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SÃO CARLOS/SP - A Secretaria Municipal de Saúde de São Carlos inicia nesta quarta-feira (11/02), a vacinação contra a dengue com a vacina Butantan-DV. A aplicação começa com a Atenção Primária em Saúde e também com os Agentes de Combate às Endemias com até 59 anos que serão vacinados na sede do Departamento de Vigilância em Saúde (VIGEP), localizada na rua Conde do Pinhal, 2161, no centro.

O município recebeu 385 doses do imunizante, conforme definição do Ministério da Saúde. 

De acordo com a diretora de Vigilância em Saúde, Denise Martins Gomide, a quantidade corresponde a cerca de 45% do total de trabalhadores estimados, incluindo Agentes de Combate às Endemias e Agentes Comunitários de Saúde. A expectativa é de ampliação da estratégia de vacinação conforme a liberação de novas remessas.

A vacina Butantan-DV está em acompanhamento há cinco anos. Estudos realizados com pessoas de 12 a 59 anos apontaram eficácia geral de 74,7%, proteção de 91,6% contra casos graves e de 100% contra hospitalizações.

Segundo o secretário municipal de Saúde, Leandro Pilha, o imunizante representa um avanço importante no combate à doença. “A vacina de dose única desenvolvida pelo Instituto Butantan fortalece as estratégias de prevenção, principalmente nos períodos de maior transmissão. Trata-se de uma conquista da ciência brasileira e da primeira vacina de dose única do mundo aprovada contra a dengue. Além disso, é tetravalente, protegendo contra os quatro sorotipos do vírus”, destacou.

A Secretaria de Saúde orienta que a Butantan-DV não seja aplicada simultaneamente com vacinas do calendário nacional. O intervalo recomendado é de 24 horas para vacinas inativadas e de 30 dias para vacinas atenuadas. Após infecção por dengue, a orientação é aguardar seis meses para se vacinar. Nos casos de febre amarela, zika ou chikungunya, o intervalo é de 30 dias.

A diretora de Vigilância em Saúde reforça que as ações de controle do mosquito e a mobilização da população continuam sendo fundamentais. “A vacina é uma proteção a mais, mas é destinada a uma faixa etária específica. A dengue é uma doença grave e pode levar à morte, por isso não podemos baixar a guarda”, afirmou.

“É mais um passo importante no enfrentamento à dengue em São Carlos. A vacinação dos profissionais da Atenção Básica é uma estratégia fundamental para proteger quem está na linha de frente do atendimento à população. Estamos iniciando com as doses disponíveis, mas seguimos em diálogo com o Ministério da Saúde para ampliar a cobertura assim que novos lotes forem liberados. A vacina representa mais uma ferramenta no combate à doença. No entanto, é importante lembrar que a vacinação não substitui os cuidados diários. A participação da população no combate aos criadouros do mosquito continua sendo essencial. Só com o esforço conjunto vamos conseguir reduzir os casos e proteger a saúde de todos, lembra o prefeito Netto Donato. 

Para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, o município disponibiliza a vacina Qdenga em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e Unidades de Saúde da Família (USFs), de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 16h30.

SÃO CARLOS/SP - O balanço mais recente da Vigilância Epidemiológica aponta que 72 pessoas foram diagnosticadas com dengue em São Carlos ao longo de 2026. Outras nove ocorrências suspeitas permanecem em análise, enquanto 45 notificações foram descartadas após exames.

Apesar do número de casos confirmados, o município não registra nenhuma morte relacionada à doença neste ano. O resultado é considerado positivo pelas autoridades de saúde, que destacam a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento médico.

O levantamento também indica que não houve registros de chikungunya, zika ou febre amarela, doenças que compartilham o mesmo vetor da dengue. A Secretaria de Saúde reforça que o combate ao mosquito continua sendo a principal forma de prevenção e pede o apoio da população para evitar água parada em residências e espaços públicos.

SÃO CARLOS/SP - São Carlos contabiliza, até o momento, 35 casos positivos de dengue em 2026, conforme levantamento atualizado da área da saúde. Além das confirmações, 13 casos permanecem sob análise e 50 suspeitas foram descartadas após exames.

O município não registrou nenhuma morte pela doença neste período. Também não há ocorrências notificadas de chikungunya, zika ou febre amarela, mantendo o cenário controlado para essas arboviroses.

Mesmo com os números ainda considerados moderados, a Secretaria de Saúde segue em estado de alerta e orienta os moradores a manterem quintais e imóveis livres de água parada, principal foco de proliferação do mosquito transmissor.

SÃO CARLOS/SP - O município divulgou o balanço atualizado das arboviroses, apontando que, em 2026, já foram confirmados 19 casos de dengue. Outros 39 casos foram descartados após análise laboratorial, enquanto um ainda aguarda resultado de exame. Até o momento, não há registro de óbitos pela doença neste ano.

Ainda de acordo com os dados oficiais, não houve notificações de Chikungunya, Zika ou Febre Amarela em 2026, indicando um cenário mais controlado em comparação com o ano anterior.

Em 2025, o quadro foi significativamente mais grave. Ao longo do ano, foram registradas 31.553 notificações suspeitas de dengue. Desse total, 11.105 casos foram descartados e 20.429 tiveram confirmação da doença. No período, 24 óbitos foram confirmados como decorrentes da dengue, enquanto outros 26 foram descartados após investigação.

Em relação à Chikungunya, 2025 contabilizou 643 notificações, das quais 637 foram descartadas. Houve confirmação de cinco casos, sendo dois importados e três autóctones, além de um caso que permaneceu em investigação. Para o vírus da Zika, foram registradas 574 notificações, todas posteriormente descartadas.

Já a Febre Amarela teve três notificações em 2025. Duas foram descartadas e uma resultou em óbito confirmado.

As autoridades de saúde reforçam a importância da prevenção, especialmente no combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor das doenças, com a eliminação de criadouros e a adoção de medidas de proteção, mesmo diante da redução no número de casos em 2026.

BOTUCATU/SP - O Governo de São Paulo dá um passo histórico no combate  à dengue. No próximo domingo, 18 de janeiro, a cidade de Botucatu inicia a vacinação em massa com a Butantan-DV, a vacina 100% brasileira desenvolvida Instituto Butantan, que protege dos quatro sorotipos da doença. A cidade é uma das três escolhidas pelo Ministério da Saúde para um estudo de impacto da imunização.

A campanha será realizada inicialmente no município de Botucatu, escolhido pela sua estrutura de saúde e pela experiência comprovada em operações de vacinação em massa contra a Covid-19. A estratégia tem como meta proteger 90% da população entre 15 e 59 anos e avaliar, em larga escala, a efetividade do novo imunizante, que já demonstrou segurança e eficácia em estudos clínicos anteriores. A Faculdade de Medicina de Botucatu (FMB) da Unesp participa da ação e vai monitorar de perto os casos de dengue do município, a partir de uma análise laboratorial criteriosa. Os resultados vão compor o estudo.

A vacina da dengue do Butantan é liofilizada e possui validade estendida (Foto: José Felipe Batista)

No dia da vacinação, todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de Botucatu e o Espaço Saúde estarão abertos das 8h às 17h para atender a população. A orientação é que os moradores procurem, preferencialmente, a unidade de referência do seu bairro, o que ajuda a organizar e agilizar o atendimento. Para receber a dose, é necessário apresentar documento com foto, CPF e comprovante de residência.

Diferente das demais vacinas disponíveis no mercado, a Butantan-DV destaca-se pela tecnologia de dose única, o que permite uma imunização mais rápida da população e reduz drasticamente os custos e a logística de aplicação.

Ensaios e resultados

A aprovação da vacina é sustentada pelos resultados de cinco anos de acompanhamento dos voluntários do ensaio clínico de fase 3, encaminhados à Anvisa. De acordo com o estudo, no público de 12 a 59 anos, o imunizante mostrou 74,7% de eficácia geral, 91,6% de eficácia contra dengue grave e com sinais de alarme e 100% de eficácia contra hospitalizações por dengue. O estudo, conduzido entre 2016 e 2024, avaliou a Butantan-DV em mais de 16 mil voluntários residentes de 14 estados brasileiros. Resultados anteriores do acompanhamento de dois e 3,7 anos foram publicados no The New England Journal of Medicine e na The Lancet Infectious Diseases, respectivamente.

Composto pelos quatro sorotipos do vírus da dengue, o imunizante se mostrou seguro e eficaz tanto em pessoas com infecção prévia como naquelas que nunca tiveram contato com o patógeno. A maioria das reações foi leve a moderada, sendo as principais dor e vermelhidão no local da injeção, (exantema (manchas vermelhas) no corpo, dor de cabeça e fadiga. Eventos adversos sérios relacionados à vacina foram raros e todas as pessoas se recuperaram.

A Butantan-DV contém os quatro sorotipos do vírus da dengue circulantes (Foto: Comunicação Butantan)

A vacina da dengue do Instituto Butantan é a primeira que pode ser aplicada em apenas uma dose no mundo, o que tem potencial de facilitar a adesão do público e a logística da estratégia. Os benefícios da dose única foram descritos em um relatório publicado por pesquisadores do Reino Unido na Human Vaccines & Immunotherapeutics, em 2018. O estudo apontou que programas de imunização com menos doses estão associados a uma melhor cobertura vacinal e enfrentamento da doença.

Outros públicos

O Instituto Butantan pretende ampliar a faixa etária de vacinação tanto para o público pediátrico quanto para aqueles acima de 60 anos. Para isso, já recebeu aprovação da Anvisa para avaliar a vacina da dengue na população de 60 a 79 anos. Se os resultados da pesquisa forem satisfatórios, será possível solicitar à agência reguladora a inclusão desse grupo nas recomendações do imunizante. Além disso, mais dados deverão ser coletados para avaliar a possível inclusão das crianças de 2 a 11 anos nas recomendações da vacina. Os estudos clínicos realizados já comprovaram que a vacina é segura nesta faixa etária.

SÃO CARLOS/SP - O ano de 2026 registra, até o momento, um cenário controlado em relação à dengue, com sete casos confirmados da doença. Outros oito pacientes aguardam resultado de exames laboratoriais, enquanto 34 notificações já foram descartadas. Não há registro de óbitos neste ano. As demais arboviroses monitoradas — Chikungunya, Zika e Febre Amarela — não apresentaram nenhuma notificação até agora, segundo dados oficiais.

O panorama atual contrasta fortemente com o ano anterior, quando o município enfrentou uma das maiores epidemias de dengue de sua história recente. Em 2025, foram contabilizadas 31.553 notificações, das quais 20.429 resultaram em confirmação da doença e 11.105 foram descartadas. O período também foi marcado por 24 mortes confirmadas por dengue, além de outras 26 investigadas e posteriormente descartadas.

Apesar da redução expressiva em 2026, as autoridades de saúde reforçam que o cenário exige atenção contínua, com ações de prevenção, eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti e conscientização da população para evitar um novo avanço da doença ao longo do ano.

Avaliação ocorre ao longo de janeiro e funciona como indicador para o reforço das ações de controle do Aedes aegypti

 

ARARAQUARA/SP - As equipes da Divisão de Controle de Vetores da Secretaria Municipal da Saúde iniciam esta semana a primeira Avaliação de Densidade Larvária (ADL) de 2026. O levantamento tem como objetivo identificar os bairros com maior presença de focos com larvas do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika, chikungunya e febre amarela.

O trabalho será feito em toda a cidade ao longo do mês. As regiões são divididas em quadras e os imóveis são sorteados dentro de cada quarteirão para fins de amostragem. Após a coleta e a análise das amostras, é calculado o Índice de Breteau (IB), que relaciona o número de imóveis inspecionados à quantidade de recipientes com larvas encontradas, permitindo avaliar o grau de infestação. Segundo o Ministério da Saúde, o índice considerado ideal é igual ou inferior a 1; valores entre 1 e 3,9 caracterizam situação de alerta, e índices acima de 4 indicam risco de surto.

A avaliação é realizada a cada quatro meses, nos meses de janeiro, abril, julho e outubro. Na medição mais recente, feita em outubro de 2025, Araraquara registrou IB geral de 1,2, classificado como situação de alerta. Algumas áreas, no entanto, atingiram números preocupantes, como Bueno de Andrada, cujo índice chegou a 8,89, caracterizado como risco de surto.

De acordo com a subsecretária de Vigilância em Saúde da Prefeitura, Alessandra Cristina do Nascimento, a ADL funciona como um importante indicador para o reforço das ações de controle do Aedes aegypti. “O resultado permite localizar áreas com maior concentração de larvas e identificar quais tipos de recipientes são os criadouros predominantes em cada região. Com esses dados, o município pode intensificar mutirões e campanhas de forma estratégica, priorizando as áreas onde o risco de surto é maior”, explica.

Para 2026, a principal preocupação é a circulação crescente do sorotipo 3 (DENV-3) do vírus da dengue. Segundo Alessandra, esse sorotipo não circulava de forma predominante no Estado e no País há muitos anos. “Embora os sorotipos 1 e 2 tenham sido predominantes em epidemias anteriores, a população possui baixa imunidade ao DENV-3, o que significa que grande parte da população está vulnerável a ele", destaca a subsecretária.

Em 2025, foram registrados 17.186 casos de dengue em Araraquara.

SÃO CARLOS/SP - O balanço epidemiológico de 2025 aponta um cenário preocupante em relação às doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Ao longo do ano, foram contabilizadas 31.553 notificações suspeitas de dengue. Desse total, 20.429 casos foram confirmados, enquanto 11.105 acabaram descartados após investigação.

A dengue também foi responsável por 24 óbitos confirmados no período. Outros 26 óbitos chegaram a ser investigados, mas foram descartados após análise clínica e laboratorial.

Em relação à chikungunya, o município registrou 643 notificações ao longo do ano. A grande maioria, 637 casos, foi descartada. Apenas cinco confirmações ocorreram, sendo duas classificadas como importadas e três como autóctones. Um caso seguia em investigação até o fechamento do levantamento.

Já a zika apresentou 574 notificações em 2025, porém nenhuma delas foi confirmada, sendo todos os casos descartados.

O levantamento também apontou registros de febre amarela. Foram três notificações, das quais duas foram descartadas e uma resultou em óbito confirmado, reforçando a importância da vacinação e da vigilância permanente.

SÃO CARLOS/SP - O balanço epidemiológico de 2025 aponta um cenário de atenção para as arboviroses, com destaque para a dengue. Ao longo do ano, foram contabilizadas 31.476 notificações da doença, das quais 20.405 resultaram em confirmação e 11.053 foram descartadas. Somente na última semana, 13 novos casos foram confirmados.

Até o momento, a dengue provocou 24 óbitos confirmados, enquanto 26 mortes foram descartadas após investigação e 18 seguem em análise pelas autoridades de saúde.

Em relação à chikungunya, o município registrou 632 notificações, com 626 casos descartados. Foram confirmados cinco casos, sendo dois importados e três contraídos localmente, além de um exame ainda em processamento.

Já a zika apresentou 564 notificações, todas descartadas após avaliação clínica e laboratorial. Quanto à febre amarela, houve três notificações, com dois casos descartados e um óbito confirmado, reforçando a importância da vacinação e da vigilância contínua.

SÃO CARLOS/SP - Dados oficiais da vigilância em saúde mostram que as doenças transmitidas por mosquitos continuam sendo um desafio ao longo de 2025. A dengue lidera os registros, com 31.095 notificações contabilizadas até o momento. Deste total, 20.384 casos foram confirmados e 10.702 descartados.

O relatório também aponta que 24 casos foram diagnosticados na última semana, enquanto outros 22 ainda dependem de exames para confirmação. Em relação à gravidade, 24 óbitos já foram confirmados como consequência da doença, além de nove mortes que seguem em investigação.

A chikungunya apresentou menor incidência, com 631 notificações. Apenas cinco casos foram confirmados, sendo três de transmissão local e dois importados. A maioria dos registros foi descartada, e dois seguem em análise. No monitoramento da zika, nenhuma confirmação foi registrada, apesar de 563 notificações investigadas.

No caso da febre amarela, o boletim informa três notificações, com um óbito confirmado e dois casos descartados. As autoridades de saúde reforçam a importância do combate aos focos do mosquito Aedes aegypti e da vacinação como principais estratégias para reduzir novos casos.

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