Segundo a psicóloga Naiara Mariotto, readaptação pode gerar picos de medo e desencadear ansiedade se a resiliência e a flexibilidade emocional não forem tratadas.
SÃO PAULO/SP - O retorno das atividades nas regiões onde as flexibilizações do comércio e serviços são permitidas afetam a rotina dos trabalhadores por todo o estado de São Paulo. Essas mudanças, se não abordadas com atenção, podem ser um gatilho para o desenvolvimento de transtornos mentais, como a ansiedade e a depressão.
Segundo a psicóloga Naiara Mariotto, a volta da rotina e a nova necessidade de reorganização da vida, do tempo e das atividades podem ser um fator estressante para as pessoas, da mesma maneira que as mudanças no início da pandemia ocasionaram um pico de estresse.
“As pessoas acabaram de se adaptar ao home office e a uma postura mais isolada, mas precisam enfrentar, novamente, uma nova realidade. Desta vez, elas vão de encontro ao desconhecido, agora com muito mais medo do que vai acontecer, considerando o panorama da Saúde e o próprio medo da doença”, explicou.
De acordo com Naiara, a quarentena permitiu uma sensação de segurança para as pessoas e, com a reorganização da agenda e retomada das atividades, o sentimento de vulnerabilidade volta à tona.
“As pessoas estão com muito mais medo e, com isso, mais ansiosas e preocupadas exatamente porque estão se sentindo expostas. Isso traz uma sensação de impotência muito grande afetando ainda mais a insegurança e deixando elas ainda mais vulneráveis, fazendo um círculo vicioso”, disse.
Crises de ansiedade, pânico e depressão
A psicóloga ressalta ainda a maior necessidade de cuidado de quem já é diagnosticado com ansiedade, pânico e depressão, entre outros transtornos, porque se tratam de pessoas mais frágeis e com mais dificuldade em relação aos desafios e ao medo de não dar conta, além do sofrimento com relação ao autocontrole.
“Todos nós seres humanos queremos ter o controle de tudo, mas as pessoas que já sofrem com a ansiedade possuem esse desejo muito mais exacerbado, inclusive de uma forma inconsciente, querendo controlar aquilo que não é controlável. Isso acaba trazendo muito mais insegurança e pode ocasionar as crises”, explicou.
As queixas mais comuns na clínica, segundo Naiara, são justamente sobre a confusão mental causada pelo ‘turbilhão de emoções’ ao longo do dia, que desencadeiam picos e extremos de sentimentos de impotência.
Como lidar com a volta da rotina
Para lidar com a retomada das atividades sem grandes prejuízos à saúde mental, a psicóloga explica que é importante que as pessoas foquem apenas nos problemas que são possíveis de resolver e tentem desapegar dos pensamentos cíclicos que fogem do seu alcance.
“Se elas conseguirem se afastar daquilo que não está no controle e passarem a ter mais flexibilidade emocional para lidar com tudo, elas vão conseguir se comportar de maneira mais assertiva, porque automaticamente vão diminuir a intensidade do medo e das complicações que ele possa causar”, disse.
Dessa forma, Naiara sugere que os pacientes priorizem as atividades que pedem urgência e tentem desenvolver estratégias para lidar com momentos de dificuldades, medo e preocupação. Caso a pessoa não consiga desenvolver o autocontrole, é importante procurar um profissional para auxiliar nesse cuidado com o psicológico para que ela viva com mais qualidade de vida.
“Não só nesse momento, mas em todos a saúde mental é imprescindível, até porque nós lidamos com frustrações e mudanças o tempo todo e, se não estivermos preparados com o mínimo de flexibilidade emocional e resiliência, nós estamos fadados a sofrer com isso o resto da vida”, disse.
Quem é Naiara Mariotto?
Naiara Mariotto atua há 12 anos como psicóloga clínica, seguindo a abordagem cognitivo comportamental. É especialista em relacionamentos e equilíbrio emocional, psicoterapeuta, sexóloga, supervisora clínica e palestrante.
É fundadora da Clínica Naiara Mariotto, em Araraquara (SP), onde oferece atendimentos para crianças, adolescentes, adultos, casais e famílias, além das terapias corporais e relaxantes.
SÃO PAULO/SP - O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), de 62 anos, informou nesta 4ª feira (12) que foi diagnosticado com covid-19. Doria disse que está assintomático e que irá trabalhar de casa.
“Acabei de receber meu sexto teste da covil-19 e esse, infelizmente, foi positivo”, afirma o governador em vídeo publicado nas redes sociais.
Seguindo o princípio da total transparência com que temos lidado com a pandemia, informo que fui diagnosticado com Covid-19. Estou bem, sem sintomas. Seguirei trabalhando de casa, cumprindo as recomendações médicas de isolamento. Tenho fé em Deus que vou superar a doença. ? pic.twitter.com/AjTtIBeBrN
— João Doria (@jdoriajr) August 12, 2020
Doria disse ainda que “tudo isso vai passar, a vacina vai chegar e o Brasil terá 1 novo momento livre do coronavírus”. O governador afirmou no dia anterior que o Estado deve ter 15 milhões de doses da imunização desenvolvida pela China em dezembro.
São Paulo é a unidade da Federação com mais casos e mortes por covid-19. São pelo menos 639,6 mil infectados e 25.571 vítimas.
O Estado foi 1 dos primeiros Estados a decretar quarentena, em 23 de março. O governo começou a retomada gradual de atividades em 1º de junho. Na semana passada, bares e restaurantes receberam permissão para funcionar até às 22 horas.
*Por: PODER360
Tecnologia que detecta o câncer de cabeça e pescoço poderá ser adaptada para o diagnóstico da Covid-19
SÃO CARLOS/SP - Os biomarcadores são compostos presentes em fluídos corporais como no sangue, urina, saliva ou lágrima e podem ser utilizados para o diagnóstico de diversos tipos doenças. Para alguns biomarcadores - como as proteínas -, há métodos de detecção amplamente disponíveis, entretanto, novos e promissores biomarcadores necessitam de técnicas mais sofisticadas que estão disponíveis em poucos centros especializados nas grandes cidades, o que restringe seu uso. Pensando nessa questão de saúde mundial, a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), em parceria com o Centro de Pesquisa em Oncologia Molecular (CPOM) do Hospital de Amor de Barretos, desenvolveu um método mais simples que o usual para detectar microRNAs (miRNAs), importantes biomarcadores para o diagnóstico de diversas doenças, identificando, neste caso, o câncer de cabeça e pescoço, e com possibilidade de ser adaptado, inclusive, para o diagnóstico da Covid-19. O dispositivo é feito com materiais descartáveis de baixo custo, capaz de detectar o biomarcador miRNA associado aos cânceres de cabeça e pescoço com a mesma precisão dos diagnósticos realizados atualmente.
Intitulada "Sensor eletroquímico descartável para quantificação de miRNA para o diagnóstico de doenças e método de obtenção e de quantificação", a patente de autoria dos pesquisadores Ronaldo Censi Faria, Orlando Fatibello Filho, Fernando Henrique Cincotto e Wilson Tiago da Fonseca, do Departamento de Química (DQ) da UFSCar, junto de Matias Eliseo Melendez, Ana Carolina de Carvalho Peters e André Lopes Carvalho, do Centro de Pesquisa em Oncologia do Hospital de Amor de Barretos, é uma proposta de dispositivo confeccionado com materiais simples - tais como plásticos, tintas condutoras, folhas de impressora a laser (transparências), impressora de recorte, adesivos vinílicos e outros materiais de papelaria - que realiza o diagnóstico do câncer com a mesma precisão dos métodos atuais.
De maneira geral, os cânceres de cabeça e pescoço se referem a qualquer neoplasia que atinge a mucosa da via aerodigestiva superior - compreendida pela boca, faringe e laringe, sendo o carcinoma epidermoide o mais frequente. Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca), em geral os tumores de cabeça e pescoço são mais frequentes em homens na faixa dos 60 anos de idade e representam o segundo tipo da doença com maior incidência na população masculina e o quinto mais comum entre as mulheres. Considerando a especificidade de cada sintoma e tratamento, cientistas do mundo todo se dedicam a descoberta de fármacos e mecanismos de cura, mas até atualmente, uma das principais formas de obter sucesso no tratamento é identificar o tumor em estágios iniciais, o que reforça a importância do diagnóstico precoce.
De acordo com o inventor Wilson Fonseca, para o desenvolvimento da tecnologia, foram analisadas 18 amostras de pacientes separados em grupo controle (que não possuem a doença) e grupo afetado (que possuem câncer de cabeça e pescoço). Com isso, o dispositivo eletroquímico descartável mediu o sinal e ofereceu uma resposta como um glicosímetro - dispositivo utilizado para a medição da glicose - detectando a biomolécula miRNA-203 (biomarcador) em amostras de pacientes com a doença apresentado um sinal diferente dos pacientes que não possuíam a doença. A partir daí, os resultados foram comparados com os dados dos mesmos pacientes que tinham sido submetidos ao método padrão RT-PCR, retificando o diagnóstico de câncer de cabeça e pescoço. "A patente detecta a biomarcador miRNA-203 em amostras de linfonodos através de ensaios com partículas magnéticas, nanopartículas de ouro e sondas de DNA que possibilitam a captura do biomarcador e sua inserção no dispositivo, por meio do qual é medido o biomarcador eletroquimicamente, gerando uma resposta quando o paciente é portador da doença", esclarece.
Levando cerca de nove meses para ser desenvolvida, fruto de sua tese de doutorado, Fonseca explica que o diferencial da tecnologia é a utilização de um método alternativo de baixo custo para o diagnóstico através da detecção de biomarcadores miRNA, isso porque o método padrão RT-PCR para detectar este tipo de câncer é caro e utiliza equipamentos maiores. "O método que propomos não utiliza ultrassonografia, ressonância magnética, e nem medidas em RT-PCR, portanto, seu diferencial em relação a outros métodos atuais é o fato de ser um dispositivo descartável confeccionado com materiais simples de papelaria e que possibilita a portabilidade, uma vez que atualmente os exames são feitos em laboratórios com equipamentos difíceis de se transportar (em virtude de sua dimensão e peso). Além disso, alcançamos elevada sensibilidade detectando a molécula em níveis de concentração bastante baixos, o que a torna promissora ao mercado", diz ele.
A tecnologia ainda não está disponível no mercado porque os pesquisadores carecem de investimentos e parceiros que atuem em cooperação para aprimorar ainda mais o dispositivo na área eletrônica, tornando-o menor e ainda mais portátil como o glicosímetro. A expectativa é que, além de diferentes tipos de câncer, ele possa detectar doenças como o HIV, artrite reumatoide, fibrose hepática, e doenças virais, como a Covid-19.
Assim, atualmente, além do objetivo de inserir essa tecnologia no mercado mundial, o grupo de pesquisadores investe no desenvolvimento de biossensores, imunossensores e sensores de baixo custo para o diagnóstico de doenças humanas e doenças de plantas, focando sempre no diferencial de baixo custo, medidas in loco/portabilidade e praticidade de descarte após o uso. Em momento de pandemia e isolamento mundial, o grupo de Ronaldo Faria segue atuando em projetos de pesquisa voltados para o diagnóstico da Covid-19.
Essa tecnologia está disponível para licenciamento e as informações podem ser conferidas no site da Agência de Inovação (AIn) da UFSCar em www.inovacao.ufscar.br.
Contrato com a empresa responsável pela obra foi assinado em 7/8 e o serviço começa na próxima semana
SÃO CARLOS/SP - Na última sexta-feira, dia 7 de agosto, foi assinado o contrato com empresa responsável pela construção do Bloco D do Hospital Universitário da Universidade Federal de São Carlos (HU-UFSCar/Ebserh). As obras terão início a partir da próxima semana e a finalização está prevista em dois anos.
O Bloco D irá abrigar serviços de apoio técnico e logístico. Serão 4.578,50 m² de área construída com vestiários/higiene, refeitório, cozinha, central de distribuição de medicamentos, almoxarifado, laboratório de anatomia patológica, necrotério, rouparia, manutenção predial e engenharia clínica, além de espaço para carga e descarga e para abrigo de resíduos.
Essa estrutura foi levantada em 2010, mas a obra foi paralisada. Com a gestão do HU pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), elaborou-se um plano de investimentos para a retomada da construção. Como a estrutura é antiga, algumas modificações serão realizadas, de forma que se cumpra a legislação vigente e as normas de segurança, prevendo, também, a eficiência do espaço em relação aos serviços que serão ofertados ali.
O valor da obra é R$ 9,035 milhões com recursos provenientes do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (Rehuf), gerido pela Ebserh. De acordo com Ângela Leal, Superintendente do HU, "a obra é fundamental para abrigar serviços de apoio à recente expansão do Hospital".
MUNDO - O presidente Vladimir Putin anunciou nesta terça-feira (11) que a Rússia registrou a primeira vacina do mundo contra o novo coronavírus. Ele garantiu que sua filha já tomou a vacina e que ela estará disponível a partir de janeiro. A decisão é questionada e a Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu o cumprimento dos protocolos e dos regulamentos.
O Ministério da Saúde russo deu a aprovação regulatória para o produto, desenvolvid pelo Instituto Gamaleya de Moscou, após menos de dois meses de iniciados os testes em humanos.
"Esta manhã foi registrada, pela primeira vez no mundo, uma vacina contra o novo coronavírus", disse Putin durante reunião com membros do governo.
De acordo com o presidente, o produto é "eficaz" e superou todas as provas necessárias, além de permitir uma "imunidade estável" face à covid-19. Putin garantiu também que uma das suas duas filhas já recebeu uma dose e que se está se sentindo bem.
"Uma das minhas filhas tomou a vacina", afirmou. "Dessa forma, ela participou da experiência. Depois da primeira vacinação, ela teve 38 graus de febre, no dia seguinte 37, e foi apenas isso".
A Rússia espera agora poder iniciar a aplicação em massa, mesmo que estejam ocorrendo ainda testes clínicos para comprovar a segurança da vacina. As autoridades russas já tinham anunciado que os profissionais de saúde, professores e outros grupos de risco serão os primeiros a serem imunizados.
A vice primeira-ministra da Rússia, Tatyana Golikova, disse que a vacina vai começar a ser administrada a profissionais de saúde, a partir de setembro, e que estará disponível ao público em geral a partir de 1º de janeiro de 2021.
Decisão questionada
Muitos cientistas, no entanto, na Rússia e em outros países, questionaram a decisão de registrar a vacina antes que sejam completada a chamada Fase 3 do estudo - que, por norma, demora vários meses, envolve milhares de pessoas e é a única forma de provar que a vacina experimental é segura e funciona.
Nas últimas semanas, muitos cientistas expressaram preocupação com a velocidade em que estava sendo desenvolvida a vacina. A Organização Mundial da Saúde pediu "diretrizes claras" para o tratamento e o cumprimento dos protocolos e dos regulamentos em vigor.
*Por RTP
Número de recuperados continua crescendo no município e todos os casos ativos estão em isolamento domiciliar. Apenas 2,40% aguardam resultado para Covid-19
IBATÉ/SP - A Vigilância Epidemiológica e o Gabinete de Prevenção e Monitoramento do Coronavírus de Ibaté divulgaram, nesta segunda-feira (10), o sétimo relatório da situação da Covid-19 nos bairros da cidade.
O município registrou o terceiro óbito pela doença na última quinta-feira (6), um mês após a primeira morte ocorrida em 6 de julho. A segunda morte foi registrada no dia 31 de julho. Com essa terceira morte, a Taxa de Letalidade (relação entre o número de óbitos e o número de casos diagnosticados) é de 1,56% em Ibaté.
Em dados atualizados nesta segunda-feira (10), às 13h, Ibaté não tem nenhum caso positivo internado, nem internados aguardando resultado e nem óbito suspeito aguardando resultado.
O município faz, em média, 20 testes por dia para Covid-19 por meio de convênio com a UFSCar em São Carlos e parcerias com a Unesp em Araraquara e com o Instituto Adolfo Lutz em Ribeirão Preto. Dos exames já realizados, 85,49% deram negativos, 12,11% positivos e hoje apenas 2,40% aguardam resultado em Ibaté.
No total dos 192 casos confirmados (dados de 8.8), 83,85% já estão recuperados, número maior do que foi apresentado no relatório da semana passada que era de 81,98%.
Os casos ativos são 14,58%, sendo que o maior número continua no Jardim Cruzado (60), seguido pelo Jardim Icaraí (21), pelo Jardim América (13), Encanto do Planalto (11), Centro (11), Santa Terezinha (11), Jardim Menzani (8), Conj. Habitacional Pedro Ricco (7), Jardim Mariana (7), São Benedito (7), Jardim Nossa Senhora Aparecida (6), Residencial José Giro (6), Jardim do Bosque (5), Antônio Moreira (4), Distrito Industrial (3), Vila Tamoio (3), Vila Bandeirantes (3), Domingos Valério (3), Jardim Encanto do Planalto (2) e Zona Rural (1).
A Prefeitura de Ibaté publica, diariamente, em seu site (ibate.sp.gov.br) um boletim atualizado da situação da doença no município. Já o próximo relatório consolidado de casos na cidade será divulgado na segunda-feira, 17 de agosto.
De acordo com o pesquisador do Centro Mente Aberta, Marcelo Demarzo, objetivo é criar um banco de dados para facilitar o desenvolvimento de intervenções mais eficientes para o bem-estar físico e mental.
SÃO PAULO/SP - Um estudo coordenado pela Universidade Autônoma de Barcelona, na Espanha, em parceria com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e outras instituições de 20 países, está buscando voluntários para responder a um questionário online sobre os efeitos psicossociais da pandemia da Covid-19.
O objetivo da pesquisa é criar um banco de dados internacional sobre os efeitos psicológicos e o comportamento das pessoas durante o período de pandemia.
De acordo com o pesquisador do Centro Mente Aberta da Unifesp, Marcelo Demarzo, o estudo do comportamento das pessoas diante de uma crise sem precedentes pode facilitar futuramente o desenvolvimento de intervenções mais eficientes para o bem-estar físico e mental.
“Do ponto de vista psicológico, o isolamento pode trazer uma série de emoções negativas e prejudiciais à saúde mental, ao mesmo tempo em que, para algumas pessoas, os reflexos da quarentena são mais amenos. Por isso, é importante que o banco de dados seja variado e contemple a realidade vivida por diferentes perfis de participantes”, disse.
Ao fim do levantamento, o banco de dados criado será disponibilizado para toda a comunidade científica e autoridades de saúde. A intenção é que ele seja usado para facilitar pesquisas que melhor preparem a população para futuras crises de saúde.
Como participar
O questionário é anônimo e está sujeito ao Regulamento Europeu de Proteção de Dados e às regulamentações da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa dos países envolvidos.
Para responder a todas as perguntas, o participante leva cerca de 10 minutos. Os interessados devem acessar o link: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfI44H0DFyK9yEeaXGKWlvKmJxLe_u2lCi13pCEmhSH9m3O1g/viewform
Ou pedir mais informações pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. O questionário ficará disponível até o dia 30 de agosto.
Centro Mente Aberta
Fundado pelo especialista pioneiro em Mindfulness no Brasil, o Mente Aberta (Brazilian Center for Mindfulness and Health Promotion) é um Centro de promoção e divulgação de intervenções baseadas em Mindfulness com foco em práticas e programas, formação profissional e pesquisas científicas.
O Centro Mente Aberta coordena um Programa de Extensão Social da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), um grupo de pesquisa certificado pela universidade e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), e segue as Diretrizes da Rede Britânica de Professores de Mindfulness (UK Network for Mindfulness-Based Teacher Trainers).
A 4ª etapa do Programa de Mapeamento teve a maior adesão de participantes. 1.180 moradores responderam aos questionários e fizeram o teste de COVID-19
SÃO CARLOS/SP - A 4ª etapa do “Testar para Cuidar – Programa de Mapeamento da COVID-19”, em São Carlos teve a participação de quase 84 % das pessoas convocadas para o Programa, a maior adesão de todo o levantamento. Das 1.400 pessoas selecionadas para participar da pesquisa, 1.180 responderam aos questionários e passaram pela coleta de sangue para saber se tiveram ou não a COVID-19. A última etapa foi realizada entre 21 e 26 de julho.
“Como na etapa anterior, a participação dos moradores de alguns bairros foi 50% mais baixa do que o esperado, decidimos levar o ônibus do Consultório na Rua, da Prefeitura de São Carlos, até essas regiões. A estratégia deu certo e incentivou a população a participar”, explica a infectologista da Santa Casa e uma das coordenadoras do TESTAR PARA CUIDAR, Carolina Toniolo Zenatti.
Com o término das quatro etapas, os pesquisadores estão analisando os resultados dos testes sorológicos feitos pelo Departamento de Morfologia e Patologia, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e, também, os dados dos questionários respondidos pelos participantes. O resultado final do mapeamento deve ser divulgado na última semana de agosto.
O “Testar para Cuidar – Programa de Mapeamento da COVID-19” é uma realização da Santa Casa, Prefeitura de São Carlos, Statsol, Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), o Hospital Universitário (HU-UFSCar) e a Unimed São Carlos.
RIBEIRÃO PRETO/SP - Lucas Pires Augusto, médico que participou da separação das gêmeas siamesas Maria Ysadora e Maria Ysabelle no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, morreu aos 32 anos neste sábado (8), em decorrência da Covid-19.
Antes de ser encaminhado para a UTI, devido o avanço da doença, o médico publicou uma carta nas redes sociais, onde agradece pelas orações e o trabalho: “Agradeço aos amigos pelas orações. Peguei essa doença fazendo o que amo, cuidando dos meus pacientes com amor e dedicação. Faria tudo outra vez.”, diz trecho do post publicado pelo médico.
Augusto deixa a esposa e dois filhos. Nas redes sociais, amigos prestam suas homenagens. “Queridos Benjamin e Isabela, o pai de vocês foi para outra dimensão hoje, ficar mais pertinho de Deus. Ele deixa o plano terreno como um herói. Nunca se esqueçam disso: por amor à profissão, ele perdeu a própria vida cuidando de outras vidas”, informou uma companheira de estudos, também médica.
Segundo caso
Lucas Augusto foi a segunda vítima fatal da doença na equipe que realizou a separação das gêmeas no HC. Em março, o médico estadunidense James Tait Goodrich faleceu em Nova Iorque aos 73 anos, também em decorrência da infecção do novo coronavírus.
Referência mundial neste tipo de procedimento, Goodrich foi convidado pelo Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto para auxiliar na cirurgia de separação das gêmeas, em 2018.
*Por: THATHI.com.br
BRASÍLIA/DF - O governo brasileiro gastou R$ 2,9 bilhões em itens como máscaras, álcool em gel e termômetros. O dinheiro também serviu para contratar serviços de manutenção de equipamentos médico-hospitalares e de engenharia em hospitais e centros de atendimento a pessoas infectadas pelo novo coronavírus. Os dados são do Painel de Compras Covid-19, que detalha as compras emergenciais realizadas a partir de fevereiro.
Desde a publicação da Lei nº 13.979, que dispõe sobre as medidas para enfrentamento da emergência de saúde pública, de 6 de fevereiro de 2020, 7.186 aquisições de insumos de saúde foram realizadas para o enfrentamento à pandemia do novo coronavírus.
De acordo com o secretário de gestão do Ministério da Economia, Cristiano Heckert, o painel permite controle dos gastos públicos pela sociedade e por órgãos de controle, durante a pandemia. “Além de investir em ações para simplificar os procedimentos de compras públicas, com a edição de normativos, buscamos desenvolver ferramentas para o acompanhamento das aquisições emergenciais. O fortalecimento do monitoramento, controle e prestação de contas à sociedade estão diretamente ligados à capacidade de resposta à pandemia, por promover melhor aplicação de recursos e mitigar a corrupção”, disse Heckert.
O painel mostra que, até o momento, 5.154 fornecedores abasteceram a administração pública e a sociedade com insumos voltados ao enfrentamento à pandemia. Os órgãos que mais realizaram aquisições, em relação ao valor total comprado, foram a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), com pouco mais de R$ 1 bilhão, o Mistério da Cidadania, com R$ 397 milhões, e o Ministério da Saúde, com R$ 277 milhões.
Os dados indicam ainda que as unidades da Federação onde os órgãos federais mais compraram foram o Distrito Federal, com R$ 1,21 bilhão, seguido do Rio de Janeiro, com R$ 1,18 bilhão. Do total comprado pelo governo, R$ 2,7 milhões foram por meio de dispensa de licitação, que representa 6.705 aquisições.
Quase a totalidade das compras foi feita pelo governo federal (R$ 2,845 bilhões). Mas os estados e municípios também podem usar o Comprasnet (Sistema de Compras do Governo Federal) para fazer as aquisições.
Atualizado diariamente, o painel consolida os dados de todas as modalidades de aquisições por meio do Comprasnet, incluindo órgãos e entidades de outros entes da Federação que utilizam o sistema. As compras podem ser detalhadas de acordo com órgão ou entidade contratante, modalidade de contratação, quantidade e valores adquiridos, descrição do item (simplificada e detalhada), entre outros filtros. Ao analisar uma contratação, a ferramenta também permite exportar os dados para uma planilha, com o objetivo de facilitar a análise da aquisição.
*Por: PODER360
*Informações: AGÊNCIA BRASIL
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