SÃO CARLOS/SP - O Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP), através do Centro de Pesquisas em Óptica e Fotônica (CePOF – CEPIx USP e INCT CNPq), realizou, entre os dias 2 e 13 de fevereiro, o “Curso de Férias em Espectroscopia Óptica Avançada – Teoria e Prática”, iniciativa que reuniu, principalmente, alunos de graduação interessados em aprofundar os seus conhecimentos em uma das áreas centrais da pesquisa científica moderna.
Com mais de oitenta alunos inscritos, foram selecionados vinte jovens que participaram de atividades que ocorreram diariamente em dois períodos, pela manhã e à tarde, totalizando quatro horas de aulas e práticas laboratoriais por dia.
Durante o curso, os participantes revisaram conceitos fundamentais sobre a interação entre luz e matéria, abordando, entre outros temas, dos fundamentos clássicos aos aspectos quânticos, incluindo atividades práticas com técnicas consideradas essenciais na área, como absorção UV-Vis, emissão óptica e fluorescência molecular, além do uso de instrumentação avançada, como, por exemplo, monocromadores, espectrômetros e sistemas de aquisição em diferentes configurações experimentais.
Os participantes ainda tiveram contato com métodos modernos de análise, como medidas de tempo de vida, TCSPC, espectroscopia Raman e FTIR, espalhamento elástico e inelástico, técnicas de polarização e processos multifóton.
Preparando os estudantes para os desafios da ciência
Com o objetivo de proporcionar uma experiência próxima da realidade científica, preparando estudantes para aplicar as ferramentas aprendidas em projetos de iniciação científica e pesquisas em laboratórios especializados, a iniciativa reuniu não só alunos de graduação do próprio IFSC/USP, como também outros oriundos de outras unidades da USP São Carlos, da UNESP e UFSCar.
Pedro Kraus, oriundo de Campo Grande (MS) e aluno do último ano do Bacharelado em Física (IFSC/USP), não hesitou em se inscrever no curso. “Estou investindo muito em óptica e fotônica, inclusive estou a fazer iniciação científica nessa área, e estou trabalhando principalmente em espectroscopia. Dessa forma, entendi que participar deste curso seria muito útil, atendendo a que estou trabalhando a fundo na espectroscopia óptica durante este semestre. Em relação ao conteúdo do curso, está sendo diferente do que eu esperava, no sentido positivo, já que participei de inúmeros experimentos que para mim foram novidade, além de várias informações muito valiosas”, destaca o aluno.
Júlia Bernardes Coelho, oriunda de Araguari (MG) está cursando o 3º ano do Bacharelado em Física Biomolecular também no IFSC/USP. “Eu sempre vejo na minha iniciação científica os meus colegas trabalhando com espectroscopia e eu não entendia direito todo esse processo, nem entendia a importância que ela tinha como um método analítico para estudar as interações entre a matéria e a radiação. Quando eu soube que ia ter este curso e que a programação seria teórica e prática, achei que seria uma ótima oportunidade para ficar por dentro dessa área e tirar todas as dúvidas”, pontua a aluna.
Segundo o Prof. Sebastião Pratavieira, “Este foi o primeiro curso desse tipo que oferecemos, que acabou sendo um aprendizado também para nós, docentes — tanto na organização quanto em entender melhor o que funciona para os alunos quando juntamos teoria com prática de laboratório”, relata o docente, acrescentando que a espectroscopia óptica é uma área muito ampla, com muitas técnicas e aplicações diferentes.
“No IFSC/USP temos várias linhas de pesquisa, básicas e aplicadas, que dependem diretamente dessas ferramentas. Então faz bastante sentido criar um curso de férias que apresente esse “panorama” e, ao mesmo tempo, coloque os estudantes para medir, analisar e interpretar dados de verdade. Além disso, nossos laboratórios de ensino já contam com diversos experimentos e instrumentação que permitem esse tipo de atividade prática, e foi muito bom poder usar essa estrutura para aproximar os participantes do cotidiano de um laboratório de pesquisa”, conclui o professor.
A expectativa é que cada aluno tenha saído dessa iniciativa com algo realmente útil, com uma base mais sólida, mais segurança para lidar com instrumentação e, principalmente, uma visão mais clara de como essas técnicas entram na formação.
Ao final, os participantes receberam certificados emitidos pela USP, reconhecendo a formação complementar obtida durante este curso, que teve como professores: Sebastião Pratavieira, Euclydes Marega Junior, Vanderlei Salvador Bagnato e Francisco Eduardo Gontijo Guimarães.
SÃO CARLOS/SP - O prefeito Netto Donato e o vice-prefeito e secretário municipal de Educação, Roselei Françoso, participaram, na noite de terça-feira (03/03), da entrega de kits escolares na Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Angelina Dagnone de Melo, localizada no bairro Santa Felícia.
Os materiais foram entregues diretamente aos pais dos alunos, que estavam reunidos com os docentes da unidade. A ação faz parte de um esforço maior da administração municipal para garantir que todos os estudantes da rede tenham acesso aos recursos necessários para um ano letivo com qualidade.
Cerca de 7 mil kits escolares foram adquiridos pela Prefeitura. Só na EMEB Angelina, foram distribuídas 761 unidades. Todas as escolas da Rede Municipal de Educação já receberam os produtos a serem entregues aos alunos. O prefeito Netto Donato destacou o impacto da iniciativa. “Estamos investindo naquilo que realmente transforma vidas: a educação. Esses kits representam não apenas material escolar, mas também o nosso compromisso em oferecer condições iguais para que cada criança possa aprender e se desenvolver”.
O secretário Roselei Françoso reforçou o caráter comunitário da entrega. “Fizemos questão de estar aqui pessoalmente para entregar os materiais e conversar com os pais. Esse contato direto fortalece a parceria entre a escola, a família e a administração municipal, sempre em benefício da educação”.
SÃO CARLOS/SP - A Secretaria Municipal de Segurança Pública e Mobilidade Urbana de São Carlos, por meio do Departamento de Educação para o Trânsito, definiu o cronograma da Minicidade do Trânsito para o mês de março. A ação educativa itinerante atenderá quatro Centros Municipais de Educação Infantil (CEMEIs), contemplando crianças de 4 a 6 anos.
Nesta etapa, receberão o projeto os CEMEIs Santo Piccin, no distrito de Água Vermelha; Helena Dornfeld, na Vila Costa do Sol; Olívia Carvalho, no Cidade Aracy; e Osmar Stanley de Martini, no bairro Redenção.
A Minicidade do Trânsito é uma iniciativa voltada à formação cidadã desde a infância, utilizando metodologia lúdica e vivencial para ensinar noções básicas de segurança viária. A estrutura é montada nas próprias unidades escolares e simula, em escala reduzida, um ambiente urbano com placas de sinalização, semáforos adaptados, faixas de pedestres, cruzamentos e demarcações viárias.
O projeto é desenvolvido em duas etapas. A primeira consiste em uma palestra educativa interativa, com linguagem adequada à faixa etária, abordando temas como o que é trânsito, a importância do semáforo, o significado das principais placas de sinalização, o uso correto da faixa de pedestres e o comportamento seguro como pedestre e passageiro.
Na sequência, as crianças participam da vivência prática no circuito da minicidade, conduzindo carros elétricos infantis e enfrentando situações simuladas do cotidiano urbano, sempre com acompanhamento de monitores que reforçam os conceitos apresentados.
De acordo com a Secretaria, a proposta é introduzir noções básicas de segurança viária desde cedo, contribuir para a redução de comportamentos de risco no futuro e fortalecer a cultura de respeito às leis de trânsito. Entre os objetivos estão desenvolver a percepção sobre atitudes seguras, estimular o respeito ao próximo e formar multiplicadores mirins de boas práticas no trânsito, ampliando a conscientização também junto às famílias.
“Nosso objetivo é construir uma cultura de respeito no trânsito, reduzindo comportamentos de risco ao longo dos anos. Ao investir na formação das crianças, também alcançamos as famílias, que passam a refletir sobre suas próprias atitudes. É um trabalho preventivo, educativo e estratégico para uma cidade mais segura”, esclarece Michael Yabuki, secretário de Segurança Pública e Mobilidade Urbana.
A expectativa é que a ação resulte em maior compreensão das regras básicas de circulação, desenvolvimento de comportamentos seguros e fortalecimento da educação para o trânsito na rede municipal de ensino.
Confira a programação preparada pela Secretaria de Segurança Pública e Mobilidade Urbana:
- 05/03 – 9h – CEMEI Santo Piccin – Distrito de Água Vermelha;
- 12/03 – 9h - CEMEI Helena Dornfeld - Vila Costa do Sol;
- 19/03 – 9h – CEMEI Olívia Carvalho - Cidade Aracy;
- 26/03 – 9h – CEMEI Osmar Stanley de Martini - Redenção.
Inscrições devem ser feitas pela Internet e recrutamento será feito de acordo com demanda da Universidade
SÃO CARLOS/SP - Está aberto o período de credenciamento para pacientes simulados da Unidade de Simulação em Saúde (USS) do Campus São Carlos da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Podem se inscrever pessoas a partir de 18 anos de idade, com ou sem experiência em simulações em saúde, e que tenham disponibilidade para atuar conforme recrutamento da USS. Pessoas interessadas em participar devem fazer cadastro prévio no Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores (Sicaf), do Governo Federal, por meio deste link (https://www.gov.br/compras/
A USS se constitui como um laboratório didático de apoio educacional, que utiliza o Ensino Baseado em Simulação (EBS) como estratégia ativa de aprendizagem para o desenvolvimento de competências no processo de formação e capacitação em saúde. As pessoas credenciadas prestarão serviços de atuação em cenários simulados para os cursos de graduação, pós-graduação (mestrado, doutorado e pós-doutorado) e Programas de Residência em Saúde da UFSCar.
A atuação do paciente simulado é remunerada (R$46,13/hora) e ocorre de acordo com os perfis e demandas do processo de aprendizagem que a USS estabelecer. O credenciamento é gratuito e todas as informações e orientações detalhadas estão no edital, disponível neste link (https://bit.ly/4l3v1RP).
O prazo para credenciamento é até o dia 30 de novembro deste ano. As pessoas credenciadas podem ser recrutadas até essa data, e o período de vigência do contrato poderá ser prorrogado a critério da Administração. Dúvidas podem ser esclarecidas pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..
BRASÍLIA/DF - O Censo Escolar 2025, realizado anualmente pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), mostra evolução no número de matrículas da educação profissional e tecnológica (EPT). Os dados apontam para um salto 68,4% em cinco anos.
Em 2021, o país contabilizava 1.892.458 matrículas totais. Em 2025, esse número atingiu a marca de 3.187.976 alunos.
Os dados da primeira etapa do Censo Escolar 2025 foram divulgados na quinta-feira (26), em Manaus, pelo Ministério da Educação (MEC) e o Inep.
O ritmo de crescimento da educação profissional e tecnológica (EPT) foi acelerado, principalmente a partir de 2023.
Segundo o MEC, o aumento reflete a implementação de políticas públicas que buscam tornar o ensino médio mais atrativo e diretamente conectado às necessidades do mercado de trabalho.
O ministro da Educação, Camilo Santana, aponta que o Programa Juros por Educação, criado em 2025, deve aumentar de vagas em cursos técnicos em todo o Brasil.
A iniciativa integra o Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag) e tem o objetivo de estimular os estados a investirem na oferta de novas vagas gratuitas em cursos técnicos integrados e concomitantes ao ensino médio, inclusive na modalidade de educação de jovens e adultos (EJA), em cursos técnicos na forma subsequente e, também, na melhoria da infraestrutura das redes estaduais e na formação docente. Até o momento, 22 estados aderiram ao programa.
"A expectativa é que tenhamos o investimento de R$ 8 bilhões no Propag neste ano, o que vai possibilitar o aumento de 600 mil vagas no ensino técnico do ensino médio em 2026", projeta o ministro da Educação, Camilo Santana.
Para o gerente de Articulação, Advocacy, Monitoramento e Avaliação do Itaú Educação e Trabalho, Diogo Jamra, a educação profissional e tecnológica é um passo ousado e que vai exigir de todas as redes de educação estaduais estratégia, planejamento e ações para dar conta desse aumento de vagas e oferecer aos estudantes uma educação com qualidade.
"É uma janela de oportunidade nunca antes vista no país e que contribui grandemente para o desenvolvimento social e econômico do Brasil", avalia.
O censo detalha também a participação de cada esfera administrativa (estadual, federal e municipal) na oferta de vagas na educação profissional e tecnológica.
As redes estaduais de ensino concentraram 81,7% das matrículas na educação profissional pública, em 2025.
A rede federal composta, por exemplo, pelos institutos federais (IF) e unidades de ensino técnico que operam vinculadas a universidades federais, responde por 15,4% das matrículas.
A rede municipal registra a menor fatia, com apenas 2,8% de atendimento.
Os cursos técnicos podem ser desenvolvidos de forma articulada e integrada com o ensino médio. Pode ser concomitante com o ensino médio para os estudantes que vão iniciá-lo ou já estejam cursando essa etapa de ensino.
Há, ainda, o modelo de ensino subsequente, para aqueles estudantes que concluíram o ensino médio.
A oferta pode ser tanto na mesma escola quanto em instituições de ensino distintas.
O Censo Escolar 2025 mostrou que o modelo de ensino médio articulado ao itinerário formativo técnico profissional (curso técnico junto com o ensino médio) é líder absoluto, somando 1.200.606 matrículas, em 2025.
Logo em seguida, destacam-se, no ano passado:
O gerente de Articulação, Advocacy, Monitoramento e Avaliação do Itaú Educação e Trabalho, Diogo Jamra, celebra o aumento de 57% nas matrículas da Educação Profissional e Tecnológica integrada ao ensino médio, no comparativo de 2025 com 2024.
“O crescimento foi ainda maior, de 61,04% na rede pública. Esses dados nos mostram um crescimento acelerado e de forma consistente da EPT no Brasil”, comemora.
Os cursos de Formação Inicial e Continuada (FIC) integrados à modalidade Educação de Jovens e Adultos (EJA) no ensino médio somaram, em 2025, mais de 134,9 mil matrículas, o que também reforça a requalificação para públicos que estão fora da idade escolar regular.
O Censo Escolar 2025 registra que a média nacional é de 20,1% para a razão entre matrículas de cursos técnicos articulados e o total de matrículas do ensino médio regular na rede pública.
Com base nos dados censitários, o coordenador de Estatísticas Educacionais, Indicadores e Controle de qualidade do Censo da Educação Superior da Diretoria de Estatísticas do Inep (Deed), Fábio Pereira Bravin, compara o crescimento. “Saímos de uma condição diante da pandemia, de que apenas 10% das matrículas do ensino médio estavam associadas à educação profissional. Em 2025, nós dobramos o número de matrículas na modalidade, e chegamos a 20,1%".
O Piauí lidera o ranking nacional de integração entre ensino médio e educação profissional e atinge a marca histórica de 68,8% de articulação técnica na rede pública. O estado tem um índice aproximadamente 3,4 vezes a média do Brasil.
No topo do ranking, também aparecem:
Na outra ponta da tabela, o Amazonas (5,2%) e o Distrito Federal (6,9%) apresentam os menores índices de integração técnica na rede pública.
A pesquisa computa que o setor de educação profissional técnica de nível médio no Brasil revela uma concentração significativa em áreas ligadas ao mercado corporativo e à saúde.
Os quatro principais eixos tecnológicos que lideraram as matrículas no país, em 2025, foram:
Dentro desses eixos, as carreiras que atraem mais estudantes para EPT são:
O gerente de Articulação, Advocacy, Monitoramento e Avaliação do Itaú Educação e Trabalho, Diogo Jamra, ressalta que essa é uma etapa escolar extremamente importante para a formação das juventudes do Brasil, como um caminho para a inserção no mundo do trabalho de forma digna.
“A educação profissional e tecnológica não encerra a evolução educacional do estudante, pelo contrário, o impulsiona a continuar os estudos e, se tiver interesse, cursar o ensino superior", disse.
O Censo Escolar 2025 apresenta dados sobre escolas, professores, gestores, turmas e alunos de todas as etapas e modalidades de ensino da educação básica. Os dados são utilizados para formulação, monitoramento e avaliação de políticas públicas.
Para consultar os dados da primeira etapa do Censo Escolar 2025, acesse a página eletrônica de resultados do Inep.
AGÊNCIA BRASIL
SÃO CARLOS/SP - A Rede Municipal de Educação de São Carlos iniciou nesta sexta-feira (27/02) a entrega dos kits escolares para os alunos do Ensino Fundamental I, Fundamental II e da Educação de Jovens e Adultos. O vice-prefeito e secretário de Educação, Roselei Françoso, acompanhou uma das entregas na Escola Municipal de Educação Básica (Emeb), Dalila Galli, no Jockey Clube. “É um kit preparado com muito carinho para que a gente possa ter um ano letivo muito bom na nossa Rede”, afirmou.
Os kits foram elaborados para atender às necessidades dos estudantes em diferentes etapas da educação e incluem caderno brochurão de capa dura, caderno de desenho, caderno de cartografia com régua, duas caixas de lápis de cor para o Fundamental I, lápis grafite, apontador, borracha, canetas esferográficas e hidrográficas, cola branca, cola bastão, entre outros produtos. “Os pais não vão precisar gastar com material escolar e eu tenho absoluta convicção que nós teremos um bom ano letivo”, ressaltou.
Ao todo, cerca de 7 mil kits foram adquiridos pela Prefeitura. A entrega começou em três escolas: EMEB Dalila Galli, no Jockey Clube; EMEB Alcyr Leopoldino, no Jardim Araucária; e EMEB Angelina Dagnone de Melo, no Santa Felícia. O secretário explicou que o fornecedor já se comprometeu a entregar até segunda-feira mais três carretas com aproximadamente 5.500 kits restantes.
Roselei destacou ainda o papel da administração municipal na valorização da educação. “Nós estamos iniciando o ano letivo, temos muita coisa bacana para fazer na nossa educação e, com certeza, com o compromisso que o prefeito Netto Donato tem com a cidade de São Carlos, nós faremos a diferença na educação esse ano e nos próximos anos do nosso governo”.
Nos próximos dias o prefeito Netto Donato e o vice-prefeito e secretário de Educação, Roselei Françoso, farão a entrega do material diretamente para os alunos.
SÃO CARLOS/SP - O secretário municipal de Educação, Roselei Françoso, esteve no auditório da Fundação Educacional São Carlos (FESC), nesta quarta-feira (25/02), para uma reunião de alinhamento com os 62 diretores da rede municipal, além de diretores adjuntos, supervisores de ensino e coordenadores pedagógicos. O encontro teve como objetivo discutir o planejamento das ações que vão nortear o ano letivo de 2026.
Roselei explicou que a pauta foi ampla e buscou contemplar desde questões estruturais até aspectos pedagógicos. “Nós estamos falando de manutenção, contratação de professores, novos investimentos, material escolar que já deve começar a ser entregue no início da próxima semana, além da organização do ano letivo como um todo, incluindo as paradas pedagógicas e a alimentação escolar”, detalhou. Ele também citou atividades culturais e de integração previstas, como o Dia do Brincar e o Dia do Folclore.
O secretário ressaltou a importância de garantir formação qualificada para os profissionais da rede e destacou o papel do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) para apoiar investimentos e atender situações emergenciais. “Estamos falando de tudo o que acontece dentro de uma escola e que precisa estar bem estruturado para que a educação funcione”, afirmou.
Françoso lembrou ainda do investimento realizado em uniformes escolares no ano anterior, que alcançou cerca de R$ 7 milhões. Segundo ele, a maior parte dos estudantes já recebeu o kit, e há reservas disponíveis para atender novos alunos. “Esse é um trabalho de integração, para que os diretores possam transmitir aos nossos dois mil professores, merendeiras, agentes educacionais e auxiliares, aquilo que vai acontecer durante o ano letivo de 2026”, disse.
SÃO CARLOS/SP - O secretário de Educação de São Carlos, Roselei Françoso, anunciou nesta semana a contratação de aproximadamente 160 novos professores para atender todas as modalidades de ensino da rede municipal. A medida foi autorizada pelo prefeito Netto Donato e tem como objetivo garantir que todas as salas de aula contem com profissionais ao longo de todo o ano letivo, reduzindo a necessidade de substituições e o pagamento de horas extras. Nessa semana, os professores estão sendo convocados para a atribuição das aulas.
Segundo Roselei, serão contratados 53 professores P1, responsáveis pela educação infantil nos Centros Municipais de Educação Infantil (Cemeis), que atendem crianças de 0 a 6 anos. Desse total, 44 atuarão em salas livres e 9 em substituição. Também estão previstas 16 contratações temporárias de professores ACT e a efetivação de um professor P2 para o ciclo 1 do ensino fundamental.
A autorização inclui ainda 60 professores para a Educação Especial, 20 para educação física e profissionais para o Ensino Fundamental II, contemplando disciplinas como arte, música, inglês, geografia e matemática.
De acordo com Roselei, as atribuições estão sendo realizadas ao longo desta semana. Após essa etapa, os novos contratados passarão por exames médicos e demais procedimentos administrativos, para que possam iniciar suas atividades nos próximos dias. “A ideia é que todas as salas de aula tenham professores atuando durante todo o ano letivo, com o máximo de formação e qualificação possível”, destacou.
BRASÍLIA/DF - Lideranças governamentais de países na América Latina, representantes de organizações da sociedade civil da área de educação e acadêmicos debateram em Brasília, na segunda (23) e terça-feira (24) a criação de uma rede permanente latino-americana pela alfabetização na idade adequada – aos 7 anos –, por meio de cooperação técnica entre os países.
Na abertura do Encontro Internacional Alfabetização, Equidade e Futuro, o ministro interino da Educação no Brasil, o secretário-executivo da pasta Leonardo Barchini, enfatizou que a alfabetização é a ferramenta necessária para superar as "cicatrizes profundas da história da colonização" e a “tragédia do analfabetismo que amarra o futuro ao passado”.
“O direito à alfabetização é um pilar estruturante do desenvolvimento integral de cada criança que vive no continente. É também um operário estruturante do desenvolvimento social e econômico sustentável e da construção de um futuro mais próspero, mais justo, mais equitativo e mais soberano para a América Latina.”
Para David Saad, diretor-presidente do Instituto Natura (um dos apoiadores do encontro), o encontro representa uma oportunidade para a região avançar no tema, que pode resolver vários problemas – desde a trajetória escolar, até o desenvolvimento dos países latino-americano.
“Se realmente conseguirmos continuar com esse nível de atenção, dar prioridade a esse tema regionalmente, nos próximos cinco a sete anos conseguiremos resolver um dos problemas mais graves na educação. Vamos destravar os resultados de toda a trajetória escolar, o que terá impacto no desenvolvimento dos países.”
O ministro interino destacou o modelo brasileiro de enfrentamento aos índices de analfabetismo. O Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA) envolve União, estados e municípios na busca pelo direito à alfabetização das crianças brasileiras até o fim do 2º ano do ensino fundamental (EF), com metas para cada ente federativo.
Em 2024, o índice nacional de alfabetização de crianças avançou e atingiu 59,2% dos alunos ao fim desta etapa letiva, ligeiramente abaixo da meta de 60% definida pelo CNCA para aquele ano. Para 2030, o objetivo é ter pelo menos 80% dos alunos alfabetizados no fim do 2º ano do EF.
Leonardo Barchini também citou o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e como ele permite mensurar o nível da alfabetização em todo o país. Segundo o ministro, a partir de avaliações como essa, é possível mapear a quantas anda a alfabetização no país:
“Podemos ver exatamente onde estão essas desigualdades, onde estão essas deficiências, onde estão essas fraquezas. Qual escola, qual município, qual região, determinada etnia, quais as diferenças por raça, diferença para a educação quilombola, para a educação indígena, enfim. A gente tem tudo isso muito bem mapeado.”
De acordo com Barchini, apesar do acesso à escola no país ser praticamente universal, o Brasil ainda enfrenta desafios para elevar a qualidade do aprendizado:
“Falando de infraestrutura, nós temos ainda escolas sem biblioteca. Precisamos, também, de mais creches. O grande desafio é fazer chegar aos professores alfabetizadores uma formação adequada e continuada para que possam, a cada dia, melhorar mais.”
Aos presentes, o ministro interino enfatizou que uma trajetória escolar qualificada amplia as possibilidades de uma vida adulta mais digna, saudável e produtiva.
“A alfabetização na idade certa é um instrumento poderoso de superação das desigualdades e de fortalecimento da democracia. Cidadãos que leem, escrevem e compreendem o mundo participam mais plenamente da vida social, econômica e política de suas nações.”
Durante o encontro internacional em Brasília, lideranças da América Latina expuseram outras experiências que também retratam avanços relacionados à alfabetização na idade certa.
Sofia Naidenoff, ministra da educação da província de Chaco, no Norte da Argentina, falou sobre a criação do Plano da Jurisdição da Alfabetização e como isso impactou na educação de milhares de crianças argentinas: “o Chaco estava no pior lugar. Era uma situação que nos deixou muito tristes, porque havia gerações inteiras que não sabiam ler."
"Transformamos a aula da seguinte forma: um livro para cada aluno; um manual por escola, do primeiro ao terceiro grau; e dias de trabalho com livros, inclusive para o lar. Transformamos essa realidade de primeiro ao terceiro grau, de aproximadamente 77 mil crianças em 1.283 escolas”, relatou a ministra.
No México, as experiências destacadas foram a da Nova Escola Mexicana e foco em práticas sociais e na diversidade de línguas indígenas originárias do território, ao lado da língua espanhola.
A diretora-geral de Desenvolvimento Curricular e Política de Educação Inicial no México, Xóchitl Leticia Moreno Fernández, contou que o Plano de Estudos de 2022 colocou a comunidade no centro da solução.
“Temos uma grande quantidade de línguas indígenas e originárias. São aproximadamente 68 línguas, e um dos grandes desafios da nova escola mexicana é que os processos de alfabetização sejam feitos também considerando a língua materna das meninas e dos meninos. Portanto, para essa diversidade de línguas, de culturas, de formas de apropriação, precisamente da língua oral e depois da língua escrita, foram produzidos materiais adequados para todas as nossas crianças e para os próprios docentes”, contou.
No Peru, os avanços são decorrentes do uso de avaliações censitárias e do foco na solução de problemas de saúde e da violência no ambiente escolar.
O integrante do Conselho Nacional de Educação do Peru Luis Guillermo Lescano Sáenz enfatizou a necessidade de a educação ser uma política de Estado, que transcenda a rotatividade de ministros. Segundo ele, o país teve 26 ministros da educação nos últimos 10 anos.
“Os resultados [da troca de ministros] nas políticas são caríssimos. Se mudam as autoridades e os encarregados de um governo em um setor tão importante, como a educação, isso vai influenciar. Temos brechas instaladas há muito tempo. O direito à educação está na Declaração Universal dos Direitos Humanos e está na maioria das Constituições de nossos países.”
Já o secretário técnico do Ministério de Educação e Cultura do Uruguai, Sebastián Valdez, disse que a meta é melhorar as políticas e práticas educacionais: “No princípio do século XX, houve um acordo social de oferecer educação para todas as crianças de todo o país. Mesmo que não seja fácil chegar a todos os cantos, por questões orçamentárias de um país pequeno”, admitiu.
O ministro interino Leonardo Barchini acrescentou que um dos principais desafios para a região é incrementar a alfabetização digital de professores e alunos juntamente com a alfabetização clássica das crianças.
“Estamos aprendendo que a alfabetização digital precisa ser um processo contínuo ao longo da vida, e não apenas algo que acontece nos primeiros anos de educação. Portanto, acreditamos que a alfabetização digital precisa ser combinada com a alfabetização tradicional”.
AGÊNCIA BRASIL
Iniciativa reuniu gestores de inovação e transferência de tecnologia em Seattle, nos Estados Unidos
SÃO CARLOS/SP - A Agência de Inovação da Universidade Federal de São Carlos (AIn.UFSCar) participou da Missão Internacional Fortec Seattle 2026, realizada entre os dias 7 e 14 de fevereiro, nos Estados Unidos. A iniciativa foi organizada pelo Fórum Nacional de Gestores de Inovação e Transferência de Tecnologia (Fortec) e reuniu gestores de Núcleos de Inovação Tecnológica (NIT), pesquisadores e profissionais da área de inovação e transferência de tecnologia de diferentes regiões do Brasil.
A programação teve como foco o aprimoramento de competências em gestão da inovação, a troca de experiências com ecossistemas internacionais e o contato com práticas adotadas por universidades, centros de pesquisa e empresas inovadoras. Um dos principais momentos da missão foi a participação no AUTM 2026 Annual Meeting, um dos maiores encontros internacionais dedicados à transferência de tecnologia e à gestão da inovação.
Além do encontro, os participantes realizaram visitas técnicas a instituições de referência na região de Seattle, reconhecida pela forte articulação entre pesquisa científica, empreendedorismo e inovação tecnológica. A agenda incluiu sessões técnicas, workshops, atividades de networking e visitas institucionais, entre elas ao Allen Institute, ampliando o contato com modelos avançados de pesquisa e colaboração.
Pela UFSCar, participaram da iniciativa Daniel Braatz, Diretor Executivo da AIn.UFSCar, e Ana Lúcia Vitale Torkomian, docente do Departamento de Engenharia de Produção (DEP) e Presidente do Fortec.
De acordo com Braatz, a participação da Universidade na missão contribuiu para o fortalecimento das ações de internacionalização e para a qualificação das atividades desenvolvidas pelo Núcleo de Inovação Tecnológica. "Participar dessa missão internacional foi uma experiência extremamente rica, marcada pela troca qualificada de experiências com gestores de inovação, pesquisadores e profissionais que atuam diretamente na interface entre universidade, ciência e mercado. Esses diálogos reforçam a importância de pensar estratégias que ampliem o impacto das pesquisas desenvolvidas no ambiente acadêmico, especialmente por meio de processos estruturados de transferência de tecnologias, capazes de levar o conhecimento gerado na universidade para a sociedade de forma concreta e responsável", registra.
Segundo o Diretor, representar a UFSCar em um ambiente internacional como esse também é um aspecto central da iniciativa. "Estar presente nesses espaços contribui para dar visibilidade às competências científicas e tecnológicas da Instituição, ao mesmo tempo em que permite estreitar laços com instituições científicas nacionais e internacionais, abrindo caminhos para cooperações futuras, projetos conjuntos e ações de internacionalização mais consistentes", complementa.
Braatz também destaca os aprendizados em discussões sobre o uso de inteligência artificial nos processos de proteção da propriedade intelectual. "Trata-se de um tema cada vez mais estratégico, diante do crescimento do volume e da complexidade dos ativos tecnológicos gerados pelas universidades, e que aponta para novas possibilidades de qualificação das atividades de busca, análise, proteção e gestão da propriedade intelectual".
Por fim, o Diretor ressalta que conhecer diferentes espaços, práticas institucionais e processos que estimulam a inovação desde os primeiros anos da graduação reforça a importância de investir, de forma contínua, na formação de estudantes com uma visão integrada entre ciência, tecnologia, inovação e impacto social. "Esses aprendizados contribuem diretamente para o fortalecimento de uma cultura de inovação no ambiente universitário e para o aprimoramento das ações desenvolvidas pela Agência de Inovação da UFSCar", finaliza.
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