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SÃO CARLOS/SP - Em um pronunciamento marcado por emoção, firmeza e senso de responsabilidade pública, o presidente da Câmara, Lucão Fernandes, utilizou a tribuna para abordar três temas que, segundo ele, “tocam diretamente a vida da população”: a limpeza urbana, a organização do Carnaval e o combate à violência contra a mulher.

Logo no início, o parlamentar reconheceu as críticas da população quanto à zeladoria da cidade. Com tom direto, afirmou que as reclamações são legítimas e refletem o sentimento de moradores que convivem diariamente com mato alto, acúmulo de lixo e falta de manutenção em espaços públicos.

“Eu compreendo a indignação de quem paga seus impostos e deseja viver em uma cidade bem cuidada”, declarou.

Apesar da cobrança, Lucão defendeu a necessidade de conceder um voto de confiança à gestão municipal. Ele afirmou acreditar no compromisso do prefeito de transformar 2026 no marco da zeladoria urbana e destacou sinais concretos de mudança.

Mesmo durante o Carnaval, período tradicionalmente associado à redução das atividades administrativas, o presidente relatou ter acompanhado, pelas redes sociais, equipes trabalhando intensamente na limpeza e manutenção da cidade.

Segundo ele, as ações demonstram planejamento, mobilização e disposição para enfrentar um problema histórico.

Carnaval descentralizado e com papel social

O vereador também elogiou a organização do Carnaval, destacando a descentralização das atividades culturais em diferentes regiões da cidade. Para ele, levar lazer e cultura aos bairros fortalece o sentimento de pertencimento e promove convivência social.

Dentro desse contexto, fez questão de destacar a atuação da vereadora Raquel Auxiliadora, que promoveu ações de conscientização sobre violência doméstica durante as festividades.

Lucão ressaltou que períodos festivos, muitas vezes marcados pelo aumento do consumo de álcool e conflitos familiares, exigem iniciativas preventivas para proteger vidas.

Violência contra a mulher: “uma vergonha coletiva”

Na parte mais contundente do discurso, o presidente da Câmara abordou a persistência dos casos de violência doméstica. Com indignação, afirmou que a realidade envergonha a sociedade e não pode ser tratada como um problema exclusivo das mulheres.

“Não é um problema das mulheres — é um problema nosso: dos homens, das famílias, das instituições e do poder público.”

Lucão anunciou que pretende assumir a causa como prioridade e convocou os homens a não se calarem diante de qualquer forma de agressão. Ele defendeu ações de educação, prevenção, denúncia e proteção como pilares fundamentais dessa luta.

Cidade limpa, humana e segura

Encerrando o pronunciamento, o parlamentar reforçou que o objetivo deve ser a construção de uma cidade mais organizada, festiva e, sobretudo, humana e segura para todas as mulheres.

O discurso repercutiu entre os presentes pela combinação de autocrítica, reconhecimento de avanços e posicionamento firme diante de temas sensíveis, sinalizando que a tribuna continuará sendo espaço de cobrança, diálogo e defesa de causas sociais urgentes.

SÃO CARLOS/SP - A Prefeitura de São Carlos, por meio da Secretaria de Gestão de Cidade e Infraestrutura, realiza no próximo dia 25 de fevereiro (quarta-feira), às 18h, mais uma audiência pública para discutir a revisão do Plano Diretor. O encontro acontece no auditório do Paço Municipal, na Rua Episcopal, 1.575, e terá como pauta central o meio ambiente e os movimentos sociais.

O Plano Diretor é o instrumento que orienta o crescimento e o desenvolvimento da cidade. A versão em debate valerá de 2027 a 2037 e, segundo a Secretaria Municipal de Gestão de Cidade e Infraestrutura, busca incorporar contribuições da sociedade civil organizada.

O assessor do prefeito Netto Donato, João Muller, destacou a importância da participação popular. “Nós pretendemos dar espaço para todas aquelas entidades vinculadas à defesa ambiental, para todas as entidades vinculadas aos movimentos sociais, para que a gente possa oferecer à nossa comunidade o melhor texto possível do Plano Diretor”, afirmou.

A audiência faz parte de uma série de encontros que vêm sendo realizados desde o início do processo de revisão. A proposta é garantir que diferentes setores da sociedade tenham voz na construção das diretrizes que vão orientar o futuro da cidade.

O debate serve para reunir representantes de entidades ambientais, movimentos sociais e cidadãos interessados em contribuir para um projeto de cidade mais inclusivo e sustentável.

ESPANHA - Vivendo em situação irregular na Espanha desde julho do ano passado, a brasileira Fátima pode ter a chance de regularizar sua permanência no país com a nova medida anunciada pelo governo espanhol.

A curitibana de 45 anos entrou como turista, mas decidiu permanecer em Madri. Atualmente trabalha limpando casas e preparando comida brasileira. “Entrei na Espanha como turista, mas já sabia que queria ficar. Gostei muito daqui e pretendo continuar morando em Madri, só que legalmente”, afirma. Ela diz que pretende estudar espanhol e retomar a carreira de atriz.

No fim de janeiro, o governo do primeiro-ministro Pedro Sánchez anunciou um processo extraordinário de regularização para imigrantes e solicitantes de asilo que já vivem na Espanha.

De acordo com relatório de 2025 da Fundação Espanhola de Pesquisa Econômica e Social, cerca de 800 mil pessoas poderão ser beneficiadas. A maioria é da América Latina, especialmente colombianos, peruanos e hondurenhos. Os pedidos poderão ser apresentados entre abril e 30 de junho.

“Com a regularização, vou conseguir melhores oportunidades de emprego e poder viajar para outros países da Europa. Quero ficar aqui de forma legal e não correr mais riscos. Isso vai facilitar muito a minha vida”, diz Fátima.

Para ter o pedido aceito, é preciso ter entrado na Espanha antes de 31 de dezembro de 2025, residir no país há pelo menos cinco meses e não possuir antecedentes criminais.

A autorização concedida permitirá trabalhar legalmente em qualquer região espanhola por pelo menos um ano. Não garante cidadania, mas concede autorização temporária de trabalho. A medida não faz restrição por nacionalidade, o que inclui brasileiros em situação irregular.

Felipe, mineiro que vive há dez anos na Espanha, também pretende solicitar a regularização. Ele tentou três vezes obter documentação, sem sucesso. Desde que chegou, acumulou trabalhos informais como garçom, babá, modelo e passeador de cães. “Depois de todo esse tempo sem poder voltar ao Brasil porque estou sem documentos aqui, estava até pensando em desistir de viver na Espanha”, diz. “Quero muito dar entrada nessa regularização para viajar ao Brasil e depois voltar sem problemas.”

Para Thaís de Camargo, advogada brasileira especialista em imigração, a medida também traz vantagens para o governo espanhol. “Com esse decreto, milhares de imigrantes vão sair da informalidade pagando impostos e contribuindo para o crescimento da economia. Mais gente com contrato formal significa mais pessoas com condição financeira para consumir”, afirma.

Ela avalia que a regularização também tem impacto social. “Ao viver legalmente em um país, os imigrantes podem andar na rua sem medo e de cabeça erguida. Todos terão seus direitos preservados e respeitados. É uma medida, acima de tudo, de direitos humanos”, diz.

A presença de estrangeiros no mercado de trabalho espanhol cresceu nas últimas décadas. Segundo o Ministério da Inclusão, Segurança Social e Migrações, em 2025 a mão de obra estrangeira representou mais de 14% dos trabalhadores registrados no país, um aumento de 6% em relação ao ano anterior.

“Esse balanço mostra que a contribuição dos estrangeiros é estrutural e decisiva para o crescimento do emprego, a sustentabilidade do sistema de aposentadorias e a prosperidade compartilhada do nosso país”, afirmou a ministra Elma Saiz.

Dados dos Serviços Europeus de Emprego indicam alta demanda tanto por profissionais qualificados nas áreas de tecnologia, engenharia e saúde quanto por trabalhadores nos setores de serviços, hotelaria, transporte e construção.

A medida foi aprovada por decreto real após acordo entre o governo de centro-esquerda de Pedro Sánchez e o partido Podemos, evitando votação tradicional no Parlamento, onde o premiê não tem maioria.

Partidos de direita criticam a iniciativa. O Partido Popular argumenta que o decreto pode funcionar como incentivo à imigração irregular e pressionar os sistemas públicos.

A Espanha já realizou regularizações migratórias em outros períodos, sob governos de diferentes orientações políticas.

A política atual contrasta com o endurecimento das regras migratórias adotado por países como Reino Unido, Portugal, Itália e Grécia.

Para Lucila Rodríguez Alarcón, diretora da Fundação Por Causa, a iniciativa pode fortalecer a posição política de Sánchez no cenário europeu. Ela destaca ainda o contexto demográfico. “Precisamos da imigração, já que nossa população está cada vez mais envelhecida e tem, a cada ano, menos filhos”, afirma.

 

 

por Folhapress

RIO DE JANEIRO/RJ - Vinte anos antes de a Acadêmicos de Niterói entrar na Sapucaí com um enredo em homenagem ao presidente Lula (PT), o PT entrava na Justiça para tentar impedir o desfile em São Paulo com homenagem a pré-candidatos do PSDB à Presidência. A ação era similar à movida no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) por partidos de oposição, que prometem novas medidas judiciais para contestar a legalidade do desfile.

Em fevereiro de 2006, o então líder da bancada dos vereadores do PT em São Paulo, Arselino Tatto, apresentou ao TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) uma ação popular com um pedido de liminar. O objetivo era impedir que a escola de samba Leandro de Itaquera, da zona leste da cidade, desfilasse com um carro que homenagearia o atual vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), que à época era governador de São Paulo pelo PSDB, e o tucano José Serra, que era o prefeito da capital. Ambos eram possíveis candidatos do PSDB à presidência na eleição de 2006.

Bonecos gigantes dos dois políticos iriam compor um dos carros alegóricos da agremiação cujo presidente, Leandro Alves Martins, já havia sido candidato derrotado do PSDB a vereador em 2004.

O enredo abordaria uma das principais vitrines eleitorais de Alckmin –as obras de rebaixamento da calha do Tietê. O rio já havia sido tema da Leandro nos anos 1990, mas a escola resolveu fazer uma repetição com "roupagem" diferenciada.

Em sua ação judicial, Tatto alegou que a homenagem configuraria "promoção pessoal de políticos e autoridades".

O pedido de liminar foi negado pela juíza Márcia Cardoso, da 11ª Vara da Fazenda Pública. A magistrada argumentou que a alegação estava amparada em presunções e não poderia "se sobrepor ao princípio de liberdade de expressão artística".

No dia do desfile, os bonecos gigantes de Alckmin e Serra vieram logo atrás de um carro que representava a parada do orgulho gay. A Leandro de Itaquera foi rebaixada naquele ano.

O desfile voltou a ser alvo do PT meses depois após a Folha revelar que o banco estadual Nossa Caixa havia pago R$ 1,5 milhão à Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo, a título de patrocínio. Esse gasto havia superado o investimento de R$ 1,2 milhão com a campanha publicitária para divulgar os resultados do banco em 2005.

Cem funcionários da Nossa Caixa teriam desfilado no Carnaval com fantasias doadas pela Leandro de Itaquera. Na passarela, eles ajudaram a engrossar o coro do samba-enredo sobre as obras do rio Tietê realizadas por Alckmin.

Procurado pela Folha, o ex-vereador Arselino Tatto afirmou que as situações de 2006 e deste ano são diferentes. Segundo ele, no caso da Leandro de Itaquera ocorreu o envolvimento direto de tucanos nas escolhas da escola de samba, enquanto no caso da Acadêmicos de Niterói não houve qualquer interferência do governo federal ou de Lula nas decisões da agremiação.

"O Lula procurou a CGU [Controladoria-Geral da União], foi perguntar, se informou direitinho. O partido estava discutindo os prós e contras, e a partir do momento em que tivemos uma garantia jurídica de que estava tudo bem, ok, e foi bonito", disse Tatto.

 

 

por Folhapress

SÃO PAULO/SP - Os estados brasileiros possuem autonomia e são capazes de desenvolver sua própria constituição, arrecadar impostos e gerir suas receitas. Isso acontece porque o Brasil adota a federação como forma de estado, um sistema em que os estados são administrados e organizados de forma autônoma, mas respeitando os limites da Constituição Federal. Portanto, assim como o presidente chefia o governo do país, os estados são conduzidos pelos governadores. Para descobrir de que forma os governadores cumprem esse dever e quais são as condições para se candidatar ao cargo, é preciso consultar o texto constitucional do estado, em complemento à Carta Magna de 88.

Quais são os requisitos para se candidatar ao cargo?

As condições para a pessoa que deseje se candidatar ao cargo de governador estão presentes na Constituição Federal. Vale apontar que a Constituição de São Paulo também determina que o governador deve residir na capital do estado. Abaixo, de forma resumida, estão os requisitos:

  • ter nacionalidade brasileira, nata ou naturalizada;
  • ser alfabetizado;
  • idade mínima de 30 anos;
  • possuir título de eleitor válido;
  • votar no estado em que pretende concorrer;
  • ter pleno exercício dos direitos políticos;
  • ser filiado ou filiada a partido político por pelo menos seis meses;
  • ser escolhido para concorrer à eleição em convenção partidária.

Para estar em pleno exercício dos direitos políticos, é preciso estar em dia com as obrigações militares (no caso das pessoas do gênero masculino), não possuir condenações criminais ou de improbidade administrativa e não ter pendências com a Justiça Eleitoral. Verifique sua situação eleitoral utilizando o aplicativo e-Título ou o Autoatendimento Eleitoral.

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Quais são as atribuições de um governador?
 

Em seu artigo 23, a Constituição Federal declara que tanto a União como os estados, o Distrito Federal e os municípios devem cuidar da saúde e da assistência pública, proporcionar acesso à cultura, educação e ciência, promover programas de construção de moradias e melhorar o saneamento básico, além de outras competências. Já o artigo 24 estabelece que a União, os estados e o DF podem criar leis sobre tópicos como direito tributário, financeiro, penitenciário, econômico e urbanístico, sobre previdência social, proteção e defesa da saúde e sobre organização, direitos e deveres das polícias civis.
 

Logo, o governador pode atuar dentro das matérias especificadas, criando políticas públicas, sancionando, promulgando e vetando projetos de lei. O chefe do Executivo estadual tem papel central na administração orçamentária da unidade da federação, sendo o responsável por enviar à Assembleia Legislativa os projetos de lei do orçamento anual, das diretrizes orçamentárias e do plano plurianual. É também o principal representante do estado nas relações políticas e administrativas, exercendo a direção do governo com o auxílio dos secretários de estado, que têm áreas específicas de atuação (educação, saúde, fazenda), chamadas pastas, assim como os ministros auxiliam o presidente da República. Sendo o representante do estado, o governador pode firmar convênios com a União e com municípios e angariar recursos para o estado.
 

O governador ainda têm influência direta no pessoal e nos cargos existentes na administração do estado. Pode nomear e exonerar dirigentes de autarquias e secretários de estado, preencher cargos públicos, da forma fixada pela lei, fixar quadros, vencimentos e vantagens do pessoal de fundações mantidas pelo estado e ainda, por meio de decreto, organizar o funcionamento da administração estadual e extinguir cargos públicos vagos.
 

Afinal, o que faz o vice-governador?
 

O vice-governador é eleito conjuntamente com o governador, em chapa única. Conforme a Constituição estadual, o vice-governador, além de outras atribuições que lhe forem conferidas por lei complementar, auxiliará o governador, sempre que por ele convocado para missões especiais.

O vice também é a pessoa encarregada de substituir ou suceder o governador em alguns casos. Ele pode substituir o governador, por exemplo, quando este está impedido de atuar porque encontra-se em viagem temporária. Já a sucessão é a substituição definitiva e ocorre quando há a vacância do cargo, como nos casos de renúncia ou impeachment, por exemplo.

Já em caso de impedimento do governador e do vice-governador, ou vacância dos respectivos cargos, serão sucessivamente chamados ao exercício da governança o presidente da Assembleia Legislativa e o presidente do Tribunal de Justiça. Na próxima semana, o TRE-SP publicará o último texto da série “Cargos em disputa” para informar ao eleitorado as atribuições do cargo de presidente da República e de seu vice.

SÃO CARLOS/SP - O vereador Bruno Zancheta (REPUBLICANOS) apresentou duas iniciativas na Câmara Municipal com o objetivo de valorizar os profissionais da segurança pública e fortalecer políticas que impactam diretamente a vida da população. As propostas reforçam o compromisso do mandato com investimentos e medidas concretas voltadas à proteção dos cidadãos e ao reconhecimento daqueles que atuam diariamente na linha de frente.

Entre as medidas protocoladas está a criação do título “Profissional de Segurança Pública do Ano”, iniciativa que busca reconhecer publicamente o trabalho exemplar de agentes que se destacam pelo comprometimento, dedicação e serviços prestados à comunidade. A proposta pretende instituir uma homenagem oficial, valorizando trajetórias marcadas pela responsabilidade e pelo cuidado com a sociedade.

Além disso, o parlamentar propôs um incentivo específico aos guardas municipais que atuarem na recuperação de veículos roubados. A medida visa estimular e reconhecer ações estratégicas que contribuem diretamente para a redução da criminalidade e para o aumento da sensação de segurança na cidade.

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Segundo o parlamentar, os profissionais da segurança pública exercem um papel fundamental na construção de uma cidade mais segura e organizada. “São servidores públicos que arriscam suas vidas diariamente para proteger a população. Valorizar esses profissionais é reconhecer a importância do trabalho que realizam e incentivar ainda mais a dedicação ao serviço público”, destacou.

As propostas já foram protocoladas e seguem em tramitação nas Comissões da Câmara Municipal.

BRASÍLIA/DF - O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), marcou uma reunião, na tarde desta sexta-feira (13), com delegados da Polícia Federal (PF) que estão à frente das investigações envolvendo o Banco Master.

Mendonça pretende tomar conhecimento sobre o andamento das investigações após se tornar relator do inquérito que apura as fraudes no banco, que foi liquidado pelo Banco Central. 

A escolha de André Mendonça para comandar as investigações foi feita nesta quinta-feira (12) após Dias Toffoli pedir para deixar a relatoria do caso.

A decisão foi tomada durante reunião na qual os ministros da Corte foram informados de que há menções a Toffoli em mensagens encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, que teve o aparelho apreendido durante busca e apreensão. 

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Ao pedir para deixar o caso, Toffoli não foi considerado suspeito para relatar o processo, e as decisões já tomadas foram preservadas. 

A partir de agora, os próximos passos da investigação serão comandados por Mendonça, também relator do inquérito que trata dos descontos indevidos de mensalidades associativas nos benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). 

 

 

AGÊNCIA BRASIL

SÃO CARLOS/SP - Foi realizada nesta quinta-feira (12), na Câmara Municipal de São Carlos, a primeira reunião da Comissão Especial de Estudos que irá acompanhar a aplicação da Lei Municipal nº 23.967/2026, responsável por regulamentar o motofrete no município. A criação da comissão foi articulada pelo vereador Jùlio Cesar, que defendeu a necessidade de um acompanhamento atento e responsável da nova legislação.

A mesa da comissão é composta por Jùlio Cesar (Presidente), Fernanda Castelano (Relatora), Djalma Nery (Membro), Larissa Camargo (Membro), Lineu Navarro (Membro) e André Rebello (Membro). O grupo terá a missão de avaliar os impactos da lei e promover o diálogo entre o Poder Público e os profissionais do setor.

Segundo Jùlio Cesar, além de fiscalizar e analisar os efeitos práticos da norma, a comissão também foi criada para oferecer suporte aos motofretistas neste período de adaptação. A implantação da lei pode gerar desafios para parte da categoria, seja por exigências técnicas, burocráticas ou operacionais.

A proposta do colegiado é abrir espaço para diálogo direto com os trabalhadores, lideranças do setor e representantes do Executivo, garantindo que os próprios motofretistas tenham voz ativa nas discussões sobre a aplicação da lei.

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A intenção é identificar pontos que eventualmente precisem ser ajustados ou aperfeiçoados, assegurando que a regulamentação seja aplicada com equilíbrio, responsabilidade e sensibilidade social, sem comprometer o sustento de quem depende diariamente da atividade.

A comissão terá prazo de até um ano para apresentar relatórios e eventuais sugestões de adequação na legislação ou nas políticas públicas relacionadas ao setor. As reuniões serão periódicas e os resultados dos estudos deverão ser divulgados oficialmente.

Com a instalação da comissão, Jùlio Cesar reforça seu compromisso com a categoria dos motofretistas e com a construção de políticas públicas que garantam valorização, respeito e condições dignas de trabalho aos profissionais que atuam diariamente nas ruas de São Carlos.

SÃO CARLOS/SP - A vereadora Larissa Camargo, PCdoB, denunciou em suas redes sociais a falta de organização da Secretaria Municipal de Educação após o início das aulas, no último dia 12. Segundo a parlamentar, escolas da rede municipal começaram o ano letivo com salas sem professores, comprometendo o direito básico das crianças à educação.

De acordo com a vereadora, a Secretaria teve tempo suficiente para se organizar. Havia prazo, havia processo seletivo em andamento e havia, inclusive, o compromisso público de que todas as salas estariam com docentes atribuídos no primeiro dia de aula.

“Estivemos reunidos com o então secretário Lucas Leão e com a chefe de gabinete Adriana Bueno, que nos garantiram que no dia 12 todas as salas teriam professores. Isso não aconteceu”, afirmou.

A vereadora relata que já visitou duas unidades escolares com quadro incompleto de profissionais, com informações confirmadas pelas próprias equipes. Para ela, a situação revela ingerência e irresponsabilidade administrativa.

“Quando uma sala fica vazia, as crianças perdem. Educação é direito, não é favor. A Secretaria já sabia que não havia concurso aberto e que dependeria de processo seletivo. Não poderia alegar surpresa”, pontuou.

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Manutenção durante as aulas

Outro ponto grave denunciado pela parlamentar ocorreu na manutenção. Segundo ela, serviços de manutenção no telhado estavam sendo realizados durante o período de aula, obrigando crianças a deixarem os espaços para que o trabalho fosse executado com segurança.

“Estamos falando de todo um período de férias disponível para realizar manutenção. Ainda há relatos de limpeza de caixa d’água e troca de areia do parque solicitadas e não realizadas em todas as unidades”, destacou.

Para Larissa, a situação escancara o descaso com a educação infantil. Ela afirma que houve tentativa de diálogo com a gestão municipal, mas as promessas não foram cumpridas.

Providências

Diante das denúncias, a vereadora anunciou que irá protocolar requerimentos formais solicitando informações detalhadas sobre a atribuição de professores e o cronograma de manutenção das unidades. Caso necessário, não descarta acionar o Ministério Público.

“Seguiremos cobrando. Nenhum secretário pode dizer que não buscamos diálogo. Mas quando a organização falha e quem paga o preço são as crianças, nosso dever é agir.”

A crise expõe falhas graves de planejamento justamente no setor que deveria ser prioridade absoluta do poder público: a educação.


 

link do vídeo: https://www.instagram.com/p/DUqtWS_kckd/

SÃO CARLOS/SP - Durante o Carnaval 2026, o mandato da vereadora Raquel Auxiliadora estará presente nos principais pontos da folia em São Carlos com uma ação de conscientização voltada ao enfrentamento da violência contra a mulher. A iniciativa prevê a distribuição de adesivos com mensagens de apoio ao Pacto Brasil para Enfrentamento do Feminicídio.

Com o slogan “Viva Alegre e Segura” e a hashtag #FoliaComRespeito, a campanha busca dialogar com o público em um dos períodos de maior circulação de pessoas na cidade, reforçando a importância do respeito, da proteção às mulheres e da prevenção à violência.

De acordo com a vereadora, a proposta é aproveitar o clima festivo para ampliar a conscientização sobre um tema de extrema relevância social. “O Carnaval é um momento de alegria, mas também precisa ser um espaço de respeito e segurança para todas as mulheres. Nossa presença nos eventos é para reforçar que diversão e responsabilidade caminham juntas”, destaca Raquel.

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A ação integra o conjunto de iniciativas do mandato alinhadas ao Pacto Brasil para Enfrentamento do Feminicídio, política nacional que reúne esforços do poder público e da sociedade civil no combate à violência de gênero. Além da distribuição dos adesivos, a equipe do mandato também orientará foliões sobre canais de denúncia e a importância de não se calar diante de situações de violência.

Os materiais serão distribuídos em diferentes pontos da programação carnavalesca da cidade, alcançando públicos diversos ao longo dos dias de festa.

A iniciativa reforça o posicionamento do mandato em pautas voltadas à defesa dos direitos das mulheres e à promoção de políticas públicas de prevenção à violência, especialmente em espaços públicos e eventos de grande porte.

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