Médico especialista em mindfulness Marcelo Demarzo explica como a prática age no cérebro priorizando a realidade e controlando a ansiedade, além de fortalecer o sistema imunológico.
SÃO CARLOS/SP - Com as flexibilizações de comércios e serviços permitidas nas novas atualizações do Plano São Paulo, muitas empresas retomaram às atividades presenciais nas últimas semanas. Apesar de positiva para a economia, a retomada desencadeia mudanças na rotina dos trabalhadores e pode causar o medo excessivo da nova realidade e da contaminação pelo coronavírus.
De acordo com o médico da família e especialista em mindfulness Marcelo Demarzo, é importante que as pessoas se atentem à saúde mental, principalmente em períodos de mudanças e incertezas, para que os problemas não sejam agravados com o tempo.
“O medo do novo normal, do desconhecido, dos novos desafios no trabalho e até mesmo da contaminação pela Covid-19 podem causar a perda da consciência sobre a proporção do que realmente vamos encontrar nessa nova rotina e, em pouco tempo, podem se transformar em crises que vão afetar diretamente a qualidade de vida do trabalhador”, diz.
Para evitar o desenvolvimento de transtornos psicológicos – como a ansiedade, a depressão e o pânico –, o treino da atenção plena (mindfulness) é uma das técnicas indicadas pelo especialista para o desenvolvimento de autocontrole durante as crises, porque é capaz de reduzir a preocupação excessiva, entre outros benefícios.
Essa relação acontece porque esses quadros psicológicos podem ser desencadeados, entre outras causas, pelo medo do que possa acontecer e a sensação de impotência diante de uma situação que não se pode controlar.
“Readaptar a rotina com as novas normas de saúde e retomar o contato com outras pessoas após meses de isolamento podem afetar diretamente a sensação de exposição e desconexão com a realidade. Praticar a atenção plena irá permitir que o nosso cérebro aprenda a diferenciação entre ameaças reais e ideias equivocadas sobre a realidade”, explica.
Fortalecimento do sistema imunológico
Além dos benefícios para a saúde mental, a prática pode agir indiretamente no aumento da imunidade e na diminuição de infecções no organismo.
Uma pesquisa recente realizada pelo especialista comprovou que as intervenções baseadas em mindfulness têm reflexo positivo nos efeitos de inflamação sistêmica (corporal) de baixo grau, o que pode ajudar a prevenir quadros de doenças crônicas, e melhorar o sistema imune.
“Mindfulness é um tipo de meditação que gera uma mudança interior, ou seja, psicológica. Esse movimento interno na mente modifica também o nosso corpo e cérebro, o que acaba refletindo no nosso mecanismo de defesa e trazendo resultados positivos”, explica.
Em meio às mudanças da rotina, Demarzo orienta que as pessoas comecem a praticar pelo menos uma vez ao dia um exercício básico.
Prática de Mindfulness
Segundo Demarzo, a prática de Mindfulness pode ser feita por qualquer pessoa em qualquer lugar várias vezes ao dia.
Uma das técnicas para iniciantes tem duração de apenas três minutos. Para conferir, acesse o perfil do Centro Mente Aberta no Spotify (https://open.spotify.com/show/1VKltZrVsy5ACpzm2w3Vux) e escute a meditação guiada por Demarzo.
O que é Mindfulness?
Mindfulness é um dos estados da mente, acessível a qualquer indivíduo, que consiste em um exercício de querer vivenciar o momento presente, intencionalmente, aceitando a experiência.
Em mindfulness, o sentido correto de aceitação é o de se olhar a realidade como ela realmente é, sem julga-la ou reagir a ela no "piloto automático".
Com a prática regular, o processo torna-se mais natural, sendo possível permanecer nesse estado em grande parte do tempo e aumentar a qualidade de vida do indivíduo.
Embora muitos dos termos e técnicas tenham origem nas tradições orientais, o mindfulness hoje em dia é considerado uma prática laica (secular, não-religiosa), com sólida base científica.
Quem é Marcelo Demarzo?
É médico especialista em Mindfulness para adultos e crianças, com treinamentos na Inglaterra (Mindfulness in Schools Project, em Londres; Oxford Mindfulness Centre, na Universidade de Oxford; e Instituto Breathworks, em Manchester), e nos EUA (Center for Mindfulness in Medicine, Health Care, and Society, na Universidade de Massachusetts).
Fez pós-doutorado em Mindfulness e Promoção da Saúde na Universidade de Zaragoza, na Espanha, e diversos cursos de aprofundamento nas tradições contemplativas e meditativas, incluindo a Psicologia Budista e Tibetana em Dharamsala, na Índia.
Junto com o professor Javier Garcia-Campayo, da Universidade de Zaragoza, desenvolveu a Terapia de Compaixão Baseada em Estilos de Apego (Attachment-Based Compassion Therapy).
É fundador e atual coordenador do Mente Aberta (www.mindfulnessbrasil.com), referência nacional e internacional nos programas e pesquisas sobre Mindfulness.
SÃO CARLOS/SP - O número de casos de COVID-19 segue crescendo no Brasil, preocupando as autoridades. A ampla testagem da população, com método eficaz, é um dos caminhos apontados por especialistas para que a retomada das atividades seja mantida de forma segura. Porém, a maioria dos testes disponíveis no mercado até então identifica se a pessoa está infectada, mas não se já adquiriu imunidade à doença. No entanto, um teste inovador, desenvolvido por cientistas do Rio Grande do Sul, pode mudar o paradigma de enfrentamento à pandemia, uma vez que pode identificar indivíduos que apresentam imunidade e, portanto, poderiam retornar às suas atividades com mais segurança. O exame deve ser coletado cerca de 15 dias após primeiro contato com pessoas confirmadas por RT-PCR para Sars-CoV-2.
O teste laboratorial desenvolvido pela empresa Imunobiotech é capaz identificar e quantificar a presença de anticorpos tipo IgG, contra a proteína S total, que é responsável pela entrada do Coronavírus nas células. Este teste permite saber quem já esteve em contato com o vírus, e se desenvolveu imunidade ao mesmo.
Devido ao impacto global desta tecnologia, a Imunobiotech depositou o registro de patente no United States Patent and Trademark Office (USTPO), nos Estados Unidos, o pedido deverá ser estendido para outros países - inclusive para o Brasil, através do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), órgão governamental brasileiro de registro de patentes. O registro desta patente refere-se a características dos antígenos para detectar e/ou gerar anticorpos contra o Sars-CoV-2 e métodos, ensaios e vacinas relacionados, compreendendo os mesmos.
O teste já está disponível em diversas cidades do país, através de laboratórios parceiros. “É importante ressaltar que empresas podem realizar este exame em seus funcionários e parceiros para tentar identificar pessoas que tiveram contato como vírus e que desenvolveram imunidade ao mesmo. Desta forma, podendo criar um ambiente de maior segurança para o retorno das atividades, mantendo ainda as medidas de segurança ”, explica Alberto Stein, médico que trabalhou no desenvolvimento do projeto. Ele afirma que a rede de laboratórios parceiros está sendo ampliada, mas empresas interessadas podem contatar diretamente a Imunobiotech e se informar sobre os procedimentos.
Como funciona o exame?
O teste é realizado a partir de uma amostra de sangue, analisada em laboratório, determinando e quantificando a presença destes anticorpos que reagem contra a proteína S inteira e na conformação tridimensional. Este fator é extremamente importante, visto que a maioria dos testes imunológicos disponíveis hoje no mercado não quantificam o nível de anticorpos contra a proteína S (pois eles avaliam anticorpos contra a proteína N), e nem avaliam a possibilidade de imunidade contra o vírus.
Qual é a diferença deste teste em relação aos testes rápidos?
Os testes rápidos produzem resultado a partir da identificação de anticorpos contra a proteína N, da COVID-19. Essa proteína encontra-se no interior do Coronavírus e sinaliza que a pessoa teve contato com o vírus, mas não dá informação sobre a imunidade contra ele, porque estes anticorpos contra a proteína N não são neutralizantes.
Já o teste inovador é capaz é identificar e quantificar a presença de anticorpos que reagem contra a proteína S da COVID-19, que é responsável pela entrada do Coronavírus nas células. Ou seja, este teste permite identificar e quantificar a imunidade de cada pessoa com relação à doença.
Um estudo comprovou que após 30 segundos de gargarejo é possível reduzir temporariamente a concentração do vírus na cavidade oral e garganta
SÃO CARLOS/SP - Que a higiene é eficiente na prevenção contra o novo coronavírus, não é novidade. Porém, uma descoberta realizada por pesquisadores da Universidade Ruhr-Bochum, na Alemanha, revelou uma constatação tão inusitada quanto surpreendente: algumas fórmulas de enxaguante bucal são capazes de inativar o Sars-CoV-2.
O estudo, publicado no fim de julho no The Journal of Infectious
Para a odontologista Dr. Patrícia Bertges, a descoberta só traduz o que todo mundo sabe: a prevenção se resume a melhores hábitos de higiene. “Isso é ainda mais interessante para os assintomáticos, que mesmo sem saber que possuem o vírus, podem diminuir a carga viral que poderia se propagar e infectar pessoas a sua volta, simplesmente por fazer a higiene bucal corretamente”, comenta.
Segundo a especialista, o cuidado com a boca previne não apenas a Covid-19 como também outras doenças. “A garganta funciona como um local de replicação viral durante os estágios iniciais de infecção. A antissepsia oral pode reduzir o número de partículas virais infecciosas aerossolizadas e, consequentemente, o risco de transmissão ou infecção”, aponta.
A especialista explica que o enxaguante atua principalmente na eliminação das placas bacterianas, que podem insistir em continuar na boca mesmo após a escovação, sendo o produto um importante método para completar com eficiência a limpeza bucal. “Essa descoberta é, inclusive, útil para o atendimento odontológico. Agora, na minha clínica, vamos passar a adotar um gargarejo antes da consulta para ajudar a diminuir possíveis cargas virais”, conta.
O uso de uma a duas vezes ao dia, como última etapa da limpeza, após o fio dental e a escovação, é o suficiente para fazer uma higiene eficiente. “Depois do gargarejo, não é recomendado lavar a boca com água, pois isso dilui o produto e diminui sua eficácia”, diz a especialista. Na hora de escolher o produto, a dentista recomenda optar pelas fórmulas à base de CPC (cloreto de cetilpiridínio) + fluoreto.CPC (cloreto de cetilpiridínio) + fluoreto
Pesquisa, que busca voluntários, é realizada na UFSCar em parceria com universidade holandesa
SÃO CARLOS/SP - Um estudo realizado na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) pretende avaliar as experiências dos profissionais da Saúde que prestaram assistência de fim de vida a pacientes que faleceram recentemente e como eles têm sido afetados pela atual crise da Covid-19. A pesquisa é coordenada, na UFSCar, por Esther Ferreira, docente do Departamento de Medicina (DMed), e integra o projeto iLIVE (www.iliveproject.eu), sob o comando da professora Agnes van der Heide, do Departamento de Saúde Pública da Universidade Erasmus de Rotterdam, na Holanda.
Ferreira afirma que a pandemia do novo Coronavírus pode afetar seriamente a relação com a morte de pacientes, familiares e profissionais da Saúde, tanto nos casos da própria Covid-19 quanto de outras causas. "O impacto não diz respeito apenas ao domínio físico, mas também aos domínios psicológico, social e espiritual", destaca a professora.
Também de acordo com a pesquisadora, a morte deve ser compreendida como um fenômeno natural, tal como ela é, mas que pode desencadear processos de luto especialmente em amigos e familiares os quais, em algumas situações, precisarão de ajuda especializada. Para Ferreira, o atual contexto pandêmico tende a dificultar as experiências desses processos.
No caso específico dos profissionais da Saúde, que convivem com óbitos em seus cenários de trabalho, a dificuldade de lidar com o luto pode acarretar muitos problemas, inclusive "relacionados à saúde mental, como a depressão", como exemplifica a docente. A expectativa do estudo é levantar pontos críticos nessa relação dos profissionais com o processo de fim de vida e discuti-los, propondo ideias para minimizar danos em situações semelhantes no futuro.
"Estamos avaliando não apenas como o profissional da Saúde se auto percebe, mas também se o ambiente em que ele está inserido tem alguma relação com o processo de luto, o que possibilitará a proposição de melhorias", afirma. Além disso, por meio da parceria com o projeto holandês, os dados coletados no Brasil serão juntados com os de outros países, ampliando as análises dos resultados.
Voluntários
Para realizar a pesquisa, estão sendo convidados profissionais da Medicina, Enfermagem e Fisioterapia, de qualquer região do País, que vivenciaram situações de morte de pacientes a partir de março de 2020. Os voluntários responderão a um questionário online (https://bit.ly/3g2Mp72), disponível até o dia 10 de outubro. Projeto aprovado pela Comitê de Ética em Pesquisa da UFSCar (CAAE: 31896820.1.0000.5504).
SÃO CARLOS/SP - A Vigilância Epidemiológica de São Carlos confirmou neste sábado (22/08) mais uma morte por COVID-19 no município, totalizando neste momento 34 óbitos. Trata-se de uma mulher de 94 anos internada desde 19/08 com resultado positivo para a doença. São Carlos contabiliza neste momento 1.976 casos positivos para COVID-19 (24 resultados positivos foram divulgados hoje), com 34 mortes confirmadas. 70 óbitos já foram descartados. Dos 1.976 casos positivos, 1.821 pessoas apresentaram síndrome gripal e não foram internadas, 3 óbitos sem internação, 152 pessoas precisaram de internação devido a COVID-19, 114 receberam alta hospitalar, 17 estão internadas, 1 paciente de São Carlos permanece internado na cidade de Jaú e 31 positivos internados foram a óbito. 1.695 pessoas já se recuperaram totalmente da doença. 7.025 casos suspeitos já foram descartados para o novo coronavírus (62 resultados negativos foram divulgados hoje). Estão internadas neste momento 39 pessoas, sendo 21 adultos na enfermaria (9 positivos, 5 suspeitos e 7 negativos). Na UTI adulto estão internadas 15 pessoas (10 positivos, 2 suspeitos e 3 negativos). Nenhuma criança está internada neste momento na UTI. Na enfermaria 3 crianças estão internadas, 1 com resultado positivo, 1 com suspeita da doença e outra com resultado negativo. 7 pacientes de outros municípios estão internados em São Carlos. A taxa de ocupação dos leitos especiais para COVID-19 de UTI/SUS está hoje em 54,2%. Na rede privada 2 pessoas estão internadas na UTI adulto, uma com resultado positivo e outra com suspeita da doença. Na enfermaria outros 2 pacientes estão internados, 1 com resultado positivo para a doença e 1 resultado negativo para COVID-19. Esses números já estão contabilizados no total de internações.
NOTIFICAÇÕES – Já passaram pelo sistema de notificação de Síndrome Gripal do município 11.412 pessoas desde o dia 21 de março, sendo que 9.927 pessoas já cumpriram o período de isolamento de 14 dias e 1.485 ainda continuam em isolamento. A Prefeitura de São Carlos está fazendo testes em pessoas que passam em atendimento nos serviços públicos de saúde com Síndrome Gripal (febre, acompanhada de um ou mais sintomas como tosse, dor de garganta, coriza, falta de ar). 6.460 pessoas já realizaram coleta de exames, sendo que 5.321 tiveram resultado negativo para COVID-19, 1.337 apresentaram resultado positivo (esses resultados já estão contabilizados no total de casos positivos). O boletim emitido diariamente pela Vigilância Epidemiológica de São Carlos contabiliza as notificações das unidades de saúde da Prefeitura, Hospital Universitário (HU), Santa Casa, rede particular e planos de saúde.
Os equipamentos foram desenvolvidos por empresa de São Carlos com tecnologia 100% nacional
SÃO CARLOS/SP - A Santa Casa recebeu, nesta sexta-feira (21/8), a doação de cinco respiradores produzidos pela Hortron, empresa de São Carlos, que trabalha com software e hardware para área médica.
Os ventiladores pulmonares foram desenvolvidos pela empresa com tecnologia 100% nacional e com a maior parte dos componentes produzida em São Carlos. “Nós trabalhávamos com tecnologia voltada à produção de equipamentos para videocirurgias de ombro, joelho e quadril. Com a suspensão das cirurgias eletivas, resolvemos usar o nosso know how em desenvolvimento de tecnologia e conseguimos, em 3 meses, criar um equipamento de UTI certificado pela Anvisa”, explica o diretor da Hortron, Fernando Nogueira.
O respirador desenvolvido pela empresa ficou em terceiro lugar nos projetos avaliados em um edital do governo federal. “Mais de 500 empresas de todo o Brasil se cadastraram para participar desse edital feito recentemente para produtos relacionados ao COVID. Num dos itens desse edital, a proposta era desenvolver projetos para desenvolvimento de produtos de ventilação pulmonar que fossem 100% nacionais. E no meio de tantas propostas, ficamos em terceiro lugar”, comenta o diretor da Hortron.
A empresa doou 1 dos 5 ventiladores pulmonares. “Nós temos que agradecer a cidade de São Carlos. Eu me formei em engenharia eletrônica aqui. A nossa empresa é daqui. Tudo que conquistamos vem da cidade e os nossos colaboradores também são de São Carlos. Então, nada mais justo do que, num momento delicados desses, podermos retribuir”.
Os outros 4 respiradores foram adquiridos pela MRV da própria Hortron e doados para Santa Casa, numa contrapartida para aprovação de empreendimentos da Construtora. A mediação foi feita pelo secretário de Habitação e Desenvolvimento Urbano, João Muller. “A MRV e eu estávamos tratando de aprovações de alguns empreendimentos deles. Como a construtora teve, recentemente, 43 casos de COVID-19 numa obra deles, mostrei para eles o quanto seria importante ajudar a Santa Casa. E, aliado a isso, valorizar um produto nosso, de São Carlos”, explica o secretário.
O infectologista e diretor técnico da Santa Casa, Vitor Marim, explica que “desde o início da pandemia da COVID-19, a Santa Casa teve uma dificuldade muito grande para adquirir esses equipamentos. Nós tivemos apoio do Estado, mas que ainda foi insuficiente. Então, a Hortron rapidamente conseguiu desenvolver um ventilador mecânico de ótima qualidade, testado e com apoio da nossa equipe técnica no desenvolvimento. A doação desses ventiladores mecânicos vai ser extremamente importante para o nosso dia-a-dia nas UTIs”.
O provedor da Santa Casa, Antonio Valério Morillas Júnior, também reforça que o equipamento é “um dos melhores ventiladores pulmonares que temos no hospital e esses equipamentos vão contribuir com o atendimento feito na Santa Casa. Nos orgulha muito poder usar um respirador produzido em uma empresa de São Carlos e com essa qualidade. Nossos agradecimentos ao Secretário João Muller e à Hortron”.
O hospital abriu processo seletivo há 45 dias para contratar 16 enfermeiros e 53 técnicos de enfermagem para novos leitos de UTI COVID, mas não consegue preencher as vagas
SÃO CARLOS/SP - A Santa Casa de São Carlos abriu processo seletivo há 45 dias para contratar 16 enfermeiros e 53 técnicos de enfermagem, mas não está conseguindo preencher as vagas. O hospital precisa desses novos profissionais para as unidades de internação, UTI Adulto Pediátrico e para o Pronto-Atendimento.
Para as vagas de enfermeiro, é necessário: ter graduação em Enfermagem, ter o COREN ativo e morar em São Carlos. De preferência, também ter experiência na área hospitalar em Clínica Médica, Terapia Intensiva e Urgência e Emergência.
Para as vagas de técnico em enfermagem: curso técnico de Enfermagem e o COREN ativo. De preferência, também ter experiência na área hospitalar em Clínica Médica, Terapia Intensiva e Urgência e Emergência.
Quem tiver interesse pela vaga, basta enviar o currículo para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..
AMPLIAÇÃO DOS LEITOS DE UTI COVID
Por conta da dificuldade de contratação de profissionais de saúde e em função da necessidade de ampliação de novos leitos de UTI COVID, a Santa Casa vai abrir 4 novos leitos de UTI na própria ALA COVID, no lugar de 8 leitos de enfermaria. Com isso, provisoriamente, a ALA COVID ficaria com 14 leitos de UTI e 14 leitos de enfermaria, até que o hospital consiga contratar os enfermeiros e técnicos de enfermagem.
“Com o objetivo de viabilizar novos leitos de UTI COVID o mais rapidamente possível, é que nós fizemos essa readequação, levando em conta que a ocupação dos leitos de enfermaria da ALA COVID, até o momento, nunca ultrapassou 30%. Mas reforço que essa readequação é provisória, até que consigamos contratar o número necessário de profissionais de saúde, para conseguir abrir os novos leitos de UTI COVID na Sala Verde do Pronto-Socorro”, explica o infectologista e diretor técnico da Santa Casa, Vitor Marim.
O diretor técnico explica ainda que na primeira quinzena de setembro, a Santa Casa deve concluir a obra de outra área do hospital. O espaço onde antes ficava o Faturamento passou por reformas e vai conseguir abrigar 12 novos leitos de UTI ou 24 leitos de enfermaria. “Além de pacientes com suspeita ou confirmação de COVID, a Santa Casa, claro, continua atendendo outras enfermidades e casos de urgência. E os leitos de UTI geral tem ficado com 100% de ocupação e os de enfermaria, 85%. Além de que, nesse novo espaço, caso haja necessidade, também podemos receber mais pacientes COVID. Reforçando que, para isso, é necessário ter mais profissionais de saúde”, complementa.
Mulheres de Jaú que quiserem realizar coleta para o exame de papanicolau devem agendar atendimento
JAÚ/SP - O Hospital Amaral Carvalho (HAC) retomou o programa de prevenção do colo de útero, um dos cinco programas oferecidos gratuitamente pelo HAC com o objetivo de prevenir e detectar precocemente a doença. O serviço estava suspenso por conta da pandemia do Coronavírus (COVID-19) e retomou as atividades com todos os cuidados e medidas sanitárias de segurança necessários. Agora, mulheres de 25 a 65 anos, moradoras de Jaú, que quiserem realizar coleta para o exame de Papanicolau devem entrar em contato para agendar horário e evitar aglomerações no local. O telefone é (14) 3602-1241 ou (14) 3602-1398 e o setor funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h e aos sábados, das 7h às 12h. Na unidade, as pacientes serão submetidas à verificação de temperatura e identificação de sinais gripais.
A orientação para mulheres residentes de outras cidades é para que realizem o exame no município de origem, evitando deslocamentos nesse momento de pandemia.
De acordo com a ginecologista responsável pelo Instituto de Prevenção Ginecológica, Lenira Maria Queiroz Mauad, embora o teste seja realizado gratuitamente em todo o Brasil e sirva para rastreamento de lesões que possam se tornar tumor, ainda é pouco utilizado pelas brasileiras. Estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca) apontam que, em média, 16 mil novos casos de câncer de colo do útero são diagnosticados por ano no Brasil e é a quarta causa de morte na população feminina por câncer. "É muito importante que as mulheres se submetam ao exame para detecção precoce de lesões pré-tumorais ou em estágios iniciais e que ele seja realizado periodicamente a partir dos 25 anos".
A médica comenta ainda que, nesta fase, as lesões não apresentam sintomas. "Quando as mulheres têm alterações que podem evoluir para o câncer do colo ou que são lesões iniciais do câncer, não apresentam sintomas. Vai sentir dor, sangramento ou corrimento com odor cinco ou dez anos depois da lesão inicial, em um quadro mais grave. É importante que não se espere um sintoma, porque o tratamento será mais invasivo."
O câncer de colo do útero é causado por infecções adquiridas pelo Papiloma Vírus Humano (HPV) e a prevenção é baseada no sexo seguro, com uso de camisinha. Além disso, o Ministério da Saúde disponibiliza vacinas contra o HPV para meninas de nove a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos.
Serviço
Rua Rui Barbosa, 374 - Jaú - SP
Telefone: (14) 3602-1241 ou (14) 3602-1398
Atendimento de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h, e sábado, das 7h às 12h.
Documentos e procedimentos necessários para a consulta: Apresentar cartão do Sistema Único de Saúde (SUS), Registro Geral (RG) e Cadastro de Pessoas Físicas (CPF). Evitar relações sexuais e o uso de duchas ou medicamentos vaginais (como cremes e geleias espermicidas) nos três dias que antecedem a consulta e não estar no período menstrual.
Com múltiplos sistemas de informação e diferentes metodologias nos estados, dados sobre a epidemia no Brasil é um dos maiores desafios no enfrentamento ao novo coronavírus
Rio de Janeiro/RJ – A pandemia do novo coronavírus tem imposto desafios inéditos aos sistemas de informação em saúde. Os dados sobre a Covid-19 no Brasil, em nível estadual e municipal, são fundamentais para a tomada de decisões sobre as políticas públicas e medidas de emergência para conter a epidemia. Esses dados, porém, dependem de sistemas e painéis que têm cobertura e qualidade extremamente variável no país. É o que indica estudo da Fiocruz, que aponta: a divulgação de casos da doença pode apresentar demora de até sete semanas entre seu registro no sistema de saúde e a efetiva divulgação nos boletins epidemiológicos. Uma discrepância que pode fazer muita diferença, por exemplo, nas fases de flexibilização do isolamento social.
Em cinco estados — Amapá, Maranhão, Paraíba, Rio de Janeiro e Rondônia — os dados oficiais registraram o número máximo de casos de Covid-19 mais de 50 dias depois de ele ter efetivamente acontecido. Isso significa que medidas importantes de saúde pública podem ter demorado a ser tomadas, prejudicando o combate à epidemia.
O caso desses cinco estados é o mais significativo descoberto em um estudo realizado por pesquisadores do projeto MonitoraCovid-19, do Instituto de Comunicação e Informação em Saúde (Icict), da Fiocruz. O resultado da análise está na Nota Técnica O tempo dos dados: explorando a cobertura e oportunidade do SIVEP-Gripe e o e-SUS VE (que pode ser lida na íntegra, aqui). Outros estados com discrepância grande entre as datas real e oficial no número máximo de casos foram Paraná (30 dias), Rio Grande do Norte e Espírito Santo (27 dias), Goiás (25 dias), Distrito Federal (26 dias), Rio Grande do Sul (22 dias), Roraima (21 dias), Santa Catarina (20 dias) e Amazonas (19 dias). A diferença média entre os estados foi de 17 dias.
Dois sistemas nacionais
Essa diferença, porém, não pode ser encarada como resultado de falhas técnicas e operacionais, mas sim como inerente aos desafios impostos pela própria complexidade da epidemia e de seus desdobramentos num país tão grande e diverso quanto o Brasil. “Não é possível apontar uma única causa para explicar essas discrepâncias. Trata-se da soma de vários fatores, alguns deles complexos, que demandariam uma investigação mais detalhada”, explica Diego Xavier, epidemiologista do Icict/Fiocruz que participou do estudo.
O pesquisador acrescenta que cada estado segue procedimentos próprios para consolidar seus boletins epidemiológicos e lançar as informações nos dois sistemas nacionais de dados de saúde que abrangem a Covid-19: o Sistema de Informação de Vigilância da Gripe (Sivep- 2 Gripe) e o e-SUS VE. Este último foi criado para atender à alta demanda de notificações devido à epidemia. “Como e-SUS VE foi desenvolvido durante a pandemia, alguns registros eventualmente podem ter sido inseridos em ambos os sistemas, e não existe um indexador que permita acompanhar o paciente na transição de um sistema para o outro”, descreve Xavier.
Na prática, a análise do MonitoraCovid-19 constatou que a discrepância de datas não é a única: também há diferenças consideráveis com relação aos registros dos doentes e óbitos. Por exemplo: os dados do e-SUS VE, quanto aos números de casos da doença, apresentam diferença de 10% em relação ao observado nos boletins das Secretarias Estaduais. Mas, se somados os casos registrados no Sivep-Gripe, essa variação passa a 4%.
Em prol da padronização
Espírito Santo e Paraná apresentam a maior variação percentual na comparação com os dados do Ministério da Saúde. Nestes estados, os números de casos divulgados nos boletins oficiais são muito maiores do que os casos registrados nos bancos de dados. Situação inversa é observada em Goiás, Piauí e Rio Grande do Norte, onde o volume de casos nos sistemas é superior ao observado nos boletins epidemiológicos.
Em suas conclusões, a nota técnica recomenda que não seja modificada a forma de divulgação dos registros, mas que as divergências apontadas sejam levadas em conta pelos gestores públicos: “Esta análise não busca sugerir ou recomendar que os dados sejam alterados para divulgação, pois a população já se habituou a essa lógica, e alterar as datas neste momento do processo epidêmico traria mais desinformação do que ganho na comunicação. Contudo, as defasagens apresentadas devem ser consideradas pelos gestores públicos, sobretudo para tomada de decisão e orientação das intervenções”.
O sanitarista Christovam Barcellos, vice-diretor do Icict/Fiocruz, diz que esse estudo é um chamamento às autoridades de Saúde para ações de melhoria na confiabilidade dos dados de saúde pública no Brasil: “Seria importante um esforço nacional, que poderia ser liderado pelo próprio Ministério da Saúde. Uma busca coletiva em prol da padronização na forma como são lançados os dados de saúde em todos os níveis, começando pela ponta, ou seja, nos postos de saúde e hospitais públicos dos municípios. Além de padronizar, seria preciso um esforço de treinamento de abrangência nacional, criando uma cultura mais sólida de registro das informações de saúde no Brasil”.
SÃO CARLOS/SP - O Comitê Emergencial de Combate ao Coronavírus se reuniu nesta quinta-feira (20/8), no auditório do Paço Municipal, com representantes das escolas particulares de educação infantil para discutir o retorno das aulas presenciais nessas unidades.
Os representantes das escolas apresentaram aos membros do Comitê 10 modelos de protocolos de segurança sanitária para que seja autorizado o retorno das aulas presencias na rede particular de ensino.
Cerca de 30 empresários do setor educacional particular participaram da reunião que também contou com a participação do procurador geral do município, Alexandre Carreira Martins Gonçalves, da supervisora da Vigilância Sanitária, Fernanda Cereda, do diretor de Fiscalização da Prefeitura, Rodolfo Penela, da diretora do Procon, Juliana Cortes e de Fabrícia de Paulo, diretora do Departamento de Supervisão Escolar da Secretaria de Educação, além dos secretários municipais e membros do Comitê, Glaziela Solfa Marques, da Cidadania e Assistência Social e Samir Gardini, da Segurança Pública.
De acordo com o coordenador do Comitê e secretário de Comunicação, Mateus de Aquino, os protocolos foram recebidos e todos serão analisados tecnicamente pela Vigilância Sanitária. “Essa é a segunda reunião com proprietários das escolas particulares. Na primeira reunião ficou acordado que o município precisava analisar juridicamente a situação, já que a rede municipal anunciou que não retorna as atividades presenciais esse ano. Mas entendemos que devemos auxiliar a retomada do setor, porém de forma segura, com protocolos rígidos e que deverão ser seguidos por todos”, disse Aquino.
O coordenador explicou, ainda, que será elaborado um protocolo único pela Vigilância Sanitária que será apresentado para todos na próxima quinta-feira, dia 27 de agosto. Para a retomada das atividades todas as escolas devem receber um alvará temporário para essa situação. Quanto à data de retorno das aulas presenciais nas escolas particulares, Mateus de Aquino, afirma que vai ser preciso seguir o Plano SP.
O Governo do Estado autorizou a abertura gradual das escolas nas cidades que estão na fase amarela do Plano São Paulo em duas datas distintas. A partir do dia 8 de setembro, a retomada atenderia apenas alunos com mais dificuldade de aprendizado em atividades de reforço. A retomada efetiva, mas ainda gradual e restrita do calendário letivo, é prevista para 7 de outubro. Nesta primeira etapa, na educação infantil e nos anos iniciais do ensino fundamental, o limite máximo previsto no Plano SP é de até 35% dos alunos em atividades presenciais. Para os anos finais do ensino fundamental e ensino médio, o limite máximo é de 20%.
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