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BRASÍLIA/DF - O trimestre Julho-Agosto-Setembro aprofundará a tendência de seca nas regiões centrais do país, com impactos sobre a segunda safra do milho e a renovação das pastagens, segundo o Boletim Agroclimatológico do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Também é esperada a continuidade das chuvas fortes no centro e norte da Regiões Norte e Região Sul e no litoral do Nordeste, áreas com expressivos acumulados de chuva e boa reserva hídrica nos solos.

Segundo o boletim deste mês, que analisa as condições climáticas no território nacional e dos fenômenos que interferem no clima do país, como o El Niño (aquecimento das águas na região equatorial do Oceano Pacífico), e as variações de temperatura no Atlântico, impactando as principais culturas, como o milho, feijão e algodão, de acordo com a região analisada. A recuperação das pastagens também foi avaliada pelo levantamento do Inmet.

Conforme previsão do Instituto, os próximos meses serão de predominância de precipitação abaixo da média climatológica em grande parte da Região Norte. É esperado, em áreas do norte do Amazonas, desvio de até 100 milímetros (mm) abaixo da média climatológica.

Em relação à temperatura, são previstos valores acima da média climatológica para a maior parte da região, com anomalias de até 2 graus Celsius (°C) nos estados do Amazonas, Acre, Pará, de Roraima, do Tocantins e o norte de Rondônia. Essa condição favorece cenários de baixa dos rios e maior fragilidade dos ambientes para incêndios e queimadas, embora a região tenha tido uma boa distribuição de água em parte considerável dos territórios.

"Mesmo com a previsão de precipitação abaixo da média e temperaturas mais elevadas, os elevados níveis de armazenamento de água no solo nessas áreas tendem a favorecer as lavouras de milho segunda safra e sorgo em fase de maturação e colheita entre julho e agosto, contribuindo para a redução da umidade dos grãos, ampliação das janelas operacionais de colheita e a preservação da qualidade do produto colhido", aponta o relatório.

É esperado também impacto nas lavouras tardias de milho e nas pastagens, em setembro, especialmente no Tocantins, Amapá e sudeste do Pará, onde o déficit hídrico pode chegar a 130 mm.

Chuvas irregulares

No mês de junho, de acordo com o Inmet, houve uma distribuição irregular de chuvas, concentradas nas áreas já descritas (norte da Região Norte, na faixa litorânea da Região Nordeste e em parte da Região Sul), com totais mensais acima de 150 mm e manutenção de níveis de armazenamento de água no solo acima de 70% da capacidade de água disponível (CAD).

Essas condições favorecem culturas que estão em momento de consumo de água, com o momento de crescimento dos grãos de milho (segunda safra) e feijão.

A maior parte de Mato Grosso, Goiás, do Distrito Federal, Tocantins, norte de Minas Gerais, Espírito Santo, interior da Região Nordeste, sul do Pará e de Rondônia, por sua vez, registraram acumulados mensais inferiores a 40 mm e menores níveis de armazenamento de água no solo.

Estas áreas, assim como o sudeste do Pará, têm níveis de armazenamento de água no solo abaixo de 15% da CAD, o que deve se agravar nos próximos meses. Essa condição também dificulta o crescimento de pastagens, o que terá impactos no curto e médio prazo para os rebanhos.

Lavoura de algodão,  algodão

Lavoura de algodão: umidade do ar mais fraca favorece a cultura de algodão - CNA/Wenderson Araujo/Trilux

No centro-oeste a condição de umidade relativa do ar mais fraca favorece a cultura de algodão, em fase de maturação, principalmente em Goiás, mas aprofunda o risco de perda de produtividade na segunda safra do milho, impactando custos de proteína animal no segundo semestre.

Região Sul

No Sul, as condições foram favoráveis para o desenvolvimento das lavouras de milho no Paraná, que teve acumulados expressivos de chuvas.

"De modo geral, as lavouras de inverno apresentam bom desenvolvimento. Entretanto, a persistência de chuvas frequentes, associada à menor disponibilidade de radiação solar, favorece a ocorrência de doenças fúngicas”, alerta o Inmet.

“Exigindo maior atenção dos produtores, principalmente em lavouras em estádios fenológicos mais avançados, nas quais o impacto sobre a produtividade pode ser mais significativo", acrescenta.

Nordeste

Segundo a previsão a temperatura deverá permanecer acima da média histórica em toda a Região Nordeste, com anomalias variando entre 0,5 °C a 1,0 °C em grande parte das áreas. Os maiores desvios são previstos para o Maranhão, o extremo oeste da Bahia e o sudoeste e centro-norte do Piauí, podendo atingir até 2°C acima da média climatológica.

A faixa litorânea não deve ter impactos relevantes de seca, com a atuação de sistemas meteorológicos como os Distúrbios Ondulatórios de Leste (DOLs), que trazem umidade do oceano.

Em agosto, o déficit será intensificado e vai se expandir para o extremo oeste da Bahia e para áreas do interior da Paraíba e de Pernambuco. Em setembro, a previsão indica déficits superiores a 100 mm em grande parte do interior da região.

"Esse cenário exige maior atenção às lavouras de milho e feijão terceiras safras, conduzidas em sistema de sequeiro, principalmente aquelas que se encontrarem em estádios reprodutivos ou de enchimento de grãos”, diz o estudo.

“Nessas condições, o aumento da demanda evapotranspirativa poderá comprometer a floração, a formação de vagens e o enchimento de grãos, com risco de redução do potencial produtivo, especialmente no semiárido oriental e em áreas do eixo Sealba (Sergipe, Alagoas e leste da Bahia)", explica.

As lavouras de algodão, por sua vez, terão ganhos de qualidade, o que não se observa com as pastagens, que devem ter queda considerável de produtividade já nesse trimestre vindouro.

Ar mais quente

O Centro-Oeste terá anomalia com ar mais quente, variando em torno de 2°C. O bom cenário de chuvas no primeiro semestre tende a garantir boa colheita para a região, nos próximos meses, para o milho, sorgo e algodão. O predomínio de condições mais secas tende a favorecer a conclusão das atividades de colheita e o preparo das áreas agrícolas para a próxima safra.

A região pantaneira, a previsão é ter um inverno equilibrado, enquanto no norte de Mato Grosso e nordeste de Goiás devem apresentar déficit hídrico ainda neste trimestre.

Reservatórios

A Região Sudeste terá manutenção das médias de precipitação, com exceção do Espírito Santo e nordeste de Minas Gerais, para os quais é esperado déficit hídrico. Toda a região deve ter temperaturas cerca de 1°C acima das médias históricas.

Como se espera um trimestre com médias de temperaturas altas a cafeicultura, as hortaliças e as culturas de inverno irrigadas devem ter boas condições de produtividade. O Inmet alerta, porém, para a pressão sobre os reservatórios de água da região, que deve ter demanda acima da média.

Alerta para fungos

No Sul, a expectativa é de ocorrência de excedentes hídricos significativos, especialmente nos meses de julho e setembro, quando os volumes poderão superar 150 mm. As áreas com maior prevalência serão o norte do Rio Grande do Sul e o sul de Santa Catarina.

A condição favorece as culturas de inverno, mas exige maior cuidado fitossanitário, pois permite maior desenvolvimento de pragas de origem fúngica.

Além disso, o boletim alerta para a ocorrência frequente de chuvas que poderão reduzir as janelas operacionais para a realização de tratos culturais, como aplicações de fertilizantes e defensivos agrícolas.

Segundo o Inmet, estas chuvas têm relação já conhecida com o fenômeno El Niño, confirmado pelos padrões adotados pelo instituto, com previsão de se manterem até fevereiro de 2027.

Este ano, porém, não é esperada uma variação expressiva do gradiente térmico do Atlântico Tropical Dipolo do Atlântico, fenômeno semelhante ao das águas do Pacífico (El Niño). Dessa forma, as condições nos próximos meses no Atlântico tendem a apresentar-se em neutralidade.

O mesmo não se pode dizer do El Niño, que será intenso e já impacta chuvas na Região Sul, no litoral do Pacífico na América do Sul e nas temperaturas na América do Norte, Europa e leste asiático.

 

 

AGÊNCIA BRASIL

JAPÃO - As autoridades japonesas montaram uma operação para capturar um urso suspeito de invadir pelo menos 15 casas em Shizukuishi, na província de Iwate, ao longo das últimas duas semanas.

O caso mais recente ocorreu na segunda-feira, quando o animal entrou na residência de um casal de idosos e revirou a cozinha em busca de comida. Mitsuo Matsubara, de 87 anos, contou que ouviu barulhos no cômodo e encontrou um urso-negro-asiático diante da geladeira aberta, com alimentos espalhados pelo chão.

A sequência de invasões levou as autoridades a instalar armadilhas, cercas elétricas e reforçar as patrulhas na região. Moradores também passaram a receber alertas sobre a presença do animal.

Segundo Shiho Chida, especialista em ursos do setor ambiental da prefeitura de Iwate, a repetição dos ataques no mesmo local é incomum e pode indicar que apenas um animal esteja por trás dos episódios.

“É raro que um urso invada repetidamente a mesma área. Como pode ser o mesmo indivíduo, queremos capturá-lo o mais rápido possível”, afirmou ao jornal The Guardian.

Em uma propriedade rural, um urso entrou quatro vezes em prédios onde havia ração à base de leite. Em outra ocasião, câmeras registraram o animal tentando abrir a porta de correr de uma casa durante a madrugada. O agricultor conseguiu espantá-lo com uma lanterna e gritos.

Depois do episódio, ele começou a espalhar perto das entradas uma mistura caseira com mostarda japonesa na tentativa de afastar o animal

Na sexta-feira, outro morador voltou das compras e encontrou um urso dentro de casa, próximo ao quarto onde o pai idoso dormia. O animal fugiu quando o homem bateu uma porta, mas tentou retornar logo depois.

Segundo o relato, ele precisou segurar uma porta de correr por cerca de 30 segundos enquanto o urso, apoiado nas patas traseiras, tentava forçar a entrada.

Na noite seguinte, uma mulher encontrou outro urso procurando comida na cozinha. No domingo, o animal invadiu uma confeitaria japonesa e retirou donuts da geladeira.

As autoridades também registraram cinco invasões em uma mesma residência, onde o urso teria comido biscoitos, açúcar e karinto, doce japonês feito com massa frita e cobertura açucarada.

 

 

por Notícias ao Minuto

EUA - Asequência de terremotos registrada nos últimos dias em diferentes regiões do mundo voltou a levantar questionamentos sobre a frequência desses fenômenos e sobre o preparo das populações para lidar com situações de emergência.

Na semana passada, os dois fortes abalos que atingiram a Venezuela deixaram imagens de destruição e provocaram comoção internacional. Enquanto as atenções estavam voltadas para a América do Sul, a terra também tremeu em outros pontos do planeta, como no Japão, onde foi registrado um terremoto de magnitude 6,9, no Paquistão, com um abalo de magnitude 5,4, e até em Portimão, em Portugal.

A ocorrência de tremores em sequência costuma gerar preocupação, especialmente em países como Portugal, onde episódios desse tipo reacendem dúvidas sobre a preparação para um eventual terremoto de maior intensidade. A principal questão, no entanto, é saber se esse aumento aparente representa algo fora do normal.

De acordo com os Serviços Geológicos dos Estados Unidos, variações temporárias na atividade sísmica fazem parte da flutuação natural das taxas de terremotos. A instituição afirma que nem o aumento nem a diminuição no número de abalos em escala global indicam, por si só, que um grande terremoto esteja prestes a acontecer.

Segundo o Centro Nacional de Informação sobre Terremotos, são registrados cerca de 20 mil terremotos por ano em todo o mundo, o equivalente a aproximadamente 55 por dia.

A percepção de que há mais terremotos do que no passado está ligada, em grande parte, ao avanço dos sistemas de monitoramento e à velocidade da comunicação. Hoje, há mais instrumentos sísmicos espalhados pelo planeta e eles são capazes de detectar abalos menores, que antes poderiam passar despercebidos.

Registros históricos desde cerca de 1900 indicam que, em média, ocorrem aproximadamente 16 grandes terremotos por ano. Esse número inclui cerca de 15 abalos na faixa de magnitude 7 e um terremoto de magnitude 8 ou superior. Nas últimas quatro ou cinco décadas, esse patamar foi superado em alguns anos, mas também houve períodos com atividade abaixo da média.

O ano de 2010, por exemplo, teve 23 grandes terremotos, com magnitude igual ou superior a 7. Em outros anos, o número ficou bem abaixo da média histórica, como em 1989, quando foram registrados seis grandes terremotos, e em 1988, quando houve sete.

O catálogo sísmico ComCat mostra um crescimento no número de registros nos últimos anos, mas isso não significa necessariamente que a Terra esteja tremendo mais. O aumento está relacionado à ampliação da rede de equipamentos e à capacidade de registrar mais eventos.

Com sistemas de comunicação mais rápidos e maior interesse público por desastres naturais, as informações sobre terremotos chegam hoje à população quase em tempo real. Isso contribui para a sensação de que os abalos estão mais frequentes, embora os especialistas indiquem que essa percepção não representa, necessariamente, uma mudança no comportamento natural da atividade sísmica.

 

 

por Notícias ao Minuto

RIO DE JANEIRO/RJ - Um programa nacional de formação em cultura digital foi lançado na sexta-feira (26), no Rio de Janeiro, para fortalecer redes locais de comunicação dos diferentes biomas naturais brasileiros e preparar lideranças para enfrentar desafios como a desinformação e a exclusão digital. A expectativa é formar cerca de 4 mil pessoas.

O projeto é liderado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pelo Ministério da Cultura (MinC), por meio da Secretaria de Formação Artística e Cultural, Livro e Leitura (Sefli). O objetivo é formar agentes culturais e comunicadores e ampliar o acesso às tecnologias digitais.

Chamado de Labic Biomas, o programa integra a Rede de Formação em Cultura Digital – Labic Brasil e prevê ações formativas voltadas a territórios da Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pantanal e Pampa.

Em entrevista à Agência Brasil, o secretário de Formação Artística e Cultural, Livro e Leitura do MinC, Fabiano Piúba, afirmou que o Labic tem sido uma formação importante voltada para a cultura digital e também para mídias digitais, compreendendo coletivos e movimentos sociais, comunidades e lideranças culturais e ambientais, com ênfase na juventude.

Segundo Piúba, o programa traz um componente de formação técnica, mas também acadêmica, cultural e prática, para desenvolvimento nos territórios, compreendendo a comunicação como centralidade nesse movimento.

O secretário destacou que, no Labic Biomas, o MinC e a UFRJ estão trazendo a ideia do bioma cultural e do bioma digital.

“Na perspectiva de estarmos atuando nos biomas brasileiros: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e o Pantanal. Então, a gente vai estar trabalhando nesses territórios, compreendendo a relação entre as políticas e cultura, mas também de meio ambiente e mudança do clima”.

O programa terá parcerias com universidades nas cinco macrorregiões do país e estará em execução já no segundo semestre deste ano, dentro de um calendário regional. Serão selecionados 30 coletivos e projetos dessas regiões, para o desenvolvimento de ações no próprio território.

Essas ações, disse Fabiano Piúba, compreenderão a dimensão da comunicação, da memória, da cultura popular, da inovação cidadã e das tecnologias sociais e comunitárias que esses coletivos já realizam.

“Pensando na articulação entre cultura e natureza, no que a gente chama de biomas culturais, que são territórios que têm uma rica diversidade cultural, das expressões e manifestações tradicionais e populares, e que também têm ali uma rica biodiversidade”, completa.

Biomas digitais

A pró-reitora de Extensão da UFRJ, Ivana Bentes, ressaltou que a principal característica do Labic Biomas é ser uma ação de cultura e de cultura digital baseada nos seis biomas naturais brasileiros.

“A ideia é que a gente trabalhe as características culturais de cada bioma, para pensar ações culturais que vêm desses espaços e que têm conotações singulares".

E mais do que isso: fazer uma formação de fato em cultura digital para essas ações, para trabalhar contra o negacionismo climático, trazer todos os debates de inteligência artificial (IA) articulados com os interesses dos territórios, dos biomas, das ações de cultura”, disse à Agência Brasil.

Para Ivana, as redes digitais estão construindo biomas muitas vezes tóxicos, mas muitas vezes muito potentes, com diversidades e, também, com características hostis.

“Então, a gente pegou essa metáfora do bioma e estamos levando ela bem a fundo, para pensar o próprio contexto da cultura digital hoje. É uma ideia bastante inspiradora a meu ver, e ela funciona muito, porque as pessoas vão entendendo o que é cultura digital”.

Ela reforçou que os ambientes digitais provocam impacto na saúde mental, na vida e no trabalho das pessoas. Diante disso, serão trabalhadas potencialidades, consequências e efeitos desses biomas digitais na cultura, além de trazer ferramentas para que as ações de cultura possam se articular.

“Ou seja, passar entre esses biomas. Não só sobreviver em ambientes hostis, mas criar e produzir, como a cultura já faz. Essa é a proposta”, disse a pró-reitora de Extensão da UFRJ.

No Labic Biomas, serão definidas cinco cidades pequenas do país, ao contrário do ciclo passado do programa, quando foram selecionadas grandes capitais, como Rio de Janeiro, Brasília, Curitiba e Fortaleza.

“Agora, a gente está voltada para uma formação sólida e diversa em cidades pequenas, tanto presencial nesses locais como remota, o que garante maior alcance”, garantiu Ivana Bentes.

 

 

AGÊNCIA BRASIL

BRASÍLIA/DF - A Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção passou por atualização após avaliações do estado de conservação conduzidas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Foram incluídas 180 espécies ou subespécies, como a arara-azul-grande (Anodorhynchus hyacinthinus), reclassificada como Vulnerável (VU), o bugio-preto (Alouatta caraya) e o tamanduaí (Cyclopes rufus). Outras 150 espécies foram retiradas da lista.

O novo documento reúne a Lista Nacional de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção, com 790 espécies ou subespécies; além da Lista Nacional Oficial de Espécies de Fauna Extintas, com nove espécies.

>> Para consultar a lista completa acesse aqui a publicação do Diário Oficial da União.

O levantamento inclui mamíferos, aves, répteis, anfíbios e invertebrados terrestres, que foram classificados em cinco categorias:

  • Vulneráveis (VU),
  • Em Perigo (EN),
  • Criticamente em Perigo (CR),
  • Possivelmente Extintas (CR-PE) e
  • Extinta na Natureza (EW).

Os peixes e invertebrados aquáticos são classificados em outra lista também atualizada neste ano e divulgada no mês de abril.

A maior parte das espécies listadas são invertebrados terrestres, com 264 espécies ou subespécies ameaçadas de extinção. Há ainda 242 aves, 123 répteis, 102 mamíferos e 59 anfíbios.

Das nove espécies presentes na Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Extintas, seis são aves, duas são anfíbios e há um mamífero: o roedor de Vespucci (Noronhomys vespuccii), que ocorria em Fernando de Noronha.

Proteção da biodiversidade

De acordo com o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, a lista é um dos instrumentos mais importantes para a proteção da biodiversidade brasileira.

“A lista reconhece, perante a nossa sociedade e o mundo, a situação das espécies brasileiras e também abre caminho para a construção de planos de recuperação e de conservação", afirma Capobianco.

O documento substituiu a última versão publicada em 2022 e resulta de um esforço conjunto com comunidade científica e organizações da sociedade civil.

“Poucos países no mundo têm a capacidade de avaliar sua biodiversidade na escala que o Brasil faz hoje”, reforça o presidente do ICMBio, Mauro Pires.

 

 

AGÊNCIA BRASIL

FRANÇA - Pelo menos 40 pessoas morreram vítimas de afogamento desde o dia 18 de junho, em França, anunciou o primeiro-ministro do pais.

Sebastien Lecornu lamentou aquilo que diz ser um "flagelo" associado à onda de calor que está a assolar a Europa e, em especial a França, onde se têm registado temperaturas superiores a 40ºC em várias localidades. Hoje, por exemplo, já se registaram - antes das horas de  maior calor, 42,8ºC em Nantes.

Segundo o governante, as vítimas são maioritariamente pessoas jovens.

Onda de calor

De acordo com o serviço meteorológico Meteo France, as temperaturas vão permanecer elevadas pelo menos até ao fim de semana, tendo sido emitido um aviso vermelho de onda de calor.

"São esperadas novas temperaturas recorde, incluindo algumas que podem superar todos os recordes anteriores, independentemente da época do ano", disse a Meteo France.

"A onda de calor é excecionalmente intensa, chegando muito cedo no verão, mas com uma duração ainda incerta", referiu o serviço meteorológico francês.

A onda de calor já foi comparada à de agosto de 2003, quando as temperaturas mais elevadas em mais de meio século causaram cerca de 15 mil mortes, muitas delas de idosos em apartamentos e lares de idosos sem ar condicionado.

A França introduziu um sistema de alerta após aquela onda de calor.

Noite mais quente de sempre 

A noite de segunda para terça-feira foi a mais quente alguma vez registada em França, anunciou o instituto de meteorologia deste país.

O registo é o mais quente desde 1947, ano em que nasceu este instituto e em que, portanto, começou a fazer-se o registo oficial de temperaturas.

O indicador térmico nacional (ITN) das temperaturas mínimas, média de 30 estações de referência, é de 21,6 °C, de acordo com valores provisórios registados esta terça-feira de manhã pelo serviço nacional de previsão meteorológica. O recorde anterior era de 21,4 °C e data de 25 de julho de 2019.

Europa a 'escaldar'

A Europa é o continente que está a aquecer mais rapidamente no mundo, com as temperaturas a aumentarem duas vezes mais rapidamente do que a média global desde a década de 1980, de acordo com o Serviço de Alterações Climáticas Copernicus da União Europeia.

Nos últimos quatro anos, mais de 200 mil pessoas em toda a Europa morreram por causas relacionadas com o calor, e a maioria destas mortes era evitável, afirmou este mês o gabinete da Organização Mundial de Saúde para a Europa.

As temperaturas acima da média podem causar exaustão pelo calor e insolação com risco de vida.

Os cientistas alertam que as alterações climáticas estão a agravar a frequência e a intensidade do calor e da seca, especialmente no sudeste da Europa, tornando a região mais vulnerável aos impactos na saúde e aos incêndios florestais.

 

 

 

por Notícias ao Minuto

SÃO CARLOS/SP - A Secretaria Municipal do Clima e Meio Ambiente promove, entre os dias 18 e 21 de junho, o Encontro Municipal de Educação Ambiental 2026, que neste ano terá como tema central “Temas Emergentes em Educação Ambiental”. A iniciativa reunirá educadores, estudantes, gestores públicos, pesquisadores e representantes da sociedade civil para discutir desafios atuais, compartilhar experiências e fortalecer as ações voltadas à sustentabilidade no município.

Durante os quatro dias de programação, os participantes terão a oportunidade de acompanhar palestras, debates e atividades voltadas à reflexão sobre questões ambientais contemporâneas, incentivando a construção de práticas educativas capazes de contribuir para a preservação dos recursos naturais e para a formação de uma sociedade mais consciente e participativa.

De acordo com o secretário municipal  do Clima e Meio Ambiente, Júnior Zanquim, o encontro busca ampliar o diálogo entre diferentes setores da comunidade, promovendo a troca de conhecimentos e o desenvolvimento de estratégias que fortaleçam as políticas públicas de educação ambiental em São Carlos.

“A iniciativa também pretende destacar a importância da educação ambiental como ferramenta fundamental para enfrentar desafios relacionados às mudanças climáticas, à conservação da biodiversidade e ao desenvolvimento sustentável”, ressalta Zanquim.

A programação do evento inclui atividades abertas ao público e ações voltadas a profissionais da área, consolidando o encontro como um espaço de integração, aprendizado e mobilização em prol das questões ambientais.

Confira a programação completa do Encontro Municipal de Educação Ambiental 2026:

Dia 18/6 (quinta-feira):
* 8h: Caminhada Meditativa na Trilha da Natureza (DeAEA/UFSCar)
* 14h: Oficina com projeto BioFuturo (CDCC/USP)
* 18h: Café de recepção (Espaço Primavera - EESC USP)
* 19h: Palestras de Abertura (Auditório Jorge Caron/USP) - Roselei Françoso, Júnior Zanquim, Flávia Torreão Thiemann, Mara Lúcia Figueiredo e Antonio Fernando Silveira Guerra

Dia 19/6 (sexta-feira):
* 9h: Mesa de Discussão: Financiamento da Educação Ambiental (Auditório Jorge Caron/USP) - Adinalsa Diniz de Brito, Dr. Flávio Okamoto e Prof. Dr. Frederico Yuri
* 11h: Roda de Conversa da Rede de Educação Ambiental de São Carlos - X Fórum Nacional de Educação Ambiental (REA – SC) - Facilitadores da REA-SC

Dia 20/6 (sábado)
* 9h: Oficina de Biojóias com sementes florestais do Cerrado (EESC/USP)
* 10h: Costurando Histórias Sustentáveis – Reaproveitamento de Tecidos (EESC/USP)
* 14h: Apresentação de Trabalhos (EESC/USP)
* 16h: Apresentação Musical - Grupo Conversa de Botequim (Auditório Jorge Caron/USP)

Dia 21/6 (domingo)
* 14h: Oficina de Fotografia com Diogo Mar (Praça XV de Novembro)
* 15h: Participação na Feira de Economia Solidária: exposição de painéis do evento (Praça XV de Novembro)


Outras informações sobre o Encontro Municipal de Educação Ambiental 2026 podem ser obtidas pelo Link do evento no https://lets.4.events/bilheteria-C23100E69.

SÃO PAULO/SP - Quase metade das crianças e adolescentes do mundo, o equivalente a 1,1 bilhão de indivíduos, está exposta a pelo menos três riscos climáticos, que ameaçam a sua saúde, educação e sobrevivência.

As conclusões estão no Relatório de Risco Climático das Crianças 2026, do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) lançado nesta segunda-feira (15).

Segundo o estudo, quase todas as crianças no mundo enfrentam pelo menos um risco climático, enquanto mais de 4 milhões podem sofrer até seis ameaças diferentes.

“No Brasil, 16 milhões estão expostos a três ou mais riscos climáticos, como ondas de calor ou secas - o equivalente a 3 a cada 10 meninos e meninas brasileiras. Olhando para dois ou mais riscos, são mais de 30 milhões de crianças e adolescentes (6 a cada 10) que convivem cotidianamente com essas ameaças”, alerta o relatório.

O estudo usa os dados mais recentes disponíveis para mapear a exposição das crianças e adolescentes às oito ameaças climáticas mais frequentes em todo o mundo: enchentes costeiras, secas, calor extremo, queimadas, ondas de calor, enchentes de rios, tempestades de areia e poeira e tempestades tropicais.

Pela primeira vez, o relatório mostra exatamente onde e com que intensidade múltiplas ameaças climáticas afetam crianças e os serviços públicos essenciais dos quais elas dependem, além de indicar como governos podem adotar ações concretas para responder a esse cenário.

De acordo com diretora executiva do Unicef, Catherine Russell, a vida das crianças segue sendo profundamente abalada por ondas de calor, incêndios florestais, secas e enchentes.

Seca, calor extremo e ondas de calor são a combinação mais comum de riscos climáticos, com mais de 296 milhões de crianças e adolescentes vivendo em áreas expostas a essas três condições. A segunda combinação mais comum — seca, calor extremo e tempestades tropicais — atinge mais de 115 milhões de crianças em todo o mundo.

Segundo o Unicef, na região do Sahel, na África, uma das mais afetadas, mais de 4 milhões de crianças enfrentam a tripla ameaça de ondas de calor, calor extremo e tempestades de areia e poeira. 

Já em países da Ásia, como Bangladesh, Mianmar e Paquistão, as crianças estão expostas a mais ameaças climáticas e com maior intensidade do que em qualquer outro lugar do mundo.

Países de alta renda também enfrentam impactos climáticos. Na Itália, por exemplo, mais de 6 milhões de crianças e adolescentes estão expostas a ondas de calor prolongadas e a secas.

 Além das oito ameaças climáticas mais frequentes, o relatório analisa a exposição das crianças à poluição do ar e à malária, dois riscos muito sensíveis às mudanças climáticas. Os dados mostram que a poluição do ar afeta quase todas as crianças no mundo, enquanto 1 bilhão de meninos e meninas estão expostos à malária, aumentando uma camada extra de risco a quem já enfrenta múltiplas ameaças climáticas.

 No Brasil, o cenário é similar, com quase todas as crianças e adolescentes (95%, ou 47 milhões) expostas à poluição do ar. Já outras 5,6 milhões (ou 11% da população infantil do país) estão expostas à malária.

 “Sem esforços urgentes para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, as ameaças climáticas vão se tornar mais frequentes e mais intensas, pressionando ainda mais os orçamentos públicos, os sistemas governamentais e comprometendo o bem-estar das crianças,”, alerta o relatório.

Para proteger os direitos das crianças e enfrentar a crise climática, o Unicef recomenda:

  • Reduzir as emissões e adotar ações ambiciosas para cumprir compromissos internacionais, incluindo a eliminação gradual dos combustíveis fósseis e uma transição justa para energias renováveis;
  • Proteger as crianças e os adolescentes por meio de adaptação climática inclusiva;
  • Redução de riscos de desastres e respostas de perdas e danos que tornem os serviços públicos essenciais resilientes;
  • Garantir que as políticas fundamentais para as crianças sejam incluídas nos planos nacionais de adaptação e nas estratégias setoriais, na governança do risco de desastres, e nos planos de preparação e resposta;
  • Criar escolas seguras e verdes e unidades de saúde resilientes ao clima;
  • Garantir a segurança alimentar das crianças;
  • Tornar os sistemas de alerta precoce eficazes para as crianças e acessíveis aos serviços dos quais dependem;
  • Fortalecer a eficiência dos serviços de água e saneamento, bem como dos sistemas de proteção social responsivos a emergências;
  • Empoderar crianças e jovens para participar de forma significativa na ação climática por meio do investimento em educação e habilidades climáticas;
  • Fortalecimento da capacidade de tomadores de decisão e especialistas de respeitar os direitos das crianças de serem ouvidas, de se expressarem e de participarem nas decisões que afetam suas vidas.

“Esse estudo pode ajudar governos e tomadores de decisão a planejar melhor e investir de forma mais eficaz em serviços resilientes”, disse Catherine Russell.

 

 

AGÊNCIA BRASIL

SÃO PAULO/SP - O Ministério da Pesca e Aquicultura informou que a pesca de tainha (Mugil liza), na modalidade arrasto de praia, deve ser suspensa a partir desde domingo (7).

De acordo com o ministério, a medida é necessária após o país atingir o limite coletivo de 90% da cota autorizada para a temporada de pesca de 2026.

A cota de 8.168 toneladas foi definida em uma portaria conjunta entre os ministérios da Pesca e do Meio Ambiente.

“A medida possui caráter preventivo e tem por objetivo evitar o excedente da cota de captura estabelecida para a modalidade”, informou a pasta.

Conforme as orientações do ministério, os barcos que estão no mar devem realizar o desembarque do pescado no prazo de 24 horas após a captura.

Após o período, os pescadores poderão retomar a pesca das demais espécies.

O procedimento adotado pelo ministério foi consolidado a partir de informações que constam no Painel de Monitoramento da Temporada de Pesca da Tainha.

Por terminação de lei, empresas pesqueiras devem reportar ao governo a quantidade de pescado que foi retirada do mar.

 

 

AGÊNCIA BRASIL

ITÁLIA - Uma equipe de mergulhadores voluntários registrou um encontro raro com um tubarão-branco durante uma operação no Mar Mediterrâneo, próximo à costa da Itália. Acredita-se que as imagens captadas sejam as primeiras gravações subaquáticas de um exemplar adulto da espécie em seu habitat natural nessa região.

De acordo com a fundação Healthy Seas, que divulgou o vídeo, o encontro aconteceu em maio, em uma área marítima localizada entre a Sicília e a Tunísia. Na ocasião, a equipe realizava uma missão de remoção de redes de pesca abandonadas no fundo do mar.

Foi durante essa operação que os mergulhadores conseguiram registrar o que pode ser o primeiro vídeo subaquático já feito de um tubarão-branco adulto no Mar Mediterrâneo em seu ambiente natural. Embora a espécie já tenha sido filmada anteriormente na superfície dessas águas, nunca havia sido registrada debaixo d’água na região.

"Ele nadou ao nosso redor e depois virou-se para nos encarar de frente, retornando em nossa direção. Parecia claramente curioso, e não agressivo. Estava muito tranquilo, como se tivesse a postura de quem manda ali embaixo. Quando começamos a soltar algumas bolhas pela boca, ele acelerou e desapareceu no azul", relatou Derk Remmers, mergulhador responsável pelas imagens, em entrevista ao jornal The Independent.

"Todos nós ficamos um pouco chocados — e muito surpresos. Meus dedos estavam tremendo, isso é certo. Era um animal grande e não esperávamos encontrar algo assim", confessou.

O tubarão-branco é um dos maiores predadores marinhos conhecidos e também é considerado uma das espécies potencialmente mais perigosas para os seres humanos. O animal pode atingir até 6,5 metros de comprimento e ultrapassar duas toneladas de peso. Em média, a espécie vive cerca de 30 anos.

 

 

por Notícias ao Minuto Brasil

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