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BAURU/SP - O Centro TEA Paulista é um equipamento público voltado ao atendimento de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), seus familiares e cuidadores. A unidade também oferece apoio a profissionais e gestores públicos, com serviços voltados à orientação, qualificação e encaminhamento para a rede de atendimento.

A unidade instalada em junho na cidade de Bauru é disponibilizada para atender os moradores dos 39 municípios da região administrativa e reúne, em um único local, atendimento especializado para pessoas com autismo e o Centro de Cidadania da Pessoa com Deficiência.

Quem pode utilizar o serviço

O Centro TEA Paulista atende pessoas com Transtorno do Espectro Autista de todas as idades, além de familiares e cuidadores que buscam orientação sobre diagnóstico, direitos, serviços públicos e formas de acompanhamento.

O equipamento também desenvolve ações voltadas à capacitação de profissionais das áreas de saúde, educação, assistência social e demais setores envolvidos no atendimento às pessoas com TEA.

LEIA TAMBÉM: Centro TEA Paulista tem programação de férias com atividades inclusivas

Quais serviços são oferecidos

Entre os serviços disponíveis estão:

  • acolhimento e orientação para pessoas com TEA e familiares;
  • atendimento multidisciplinar;
  • orientação sobre direitos e acesso à rede pública de serviços;
  • atividades terapêuticas e de convivência;
  • apoio a familiares e cuidadores;
  • cursos, palestras e ações de capacitação para profissionais;
  • suporte técnico aos municípios para políticas públicas relacionadas ao autismo.

A unidade também conta com estrutura adaptada para diferentes necessidades, incluindo:

  • sala multissensorial;
  • ambiente de acomodação sensorial para pessoas em situação de crise;
  • biblioteca temática;
  • auditório para cursos e palestras;
  • unidade do Polo de Empregabilidade Inclusiva (PEI), destinada à orientação profissional e encaminhamento ao mercado de trabalho para pessoas com deficiência.

No mesmo endereço funciona o Centro de Cidadania da Pessoa com Deficiência, que presta orientações sobre benefícios, programas públicos, direitos e acesso à rede de atendimento.

Como acessar o atendimento

As orientações sobre agendamento, documentação necessária e encaminhamento são realizadas diretamente pela equipe do Centro TEA Paulista em Bauru. 

Serviço

  • Centro TEA Paulista – Unidade Bauru
  • Endereço: Rua Severino Lins, nº 7-10 – Vila Aviação – Bauru/SP – CEP 17018-600 
  • Funcionamento: segunda a sexta-feira, das 8h às 17h
  • Atendimento: gratuito
  • Público: pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), familiares, cuidadores, profissionais e gestores públicos.

SÃO CARLOS/SP - A vereadora Cidinha do Oncológico, PP, apresentou um projeto de lei para ser apreciado na Câmara Municipal que tem por objetivo instituir um Protocolo Municipal para Dispensação, Autorização e Acompanhamento do uso do medicamento Tirzepatida no tratamento da obesidade, no Sistema Único de Saúde (SUS).

A vereadora destaca que a obesidade é reconhecida como uma doença crônica, multifatorial e progressiva, associada a diversas comorbidades, como diabetes tipo 2, hipertensão arterial, doenças cardiovasculares e diversos tipos de câncer, impactando diretamente na qualidade de vida da população e gerando elevados custos ao sistema público de saúde.

Nesse contexto, a incorporação de novas estratégias terapêuticas baseadas em evidências científicas torna-se fundamental para o enfrentamento da doença. A Tirzepatida tem se destacado como uma inovação no tratamento da obesidade, apresentando resultados expressivos na redução de peso e no controle metabólico, quando associada a mudanças no estilo de vida e acompanhamento multiprofissional.

Segundo Cidinha, a proposta não se limita à simples disponibilização do medicamento, mas estabelece critérios rigorosos para sua dispensação, priorizando pacientes com maior gravidade clínica e em situação de vulnerabilidade social, garantindo, assim, o uso racional dos recursos públicos, a equidade no acesso e a efetividade do tratamento.

“Além disso, o projeto reforça a importância do acompanhamento multiprofissional, envolvendo médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e assistentes sociais, assegurando uma abordagem integral do paciente, conforme os princípios do SUS de universalidade, integralidade e equidade”, declarou.

A parlamentar salientou ainda que “o projeto de lei respeita a organização administrativa do Poder Executivo, ao atribuir à Secretaria Municipal de Saúde a regulamentação e operacionalização do protocolo, sem interferir diretamente na gestão dos serviços, o que afasta eventual vício de iniciativa”.

“O projeto busca não apenas ampliar o acesso ao tratamento da obesidade no município, mas também promover saúde, prevenir complicações e reduzir, a médio e longo prazo, os custos assistenciais decorrentes das doenças associadas”, concluiu a vereadora.

CANADÁ - A influenciadora canadense Rebecca Luna passou anos atribuindo os lapsos de memória ao TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade). Somente depois ela recebeu o diagnóstico de Alzheimer de início precoce, uma forma rara da doença que pode surgir antes dos 65 anos.

Com o rápido declínio cognitivo, Rebecca decidiu passar por um procedimento de morte assistida, autorizado no Canadá. Ela morreu no último sábado (25), aos 49 anos.

O caso chamou atenção para um tipo de Alzheimer que costuma trazer desafios adicionais justamente porque acomete pessoas ainda em idade produtiva e pode se manifestar de formas diferentes das observadas em idosos.

Um aspecto importante é que a perda de memória nem sempre é o primeiro sintoma.

"Enquanto o mais comum é a doença começar com falhas de memória, nas formas de início precoce ela pode se apresentar com alterações de linguagem, comportamento ou até da visão, porque outras áreas do cérebro podem ser afetadas antes da memória", afirma o neurologista Carlos Uribe, do Hospital Brasília, da Rede Américas.

Essa característica ajuda a explicar por que muitos pacientes passam meses ou até anos buscando outras explicações para os sintomas.

Em pessoas mais jovens, médicos e pacientes tendem a associar as dificuldades cognitivas ao excesso de trabalho, ao estresse, à ansiedade ou a transtornos psiquiátricos.

Antes de pensar em uma doença neurodegenerativa, é preciso descartar outras condições que também podem provocar alterações cognitivas, como depressão, tumores cerebrais, sangramentos e outras doenças potencialmente reversíveis.

"O que chama atenção é a persistência das queixas e o impacto que elas começam a provocar no dia a dia. Quando isso acontece, vale a pena fazer uma avaliação especializada", diz Uribe.

A gerontóloga Claudia Alves, especialista em pessoas com demência e criadora do perfil @obomdoalzeimer no Instagram, afirma que as alterações cerebrais começam muitos anos antes de os sintomas se tornarem evidentes.

"Quando aparecem sintomas como perda da memória recente, desorientação no tempo e no espaço e mudanças de humor, muita gente acredita que está no começo do Alzheimer porque acabou de receber o diagnóstico. Mas a doença pode estar se desenvolvendo há cinco, seis, sete ou até dez anos", afirma.

Alves diz que familiares têm papel importante na identificação das primeiras mudanças.

"A família precisa prestar atenção quando uma pessoa começa a apresentar comportamentos diferentes do seu padrão. Muitas vezes isso acaba sendo tratado como 'coisa da idade', mas envelhecer não significa mudar completamente de comportamento", afirma.

Embora existam casos hereditários, eles são considerados raros. Segundo Uribe, algumas famílias apresentam mutações genéticas que praticamente determinam o desenvolvimento da doença, geralmente entre os 40 e os 50 anos de idade.

Para a maioria das pessoas, porém, o diagnóstico depende de avaliação clínica e, quando necessário, de exames específicos capazes de identificar biomarcadores da doença.

"A investigação genética é indicada principalmente quando existem vários casos na família e eles começam em idade muito jovem. Nos casos que surgem após os 65 anos, essa causa genética é muito menos frequente", afirma.

Uribe diz que esses testes ganharam importância porque, pela primeira vez, existem medicamentos capazes de modificar a evolução do Alzheimer em pacientes selecionados.

"Hoje existem tratamentos que conseguem mudar o curso da doença. Eles ainda não representam uma cura, mas são um primeiro passo importante. O benefício é maior justamente quando o diagnóstico acontece nas fases iniciais, porque existe uma janela terapêutica", diz.

ESTILO DE VIDA E PREVENÇÃO

Enquanto o tratamento ainda não é capaz de interromper a progressão da doença, mudanças no estilo de vida continuam sendo uma das principais estratégias para preservar a autonomia por mais tempo.

Alves defende cinco medidas com maior respaldo científico: alimentação equilibrada, sono de qualidade, atividade física regular, estímulo cognitivo e manutenção da vida social.

"Esses hábitos ajudam a proteger o cérebro ao longo da vida e também podem contribuir para que pessoas que já apresentam um declínio cognitivo preservem a autonomia por mais tempo", diz;

Ela também ressalta que o diagnóstico não deve levar ao isolamento do paciente.

"Família e amigos precisam conhecer a doença para saber lidar com ela. A pessoa não deve ser excluída das atividades nem tratada como criança. Ela continua entendendo muita coisa e deve participar da vida social dentro das suas possibilidades", diz.

 

 

por Folhapress

SÃO CARLOS/SP - Pelo segundo ano consecutivo, a Santa Casa de São Carlos recebeu o Certificado de Gestão de Indicadores de Qualidade e Desempenho, concedido pela EPIMED Solutions em parceria com a Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB). O reconhecimento é destinado às unidades de terapia intensiva que atendem aos critérios de qualidade e integridade dos dados clínicos, fundamentais para o monitoramento de indicadores assistenciais e para a tomada de decisões que contribuem para a melhoria contínua do cuidado aos pacientes críticos. 

A entrega do certificado aconteceu nesta quarta-feira (29) e foi realizada por Jucimara Vieira, Gerente Nacional da EPIMED Solutions. Participaram da cerimônia o Diretor de Estratégia e Inovação, Dr. Flávio Guimarães, representando o provedor Antonio Valério Morillas Junior; a Gerente de Enfermagem, Ariadni Fernanda Martins; o enfermeiro horizontal das UTIs, Jean Carlos Cidrão; o coordenador de Enfermagem da UTI, Tiago Clezer; a Coordenadora de Enfermagem da Unidade Coronariana, Flávia Serpa; as analistas da Qualidade, Stephanie Ramos de Almeida e Bianca Rabello; o farmacêutico da SCIRAS, Carlos Hilderaldo Masselli Franzoni; e a enfermeira da SCIRAS, Bruna Martins Rodrigues.

Para a Gerente Nacional da Epimed Solutions, Jucimara Vieira, a renovação da certificação demonstra a maturidade da instituição na gestão da terapia intensiva. "A Santa Casa conseguiu manter a integridade dos dados da UTI. E manter essa certificação significa saber para onde está indo, ter informações confiáveis para tomar decisões assertivas e ajustar a rota sempre que necessário. É um reconhecimento que merece ser compartilhado com toda a equipe da terapia intensiva."

Segundo Jucimara, os critérios avaliados envolvem a qualidade das informações clínicas registradas, fundamentais para acompanhar o perfil dos pacientes, avaliar o uso dos recursos, calcular indicadores de gravidade e orientar as melhores condutas assistenciais. "Receber esse certificado mostra que a instituição possui os principais indicadores da terapia intensiva monitorados com qualidade, permitindo decisões mais seguras tanto à beira do leito quanto na gestão da unidade. É um passo importante rumo a certificações ainda mais avançadas, como UTI Eficiente e Top Performer."

Ela também destacou o impacto direto desse reconhecimento para a população. "Para quem precisa de atendimento, significa entrar em uma unidade de terapia intensiva que trabalha baseada em dados confiáveis, que busca constantemente melhorar seus processos e que tem como prioridade oferecer uma assistência segura e de qualidade."

O provedor Antonio Valério Morillas Junior parabenizou os profissionais envolvidos e destacou que a conquista é resultado do empenho coletivo. "Receber novamente essa certificação é um reconhecimento ao trabalho realizado por todos os profissionais envolvidos no cuidado aos pacientes críticos. A manutenção desse selo pelas UTIs 1 e 2 demonstra que a Santa Casa está no caminho certo, investindo em processos de qualidade, gestão de indicadores e melhoria contínua da assistência. É o resultado do empenho das nossas equipes, que trabalham diariamente para oferecer um atendimento seguro e qualificado à população."

SÃO CARLOS/SP - Desde a semana passada, usuários do serviço de hemodiálise do Hospital Universitário da UFSCar “Dr. Horácio Panepucci” (HU) têm reclamado da falta de transporte sanitário gratuito. O problema motivou o vereador Lineu Navarro a enviar, nesta segunda-feira (27), um ofício ao secretário Municipal de Saúde, Leandro Pilha, solicitando urgência na inclusão desses pacientes no sistema de transporte já existente.

Segundo o documento, a reivindicação é que os pacientes que passaram a realizar o procedimento na nova unidade de nefrologia do HU sejam contemplados com o mesmo serviço de deslocamento oferecido aos atendidos pela Santa Casa. A terceirização do transporte dos que fazem hemodiálise na Santa Casa ou em outras cidades, bem como o transporte dos que recebem alta deste hospital, foi assumido pela Santa Casa a partir de contrato com a Prefeitura, em 2023, ano em que Lineu presidia o Conselho Municipal de Saúde.

“Agora, com a inclusão do Hospital Universitário no rol de hospitais que também realizam hemodiálise, o contrato do transporte dos pacientes deste serviço precisa incluir os novos atendidos, que não podem ser excluídos deste serviço. Não faz sentido que esses cidadãos sejam tratados de forma diferente”, afirmou Lineu.

Inaugurada em 25 de março deste ano, com a presença do presidente Lula, que destinou mais de R$ 20 milhões para o HU, a nova ala de nefrologia deste hospital representa um avanço estrutural para o SUS na cidade e região. O setor começou atendendo 12 pacientes em dias alternados por semana, com previsão de dobrar esse número para 24, 48 e depois para 96 pessoas com insuficiência renal grave – este número será possível em breve, quando chegarem as outras doze máquinas já previstas.

Lineu alerta que muitos pacientes estão recorrendo a aplicativos de transporte ou dependendo de familiares para chegar ao hospital, o que agrava a situação financeira e emocional de quem já enfrenta um procedimento extremamente debilitante. “São pessoas que passam por sessões de até quatro horas, três vezes por semana. Ter que pagar pelo deslocamento nesse momento não é justo e cria dificuldades ao acesso deste procedimento que é vital para a qualidade de vida dos que necessitam de hemodiálise”, criticou o vereador.

BRASÍLIA/DF - O Brasil atingiu as metas estabelecidas internacionalmente de eliminação da transmissão da hepatite B de mãe para filho.

Durante evento do Dia Mundial de Luta contra Hepatites Virais, no Rio de Janeiro, o Ministério da Saúde informou que, nos últimos dois anos, menos de 0,1% das crianças com até cinco anos de idade apresentaram infecção ativa pelo HBV, vírus causador da hepatite B.

Com isso, o governo brasileiro solicitou à Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) a certificação internacional de eliminação da transmissão vertical do vírus.  

De acordo com o Ministério da Saúde, a prevalência da transmissão de mãe para filhos no país ficou em 0,0111% no ano de 2025, abaixo do limite de 0,1% estabelecido internacionalmente.

Além disso, segundo o Ministério, a cobertura de acompanhamento pré-natal no país superou os 98% entre 2024 e 2025, acima da meta de 95%. Outra meta é que a vacinação contra o HBV nas primeiras horas de vida atinja pelo menos 90% dos recém-nascidos. O ministério afirma que, no Brasil, essa cobertura vacinal ficou em 97% em 2024 e em 100% em 2025.

A eliminação da transmissão vertical da hepatite B, segundo o governo brasileiro, resulta de ações como a testagem para hepatite B durante o pré-natal, tratamento antiviral para reduzir o risco de transmissão durante a gravidez quando necessário, vacinação contra o HBV preferencialmente nas primeiras 12 horas de vida e a administração de imunoglobulina (HBIG) para filhos de mães com hepatite B.

“A retomada dos investimentos na atenção primária em saúde foi decisiva para isso. Sem a atenção primária em saúde forte e, sem a saúde baseada a partir das comunidades, não é possível alcançar a eliminação de doenças infecciosas”, afirmou o ministro Alexandre Padilha.

Em dezembro de 2025, o Brasil já tinha conseguido a certificação internacional de eliminação da transmissão vertical do vírus HIV, que causa a Aids. O país mantém o compromisso de, até 2030, fazer o mesmo com a sífilis, doença de Chagas e o vírus linfotrópico de células T humanas (HTLV), além da hepatite B.

“Todos nós sabemos que a dificuldade que temos de eliminar a transmissão vertical da sífilis não é falta de tecnologia, de um medicamento ou de um teste diagnóstico. Nosso maior desafio é proteger as mulheres. Porque infelizmente nós sabemos que muitas vezes identificamos uma mulher infectada por sífilis no começo da consulta do pré-natal, tratamos essa mulher na unidade básica de saúde, mas infelizmente essa mulher, por sua situação de vulnerabilidade, continua sendo infectada pelo seu parceiro ao longo de todo o pré-natal. Isso é o que ainda nos dificulta eliminar a transmissão vertical da sífilis”, disse Padilha.

 

 

AGÊNCIA BRASIL

SÃO CARLOS/SP - A cobertura vacinal da primeira dose da vacina contra a dengue em São Carlos alcançou 55,78% do público-alvo formado por crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (27/07) pelo Departamento de Vigilância da Secretaria Municipal de Saúde. A adesão à segunda dose, no entanto, ainda é considerada mais baixa, com cobertura de 30,46%, o que acende o alerta para a necessidade de completar o esquema vacinal.

O município possui 14.344 pessoas aptas a receber o imunizante. Até o momento, foram aplicadas 7.908 primeiras doses e 4.357 segundas doses.
Entre os adolescentes de 10 anos, foram registradas 2.797 aplicações da primeira dose e 1.141 da segunda. Na faixa de 11 anos, foram aplicadas 1.625 primeiras doses e 1.126 segundas doses. Entre os jovens de 12 anos, os números são de 1.174 e 779 aplicações, respectivamente. Na faixa de 13 anos, foram contabilizadas 1.202 primeiras doses e 684 segundas doses. Já entre os adolescentes de 14 anos, 1.110 receberam a primeira dose e 627 completaram o esquema vacinal.

O esquema vacinal recomendado é composto por duas doses, com intervalo de três meses entre as aplicações. Nos casos em que a criança ou adolescente contrai dengue, a vacinação deve ser adiada por seis meses após a recuperação. Se a infecção ocorrer entre a primeira e a segunda dose, a aplicação da dose complementar deve ser mantida na data prevista, desde que seja respeitado o intervalo mínimo de 30 dias entre a doença e a vacinação.

“A vacina contra a dengue é uma importante ferramenta para reduzir os casos graves e as hospitalizações, mas ela só oferece a proteção esperada quando o esquema vacinal é completado. Por isso, fazemos um apelo aos pais e responsáveis para que verifiquem a caderneta de vacinação e levem as crianças e adolescentes de 10 a 14 anos às unidades de saúde, principalmente aqueles que já receberam a primeira dose e ainda precisam tomar a segunda. Manter a vacinação em dia é uma forma de proteger nossos jovens e fortalecer a prevenção da dengue no município”, alerta a diretora de Vigilância em Saúde, Denise Martins Gomide.

A vacinação está disponível de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 16h30, em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e Unidades de Saúde da Família (USFs) do município. Para receber a vacina, é necessário apresentar documento oficial com foto e a caderneta de vacinação.

Estudo validará questionário internacional para uso no Brasil, com participação de praticantes de diferentes modalidades esportivas

 

SÃO CARLOS/SP - Uma pesquisa de pós-doutorado desenvolvida no Departamento de Fisioterapia (DFisio) da UFSCar convida atletas para um estudo que pretende traduzir, adaptar culturalmente e investigar a validade do Rosenbaum Concussion Knowledge and Attitudes Survey (RoCKAS) para o Português Brasileiro. O questionário internacional avalia o conhecimento e as atitudes em relação às concussões no esporte, um tipo de lesão cerebral traumática provocada por impactos na cabeça ou no corpo que fazem o cérebro se mover rapidamente dentro do crânio. A iniciativa integra um projeto multicêntrico internacional, realizado em parceria com a The Ohio State University (EUA).

O estudo é conduzido pelo fisioterapeuta Gustavo Viotto Gonçalves, pesquisador do Laboratório de Pesquisa em Reumatologia e Reabilitação da Mão (LAPREM) da UFSCar, sob orientação da professora Paula Regina Mendes da Silva Serrão, docente do DFisio, e com colaboração do professor Matthew Brancaleone, da The Ohio State University.

"A concussão ainda é uma lesão frequentemente subestimada no esporte brasileiro, muitas vezes por falta de informação. Com um instrumento validado, times, federações e profissionais de saúde passam a contar com uma forma objetiva de avaliar o conhecimento de atletas sobre o tema e, a partir disso, desenvolver campanhas de educação direcionadas, e não genéricas. O impacto esperado é justamente esse: mais atletas identificando sintomas a tempo e menos casos de concussão sendo ignorados ou mal manejados. A expectativa é que o instrumento contribua para a prevenção de concussões e para a segurança de atletas em todo o Brasil", registra Gonçalves.

Podem participar atletas de qualquer modalidade esportiva, com 18 anos ou mais e pelo menos um ano de prática. Os voluntários devem preencher um formulário online (https://redcap.link/RoCKAS-portugues), com duração aproximada de 20 a 30 minutos, e responder ao mesmo questionário novamente após cinco dias. Essa segunda etapa leva de 15 a 20 minutos e é essencial para avaliar a confiabilidade do instrumento.

Dúvidas podem ser esclarecidas pelo e-mail gustavoviottogoncalves@ufscar.br ou pelo WhatsApp (16) 99644-5515.

A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa em Seres Humanos da UFSCar (CAAE: 91726025.0.0000.5504), é financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp - Processo nº 2025/00498-6) e conta com o apoio institucional da Comissão Científica da Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva e da Atividade Física (Sonafe).

Iniciativa fornece subsídios para que os participantes desenvolvam conhecimentos e habilidades para a realização de primeiros socorros em diferentes situações

 

SÃO CARLOS/SP - No segundo semestre de 2026, o Departamento de Enfermagem (DEnf) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) oferecerá a Atividade Curricular de Integração Ensino, Pesquisa e Extensão (Aciepe) "Noções Básicas de Primeiros Socorros", coordenada pela professora Ariene Angelini dos Santos Orlandi. A atividade disponibilizará 15 vagas para estudantes de graduação da UFSCar e 10 vagas para estudantes de graduação de outras instituições de ensino superior de São Carlos.

As inscrições para estudantes da UFSCar serão realizadas pelo Sistema Integrado de Gestão Acadêmica (SIGA), durante o período de ajuste de inscrições previsto no calendário acadêmico. Já os estudantes de outras instituições poderão se inscrever até 18 de agosto pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

A Aciepe tem como objetivo fornecer subsídios para que os participantes desenvolvam conhecimentos e habilidades para a realização de primeiros socorros em diferentes situações, com base em evidências científicas. As atividades incluem exposições dialogadas, discussões, simulações, treinamento de habilidades e atividades não presenciais.

O primeiro encontro está previsto para o dia 19 de agosto, às 14 horas, na sala 17 do DEnf, localizado na área Norte do Campus São Carlos.

VENEZUELA - Três pessoas diagnosticadas com hantavírus morreram no estado de Anzoátegui, na Venezuela. As ocorrências foram confirmadas na terça-feira, 21 de julho, pelo Ministério da Saúde venezuelano.

As autoridades também investigam as mortes de dois profissionais da área da saúde no estado de Barinas. Segundo a pasta, esses episódios não estão, até o momento, associados aos casos registrados em Anzoátegui, e as causas dos óbitos ainda precisam ser esclarecidas.

Em comunicado, o ministério ressaltou que o hantavírus é transmitido principalmente pelo contato com roedores em ambientes rurais e agrícolas. A contaminação pode ocorrer pela inalação de partículas provenientes da urina, das fezes ou da saliva desses animais, sobretudo em locais fechados.

A pasta afirmou ainda que não há evidências científicas de transmissão entre pessoas no território venezuelano.

De acordo com o governo, o Sistema Nacional de Saúde permanece em funcionamento para acompanhar a situação e adotar as medidas necessárias. Os resultados conclusivos das investigações deverão ser divulgados posteriormente pelos canais oficiais.

No início deste mês, a Organização Mundial da Saúde informou que poderia considerar encerrado o surto de hantavírus identificado a bordo de um navio de cruzeiro, desde que nenhum novo caso surgisse entre as 54 pessoas que ainda cumpriam quarentena. O total de infecções permanecia estável em 13 havia várias semanas.

O navio Hondius havia partido de Ushuaia, no extremo sul da Argentina, em 1º de abril, com passageiros de diferentes nacionalidades, para uma travessia pelo Atlântico Sul. Durante a viagem, três pessoas morreram e outras quatro apresentaram sintomas da doença.

A embarcação seguiu posteriormente para as Ilhas Canárias, onde passageiros e parte da tripulação desembarcaram. A repatriação foi organizada em uma operação que contou com a participação da OMS e das autoridades espanholas.

 

 

 por Notícias ao Minuto

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