SÃO PAULO/SP - A suspensão da partida entre Brasil e Argentina, pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo, é destaque no mundo inteiro. O jogo foi interrompido após agentes da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) entrarem no gramado da Neo Química Arena, em São Paulo, para impedir que quatro atletas argentinos que vieram da Inglaterra disputassem o confronto.
O argentino Olé descreveu o episódio como o um dos "maiores papelões do futebol mundial". Segundo o diário, a interrupção da partida foi "absurda".
"Qual é o argumento que a organização de saúde tem contra os quatro jogadores argentinos que atuam na Premier League? Por que a ação ocorreu apenas quando o jogo foi iniciado? Impossível encontrar respostas lógicas", escreveu o Olé. A chamada para a reportagem trazia a frase "papelão mundial brasileiro".
Segundo a Anvisa, os atletas argentinos deram informações falsas e ocultaram que estiveram no Reino Unido nos últimos 14 dias. Viajantes que passaram recentemente por este país não podem entrar no Brasil, conforme regra adotada pelo governo Jair Bolsonaro para evitar a disseminação de variantes da Covid-19.
A reportagem do Olé não mencionava que os jogadores ocultaram informações.
O Clarín, também da Argentina, se refere ao caso como um "escândalo". De acordo com o jornal, a Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) está analisando a retirada dos pontos do Brasil.
O site do veículo destaca uma publicação da Conmebol afirmando que "as eliminatórias da Copa do Mundo são uma competição da Fifa, e todas as decisões relativas à sua organização e desenvolvimento são da competência exclusiva daquela instituição".
O Guardian, da Inglaterra, também destaca a suspensão do jogo e diz que autoridades tentam deportar quatro jogadores.
"As últimas notícias são de que a Argentina está prestes a deixar o estádio em um ônibus e o Brasil fará um treino dentro de campo. Isso foi terrível", publicou o jornal logo após a suspensão do jogo.
ARGENTINA - Após o governo argentino limitar as exportações do país em 50% veio o resultado: queda de quase 30% para o volume de carne bovina vendida por esse país no mês de julho. A consequência disso é uma redução na apuração do faturamento, com as exportações, da ordem de mais de US$ 1 bilhão. Produtores argentinos estão se sentindo bastante prejudicados e isso, consequentemente, abre espaço para outros mercados preencherem esta cota.
Para ter uma ideia, esses 30% de queda representam 35 milhões de toneladas de carne que são, aproximadamente, 20% do que o Brasil tem exportado mensalmente para a China. Ou seja, é um volume bastante considerável e abre espaço para outros concorrentes no Mercosul aumentarem suas exportações e ampliarem ainda mais seus horizontes internacionais.
Abre espaço para o Paraguai, principalmente, e para o Brasil, porque esses mercados estão com preços mais competitivos internacionalmente. Vale registrar que o Uruguai, hoje, é um país um pouco mais caro nesse sentido. Quando se compara o preço da arroba do boi, em dólar, nos países do Mercosul, essa é ordem de boi mais caro para o mais barato: Uruguai, Brasil, Paraguai e por fim Argentina, que viu essa queda de preços.
No mercado doméstico argentino, o preço da carne também veio para baixo, ou seja, em linha com a tentativa do governo de conter os preços para segurar o cenário inflacionário bastante agressivo que se desenhou naquele país. Vem em linha, também, com a queda do poder de compra. A crise econômica que está se vivendo nesse país também reforça.
Infelizmente, em um segundo momento, o que a gente costuma ver — e a história nos conta sobre esse tipo de medida —, é que isso desincentiva o investimento na atividade, faz cair a produção e, logo em seguida, vem uma nova onda de alta mesmo com a contenção dos volumes exportados. Então, muito possivelmente, se esse movimento continuar e a medida do governo persistir, é isso que devemos ver no futuro.
As perdas econômicas que já aconteceram são irreversíveis e estimamos que as medidas devem continuar valendo até, pelo menos, as eleições argentinas, já que é uma medida vista como populista.
*Por: Lygia Pimentel / FORBES
Lygia Pimentel, CEO da AgriFatto, é médica veterinária, economista e consultora para o mercado de commodities. Desde 2007 atua no setor do agronegócio ocupando cargos como analista de mercado na Scot Consultoria, gerente de operação de commodities na XP Investimentos e chefe de análise de mercado de gado de corte na INTL FCStone.
RIO DE JANEIRO/RJ - A técnica da seleção brasileira de futebol feminino, Pia Sundhage, convocou na terça-feira (31) as jogadoras para os amistosos contra a Argentina. Os jogos serão disputados em período de data Fifa, nos dias 18 e 21 de setembro, respectivamente nas cidades paraibanas de João Pessoa e Campina Grande.
Na avaliação da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), os Jogos Olímpicos encerraram um ciclo na seleção feminina. Na competição, o Brasil foi eliminado nas quartas de final da Olimpíada de Tóquio, em uma derrota nos pênaltis para o Canadá.
Para esse novo ciclo Pia convocou seis jogadoras pela primeira vez: a goleira Lorena (Grêmio), as defensoras Katrine (Palmeiras), Yasmin (Corinthians), Lauren (São Paulo), Bruninha (Santos), além da meia Thaís (Palmeiras). Destas, apenas Yasmin já havia vestido a camisa da seleção, antes de a sueca assumir o comando. Por outro lado, a goleira Bárbara, titular da seleção por vários anos, ficou de fora da lista. Já a meio-campista Marta, outro nome há anos na seleção, foi convocada.
Jogadores convocadas para a seleção:
Goleiras:
Aline Reis - UD Granadilla Tenerife (Espanha)
Letícia - Benfica (Portugal)
Lorena - Grêmio
Defensoras:
Tamires - Corinthians
Yasmin - Corinthians
Katrine - Palmeiras
Antonia - Madrid C.F.F
Daiane - Madrid C.F.F
Erika - Corinthians
Bruninha - Santos
Lauren - São Paulo
Meio-campistas:
Duda - São Paulo
Thaís - Palmeiras
Ary Borges - Palmeiras
Angelina - O.L Reign (Estados Unidos)
Marta - Orlando Pride (Estados Unidos)
Andressinha - Corinthians
Ivana Fuso - Manchester United (Inglaterra)
Atacantes:
Kerolin - Madrid C.F.F
Debinha - North Carolina Courage (Estados Unidos)
Geyse - Madrid CFF (Espanha)
Ludmila - Atlético de Madrid (Espanha)
Nycole Raysla - Benfica (Portugal)
*Por Marcelo Brandão - Repórter da Agência Brasil
ARGENTINA - Milhares de argentinos saíram às ruas de Buenos Aires no último sábado (7) em protesto contra a falta de empregos e a pobreza, em um país que sofre há anos com a crise econômica, intensificada pela pandemia de coronavírus.
Organizações de desempregados e grupos de esquerda encabeçaram o protesto que começou em uma igreja a oeste da capital argentina, para onde peregrinam anualmente milhares de pessoas para pedir por emprego no santuário de San Cayetano - patrono local do trabalho -, terminando na Praça de Maio, em frente à sede do governo.
"Venho pedir pelas pessoas que não têm trabalho: meu irmão não tem, meus vizinhos ficaram sem trabalho e muita gente que vemos que está mal de todas as formas", disse Néstor Pluis, auxiliar escolar de 41 anos.
A Argentina busca crescer 7% em 2021 para deixar para trás uma recessão com inflação alta iniciada em 2018, que foi agravada pela quarentena decretada com a pandemia de covid-19. A crise deixou 42% da população na pobreza, com uma taxa de desemprego de 10,2%.
*Por Nicolás Misculin e Miguel Lo Bianco - da agência Reuters
ARGENTINA - O governo argentino prorrogou as restrições que limitam o regresso dos seus cidadãos, apesar de ter aumentado o número de entradas diárias, levando as companhias aéreas a avaliarem as operações no país.
Desde o dia 28 de junho, apenas 600 argentinos e residentes podem entrar no país diariamente pela única porta aberta, o Aeroporto Internacional de Buenos Aires. Esse número será elevado a mil até, pelo menos, 6 de agosto, mas de forma gradual.
"Foram estabelecidas as seguintes cotas semanais para voos de passageiros: 5.200 lugares até 16 de julho, 6.300 lugares até o dia 17 e 7 mil lugares até 6 de agosto", diz o texto da Decisão Administrativa publicado na sexta-feira (9).
A medida permite o regresso de 742 pessoas por dia na primeira semana, de 900 na segunda e de mil a partir da terceira semana.
Existem cerca de 25 mil argentinos retidos no exterior, número que deve aumentar progressivamente a cada dia, devido às medidas de controle fronteiriço impostas pelo governo, sob o argumento de conter a chegada ao país da variante Delta.
A quantidade de pessoas com permissão para entrar é equivalente a uma média de três a quatro aviões diários. Nos últimos quatro meses, mais de 45 mil argentinos viajaram ao exterior, sobretudo aos Estados Unidos, para se vacinarem.
"A Argentina é o único país do mundo a restringir a volta dos seus próprios cidadãos. O setor aéreo avalia se é viável operar num país que não está agindo de forma transparente e previsível ao mudar as regras do jogo a cada duas semanas", adverte Peter Cerdá, vice-presidente regional para as Américas da Associação de Transporte Aéreo Internacional (Iata na sigla em inglês).
"Aqueles que regressarem do exterior estarão obrigados a se isolarem em lugares que os governos provinciais determinarem durante dez dias, a serem contados a partir do teste realizado no país de origem. As estadias nos locais de isolamento serão pagas pelo passageiro", diz a decisão.
"Serão controlados aqueles que regressarem de viagem para cumprir o isolamento nos seus domicílios. Em caso de não cumprimento, por violação das medidas contra epidemias e por desobediência à autoridade públic, serão aplicadas penas prisão de seis meses a dois anos e de 15 dias a um ano, respectivamente", alerta o governo.
*Por RTP
RIO DE JANEIRO/RJ - Pela primeira vez desde 1993, a seleção principal da Argentina conquistou um título. E foi em grande estilo. Na final da Copa América, em pleno Maracanã, Messi e companhia derrotaram o Brasil por 1 a 0 e encerraram um jejum que atravessou gerações. O gol de Di Maria possibilitou aos argentinos conquistarem o seu 15º troféu na competição, igualando-se ao Uruguai como maior vencedor na história.
Gritemos fuerte y unidos...
— Selección Argentina ?? (@Argentina) July 11, 2021
? ?? ? ¡¡¡SOMOS CAMPEONES!!! ? ?? ? pic.twitter.com/i8aiWz8slt
O lance crucial da partida aconteceu aos 21 minutos da primeira etapa. De Paul fez longo lançamento pela direita. Renan Lodi aparentemente tinha a situação sob controle, mas errou o tempo para cortar a bola, que ficou limpa para Di Maria. Ele entrou na área e com um toque encobriu o goleiro Ederson.
Pouco inspirado, o Brasil só foi encontrar um melhor futebol e melhores chances na segunda etapa. Richarlison, em jogada pela direita, chegou a marcar, mas foi identificado impedimento do atacante no início da jogada.
Na reta final, Gabriel Barbosa, uma das várias substituições do técnico Tite, pegou uma sobra de levantamento pela esquerda e chutou forte, mas o goleiro Martinez colocou para escanteio.
A Argentina também teve a chance de matar o jogo, mas o craque Lionel Messi, ao receber dentro da área, de cara para o gol, se enrolou tentando driblar o goleiro Ederson.
O lance desperdiçado acabou não fazendo falta, já que pouco depois a Argentina confirmou o triunfo e um título histórico, muito comemorado pelos atletas em campo e pelos torcedores argentinos que compareceram ao Maracanã (a prefeitura do Rio liberou a presença de 10% de público).
A seleção argentina voltou a comemorar um título com sua equipe profissional (foi campeã olímpica em 2004 e 2008) depois de 28 anos. A última conquista havia sido justamente em uma Copa América, em 1993, quando derrotou o México na decisão da edição sediada pelo Equador.
Para Messi, o triunfo no Maracanã representou o primeiro troféu pelo país, depois de derrotas nas finais das Copas Américas de 2007, 2015 e 2016 e também na decisão da Copa do Mundo de 2014, curiosamente disputada também no estádio carioca.
Por Igor Santos - Repórter da Tv Brasil
BRASÍLIA/DF - A Argentina garantiu vaga na decisão da Copa América após derrotar a Colômbia por 3 a 2 na disputa de pênaltis, após empate em 1 a 1 nos 90 minutos, em partida realizada na terça-feira (6) no estádio Mané Garrincha, em Brasília.
#CopaAmérica ?
— Copa América (@CopaAmerica) July 7, 2021
¡FINAL DEL PARTIDO! @Argentina venció 3-2 en los penales a @FCFSeleccionCol tras el 1-1 en los 90 minutos y avanzó a la Final de la CONMEBOL #CopaAmérica
?? Argentina ? Colombia ??#VibraElContinente #VibraOContinente pic.twitter.com/Qw1xhr6O4O
Assim, os argentinos farão a grande decisão da competição com o Brasil, no próximo sábado (10), a partir das 21h (horário de Brasília), no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro.
Com a bola rolando, a Argentina consegue abrir o placar logo aos 6 minutos, quando Messi recebe bola enfiada dentro da área, se livra de um adversário e cruza para o meio, onde Lautaro Martínez chega batendo de primeira para superar Ospina.
Porém, a Colômbia melhora na partida e consegue igualar o marcador na etapa final. Aos 15 minutos Luis Díaz recebe na ponta esquerda, parte em velocidade e dá um toque para se livrar de Ospina. Como a igualdade permaneceu até o final dos 90 minutos a vaga na decisão foi definida na disputa de pênaltis.
E nos pênaltis, o goleiro argentino Emiliano Martínez brilhou, defendendo as cobranças de Davinson Sánchez, Mina e Cardona para garantir a classificação argentina.
*Por Agência Brasil
ARGENTINA - O Parlamento argentino aprovou lei que obriga o Estado a reservar pelo menos 1% das vagas na administração pública para travestis, transexuais e transgêneros e cria incentivos fiscais para que empresas privadas sigam o mesmo caminho.
A denominada "lei trans" de inclusão laboral, que cria um sistema de cotas obrigatórias para o coletivo trans (travestis, transsexuais e transgêneros), foi aprovada pelo Senado, depois de ter passado pela Câmara de Deputados, com 55 votos a favor, apenas um voto contra e seis abstenções.
Mais do que discutir cotas laborais para travestis, transexuais e transgêneros, a lei define que esse coletivo começará a ter direitos humanos. A medida visa a compensar tanta dor e tanto desamparo durante décadas", resumiu a senadora Norma Durango, uma das apoiadoras das novas regras para as contratações na administração pública.
Críticos do projeto questionaram o fato de o Estado não promover as contratações por capacidade e competência e a prioridade do tema numa agenda pública, que devia passar pelas urgências sanitárias e econômicas do país.
"Talvez este não seja o momento adequado, mas quando foi? Quanto tempo mais será necessário esperar para que essas pessoas tenham uma vida digna?", questionou Durango.
"O objetivo da lei é que essa população possa melhorar a qualidade de vida", acrescentou o senador Carlos Lovera.
Durante a jornada legislativa com discursos emocionados, os senadores destacaram que a esperança de vida para as pessoas trans é de 40 anos e apenas uma em cada dez pessoas têm um trabalho legítimo.
"Hoje começamos a escrever outro capítulo da história. O nosso coletivo poderá ter emprego formal e decente. E poderá também transformar uma sociedade que, historicamente, associou e confinou os travestis à prostituição e à criminalidade", congratulou-se a presidente da Convocação Federal Trans Travesti, Claudia Vásquez Haro.
A nova lei, além de criar um patamar mínimo de 1% de vagas para pessoas trans, considera os fatores sociais de vulnerabilidade para esse segmento.
A nova legislação também indica que antecedentes "penais irrelevantes" não poderão ser impedimentos para a contratação e que a cota trans terá prioridade nas contratações do Estado.
Por outro lado, a lei cria ferramentas para incentivar o setor privado a contratar funcionários trans. As contribuições patronais geradas com a contratação de pessoas trans poderão ser deduzidas nos impostos. Além disso, por meio da banca pública, o Estado vai conceder créditos a taxas subsidiadas para empresas que contratarem travestis, transexuais e transgêneros.
*Por RTP
ARGENTINA - O papa Francisco, natural de Buenos Aires, gosta de fazer piadas sobre a fama que os argentinos costumam ter de serem presunçosos. Em 2015 ele disse ao então presidente do Equador, Rafael Correa, que seus compatriotas ficaram surpresos por ele não ter escolhido Jesus II como seu nome pontifício. Ele falou a um jornalista mexicano sobre a forma de suicídio preferida pelos argentinos: “Sobem ao topo de seu ego e se lançam dali”. É uma forma de rir de si mesmo. Já no caso do presidente Alberto Fernández, é outra coisa: ele parece empenhado em se tornar o protagonista de uma piada sobre argentinos. Com um efeito irritante para o restante da América Latina
Fernández conseguiu obscurecer a breve visita a Buenos Aires do presidente do Governo (primeiro-ministro) espanhol, Pedro Sánchez, a primeira de um líder europeu desde o início da pandemia, com uma frase tirada de uma canção de Litto Nebbia que ele erroneamente atribuiu a Octavio Paz: “Os mexicanos vieram dos índios, os brasileiros saíram da selva, mas nós, os argentinos, chegamos de barco. Eram barcos que vinham da Europa “. A frase original do mexicano Octavio Paz, que Jorge Luis Borges repetia com frequência, era bem mais irônica: “Os mexicanos descendem dos astecas; os peruanos, dos incas, e os argentinos, dos barcos”.
São compreensíveis as queixas, bem como as piadas, que proliferam por toda a América Latina com base na frase do presidente argentino, que imediatamente pediu desculpas a quem tiver se sentido ofendido. Na Argentina não se fala de outra coisa. Pode-se supor que a pequena frase assombrará a diplomacia do país por muitos anos. Também não é a primeira vez que Alberto Fernández se comporta como um argentino de piada. Em 14 de dezembro, diante de um grupo de cientistas locais, ele proferiu outra frase inesquecível: “Somos, em certa medida, a inveja do mundo”.
A ironia subjacente é que sob o comando de Alberto Fernández a Argentina tem pouco de invejável. Já é um dos países com mais mortes por covid-19 —com 83.000— e está com os hospitais à beira da saturação, mas continua se recusando a receber vacinas norte-americanas (Moderna, Janssen e, sobretudo, Pfizer), o que o impedirá de ter acesso à parte que lhe caberia das 500 milhões de doses que o Governo de Washington vai doar. Nem poderá receber sua parte total dos 20 milhões de doses que a Espanha doará no próximo ano, a menos que sejam todas da AstraZeneca. Os parlamentares governistas decidiram manter na lei de imunização o parágrafo que permite levar as empresas farmacêuticas à Justiça em caso de “negligência”, um impedimento à aquisição de doses dos Estados Unidos, porque essas vacinas, segundo a deputada peronista Cecilia Moreau, “não são necessárias”.
A gestão da economia, com a inflação em disparada (os preços subiram 17,6% desde janeiro) e as negociações com o FMI em ponto morto pelo menos até as eleições gerais de outubro, é altamente discutível. De acordo com a organização católica Caritas, o país vive uma “crise sanitária, social e econômica sem precedentes”, com 75% dos menores de idade da região metropolitana de Buenos Aires mergulhados na pobreza. A Caritas afirma que de cada quatro crianças na Grande Buenos Aires, apenas uma come todos os dias.
Nesse contexto, o Governo de Fernández se viu obrigado a retificar a lei sobre monotributos (imposto simplificado) que, por ter efeito retroativo, deixou como devedores aqueles que haviam pago na época certa. Meses de debates no Congresso deram em nada e é preciso recomeçar. O descontentamento com a mancada no monotributo coincide com o aumento de 40% no salário dos parlamentares e funcionários que as duas casas do Congresso concederam a si mesmos, após um ano trabalhando em ritmo reduzido por causa da pandemia.
*Por: Enric González / EL PAÍS
ARGENTINA - O fim da produção do Ford EcoSport na fábrica brasileira de Camaçari (BA) não representou o fim do modelo em outros mercados da América do Sul. Recentemente, a filial argentina reformulou a gama de versões e motorizações do SUV compacto.
Agora, o país vizinho recebe o Ford EcoSport produzido na fábrica de Chennai (Índia), de onde é exportado também para o mercado europeu. Apesar da tributação de 35% pelo fato de ser um carro importado (algo que não acontecia com o Ford feito no Brasil), o site Argentina Autoblog destaca que os reajustes médios foram de 5%, com os preços partindo de 2.195.000 pesos (R$ 119.700).
Sem as versões equipadas com o motor 2.0 com injeção direta de 170 cv e tração 4×4, o Eco indiano está disponível na Argentina nas versões SE e Titanium, todas com o propulsor 1.5 de três cilindros e 123 cv que também equipava o SUV feito na Bahia. Além do câmbio manual de cinco marchas, há ainda a opção da transmissão automática de seis marchas.
Em termos de equipamentos, não há grandes variações entre o Ford EcoSport brasileiro e o indiano. Na versão de entrada, o modelo está disponível com ar-condicionado, rodas de liga leve, controles eletrônicos de tração e estabilidade, assistente de partida em rampas, airbags laterais e de cortina e sistema multimídia Sync 3.
*Por: MOTOR SHOW
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