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Reunião, sediada pelo Sincomercio Pirassununga, reuniu lideranças empresariais de 11 municípios da região Nordeste do Estado

 

PIRASSUNUNGA/SP - O possível fim da escala 6x1 e os impactos econômicos para o setor produtivo estiveram no centro dos debates da reunião da Câmara Regional Nordeste do Conselho do Comércio Varejista, órgão da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), realizada no dia 6 de maio, pelo Sindicato do Comércio Varejista (Sincomercio) de Pirassununga. O evento reuniu representantes de 11 Sindicatos Patronais da região para discutir temas considerados estratégicos aos empresários do comércio varejista.

Durante a reunião, a FecomercioSP advertiu sobre os impactos do possível fim da escala 6x1 e da redução da jornada semanal de trabalho por imposição legal. Um estudo da Entidade estima uma elevação de até R$ 158 bilhões na folha de pagamentos em um cenário conservador. Além disso, a redução da jornada de 44 para 40 horas pode elevar o custo da hora trabalhada entre 10% e 22%, muito acima do padrão histórico de 1% a 3%. Esse choque de custos, sem ganhos de produtividade, comprometeria a competitividade das empresas e poderia inviabilizar operações, sobretudo em setores intensivos em mão de obra.

A FecomercioSP também destacou que Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPMEs) seriam as mais afetadas, principalmente nos setores de Comércio, Construção e Agronegócio, que dependem de operação contínua e mão de obra intensiva. De acordo com a Entidade, o aumento dos custos pode reduzir contratações, pressionar preços, diminuir a competitividade e até inviabilizar negócios. 

Para além dos prejuízos às empresas, a ideia de mudar a jornada de trabalho por via legal ou constitucional afetará prefeituras, governos estaduais e até mesmo a União, que adotam o modelo de terceirização de serviços e, dessa forma, terão que arcar com a elevação da folha de pagamento das empresas contratadas.

Por isso, a Federação reforçou o posicionamento de que mudanças na jornada laboral devem ocorrer por meio de negociação coletiva, respeitando as particularidades de cada setor econômico. A FecomercioSP e seus Sindicatos filiados vêm atuando de forma permanente no Congresso Nacional, no Executivo e junto a autoridades de diferentes instâncias para sensibilizar parlamentares e defender um diálogo equilibrado sobre o tema.

A reunião — que teve como anfitrião o presidente do Sincomercio Pirassununga, Paulo Alonso — contou com as participações do presidente em exercício da FecomercioSP, Ivo Dall’Acqua Júnior, do assessor jurídico Paulo Igor de Souza e da assessora Kelly Carvalho, ambos também da Federação, além do presidente do Conselho do Comércio Varejista e do Sincomercio Araraquara, Antônio Deliza Neto. Também estiveram presentes representantes de Sindicatos Patronais pertencentes à Câmara Regional Nordeste nas cidades de Ribeirão Preto, Ituverava, São José do Rio Pardo, Sertãozinho, Jaú, Bebedouro, Botucatu, Franca, São Carlos e São João da Boa Vista.

“Receber um encontro regional como esse ressalta o protagonismo da cidade no comércio varejista do interior paulista e cria uma oportunidade importante para troca de experiências, alinhamento institucional e fortalecimento dos negócios da nossa região. É fundamental que os sindicatos estejam unidos para discutir temas que afetam diretamente a atividade empresarial e o desenvolvimento econômico local”, destacou Alonso.

 

 

Paulo Alonso ressalta a importância dos sindicatos estarem unidos no debate de temas que afetam diretamente a atividade empresarial.
 

Empreendedorismo e transformação digital

Além do debate sobre jornada de trabalho, a programação também trouxe conteúdos voltados para o fortalecimento da atividade empresarial. Em palestra conduzida pelo assessor Paulo Igor, foram abordadas estratégias para aumentar as chances de sucesso ao empreender no varejo, com destaque para planejamento financeiro, escolha do ponto comercial, definição do regime tributário e formalização adequada da empresa. O conteúdo enfatizou ainda a importância do conhecimento do mercado e da estruturação jurídica correta para garantir sustentabilidade aos negócios.

Outro tema apresentado foi a transformação digital no varejo, conduzido por Kelly Carvalho. A economista afirmou que o setor enfrenta pressão crescente sobre margens em razão dos juros elevados, da concorrência digital e do novo perfil do consumidor, cada vez mais conectado e sensível a preços. Segundo a especialista, investir em canais digitais, integração entre plataformas, uso de dados e estratégias omnichannel deixou de ser diferencial para se tornar condição essencial de competitividade e sobrevivência no mercado atual.

SÃO PAULO/SP - As Eleições 2026 acontecerão no dia 4 de outubro, primeiro domingo do mês. Já se houver segundo turno, ele ocorrerá no último domingo do mesmo mês, 25 de outubro. Quem dita as regras dessa escolha é a Constituição de 1988, em seus artigos 28, 29, inciso II, e 77, que tratam das eleições para cargos municipais, estaduais e federais.
 

Em 2021, a redação do artigo 28 mudou com a Emenda Constitucional nº 111, causando a alteração da data de posse de governadores e vice-governadores do dia 1º de janeiro para o dia 6 do mesmo mês. A posse do presidente também foi modificada, passando do dia 1º para o 5 de janeiro. A mudança, que começa a ser aplicada nas próximas eleições, decorreu das dificuldades que os governadores tinham em prestigiar a posse do presidente, devido às datas coincidentes.
 

A redação antiga determinava que a eleição deveria ocorrer “noventa dias antes do término do mandato de seus antecessores”. Sendo o término do mandato no dia 1° de janeiro, a data para a realização das eleições corresponderia a 3 de outubro, data que já foi muito utilizada para as eleições presidenciais após a deposição de Vargas e antes do regime militar.

 

Eleições 2026

Primeiro turno

4/10/2025

Possível segundo turno

25/10/2025


Segundo turno

 

Já o segundo turno acontece em casos específicos. Primeiramente, o segundo turno só é uma opção em eleições para os cargos do Poder Executivo (Presidência, governo estadual e distrital e prefeituras), que ocorrem pelo sistema majoritário. No caso de eleições para presidente e governadores, as quais teremos neste ano, se for necessário um segundo turno, ele é realizado em todas as cidades do país, diferentemente das eleições municipais, em que o segundo turno só é possível em prefeituras com população de mais de 200 mil habitantes.

 

Nesses casos, no primeiro turno, vence o candidato que receber a maioria absoluta dos votos válidos, sem contar votos brancos e nulos. Por maioria absoluta, entende-se que o candidato recebeu mais da metade dos votos válidos mais um.

 

Caso isso não aconteça, a Justiça Eleitoral organiza um segundo turno, contando apenas com os dois candidatos mais votados. Com isso, aquele que obtiver a maioria dos votos válidos atingirá obrigatoriamente a maioria absoluta. Esse processo é determinado nos parágrafos 2º e 3º do artigo 77 da Carta Magna.

 

Cronologia das eleições
 

As eleições brasileiras nem sempre aconteceram no mês de outubro. Mesmo no primeiro pleito pós-redemocratização, o texto constitucional estabeleceu como data das eleições para presidente o dia 15 de novembro de 1989, coincidindo com a Proclamação da República. Para outros cargos, essa data já foi muito utilizada para a realização de eleições em anos anteriores à Constituição de 1988. Em 2020, em decorrência da pandemia da Covid-19, as eleições foram mais uma vez realizadas em 15 de novembro.

Durante a República Velha, entre os anos de 1891 e 1930, quase todas as eleições diretas para presidente e vice-presidente ocorreram no dia 1º de março, conforme estabelecia a Constituição de 1891. A exceção foi o pleito de 1919, no dia 13 de abril, que ocorreu devido ao falecimento do presidente eleito em 1918, Rodrigues Alves, que nem chegou a assumir o posto. Nesse período, as eleições para presidente e vice normalmente aconteciam no mesmo dia, mas de forma separada, e havia a possibilidade de a mesma pessoa se candidatar para ambos os cargos.
 

Após a Revolução de 1930, que depôs o presidente Washington Luís e impediu a posse do candidato eleito Júlio Prestes, Getúlio Vargas se tornou chefe do chamado Governo Provisório em 3 de outubro de 1930. Com a promulgação da Constituição de 1934, que previa que a primeira eleição para presidente sob o novo regime seria indireta, Vargas foi eleito pela Assembleia Constituinte e continuou no poder. Em 1938, as eleições deveriam ter ocorrido no dia 3 de janeiro, o que não aconteceu devido ao golpe de 10 de novembro de 1937, implantando o Estado Novo e dando início ao regime autoritário de Vargas.
 

Com a deposição de Getúlio Vargas em 1945, promulga-se a Constituição de 1946, que estabelecia eleições diretas e secretas. A Justiça Eleitoral, instituída em 1932 e extinta pelo Estado Novo, é restabelecida. Com isso, a eleição de 2 de dezembro de 1945 tornou-se um marco por simbolizar a retomada da democracia.
 

Todas as eleições presidenciais entre 1950 e 1960 ocorreram em 3 de outubro. O pleito de 1965 estava previsto para a mesma data, mas não aconteceu devido ao golpe militar de 1964. Durante a ditadura militar, as eleições indiretas aconteceram em dias e meses diversos.
 

Com a redemocratização, ficou firmado o primeiro domingo de outubro como data das eleições gerais e municipais. O site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) possui uma página com a cronologia das eleições brasileiras desde sua instituição, discriminando os cargos em disputa para cada pleito.

 

Mais informações: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

BRASÍLIA/DF - O presidente Lula (PT) sugeriu nesta quinta-feira (14) a senadores aliados da Bahia que propusessem uma medida legislativa para vetar o uso de inteligência artificial nas eleições.

Um dia após a divulgação da troca de mensagens do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, o presidente não fez menções nominais ao adversário, pré-candidato à Presidência da República, mas disse que "a verdade tarda, mas não falha".

"Eu confesso a vocês, um cidadão que aprendeu a ter caráter com a Dona Lindu, não aceitará inteligência artificial para fazer campanha política. Se tem uma coisa que um político tem que fazer é olhar no olho do povo e permitir que o povo olhe no olho dele para saber quem está mentindo. E vocês estão vendo na televisão. A verdade tarda, mas não falha", afirmou o presidente.

Lula participou de evento para entrega de 384 apartamentos do Minha Casa, Minha Vida em Camaçari (BA).

Ele elogiou a decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) de proibir o uso de inteligência artificial em propaganda eleitoral três dias antes das eleições. Mas sugeriu aos senadores Jaques Wagner (PT) e Otto Alencar (PSD), presentes ao evento, que fosse proposta alguma forma de proibir o uso de IA em todo o processo eleitoral.

"Na eleição, será que é necessária IA? Nas eleições, as pessoas têm que votar numa coisa verdadeira, de carne e osso. As pessoas não podem votar numa mentira. [...] Fiquei pensando. O que a gente pode fazer para proibir em época de eleição, sobre a eleição, falar de inteligência artificial na política? Porque isso vai servir aos mentirosos. Porque como é mentira, posso falar tudo bonitão. E a política é o tempo da verdade. O cara que mente na política, deveria cair a língua dele. Porque ele, quando é eleito, foi eleito para representar o povo e não pode mentir."

"Então, é importante que a gente tenha em conta, Wagner, o que pode ser feito do ponto de vista legislativo para discutir com verdade esse negócio de inteligência artificial, que presta serviços extraordinários à ciência. Mas eu fico me perguntando: como é que você pode votar num candidato pela inteligência artificial?", afirmou o presidente.

Em março, o TSE definiu novas regras para o uso de IA nas campanhas. Entre as medidas adotadas está a proibição de conteúdos eleitorais produzidos por IA 72 horas antes e 24 horas depois de cada turno da votação.

A corte também manteve a determinação de que as propagandas devem indicar a existência de conteúdo sintético e informar qual tecnologia foi usada. Outra regra prevê o banimento de perfis falsos, apócrifos ou automatizados quando houver práticas que possam comprometer o processo.

A cinco meses das eleições, os conteúdos produzidos com inteligência artificial generativa inundam as redes sociais e se consolidam como trincheira da disputa política dentro e fora do aparato oficial das pré-campanhas.

 

 

por Folhapress

RÚSSIA - O presidente da Rússia, Vladimir Putin, vai visitar a China "muito em breve", informou um porta-voz do Kremlin nesta quinta-feira (14).

Preparativos para a viagem já estão concluídos, disse o porta-voz Dmitry Peskov. Ele não divulgou, porém, a data na qual esse encontro vai acontecer.

Putin e o presidente chinês, Xi Jinping, já se encontraram mais de 40 vezes ao longo dos anos. O encontro mais recente ocorreu em Pequim, em setembro do ano passado, segundo a agência de notícias Reuters.

Rússia e China mantêm uma parceria estratégica descrita pelos dois países como "sem limites". O acordo foi assinado em fevereiro de 2022, menos de três semanas antes de a Rússia iniciar a guerra na Ucrânia, informou a Reuters.

Anúncio sobre encontro de Putin com Xi acontece enquanto o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está na China. nesta quinta-feira (14), o americano e o chinês trocaram elogios ao fazer brindes em um banquete. Mais cedo, eles tiveram uma reunião a portas fechadas.

 

 

 por Folhapress

SÃO CARLOS/SP - O vereador Thiago de Jesus apresentou cobrança para que os recursos municipais destinados à área do autismo sejam utilizados de forma mais eficiente, garantindo não apenas a emissão de laudos, mas o atendimento completo à comunidade atípica.

A Prefeitura reservou mais de R$ 3 milhões para avançar na realização de diagnósticos e oferta de tratamento. No entanto, após análise técnica do gabinete, o parlamentar apontou que o valor tende a ser insuficiente diante da demanda acumulada — que inclui uma fila superior a três anos apenas para laudos, além dos casos que já necessitam de acompanhamento contínuo.

Diante desse cenário, o vereador indicou que o recurso seja repassado diretamente às entidades que já atuam no atendimento especializado. A proposta busca evitar novos processos licitatórios e acelerar a ampliação dos serviços, utilizando a estrutura já existente.

Segundo Thiago, a medida pode garantir mais agilidade e efetividade na aplicação dos recursos públicos, permitindo que o atendimento avance de forma concreta e alcance quem mais precisa.

SÃO CARLOS/SP - O mandato da vereadora Raquel Auxiliadora abriu as inscrições para as Emendas Participativas 2027, iniciativa que convida órgãos públicos, entidades sem fins lucrativos, coletivos, grupos e movimentos organizados a apresentarem projetos que poderão receber indicação de recursos no orçamento municipal.

A proposta é aproximar a população das decisões sobre o uso do dinheiro público, com transparência, participação popular e critérios claros. As emendas parlamentares são indicações feitas pela vereadora durante a construção da Lei Orçamentária Anual, mas os recursos pertencem ao orçamento do município e são executados pela Prefeitura, por meio da secretaria responsável.

“Emenda parlamentar não é dinheiro da vereadora. É recurso público, do orçamento municipal, e por isso precisa ser tratado com responsabilidade, transparência e participação da população. Nosso mandato acredita que boas ideias, quando nascem das comunidades e dos serviços públicos, precisam ter caminho para virar investimento na cidade”, afirma Raquel Auxiliadora.

Podem participar escolas, unidades de saúde, serviços públicos, secretarias, ONGs, OSCs, coletivos e movimentos sociais. Coletivos sem CNPJ podem apresentar propostas em parceria com uma entidade formalizada.

Entre as áreas prioritárias estão mulheres, juventude, população LGBTQIAP+, igualdade racial, economia solidária, educação e cultura. Também poderão ser inscritas propostas de outras áreas de interesse público, como assistência social, esporte, direitos dos animais e pessoa com deficiência.

As inscrições devem ser feitas entre 8 e 24 de maio, pelo site Vereadora Raquel Auxiliadora (https://raquelauxiliadora.com.br/) . No formulário, os participantes devem informar os dados do projeto, valor solicitado, justificativa social, secretaria gestora responsável e enviar um vídeo de até três minutos apresentando a proposta.

Após essa etapa, o Conselho Popular do Mandato fará a análise inicial dos projetos habilitados. As propostas aprovadas seguirão para votação popular entre 8 e 14 de junho, com direito a um voto por pessoa. O resultado será divulgado em 19 de junho, às 13h.

Com as Emendas Participativas, o mandato busca valorizar demandas que nascem nos territórios e transformar projetos de impacto social em possibilidades concretas de investimento público.

BRASÍLIA/DF - Ministros do governo Lula e lideranças da Câmara dos Deputados acordaram, nesta quarta-feira (13), que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do fim da escala 6x1 deve contar com descanso remunerado de dois dias por semana, por meio da escala 5x2, além de reduzir a jornada semanal das atuais 44 para 40 horas.

Ficou acordado também que, além da PEC, será aprovado o projeto de lei (PL) com urgência constitucional enviado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para dar celeridade à pauta.

No caso do PL, ficou definido que ele vai tratar de temas específicos de algumas categorias, além servir para ajustar a atual legislação à nova PEC.

“Estabelecemos que o encaminhamento da PEC será pela redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas, com dois dias de descanso, sem redução salarial. Nós queremos também fortalecer as convenções coletivas para que elas possam tratar das particularidades de cada setor”, informou o presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB).

Além de Motta, participaram da reunião o relator da PEC, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), junto com outros membros da Comissão Especial que debate o tema, além dos ministros do Trabalho, Luiz Marinho, do Planejamento, Bruno Moretti, e das Relações Institucionais, José Guimarães.

O ministro do Trabalho Luiz Marinho comentou que o Brasil caminha “a passos largos” para aprovar a PEC no Parlamento "e delegando, para o projeto de lei, as especificidades para complementar a PEC", de forma a valorizar a negociação coletiva e para que "as coisas fiquem redondas para trabalhadores e trabalhadoras, e também para todos os empresários”.

Comissão Especial que analisa o tema se comprometeu a votar o parecer da PEC relatado por Leo Prates no dia 27 de maio, com o tema seguindo para o plenário no dia 28 de maio. Se aprovado na Câmara, o tema segue para análise do Senado

A Comissão analisa duas PEC, uma do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), e outra da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), que vinham pedindo a redução da jornada para 36 horas semanais, além do fim da escala 6x1. 

O governo defende votar o tema nas duas Casas ainda neste semestre, sem regra de transição, para que tenha efeito imediato. O tema foi a reivindicação principal dos atos do dia do trabalhador deste ano, o 1º de maio.

Se aprovada a mudança, o Brasil se soma ao México, Colômbia e Chile como mais um país da América Latina a reduzir a jornada de trabalho na atual década.

 

 

AGÊNCIA BRASIL

SÃO CARLOS/SP - A Pacaembu Construtora oficializou seu retorno a São Carlos com o lançamento do Reserva São Carlos, loteamento fechado com 368 casas na região do bairro Samambaia. O empreendimento, fruto de parceria com o Governo Federal por meio do programa Minha Casa, Minha Vida, Caixa Econômica Federal e Prefeitura de São Carlos, prevê investimento superior a R$ 86 milhões e a geração de mais de 1.100 empregos diretos e indiretos durante as obras.

Segundo a empresa, o projeto marca o segundo investimento da construtora na cidade, após a entrega do bairro Vida Nova São Carlos, em 2021, com 500 unidades. As novas moradias serão destinadas a famílias com renda a partir de R$ 3.200,00, com possibilidade de subsídio de até R$ 55 mil pelo programa habitacional. O financiamento poderá ser feito em até 420 meses pela Caixa, e a entrada parcelada em até 60 vezes.

“O retorno da Pacaembu a São Carlos acontece depois de um longo período fora da cidade. Estamos trazendo 368 unidades com um produto diferente, focado na faixa 2 do Minha Casa, Minha Vida. É um residencial com loteamento fechado, lazer e segurança, em uma região nobre da cidade, a região norte, que é uma das que mais cresce”, afirmou Fred Escobar, diretor de negócios da Pacaembu Construtora.

Ele destacou ainda o esforço para viabilizar o projeto. “Esse empreendimento demorou praticamente oito anos para sair do papel. São Carlos sempre nos acolheu bem e tem uma demanda reprimida. A nova administração municipal demonstrou vontade de apoiar, e isso nos motivou a retomar os esforços. Estamos falando de quase R$ 100 milhões em investimentos, com uma primeira fase de R$ 86 milhões e outras já previstas”.

O Reserva São Carlos será implantado em uma área de 363.757 m², com casas não geminadas em terrenos a partir de 160 m². As unidades terão duas tipologias: 45,61 m² (sem suíte) e 50,55 m² (com suíte), todas com dois dormitórios, sala, cozinha, banheiro, área de serviço coberta, quintal e espaço para veículo. O condomínio contará com infraestrutura completa e mais de 22,5 mil m² de áreas de lazer, além de 73 mil m² de áreas verdes.

O prefeito Netto Donato também destacou a relevância da iniciativa. “A chegada de novos investimentos habitacionais para São Carlos, com a construção de 368 moradias por meio da parceria com a Pacaembu Construtora, integradas ao Minha Casa Minha Vida faixa 2, representa um avanço importante. O Governo Federal concederá subsídios de até R$ 55 mil, ampliando o acesso da população à casa própria”.

Segundo o chefe do Executivo, a Prefeitura participa do processo por meio da disponibilização do cadastro imobiliário e do alinhamento junto ao programa habitacional. Ele ressaltou ainda a expectativa de ampliar o número de moradias entregues até o fim do mandato. “Já estão previstas outras 200 unidades habitacionais do Minha Casa Minha Vida, faixa 1, na região do grande Santa Felícia, reforçando nosso compromisso com a ampliação da oferta de moradias populares”.

Netto Donato enfatizou que a atração de investimentos exige planejamento e preparação da cidade. “Muitas conquistas demandam anos de articulação, mas São Carlos hoje está estruturada para receber novos empreendimentos, tanto no setor imobiliário quanto em obras financiadas pelos governos estadual e federal. Nossa estratégia para ampliar a arrecadação não passa pelo aumento de impostos, mas pela geração de novos investimentos e oportunidades econômicas”.

Sobre o novo empreendimento, o prefeito explicou que a expansão urbana ocorrerá na região norte, no sentido São Carlos–Ribeirão Preto, abaixo do Residencial Samambaia. “A iniciativa contará com contrapartidas da empresa voltadas à modernização do sistema viário e da infraestrutura de saneamento da região”, concluiu.

A superintendente de Rede da Caixa Econômica Federal, Daniele Ducci, explicou o papel da instituição. “A Caixa é o agente executor do programa Minha Casa Minha Vida e também o agente financeiro que faz o financiamento do empreendimento. Desde a concepção do projeto, passa pela análise da engenharia da Caixa, que orienta a construtora e o poder público, além de atender os clientes que vão adquirir o imóvel. Se a família tem renda de até R$ 3.200, pode receber um subsídio de até R$ 55 mil. Essa diferença é o que permite que muitas famílias realizem o sonho da casa própria. A Caixa faz todo esse intermédio para que os propósitos da construtora, do morador e da Prefeitura aconteçam e possamos transformar vidas”.

SÃO CARLOS/SP - O aumento do número de moradores em situação de rua em São Carlos continua sendo motivo de preocupação para moradores, comerciantes e famílias em diversas regiões da cidade. Diante das constantes reclamações da população e da falta de avanços concretos, Jùlio Cesar voltou a cobrar providências mais efetivas por parte da secretaria responsável para enfrentar o problema.

Nos últimos meses, Jùlio já apresentou requerimentos solicitando informações da secretaria sobre quais medidas estão sendo adotadas pelo município, além de cobrar a realização de um censo oficial para identificar quantas pessoas vivem atualmente nessa situação em São Carlos e qual é o perfil dessa população.

Segundo Jùlio, sem dados atualizados, transparência e planejamento, o município acaba atuando apenas de forma emergencial, sem conseguir atacar as causas do problema.

Há cerca de dois anos, um levantamento realizado pela Polícia Militar apontava a existência de 479 pessoas em situação de rua em São Carlos, sendo que aproximadamente 93% eram de outras cidades. Para Jùlio, os números reforçam a necessidade de uma atuação mais firme e organizada do poder público.

Entre as propostas defendidas por ele, está a divulgação mensal de estatísticas no portal da Prefeitura, trazendo informações sobre abordagens sociais, acolhimentos, encaminhamentos e ações realizadas pelas equipes responsáveis. A proposta também prevê a apresentação de dados sobre a realidade dessas pessoas, como casos de dependência química, alcoolismo, vulnerabilidade econômica, abandono familiar e transtornos mentais.

Jùlio também defende que a cidade amplie as ações voltadas à reinserção social e recuperação dessas pessoas, buscando soluções que tragam resultados reais tanto para quem vive em situação de vulnerabilidade quanto para a população que sofre diariamente com o aumento da insegurança, da sujeira e da degradação em espaços públicos.

“O problema cresce a cada dia e a população quer respostas. Precisamos entender a real dimensão dessa situação para buscar soluções mais eficientes, humanas e que realmente funcionem”, destacou Jùlio Cesar.

Ele reforçou ainda que o debate precisa ir além do assistencialismo e avançar para medidas concretas, com planejamento, fiscalização e integração entre assistência social, saúde e segurança pública.

SÃOCARLOS/SP - O vereador Elton Carvalho (Republicanos) destinou, em 2025, recursos por meio de emendas parlamentares para a realização de treinamentos voltados à saúde em unidades escolares do município. O objetivo é capacitar alunos e servidores da rede municipal para lidarem com situações de urgência e emergência, especialmente relacionadas aos procedimentos de primeiros socorros.

“Muitas vidas podem ser salvas, e é extremamente importante que alunos de diferentes faixas etárias saibam como agir em situações que exijam atendimento de primeiros socorros, assim como os servidores das escolas, até a chegada do SAMU para dar continuidade ao atendimento. Nosso objetivo é capacitar toda a cidade. Por isso, destinamos recursos e, em parceria com Adriano Rosa e toda a equipe do SAMU, o projeto está sendo conduzido de forma excelente”, destacou Elton Carvalho.

A ação é resultado da integração entre diferentes setores do poder público. O secretário municipal de Educação, Roselei Françoso, viabilizou a participação da rede municipal de ensino para receber os treinamentos, enquanto o secretário municipal de Saúde, conhecido como Pilha, ofereceu suporte e autonomia ao SAMU para a execução das atividades.

O projeto encontra-se em fase piloto, com ajustes pedagógicos, logísticos e operacionais, para que, em breve, possa ser implantado em toda a rede municipal de ensino.

“Agradecemos ao vereador Elton Carvalho pela iniciativa e pela destinação dos recursos, ao secretário de Educação, Roselei Françoso, pela integração entre Educação e Saúde, e ao secretário Pilha, pelo apoio e suporte oferecidos ao SAMU para a realização desta importante atividade”, ressaltou Adriano Rosa.

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