SÃO CARLOS/SP - Profissionais da Secretaria Municipal de Saúde se reuniram na tarde desta quinta-feira (26/02), no auditório do Paço Municipal, para uma capacitação voltada ao enfrentamento da sífilis em São Carlos. O encontro contou com médicos, enfermeiros, pesquisadores e estudantes, que discutiram estratégias de prevenção, diagnóstico e tratamento da doença, além de analisar os números mais recentes do município. A coordenadora municipal do Programa IST/AIDS, Cíntia Ruggiero, destacou a importância da atualização constante. “O objetivo é orientar, atualizar e discutir sobre a sífilis, que é um problema de saúde pública ainda no mundo, e em São Carlos não é diferente. A nossa maior preocupação é a sífilis em gestantes e a sífilis congênita, que é a transmissão da mãe para o filho”.
Os dados apresentados mostram que em 2025 foram registradas 363 notificações de sífilis adquirida na cidade. Embora o número represente um aumento em relação aos anos anteriores, especialistas ressaltaram que esse crescimento também reflete a maior capacidade da rede pública em identificar e tratar os casos.
O enfermeiro e mestrando da UFSCar, Matheus Gabriel de Melo Sérgio, explicou que a sífilis é uma epidemia silenciosa, mas de diagnóstico rápido. “Mesmo assim, atinge milhares de brasileiros. Em São Carlos, vemos um acréscimo nas notificações, mas isso também mostra que o serviço de saúde tem funcionado e conseguido identificar os casos”.
Já o infectologista Daniel Litardi Castorino Pereira, do Centro de Atendimento de Infecções Crônicas (CAIC), reforçou a necessidade de combater o preconceito e ampliar o acesso à informação. “As pessoas têm uma ideia fragmentada do que é a sífilis, permeada de preconceito desnecessário. Quanto mais a gente sabe sobre um assunto, menos preconceito existe. É fundamental difundir informações sobre prevenção e tratamento”.
O evento contou ainda com palestras técnicas e discussões sobre a atuação da rede pública, que concentra o atendimento da população.
SÃO CARLOS/SP - A Prefeitura de São Carlos realiza neste sábado (28/02), das 8h às 14h, o 1º Mutirão de Combate à Dengue no Residencial Eduardo Abdelnur, na região sul do município. A ação é coordenada pela Secretaria Municipal de Saúde e integra a 9ª Campanha Regional 2026 “Juntos Contra a Dengue”, promovida pela EPTV.
O mutirão conta com o apoio da Secretaria Municipal de Conservação e Qualidade Urbana e do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) e tem como principal objetivo intensificar as ações de prevenção e eliminar possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da Dengue, Zika e Chikungunya, especialmente neste período de maior risco de proliferação.
Durante a mobilização, equipes da Unidade de Controle de Zoonoses e Endemias, Agentes de Combate às Endemias e Agentes Comunitários de Saúde irão percorrer todas as residências do bairro para realizar vistorias, orientar os moradores e recolher materiais inservíveis que possam acumular água parada. Áreas públicas também serão inspecionadas.
A Secretaria Municipal de Saúde orienta que os moradores aguardem a chegada das equipes e não coloquem materiais para descarte nas calçadas antes da vistoria, para que os agentes possam avaliar a existência de possíveis focos e repassar as devidas orientações.
De acordo com a diretora de Vigilância em Saúde, Denise Martins Gomide, cerca de 80% dos criadouros do mosquito estão dentro das residências, o que reforça a importância da participação da população. Medidas simples, como manter caixas d’água bem vedadas, eliminar recipientes com água parada, limpar calhas e descartar corretamente objetos que possam acumular água, são fundamentais para reduzir os riscos.
“O mutirão no Residencial Eduardo Abdelnur é uma ação estratégica e preventiva. Nosso objetivo é agir antes que os casos apareçam, eliminando os criadouros do mosquito e reforçando a orientação às famílias. Sabemos que a maioria dos focos está dentro das casas, por isso a participação da população é essencial. O combate à dengue é uma responsabilidade compartilhada. Quando poder público e comunidade atuam juntos, conseguimos reduzir significativamente os riscos e proteger a saúde de todos”, ressalta o secretário de Saúde, Leandro Pilha.
A mobilização comunitária é considerada uma das estratégias mais eficazes no enfrentamento da dengue e de outras arboviroses, permitindo identificar e eliminar focos antes do surgimento de casos, protegendo a saúde individual e coletiva.
AUSTRÁLIA - Um cirurgião de Melbourne, na Austrália, está sendo acusado por várias pacientes (e até por outros médicos) de realizar cirurgias, incluindo de remoção de órgãos, sob o pretexto de um diagnóstico de endometriose grave, a mulheres com poucos ou nenhuns sintomas.
Segundo a emissora australiana ABC, algumas destas mulheres foram sujeitas à remoção do útero e dos ovários, mesmo sem apresentar praticamente nenhum sinal de endometriose. Várias pacientes relatam sentir dores durante meses ou anos após a cirurgia.
O médico, Simon Gordon, foi afastado do Hospital Privado Epworth (o maior hospital privado do estado de Victoria) em outubro, quando a administração descobriu que o programa Four Corners estava investigando ele. O cirurgião optou por se aposentar no fim de semana seguinte.
O especialista negou qualquer irregularidade e disse à ABC que nunca realizou cirurgias de endometriose sem estar "absolutamente convencido" dos seus benefícios para as pacientes.
"Durante gerações, a dor sofrida pelas mulheres foi ignorada, minimizada e não tratada", disse ele. "A minha preocupação era tentar aliviar a dor e restaurar a qualidade de vida das pacientes, um grupo antes negligenciado e desconsiderado."
"Ao longo da minha carreira em ginecologia, sempre agi de forma ética e responsável com as minhas pacientes", assegurou ainda.
Contudo, a investigação, que durou sete meses, gerou diversas queixas de médicos e pacientes à administração do hospital e aos órgãos reguladores da área médica.
A maioria das mulheres entrevistadas pelo programa Four Corners tinha sido submetida ao chamado procedimento 35641, destinado a casos de endometriose grave, em circunstâncias nas quais os seus exames não apresentavam endometriose ou apenas uma endometriose leve.
Esta cirurgia custa mais de mil dólares (cerca de 5,2 mil reais), um valor significativamente maior do que outros que cobrem procedimentos como a laparoscopia, para casos de endometriose menos grave.
Entre as pessoas que receberam queixas sobre o Gordon em Epworth, estavam três diretores de serviços médicos e uma enfermeira-chefe que supervisionava as enfermeiras do centro cirúrgico.
A endometriose grave, ou "endometriose infiltrativa profunda", afeta apenas cerca de 20% das mulheres com a doença. Ginecologistas entrevistados pela ABC afirmaram que submetem as pacientes à cirurgia 35641 apenas em circunstâncias muito raras.
A primeira-ministra de Victoria, Jacinta Allan, já reagiu à reportagem, afirmando estar indignada com as alegações e garantindo que as denunciou à polícia.
"Remover os órgãos de uma mulher sem necessidade clínica é crime", afirmou em um comunicado divulgado na terça-feira. A polícia local confirmou posteriormente que estava investigando as denúncias.
Ao longo dos últimos cinco anos, médicos e pacientes apresentaram diversas queixas sobre os métodos do médico Simon Gordon à Agência Reguladora de Profissionais de Saúde da Austrália.
Os focos de endometriose encontram-se mais frequentemente nos ovários, nas trompas, nos ligamentos que sustentam o útero e no revestimento da cavidade pélvica ou abdominal. Os principais sintomas são a dor menstrual (dismenorreia), dor na relação sexual (dispareunia), dor ao evacuar (disquezia) e dor ao urinar (disúria). No entanto, há outras dores associadas como a abdominal ou torácica e cada doente apresenta sintomas e níveis muito distintos de dor.
por Notícias ao Minuto
SÃO CARLOS/SP - O município de São Carlos contabiliza, até o momento, 118 confirmações de dengue neste ano. Além disso, seis casos permanecem sob análise laboratorial e 57 suspeitas foram descartadas nesta semana após exames conclusivos. Não há registro de mortes associadas à doença em 2026.
No monitoramento das demais doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, os dados indicam cenário controlado. As 26 notificações de chikungunya registradas até agora foram descartadas, assim como os 20 casos suspeitos de zika vírus. Para febre amarela, não houve sequer notificação.
As autoridades sanitárias seguem acompanhando o quadro epidemiológico e orientam a população a manter quintais limpos, evitar o acúmulo de água parada e procurar atendimento médico ao apresentar sintomas como febre alta, dores no corpo e manchas na pele.
O controle da dengue, segundo a Vigilância, depende diretamente da colaboração da comunidade na prevenção.
BRASÍLIA/DF - Em meio ao aumento da demanda por atendimento psicológico e psiquiátrico no país, um programa vem sendo implementado de forma experimental em pelo menos duas cidades brasileiras para ampliar o cuidado no Sistema Único de Saúde (SUS).

Desenvolvido pela organização sem fins lucrativos ImpulsoGov, sediada em São Paulo, o Programa de Saúde Mental para Atenção Primária à Saúde (Proaps) está em fase de testes em Aracaju e Santos. A proposta é capacitar enfermeiros e agentes comunitários de saúde para oferecer acolhimento estruturado a pacientes com sintomas leves ou moderados de transtornos mentais. O trabalho é feito sob supervisão de psicólogos e psiquiatras vinculados à Rede de Atenção Psicossocial ou contratados pela entidade.
O Proaps também começou a ser implementado em São Caetano do Sul (SP), mas foi encerrado por motivos que a prefeitura não explicou à reportagem.
A saúde mental é um problema que preocupa 52% dos brasileiros. Além disso, 43% relatam dificuldades de acesso por causa do custo ou da demora na rede pública.
A metodologia segue diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Sistema Único de Saúde (SUS). O curso prevê 20 horas de formação teórica. Casos considerados graves são encaminhados à rede especializada.
Os acordos para capacitação foram firmados pelos próprios municípios que têm autonomia para implementar iniciativas de qualificação profissional.
Segundo a ImpulsoGov, os primeiros resultados indicam redução média de 50% nos sintomas depressivos entre os pacientes acompanhados, além de impacto na diminuição das filas por atendimento especializado.
A proposta, contudo, suscita ressalvas de algumas entidades. Sem avaliar diretamente o programa, o Conselho Federal de Psicologia (CFP) sinalizou preocupação quanto aos limites da delegação de competências.
O órgão destaca que o SUS já adota o chamado “matriciamento”, estratégia de integração multiprofissional que articula saúde mental e atenção primária sem substituir a atuação técnica de psicólogos e psiquiatras. Para o conselho, o enfrentamento da crescente demanda passa por investimentos estruturantes, como o fortalecimento dos Centros de Atenção Psicossocial (Caps), a ampliação das equipes e a contratação de especialistas por concurso público.
Dados do Boletim Radar SUS 2025 citados pela entidade indicam que, embora o número de psicólogos no país tenha crescido 160% entre 2010 e 2023, a proporção desses profissionais atuando no SUS diminuiu, ampliando desigualdades regionais, especialmente nas regiões Norte e Nordeste.
Em nota, o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) informou que não tinha conhecimento do projeto. Segundo a entidade, como integrantes das equipes da Atenção Primária à Saúde, os enfermeiros já recebem capacitação para prestar cuidados em saúde mental nos casos considerados leves e moderados, devendo encaminhar os casos graves para os serviços especializados, como os Centros de Atenção Psicossocial (Caps).
“Já em relação à situação apresentada, é necessário compreender o que está sendo compreendido por supervisão. As atividades de competência privativa dos enfermeiros são exclusivas da categoria, logo, sua supervisão por um profissional de outra categoria parece inadequada”, ponderou o Cofen, destacando a semelhança entre o Proaps e princípios e diretrizes que já norteiam a Política Nacional de Atenção Básica, como o apoio matricial e o compartilhamento de saberes entre as equipes de referência e especialistas.
“Talvez o que esteja sendo proposto seja a discussão dos casos com as equipes de referência. Essa situação na área da saúde mental é chamada de 'matriciamento' e é recomendada que as equipes dos Caps o realizem juntos às equipes da Atenção Primária, envolvendo não somente a enfermagem, mas os médicos, psicólogos e demais profissionais atuantes nas Estratégias de Saúde da Família (ESF)”, comentou o Cofen ao citar a previsão de articulação das equipes (matriciamento) como forma de garantir um atendimento integral e resolutivo.
Coordenadora de produtos da ImpulsoGov, Evelyn da Silva Bitencourt afirma que o objetivo do Proaps não é substituir psicólogos ou psiquiatras, mas capacitar profissionais que já atuam na porta de entrada do sistema.
Segundo ela, a saúde mental está entre os cinco principais motivos de atendimento na atenção básica, ao lado de hipertensão, diabetes e cuidados infantis.
“É uma demanda que já chega na atenção primária, mas para a qual os profissionais não especializados não recebem nenhum tipo de formação. Não estamos falando em resolver todas as demandas, mas sim sobre conseguir acolher o que a pessoa está sentindo, conseguir conversar sem invalidar as emoções da pessoa”, afirma a coordenadora
Após a identificação do sofrimento emocional - que pode incluir a aplicação de instrumentos como o PHQ-9, utilizado para rastrear sintomas depressivos -, o profissional decide se o paciente pode ser acompanhado na própria unidade ou se deve ser encaminhado a um especialista.
"Se for um munícipe em sofrimento leve ou moderado, eles [enfermeiros e agentes comunitários] têm instrumentos para atender à pessoa na própria unidade, por até quatro encontros, seguindo um protocolo de acolhimento interpessoal baseado em evidências.”
Para a coordenadora, a iniciativa reforça o matriciamento ao oferecer instrumentos complementares às equipes da atenção primária e fortalecer a articulação com a rede especializada.
Procurado pela Agência Brasil, o Ministério da Saúde informou que estados e municípios têm autonomia para implementar iniciativas de qualificação profissional, conforme o modelo de gestão tripartite do SUS.
A pasta destacou que o país conta com uma das maiores redes públicas de saúde mental do mundo, com mais de 6,27 mil pontos de atenção em saúde mental, incluindo cerca de 3 mil Centros de Atenção Psicossocial (Caps). Ainda segundo o ministério, o investimento federal na área cresceu 70% entre 2023 e 2025, alcançando R$ 2,9 bilhões no último ano.
Em Aracaju, o programa foi implementado por meio de acordo de cooperação técnica firmado em 2024 e renovado até 2027. Segundo a prefeitura, 20 servidores de 14 unidades participaram da capacitação no ano passado, realizando 472 atendimentos iniciais. Mais da metade dos pacientes atendidos acessava o serviço pela primeira vez.
Na capital sergipana, os primeiros resultados indicam redução média de 44% nos sintomas depressivos e melhora de quase 41% na percepção subjetiva do humor. A rede municipal conta atualmente com 28 psicólogos e cinco médicos de saúde mental, que atendem, em média, 1.950 pacientes por mês.
Em Santos, no litoral paulista, o programa começou a ser aplicado em outubro de 2025. Entre dezembro e janeiro, 314 usuários foram atendidos com base na metodologia. O município avalia ampliar a capacitação para mais profissionais da atenção primária, com o objetivo de ampliar o acesso da população ao atendimento em saúde mental.
“Os resultados ainda são parciais, mas vem demonstrando a importância da qualificação dos colaboradores da Atenção Primária”, reforçou a prefeitura.
Atualmente Santos conta com 127 especialistas (98 técnicos de nível superior e 29 médicos) distribuídos por 13 unidades de saúde (Centros de Atenção Psicossocial; Serviços de Reabilitação Psicossocial e de Residência Terapêutica).
AGÊNCIA BRASIL
SÃO CARLOS/SP - A Secretaria Municipal de Saúde (SMS), por meio do Departamento de Gestão do Cuidado Ambulatorial (DGCA), realizou na última sexta-feira (20/02), no auditório do Paço Municipal, um curso de capacitação sobre detecção precoce do câncer bucal, voltado aos profissionais da rede municipal.
A iniciativa teve como objetivo qualificar e aprimorar as habilidades clínicas e técnicas das equipes, com foco na identificação precoce da doença e na melhoria da assistência prestada à população.
A formação foi ministrada pelo professor e cirurgião-dentista Juliano Pacheco, coordenador de pesquisa do Hospital do Câncer de Ribeirão Preto e membro da Câmara Técnica em Laser do CROSP, e pela professora Milena Rodrigues Vasconcelos, mestre e doutora pelo Programa de Oncologia Clínica, Células Tronco e Terapia Celular da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP-USP).
De acordo com Milena Rodrigues Vasconcelos, a capacitação em diagnóstico precoce do câncer de boca é estratégica para a saúde pública. Segundo ela, a doença ainda é frequentemente diagnosticada em estágios avançados, o que reduz as chances de cura e aumenta a morbidade, os custos hospitalares e o impacto social.
“Quando capacitamos cirurgiões-dentistas e equipes da atenção básica para reconhecer lesões potencialmente malignas e sinais iniciais do carcinoma espinocelular, conseguimos identificar casos suspeitos mais cedo, reduzir a mortalidade, evitar tratamentos mutiladores e melhorar a qualidade de vida dos pacientes”, destacou.
O professor Juliano Pacheco ressaltou que o enfrentamento do câncer exige atuação preventiva e práticas baseadas em evidências científicas. Ele lembrou que, embora o Brasil esteja entre os países com maior número de faculdades de Odontologia, cerca de 80% dos casos de câncer de cabeça e pescoço ainda são diagnosticados tardiamente. “Esse cenário pode ser transformado com a qualificação permanente dos profissionais. Quando a doença é identificada na fase inicial, as taxas de cura podem chegar a 90%”, afirmou.
A diretora do Departamento de Gestão do Cuidado Ambulatorial (DGCA), enfermeira Lindiamara Soares, ressaltou que a capacitação permitiu aos servidores esclarecer dúvidas e aprofundar conhecimentos sobre a identificação de lesões suspeitas em estágio inicial. Segundo ela, ações como essa fortalecem a rede de atenção básica, contribuem para a redução da mortalidade e evitam tratamentos mais agressivos, garantindo mais qualidade de vida aos pacientes.
IBATÉ/SP - Prefeitura de Ibaté, por meio do Consórcio Intermunicipal de Saúde da Região Metropolitana (Cismetro), realizou a contratação de uma clínica especializada em exames de imagem na cidade de Rio Claro para a realização de exames de ressonância magnética.
A iniciativa tem como objetivo zerar a fila de espera, que ultrapassava um ano, garantindo mais agilidade no diagnóstico e no tratamento dos pacientes. Os exames já estão sendo realizados aos sábados, facilitando o atendimento e os pacientes contarão com transporte gratuito oferecido pelo município.
Para o prefeito Ronaldo Venturi, a ação representa um avanço importante na saúde pública. “Estamos trabalhando para zerar filas históricas e oferecer dignidade à população. Zerar a fila da ressonância é um compromisso com quem mais precisa e vamos continuar trabalhando para zerar a fila de todos os exames pendentes”, destacou.
Com a medida, a administração municipal reforça o compromisso de ampliar o acesso aos serviços de saúde e melhorar a qualidade do atendimento à população ibateense.
SÃO CARLOS/SP - Na última quinta-feira (19), a vereadora Cidinha do Oncológico, que tem atuado na defesa da ampliação do acesso à saúde pública no município, participou de uma reunião com o prefeito Netto Donato para apresentação de proposta de reativação de projeto voltado ao fortalecimento da política municipal de atendimento em saúde às populações em situação de vulnerabilidade social.
O encontro contou com a participação do Dr. Ubiratan Adler, docente do Departamento de Medicina da Universidade Federal de São Carlos, que apresentou uma proposta de reativação do Projeto Integra Rua, atividade de extensão que ofertou atendimento multidisciplinar, inicialmente na Unidade Saúde Escola da UFSCar (USE) e depois na UBS Vila Isabel a pessoas em situação de rua, em colaboração com o Consultório na Rua e com outros equipamentos municipais, como o Centro POP e a Casa de Passagem. A ideia é uma nova versão da atividade, com o objetivo de oferecer um atendimento inicial multidisciplinar a toda a população em situação de rua de São Carlos, durante o mês de julho de 2026 na USE, após as devidas aprovações da UFSCar. Em nova colaboração com o Consultório na Rua, seria possível identificar as necessidades de saúde e as características sociodemográficas e psicossociais dessa população.
Durante a reunião, foi destacada a importância da retomada e ampliação de iniciativas interinstitucionais, especialmente diante do aumento do número de pessoas em situação de rua no município. Cidinha destaca que, frequentemente, é abordada por moradores da cidade e comerciantes que pedem auxílio para lidar com demandas relacionadas a presença de pessoas em situação de rua em locais públicos.
Segundo estudo realizado pelo IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) de 2018, a vulnerabilidade social tem sido apontada como fator agravante para o desenvolvimento e a cronificação de diferentes doenças, o que exige respostas articuladas, humanizadas e integradas por parte do poder público.
O prefeito Neto Donato manifestou-se favorável à construção de mais uma iniciativa conjunta entre a Prefeitura e a UFSCar, com o objetivo de fortalecer as ações já existentes em São Carlos e ampliar o cuidado integral a essa população. A proposta apresentada ao Prefeito, prevê a oferta de atendimento em saúde, ações de cuidado e levantamento de dados que permitam atuar de forma mais efetiva frente às demandas apresentadas por essa população.
Para o Dr. Ubiratan, com a reativação do Projeto Integra Rua, será possível garantir um cuidado mais abrangente em saúde que leve à melhoria dos quadros crônicos que geralmente acometem essa população em situação de rua.” “Com isso, haverá uma redução da sobrecarga de atendimento nas próprias unidades de saúde do município. Para viabilizar o Integra-Rua, bem como as atividades da Medicina que já ocorrem na USE, será necessária a retomada dos exames subsidiários, suspensos por motivos alheios à UFSCar.
Como etapa inicial do projeto, que busca fortalecer os vínculos interinstitucionais, será agendada em breve, nova reunião no âmbito da Secretaria Municipal de Saúde para apresentação detalhada da proposta e avanço na criação de termo de cooperação técnica entre o Município e a UFSCar.
A iniciativa reforça a importância do apoio institucional e da articulação entre universidade e poder público como estratégias fundamentais para qualificar as ações já realizadas, ampliar o acesso aos serviços e assegurar o direito à saúde às populações mais vulneráveis de São Carlos.
Para o prefeito Netto Donato poder estabelecer novas parcerias evidencia a preocupação de seu governo em buscar soluções para problemas crônicos que afetam o dia a dia da cidade. “Existem questões crônicas em São Carlos, de muitos anos, que exigem a ação conjunta de várias secretarias, a parceria com o que é produzido nas universidades e o papel importante de apoio das entidades religiosas.”
IBATÉ/SP - O município de Ibaté recebeu, nesta quinta-feira, 19 de fevereiro, uma excelente notícia para a área da saúde. O prefeito Ronaldo Venturi (PSD) recebeu a visita do deputado federal Saulo Pedroso (PSD), que oficializou a destinação de uma emenda parlamentar no valor de R$ 500 mil para fortalecer os serviços de saúde hospitalar no município.
A reunião contou ainda com a presença do chefe da Assessoria de Relações Institucionais da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação do Estado de São Paulo, Rômulo Rippa, além dos secretários municipais Fábio Gomes (Governo), Major Luís Fumagale (Segurança Pública), Ivan Lins (Serviços Públicos), da secretária de Educação Rosângela Oliveira (Nova), do secretário adjunto de Finanças Jezer Campos e do vereador Val Construtor (PSD), o qual participou junto com o prefeito da articulação dessa conquista.
O secretário municipal de Saúde, Diângeles Chagas, não conseguiu estar presente devido a uma reunião previamente agendada na própria Secretaria de Saúde.
Durante o encontro, foram discutidos diversos assuntos voltados ao desenvolvimento e ao futuro de Ibaté. Ao final, o deputado federal entregou oficialmente os documentos assinados da emenda, garantindo o repasse de meio milhão de reais para investimentos na saúde.
O prefeito Ronaldo Venturi destacou a importância da conquista. “Essa é uma grande vitória para Ibaté. Esse recurso chega em boa hora e vai reforçar ainda mais a nossa rede de saúde, garantindo melhor atendimento e mais qualidade de vida para a nossa população. Seguimos trabalhando com seriedade, buscando parcerias e investimentos que tragam resultados concretos para a cidade”, afirmou.
Após a reunião, as autoridades visitaram a antiga pista de motocross, onde foi apresentado o local ao assessor Rômulo Rippa. Recentemente, o prefeito esteve em São Paulo para assinar o autorizo governamental (convênio) no valor de R$ 500 mil para a construção de um parque linear no espaço, ampliando as áreas de lazer e convivência para a população.
Com novos recursos assegurados para a saúde e avanços em projetos estruturantes, Ibaté segue trilhando um caminho de desenvolvimento e cuidado com as pessoas.
SÃO CARLOS/SP - A Secretaria Municipal de Saúde realizou, na tarde desta quinta-feira (19/02), no auditório do Paço Municipal, uma capacitação voltada ao aprimoramento do sistema de gestão de estoque de insumos e medicamentos nas unidades da rede. A formação contou com a participação de 105 servidores e foi promovida em parceria com os departamentos de Assistência Farmacêutica e de Gestão do Cuidado Ambulatorial (DGCA).
O objetivo da iniciativa é qualificar os profissionais responsáveis pelos pedidos e pelo controle de materiais, fortalecendo a organização interna, ampliando a eficiência dos processos e reduzindo desperdícios na rede municipal de saúde.
De acordo com a diretora do Departamento de Gestão do Cuidado Ambulatorial, enfermeira Lindiamara Soares, a proposta surgiu a partir da experiência prática na assistência.
“Como sou enfermeira na rede pública e, até recentemente, estava na assistência direta ao paciente, identifiquei a dificuldade de trabalhar com um sistema que não é intuitivo. Ao assumir o departamento, priorizei a organização dos processos e a qualificação dos profissionais. Por isso, solicitamos ao Departamento de Assistência Farmacêutica essa capacitação, para que os servidores pudessem esclarecer dúvidas e compreender melhor o funcionamento da ferramenta”, explicou.
Segundo Lindiamara, o controle adequado do estoque impacta diretamente na qualidade do atendimento prestado à população. “Quando o estoque, a logística e o quantitativo de insumos estão devidamente mapeados, conseguimos oferecer um cuidado mais eficiente. Evitamos perdas, garantimos a quantidade adequada para os atendimentos, reduzimos reclamações de pacientes e profissionais e diminuímos o desperdício”, afirmou.
O diretor do Departamento de Assistência Farmacêutica, José Vitor dos Santos Bassetto, destacou que o curso também teve caráter de reorientação quanto aos pedidos realizados pelas unidades. “A capacitação abordou as solicitações de medicamentos e materiais feitas ao almoxarifado para uso ambulatorial, além de itens entregues diretamente aos pacientes, como curativos. São pedidos realizados pelas Unidades de Saúde da Família (USFs), Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e demais unidades, que passam por triagem antes da liberação”, explicou.
Segundo ele, o aprimoramento do sistema permitirá maior controle e previsibilidade. “Nosso objetivo é garantir o controle de entrada e saída do almoxarifado, evitando tanto a falta de produtos e medicamentos nas unidades quanto o desperdício. Uma gestão eficiente de estoque reflete diretamente na qualidade do serviço prestado à população”, concluiu.
“Nosso objetivo é garantir uma gestão eficiente, transparente e comprometida com resultados. Cada ajuste que fazemos na organização interna reflete em mais agilidade, mais qualidade e mais respeito com quem depende do SUS no nosso município”, finalizou o secretário de Saúde, Leandro Pilha.
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