SÃO PAULO/SP - O presidente Jair Bolsonaro disse nesta última 2ª feira (08) que pode ter havido alguma “injustiça” em um “processo ou outro” envolvendo o ex-presidente Lula, mas não acredita que o petista seja inocente.
O mandatário deu entrevista ao Brasil Urgente, da TV Band. Leia trecho do diálogo:
Datena: “O senhor mesmo me disse: ‘Ô Datena, eu não vou recorrer a justiça. Eu não ganho nenhuma’. Da mesma forma que pode ter injustiça com o senhor, não pode ter havido com o Lula, e justificada essa ação do Fachin?“.
Bolsonaro: “Pode haver alguma injustiça em um processo ou outro. Mas como um todo, se o Lula for considerado inocente, é porque não houve petrolhão, não houve quase meio trilhão de reais desviados do BNDES, não tivemos obras em ditaduras mundo afora“.
O presidente afirmou que o governo de Lula (2003-2010) “funcionava” diferente do dele. E acusou o petista de trabalhar na “base da compra”.
“Era uma festa. Naquele tempo dele era muito comum, de acordo com o que estava sendo votado, partidos perderem ministérios e outros ganharem. Bem como [o comando] em bancos e estatais”.
Bolsonaro falou sobre o tema depois de criticar parte dos procuradores da força-tarefa em Curitiba, afirmando que alguns deles “abusam” da autoridade. O chefe do Executivo, no entanto, não citou o caso de Lula nessas declarações.
“O meu nome, né, segundo informações, está citado dezenas de vezes, naqueles dados roubados pelos hackers. Nos telefones do Dallagnol, do próprio Moro, entre outros… No meu caso, eu pedi isso ao STF. Eu quero saber o que tem do meu nome. Se bem que algumas coisas tem chegado para mim informalmente”, disse Bolsonaro.
“Você pode até falar: ‘A gente não sabe o que foi alterado, o que foi capturado lá pelo hacker’. Eu sei disso, mas eu senti na pele tudo isso aí. Tudo que minha família sofreu”, completou.
*Por: Rafael Barbosa / PODER360
BUDAPESTE - Os primeiros-ministros húngaro e tcheco se reunirão com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu na quinta-feira para discutir as políticas de combate ao COVID-19 como a terceira onda da pandemia de coronavírus que atinge a Europa Central.
“O principal tema da reunião será o esforço para conter a pandemia”, disse o chefe de imprensa do primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, em um comunicado.
Netanyahu, que disse que 90% dos israelenses elegíveis receberam pelo menos uma dose da vacina Pfizer / BioNTech ou se recuperaram do vírus, fez do programa de vacinação de Israel uma vitrine de sua campanha de reeleição em 23 de março.
Na semana passada, Israel, Áustria e Dinamarca disseram que criariam um fundo conjunto de pesquisa e desenvolvimento e possivelmente instalações de produção para vacinas COVID-19, para garantir que tivessem suprimentos de longo prazo para vacinas de reforço ou para enfrentar mutações do vírus.
A Hungria impôs novas medidas de bloqueio na segunda-feira para conter um aumento nas infecções por COVID-19 e acelerou sua campanha de vacinação.
O governo de Orban fechou todas as escolas e a maioria das lojas em seu país de 10 milhões.
A República Tcheca, um país de 10,7 milhões de habitantes, foi duramente atingida pela pandemia nas últimas semanas, com o número de pacientes com COVID-19 em estado grave com novos máximos e alguns hospitais quase lotados. Praga pediu à Alemanha, Polônia e Suíça que recebessem alguns pacientes.
O governo tcheco tentou virar a maré com um bloqueio estrito que restringe as viagens ao redor do país e impulsionou os testes em empresas industriais que não foram afetadas por restrições.
*Reportagem de Krisztina Than, reportagem adicional de Jason Hovet / REUTERS
BRASÍLIA/DF - O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu hoje (8) anular as condenações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Operação Lava Jato. Na decisão, o ministro entendeu que a 13ª Vara Federal em Curitiba não tinha competência legal para julgar as acusações. Com a decisão, o ex-presidente não terá mais restrições na Justiça Eleitoral e está elegível para disputar um cargo público.
Pela decisão, ficam anuladas as condenações nos casos do triplex do Guarujá (SP), com pena de 8 anos e 10 meses de prisão, e do sítio em Atibaia, na qual Lula recebeu pena de 17 anos de prisão. Os processos deverão ser remetidos para a Justiça Federal em Brasília para nova análise do caso.
A anulação ocorreu porque Fachin reconheceu que as acusações da força-tarefa da Lava Jato contra Lula não estavam relacionadas diretamente com os desvios na Petrobras. Dessa forma, seguido precedentes da Corte, o ministro remeteu os processos para a Justiça Federal em Brasília.
"Apesar de vencido diversas vezes quanto a tema, o relator [Fachin], tendo em consideração a evolução da matéria na 2ª Turma em casos semelhantes, entendeu que deve ser aplicado ao ex-presidente da República o mesmo entendimento, reconhecendo-se que a 13ª Vara Federal de Curitiba não era o juiz natural dos casos”, diz nota do gabinete de Fachin.
A condenação no caso do triplex foi proferida pelo então juiz Sergio Moro. No caso do sítio de Atibaia, Lula foi sentenciado pela juíza Gabriela Hardt.
A decisão também atinge o processo sobre supostas doações irregulares ao Instituto Lula. O processo ainda está em tramitação na 13ª Vara e também deverá ser enviado para Brasília.
*Por André Richter – Repórter da Agência Brasil
SÃO CARLOS/SP - Dando sequência no trabalho de modernização da iluminação pública com luzes de LED (light-emitting diode), a Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) atendendo uma solicitação do prefeito Airton Garcia, segue nesta semana com a substituição das lâmpadas de vapor de sódio pela nova tecnologia em mais 5 pontos da cidade.
De 08 a 12 de março, o cronograma de substituição das luzes pela tecnologia de LED estará concentrado na rua Coronel José Augusto de Oliveira Salles, avenida Bruno Ruggiero Filho, avenida São Carlos, rua Episcopal e nas rotatórias próxima a Getúlio Vargas.
Com um investimento de R$ 8 milhões, sem custo algum para o município, ao todo 10.130 pontos de iluminação em diversos locais da cidade serão substituídos pela nova tecnologia, que corresponde a 1/3 de toda a iluminação pública da cidade. Com o trabalho de substituição realizado pela V.A. Engenharia, empresa contratada pela própria CPFL, seis equipes que revezam na substituição das lâmpadas em dois turnos.
Com indicação dos locais pela secretaria Municipal de Serviços Públicos, por meio do Departamento de Serviços Urbanos, a conclusão da substituição dos 10.130 pontos de iluminação em diversos locais da cidade deve ocorrer no prazo de 6 meses, gerando uma economia ao município de 60% no consumo de energia elétrica.
“Para a escolha das avenidas e das ruas que irão receber a nova tecnologia de LED levamos em consideração a importância dos locais a partir do fluxo de veículos, pessoas, segurança e comércio em torno delas. Outro fator que também foi levado em consideração, foi o consumo de energia associada a economia que esses locais irão gerar a partir das novas luzes de LED, prevista para ser de R$ 2 milhões ao ano”, explicou o secretário Mariel Olmo.
Desde o início dos trabalhos, a avenida Parque Faber, Passeio das Quaresmeiras, Passeio dos Flamboyants, Passeio dos Ipês, avenida Getúlio Vargas, avenida Morumbi, avenida Theodureto de Camargo e rua Maestro Adolpho Raimundo Caputo, avenida Francisco Pereira Lopes e avenida Trabalhador São-carlense, já receberam a nova tecnologia de iluminação com lâmpadas de LED que variam com a potência de 70 a 115 watts.
Com um investimento 8 milhões pela CPFL, e sem custo algum para o município, a nova iluminação além de gerar maior economia no consumo de energia elétrica, tem a durabilidade de até 15 anos, dispensando manutenção das lâmpadas durante esse período.
SÃO PAULO/SP - Na manhã desta segunda-feira (08), Ana Maria Braga resolveu alfinetar o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro (sem partido). Em seu programa ‘Mais Você’, da TV Globo, a apresentadora usou a fala polêmica do chefe de estado que, na semana passada, disse que era ‘mimimi’ as medidas de fechamento e as mortes diárias causadas pelo novo coronavírus.
“Vocês (produtores rurais) não ficaram em casa, não se acovardaram, nós temos que enfrentar os nossos problemas, chega de frescura e de mimimi. Vão ficar chorando até quando? Temos que enfrentar os problemas”, disse Bolsonaro na ocasião.
Em tom de ironia, Ana disparou: “A gente está no mimimi, Felipe Andreoli”.
A loira ainda completou reforçando a gravidade da pandemia: “A gente está vivendo um momento de preocupação com família e amigos. Cada dia é um susto. As mortes de covid vêm batendo recordes. Quando a gente não precisa de uma UTI, a gente escuta que a UTI está lotada. E o que é? Não tem onde por, não tem respirador, não sei porque não abrem hospital de campanha”.
*Por: ISTOÉ GENTE
SÃO CARLOS/SP - Em toda a história de 156 anos da Câmara Municipal de São Carlos, instalada em 1865, 11 mulheres exerceram o cargo de vereadoras. Todas elas eleitas pelo voto popular, a partir da redemocratização do país em 1947, quando foram realizadas em todo o país eleições municipais para o Legislativo e o Executivo.
A professora Elydia Benetti (1906-1965) foi a primeira vereadora a ocupar assento na Câmara, na legislatura de 1948 a 1951. Somente 26 anos mais tarde o Legislativo são-carlense voltou a ter representação feminina, em 1977, com a posse da professora Mirjam Schiel.
Com relação à Presidência da Casa, até hoje somente uma mulher exerceu o cargo em toda a história, a professora Diana Cury, no biênio 2005-2006. Laíde das Graças Simões, eleita para cinco legislaturas, é a vereadora com maior número de mandatos.
A legislatura em que o maior número de vereadoras esteve presente foi entre 2001-2004, quando cinco mulheres ocupavam as cadeiras do Legislativo Municipal: Diana Cury, Géria Maria Montanari Franco, Julieta Lui, Laíde das Graças Simões e Silvana Donatti.
Atualmente, três vereadoras exercem o cargo na Câmara, eleitas para o mandato de 2021 a 2024: Cidinha do Oncológico, Professora Neusa e Raquel Auxiliadora. Em um total de 21 cadeiras, as três mulheres representam aproximadamente 14%.
Veja quem foram e o período em que exerceram o cargo as vereadoras de São Carlos:
1. Elydia Benetti
Nascimento 19/8/1906
Falecimento: 21/1/1965
Profissão: professora
Mandato: 1º. de janeiro de 1948 a 31 de dezembro de 1951
2. Mirjam Schiel
Nascimento 31/10/1942
Profissão: professora
Mandato:
1º. de fevereiro de 1977 a 31 de janeiro de 1983
3. Julieta Lui
Nascimento: 13/06/1952
Profissão: professora
Mandatos:
1º. de janeiro de 1989 a 31 de dezembro de 1992
1º. de janeiro de 1993 a 31 de dezembro de 1996
1º. de janeiro de 1997 a 31 de dezembro de 2000
1º. de janeiro de 2001 a 31 de dezembro de 2004
4. Maria Regina Silva Bortolotti
Nascimento: 23/11/1945
Profissão: professora universitária
Mandato:
1º de janeiro de 1993 a 31 de dezembro de 1996
5. Diana Cury
Nascimento: 06/09/1943
Profissão: professora
Mandatos:
1º de janeiro de 1997 a 31 de dezembro de 2000
1º de janeiro de 2001 a 31 de dezembro de 2004
1º de janeiro de 2005 a 31 de dezembro de 2008
(Presidente da Mesa Diretora da Câmara Municipal de 1º/1/2005 a 31/12/2006)
6. Géria Maria Montanari Franco
Nascimento: 23/04/1948
Profissão: funcionária pública
Mandatos:
1º de janeiro de 2001 a 31 de dezembro de 2004
1º de janeiro de 2005 a 31 de dezembro de 2008
7. Laíde das Graças Simões
Nascimento: 15/05/1952
Profissão: funcionária pública
Mandatos:
1º de janeiro de 2001 a 31 de dezembro de 2004
1º de janeiro de 2005 a 31 de dezembro de 2008
1º de janeiro de 2009 a 31 de dezembro de 2012
1º de janeiro de 2013 a 31 de dezembro de 2016
1º de janeiro de 2017 a 31 de dezembro de 2020
8. Silvana Donatti
Nascimento: 26/04/1959
Profissão: secretária
Mandato:
1º de janeiro de 2001 a 31 de dezembro de 2004
9. Maria Aparecida Rodrigues dos Santos (Cidinha do Oncológico)
Nascimento: 10/05/1952
Profissão: funcionária pública
Mandatos:
1º de janeiro de 2013 a 31 de dezembro de 2016
1º de janeiro de 2017 a 31 de dezembro de 2020
1º de janeiro de 2021 a 31 de dezembro de 2024 (em andamento)
10. Neusa Valentina Golineli
Nascimento: 22/04/1961
Profissão: professora
Mandato:
1º de janeiro de 2021 a 31 de dezembro de 2024 (em andamento)
11. Raquel Auxiliadora dos Santos
Nascimento: 19/07/1983
Profissão: professora
Mandato:
1º de janeiro de 2021 a 31 de dezembro de 2024 (em andamento)
SÃO CARLOS/SP - O vereador Rodson Magno do Carmo (PSDB) acompanhou na tarde do último sábado (6), junto com as equipes do SAAE (Serviço Autônomo de Água e Esgoto) e da Secretaria Municipal de Serviços Públicos, a realização, a seu pedido, da desinfecção em diversos pontos estratégicos da cidade: nas três UPAs (Vila Prado, Santa Felícia e Cidade Aracy), na Base do SAMU, Hospital de Campanha, Santa Casa e Hospital Universitário.
A desinfecção, realizada por meio de lavagem com solução de água com hipoclorito de sódio, é uma das medidas recomendadas para o combate do coronavírus e é indicada para locais onde há um grande fluxo de pessoas, destacou o parlamentar.
Esta é mais uma ação da Prefeitura Municipal de São Carlos no enfrentamento da pandemia do coronavírus.
Rodson agradeceu à Secretaria de Serviços Públicos e ao SAAE pelo atendimento à sua solicitação. "Continuaremos nos esforçando para fazer tudo que estiver ao nosso alcance para impedirmos o avanço da doença e para seguir os protocolos recomendados pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e assim proteger a nossa população", completou o vereador.
Encontro reuniu representantes das cidades de Ibaté, Dourado, Descalvado, Ribeirão Bonito e Porto Ferreira
SÃO CARLOS/SP - O presidente da Comissão de Saúde da Câmara Municipal, vereador Lucão Fernandes (MDB), esteve na noite desta sexta-feira (5) acompanhado do prefeito Airton Garcia e do vice-prefeito Edson Ferraz participando de uma reunião online com prefeitos e representantes da região central, da qual São Carlos disponibiliza leitos para a Covid-19 para um alinhamento técnico em relação à situação crítica dos hospitais da cidade quanto à ocupação dos leitos de UTI/SUS.
A reunião uniu representantes das cidades de Ibaté, Dourado, Descalvado, Ribeirão Bonito e Porto Ferreira. Na ocasião foi apresentada a real situação na lotação de leitos de UTI da Santa Casa e do Hospital Universitário (HU), assim como as dificuldades enfrentadas por eles e pelo município diante ao número elevado de pacientes internados pela Covid-19.
Além de representantes de hospitais e dos municípios pertencentes à região central, também estavam presentes na reunião online o vereador e presidente da Câmara Municipal, Roselei Françoso, a vereadora Cidinha do Oncológico e o vereador Sérgio Rocha.
Lucão avaliou a reunião como oportuna pela situação que todos os municípios da região central vivem neste momento. “Precisamos de união, somente assim vamos enfrentar essa segunda onda da pandemia. Se cada município conseguir tratar os pacientes de média complexidade nas enfermarias das suas redes de saúde, vamos conseguir atender mais pacientes em situação mais grave”, explicou o vereador.
BRASÍLIA/DF - Ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Tribunal de Contas da União (TCU) desenharam nos últimos dias um conjunto de estratégias para lidar com as fake news envolvendo a segurança das urnas eletrônicas. Conforme revela a última edição de VEJA, o presidente da Câmara dos Deputados Arthur Lira (Progressistas-AL) está disposto a aprovar a tempo das eleições presidenciais do ano que vem um projeto que prevê a instalação de mini impressoras em um conjunto de urnas para que os eleitores possam conferir os votos impressos antes de eles serem armazenados em um compartimento específico para eventual recontagem.
Os integrantes do tribunal trabalham agora com uma arma política para tentar desmontar o discurso de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro de que o processo eleitoral poderia estar em risco sem o voto impresso. É que os dois tribunais se articulam para que o ex-ministro bolsonarista Jorge Oliveira, recém-chegado à Corte de Contas, endosse uma nova certificação das urnas e confirme, ao final de uma auditoria a ser feita pelo próprio TCU, a segurança do sistema eleitoral brasileiro. “Seria um voto da cozinha de Bolsonaro para desarmar o discurso de falta de segurança nas eleições”, afirmou reservadamente um ministro que discutiu a proposta.
Por sugestão da Polícia Federal, a ideia do TSE é abrir ainda este ano o código-fonte das urnas, um conjunto de milhões de caracteres que descrevem o software do equipamento, para que especialistas, políticos e órgãos de controle possam inspecionar o sistema em busca de falhas e pressionar pela correção de eventuais brechas.
“Se um partido político diz que há fraude nas eleições, ele pode pegar o código-fonte, contratar um engenheiro de software, ir lá e abrir toda a sequência de caracteres para ver se existe este comando de burlar os votos”, explica o juiz Sandro Vieira, do Comitê Gestor da Justiça Eleitoral. Paralelamente, uma auditoria independente será conduzida pelo TCU em todas as fases do processo eleitoral e deve ser concluída até outubro, um ano antes da disputa presidencial de 2022. Sobre as conclusões desta auditoria que o novo ministro Jorge Oliveira, que foi chefe da Secretaria-geral do governo Bolsonaro, teria de opinar.
Em parceria com universidades e centros especializados em processamento de dados, a proposta é que sejam analisados, por exemplo, a compra de cada urna eletrônica por pouco mais de 4.000 reais, os aprimoramentos na programação e nos mecanismos de segurança do equipamento, o sistema de totalização dos votos via TSE e os métodos de divulgação dos resultados.
Nos tribunais, o temor da adoção do voto impresso nas próximas eleições tem como pano de fundo o risco de qualquer eleitor alegar uma suposta irregularidade para travar a apuração das urnas e judicializar o processo eleitoral. “O voto impresso no Brasil não resolve o problema que ele se propõe a resolver. Se aprovado, ele vai abrir vulnerabilidades no processo e gerar uma eleição que não termina. É só um eleitor fazer um rasgo no saco da urna, por exemplo, e sem mexer nos votos, a suspeição na eleição está instalada”, diz o analista do TSE Celio Wermelinger.
Após a derrota para o democrata Joe Biden, o ex-presidente Donald Trump apresentou dezenas de processos para discutir o processo eleitoral americano e até anular as eleições. Seu pedido serviu para semear suspeitas contra a confiabilidade do processo eleitoral e vitaminou extremistas a invadirem o Capitólio, em janeiro. TSE e TCU querem, desde já, desencorajar movimentos desta natureza no país.
*Por: Laryssa Borges / VEJA.com
IRAQUE - O papa Francisco deixou hoje (8) o Iraque, após a primeira visita de um chefe de Estado do Vaticano ao país. Não foram registrados incidentes em territórios marcados pela guerra, informaram os repórteres da AFP.
Desde sexta-feira (5) o papa percorreu o Iraque, tendo passado por Bagdá, Mossul, Qaragosh, Ur e Erbil.
O chefe de Estado do Vaticano defendeu uma das mais antigas comunidades cristãs do mundo perante o aiatolá Ali Sistani, referência religiosa dos muçulmanos xiitas do Iraque.
"O Iraque vai continuar para sempre comigo, no meu coração", disse nesse domingo o papa Francisco, de 84 anos, perante milhares de fiéis que se juntaram num estádio de Erbil, Curdistão iraquiano, para uma cerimónia religiosa.
Os cristãos no Iraque são atualmente 01% da população, depois de terem constituído cerca de 06% dos habitantes do país, há duas décadas.
A viagem foi o primeiro deslocamento de Francisco ao estrangeiro nos últimos 15 meses.
Devido à pandemia de covid-19 e com exceção da missa de Erbil, ele só se encontrou com algumas centenas de pessoas ao longo da viagem.
O papa percorreu 1.445 quilômetros em território iraquiano, a maior parte do tempo de avião ou de helicóptero sobrevoando zonas onde se encontram células clandestinas de grupos de extremistas islâmicos.
Quando se dirigiu ao país, o chefe da Igreja Católica disse que o "terrorismo abusa da religião", apelou à paz e à unidade no Oriente Médio e lamentou a saída de cristãos da região, obrigados a procurar refúgio em outros países.
Francisco participou de uma cerimónia ecuménica, com diversas confissões de religiosos do Iraque.
A missa ocorreu em Ur, a cidade natal do patriarca Abraão.
*Por RTP
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