergiram em elogios ao texto do PL Antifacção de Alessandro Vieira que, entre outras mudanças, prevê o imposto Cide-bets para financiar o combate ao crime organizado com R$ 30 bilhões ao ano.

Para o relator, a discussão em torno do tema não pode se “rebaixar a disputas políticas mesquinhas, que só beneficiam os criminosos”.

“Nem pode ceder ao assédio da fração da criminalidade organizada que está infiltrada nas elites brasileiras e insiste em limitar a ação das forças de segurança a alvos periféricos, pobres e pretos. O combate às organizações criminosas deve chegar ao andar de cima para surtir verdadeiro efeito”, destacou Vieira.

O pedido de vista foi solicitado pelo senador Marco Rogério (PL-RO) que argumentou que o tema é complexo e requer tempo de análise. 

“É um tema que tem que ter, por todos nós, um empenho, não só na leitura, mas na aprovação de um texto que realmente represente o avanço que nós pretendemos construir para o país”, disse.

Organizações “ultraviolentas”

O substitutivo do senador Alessandro Vieira rejeitou a criação de uma lei autônoma chamada de “organizações criminosas ultraviolentas” prevista no texto que veio da Câmara.

inovação foi alvo de críticas do governo federal e de especialistas que previam que essa nova classificação poderia dificultar o enquadramento das facções por conter conceitos genéricos.

Pelo novo parecer, o crime específico de facção criminosa fica previsto da Lei de Organizações Criminosas, classificando a facção ou milícia como grupo que atua com controle territorial por meio da violência, coação e ameaça.

“Reformulamos o dispositivo de favorecimento do crime de facção, aproveitando a redação da Câmara, mas restringindo os tipos a fim de eliminar controvérsias interpretativas”, justificou o relator no Senado.

Até 120 anos de prisão

A pena para integrante de facção, previsto no relatório de Alessandro Vieira, vai de 15 a 30 anos de reclusão. No texto da Câmara, as penas podiam chegar a 40 anos.

Segundo o relator, a mudança não traz prejuízos a penas mais duras, pois ao se somar várias tipificações penais pode chegar a até 120 anos de prisão com cumprimento de até 85% das penas em regime fechado no caso das lideranças.  

“O que fazemos no substitutivo é dar uma noção de proporcionalidade. Aumentamos a pena da organização criminosa comum, criamos essa organização criminosa qualificada, que é a facção criminosa ou milícia”, justificou.

Debate

O senador líder do PT no Senado, Rogério Carvalho (PT-SE), avaliou que o parecer de Vieira trouxe um grande avanço, em relação ao texto da Câmara, ao “diminuir ou acabar com a confusão dos tipos penais que geravam uma insegurança para o julgador”.

Para Carvalho, o novo tipo penal criado na Câmara beneficiaria os criminosos ao abrir brecha para questionamentos no Judiciário.

“[O texto da Câmara] abre espaço para muitos questionamentos do ponto de vista de defesa, de protelação, de procrastinação do curso processual e aumenta a possibilidade de erro do julgador”, comentou.

Já o senador Angelo Coronel (PSD-BA) disse que, apesar de não ser “defensor de bet”, avalia que há uma tributação elevada sobre essas empresas.

“A Bet está pagando em cima do valor do jogador, não em cima do lucro. Em cima do lucro, você tem que ser taxado, tem que ser realmente tributado. Mas como está não, está em cima do faturamento”, comentou.

Em resposta, o relator Alessandro Vieira disse que o tributo previsto, a Cide-bet, será cobrado em cima do valor do apostador, mantendo a lucratividade dessas empresas.   

“Quem é objeto dessa tributação é a pessoa física que faz a aposta, como acontece quando a gente abastece o carro. Abastecendo o carro, você paga uma Cide. Fazendo apostas, você vai pagar uma Cide”, disse.

 

 

Lucas Pordeus León – Repórter da Agência Brasil

SÃO CARLOS/SP - Dando sequência ao processo de revisão do Plano Diretor de São Carlos, a Prefeitura de São Carlos realizará mais uma audiência pública no próximo dia 10 de dezembro, às 18h, na sede da Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de São Carlos (Aeasc), localizada próxima ao Fórum Cível. O tema desta edição será Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, com o objetivo de discutir diretrizes e propostas que orientem o desenvolvimento urbano da cidade com foco na sustentabilidade e na adaptação às transformações climáticas.

O assessor da Prefeitura, João Muller, destacou a importância do encontro e fez um convite à população. “Nós estaremos, desta feita, tratando de um tema de interesse de todos nós. Vamos falar sobre a questão do meio ambiente e também das mudanças climáticas. Então é muito importante a presença de todos que tenham interesse em debater esse assunto”.

Segundo Muller, a audiência será uma oportunidade para ouvir especialistas e também apresentar os avanços que São Carlos teve nos últimos anos em relação à proteção ambiental.

Entre os palestrantes confirmados estão Eduardo Casado, gerente de drenagem do SAAE, que abordará os desafios e soluções adotadas na infraestrutura hídrica da cidade; Júnior Zanquim, secretário municipal de Clima e Meio Ambiente, responsável por apresentar as diretrizes ambientais previstas no novo Plano Diretor; e Paula Martins Escudeiro, especialista com formação em

Geografia, Administração e Marketing, e pós-graduação em Geologia, Educação Ambiental, Gestão Ambiental, Recursos Hídricos, Mudanças Climáticas e Transição Energética. Paula trará uma abordagem técnica e multidisciplinar sobre os impactos das mudanças climáticas e as estratégias de mitigação e adaptação que podem ser incorporadas ao planejamento urbano.

João Muller reforçou que a audiência pública é parte fundamental do processo democrático de construção do novo Plano Diretor, e que a participação da sociedade é essencial para garantir que as decisões reflitam os interesses coletivos.

BRASÍLIA/DF - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva telefonou, nesta terça-feira (2), para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e afirmou que deseja “avançar rápido” nas negociações para retirada da sobretaxa de 40% imposta pelo governo norte-americano, que ainda vigora sobre alguns produtos brasileiros.

Lula e Trump também conversaram sobre cooperação para o combate ao crime organizado. Em comunicado, o Palácio do Planalto informou que a conversa entre os líderes foi “muito produtiva” e durou 40 minutos.

No dia 20 de novembro, a Casa Branca anunciou a retirada de 238 produtos da lista do tarifaço, entre eles, café, chá, frutas tropicais e sucos de frutas, cacau e especiarias, banana, laranja, tomate e carne bovina.

De acordo com o governo, 22% das exportações brasileiras para os Estados Unidos ainda permanecem sujeitas às sobretaxas. No início da imposição das tarifas, 36% das vendas brasileiras ao mercado norte-americano estavam submetidas a alíquotas adicionais.

Na conversa com Trump, Lula indicou ter sido muito positiva a decisão do governo estadunidense, mas destacou que “ainda há outros produtos tarifados que precisam ser discutidos entre os dois países e que o Brasil deseja avançar rápido nessas negociações”.

Tarifaço

tarifaço imposto ao Brasil faz parte da nova política da Casa Branca, inaugurada pelo presidente Donald Trump, de elevar as tarifas contra parceiros comerciais na tentativa de reverter a relativa perda de competitividade da economia dos Estados Unidos para a China nas últimas décadas.

No dia 2 de abril, Trump impôs barreiras alfandegárias a países de acordo com o tamanho do déficit que os Estados Unidos têm com cada nação. Como os EUA têm superávit com o Brasil, na ocasião, foi imposta a taxa mais baixa, de 10%. Mas, em 14 de novembro, o país norte-americano também isentou determinados produtos agrícolas brasileiros dessas tarifas recíprocas.

Já em 6 de agosto, entrou em vigor uma tarifa adicional de 40% contra o Brasil em retaliação a decisões que, segundo Trump, prejudicariam as big techs estadunidenses e em resposta ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado por liderar uma tentativa de golpe de Estado.

As decisões dos EUA, de revogar parte das tarifas, foi influenciada pelo diálogo recente entre Trump e o presidente Lula, durante encontro na Malásia, em outubro, e outros contatos telefônicos que foram seguidos de negociações entre as equipes dos dois países.

Tratativas

O Brasil busca avançar nas tratativas para retirar novos produtos da lista de itens tarifados. Após algum alívio para o agronegócio, o governo avalia que os produtos industriais permanecem como foco de preocupação. Parte desses segmentos, especialmente bens de maior valor agregado ou fabricados sob encomenda, têm mais dificuldade para redirecionar exportações para outros mercados.

Temas não tarifários também seguem na pauta de discussão, incluindo áreas como terras rarasbig techs, energia renovável e o Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center (Redata).

Crime organizado

Durante a conversa com Trump nesta terça-feira, o presidente Lula ainda falou sobre “a urgência” em reforçar a cooperação com os EUA para combater o crime organizado internacional. O brasileiro destacou as recentes operações realizadas no Brasil pelo governo federal para “asfixiar financeiramente” o crime organizado e identificou ramificações que operam a partir do exterior.

Recentemente, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também afirmou a importância de um diálogo direto para coibir crimes de evasão de divisas e lavagem de dinheiro. Segundo ele, os criminosos usam o estado de Delaware, nos Estados Unidos, como paraíso fiscal para tirar ilegalmente dinheiro do Brasil e depois trazê-lo de volta “lavado”. A última operação foi de R$ 1,2 bilhão de envio para esses fundos em Delaware.

“O presidente Trump ressaltou total disposição em trabalhar junto com o Brasil e que dará todo o apoio a iniciativas conjuntas entre os dois países para enfrentar essas organizações criminosas”, diz o comunicado do Palácio do Planalto.

“Os dois presidentes concordaram em voltar a conversar em breve sobre o andamento dessas iniciativas”, acrescenta.

 

 

Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil

Nosso Facebook

Calendário de Notícias

« Janeiro 2026 »
Seg. Ter Qua Qui Sex Sáb. Dom
      1 2 3 4
5 6 7 8 9 10 11
12 13 14 15 16 17 18
19 20 21 22 23 24 25
26 27 28 29 30 31  
Aviso de Privacidade

Este site utiliza cookies para proporcionar aos usuários uma melhor experiência de navegação.
Ao aceitar e continuar com a navegação, consideraremos que você concorda com esta utilização nos termos de nossa Política de Privacidade.